“los santos son personas que han tenido una vida “intachable”… a Juan Pablo II se le cuestionan varios casos de encubrimiento, no solo el de Marcial Macial; su pontificado quedó marcado por los miles de casos de abusos sexuales de sacerdotes a niños”.Lo acusan de encubrir al fundador de los Legionarios de Cristo
(Transcrito de Religión Digital)Las víctimas de los abusos de Marcial Maciel han iniciado un movimiento para frenar la canonización de Juan Pablo II, a quien acusan de encubrir al fundador de los Legionarios de Cristo. La iniciativa se produce después de que la ONU haya solicitado información al Vaticano sobre algunos casos de pederastia, entre ellos los cometidos por Maciel.“Francisco debería suspender el proceso del beato Juan Pablo II hasta conocer las recomendaciones que formulará Naciones Unidas“, apuntaron las víctimas, que consideran que de acuerdo a lo establecido por las normas canónicas, los santos son personas que han tenido una vida “intachable”, mientras que a Juan Pablo II se le cuestionan varios casos de encubrimiento, no solo el de Marcial Macial; su pontificado quedó marcado por la crisis provocada por los miles de casos de abusos sexuales de sacerdotes a niños, uno de los primeros que se hicieron públicos fueron los que se reportaron en las iglesias de Estados Unidos.El llamamiento de la ONU al Vaticano para revelar los detalles de los abusos sexuales en la Iglesia católica es un ”hecho histórico”que permitirá conocer la verdad sobre una tragedia que afectó a miles de menores en todo el mundo, dijo el exsacerdote Alberto Athié.“Llegó el momento de la verdad” en torno a la tragedia que vivieron tantos niños abusados por miembros del clero en muchos lugares del mundo, en algunos “de manera persistente”, y la estrategia de encubrimiento de la Santa Sede, declaró Athié a la emisora MVS.“Había una autoridad con capacidad de acción internacional que, bajo ciertos criterios de exigencia y obediencia y silencios absolutos, y con un poder real de protección mantuvo una estrategia de años para proteger a victimarios en muchos países del mundo”, afirmó.Este exlegionario de Cristo, que ha apoyado a las víctimas de abusos en México, indicó que “hasta ahora la Santa Sede había negado alguna responsabilidad directa en (…) estos procesos de encubrimiento”.En virtud de que el Vaticano es uno de los Estados firmantes de la Convención sobre los Derechos del Niño, la Santa Sede está obligada a informar de todos los casos de pederastia en muchos países, “donde de una manera u otra la Iglesia católica está comprometida”.El Comité de los Derechos del Niño de la ONU pidió al Vaticano responder a una serie preguntas, entre ellas las medidas que tomó para castigar a presuntos pederastas, compensar a las víctimas y evitar nuevos casos, y si hay líderes católicos que no reportaron a la Policía ante sospechas o denuncias de abusos.La Santa Sede deberá presentar la información antes del 1 de noviembre e incluirla en el informe que rendirá ante los expertos del Comité en enero próximo sobre el cumplimiento de la Convención de los Derechos del Niño.Ahora habrá que ver “qué tipo de información va a entregar el Vaticano, hasta dónde está dispuesto a abrir sus archivos (…) y a reconocer la responsabilidad de los cardenales (Angelo) Sodano, (Darío) Castrillón Hoyos, (Norberto) Rivera“, entre otros, que “jugaron a la complicidad y al encubrimiento”.En el caso de los abusos cometidos en México por Marcial Maciel, fundador de los Legionarios de Cristo; del padre Nicolás Aguilar, también acusado por presuntos casos de pederastia en EE.UU., y el sacerdote Carlos López, dijo que harán llegar “la mayor información posible directamente al Comité”.Sobre el proceso de santificación del papa Juan Pablo II, apuntó que pedirán que se detenga mientras la ONU realiza sus investigaciones, cuyos resultados permitirán hacer una valoración de si su vida fue “ejemplar y virtuosa en extremo”.El papa Francisco aprobó recientemente una reforma al código penal de la Santa Sede y del Estado vaticano que contempla una mejor definición de los delitos contra menores, entre ellos violencia sexual y pornografía infantil, y llamó al Centro para la Protección del Niño a seguir luchando contra los casos de pederastia.(Rd/Agencias)
quarta-feira, 24 de julho de 2013
Víctimas de Maciel piden detener la “canonización” de Juan Pablo II
Neonato chinês jogado no vaso, por medo da repressão, estremece o mundo
Fonte: IPCO
Luis Dufaur
Apenas nascida, uma criancinha de dois ou três dias foi jogada no vaso sanitário, porém ainda viva ficou atravancada no esgoto do prédio de apartamento e os vizinhos do quarto andar ouviram seu pranto em Jinhua, província de Zhejiang, noticiou AsiaNews.
