domingo, 21 de abril de 2013

A mulher e as calças nos anos 40









Você provavelmente já ouviu esta história: “As mulheres não usavam calças, até que veio a guerra e as obrigou a ocupar os postos de trabalho nas fábricas. Foi um caso de necessidade. Não foi nada muito revolucionário”.


 Por esta visão romântica, a moda nada teve a ver com a introdução desta peça no guarda-roupa feminino - quase como se todas as mulheres da época houvessem pensado juntas: “vamos usar as calças de nossos maridos para assim trabalharmos melhor”. Além de romântica, é uma visão marxista da história, que tem por método explicar as mudanças como consequências diretas de fatores econômicos e/ou materiais. Cria-se a errônea impressão de que ninguém havia pensado no assunto antes, e apenas depois que as mulheres foram para as fábricas é que as primeiras calças femininas foram lançadas no mercado.

A calça no guarda-roupa feminino: mudança de mentalidade


Felizmente, alguns estudos sobre moda nos mostram que a introdução da calça no guardar-roupa da mulher possui uma trajetória complexa, que vem desde o século XIX (mais expressivamente) [1]. De fato, houveram alguns esforços bastante pontuais neste quesito, e se a mulher não usa, digamos, uma calça desde há muito tempo, é porque as mentalidades ainda não estavam preparadas para isso. A calça se estabeleceu – é difícil precisar quando – como uma roupa de homem – e durante muito tempo seu uso esteve atrelado à alguma outra indumentária que caía por cima das coxas [2]. 



No caso do homem, porém, há uma grande diferença no uso, pois a calça não é capaz de delinear suas partes desonestas [região íntima], enquanto na mulher é precisamente isto o que acontece: a peça encaixa-se perfeitamente nas suas vergonhas. A calça é igualmente aderente aos quadris e coxas, que são consideradas partes sexualmente atraentes. Uma parte significativa das culturas orientais, por exemplo, em que se costuma dizer pretensamente que a mulher usa “calças” -como a cultura japonesa ou indiana – admitiu o uso desta peça para as mulheres apenas por baixo de longas túnicas ou vestidos, de modo que grande parte da calça fica, na verdade, oculta.



Olhando a história da calça para a mulher, na cultura ocidental, vemos que sua origem está na cultura protestante, que por sua vez, buscou inspiração numa peça turca – em outras palavras, muçulmana [3]. Engraçado é que hoje, quando a mulher católica defende o uso somente de saias, é acusada de “protestante” ou de estar promovendo a “burka” [sic]. Na verdade, a história e a verdade estão ao nosso favor: quem primeiro promoveu a calça foram mulheres protestantes e feministas [da Inglaterra e dos Eua], que estavam propondo uma vestimenta de muçulmanas! Infelizmente, pessoas sem qualquer conhecimento, saem por aí repetindo mantras semelhantes quando na verdade, se trata de uma manobra da Revolução para esconder a real origem das coisas [é só lembrar da "ofensa" de puritanos: primeiro usada pelos nazistas para denegrir católicos que eram contra a roupa de banho imoral dos alemães!]. Entra aí um pecado de espírito… pois, embora ninguém saiba ao certo destas informações, sabem acusar perfeitamente de modo que continuam colaborando com o mal. [Sobre este assunto, estou preparando uma análise mais completa e ilustrada, mas confiram a nota para ver imagens].



Mais relevante seria uma abordagem deste assunto  que tomasse como ponto de partida a mudança nas mentalidades e costumes, para assim compreendermos melhor como a mulher ocidental – que passou quase 20 séculos sem usar calças – aderiu à esta peça, a  ponto da calça ocupar o lugar central no seu guarda-roupa nos nossos dias.  Neste curto artigo não teremos a pretensão de cumprir com o desafio de desenvolver um estudo sobre a introdução da calça no guarda-roupa feminino, mas apenas pontuar alguns aspectos relevantes do tema na década de 40. Com isto, procuramos, contudo, privilegiar o que nos interessa para a modéstia cristã.

A mulher e as calças nos anos 40

 


No início dos anos 40, calças e macacões para mulheres

  Uma das perguntas que as mulheres costumam fazer quando são confrontadas com o tema da calça feminina X modéstia, é “quando foi que as calças começaram a ser confeccionadas realmente para as mulheres”. Elas são movidas em direção a este questionamento devido a um terrível mito que têm se espalhando, cuja autoria não é possível determinar, mas que consiste basicamente no seguinte: se alguns padres ou pessoas dignas falaram mal das calças nos anos 40, 50, 60, é porque “naquela época ainda não havia calças femininas [sic], razão pela qual a mulher realmente ficava masculinizada, gerando a crítica dos sacerdotes”.

