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sábado, 31 de janeiro de 2015

Militares da VENEZUELA fogem para os EUA. O barco vai afundar? – “Nas forças armadas há medo, raiva…”



DESTAQUE

Não é só no Brasil que a credibilidade no governo despenca a olhos vistos. Na Venezuela, após as estrondosas denuncias do Capitão Salazar, principal guarda costas de Hugo Chaves e do líder do governo no Congresso, a sociedade está cada vez mais inquieta. Maria Corina tem dado declarações com frequência contra a violência perpetrada pela polícia, que é cada vez mais arbitrária na repressão às manifestações. O governo, que dá sinais que se prepara para um combate, assinou essa semana nova norma que autoriza o uso de munição letal em manifestações.

Chama a atenção o fato da maioria dos desertores serem membros da segurança presidencial, o que indica que, sendo militares e profundos conhecedores dos hábitos e negociatas de membros do governo, devem ter abandonado o barco por achar que pode “afundar” a qualquer momento e, obviamente, eles não desejam ser arrolados entre aqueles que apoiam o chavismo.


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Não é só no Brasil que a credibilidade no governo despenca a olhos vistos. Na Venezuela, após as estrondosas denuncias do Capitão Salazar, principal guarda costas de Hugo Chaves e do líder do governo no Congresso, a sociedade está cada vez mais inquieta. Maria Corina tem dado declarações com frequência contra a violência perpetrada pela polícia, que é cada vez mais arbitrária na repressão às manifestações.  O governo, que dá sinais que se prepara para um combate, assinou essa semana nova norma que autoriza o uso de munição letal em manifestações.
O general Angel Vivas publicou um ultimato para que o governo renuncie. O general convoca os patriotas para “pegar em armas” e enfrentar o governo nesse final de semana. Vivas dirigiu também uma mensagem aos dirigentes políticos, instando-os para que “abandonem seus interesses pessoais e venham a unir-se em demora a luta patriótica, que também é sua, lutando para salvar a pátria.” 


Chama a atenção o fato da maioria dos desertores serem membros da segurança presidencial, o que indica que, sendo militares e profundos conhecedores dos hábitos e negociatas de membros do governo, devem ter abandonado o barco por achar que pode “afundar” a qualquer momento e, obviamente, eles não desejam ser arrolados entre aqueles que apoiam o chavismo.
Carlos Ramirez Lopez, um conhecido advogado venezuelano, emitiu comunicado informando que oito militares do primeiro escalão da segurança presidencial de Nicolás Maduro desertaram.  Disse ainda que os mesmos estão nos EUA bem protegidos.
O advogado disse ainda que “Quando soube-se da deserção do capitão Salazar ocorreu uma intensa pesquisa que detectou quais membros da segurança de maduro haviam fugido”. Vejam o nome de alguns dos militares:  “Tenente Cristian T. Rodriguez, o tenente-comandante Javier Rodriguez Marquez, o tenente-comandante Franklin Rodríguez Rodríguez, tenente Erick Morales Capitão Alexis Infante Uranga, Tenente Eusebio Martinez Reyes, comandante William Almea Guevara e tenente Alexis Coronado Patiño “.
Segundo o advogado, todos esses homens “são detentores de informações importantes que corroboram o que disse Leamsy Salazar”, e por isso também passam a ser protegidos nos EUA. Ramirez disse que a investigação está em trâmites finais e que logo deve ser divulgada para o mundo.
Leamsy Salazar denunciou nos EUA que o líder do Legislativo Venezuelano, Diosdado Cabello, capitão do Exército, está envolvido, junto com vários militares e o governo de CUBA, em operações de tráfico de drogas, inclusive com o uso de aeronaves do governo venezuelano.
Ramirez informou que existem outros oficiais militares que permanecem ainda na Venezuela que estão se opõem ao governo atual, mas ressaltou que não fornecerá seus nomes por questão de segurança. Segundo o advogado nas forças armadas da Venezuela há um clima de insatisfação generalizada.
“Nas forças armadas há de tudo, medo, raiva, desejo de sair, outros que querem fazer alguma coisa…”.


Fonte: Go Tropa News

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Destruir grupo jihadista é uma missão impossível


DESTAQUE

“Destruir uma organização significa erradicá-la para sempre, como as potências aliadas fizeram com o partido nazista na Alemanha durante a 2ª Guerra”, disse Christopher Harmer, ex-oficial da Marinha americana e analista do Institute for the Study of War. “Se você usa a palavra ‘destruir’, está falando de uma vitória política e militar abrangente”, disse Harmer. “Se a missão é destruir (o EI), o que estamos fazendo agora é inteiramente inadequado”.

Para destruir efetivamente o EI seria preciso um grande comprometimento de forças de combate terrestres, mas Obama já disse que elas não virão dos EUA. Com isso, qualquer estratégia com base na eliminação do grupo é tolhida pela falta de um ingrediente básico.

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Análise: Shane Harris / Foreign Policy



Em pronunciamento transmitido pela TV, o presidente americano, Barack Obama, falou ao povo americano e estabeleceu o que a Casa Branca está apregoando como uma estratégia firme para “degradar e finalmente destruir” o Estado Islâmico (EI). Um problema: isto será literalmente impossível.

Os EUA passaram mais de uma década tentando eliminar a Al-Qaeda, mas apesar de dizimar o grupo, seu líder fugitivo, Aymanal-Zawahiri, continua vivo e as ramificações do grupo operam no Mali, Iêmen, Somália e em uma lista crescente de outros países. Israel passou décadas combatendo o Hezbollah e o Hamas, mas estes grupos continuam capazes de lançar operações de combate em larga escala, como a recente guerra em Gaza.

“Destruir uma organização significa erradicá-la para sempre, como as potências aliadas fizeram com o partido nazista na Alemanha durante a 2ª Guerra”, disse Christopher Harmer, ex-oficial da Marinha americana e analista do Institute for the Study of War. “Se você usa a palavra ‘destruir’, está falando de uma vitória política e militar abrangente”, disse Harmer. “Se a missão é destruir (o EI), o que estamos fazendo agora é inteiramente inadequado.”

Destruir o EI, por esta definição, exigiria erradicar ou neutralizar milhares de combatentes, expulsando-os dos territórios que o grupo controla no Iraque e privando-os de sua base de operações na Síria, para onde os consultores militares de Obama disseram que a luta deve se encaminhar. O fato de terem recrutado centenas de combatentes ocidentais, assim como consideráveis somas de dinheiro e acesso a receitas de petróleo, também o torna resistente.

A escolha de palavras do presidente é crucial porque moldará o futuro da intervenção militar americana no Iraque, que até agora conta mais de 150 ataques aéreos realizados em coordenação com forças terrestres iraquianas e curdas. No entanto, os EUA não informaram quantos combatentes radicais foram mortos e a campanha até agora parece não ter causado danos significativos na capacidade da organização de se movimentar no Iraque e na Síria ou de controlar grandes cidades em ambos os países.

Logo que é expulso de uma área, o EI aparece em outra, como fez recentemente em Haditha, onde aviões americanos haviam bombardeado seus militantes. Para destruir efetivamente o EI seria preciso um grande comprometimento de forças de combate terrestres, mas Obama já disse que elas não virão dos EUA. Com isso, qualquer estratégia com base na eliminação do grupo é tolhida pela falta de um ingrediente básico. Destruir o EI, porém, exigiria uma reconciliação política no Iraque para quebrar a aliança do grupo rebelde com baathistas e tribos sunitas e voltá-los contra o EI.


A lição é clara: redes terroristas são persistentes e elas voltam a seus alvos favoritos várias vezes. Se destruir o EI não está no programa, o que dizer de “derrotá-lo”? Trata-se de um objetivo mais limitado e potencialmente mais viável, mas ainda assim muito ambicioso e, provavelmente, impossível de se alcançar.

Fonte: ESP

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Simplismos no Iraque


DESTAQUE

Dick Cheney num artigo que publicou com sua filha Liz: "Poucas vezes um presidente dos Estados Unidos esteve tão equivocado, sobre tantas coisas, às custas de tanta gente. As ações de Obama, antes e depois dos recentes avanços dos jihadistas do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (Isil, na sigla em inglês) no Iraque aumentaram as ameaças estratégicas contra a segurança dos EUA. O presidente Obama parece estar decidido a deixar o cargo tendo degradado a América. Ele vai no caminho de assegurar que seu legado seja o de um homem que traiu nosso passado e dilapidou nossa liberdade".