Afinal os bombeiros lograram a façanha de leva-la ainda com vida ao hospital, mas dentro da parte do esgoto onde ficou pressa e que eles cortaram bem.
Ali, os médicos conseguiram com pinças e tesouras liberá-lo pouco a pouco.
Ele ainda esta envolto na placenta e com o cordão umbilical visível.
O fato causou espanto universal e até apareceram voluntários a adotá-lo.
“Afortunadamente, a criança sobreviveu, explicou um policial no site portal.hangzhou.com.cn – as pessoas que o abandonaram estão indiciadas por homicídio”.
A declaração parece feita para “inglês ver”, pois todo o mundo na China sabe qual foi a causa.
Segundo todos os comentários na Internet casos como este são frequentes e estão ligados diretamente com a política oficial do “filho único”.
As famílias que já tem um filho ficam constrangidas a pagar pesadas multas, e ainda pagando sofrem ameaças ou violências, dos representantes do Ministério para o Controle da População, e sem fé decidem eliminá-los apenas nascidos ou abandoná-los.
Esse Ministério se orgulha de ter impedido o nascimento de perto de 400 milhões de crianças desde os anos ’70 em virtude da lei do “filho único”.
Talvez seja, e de longe, o maior genocídio da História que exigirá um certo dia uma Nuremberg de inéditas proporções.
segunda-feira, 22 de julho de 2013
Santa Maria Madalena: Contrição perfeita que levou à santidade
Quando todos os Apóstolos fugiram por ocasião da Paixão, um grupo de mulheres, entre elas Maria Madalena, permaneceu fielmente junto a Nossa Senhora aos pés da Cruz
Plinio Maria Solimeo
Os Santos Evangelhos referem-se a uma Maria pecadora (Lc 7, 36-50), a uma Maria irmã de Marta e Lázaro (Lc 10, 38-42, Jo 11), e a uma Maria Madalena. Os Padres gregos entendem que elas são três pessoas distintas. Os Padres latinos, entretanto –– desde Tertuliano, Santo Ambrósio, São Jerônimo, Santo Agostinho, São Gregório Magno, até São Bernardo e Santo Tomás de Aquino –– reconhecem nas três uma e mesma pessoa: a Santa Maria Madalena penitente, que seguiu Nosso Senhor durante a Paixão.
Baseados nesta autorizada opinião, que foi adotada pela Igreja, seguiremos os traços da vida de Santa Maria Madalena –– cuja festa é celebrada a 22 de julho –– seguindo os Santos Evangelhos e as várias tradições que chegaram até nós.
A pecadora da cidade de Magdala
Maria Madalena teria nascido em Betânia, cidade da Judéia, de pais muito ricos, tendo por irmãos Marta e Lázaro. Como parte de sua herança, recebera o castelo de Magdala, de onde lhe veio o nome.
Uma lenda fala de sua esplêndida formosura, cabeleira famosa, de seu engenho, e apresenta-a casada com um doutor da Lei que, muito ciumento, a trancava em casa quando saía. Cheia de vida, altiva e impetuosa, Maria teria sacudido esse jugo e fugido com um oficial das tropas do César. Estabeleceram-se no castelo de Magdala, perto de Cafarnaum, de onde em breve o rumor de suas desordens e escândalos encheu a região.