Os modelos femininos de calças: uma investida da moda moderna, desde a primeira década do século XX

 Na verdade, costuma-se dizer que o primeiro modelo de “calças femininas” foi lançado em 1909, por Paul Poiret, conhecido como “calça odalisca”. [4]   Antes disso, porém – por volta de 1890 – já se tem conhecimento de mulheres no campo que usavam calças, para pedalar bicicletas. De qualquer forma, falemos dos esforços da moda que desde o início do século XX – e portanto, de acordo com seus próprios interesses – procurava lançar a “calça feminina”. Com a Primeira Guerra Mundial, algumas mulheres já começavam a ocupar os postos das fábricas – algo que se intensificou na Segunda Guerra – , mas ao contrário do que se poderia  pensar, os modelos de calças para mulheres lançados nesta época eram, na sua maioria, calças de passeio, visando atender uma vida feminina mais livre: a mulher agora tinha “uma dose maior de independência, liberdade para circular sozinha pelas ruas e participar de atividades esportivas”.[5] Nos anos 20, ninguém traduziu melhor este sentimento do que a estilista Coco Chanel.


Mais do que um pretenso caso de necessidade por conta do trabalho, a calça no guarda-roupa feminino começou a se estabelecer graças a um novo espírito de se pensar na mulher; graças a uma nova concepção do que a mulher poderia fazer com o tempo que tinha disponível – festas, passeios, clubes, esportes… as roupas, então, visavam estimular este novo estilo de vida, bem diferente do que sempre se concebeu para a mulher, cuja ocupação central era ser mãe, esposa e dona-de-casa. Nos anos 20, a calça de Chanel para passeio, inspirada nos marinheiros, foi aderida por muitas mulheres influenciadas pelas atrizes famosas. O livro “Fashion of a decade: the 1930′s ” [6], traz: Pants had been worn by the more avant-garde fashion-conscious woman in the late 1920s, but by the thirties, they were more acceptable and more widelyadopted.” [Calças haviam sido usadas pelas mulheres mais "antenadas e conscientes da moda" nos anos 20, mas nos anos 30 elas eram mais aceitáveis e mais amplatemente adotadas.]

Em certo sentido, costuma-se também dizer que a calça no guarda-roupa feminino se estabeleceu graças à “pressão feminista”, mas precisamos ter em mente que este não é o movimento feminista que tendemos a pensar, com mulheres saindo nas ruas, com placas nas mãos, completamente panfletárias. É claro que há muitas coisas em comum entre Coco Chanel e Margareth Sanger, mas não se trata de dizer que as mulheres na primeira metade do  século XX estavam todas divididas em feministas e não-feministas, cabendo às primeiras o uso de calças. Como foi dito, era uma questão de mentalidade – uma questão profunda, que pode começar nos meios ideologizados e acadêmicos, mas que termina por afetar toda a sociedade.


Mulheres e o uso de calças na década de 40


 É através de todo este panorama que procuramos responder a pergunta inicial [quando as calças femininas começaram a surgir?], unicamente porque desejamos difundir esta verdade: em certo sentido, as tais ”calças femininas” (se entendemos com isto a peça feita especialmente para a mulher) estiveram por aqui desde que as mulheres começaram a usá-las. Não, não foram preciso décadas até que algum modista tivesse a ideia de lançar uma calça no formato do corpo feminino. Seria justo dizer que a calça masculiniza não porque algumas mulheres na década de 40 de fato usavam as peças de seus maridos, mas sim porque a calça, numa mulher, não pode ser dissociada do fato de que culturalmente foi uma peça estabelecida para o homem. Mais do que isso: ela retira de cena o formato que sempre – apesar das variações de tamanho, forma, volume – esteve atrelado à mulher, que seria a saia ou vestido. 



A calça para mulher é masculinizante por sua própria concepção




É bastante comum encontrar, entre os textos de bispos, padres e pessoas piedosas do século XX [especialmente até meados da década de 70], a referência à calça para mulher como sendo uma “roupa de homem”. O Cardeal Siri, nos anos 60, escreveu um documento sobre o assunto [7], em que condena as mulheres que usam tais “roupas de homens”, esclarecendo que estas são as calças masculinas.


