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terça-feira, 23 de setembro de 2014

Rumo ao ‘homo technologicus’




DESTAQUE

Homens-autômatos?

“As tecnologias estão nos roubando talentos que só são desenvolvidos quando lutamos duro para conseguir as coisas”.

“Nós as aceitamos porque nos oferecem a ilusão de que teremos mais tempo livre”

Os estímulos e distrações que armazenam os smartphones que carregamos ou as telas às quais estamos conectados impede que nos concentremos. Fazem com que sobrevoemos as coisas. Passar de uma à outra, a torto e a direito, em uma profunda viagem pela superficialidade.
Rouba também nosso compromisso com o mundo. Passamos mais tempo socializando através da tela, como observadores. Reduz os talentos que desenvolvemos e, portanto, a satisfação que sentimos ao desenvolvê-los.
Em seu novo livro, The Glass Cage: Automation and Us (A Gaiola de Vidro: Automação e nós, sem previsão de lançamento no Brasil), Carr, de 55 anos, fala em complacência automatizada: confiamos em que a máquina vai resolver tudo, nos entregamos a ela como se fosse todo-poderosa, e deixamos nossa atenção à deriva. A partir desse momento, se surgirem problemas, não sabemos mais como resolvê-los.

*** * ***

Delegamos cada vez mais coisas à tecnologia. Ela guia nossos passos, relações, trabalhos

Por 
JOSEBA ELOLa



Interior da cabine de comando de um avião durante uma manobra de aproximação. / GUILLERMO GRANJA (REUTERS)


Na primavera do ano 1995, o transatlântico Royal Majesty encalhou, inesperadamente, em um banco de areia da ilha de Nantucket. Apesar de estar equipado com o mais avançado sistema de navegação da época se chocou com esta ilha situada a 48 quilômetros de Cape Cod, Massachussetts, nos Estados Unidos. Vinha das ilhas Bermudas e se dirigia a Boston, com 1.500 passageiros a bordo. A antena do GPS se soltou, o barco foi se desviando progressivamente de sua trajetória e nem o capitão, nem a tripulação perceberam o problema. Um vigilante de guarda não avistou uma importante boia perto da qual o barco devia passar e não informou: como a máquina vai se equivocar? Felizmente, o acidente não produziu feridos.
O prestigioso ensaísta norte-americano Nicholas Carr utiliza este episódio para ilustrar até que ponto depositamos nossa fé nas novas tecnologias, que nem sempre são infalíveis.
Em alguns casos, podem nos arrastar para lugares aos quais não queríamos chegar.
Em seu novo livro, The Glass Cage: Automation andUs (A Gaiola de Vidro: Automação e nós, sem previsão de lançamento no Brasil), Carr, de 55 anos, explica que caímos em uma automatização excessiva, e através deste processo exteriorizamos parte de nossas capacidades. A tecnologia guia nossas buscas por informação, nossa participação na conversa das redes, nossas compras, nossa busca de amigos. E permite que não façamos os trabalhos pesados.
Tudo isso, pouco a pouco, nos conduz ao que Carr denomina complacência automatizada: confiamos em que a máquina vai resolver tudo, nos entregamos a ela como se fosse todo-poderosa, e deixamos nossa atenção à deriva. A partir desse momento, se surgirem problemas, não sabemos mais como resolvê-los.
A pequena história do Royal Majesty, na verdade, encerratoda uma metáfora: colocamos o GPS e perdemos o rumo.
Algo assim é o que nos explica o especialista norte-americano: “Estamos enfeitiçados pelas tecnologias engenhosas”, diz em conversa telefônica de sua casa em Boulder, Colorado, nas Montanhas Rochosas. “Nós as adotamos rápido demais porque pensamos que são ‘cool’ ou porque achamos que diminuirão nosso trabalho; mas,demoramos para perceber os perigos que elas encerram, e não paramos para pensar como estas ferramentas mudam nosso comportamento, nossa maneira de atuar no mundo”.

“As tecnologias estão nos roubando talentos que só são desenvolvidos quando lutamos duro para conseguir as coisas”.

Este estudioso das novas tecnologias, que em 2011 foi finalista do prêmio Pulitzer com sua obra anterior, The Shallows: Whatthe Internet is doing to our Brains (O Superficial: O que a Internet está fazendo com nossos cérebros?), estima que a complacência automatizada está diminuindo nossas capacidades. E usa um exemplo muito simples: graças aos corretores automáticos, exteriorizamos nossas habilidades ortográficas. Cada vez escrevemos pior. Desaprendemos.
“À medida que empresas como Facebook, Google, Twitter e Apple concorrem mais ferozmente para fazer as coisas para nós, para ganhar nossa lealdade, o software tende a se apoderar do esforço que significa conseguir qualquer coisa”.
Pergunta. O que as novas tecnologias nos estão roubando?
Resposta. Estão-nos roubando o desenvolvimento de preciosas habilidades e talentos que só se desenvolvem quando lutamos duro pelas coisas. Quanto mais imediata é a resposta que nos dá o software dizendo onde ir ou o que fazer, menos lutamos contra esses problemas e menos aprendemos. Rouba também nosso compromisso com o mundo. Passamos mais tempo socializando através da tela, como observadores. Reduz os talentos que desenvolvemos e, portanto, a satisfação que sentimos ao desenvolvê-los.