Enquanto isso, o divino Salvador havia iniciado sua peregrinação, e a fama de seus milagres e santidade de vida estendia-se pelas terras da Palestina.
Atormentada por demônios e pelos remorsos de sua consciência culpada, Maria foi procurar o grande Taumaturgo que alguns apontavam como sendo o Messias prometido. Não sabia que seus irmãos já se tinham tornado seus discípulos e rezavam fervorosamente por sua conversão.
O Senhor apiedou-se dela e livrou-a de sete demônios (Mc 16, 9), tocando-lhe também profundamente o coração.
Lágrimas de compunção sincera
Madalena enxuga os pés de Nosso Senhor com seus cabelos |
A partir de então, começou para Madalena a completa conversão. Horrorizada ante seus inúmeros pecados, e cativada pela bondade e mansidão de Jesus, ela procurava uma ocasião em que pudesse mostrar-Lhe seu reconhecimento e profundo arrependimento.
Essa ocasião surgiu na casa de Simão — um fariseu, provavelmente de Cafarnaum —, que havia convidado o Mestre para uma refeição. O ágape seguia seu curso normal, quando inesperadamente Madalena irrompeu na sala, foi diretamente até Jesus, rompeu um vaso de alabastro que levava apertado ao peito, e “começando a banhar-Lhe os pés com lágrimas, enxugava-os com os cabelos da sua cabeça, beijava-os e os ungia com o bálsamo” (Lc 7, 38).
Simão tomou a mal esse ato. Como ousava uma pecadora pública entrar assim no santuário de seu lar e profaná-lo com sua presença? Ademais, cogitou ele, “se este fosse profeta, com certeza saberia quem e qual é a mulher que o toca, pois é pecadora”. O divino Salvador, lendo seu pensamento, respondeu-lhe com uma parábola: “Um credor tinha dois devedores: um devia-lhe quinhentos denários, o outro cinqüenta. Não tendo eles com que pagar, perdoou a ambos a dívida. Qual deles o amará mais?”. Simão respondeu acertadamente: “Creio que aquele a quem perdoou mais”. Respondeu-lhe Jesus: “Julgaste bem”. E, voltando-se para a mulher, disse a Simão: “Vês esta mulher? Entrei em tua casa, não me deste água para os pés; e esta, com as suas lágrimas, banhou os meu pés e enxugou-os com os seus cabelos. Não me deste o ósculo (da paz), porém esta, desde que entrou, não cessou de beijar os meus pés. Não ungiste a minha cabeça com bálsamo; entretanto, esta ungiu com bálsamo os meus pés. Pelo que te digo: são-lhe perdoados muitos pecados, porque muito amou” (Id., ib. 39-50).
“Maria escolheu a melhor parte”
Perdoada, convertida, despojada de suas galas mundanas, Maria Madalena foi viver com seus irmãos em Betânia.
Foi lá que as duas irmãs receberam a visita do Messias prometido. Lázaro, parece, estava ausente. Maria sentou-se junto ao Salvador para absorver suas palavras divinas, enquanto Marta afanava-se nos afazeres domésticos para bem receber seu divino Hóspede. E julgou que sua irmã fazia mal, pois em vez de ajudá-la, estava ali sentada esquecida da vida. Disse Jesus: “Marta, Marta, afadigas-te e andas inquieta com muitas coisas. Entretanto uma só coisa é necessária. Maria escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada” (Lc 10, 38-42).
Mais tarde Lázaro ficou muito doente, e o Mestre divino estava longe. As duas irmãs mandaram-lhe uma mensagem: “Senhor, eis que está enfermo aquele que amais”. Mas Jesus não apareceu, e Lázaro morreu. Quando foi a Betânia, Lázaro jazia no sepulcro havia já quatro dias.
Nosso Senhor, que amava Lázaro, comoveu-se diante da dor das duas irmãs, e foi uma das raras ocasiões em que chorou. Depois, diante de muita gente, inclusive de fariseus, ressuscitou Lázaro (Jo 11, 1-46). Milagre estupendo, que provava sua divindade.