Esta crítica não significa que as mulheres, e ainda mais nos anos 60 [quase 20 anos depois do fim da Guerra], usavam literalmente as calças da seção masculina. “Calças masculinas, traje de homem“: são maneiras de se referir ao uso da calça – independente de como ela fosse – por parte da mulher. Nos anos 40, de fato as mulheres fizeram uso do uniforme masculino nas fábricas – mas como vimos, esta não foi a única realidade. A moda, que vinha desde os anos 20 lançando calças “despojadas” para as mulheres usarem no dia-a-dia, ofereceu uma infinidade de modelos de calças “femininas” nos anos 40, para diversas ocasiões. Haviam calças de noite, de festa, de clube, de jogar tênis, de trabalho…

 Acima, vestidos típicos dos anos 40. Abaixo, calças do mesmo período. Comparem e percebam como a calça delineia o corpo da mulher, mesmo sendo um modelo relativamente “folgado”.
Percebam também como a calça, para ser coerente, precisa dispensar todos os adereços que completam a mulher em sua feminilidade: acessórios para o cabelo, luvas, etc.



 O livro “Fashion by Decade: The 1940′s [8] traz que [por volta de 1941], “a calça já havia se tornado uma peça aceitável para a mulher“. Era aceitável do ponto de vista da sociedade em geral, o que não significa que não houve críticas e resistência. Muitas foram as mulheres que se recusaram a usar calças, e que faziam campanha para evitar seu uso… mas do ponto de vista da mentalidade da época, já estava estabelecido. No entanto, os sacerdotes continuaram a condenar o uso da calça para a mulher… basta lembrar de São Pio de Pietrelcina, que faleceu em 1968: ele negava comunhão à mulheres de calças, e as expulsou sistematicamente de seu confessionário. O que ele diria do nosso atual uso de calças, que piorou bastante e está cada vez mais imoral?


A separação entre os ditos “modelos masculinos e femininos” de calças sempre foram uma linha tênue.


As pessoas costumam usar o argumento de que os modelos de calças masculinos são rigorosamente distintos dos modelos femininos. Hoje, quando vemos que tantos homens e mulheres usam skinny, saruel, cargo, etc., temos de reconhecer que se trata da mesma calça – mas como não se trata do mesmo corpo, há mudanças pouco significativas no que diz respeito ao ajuste à forma.  Abaixo, a chamada pantalona, bastante popular na década de 40:




E abaixo, o mesmo modelo de pantalona, nos anos 40, para homens.




Como puderam ver, basta se debruçar de fato em como as coisas se deram, para derrubar alguns mitos envolvendo este costume para a mulher: eis a importância de saber a origem das coisas… 

Fiquem com Deus e continuem acompanhando a Semana Especial!

P.S.:Vida Real

Durante as minhas pesquisas, encontrei um flickr onde uma moça disponibilizou uma foto de sua mãe de calças em 1947, com a seguinte nota:
“Nos anos 50, minha mãe não gostava de me pegar na escola; ela esperava-me a um quarteirão de distância. Por que? Porque ela insistia em usar calças, e as boas freiras do São Francisco Xavier a desencorajavam a esperar na porta da escola.”

Notas

[1] 
Conferir: Enciclopédia da Moda.  por Georgina O’Hara Callan, 2007.

[2] 
Exemplo de idumentária masculina, do século XVIII, com Luís XV, Rei da França, usando calças:


[3]  
Elizabeth Smith Miller e Amelia BloomerSufragistas e feministas que defendiam voto para mulher e coisas do gênero. A primeira criou a peça [a calça bloomer, que deveria ficar embaixo de uma saia]; a segunda é a que de fato fez a introdução do uso, daí o nome ser atribuído à ela.



A proposta da “calça” feminista e protestante começou assim. Mas como a “Guru” não estipulou a medida mínima da saia, obviamente [como acontece onde a imodéstia reina], a saia foi subindo, subindo… acompanhe um pouco da evolução:

Até, que descambou no traje ainda mais masculino, abaixo [Acreditem: é uma mulher, e protestante]:
.

[4] 
Por favor, lembrem-se do que é uma “odalisca” e da carga de sensualidade que envolve o imaginário de uma. Eis o modelo da calça:



[6] 
Fashion of a decade: the 1930′s. Maria Constantino.

[7]
 Cardeal Siri. Notificação concernente às mulheres que vestem roupas de homem. 1960.

[8] Fashion By Decade: The 1940′s. Patricia Baker

sábado, 20 de abril de 2013

Cenas da JMJ: os Santos Patronos da castidade estariam nesse meio?