O discurso tecno-cético de Carr pode ser rebatido de muitos lados. Não são poucas as vozes que se levantariam dizendo que essas mesmas tecnologias estão permitindo a capacidade de comunicação das pessoas, as possibilidades de aprender ou até de se organizar para mudar as coisas e se comprometer com o mundo. O próprio Carr suaviza seu discurso elogiando as imensas possibilidades que a rede oferece para acessar informações e se comunicar. Mas há custos associados.
Manter a atenção no novo cenário tecnológico, na verdade, não é algo fácil. Os estímulos e distrações que armazenam os smartphones que carregamos ou as telas às quais estamos conectados impede que nos concentremos. Fazem com que sobrevoemos as coisas. Passar de uma à outra, a torto e a direito, em uma profunda viagem pela superficialidade.

O ensaísta norte-americano Nicholas Carr, em 2010. / MURDO MACLEOD

Carr, que foi assessor editorial da Enciclopédia Britânica, afirma que a automatização na qual nos encontramos imersos conduz, além disso, a uma sociedade com médicos de atenção primária que empregam entre 25% e 55% de seu tempo olhando para a tela em vez de prestar atenção à narrativa do paciente; arquitetos que utilizam planilhas que propiciam uniformidade urbanística; e financistas que delegam operações à máquina que, quando falha, têm consequências.
Na verdade, já se começou a dar alguns passos atrás no processo de automatização. Dia 4 de janeiro de 2013, a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos emitiu um comunicado pedindo que as empresas de aviação norte-americanas incentivassem as operações de voo “manuais”. As investigações sobre acidentes e incidentes no ar, explica Carr, indicavam que os pilotos tinham-se tornado muito dependentes da navegação automática.
A automatização significa, além disso, uma ameaça para o emprego e transforma os trabalhadores em acessórios da máquina, em executores de trabalhos cada vez maismecânicos, pois as capacidades intelectuais foram exteriorizadas. “É muito triste. Não significa apenas uma ameaça para o sustento das pessoas, também nos converte em observadores mais do que em atores. Nossa experiência e múltiplos estudos psicológicos demonstram que envolver-se é a forma de ficar satisfeito com o trabalho”.
Este processo é alimentado por uma dupla força: por um lado, as empresas potencializam a automatização em prol da eficiência e dos resultados. E por outro, os trabalhadores aceitam de bom grado estas tecnologias: “Nós as aceitamos porque nos oferecem a ilusão de que teremos mais tempo livre.” Aí está a armadilha. “Muitos empreendedores e investidores do Vale do Silício nos dizem: ‘Isto vai melhorar nossas vidas, vai-nos libertar’. Essa retórica utópica esconde o fato de que, em muitos casos, as tecnologias não estão melhorando nossas vidas, nem dando melhores trabalhos ou atividades, mas estão enriquecendo cada vez mais os plutocratas do Vale do Silício”.
Carr, ex-diretor da Harvard Business Review, rechaça que neste caso seja o velho medo da máquina dos tempos da Revolução Industrial: “Há uma grande diferença: os computadores podem fazer agora mais tipos de trabalho; não apenas os relacionados com a produção, mediante robôs, mas também os analíticos. Desta vez assistiremos a uma perda importante de empregos”.
O ensaísta norte-americano avança com sua reflexão. Existe, diz, uma ameaça para nossa liberdade. “As pessoas fazem amizades automatizadas por empresas como Facebook ou Twitter, o que significa que cada vez elaboramos menos nossos próprios pensamentos. O computador se apodera até mesmo de áreas íntimas de nossa vida”.
“Nós as aceitamos porque nos oferecem a ilusão de que teremos mais tempo livre”