Cheney dirige-se aos que já "sabem" que Obama é um péssimo presidente cujas decisões costumam ser erradas. E assim, Cheney e sua filha se unem a uma longa lista dos que oferecem "soluções" para a situação na Síria e no Iraque, soluções que, segundo os críticos, o presidente e sua equipe ignoram, não entendem, não sabem executar ou, como diz Cheney, Obama as refuta porque está empenhado em degradar a influência do país.

O interessante das recomendações para enfrentar a complicadíssima situação é que os críticos de Obama não são somente republicanos, mas também membros de seu partido. Uma das críticas mais comuns é que Obama não armou a oposição síria que enfrenta Bashar Assad.

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Os terroristas do "Estado Islâmico do Iraque e do Levante" (ISIL) estão assassinando milhares de cristãos no Iraque.




Por Moisés Naím


"Os líderes do Partido Republicano estão frustrados com o fracasso do presidente Barack Obama em encontrar uma solução para o conflito entre sunitas e xiitas. A única coisa que pedimos ao presidente na reunião foi que acabasse com essa briga religiosa que começou no ano 632. E o que nos ofereceu o presidente? Nada", afirmou, aborrecido, o senador Mitch McConnell. "Este conflito tem mais de 1.500 anos", disse John Boehner, líder dos republicanos na Câmara dos Deputados. "Isso quer dizer que o presidente Obama teve tempo suficiente para resolvê-lo", acrescentou.

A citação anterior é uma brincadeira inventada pelo humorista Andy Borowitz - que, por sua vez, foi colocada seriamente por Dick Cheney num artigo que publicou com sua filha Liz: "Poucas vezes um presidente dos Estados Unidos esteve tão equivocado, sobre tantas coisas, às custas de tanta gente. As ações de Obama, antes e depois dos recentes avanços dos jihadistas do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (Isil, na sigla em inglês) no Iraque aumentaram as ameaças estratégicas contra a segurança dos EUA. O presidente Obama parece estar decidido a deixar o cargo tendo degradado a América. Ele vai no caminho de assegurar que seu legado seja o de um homem que traiu nosso passado e dilapidou nossa liberdade".

A ironia de que o acusador seja um dos responsáveis pela catastrófica invasão do Iraque só é superada por sua desfaçatez. O artigo provocou uma enxurrada de reações recordando os muitos e trágicos erros de Cheney: "Não há dúvida de que Saddam tem armas de destruição em massa"; "Seremos recebidos como libertadores"; "Não precisaremos deixar muitos soldados no Iraque depois da invasão"; "Sunitas, xiitas e curdos viveriam harmonicamente em democracia"; "Os extremistas na região se verão obrigados a repensar sua estratégia de jihad"; entre outros. É evidente que o artigo se destina mais a influir na política interna dos Estados Unidos do que na política no Oriente Médio.

Cheney dirige-se aos que já "sabem" que Obama é um péssimo presidente cujas decisões costumam ser erradas. E assim, Cheney e sua filha se unem a uma longa lista dos que oferecem "soluções" para a situação na Síria e no Iraque, soluções que, segundo os críticos, o presidente e sua equipe ignoram, não entendem, não sabem executar ou, como diz Cheney, Obama as refuta porque está empenhado em degradar a influência do país.

O interessante das recomendações para enfrentar a complicadíssima situação é que os críticos de Obama não são somente republicanos, mas também membros de seu partido. Uma das críticas mais comuns é que Obama não armou a oposição síria que enfrenta Bashar Assad. 

"Armar os moderados" é o mantra dos que acusam Obama de ter abandonado a Síria. Também o acusam de ter abandonado o Iraque: os críticos insistem em que Obama não devia ter retirado todas suas tropas, mas deixado um contingente para enfrentar emergências militares. E o que recomendam fazer agora no Iraque? Atacar com drones o Isil, que invadiu o Iraque vindo do território da Síria. Propõem também depor o primeiro-ministro xiita Nurial-Maliki, substituindo-o por um líder menos sectário que provenha do consenso entre os grupos sunitas, xiitas e curdos.

Perigo. O problema dessas recomendações é que elas são de um simplismo enorme e perigoso. E todas supõem que Obama e EUA têm mais poder, capacidade e conhecimento do que a experiência recente repetidamente demonstrou.

"Armar os moderados da Síria" supõe que os EUA sabem quem são e podem garantir que as armas que vão fornecer não cairão em mãos de seus inimigos. Isso apesar de alguns efetivos do Isil terem sido vistos portando equipamentos que os EUA enviaram aos moderados. Deixar tropas americanas no Iraque ficou impossível uma vez que o governo de Maliki, por pressão do Irã, se negou a permiti-lo.

"Drones contra fanáticos" é outra ideia muito distante de ser uma solução mágica para problemas que não se resolvem com robôs. Talvez seja preciso usá-los para deter a Isil, mas, como se viu no Afeganistão, os drones não solucionam o problema e ainda criam outros.

O mesmo vale para a proposta de tirar Maliki do poder. É inevitável mas, com a sua saída, não desaparece a infernal política entre as seitas e tribos iraquianas. Segundo o humorista Borowitz, o único consenso que há entre esses grupos é que Cheney se cale.

E não é má ideia que também sejam mais sóbrios os que têm soluções "óbvias" que supõem que o governo dos EUA tudo sabe e tudo pode. Foi o fato de agir com base nessa suposição que debilitou a superpotência. / Tradução de Celso Paciornik

Fonte: ESP

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Como a 'Guerra ao Terror' criou o grupo terrorista mais poderoso do mundo


DESTAQUE

Sempre foi do interesse dos EUA e de outros governos que a Al-Qaeda fosse vista como tendo uma estrutura de comando e controle como um mini Pentágono, como a máfia na América. Essa é uma imagem confortante para o público porque grupos organizados, por mais demoníacos que sejam, podem ser encontrados e eliminados por meio da prisão e da morte. É mais alarmante a realidade de um movimento cujos adeptos se autorecrutam e podem surgir em qualquer lugar.
A reunião de militantes de Osama bin Laden, que ele não chamava de Al-Qaeda até depois de 11 de setembro, era só um dos muitos grupos jihadistas de 12 anos atrás. Mas, hoje, suas ideias e métodos são predominantes entre os jihadis por causa do prestígio e publicidade que ganharam depois da destruição das Torres Gêmeas, da guerra no Iraque e da demonização de Washington como a fonte de todo o mal estadunidense.

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Por Patrick Cockburn/Tom Dispatch


Estratégia estadunidense falhou porque não mirou no movimento jihadista como um todo e, acima de tudo, não mirou na Arábia Saudita e no Paquistão
  

Esse artigo, que originalmente foi publicado no Tom Dispatch, foi extraído do primeiro capítulo do novo livro de Patrick Cockburn, "The Jihadis Return: ISIS and the New Sunni Uprising" (O Retorno dos Jihadis: o Estado Islâmico e o novo Levante Sunita, em tradução livre), com agradecimento especial à editora, OR Books. A primeira seção é uma nova introdução escrita para o Tom Dispatch.



Há elementos extraordinários na política atual dos Estados Unidos em relação ao Iraque e à Síria que estão atraindo uma atenção surpreendentemente baixa. No Iraque, os EUA estão perpetrando ataques aéreos e mandando conselheiros e treinadores para ajudarem a conter o avanço do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (mais conhecido como Estado Islâmico) na capital curda, Arbil. Os EUA presumidamente fariam o mesmo se o EI cercasse ou atacasse Bagdá. Mas, na Síria, a política de Washington é exatamente oposta: há muitos opositores do EI no governo sírio e curdos sírios em seus enclaves do norte. Ambos estão sendo atacados pelo EI, que já tomou cerca de um terço do país, incluindo a maior parte de suas instalações de óleo e gás.


Membros da minoria religiosa yazidi, que fugiram de Mosul (Iraque), devido à violência do Estado Islâmico, recebem ajuda humanitária
Mas a política dos EUA, da Europa Ocidental e do Golfo Pérsico é derrubar o presidente Bashar al-Assad, que vem a ser a política do EI e de outros jihadis na Síria. E se Assad cair, o EI será o beneficiário, já que será questão de vencer ou absorver o resto da oposição armada síria. Há uma falsa ideia em Washington e outros lugares de que existe uma oposição “moderada” síria sendo ajudada pelos EUA, pelo Qatar, pela Turquia e pelos sauditas. É, apesar disso, fraca e está enfraquecendo a cada dia. Logo o califado pode se estender da fronteira iraniana até o Mediterrâneo e a única força que pode possivelmente impedir que isso aconteça é o exército sírio.