Fonte: Borboletas ao Luar



"A juventude não foi feita para o prazer, mas para o heroísmo" Paul Claudel



Vejamos algumas cenas da Jornada Mundial da Juventude flagradas pelas câmeras. Eu não gosto de mostrar fotos indecentes em meus blogs, evito ao máximo, mas creio que para algumas mentalidades somente imagens fortes podem surtir algum efeito. Devemos mostrar aos que querem enxergar o mal que é comparecer a um evento como esse. Temos que avisar as ovelhas para que tenham cuidados com os lobos. Simples assim.





 É algo católico se manifestar como na foto acima? E essa imagem é veiculada no site oficial da JMJ. Ou seja, eles incentivam gestos que hoje são conhecidos como não-católicos. Preciso explicar o que significa isso hoje em dia?
Há católicos que pensam que a JMJ é algo bom, mas não percebem que um evento onde altos prelados praticamente abençoam apresentações de músicos com canções que nada tem a ver com o catolicismo, que não dão nenhum código de vestuário decente, e deixam que os jovens assistam à Missa (que nem mesmo é a Missa Tradicional) e se aproximem do Santíssimo vestidos como prostitutas e marginais, não pode ser algo querido por Deus; esses prelados promovem um evento onde jovens solteiros de ambos os sexos dormem próximos uns aos outros, alguns dentro de barracas, contrariando totalmente a moral cristã. Tem que ficar claro que os católicos fiéis à Doutrina da Igreja repudiam esse evento e querem a total reforma ou o fim dele. Como eu acredito que uma reforma só pode acontecer quando Roma voltar a ensinar e viver a Fé verdadeira, meu voto é pelo fim da JMJ como se apresenta hoje e desde o começo.

Independente da intenção do jovem que queira estar numa JMJ, o mais importante é o que é pregado lá. A JMJ possui, no mínimo, as seguintes falhas:

- apresenta Vias Sacras “recriadas”, com teor liberal-socialista, em vez de Tradicional;
- apresenta shows de música pop, coisa sem necessidade num evento religioso;
- não dá nenhum código de vestuário decente;
- permite que jovens solteiros de ambos os sexos durmam juntos, longe das vistas dos pais;
- não celebra a Santa Missa Tridentina em Latim.


Então não é uma questão de “ah, vou lá dar o meu testemunho”. Isso é ingenuidade. Você pode até ter boas intenções, mas o problema é muito mais profundo. O problema vem de cima, do topo da hierarquia, pois os próprios bispos apóiam tal evento, o Papa está lá sem dizer uma palavra sobre a imoralidade da coisa toda, etc. Isso é fato, só não vê quem não quer. Os católicos precisam tomar uma atitude, precisam reclamar, do mesmo jeito que fez São Paulo quando chamou a atenção de São Pedro, o Papa, na frente de todo mundo!Esse é o exemplo do Evangelho.

Então os artigos que traduzo, as coisas que escrevo, sobre a JMJ são para avisar aos que querem ver, porque com os cegos voluntários eu não quero conversa, eles estão brincando com a hora da verdade. Deus tenha misericórdia deles. As pessoas que freqüentam JMJ em sua maioria, não todas, são pessoas mundanizadas, que vão a praias mistas, que usam biquíni e tomara-que-caia, shorts curtos, pulam carnaval, entre outras coisas; e ainda se acham muito católicas, repetindo baboseiras clichês do mundo neoconservador e achando que têm razão. Nada conhecem de fato sobre Doutrina, achando que até espirro de Papa é infalível. É a desgraça da crise de Fé que vivemos atualmente. Para saber um pouco sobre de onde vem o horror que vemos hoje, leia este artigo que traduzi, aqui.

+ Para começar a saber mais sobre Catolicismo e compreender a crise de hoje, leia:
Pacientes na TribulaçãoSPES e os escritos de Dom Lefebvre.
+ Para entender sobre obediência leia aqui e aqui.
+ Para aprender o Catecismo, leia: Regi SaeculorumA Grande Guerra.
Há vários outros blogs bons, mas fiquem com esses para começar.

Vejamos agora algumas cenas nada modestas acontecidas em várias JMJ, todas comentadas. Os textos são traduzidos por mim e foram extraídos do site Tradition in Action.

***


Amor livre sob a proteção da Igreja - JMJ 2005










Acima, uma cena comum nas JMJs: um jovem casal se beijando em ambiente de completa liberdade. Abaixo, primeira fileira, adolescentes de ambos os sexos dormindo perto uns dos outros sem qualquer barreira para prevenir seus maus instintos de se desenvolverem. Segunda fileira, uma manifestação do tipo paz e amor no estilo característico de Woodstock. 