P. Você acha que a tecnologia, de algum modo, pode fazer com que sejamos menos livres?
R. Sim, acho. A liberdade começa com a liberdade de pensamento, o que significa a habilidade de controlar sua própria mente; no que vamos prestar atenção, o que consideramos importante. E agora que usamos computadores o tempo todo, em forma de smartphones, tablets,seja o que for, o computador determina cada vez mais para onde está dirigida nossa atenção. As empresas de software e de Internet sabem muito bem o que vai chamar nossa atenção. Quando começamos a presentear o controle da nossa mente e da nossa atenção, perdemos uma fonte muito importante de liberdade e livre-arbítrio.
P. É um perigo para a sociedade que nossas buscas de informação, ou compras, estejam sendo guiadas?
R. Há algoritmos secretos que, de certo modo, estão-nos manipulando.
P. Estão-nos manipulando?
R. Estamos sendo manipulados em muitos casos. O Facebook determina com seus algoritmos o que você vê dos seus amigos. Mas como não informa que algoritmos são esses, não sabemos quais são suas intenções, por que nos mostra uma coisa e não a outra. Se você fizer uma busca no Google, são seus algoritmos secretos que determinam o que você vai ver e não sabemos como escolhem o que nos mostram. Podemos ter a esperança de que sua manipulação seja benigna, que estão nos ajudando, mas não podemos ter certeza disso.
Carr, que rechaça ser chamado de tecnófobo, considera que o problema é que as máquinas são criadas por tecnólogos que só estão preocupados por saber até onde é capaz de chegar a máquina, e não de que modo ela pode expandir nossas capacidades. “Não é possível parar as inovações tecnológicas. Mas podemos pedir que sejam criadas dando prioridade ao ser humano[SIC!], ajudando-nos a ter uma vida plena em vez de se apoderar de nossas capacidades”.


Fonte: El País

domingo, 23 de março de 2014

'Os milagres acontecem e com maior frequência do que acreditamos'‏


Médica ateia confere 1.400 milagres e diz – ‘eles existem


A professora Jacalyn Duffin dando aula de
História da Medicina
A hematologista canadense Jacalyn Duffin estava observando no microscópio “uma célula letal de leucemia”. 


Olhando para a data do exame, concluiu: “fiquei persuadida de que o paciente cujo sangue estava examinando tinha que ter morrido”.

Entretanto, o paciente estava bem vivo.

A hematologista não sabia: ela havia sido solicitada para participar na investigação de um milagre.

Ela escreveu sua incrível história pessoal. em artigo para a BBC

A doutora Duffin, 64, é também uma prestigiosa historiadora, tendo presidido a Associação Americana de História da Medicina e a Sociedade Canadense de História da Medicina. Além de ser catedrática dessa disciplina na Queen’s University de Kingston (Canadá).

O fato se deu em 1986 e foi seu primeiro contato com as canonizações da Igreja.

A amostra de medula fora tirada de uma jovem de 30 anos ainda viva. Estudava-se a veracidade do milagre no contexto do processo de canonização da primeira santa canadense, Maria Margarida d’Youville (1701-1771), fundadora das irmãs da Caridade, elevada à honra dos altares 14 anos depois.

O paradoxal do evento é que naqueles tempos em que os processos de canonização eram exigentes, a Igreja tendia a descartar o caso enquanto milagroso. 


A História da Medicina é sua
especialidade
Existia a possibilidade de a cura ser atribuída à quimioterapia. Porém, “os especialistas em Roma aceitaram reconsiderar a decisão se uma testemunha ‘cega’ (sem saber do quê nem de quem se tratava) reexaminasse as amostras”, narrou a Dra. Jacalyn.


Ela lavrou um laudo sem saber para o quê. “Nunca tinha ouvido falar do processo de canonização e não podia saber que a decisão requeria tanta deliberação científica”, disse ela.

Pois a hematologista é ateia e não se interessava pela religião, nem pela do marido que é judeu.

Até que um dia ela foi convidada a testemunhar diante de um tribunal eclesiástico. Posteriormente, como seu laudo foi decisivo, convidaram-na para assistir à cerimonia na Praça de São Pedro. 

“De início eu duvidei em ir, eu não queria ofender as religiosas, porque eu sou ateia e meu marido é judeu.

“Mas acabamos indo, vendo que elas estavam felizes de nos incluir na cerimônia.

“Tampouco podíamos renunciar ao privilegio de testemunhar o reconhecimento do primeiro santo de nosso país”.

Ela ganhou também um exemplar da Positio, documento decisivo de cada processo de canonização. E ali viu que estavam incluídos seus trabalhos e observações.


A ateia levou uma surpresa: “subitamente compreendi entusiasmada que meu trabalho médico estava nos arquivos vaticanos, e a historiadora que há em mim começou a querer saber de outros milagres incluídos em canonizações do passado”.

A Dra. Jacalyn analisou 1.400 milagres apresentados durante quatro
séculos


















E foi assim que acabou estudando 1.400 milagres apresentados para a canonização de centenas de santos nos últimos quatro séculos.


Ela publicou um primeiro livro com suas conclusões: “Medical Miracles” [Milagres médicos].

Depois escreveu um segundo livro sobre dois santos mártires do século IV cuja devoção cresce notavelmente nos EUA e no Canadá: “Medical Saints. Cosmas and Damian in a Postmodern World” [Santos médicos: São Cosme e São Damião no mundo pós-moderno], publicado em 2013 pela Universidade de Oxford.


A Dra. Jacalyn ainda é ateia, mas escreveu: “os ateus honestos devem admitir que acontecem fatos cientificamente inexplicáveis” e “a hostilidade de certos jornalistas periodistas procede de seu próprio sistema de crenças: como para eles Deus não existe, logo não pode existir nada sobrenatural. 