A realidade da política dos EUA é apoiar o governo do Iraque, mas não a Síria, contra o EI. Mas uma razão para o grupo ter sido capaz de se tornar tão forte no Iraque é que ele pode extrair seus recursos e combatentes da Síria. Nem tudo o que deu errado no Iraque foi culpa do primeiro-ministro Nourial-Maliki, como agora se tornou o consenso político e midiático no Ocidente. Os políticos iraquianos têm me dito nos últimos dois anos que o apoio estrangeiro à revolta sunita na Síria inevitavelmente desestabilizaria o país deles também. Isso agora aconteceu.



Ao continuar com essas políticas contraditórias em dois países, os EUA garantiram que o EI pudesse fortalecer seus combatentes no Iraque por meio da Síria e vice-versa. Até agora, Washington teve sucesso em não levar a culpa pelo crescimento do EI e em colocar toda a culpa no governo iraquiano. Na verdade, criou uma situação na qual o EI pode sobreviver e pode inclusive prosperar.



Usando a Etiqueta da Al-Qaeda



O grande aumento da força e do alcance das organizações jihadistas na Síria e no Iraque tinha, em geral, passado despercebido até recentemente pelos políticos e pelos meios de comunicação no Ocidente. Uma grande razão para isso é o que os governos ocidentais e suas forças de segurança estreitamente dizem que a ameaça jihadista é formada por forças diretamente controladas pela Al-Qaeda central. Isso os permite apresentar um quadro muito mais alegre de seu sucesso na chamada "Fuerra ao Terror" do que é a situação real.

Chanceler sírio, Walidal Mualem, fala sobre proposta dos EUA de bombardear pontos do Estado Islâmico em território da Síria


Na verdade, a ideia de que apenas jihadis com os quais é necessário se preocupar são aqueles que têm a benção oficial da Al-Qaeda é ingênua e autoenganosa. Ignora o fato de, por exemplo, o EI ter sido criticado pelo líder da Al-Qaeda Aymanal-Zawahiri por sua violência e sectarianismo excessivos. Depois de conversar com uma série de rebeldes sírios jihadis não afiliados diretamente à Al-Qaeda no sul da Turquia no começo do ano, uma fonte me contou que “sem exceção, eles todos expressaram entusiasmo pelos ataques de 11 de setembro e torceram para que a mesma coisa que aconteceu nos EUA acontecesse na Europa”.


Grupos jihadis ideologicamente próximos à Al-Qaeda têm sido reclassificados como moderados dependendo de suas ações serem consideradas de apoio aos objetivos das políticas dos EUA. Na Síria, os estadunidenses apoiaram um plano da Arábia Saudita de construir uma “Fronte Sulista”, baseada na Jordânia, que seria hostil ao governo de Assad em Damasco e simultaneamente hostil aos rebeldes do tipo da Al-Qaeda no norte e no leste.



A poderosa, mas supostamente moderada Brigada Yarmouk, noticiada como o recipiente estratégico de mísseis antiaéreos da Arábia Saudita, deveria ser o elemento de liderança nessa nova formação. Mas diversos vídeos mostram que a Brigada Yarmouk frequentemente lutou em colaboração com a Frente al-Nusra, afiliada oficial da Al-Qaeda. Já que era provável que, no meio da batalha, esses dois grupos dividissem suas munições, Washington estava efetivamente permitindo que armamento avançado fosse entregue em mãos ao seu inimigo mais mortal. Os oficiais iraquianos confirmam que capturaram armas sofisticadas de combatentes do EI no Iraque que eram originalmente fornecidas por poderes estrangeiros para forças consideradas de oposição à Al-Qaeda na Síria.



O nome Al-Qaeda foi sempre aplicado com flexibilidade na identificação de um inimigo. Em 2003 e 2004, no Iraque, enquanto uma oposição armada iraquiana se formava, oficiais dos EUA atribuíram a maior parte dos ataques à Al-Qaeda, apesar de muitos terem sido perpetrados por grupos do partido Baas e nacionalistas. Propagandas como essa ajudaram a persuadir quase 60% dos votantes dos EUA, antes da invasão do Iraque, que existia uma conexão entre Saddam Hussein e os responsáveis pelo 11 de setembro, apesar de não existir qualquer evidência disso. No próprio Iraque, e, na verdade, no mundo muçulmano inteiro, essas acusações beneficiaram a Al-Qaeda ao exagerar seu papel na resistência à ocupação estadunidense e britânica.


Uma técnica de relações públicas exatamente oposta foi usada pelos governantes ocidentais em 2011, na Líbia, quando qualquer semelhança entre a Al-Qaeda e os rebeldes patrocinados pela OTAN lutando para derrubar o líder líbio Muammar Kadafi foi minimizada. Apenas aqueles jihadis que tinham uma ligação operacional direta com o “coração” da Al-Qaeda, Osama binLaden, foram considerados perigosos. A falsidade do argumento de que os jihadis opositores a Kadafi na Líbia eram menos ameaçadores que aqueles em contato direto com a Al-Qaeda foi forçosamente e tragicamente exposta quando o embaixador dos EUA Chris Stevens foi assassinado por combatentes jihadistas em Bengasi em setembro de 2012. Esses eram os mesmos combatentes louvados pelos governos e pela mídia ocidental por seu papel no levante contra Kadafi.

Imaginando a Al-Qaeda como a Máfia

A Al-Qaeda é uma ideia mais que uma organização, e isso é o caso há muitos anos. Por um período de cinco anos depois de 1996, recrutou pessoas, recursos e campos no Afeganistão, mas eles foram eliminados depois da queda do Talibã em 2001. Subsequentemente, o nome Al-Qaeda se tornou majoritariamente um grito conjunto, uma série de crença islâmicas centradas na criação de um Estado islâmico, na imposição da charia (conjunto de leis religiosas), no retorno aos costumes islâmicos, na subjugação da mulher e no travamento de uma guerra santa contra outros muçulmanos, notadamente os xiitas, que são considerados hereges que merecem morrer. No centro dessa doutrina de guerra está a ênfase no autosacrifício e no martírio como símbolo de fé e comprometimento com a religião. Isso resultou no uso de crentes não treinados, mas fanáticos, como homens-bomba, com um efeito devastador.

Sempre foi do interesse dos EUA e de outros governos que a Al-Qaeda fosse vista como tendo uma estrutura de comando e controle como um mini Pentágono, como a máfia na América. Essa é uma imagem confortante para o público porque grupos organizados, por mais demoníacos que sejam, podem ser encontrados e eliminados por meio da prisão e da morte. É mais alarmante a realidade de um movimento cujos adeptos se autorecrutam e podem surgir em qualquer lugar.

A reunião de militantes de Osama bin Laden, que ele não chamava de Al-Qaeda até depois de 11 de setembro, era só um dos muitos grupos jihadistas de 12 anos atrás. Mas, hoje, suas ideias e métodos são predominantes entre os jihadis por causa do prestígio e publicidade que ganharam depois da destruição das Torres Gêmeas, da guerra no Iraque e da demonização de Washington como a fonte de todo o mal estadunidense. Atualmente, há uma diminuição das diferenças nas crenças dos jihadis, apesar de eles serem ou não formalmente ligados à Al-Qaeda central.

Não é surpresa que os governos preferem a imagem fantasiosa da Al-Qaeda porque lhes permite cantar vitórias quando consegue matar seus membros e aliados mais conhecidos. Comumente, aqueles eliminados ganham postos quase militares como “chefe de operações” para aumentar o significado de sua morte. A culminação desse aspecto fortemente propagandeado, mas, em grande parte, irrelevante da “Guerra ao Terror”, foi a morte de Bin Laden em Abbottabad, no Paquistão, em 2011. O fato permitiu que o presidente Obama aparecesse para o público estadunidense como o homem que presidiu a captura do líder da Al-Qaeda. Em termos práticos, no entanto, sua morte teve pouco impacto nos tipos de grupos jihadistas da Al-Qaeda, cujas maiores expansões aconteceram subsequentemente.

Ignorando os Papéis da Arábia Saudita e do Paquistão

As decisões-chave que permitiram a sobrevivência da Al-Qaeda e sua expansão posterior foram feitas nas horas imediatamente posteriores ao 11 de setembro. Quase todos os elementos significativos no projeto de lançar aviões nas Torres Gêmeas e em outros prédios icônicos dos EUA remontavam à Arábia Saudita. 