Em outra visita do divino Mestre a Betânia, Maria Madalena, já não mais “a pecadora”, ungiu novamente os pés do Redentor com precioso perfume, o que levou Judas a reclamar do “desperdício”, pois podiam vender o perfume e “dar o dinheiro aos pobres”. Nosso Senhor interveio: “Deixai-a; ela reservou isso para o dia da minha sepultura; porque sempre tendes os pobres convosco, mas a mim não tendes sempre” (Jo 12, 1-8). Advertência muito válida hoje em dia para os que, com o pretexto de amor aos pobres, pretendem acabar com as pompas sagradas da Igreja!
Aos pés da cruz junto com Nossa Senhora
Chegou o momento da Paixão. São Pedro negou o Mestre, e todos os Apóstolos fugiram. Somente algumas santas mulheres percorreram a Via Dolorosa junto ao divino Redentor. Aos pés da cruz, Maria Madalena encontrou-se acompanhando Nossa Senhora e São João Evangelista. Quando o corpo de Jesus foi depositado no sepulcro novo de José de Arimatéia, Madalena estudou bem o modo como ele era feito e a pedra com que selaram sua entrada.
| Reconhecendo o Redentor, ela só pôde exclamar: “Raboni!” (Jesus Cristo no Jardim – Fra Angélico, séc. XV. Museu de São Marcos, Florença) |
Narra São João: “No primeiro dia da semana, foi Maria Madalena ao sepulcro, de manhã, sendo ainda escuro, e viu a pedra retirada do sepulcro”. Surpresa, ela pensou primeiro em avisar os discípulos. Relatou o que vira a São Pedro, que com São João Evangelista correu para o sepulcro, e os seguiu. E acrescenta São João: “Entretanto, Maria Madalena conservava-se na parte externa do sepulcro, chorando. Enquanto chorava, inclinou-se e olhou para o sepulcro, e viu dois anjos vestidos de branco, sentados no lugar onde fora posto o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés. Eles disseram-lhe: Mulher, por que choras? Respondeu-lhes: Porque levaram o meu Senhor e não sei onde o puseram”. Então voltou-se e viu Nosso Senhor. Mas, devido à penumbra e pela veste, julgou ser o jardineiro. Perguntou-lhe Jesus: “Mulher, por que choras? A quem procuras?”.Ela, sempre pensando que fosse o jardineiro, respondeu-lhe: “Se tu o levaste, dize-me onde o puseste; eu irei buscá-lo”. Nosso Senhor lhe disse então: “Maria!”. Reconhecendo o Redentor, ela só pôde exclamar: “Raboni!”, que em hebraico quer dizer Mestre (Jo 20, 1-18).
Maria Madalena nas Gálias, segundo a tradição
Mais tarde, depois do martírio de Santo Estevão, de acordo com os Atos dos Apóstolosdesencadeou-se uma perseguição tão violenta dos judeus contra os cristãos em Jerusalém, que todos os fiéis, com exceção dos Apóstolos, se retiraram da cidade para a Judéia e a Samaria. O que leva a supor que também Maria Madalena e seus irmãos saíssem da Cidade Santa dirigindo-se para a Galiléia. Quando a perseguição cessou, voltaram eles para Jerusalém, onde permaneceram até o ano de 45, mas houve uma segunda grande perseguição. São Pedro partiu então para Roma, e a Virgem Santíssima foi conduzida por São João Evangelista a Éfeso. Os Padres gregos afirmam que para lá foi também Santa Maria Madalena, tendo morrido e sido enterrada naquela cidade.
Mas outra tradição, não menos vigorosa, afirma que ela e seus irmãos, mais alguns outros cristãos, foram presos pelos judeus em Jerusalém e colocados no mar num barco sem remo, sem leme, e sem as mínimas condições para navegar, a fim de perecerem num naufrágio. Alguns afirmam que São Maximino, um dos 72 discípulos do Senhor, e Sidônio (o cego de nascença de que fala o Evangelho, e que foi curado por Nosso Senhor) e mesmo José de Arimatéia sofreram a mesma sorte.