Um de seus livros: Ss Cosme e Damião, santos que foram médicos

“Mas, se os doentes atribuem sua cura a Deus pela mediação dos santos, por que é que deve prevalecer outro sistema de crenças (o incrédulo) sobre o dos doentes? “

Essa pretensão revela o abismo, socialmente admitido, entre acreditar na ciência e maravilhar-se diante do inexplicável”.

E acrescentou: “os milagres acontecem e com maior frequência do que acreditamos”.

O testemunho da Dra. Jacalyn, independente de suas convicções pessoais, é um tributo ao rigor da Igreja na hora de examinar as curas sobrenaturais.

Dos 1.400 milagres analisados, ela concluiu que “as doenças que acabam sendo curadas por milagres foram diferentes segundo a época, mas, em todas as ocasiões, tratava-se das que mais desafiavam a ciência médica”.




sábado, 27 de julho de 2013

Darwin: evolucionismo anticristão rumo à extinção do homem


As teorias darwinistas, quando levadas a seu extremo de negação de Deus e da ordem natural, induzem à aceitação da “cultura da morte”: a extinção do homem.
Luis Dufaur
O leitor me perdoe começar com este fato aberrante: a Ginemedex, clínica de aborto de Barcelona, utiliza liquidificadores para “sumir” com os restos de bebês abortados com mais de sete meses de gestação!(1) O pretexto para essas “moedoras de bebês” é o fato de a lei obrigar as clínicas a enterrar os despojos das crianças sacrificadas com 11 ou 12 semanas de gestação. E tais clínicas não querem arcar com as despesas do enterro...
Como é possível que tal fato não suscite uma onda de compaixão pelas criancinhas que acabam assim os seus dias? E, convém ressaltar, elas não foram batizadas!
Pensava eu nisto quando lia escritos de John Holdren –– o novo “czar” das ciências do presidente Obama ––, que me lembraram os sofismas da pregação progressista, ecologista e da “cultura da morte”. E ia refazendo na minha cabeça as discussões que tinha com colegas progressistas, aos quais eu apresentava a contra-argumentação.
— “É a evolução... o homem multiplicou-se mais do que o meio ambiente pode suportar. Com sua civilização, ele ameaça o clima da Terra. É preciso reduzir seu número até com métodos drásticos e compulsivos”.
— E a moral? –– reagi como que instintivamente.
— “Moral? Não há moral. Darwin mostrou que nada é definitivo, que o homem é apenas um estado passageiro da evolução. Ontem ele se assemelhava a um simióide que andava de quatro pelas galharias das árvores. Anteontem estava contido numa espécie de ameba no fundo dos mares. Amanhã será outra coisa. A natureza muda... e a moral se altera junto. Os mais fortes prevalecem. No futuro, virá talvez um ‘homem novo’ que substituirá nossa orgulhosa humanidade. É a lei da evolução”.
— Mas o homem não é filho de Deus, saído de suas próprias mãos, feito à sua imagem e semelhança, destinado à bem-aventurança eterna?
— “Ora essa! Darwin mostrou que nada disso tem base científica. Isso é coisa de espírito retrógrado, fundamentalista, inimigo da ciência e do progresso humano”.
— Mas se nada é fixo, imutável, eu não posso ter segurança de nada?
— “Nada... nada..., nada é imutável. Veja a Religião católica, teólogos que aceitam a evolução, como Teilhard de Chardin. Eles criaram uma nova teologia, viraram a Igreja Católica pelo avesso. A única segurança é que tudo ficou inseguro, incerto. É a evolução, meu caro, é preciso adaptar-se ou desaparecer!”
Enquanto afastava estas ameaçadoras idéias, fui me informar sobre o que Darwin, cujo bi-centenário do nascimento comemora-se neste ano, afirmava de fato a respeito da evolução.
A viagem em volta da Terra e “A Origem das Espécies”
Diário de Darwin
Charles Darwin (1809-1882) nasceu numa abastada família inglesa. Estudou ciências naturais nas universidades de Edimburgo e Cambridge. Ainda jovem, empreendeu uma viagem de quase cinco anos em volta da Terra (1831-1836). Nela acumulou observações e amostras do reino animal. De retorno à Inglaterra, guardou as anotações embaixo de uma escada. As crianças da casa arrancavam as folhas para brincar.
Mais de vinte anos depois, o naturalista Alfred Russel Wallace (1823-1913) mostrou a Darwin o livro que ia publicar, com idéias próximas às dele. Darwin recuperou então as velhas anotações, ordenou-as e publicou-as. Surgiu assim, há 150 anos, A Origem das Espécies.
Contrariamente à saga corrente, a viagem não mudou a atitude de Darwin em face de Deus. Por exemplo, após entrar numa floresta brasileira, escreveu: “Não era possível formar-se uma idéia dos sentimentos de maravilhamento, de admiração e de devoção que enchem e encantam o espírito. Lembro-me bem de ter ficado convencido de que no homem há mais do que o simples influxo do corpo”.(2)
Crise religiosa: Darwin torna-se anticristão
Iguana das ilhas Galápagos