Rei Abdullah, atual líder saudita, mantém estreitas relações com Washington


Bin Laden era um membro da elite saudita, e seu pai tinha sido um associado próximo da monarquia saudita. Citando um relatório da CIA de 2002, o relatório oficial de 11 de setembro diz que a Al-Qaeda, para seu financiamento, dependeu de “uma variedade de doações e arrecadações, majoritariamente nos países do golfo Pérsico e da Arábia Saudita”.

Os investigadores do relatório encontraram seu acesso limitado ou negado ao buscar informações sobre a Arábia Saudita. E o presidente George W. Bush aparentemente nunca achou necessário responsabilizar os sauditas pelo que aconteceu.

A saída de sauditas idosos dos EUA, incluindo parentes de Bin Laden, foi facilitada pelo governo  dias depois de 11 de setembro. Foi ainda mais significativo que 28 páginas do CommissionReport -- o relatório oficial sobre o 11/9 -- sobre a relação entre os agressores e a Arábia Saudita tenham sido cortadas e nunca publicadas, apesar da promessa do presidente Obama de fazê-lo, por motivos de segurança nacional.

Em 2009, oito anos depois de 11 de setembro, 
um telegrama diplomático da secretária de Estado Hillary Clinton, revelado pelo Wikileaks, dizia que as doações da Arábia Saudita constituíam a fonte mais significativa de financiamento dos grupos terroristas sunitas mundialmente. Mas, apesar de esse reconhecimento privado, os EUA e os europeus ocidentais continuaram indiferentes aos pregadores sauditas cujas mensagens se espalharam para milhões por meio da TV por satélite, do YouTube e do Twitter, clamando pela morte de xiitas como hereges. Esses chamados chegavam conforme as bombas da Al-Qaeda estavam massacrando pessoas nos bairros xiitas do Iraque. Uma linha fina em outro telegrama diplomático do Departamento de Estado, no mesmo ano, diz: “Arábia Saudita: Antixiismo como Política Externa?”. Agora, cinco anos depois, grupos apoiados pelos sauditas têm um histórico de sectarismo extremo contra muçulmanos não sunitas.

O Paquistão, ou melhor, a inteligência militar paquistanesa representada pela ISI (Inter-Serviçios de Inteligência), era outro parente da Al-Qaeda, do Talibã, e de movimentos jihadistas em geral. Quando o Talibã estava se desintegrando sob o peso do bombardeio estadunidense de 2011, suas forças no norte do Afeganistão foram encurraladas por forças contra o Talibã. Antes que eles se rendessem, centenas de membros da ISI, treinadores militares e conselheiros foram apressadamente evacuados pelo ar. Apesar da evidência clara do patrocínio do Talibã e dos jihadis em geral pela ISI, Washington se recusou a confrontar o Paquistão e, assim, abriu o caminho para o ressurgimento do Talibã depois de 2003, que nem os EUA nem a OTAN conseguiram reverter.

A “Guerra ao Terror” falhou porque não mirou no movimento jihadista como um todo e, acima de tudo, não mirou na Arábia Saudita e no Paquistão, os dois países que fomentaram o jihadismo como uma crença e um movimento. Os EUA não o fizeram porque esses países eram aliados importantes que não queriam ofender. A Arábia Saudita é um mercado enorme para as armas estadunidenses, e os sauditas cultivaram, e, em algumas ocasiões, compraram membros influentes da classe política dos EUA. O Paquistão é um poder nuclear com uma população de 180 milhões e um exército com ligações próximas ao Pentágono.

O ressurgimento espetacular da Al-Qaeda e seus desdobramentos aconteceu apesar da enorme expansão dos serviços de inteligência estadunidense e britânico e de seus orçamentos depois do 11 de Setembro. Desde então, os EUA, seguidos de perto pelo Reino Unido, travou guerras no Afeganistão e no Iraque e adotou procedimentos normalmente associados a Estados policiais, tais como prisão sem julgamento, rendição, tortura e espionagem doméstica. Os governos travam a “Guerra ao Terror” dizendo que os direitos dos cidadãos individuais devem ser sacrificados para garantir a segurança de todos.

Face a essas medidas controversas de segurança, os movimentos contra quem elas foram orquestradas não foram derrotados, mas ficaram mais fortes. Na época do 11 de Setembro, a Al-Qaeda era uma organização pequena, geralmente ineficaz; em 2014 grupos do estilo da Al-Qaeda são numerosos e poderosos.

Em outras palavras, a “Guerra ao Terror”, que delineou o cenário político de boa parte do mundo desde 2001, evidentemente falhou. Antes da queda de Mosul, ninguém prestava muita atenção.

Fonte: Opera Mundi

quarta-feira, 23 de abril de 2014

“Eis que vos mando como ovelhas no meio de lobos. Sede, pois, astutos como as serpentes, e simples como as pombas. Acautelai-vos, porém, dos homens... (Mat., 7, 16 a 18).


NOTA DO BLOGUE: Resposta a comentários do artigo: 'A NOVA BATALHA DE TERMÓPILAS?‏'
Caros amigos de RESISTÊNCIA CATÓLICA

Se me permitem, no afã de sintetizar o mirabolante e simplista quadro Putin 'cristão ortodoxo' versus Obama 'muçulmano-amigo dos gays', recorro a um provérbio popular: 'cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém'.
Com efeito, acredito que jamais seremos suficientemente cautos ao considerar os 'novos' dados que pareceriam emergir do panorama.
De um lado, não ousaria apressar-me em reabilitar, com tanta facilidade e desembraço, um antigo oficial da KGB. De outro, há certas artimanhas que são 'mais velhas que a Sé de Braga': não seria esta certamente a primeira, nem a última vez, que a 'nomenklatura' neocomunista se vale de artifícios para embair um Ocidente descristianizado e sôfrego de ser enganado, sequioso de uma ‘tábua de salvação’.
Afivelar máscaras de 'convertido' não constitui tarefa tão árdua para experientes manipuladores da opinião pública. Outra questão, bem diversa, consiste em saber se, de bom grado, nos deixaremos manipular.
Para não prolongar estes comentários além do razoável, sugiro apenas, sem maiores delongas, deterem-se na análise do perfil de Dugin, o qual, segundo a unânime apreciação dos comentaristas internacionais  (de multifárias fontes), teria sido o grande mentor da subitamente alvissareira ‘transformação’ putinesca..
De ricochete, vêm à baila, no corpo do artigo, outros 'companheiros de viagem', não menos dignos de atenção.


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DESTAQUE

“Mas eu constatei que nós temos mais em comum com a Nova Direita que com os católicos. Eu compartilho numerosas opiniões de Alain de Benoist. O que não é o caso, em relação aos católicos modernos. Eles querem, com efeito, converter a Rússia e isso não é compatível com nossos projetos. Eu considero Alain de Benoist como sendo o intelectual mais importante da Europa hoje. A Nova Direita, por exemplo, não quer impor o paganismo europeu aos outros. No que concerne a Evola, eu o considero como um mestre e uma figura simbólica da Revolta Final e da Grande Renascença, como o é, também, Guénon. Para mim, nessa época sombria que atravessamos, esses dois pensadores representam a essência da Tradição Ocidental”. (Aleksandr Dugin) [DESTAQUES MEUS]

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9/4/2014

Eurasianismo - as amizades satanistas, maçônicas e sodomitas de Alain Soral




Neste artigo, vamos passar em revista os “valores” louvados pelos amigos de Alain Soral, que são convidados a eventos “Igualdade e Reconciliação” e/ou transmitidos nos vídeos do site da associação. As citações são autênticas, as fotos não foram retocadas, esta é a realidade do soralismo.

1.Christian Bouchet
Bouchet é um prolífico autor satanista, autor de: “O Ocultismo”, “A Wicca”, “O Neo-paganismo”, “O Espiritismo”, “A Antroposofia”, “Aleister Crowley”, “Aleister Crowley, abordagem histórica de um mago contemporâneo”, “Aleister Crowley e o movimento telemita”, “Karl Maria Wiligut, o mago de Himmler”, etc.
Christian Bouchet confessa: “Frequentei essa organização (Ordo Templis Orientis – ver nota ao fim do artigo), como também frequentei a Golden Dawn, os martinistas, as obediências maçônicas egípcias, etc.”