Entretanto, o barco dirigiu-se milagrosamente para a Sicília, e de lá para a França, chegando finalmente a Marselha, que era então um dos principais portos das Gálias.
A Santa aos pés da Cruz |
São Maximino foi bispo de Aix, e São Lázaro encarregou-se da igreja de Marselha. Santa Marta reuniu em Tarascão uma comunidade de virgens, e Maria Madalena, depois de ter trabalhado eficazmente na conversão dos marselheses, retirou-se para viver na solidão, refugiando-se numa gruta que se encontra na igreja de São Vítor, em Marselha. Mas, como não julgasse tal lugar suficientemente recolhido, afastou-se para uma montanha entre Aix, Marselha e Toulon, “La Sainte Baume” (a Santa Montanha ou Santa Gruta), como dizem os habitantes do lugar. Lá permaneceu cerca de trinta anos, levando vida contemplativa e penitencial.
Enfim, estando para morrer, os anjos levaram-na para junto de São Maximino, de quem recebeu os últimos sacramentos, entregando sua alma a Deus. Seu corpo foi então, segundo a tradição, levado para um povoado vizinho –– a Villa Lata, depois São Maximino –– onde esse bispo havia construído uma capela.
No século VIII, por temor dos sarracenos, suas relíquias foram trasladadas para um lugar seguro, tendo ficado esquecidas até que Carlos II, rei da Sicília e Conde da Provença, as encontrou em 1272. Entretanto, a urna de Santa Maria Madalena desapareceu no século XVI, durante as guerras de religião entre católicos e protestantes.
Fonte: Catolicismo
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Obras consultadas:
- Les Petits Bollandistes, Vies des Saints, Bloud et Barral, Paris, 1882, tomo VIII, pp. 583 e ss.
- Edelvives, El Santo de Cada Dia, Editorial Luis Vives, S.A., Saragoça, 1948, tomo IV, pp. 221 e ss.
- Fr. Justo Perez de Urbel, O.S.B., Año Cristiano, Ediciones Fax, Madri, 1945, tomo III, pp. 166 e ss.
- Hugo Pope, Saint Mary Magdalen, The Catholic Encyclopedia, Robert Appleton & Company, 1910, Online edition, www.NewAdvent.org
domingo, 21 de julho de 2013
Menino britânico de 8 anos é expulso de colégio e enviado a psicólogo por desenhar Jesus Cristo na cruz.
Fonte: Alerta Digital
O pai afirma que recebeu uma chamada, no início deste mês, da escola pública primária de Maxham, que o informava que seu filho havia criado um desenho violento. A imagem em questão representava um Jesus crucificado com um “x” que cobria seus lhos, para indicar que havia morrido na cruz. O menino também escreveu seu nome sobre a cruz, na placa do I.N.R.I, como se fosse uma assinatura.
O menino fez o desenho na sala de aula depois que o professor pediu aos alunos que pintassem algo que lhes recordava o Natal.
“Creio que o que ocorreu é que, por colocar o “x” nos olhos de Jesus, o professor se assustou e pensou que era uma imagem violenta”, afirma o pai, ainda sem acreditar. “O fizeram sair da escola antes de todo mundo e me recomendaram um psiquiatra para fazer nele uma avaliação”. A escola, de fato, exigia esta avaliação antes que o menino pudesse regressar às aulas, afirmou o pai.
O menino está tão traumatizado com o incidente que foi necessário trocá-lo de escola.
Pio IX e Metternich
O grande Pio IX demonstrou sua elevação de alma ao reconhecer e condenar os erros do liberalismo
C.A.