Mas o Charles Darwin de A Origem das Espécies mudara completamente em relação ao naturalista expedicionário. Ele fora criado no protestantismo, tendo depois perdido qualquer vestígio de fé entre 1836 e 1839. Tornou-se agnóstico e visceralmente contrário ao cristianismo. Em sua Autobiografia, narra como voltou-se contra o Deus da Bíblia. Tal confissão de apostasia é tão chocante, que seus descendentes impediram a divulgação. Ela só veio a lume numa edição de 1958, onde afirma num trecho censurado: “De fato, dificilmente posso admitir que alguém pretenda que o cristianismo seja verdadeiro; pois, se assim fosse, as Escrituras indicam claramente que os homens que não crêem –– isto é, meu pai, meu irmão e quase todos os meus melhores amigos –– serão punidos eternamente. E isto é uma doutrina condenável”.
Ele optou por um sentimentalismo relativista e vago, que levou até as últimas conseqüências; implicou com a lógica ordenada da moral evangélica, que tem na Igreja Católica sua autêntica realização; repeliu os movimentos de alma ordenados que lhe inspiravam as cenas grandiosas da natureza; pois percebeu “que estavam intimamente ligados à crença em Deus”.Rompendo com sua admiração pela floresta brasileira, explicou: “Hoje, as cenas mais grandiosas não produziriam em mim nenhuma convicção nem sentimento daquele gênero”.
Anticristianismo e evolucionismo explicitados simultaneamente
Darwin estava bem ciente de que tirava o homem do centro, aproximava-o do animal, e entrava em conflito com a imagem de si próprio
Darwin passou a confessar-se agnóstico e a menosprezar acintosamente a Religião. Lê-se em suaAutobiografia: “O Antigo Testamento é manifestamente falso, a Torre de Babel, o arco-íris como sinal, etc. Dado que ele atribui a Deus os sentimentos de um tirano vingativo, não é mais digno de confiança que os livros sagrados dos hindus ou as crenças de outros bárbaros. [...] Deixei de acreditar no cristianismo enquanto revelação divina”.
Ele foi abandonando a idéia de um Deus pessoal, e mesmo da existência de uma causa final na natureza: “O velho argumento de uma finalidade na natureza, que outrora me parecia tão concludente, caiu depois da descoberta da seleção natural. [...] Não acredito que haja muito mais finalidade na variabilidade dos seres orgânicos e na ação da seleção natural do que na direção em que sopra o vento”.
Homem e natureza se lhe afiguravam então como meros subprodutos de uma cega fatalidade, que progride rumo ao ignoto. O motor desse progresso seriam transformações devidas a acidentes fortuitos e à necessidade. As espécies resultantes, ou mais evoluídas, exterminariam fatalmente as menos evoluídas, mais fracas e inferiores.
Darwin percebeu que, sem um princípio e um fim, o homem ficaria escravo, como um bicho, ao capricho de sua fantasia e de seus instintos: “Um homem que não tem uma crença bem sólida na existência de um Deus pessoal, ou numa existência futura com retribuição e recompensa, não pode ter outra regra de vida, segundo me parece, senão seguir seus impulsos e seus instintos mais prementes, ou que ele acha os melhores”. Esta conclusão, ele a enfeitou com sentimentos típicos do romantismo vitoriano do século XIX.
Sua crise religiosa, que descambou para a apostasia e para o anticristianismo, correu lado a lado com a explicitação do evolucionismo. Então, não é de espantar que o anticristianismo se encontre entranhado no pensamento darwinista e de seus sucessores “neo-darwinistas”, embora pretendam que se trate de meras doutrinas científicas.
Bombardeou o conceito que o homem tem de si próprio
Diz um dos corifeus darwinistas hodiernos, o Prof. Dominique Lecourt, da Universidade da Sorbonne-Paris VII: “Darwin estava bem ciente de que tirava o homem do centro, aproximava-o do animal, e entrava em conflito com a imagem de si próprio. [...] Darwin [...] confessou à sua mulher, muito piedosa, que sua teoria não concordava com o dogma cristão. Ele sabia que tinha fabricado uma bomba”.(3) De fato, suas teorias serviram para dinamitar a visão racional da ordem do universo e sua procedência da criação.
Darwin também é tido como um dos fundadores do ecologismo, que exalta a vida tribal animalesca “integrada” numa natureza em perpétua evolução.


domingo, 7 de julho de 2013

Torre de Babel II: As lendas pagãs – A ciência moderna – A Babel do Anticristo



Ver Parte I



Uma Torre que atingisse os céus feita sem necessidade de Deus:  um pecado coletivo de revolta. Joos De Momper o Jovem (1564–1635)
Uma Torre que atingisse os céus feita sem necessidade de Deus:
um pecado coletivo de revolta. Joos De Momper o Jovem (1564–1635)



Reminiscências em lendas pagãs


Referências à Torre de Babel perduraram nos mais diversos povos espalhados na Terra, testemunhando sua existência e o fato de ter sido a causa da confusão das línguas.