Em conferência proferida no colóquio Revolta contra o mundo pós-moderno, em Moscou, em 15 de outubro de 2011 (fonte), Bouchet (na foto, à esquerda de Soral) declarou:

“Quanto às versões mais esotéricas, ou mesmo ocultistas ou negras da tradição europeia, nossa via da mão esquerda em qualquer espécie, a herança de Aleister Crowley, de Maria de Naglowska, de Nicolas Roerich ou de Georges Gurdjieff e de muitos outros, eu temo que numerosas versões ligadas a estas não estejam mais em exibicionismo ou na prática de uma subcultura juvenil, que na pesquisa tradicional. Eu não desaconselharei suas práticas, mas, para fugir a esses problemas, aconselharei a fazê-lo na maior discrição, praticando o que nossos irmãos muçulmanos chamam a taquia (a mentira)”.

Christian Bouchet recomenda, então, aos outros satanistas, de fazer o que ele mesmo faz, ou seja, mentir para dissimular seu satanismo e se esconder para praticar seu culto.

Valores defendidos por Christian Bouchet: desordem esotérica, dupla linguagem, mentira, maçonaria, new age, satanismo, nazismo, anticristianismo, René Guenon.
(Ver: Fontes sobre Christian Bouchet)

2.Aleksandr Dugin
O amigo russo de Alain Soral…
Dugin e judeus cabalistas, reunidos para honrar o maçom R. Guénon – Centro Cabalista Tikoun Olam, Paris, 9 de janeiro de 2011.



Dugin faz crer que é ortodoxo, porém, mais precisamente, ele diz pertencer à igreja dos Antigos Crentes, que julga e rejeita o patriarcado de Moscou como herético. Dugin, portanto, não está em comunhão com a Igreja Ortodoxa Russa, cujas relações com a Igreja Católica Romana vêm sendo cada vez mais cordiais. Na verdade, Dugin não tem nada de ortodoxo, ele é new age, guenoniano e luciferiano:
Declarações de Dugin:
“Os estratos mais antigos e mais originais da Tradição afirmam a primazia do Norte sobre o Sul. A simbologia do Norte é ligada a uma fonte, a um paraíso nórdico original, de onde provém toda a civilização humana (….).  Os gregos antigos falavam da Hiperbórea, ilha nórdica, com sua capital, Thule. [NOTA ARMANDO BRAIO: São por demais conhecidas as correlações entre a Sociedade de Thule e o nazismo.] Esse país era considerado como a pátria do deus luminoso Apolo. E, em numerosas outras tradições, é possível detectar traços antigos, frequentemente esquecidos e fragmentados, de um simbolismo nórdico (…) todas as tradições sagradas honram o Centro, o Meio, o ponto onde os contrastes se suavizam, o lugar simbólico que foge às leis da entropia cósmica. Esse centro, cujo símbolo é a suástica (…), recebeu um nome diferente em cada tradição, mas foi sempre direta ou indiretamente ligado ao simbolismo do Norte. É, portanto, possível dizer que todas as tradições sagradas são, em essência, a projeção de uma Única Tradição Primordial Nórdica, adaptada a condições históricas diferentes. O Norte é o ponto cardeal escolhido pelo Logos primordial para poder se revelar na História, e cada uma de suas manifestações ulteriores não faz mais que restaurar esse simbolismo do paraíso polar”.
“O homem do Norte é um ser particular, dono de uma intuição direta do Sagrado. Para ele, o Cosmos é uma textura de símbolos, cada um deles sendo tirado do segredo pelo olho do Príncipe Primordial espiritual. O homem do Norte é o “homem solar”, Sonnenmensch, não absorvendo a energia, como fazem os buracos negros, mas a gerando, difundindo a luz, a força e a sabedoria, a partir de seu fluxo de criação espiritual. A civilização nórdica pura desapareceu com os antigos hiperbóreos, mas seus mensageiros fixaram as bases para todas as tradições atuais. Esta “raça” nórdica de Mestres está na origem da religião e da cultura de povos de todos os continentes e de todas as cores de pele”.

É sempre a mesma baderna esotérica, é impossível sair dela, mas a coisa interessante vem aqui:
Dugin:

“Durante esse combate, a chama da “ressurreição do Norte espiritual”, a chama da Hiperbórea, transforma a realidade geopolítica. 
A nova ideologia mundial é a ideologia da Restauração Final, colocando um ponto final na história geopolítica da civilização – mas não o ponto que queriam colocar os arautos globalistas do Fim da História. A variante materialista, ateísta, anti-sagrado, tecnocrata, atlantista, do Fim, é transformada em um epílogo diferente: a Vitória Final do Avatar sagrado, a vinda do Destino Terrível…”.

Aí está: “… escolhido pelo Logos primordial para poder se revelar na História”, cujo fim é “a Vitória final do Avatar sacrado”… isso não é nada além da doutrina luciferiana de Alice Bailey:
Alice Bailey, fundadora do Lucifer Trust, 1925.:“Mais tarde, por volta do fim do grande ciclo, o futuro Avatar (…) tomará um corpo físico, manifestando assim sobre o plano físico a força do Logos na distribuição da Lei… saindo do abismo… saindo da sombra e da obscuridade para voltar ao esplendor do dia, Ele que se manifestou, o Avatar…”

O “Avatar” esperado e desejado tanto por Aleksandr Dugin quanto por Alice Bailey é Lúcifer. Não há nenhuma dúvida sobre o luciferismo de Dugin, que o confessa aqui publicamente, muito clara e explicitamente. Ele não o esconde, não usa sequer palavras veladas. Apenas os luciferianos esperam “a Vitória Final do Avatar sagrado”.
Consequentemente, tudo o que não é “tradicional”, ou seja, luciferiano e maçônico, deve ser submetido ou destruído:
“Segundo a opinião dos eurasianistas, cada tradição religiosa ou sistema de fé local, mesmo o mais insignificante, é patrimônio de toda a humanidade. As religiões tradicionais dos povos, religadas às diversas heranças espirituais e culturais, merecem a mais extrema atenção e o maior interesse. (…) os pregadores de doutrinas e de ensinamentos não-tradicionais, e todas as outras forças orientadas para a destruição, devem ser ativamente combatidos.” (Aleksandr Dugin).

E, certamente:
“Mas eu constatei que nós temos mais em comum com a Nova Direita que com os católicos. Eu compartilho numerosas opiniões de Alain de Benoist. O que não é o caso, em relação aos católicos modernos. Eles querem, com efeito, converter a Rússia e isso não é compatível com nossos projetos. Eu considero Alain de Benoist como sendo o intelectual mais importante da Europa hoje. A Nova Direita, por exemplo, não quer impor o paganismo europeu aos outros. No que concerne a Evola, eu o considero como um mestre e uma figura simbólica da Revolta Final e da Grande Renascença, como o é, também, Guénon. Para mim, nessa época sombria que atravessamos, esses dois pensadores representam a essência da Tradição Ocidental”. (Aleksandr Dugin)

O “nós” de Dugin não faz referência à Igreja Ortodoxa Russa, à qual ele não pertence, mas à sua seita ocultista particular. Bem evidentemente, os católicos não têm nenhuma intenção de converter a Rússia, pois o que eles teriam a converter? [SIC! SIC! SIC!] Catolicismo e Ortodoxia se assemelham como duas gotas d’água. [SIC! SIC! SIC!] A semelhança é muito grande para a Igreja latina, e quase perfeita para as Igrejas católicas do Oriente, maronita, siríaca, caldéia, melquita (principalmente), armênia, etc. cada uma tão católica quanto as outras. [SIC! SIC! SIC!] Não, o que afasta Dugin dos católicos e o reaproxima dos maçons, é que ele não tem nada de cristão e que ele é pura e simplesmente luciferiano.
Dugin não é ortodoxo, tampouco nacionalista:
“O conceito de nação é um conceito capitalista, ocidental. Por sua parte, o Eurasianismo, ao contrário do nacionalismo, destaca as diferenças culturais e étnicas, não apenas uma unificação baseada no indivíduo. Nós nos diferenciamos do nacionalismo porque nós defendemos um pluralismo de valores. Nós defendemos ideias, não a nossa comunidade ou nossa sociedade”. (Aleksandr Dugin)

Ainda que russo, Dugin não parece ter se curado da ideologia e de seu desenvolvimento natural, o fanatismo. A febre ideológica perturba a percepção dos limites que possui, que causam indispensavelmente violência aos outros homens, não se retendo por nenhum amor nacionalista pela sua “comunidade” ou “sociedade” e as pessoas que a compõem… Pode-se, sempre “unificar” ideias contrárias, forçando-as a acoplamentos antinaturais, nenhuma ideia jamais reclamou de ser forçada a entrar em uma ideologia malformada, um sincretismo, um ecletismo incoerente… Funciona de outra forma quando se trata de homens. O nacionalismo retorna aos limites concretos da vida humana, à história de um povo, aos pais, aos vizinhos, às fronteiras naturais, poder-se-ia definir a nação como limitação em oposição à húbris material do imperialismo e à mental da ideologia. Essa sabedoria foi magnificamente concretizada pelo reinado de Luís XIV, cuja glória foi de dar à França uma fronteira, glória radiante do interior, sem que tenha sido necessário enviar seus exércitos para morrer até diante de Moscou.