Fonte: Catolicismo
Fonte: Catolicismo
| Pio IX |
Eis senão quando, dias atrás, para surpresa minha, recebo uma carta de Josias: queria provar-me que Pio IX fora um liberal. Pela carta constato – surpresa dentro da surpresa – que Josias anda lendo as memórias do Príncipe de Metternich, o grande estadista austríaco do século passado. Foi Metternich quem, após a queda de Napoleão em 1815, presidiu à reorganização do mapa europeu no famoso Congresso de Viena, sendo então qualificado de “árbitro da Europa”. De elevada visão católico-monarquista, permaneceu à frente da chancelaria austríaca até 1848, desenvolvendo uma política conservadora, contrária aos princípios igualitários e liberais espalhados pelo mundo todo, desde a Revolução de 1789, na França. Há muitos anos tive uma discussão quente sobre o liberalismo com um antigo colega de Faculdade, chamado Josias. Mostrei-lhe então os documentos de Pio IX condenando as teorias liberais, o que o deixou mal à vontade. Depois, as circunstâncias da vida nos separaram e esqueci-me dele.
A carta de Josias continha trechos significativos da correspondência diplomática de Metternich, na qual o grande estadista católico lamenta amargamente a política liberal adotada por Pio IX nos primeiríssimos tempos de seu Pontificado. E numa época em que o liberalismo constituía o aspecto mais sinuoso e mais pernicioso da Revolução. Política desastrosa, que teve considerável influência na perda dos Estados Pontifícios pelo Papa.
Responder a Josias foi-me fácil, como o leitor verá adiante. Agora, porém, transcrevo a parte mais contundente de sua carta, cujos termos eu bem gostaria que tivessem sido mais respeitosos para com o Pontífice.
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“Então você me mostrou documentos anti-liberais de Pio IX... Ora, esse Papa não só foi um liberal dos quatro costados. mas foi ademais um símbolo da Revolução. Olha o que diz o Metternich (*): ‘O Papa e todos os que o cercam estão às ordens da facção [revolucionária]... As notícias que me chegam dos quatro pontos cardeais são cheias de provas do mau espírito que reina no clero’ (p. 435).
‘Recolhendo os traços que tenho seguido há muitos anos, ser-me-ia possível escrever a história da conjuração que terminou por chegar a Pio IX. O espectro tomou um corpo no Chefe visível da Igreja... Um Papa liberal não é um ser possível. Um Gregório VII pôde tornar-se o senhor do mundo, um Pio IX não o pode. Ele pode destruir, mas não pode edificar. O que já o Papa liberalizante destruiu foi seu próprio poder temporal’ (p. 443).
‘A Revolução se apossou da pessoa de Pio IX como de uma bandeira... É hoje ao Papa que se invoca e que se atrai, proclamando-o Papa do progresso... O grito de Pio IX somente divulga o pensamento da facção; é a pessoa do Papa e não a Igreja que ela quer manter’ (pp. 471-2). ‘Estava reservado ao mundo presenciar o espetáculo de um Papa praticando o liberalismo’ (p. 476).
‘Pregar o uso da razão no deserto a nada conduz. Ora, a Roma de hoje tem muito desse tipo de deserto; ela está plena de uma ação que a experiência reprova... Em Roma foi retomado furtivamente o ano de 1789' (p.550).
***
Josias poderia ainda ter acrescentado um fato. A tal ponto as hordas revolucionárias faziam suas manifestações de rua aos brados de Viva Pio IX, que o grande São João Bosco, devotíssimo do Papado, recomendava a seus alunos que não gritassem Viva Pio IX e sim Viva o Papa.
Minha resposta a Josias, porém, não se fez esperar: recomendei-lhe que prosseguisse seus estudos históricos um pouco além de 1848, e logo veria como Pio IX soube ser depois um grande Papa, passando por algo à maneira de uma conversão. E foi sobretudo o reconhecimento dos erros do liberalismo, que antes o influenciaram, que o fez admirável.
Seus documentos anti-liberais como a Encíclica Quanta Cura e os Syllabus, a proclamação dos dogmas da Imaculada Conceição de Nossa Senhora e da infalibilidade papal, o firme apoio que deu aos católicos ultramontanos franceses (anti-liberais) e ao heróico Presidente do Equador, Garcia Moreno, fizeram dele um contra-revolucionário de primeira linha, provavelmente um santo a ser elevado à glória dos altares.