O mito de Enmerkar, dos sumérios (povo já desaparecido) fala da construção de um imensozigurat (torre-templo) na origem da diversificação das línguas.

O missionário dominicano Frei Diego Durán (1537–1588) recolheu em Xelhua (México) a saga dos gigantes que tentaram construir uma pirâmide para atingir os céus, mas que os deuses destruíram, confundindo a linguagem dos construtores. 

O religioso ouviu essa narração de um antigo sacerdote pagão de Cholula, pouco depois da conquista espanhola do México.

O historiador nativo Fernando d'Alva Ixtilxochitl (1565-1648) recolheu a lenda tolteca (América Central) segundo a qual após um grande dilúvio os homens erigiram uma imensa torre que os preservaria de outro dilúvio, porém suas línguas foram confundidas e eles se dispersaram pelas diversas regiões da Terra.

Um mito grego fala que o deus Hermes confundiu as línguas. 

Histórias mais ou menos parecidas foram documentadas pelo antropólogo social escocês Sir James George Frazer (1854 – 1941). 

Frazer menciona especificamente narrações nesse sentido entre os Wasania de Quênia; no povo Kacha Nagado Assam (Índia); entre os habitantes de Encounter Bay, Austrália; nos Maidu da Califórnia; nos Tlingit da Alaska e nos K'iche' Maya da Guatemala. Também entre os estonianos no Mar Báltico, Europa do Norte; e até na Arizona, EUA.




Que altura teve a Torre?


Em verdade, não se sabe com certeza qual era a altura da Torre no momento da dispersão. Apenas sabemos pela placa de Nabucodonosor que ela não chegou a ser concluída.


As ruínas do zigurat de Choghazanbil podem dar certa ideia da estrutura da Torre de Babel.
As ruínas do zigurat de Choghazanbil podem dar certa ideia da estrutura da Torre de Babel.
O apócrifo Livro dos Jubileus refere-se à Torre da maldição como tendo 5.433 cúbicos e dois palmos de altura (2.484 metros). Isto equivaleria a quatro vezes as estruturas mais altas da história humana.


Veja vídeo

Tal afirmação, porém, é tida como mítica por muitos estudiosos, que custam acreditar que os construtores de tempos tão antigos pudessem edificar uma estrutura de quase 2,5 quilômetros de altura.


Uma fonte extra-canônica, o Terceiro Apocalipse de Baruch, menciona que a 'torre da discórdia' alcançava 463 cúbitos (212 metros de altura).
Ou seja, mais alta do que qualquer outra estrutura do mundo antigo, como a Pirâmide de Quéops, no Egito. 




Teria sido a estrutura mais elevada do que qualquer outra na história humana até a Torre Eiffel, montada em 1889. Compreende-se o impacto que produziu na Antiguidade. (Cfr. Wikipedia, Torre de Babel).



São Gregório de Tours (I, 6) escreveu em 594 d.C., citando o historiador Orosius (c. 417), que a Torre possuía “25 portas de cada lado, ou seja, 100 no total. As portas tinham uma dimensão assombrosa e eram de bronze fundido”.





O que diz a ciência moderna?


O Dr. Linn W. Hobbs, professor de Ciência dos Materiais no Massachussets Institute of Technology – MIT, EUA, estudou a resistência dos tijolos usados no tempo da Torre de Babel.


Uso dos tijolos no templo de Ur
Uso dos tijolos no templo de Ur
Segundo as experiências de laboratório no MIT, o tijolo secado ao sol, portanto feito com a técnica comum da época, resistiria no máximo uma estrutura bem feita de 150 metros de altura. 

Depois disso, racharia pelo próprio peso e o conjunto desabaria, caso o prédio tivesse forma de torre. Mas, se teve forma de pirâmide poderia ter ido até 450 metros, isto é, quase meio quilômetro.

Mas os construtores da Torre de Babel, segundo diz a Bíblia, conceberam tijolos especiais: “façamos tijolos e cozamo-los no fogo”. (Gen, 11, 3

O mesmo Prof. Hobbs reproduziu a técnica e testou os tijolos especiais. Estes passavam um dia num forno a 800º C. 



Burj Dubai,828 metros
Eles suportariam uma construção piramidal de 3.200 metros de altura, dando base para a orgulhosa expressão referida pela Bíblia: “façamos para nós uma cidade e uma torre cujo cimo atinja os céus” (Gen, 11, 4

Assista no vídeo acima aos testes e as consequências tiradas pelo Prof. Linn W. Hobbs.

Em seu livro “Structures, or why things don't fall down” (Pelican 1978–1984), o professor J.E. Gordon estudou o peso dos tijolos especiais e calculou sua resistência à compressão dos muros levantados. 