Dugin não é nacionalista porque ele é globalista, como todos os new age e maçons:
“Poderíamos dizer que o eurasianismo é a filosofia da globalização multipolar, chamando à união de todas as sociedades e todos os povos da terra, para construir um mundo original e autêntico, do qual cada componente virá organicamente das tradições históricas e culturas locais”.(Aleksandr Dugin)

Globalista e imperialista:
“O Regnum dos Nacional-bolcheviques, seu Império do Fim, é a realização perfeita da maior Revolução, continental e universal. É o retorno dos Angos, a ressurreição do Herói, a revolta do Coração contra a ditadura da Razão. Esta ÚLTIMA REVOLUÇÃO é ocupação do Acéfalo, do Acéfalo portador da Cruz, da Foice e do Martelo, coroado pela suástica eterna” (Aleksandr Dugin)





Dugin Sol Negro Satan
Com o emprego do nome “Acéfalo”, Dugin faz, aqui, referência a Aleister Crowley, que transpôs um hino helenístico a Aképhalos ou o deus-sem-cabeça tornado, sob sua pena, o próprio Satã:
Ó Satã-Sol… Gire a Roda, Ó meu Pai, Ó Satã, Ó Sol!” (Aleister Crowley)
“Avatar sagrado”, “Acéfalo”, “Sol Negro”, não são mais que alguns dos nomes dados a Satã por seus adeptos.
Valores defendidos por Aleksandr Dugin: desordem esotérica, new age, luciferismo, satanismo, nazismo, antissemitismo, anticristianismo, antinacionalismo, globalismo, René Guénon.


3. Laurent James



Algumas palavras de Laurent James para começar, ou recomeçar:

“Enquanto as primeiras cerâmicas Jômon viram a luz do dia, a civilização de Mû já existia há alguns milhares de anos. A pirâmide submarina de Yunaguni é, hoje, um dos mais maravilhosos testemunhos dessa civilização, a qual se desenvolveu plenamente durante a Idade da Prata, ou seja, no momento onde o Cro-Magnon se instalava na Europa. Toda a distância entre o Leste e o Oeste provém de que o Paraíso primordial (o Pólo Norte) permaneceu fixo no imaginário nipônico durante muito mais tempo que a oeste dos Urais, onde a queda foi mais duramente sentida, do fato do desaparecimento brutal do Neandertal. Enquanto a China e a Índia resultam de uma mistura racial entre, de uma parte, certas colônias atlantes indo-européias (Tokharianos para a China e Arianos para a India) e, de outra parte, certas colônias lemurianas vindas do planalto do Sahul (povos yue para a China e austral-dravidianos para a India), o Japão é o único país a nunca ter conhecido atlantes sobre seu solo. Assim, é uma mistura entre hiperbóreos (Jômons, Aïnus) e lemurianos (reino de Ryûkyû, Kyûshû) que deu a esse país sua especificidade radical, e notadamente essa permanência do nomadismo metafísico.”

O blasfemo e o sacrilégio são, aparentemente, menos envolventes que a carne fresca. Mas o prazer de Laurent James deve ser, aqui, mais cerebral, o exibicionismo, a copulação no vômito, as cruzes cristãs projetadas no fundo, a paródia de missa com crânios de bodes, tudo isso deve significado mais místico.

Laurent James é conhecido por provocação, inspirada pelos grupos Pussy Riot e Femen, em um santuário católico francês.
Valores defendidos por Laurent James: desordem esotérica, maçonaria, new age, satanismo, nazismo, blasfêmia, pornografia, prostituição, sadomasoquismo, anticristianismo, René Guénon.



4.Pierre Jovanovic

Pierre Jovanovic beneficia-se de uma reputação de jornalista econômico, mas 90% de seus livros são new age:

“Pesquisa sobre a existência de anjos guardiães”, “O Padre do tempo”, “Biografia do Arcanjo Gabriel”, “Enoque, diálogos com Deus e os anjos”, “O Explorador do Outro Lado”, “O Livro dos Segredos de Enoque”, “A Mentira universal (Enki e Ninhursag)”, “Nossa Senhora do Apocalipse, 777, a queda do Vaticano e de Wall Street segundo São João”… nada além de new age.

É uma constante muito forte entre os amigos de Alain Soral: marchas mascaradas, enganar o público, vandalismo, criar contestações.
Valores defendidos por Pierre Jovanovic: desordem esotérica, guénonismo, new age, sodomia, luciferismo, anticristianismo.
5.Vincent Reynouard




Pequeno protegido da “Igualdade e Reconciliação”, Vincent Reynouard escreve, em seu manifesto “Por que sou Nacional-Socialista”:

“Em 16 de outubro de 1946, Joachim von Ribbentrop, Wilhelm Keitel, Ernst Kaltenbrunner, Alfred Rosenberg, Hans Frank, Wilhelm Frick, Julius Streicher, Fritz Sauckel, Alfred Jodl, Arthur Seyss-Inquart foram enforcados pelos vencedores. Mais de sessenta anos depois, eu me inclino respeitosamente diante de sua memória. Eu me inclino igualmente diante da memória de Hermann Göring, que escapou do enforcamento engolindo uma ampola de cianureto e, principalmente, diante da memória de Adolf Hitler, que não quis sobreviver à derrota. Porque isso não deve ser um segredo para ninguém, eu sou profundamente nacional-socialista”. (Vincent Reynouard)

Sua grande ambição é tentar provar que é possível, que faz sentido, ser católico e nazista. Em uma entrevista, ele cita esta frase:

“Estou, ao contrário, convencido de que um católico fiel pode ser nacional-socialista, como eu também, em virtude dessa convicção, sou nacional-socialista”. (S. Pirchegger)

Que ele faz sua e que resume todo o personagem. Reynouard nada mais é que um enésimo elo da corrente de manipulação já antiga, que consiste em atribuir ao catolicismo a responsabilidade dos teósofos e maçons na gênese do nazismo; é o sósia “direitista” das manobras começadas à esquerda por Rolf Hochhuth em 1963, cujo produto final foi o filme de Costa-Gavras com Mathieu Kassovitz.
http://fr.wikipedia.org/wiki/Rolf_Hochhuth
Reynouard empreende muitos esforços para tentar convencer, mas, infelizmente para ele, a Igreja já lhe tinha puxado o tapete:

“Não crê em Deus aquele que se contenta em fazer uso da palavra Deus em seus discursos, mas somente aquele que, com esta palavra sagrada, chega ao verdadeiro e digno conceito da Divindade. Qualquer um que identifique, em uma confusão panteísta, Deus e o universo, rebaixando Deus às dimensões do mundo ou elevando-o às de Deus, não é um crente em Deus. Quem, seguindo uma pretensa concepção dos antigos germanos de antes de Cristo, coloca o sombrio e impessoal Destino no lugar do Deus pessoal, nega de fato a Sabedoria e a Providência de Deus, que ‘age forte e suavemente de um extremo a outro do mundo’ (Sabedoria, 8, 1) e conduz todas as coisas a um bom fim: tal pessoa não pode fingir pertencer ao número dos que creem em Deus. Quem exalte a raça, ou o povo, ou o Estado, ou uma forma do Estado, ou os depositários do poder, ou qualquer outro valor fundamental da comunidade humana – necessárias e honoráveis na ordem terrestre – quem eleva essas noções além de seu valor normal, divinizando-as por um culto idólatra, essa pessoa inverte e falsifica a ordem das coisas criada e ordenada por Deus, estando longe da verdadeira fé em Deus e de uma concepção da vida correspondente a essa fé.” (Encíclica “Mit brennender Sorge”, Papa Pio XI, 1937, texto integral)

Pio XI é particularmente afiado nesse texto endereçado à Alemanha de 1937: para ele, e para a Igreja Católica, os nazistas não creem em Deus e estão longe da fé católica, a Igreja Católica não reconhece católicos nazistas nem nazismo católico, difícil ser mais claro.