Terceira fileira, esquerda, um punk sorridente com um penteado extravagante posa como se estivesse recebendo uma bênção de Bento XVI. À direita, outro punk está à vontade no ambiente de tolerância de Cologne 2005 (em Alemão: Köln 2005). Última fileira, rapazes sem camisa e garotas com shorts entram nas águas do rio Reno para saudar o barco de Bento XVI, chegando para a JMJ.










  

Original aqui.




Revolução Cultural sob proteção da Igreja



Acima: um padre e uma freira dançando em cima de barris em frente à Catedral de Cologne.
À direita: jovens mulheres em trajes brancos dançando pelo altar onde está exposto o Santíssimo Sacramento num ostensório.

Abaixo, primeira fileira à esquerda: jovens casais chegando a estação de Cologne para passar cinco dias e noites juntos. 
À direita: um casal deitado no chão em seus sacos de dormir durante a Missa de Bento XVI.

Segunda fileira, à esquerda: uma figura riponga [hippy no original. N.dTr.] enrola rosários sobre a cabeça como se fosse um lenço, segurando uma bandeira da Santa Sé. 
À direita: uma garota tendo uma cruz tatuada em sua barriga.

Teceira fileira, à esquerda: jovens homens cobrem-se com as bandeiras de seus países, dando a impressão de que estão nus. 
À direita: um casal se abraçando numa atmosfera de grande liberdade moral.





  Original aqui.


Novas devotas



Para expressar seu entusiasmo por Ratzinger, jovens mulheres tatuam a parte de baixo de suas costas com a frase: "Eu amo o Papa!" [em alemão: Ich liebe den Papst!]

É indiscutivelmente uma forma original de expressar sua devoção pelo Papado. 
Também não há dúvida que essa e outras iniciativas tais foram permitidas pelo clero que dirige a juventude.  Um “sinal dos tempos” indicando para onde a formação da juventude está se conduzindo. Esse é um bom exemplo dos frutos do Vaticano II na pastoral atual também.

Julgando pelas cores que elas usam nas suas echarpes em volta da cintura, as jovens são parte da delegação da Baviera para a Jornada Mundial da Juventude 2005 em Cologne.



Original aqui.



Estilo Woodstock Ainda Presente na JMJ em  Sydney



Algumas pessoas podem estar se perguntando se a inculturação aborígine exibida na JMJ Sydney eclipsou ou até mesmo erradicou o estilo Woodstock dessas reuniões. Isso não aconteceu. Os dois estilos se fundiram confortavelmente, permitindo ao tribalismo urbano se beneficiar do contato com o tribalismo aborígine. 

O desprezo pela moral católica tanto por parte dos organizadores quanto dos jovens permaneceu tão completo como foi nas JMJ anteriores. De fato, não havia restrições sobre o comportamento dos casais jovens não-casados​​, que continuaram a dormir juntos em alojamentos fechados, abaixo na primeira fileira. Alguns deles foram tão longe a ponto de posar para os repórteres deitados juntos e fazendo carícias uns nos outros, como os “peregrinos” alemães, acima. 

Ninguém se incomodou com o extravagante punk americano, segunda fileira abaixo, que estava completamente à vontade com o seu estilo de cabelo vermelho-arara, enquanto um grupo de jovens africanos se movia freneticamente ao ritmo do rock eclesiástico tocado por uma das muitas bandas, como o duo franciscano, última fileira à direita.



Original aqui.


A Dança da Freira com o Padre missionário



Cologne 2005, Agosto 16 - 21 – A belga Irmã Johanne Vertommen dança com o padre missionário John em dois close-ups da Jornada Mundial da Juventude 2005. 

Essas fotos foram publicadas pelo jornal flamengo Het Laatste Nieuws. Quando um reporter perguntou a Irmã Johanne sobre as poses de sua dança, ela respondeu: “Minha Madre Superior levantou a questão hoje. Ela acha que eu deveria ter um pouco de cuidado e ter em mente que eu represento a nossa comunidade."

Isso quer dizer que, por este comportamento indecente em público - para qualquer jovem, mas especialmente para uma freira – a Irmã Johanne não recebeu reprimenda, mas apenas uma observação prudencial. Também não houve relatos até o momento de qualquer reprimenda feita ao Pe. 
John...

Como justificativa para esse comportamento, Irmã Johanne adicionou: "Eu não faria isso em casa, mas em tais ocasiões eu me deixei levar pelo entusiasmo do grupo."

Se Irmã Johanne e Padre John fizeram isso em plena luz do dia em frente às câmeras, pode-se imaginar quais ações de entusiasmo espontâneo os levaria quando eles estivessem sozinhos juntos. 