Suas estimativas apontam que quando a construção – se feita em forma de torre reta – atingisse uma altura de 2,1 km, os tijolos da base não resistiriam e o prédio desmoronaria.

Porém, se tivesse forma piramidal, o prédio poderia atingir altitudes onde faltaria oxigênio para os construtores, antes mesmo de a Torre ruir pelo próprio peso.

Em qualquer caso, o fato de conhecerem técnicas para alcançar essas alturas não prova que chegaram até lá, mas sim que poderiam ter chegado.

As ruínas dos zigurats da Caldeia, as pirâmides do Egito, as próprias pirâmides dos maias e ainda de outros povos, sugerem que a Torre de Babel também teve forma piramidal.

O mais alto prédio hoje levantado é o Burj Khalifa, de 828 metros de altura, em Dubai.

Mas na China está sendo erguido o Sky City One, de 838 metros; há ainda, em fase de planejamento, a Azerbaijan Tower, de 1.050 metros, no sudoeste do Azerbaijão.




Babel e fim do mundo


Aplica-se à Torre de Babel a descrição contida no capítulo 18 do Apocalipse. Mas isto é por analogia. 

Essa descrição parece se referir ao orgulho dos homens do fim do mundo e seu desejo de construir uma imensa civilização materialista e laica que desafiaria insolentemente a Deus:

2. Clamou em alta voz, dizendo: Caiu, caiu Babilônia, a Grande. Tornou-se morada dos demônios, prisão dos espíritos imundos e das aves impuras e abomináveis, 
3. porque todas as nações beberam do vinho da ira de sua luxúria, pecaram com ela os reis da terra e os mercadores da terra se enriqueceram com o excesso do seu luxo. 
4. Ouvi outra voz do céu que dizia: Meu povo, sai de seu meio para que não participes de seus pecados e não tenhas parte nas suas pragas,  
5. porque seus pecados se acumularam até o céu, e Deus se lembrou das suas injustiças.  
6. Faze com ela o que fez (contigo), e retribui-lhe o dobro de seus malefícios; na taça que ela deu de beber, dá-lhe o dobro.

Babel, Pieter Brueghel o Jovem (1564–1636), Museo del Prado
Babel, Pieter Brueghel o Jovem (1564–1636), Museo del Prado

7. Na mesma proporção em que fez ostentação de luxo, dá-lhe em tormentos e prantos. Pois ela disse no seu coração: Estou no trono como rainha, e não viúva, e nunca conhecerei o luto.  
8. Por isso, num só dia virão sobre ela as pragas: morte, pranto, fome. Ela será consumida pelo fogo, porque forte é o Senhor Deus que a condenou.  
9. Hão de chorar e lamentar-se por sua causa os reis da terra que com ela se contaminaram e pecaram, quando avistarem a fumaça do seu incêndio.  
10. Parados ao longe, de medo de seus tormentos, eles dirão: Ai, ai da grande cidade, Babilônia, cidade poderosa! Bastou um momento para tua execução! 
11. Também os negociantes da terra choram e se lamentam a seu respeito, porque já não há ninguém que lhes compre os carregamentos:  
12. carregamento de ouro e prata, pedras preciosas e pérolas, linho e púrpura, seda e escarlate, bem como de toda espécie de madeira odorífera, objetos de marfim e madeira preciosa; de bronze, ferro e mármore; 
13. de cinamomo e essência; de aromas, mirra e incenso; de vinho e óleo, de farinha e trigo, de animais de carga, ovelhas, cavalos e carros, escravos e outros homens.

Anjos dispersam os construtores da Torre de Babel,  Bedford Book of Hours
Anjos dispersam os construtores da Torre de Babel,
Bedford Book of Hours


14. Eis que o bom tempo de tuas paixões animalescas se escoou. Toda a magnificência e todo o brilho se apagaram, e jamais serão reencontrados.  
15. Os mercadores destas coisas, que delas se enriqueceram, pararão ao longe, de medo de seus tormentos, e hão de chorar e lamentar-se, dizendo: 
16. Ai, ai da grande cidade, que se revestia de linho, púrpura e escarlate, toda ornada de ouro, pedras preciosas e pérolas. 
17. Num só momento toda essa riqueza foi devastada! Todos os pilotos e todos os navegantes, os marinheiros e todos os que trabalham no mar paravam ao longe 
18. e exclamavam, ao ver a fumaça do incêndio: Que havia de comparável a essa grande cidade? 
19. E lançavam pó sobre as cabeças, chorando e lamentando-se com estas palavras: Ai, ai da grande cidade, de cuja opulência se enriqueceram todos os que tinham navios no mar. Bastou um momento para ser arrasada! 
20. Exulta sobre ela, ó céu; e também vós, santos, apóstolos e profetas, porque Deus julgou contra ela a vossa causa. 
21. Então um anjo poderoso tomou uma pedra do tamanho de uma grande mó de moinho e lançou-a no mar, dizendo: Com tal ímpeto será precipitada Babilônia, a grande cidade, e jamais será encontrada. 
22. Já não se ouvirá mais em ti o som dos citaristas, dos cantores, dos tocadores de flauta, de trombetas. Nem se encontrará em ti artífice algum de qualquer espécie. Não se ouvirá mais em ti o ruído do moinho, 
23. não brilhará mais em ti a luz de lâmpada, não se ouvirá mais em ti a voz do esposo e da esposa; porque teus mercadores eram senhores do mundo, e todas as nações foram seduzidas por teus malefícios. 
24. Foi em ti que se encontrou o sangue dos profetas e dos santos, como também de todos aqueles que foram imolados na terra. (Apocalipse, 18)