Mas é fascinante ver Reynouard, que diz também ter sido “muito influenciado por René Guénon”, sustentar a possibilidade de ser tanto católico quanto nazistas, como outros sustentam que se pode ser simultaneamente católico e maçom, e nos dois casos contra a vontade da Igreja que afirma, pela autoridade dos Papas, e não por simples párocos interioranos, que é impossível ser católico e nazista, como é impossível ser católico e maçom.

Dugin se passa por ortodoxo, sendo luciferiano, Reynouard se finge de católico enquanto, de acordo com a própria Igreja Católica, ele não crê em Deus, Bouchet declara ser católico romano, sendo também luciferiano… Que fúria, entre os amigos de Soral, de fingir ter uma religião que não é a sua! Será uma espécie de moda? Ou pose? Ou imitação de um modelo de outra época, Guénon, talvez, que tem sucesso no tour de force de se fingir de católico e depois de muçulmano, enquanto foi sempre maçom? Mistério…

Valores defendidos por Vincent Reynouard: nazismo, maçonaria, ateísmo, sedevacantismo, René Guénon.


6.Guillaume Faye

Ainda um burguês, diplomado em ciências políticas, tendo trabalhado com pornografia e, na imprensa, para as os veículos de mídia Figaro, Paris-Match, VSD, France 2, Skyrock, e teórico da Nova Direita de Alain de Benoist, se entregando ao neopaganismo… Alain Soral o promove em sua associação “Igualdade e Reconciliação”:



Guillaume Faye escrevia na revista “Elementos”, de Alain de Benoist:

“Falemos da Europa, dos Estados Unidos, da América Latina, da União Soviética ou da India. É preciso repensar o mundo em termos de conjuntos orgânicos e de solidariedade real: comunidades de destino continentais, grupos de povos coerentes e ‘otimamente’ homogêneos por suas tradições, sua geografia, e seus componentes etnoculturais”.

“A nação, escreve François Perroux, realidade viva e dinâmica, torna-se umas das fontes de energia essencial para reestruturar a sociedade mundial e sua economia (…). Os habitantes da Terra se unem em nações armadas, impérios, comunidades hesitantes e tentam economicamente formar regiões de nações (Bertrand Russel). Esses agrupamentos se encontram – nem fechados, o que é impossível, nem abertos sem reservas (…). Nessas associações de nações, serão necessários projetos coletivos de infraestrutura, investimento, difusão de produtos e de rendimentos. É na medida em que as nações, testemunhas e defensores dos povos, favorecerão essa rarefação dos poderes econômicos e essa descentralização de seus efeitos, que se desenhará certa reciprocidade no desenvolvimento que não se constrói espontaneamente pelo jogo dos interesses privados”.(O Mundo da Economia, 9 de outubro de 1979)

“Essas associações de nações são geopoliticamente possíveis e romperiam o quadro econômico e estratégico atual. Cada grande região planetária poderia assim ver coincidir, em seu espaço de vida, um relativo parentesco cultural, uma comunidade de interesses políticos, certa homogeneidade étnica e histórica, e fatores macroeconômicos que possibilitam um desenvolvimento autônomo sem recursos à mendicância internacional (5). Um novo nomos da terra, para retomar a expressão de Carl Schmitt, poderia surgir assim, fundado sobre uma sociedade de comunidades e não mais sobre uma pseudo comunidade de sociedades.”(Elementos, no. 34, abril/maio de 1980).

Isso é de um europeísmo, ou mesmo de um globalismo, perfeitamente explícito.

Em uma entrevista, ele se define como nietzschiano:

“Isso significa romper com os princípios socráticos, estóicos e, depois, modernos de igualitarismo humano, de antropocentrismo, de compaixão universal, de harmonia utópica universalista. Isso significa aceitar a inversão possível de todos os valores (Umwertung) em desfavor da ética humanista. Toda a filosofia de Nietzsche está fundada sobre a lógica do vivente: seleção dos mais fortes, reconhecimento do poder vital (conservação da linhagem a todo custo) como valor supremo, abolição de normas dogmáticas, busca da grandeza histórica, ideia da política como estética, “desigualitarismo” radical, etc.”

E nesta outra entrevista:

Gaie France Magazine, no. 4, outubro de 1986 (diretor da publicação: Michel Caignet, neonazista e pedófilo) pp. 13 a 18 – Entrevista com Guillaume Faye, sobre o tema “Homossexualidade: “catamorfose” da sexualidade ou renascimento dos deuses?” p. 18 – Pergunta: É possível dizer que a homossexualidade dos modernos é a decadência da pederastia?

Resposta: Eu penso que a homossexualidade à californiana é um empobrecimento considerável da pederastia e da homossexualidade guerreira dos Antigos. Ela me parece mesmo relativamente perversa.

Pergunta: A pederastia é o grande tabu do mundo moderno. Devemos condená-la?

Resposta: Todos os comportamentos sexuais me parecem aceitáveis. O problema é o uso dos prazeres como prática e afirmação de si. Os modernos condenam a pederastia mas, através dela, o que eles condenam é uma concepção pagã e “desigualitária” da sexualidade e um sistema de transmissão de valores que concorre com o seu. Condenar a pederastia: em nome de quê?

…ele não faz mais que justificar a predação sexual por Nietzsche e o “desigualitarismo”: os mais fortes fazem o que querem dos mais fracos…

No sumário deste outro número de Gaie France:

Entrevistas com a Nova Direita (Alain de Benoist e sua panelinha neopagã); Gabriel Matzneff entre nós (notório pedófilo, defendido por Soral em uma de suas entrevistas); um escritor pagão: Pierre Gripari (homossexual, antissemita, anticristão, próximo do movimento de Alain de Benoist).

Valores defendidos por Guillaume Faye: neopaganismo, europeísmo, globalismo, antinacionalismo, anticristianismo, racismo.


7. Franck Abed

O muito medíocre, muito suave e muito soporífero, Franck Abed, entretanto, terminou por ganhar o direito de figurar na constelação luciferiana de Soral. Esse tipo sofre da mesma neurose de impostura que seus camaradas soralianos, da necessidade irreprimível de se fazer passar pelo que ele não é: ele se passa, em todo lugar, por um político, enquanto não é, na verdade, nada além de um bedel de cursinho pré-vestibular…

Esse judeu mal-convertido defende um “tradicionalismo político” em oposição ao nacionalismo (obrigado, Guénon!) e muito hostil ao Front National… Isso deve ser, agora, bem assimilado: não se deve esperar, dos soralianos, nada além de uma mistura de conceitos.

Abed se apresenta como “intelectual – escritor – teórico monarquista”… Felizmente, nenhuma lei proíbe a vaidade nem o grotesco. Ele, com efeito, cometeu uma espécie de aberração literária, a infame paródia de Ligações Perigosas, onde ele expõe, em um estilo terrível, fantasias sexuais e mundanas: a história de um judeu típico que dorme com uma católica, um velho fetiche tão asquenaze quanto sefardita…

O interessante, então, é que a base comum sobre a qual se coloca a panelinha soraliana, além do fato de ser apresentados pelo site de Alain Soral, aparece de maneira perfeita e clara.
Valores defendidos por Franck Abed: mitomania, pornografia, globalismo, antinacionalismo, dupla-linguagem, satanismo, luciferismo, René Guenon.
8. Salim Laïbi, o dito “Livre Pensador”
Soral apresenta toda a atualidade do pobre Salim Laïbi, que escolheu se chamar “O Livre Pensador” e é um discípulo histérico do maçom René Guenon, filiado à Grande Loja da França em 1909:
Salim Laïbi (na foto, à esquerda de Soral) declara: “Guénon (…) é um autor genial, o maior pensador francês de todos os tempos. (…) R. Guénon teve sucesso graças a um trabalho metódico de uma riqueza incrível assim como um estilo de escrita único devido à sua formação intelectual, para esclarecer tudo. Sua leitura é calmante, chega-se a mudar as palavras e explicar a desordem. Seu campo de ação é extraordinariamente amplo. (…) Todo seu pensamento se apoiando sobre uma doutrina de uma clareza ofuscante. (…) R. Guénon permite ao pesquisador sair fácil e definitivamente da confusão moderna ambiente e insuportável e com uma simplicidade desconcertante, de tão límpida que é a verdade e de tanto que ela se impõe”.

Valores defendido por Salim Laïbi: livre pensamento, maçonaria, desordem esotérica, antinacionalismo, ódio contra a França e o povo francês, René Guénon.