Além disso, se as pessoas religiosas entram neste tipo de "entusiasmo" típico de uma Jornada Mundial da Juventude, o que se pode imaginar em matéria de casais não-casados ​​que estão autorizados a dormir juntos durante todo o encontro de seis dias?



Original aqui.
Falta de pureza na JMJ de Toronto



É julho de 2002. A delegação de Luxemburgo presente na Jornada Mundial da Juventude em Toronto, acima, aguarda a chegada de João Paulo II. Até que o Pontífice apareça, a juventude se diverte. Se alguém observar detalhadamente a foto, verá que eles manifestam a atmosfera geral de falta de modéstia e pureza. O homem no centro encosta seu torso nu nos ombros desnudos da mulher em seu colo, enquanto sua mão acaricia sua coxa. Suas posições revelam que seus corpos estão tão juntos quanto possível. A posição de suas pernas nuas dificilmente é decente em companhia mista.

Atrás do primeiro casal, um jovem massageia o pescoço de sua amiga.

Abaixo, primeira fileira: casais em contato próximo encontram proteção debaixo de uma tenda improvisada. Segunda fileira: a juventude de Luxemburgo apresenta música moderna durante a celebração da Missa. Terceira fileira: casais esperam para embarcar no avião de volta para a Europa, depois 13 dias de viagem "piedosos e dignos".


Original aqui.


JMJ: Indo em direção a um bordel "sagrado"?




A JMJ-2011 em Madrid terminou. Ainda mais que nas anteriores, esse encontro foi marcado pelo relaxamento dos costumes. Casais deitados juntos no chão em plena luz do dia, mulheres usando biquínis e homens com peitos desnudos dificilmente podem induzir outros participantes a praticar a virtude, eufemisticamente falando. Em vez disso, tal comportamento faz um forte convite ao pecado.

Acima, as pernas de um casal estão entrelaçadas, enquanto estavam deitados juntos em público; abaixo primeira linha: uma garota provocativa usando um top de biquíni toma a iniciativa de beijar seu companheiro sem camisa, seus corpos estão ensopados depois de terem sido molhados pela caminhão de água. Segunda fileira: protegida do sol por bandeiras espanholas, uma jovem mulher mostra seu corpo num biquíni ligeiramente modificado enquanto ela casualmente busca por petiscos na sua bolsa. Seus vizinhos usam trajes similares. 

Terceira fileira: um casal se dirige para a vigília papal. Ela enrolou sua blusa para mostrar a barriga e, em vez de usar um “chapéu de peregrino” para proteger sua cabeça do sol, ela escolhe colocá-lo na sua cintura para atrair a atenção dos transeuntes para o seu derriere. Seu companheiro sem camisa usando uma bermuda frouxa mostra parte de sua roupa de baixo.

Quarta fileira: garotas usando ousados tops de biquíni entram numa espécie de êxtase sensual quando a água fria toca seus corpos: uma forte ocasião de pecado para os jovens homens presentes. Quinta fileira à esquerda: enquadrado por cinco pares de pernas, um rapaz seminu se prepara para a cerimônia, enquanto à direita seu fleumático colega usando sunga observa o movimento no campo. Sexta fileira: um jovem seminu e sua amiga ensopada de água desfrutam o borrifo que deixa a blusa dela transparente. 

Quando quase tudo convida à sensualidade e quase nada impede as coisas de alcançar seus últimos estágios, não é necessário ser muito inteligente para concluir que aquelas conseqüências finais aconteceram. As fotos ousadas mostradas aqui nos permitem dizer que a atmosfera da JMJ-2011 assemelhava-se a uma enorme orgia. Sua principal diferença é que essa atmosfera tipo bordel na JMJ é abençoada pelas autoridades religiosas e endossada pela presença de Bento XVI. 

Se você também se opõe a essas cenas e concorda com esses comentários, você deve tomar alguma ação.

Não mande seus filhos para a JMJ. 

Expresse-se sobre essa imoralidade escandalosa
.






***


Depois dessas imagens quem ainda achar que pode frequentar esse ambiente e ainda assim ser edificado ou evangelizado na JMJ, está com sérios problemas. Se isso tudo aconteceu lá fora, não quero nem pensar na bagunça que vai ser aqui no Brasil.

Deus tenha misericórdia dos que não querem ver.

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-Para ver vídeos no site oficial, clique aqui. Algumas imagens que aparecem nessa postagem estão nos vídeos.
-Vejam no site da JMJ Rio algumas fotos que ilustram a falta de espírito católico e total falta de modéstia de quem se prepara para o evento.