O texto apocalíptico não se refere à Torre de Babel primeira a não ser num sentido analógico ou simbólico.


A similitude de situações é a que convida os espíritos a ligar o texto do Gênesis ao do Apocalipse. 

Muitos empreendimentos modernos eivados do espírito materialista que ignora ofensivamente a Deus podem ser também comparados às construções apontadas em ambos livros sagrados.



E se não tivesse existido a Torre de Babel?


A Torre de Babel esteve na base da destruição do tecido social da humanidade. Uma coisa mais profunda, portanto, do que a destruição da sociedade. 

Essa destruição do tecido social acarretou um desfazimento mais radical do que a morte física de todas as pessoas que se dispersaram na explosão linguística e étnica. 



Espírito Santo, Basílica do Rosário, Lourdes


A dispersão teve como razão um pecado em que toda a humanidade de então se uniu para fazer um insulto a Deus: construir uma torre que chegasse até o céu numa emulação com o Criador.

A Torre de Babel foi a um símbolo no qual se exprimia uma vontade de revolta universal. 

Se as nações tivessem sido fiéis ao plano divino, não teriam cometido esse pecado.

Provavelmente, os povos teriam se dilatado sobre a Terra como uma mancha de azeite na qual a mancha vai se espalhando, mas suas periferias conservam a continuidade em graus diversos com o centro, quer dizer, a unidade. 

Teria assim sido possível uma língua, uma civilização e uma religião universal genuína, porquanto a revelação poderia ser conhecida por todos e transmitida com facilidade. 

Mas, com o pecado da Torre de Babel, a possibilidade da expansão na união ficou impossível.

As nações tomaram rumos próprios, cada uma foi acrescentando à sua maneira de ser coisas que não podia comunicar à outra. Isso criou terreno fértil para um pulular de heresias desagregadoras, de culturas discordantes, de rivalidades de interesses, desentendimentos, inimizades e guerras. 

A única exceção que conservou a harmonia foi o filão fiel que se perpetuou através de Abraão e no povo eleito. 



Nosso Senhor Jesus Cristo funda a Igreja para reconstituir a unidade dos povos


Instituindo a Igreja Católica e mandando os 12 Apóstolos pregar o Evangelho a todo o mundo, o Redentor deu inicio a uma obra de reconstituição da unidade existente entre os homens antes de Babel.

Porém, até o momento, a unidade obtida é parcial e dificultosa.

O inimigo do gênero humano e os pecados dos homens retardaram essa obra.

A pretensão que Babel quis realizar no plano natural, a Revolução Protestante (1517) tentou recriá-la na Igreja. Quer dizer, erguer o orgulho humano até os Céus se atribuindo poderes para interpretar livremente a palavra de Deus e a Lei. 

Esses poderes somente o Espírito Santo os tem, e Ele os concede a seus intérpretes legítimos, o Magistério e a Tradição da Igreja, que falam pela voz do Papa e dos bispos católicos.



Juízo Final, Fra Angelico
Juízo Final, Fra Angelico

Também desde a Revolução Francesa (1789), tenta-se a construção da sociedade humana fazendo abstração de Deus, de sua Igreja, extinguindo os governos que obedecem às suas Leis. A tábua dos Direitos Humanos foi instalada onde antes reinava a Tábua da Lei de Deus. 

A Revolução Comunista (1917) e seus análogos de tipo socialista-nazista-fascista levaram essa revolta a ponto de quererem extirpar a própria ideia da existência de Deus.

Hoje, parece que a organização planetária “babélica”, feita contra Deus, chega até o céu. Porém, ao mesmo tempo, um pouco por toda parte dá estalos e seus construtores se entendem cada vez menos.

Entretanto, a obra regeneradora do catolicismo não cessa nunca. E no futuro – e desejamos que não seja longínquo – esse plano de Deus vai se realizar. E isto ainda que aconteçam castigos purificadores como Nossa Senhora advertiu em Fátima e em La Salette.

Essa realização futura terá um acréscimo que os povos antes de Babel não conheceram: a intercessão maternal de Nossa Senhora e sua mediação que tudo pode diante de Deus todo-poderoso.

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