9.Kémi Séba
O extraordinário Kémi Séba, nascido Stellio Capo Chichi, deve, ele também, finalmente integrar essa galeria de retratos. Este “nazista negro” de ideologia flutuante é o profeta da doutrina do Kémitismo, divagação “maçonizante” inspirada pela religião egípcia. Séba entrará na História por ter criado o insulto “antikémita”, que seus sectários podem futuramente usar contra os judeus. Uma pérola!

Escutemos o que Kémi, orador que nunca perde o fôlego, quer nos dizer:
“Seria necessário muito mais tempo para evocar todos os autores que me inspiraram. É verdade que René Guénon é um deles, mais não é o único. Mas o que foi marcante para mim, é que René Guénon é um “homem branco”, para retomar um termo conveniente, que teve relação com tradições nas quais eu me reconheço perfeitamente. Eu, o Negro, comecei a procurar a minha verdade pela raiz, retornando à gênese da cosmogonia africana. Ele, Guénon, o Branco, começou por estudar o hinduísmo, uma espiritualidade transmitida pelos Arianos, os brancos. Ele partiu, então, da história dos seus para retornar à submissão ao Único, ou seja, ao islã. Graça às minhas leituras de Guénon, eu saí do prisma do “islã, religião árabe”. Ele me fez compreender bem que o islã existe desde a noite dos tempos, mas que o Profeta Maomé – que a paz esteja com ele – veio lembrar e completar o que miríades de povos tinham recebido e, depois, esquecido.”

Kémi alia-se, ele também, ao maçom Guénon, necessariamente, e o Islã existiria “desde a noite dos tempos”… Reconhece-se bem, aí, a desordem esotérica dos guénonianos. Além disso, os “kémitas” adoram Osiris, Isis, Horus, Hator e pretendem descender dos faraós que eram, sem dúvida, muçulmanos contra a própria vontade. O outro fato interessante é a sua adesão ao pan-africanismo e sua militância a favor de uma união política da África, em um sentido inequivocamente globalista.
Valores defendidos por Kémi Séba: nazismo, kémitismo, antissemitismo, new age, maçonaria, pan-africanismo, globalismo, René Guénon.

10. Alain de Benoist

Uma menção especial para Alain de Benoist que, em um momento ou outro, promoveu e difundiu cada um desses “valores” por meio de seus livros e revistas (KrisisNouvelle ÉcoleÉlements): desordem esotérica, maçonaria, new age, satanismo, ateísmo, nazismo, eugenia, racismo, anticristianismo, luciferismo, antinacionalismo, europeísmo, globalismo, imperialismo, pornografia, federalismo europeu, gênero, pederastia, prostituição, homossexualidade, neopaganismo, império, René Guénon… tudo sendo largamente pago pela família Bloch (família judia proprietária do Figaro e do grupo Dassault) para escrever no Figaro, Valeurs Actuelles e Le Spectacle du Monde.
Benoist se esforça muito para parecer sério e respeitável, mas é impossível para ele, que não consegue se conter, e a incontinência esotérica o toma, como os outros:
“Os Atlantes, diz Platão, utilizavam uma matéria preciosa, o “oricalco”. Tratava-se, muito provavelmente, do âmbar amarelo, do qual a Europa do Norte fazia, dois mil anos antes da nossa era, um comércio intenso. O deus Apolo, a quem os Dóricos prestavam culto na Grécia, não retornava, supostamente, todos os anos à Hiperbórea, lá onde, sobre as margens do Eridano (o Eider), suas irmãs choravam lágimas de âmbar? “Ora, existe apenas um lugar”, sublinha Spanuth, “onde se extrairia o âmbar amarelo na Antiguidade. E é precisamente no litoral do Schleswig-Holstein, entre o Mar do Norte e o Báltico”. Também para lá que conflui o Elba, o Weser e o Eider, rios cujo curso foi brutalmente modificado por catástrofes naturais ocorridas precisamente no século XIII antes da nossa era. Essas catástrofes que causaram o colapso das margens do Mar do Norte e do Báltico são relacionadas às que provocaram a ruína da civilização cretense e a erupção do vulcão de Tera-Santorini, devastaram o império hitita na Ásia e o reino micênico na Grécia. “Tudo isso”, prossegue Spanuth, “nos leva à vizinhança da ilha Helgoland, no Mar do Norte, que corresponde exatamente à descrição dada por Platão da capital sagrada dos Atlantes, a antiga Basiléia”. Etimologicamente, Helgoland (heiliges Land) significa “terra sagrada”…” (Alain de Benoist)




Benoist: “Eu nunca renunciei à militancia em favor de uma Europa politicamente unificada”.

René Guénon: “Todo ‘nacionalismo’ se opõe necessariamente ao espírito tradicional…”


Conclusões

Soral denuncia o satanismo, a maçonaria, o globalismo, o imperialismo, a pornografia, etc., mas ele navega em tudo isso: seus amigos fazem essas teorias todas as manhãs, diante de seus cafés (e a prática, durante as noites) e, no fim do caminho, existe a submissão total às potências que governam o mundo. No discurso dos amigos de Soral, encontramos uma mesma estrutura, um mesmo acúmulo de camadas: radical, depois esotérico, depois globalista… é também a estrutura de “Igualdade e Reconciliação”.

Soral, rebelde? Soral, inimigo do sistema? Soral, demolidor da corrupção das elites? Só os ingênuos acreditam nisso. Soral está no coração do sistema de dinheiro e perversão, seu percurso nunca se desviou – moda, televisão, publicidade, arte contemporânea, estrume, sempre estrume, ainda estrume, e seus amigos de hoje estão todos envolvidos até o pescoço com satanismo, luciferismo, maçonaria e todas as porcarias possíveis e imagináveis. O presente artigo nada mais é que um breve apanhado do mundo onde navega Soral, podemos cavar ainda mais, e sempre encontrar a mesma matéria, a fossa é profunda e parece inesgotável. E infelizmente eu não invento nada, nada faço além de citar os textos deles, que eles criaram e tornaram públicos, tudo está acessível a quem quiser verificar por si mesmo. E isso é apenas a superfície, a espuma…

É preciso saber, enfim, que de todo esse grupinho, nenhum foge ao destino. Eles não são nem mais nem menos talentosos que seus modelos (Blavatsky, Guénon, Evola, Wiligut, Crowley, Alice Bailey, etc.), estão presos na mesma cola, no mesmo nível, o nível da desordem esotérica que o ponto em comum de todos, o paradigma e o limite de todos. E se existiu um lugar particularmente apropriado para reunir a panelinha soraliana, é a “meditation room” da ONU, em Nova York, que é mantida pelo Lucis Trust (Lucifer Trust) de Alice Bailey:


É de lá que sai a desordem esotérica e de lá que eles conduzem seus adeptos, as ovelhas desgarradas que eles são encarregados de conduzir ao lar do consenso. Certas polícias sustentam que eles pensam estar prontos a romper com a ordem social, elas os empurram à ruptura para melhor recuperá-los, controlando mesmo a passagem ao ato subversivo e antisocial… a panelinha soraliana é uma polícia desse tipo, cujo domínio não é penal, mas social e político. O importante tanto em um quanto em outro caso é, por um lado, de posicionar aqueles que estão prontos a abandonar o consenso e, por outro lado, de prepará-los bem para recuperá-los, uma vez que lhes deram o tapa nas costas que os desequilibrou… eles creem cair na subversão, mas é no coração do império e de sua corrupção que eles se encontram.

Então, você é soraliano? Você bebe os vídeos mensais do seu herói e crê piamente que Soral é um rebelde que se opõe ao sistema? E você deu a ele seu nome, endereço, dinheiro e dados bancários…? Tem alguém olhando para você, chorando de rir… e não sou eu!
Nota:
* – Michaël Kuhnen, morto em 1991, líder neonazista e chefe da Ordo Templi Orientis, é o teórico dos pedonazistas, onde se fundem a apologia dos SA de Ernst Röhm, homossexualidade e sadismo. Caignet, líder da “Europaïsche Bewegung” na França e, ele também, grão-mestre de um ramo francês da OTO, foi condenado em vários casos ruidosos de pedofilia. A direção belga de “Synergie” colaborava com a editora de Caignet que editava a revista “Palestre”, com o subtítulo “Os caminhos da santa ordem masculina” e traduzia ali textos de Hans Bühler de tendência pedófila. Teórico de confrarias masculinas nos anos 20 e 30, Bühler desenvolvia teorias próximas das de Kühnen. Autor de “Nacional-socialismo e homossexualidade”, Künen “desenvolvia ali uma mística paganista das confrarias


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