À TROUXE-MOUXE




SENS DESSUS-DESSOUS...

Papa Francisco com o "troféu" na mão: camiseta do seu time de futebol predileto...






Raphael de la Trinité


Augura-se que o PAPA FRANCISCO, em sua paixão pelo ludopédio, não haja por bem arbitrar contendas de futebol, uma vez que parece menos afeito a dirimir polêmicas no âmbito eclesiástico do que as que irrompem naquele.


Em tempos idos, quando ainda Cardeal, jungia-se ao Rabino de Roma, Stocca, outro aficionado em matéria esportiva, torcendo vivamente para que a sua equipe de predileção vencesse as porfias. Desconhecemos o epílogo de tais embates.


Mudaram-se os tempos — mas foi para melhor. Após galgar várias posições de relevo, a mesma ínclita figura foi investida de um grau de poder excelso, situando-se, de um mês para cá, “au dessus de la mélée”. No momento, é o timoneiro da Barca de Pedro.


Contudo, há quem vislumbre um perigo: que, de súbito, num assomo de épico frenesi, o desavisado BERGOGLIO (agora, o PAPA FRANCISCO), deixando de lado o seu reles papel d’antanho, como mero assistente colateral nos estádios, decida-se sair a campo. Vendo-se revestido de plenos poderes, receia-se que tente evitar a eclosão dos indesejáveis confrontos entre “hooligans” e assemelhados, propondo-se como mediador ou elemento de ligação entre “torcidas” rivais. De fato, ninguém mais autorizado para isso. Desfrutando de autoridade máxima, é capaz dos mais culminantes papéis, ou seja, lograr desempenhos que nem os virtuoses mais célebres seriam capazes de excogitar.

Que ajuizar a respeito? 


Eventual cisma ou confrontação física direta entre adeptos de clubes antagônicos, com turbas que se apedrejam, não seria um cenário dos mais promissores — embora dado a proezas, Bergoglio não se equipara a um
deus ex machina. Mesmo assim, tal é o seu poder de arbitragem, que também desse inesperado desafio, bem poderá safar-se incólume.




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No mais, dissipa-se todo e qualquer horizonte pressago. 


Eis que o entusiasmo me leva de roldão. Fico cismando.


Ouso indagar: malgrado tão protuberante manifestação de “fervor” futebolístico e candor esportivo, parece aceitável que ainda existam católicos ansiosos por “voltar atrás”, esquecendo-se das realizações que o insuperável Concílio Vaticano II nos proporcionou?


Não há quem ignore que essas portentosas lições de conduta (que num só mês de Pontificado, Bergoglio, tão despretensiosamente, nos ministrou) só podem ter como fonte inspiradora a nova Igreja, aquela que emergiu das mãos de João XXIII, mais de cinquenta anos atrás. 


Atitudes tão sábias, comedidas e “empolgantes”, como estas de nosso exemplar Pontífice, sobretudo no campo dos desportos (alinhar-se, por exemplo, entre os grandes colecionadores de camisas das equipes futebolísticas, figura entre os seus hobbies prediletos, e dos mais supinos), só podem provir de uma “grande abertura para o mundo”, preconizada pelo injustiçado Concílio. 


Por acaso, não tivesse sido arejado o mofo dos tempos pré-conciliares, veríamos jamais um Cardeal emulando-se em dar lições de tino futebolístico, nos gramados e arquibancadas? Quão grande perda, então, para o mundo! Ficaríamos sem um intrépido fã-clube, ademais “Bispo de Roma”!

Tenhamos tento: se, como Cardeal, o antístite-torcedor já se fazia notar em seus arrebatamentos desportivos, que inéditos acenos poderá fazer à turba (futebolística ou não), a partir de agora, no exercício de seu “ministério petrino”?
Ao menos no terreno das atividades lúdicas, disso estejamos certos, jamais se lhe dará quinau.




*** *** ***




Não obstante tais evidências, recusando-se a ver, nesses gestos indizivelmente sublimes de nosso espiritual Soberano, a ação de uma igreja coreográfica e renovada, os irredutíveis adeptos da Tradição, sem sombra de dúvida, merecem o proclamado doesto: “tolos, de coração duro, teimosos”. Sim, esses apodos, Papa Francisco não os assaca em vão. Dias atrás, resolveu afirmá-lo com todas as letras. A sua exasperação deve vir de longe. Não é para menos. Tamanha demonstração de cegueira, por parte dos “católicos de sempre”, é bem própria a meter em brios até mesmo a doce benignidade franciscana. Pudera...


Trata-se, vale dizer, de católicos que nunca tiveram a "graça" de vibrar (seja de dor, seja de exultação), à imagem de Bergoglio, nos grandes campos de jogos esportivos. Que esperar, portanto, desses marginais da atual “cultura do entretenimento”? 
Ó infeliz contumácia de se ausentar dos grandes eventos de massa... Haverá maior orfandade?


 *** *** ***

Nesse raiar alvissareiro de um novo Pontificado, tal como se descortina aos nossos olhos, são pigmeus e liliputes que tripudiam, bramindo vitória. Poderia, então, haver lugar para os infindáveis debates de outrora? 


Com uma exalação de frescor bergogliano, não há perlenga ou desavença que aguente. Facilmente se dirimem as polêmicas e intermináveis pendengas doutrinárias da história. É um elixir que imuniza os corpos, doce torpor que avança sobre as almas.


Alegremo-nos: é sempre tempo para um amplexo com prazenteiro “espírito esportivo”. 


À luz desses brilhantes feitos, que de Roma se espraiam pelo mundo, somente espíritos ranhetas e cediços ousariam falar em dissensões doutrinárias ou crise na Igreja.


Um sapato velho, um telefonema para o jornaleiro e uma viagem de ônibus... Foi assim que Bergoglio desanuviou a cena.

Com essas
heroicas iniciativas, PAPA FRANCISCO fez cessar a terrível borrasca que se anunciava. Restabeleceu-se a bonança nos céus do Vaticano.

Malditos sejam os que não se curvam à suave emanação de BERGOGLIO, PAPA FRANCISCO!
Como inimigos da paz, devem, pro bono pacis,  ser ceifados à primeira hora!

Para estes, bem cabe levar chumbo e deglutir o fel. É o quinhão que lhes pertence. 

Quanto aos demais — maioria do rebanho sem rumo —, o tratamento é simples: basta fazê-los deslizar por um terreno sem sobressaltos. Uma linda varinha de condão saberá conduzi-los à
terra prometida, que é a eterna esperança fictícia de um novo paraíso na terra.




 *** *** ***




PS: Fala-se até, com muita propriedade, em restabelecer o tribunal da Santa Inquisição, entregando ao braço secular, para que sejam punidos com energia máxima, os renitentes adeptos da empoeirada tradição católica. 


Até o momento, um dos candidatos mais prestigiados para ocupar o cargo seria o ex-frei Boff. De fato, é opinião assente que o ardoroso apóstolo da Terra (ou deusa Gaia, para os mais fiéis devotos da Igreja ecumênica “fast-food” ou “prêt-à-porter”) goza de todos os predicados para o exercício de tão nobre missão.

De fato, o seu nome acha-se em evidência, pois foi ele quem teve, dias atrás, uma brilhante inspiração: sugerir ao PAPA FRANCISCO que excomungue os que não compartilham as suas ideias.

Ao que se diz, uma vez aceita, seria esta uma das primeiras iniciativas
apaziguadoras do novo Pontífice.
  

ADENDO (comentando a paródia acima...)


RIDENDO CASTIGAT MORES


Não é sério levar a sério aquilo que é deliberadamente grotesco.

Eis o aspecto mais sério (grave) da situação: após tantas negaças e "reducionismos" das mais altas cúpulas eclesiásticas, o
sensus fidei ficou reduzido a frangalhos.

Há um pacto de silêncio e cumplicidade em torno do seguinte: aquilo que a opinião pública católica ainda concebe como Religião Católica, isso é apresentado, pelos artífices da autodemolição, como uma “nova faceta” da
Igreja de sempre: a baldeação ideológica inadvertida chega até as suas culminâncias.

Trata-se de uma “religião ao gosto do freguês”: não mais obriga, nem pune. Entretanto, o católico que, por princípio, não aceita esse modernismo abjeto, é logo encaminhado para o banco dos réus. Houvesse condenação à morte, seria queimado vivo pela nova Inquisição totalitária da Igreja nova.


Em suma, que significa hoje “ser católico”? Para muitos, equivale quase só a dizer: “participo da Missa ou da Eucaristia”. Qual o sentido disso? 



Para muitos, hoje, é mero ato de louvor, congraçamento ou convescote, inspirado pelas insossas musas de um ritualismo mágico, que se renova semanalmente, à maneira de um micro “shopping center” místico-emotivo.



Da verdadeira fé, sedimentada pelo Concílio de Trento, restam — quando muito — vislumbres efêmeros. Nada mais.


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