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* Cartas ao conde de Ficquelmont e ao feld-maréchal conde Radetzky –– cumprindo missões respectivamente diplomática e militar em Milão, então parte do império da Áustria –– e ao embaixador austríaco em Roma, conde Lützow, no período de autubro/1847 a janeiro/1848; inMémoíres de Metterních, Plon, Paris, 1883, t. 7.
quinta-feira, 18 de julho de 2013
Catecismo de Albert Lacombe
Catecismo
simples, com poucos escritos e muitos desenhos explicativos para converter
os índios canadenses no século XIX.
Feito por Albert
Lacombe (1827-1916), padre de origem francesa, este catecismo ilustrado mostra o Antigo e Novo Testamento, as virtudes principais, os pecados capitais, as
heresias, a vida do cristão e o carregamento da cruz.
Expõe os sacramentos, o purgatório, céu e inferno, o bom e o mal caminho,
desenhados caracteristicamente e muito bem trabalhados.
Vejam só quanta beleza:
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| Detalhe 10 |
Fonte: Castelo Histórico
quarta-feira, 17 de julho de 2013
As 7 excelências da batina
Padre Luís Manuel Padilla
Trago aqui um texto de autoria do Padre Jaime Tovar Patrón sobre o uso da batina. O texto foi publicado originalmente no Blog Cristo Rei Nosso, e citado no Blog Exsurge.
DATA DA FOTO: Junho de 1962
FOTÓGRAFO: Desconhecido
LOCAL: Puerto Cabello, Venezuela.
"Em meio a sua dor,Deus mandou um anjo,que sem medo e pavor,estava sozinho... e dois feridossuas asas eram dois braçoslevantando os feridosas balas respeitavam seus passos,ao ouvir os tristes gemidosEra você, capelão Padilla,um anjo de paz e amor;que germine essa semente,e não haverá tanta dor."
— Juan Caramasa
Trago aqui um texto de autoria do Padre Jaime Tovar Patrón sobre o uso da batina. O texto foi publicado originalmente no Blog Cristo Rei Nosso, e citado no Blog Exsurge.
Esta breve coleção de textos nos recorda a importância do uniforme sacerdotal, a batina ou hábito talar. Valha outro tanto para o hábito religioso próprio das ordens e congregações. Em um mundo secularizado, da parte dos consagrados não há melhor testemunho cristão que a vestimenta sagrada nos sacerdotes e religiosos.
SETE EXCELÊNCIAS DA BATINA
“Atente-se como o impacto da batina é grande ante a sociedade, que muitos regimes anticristãos a têm proibido expressamente. Isto nos deve dizer algo. Como é possível que agora, homens que se dizem de Igreja desprezem seu significado e se neguem a usá-la?”
Hoje em dia são poucas as ocasiões em que podemos admirar um sacerdote vestindo sua batina. O uso da batina, uma tradição que remonta a tempos antiqüíssimos, tem sido esquecido e às vezes até desprezado na Igreja pós-conciliar. Porém isto não quer dizer que a batina perdeu sua utilidade, se não que a indisciplina e o relaxamento dos costumes entre o clero em geral é uma triste realidade.
A batina foi instituída pela Igreja pelo fim do século V com o propósito de dar aos seus sacerdotes um modo de vestir sério, simples e austero. Recolhendo, guardando esta tradição, o Código de Direito Canônico impõe o hábito eclesiástico a todos os sacerdotes.
Contra o ensinamento perene da Igreja está a opinião de círculos inimigos da Tradição que tratam de nos fazer acreditar que o hábito não faz o monge, que o sacerdócio se leva dentro, que o vestir é o de menos e que o sacerdote é o mesmo de batina ou à paisana.
Sem dúvida a experiência mostra o contrário, porque quando há mais de 1500 anos a Igreja decidiu legislar sobre este assunto foi porque era e continua sendo importante, já que ela não se preocupa com ninharias.
Em seguida expomos sete excelências da batina condensadas de um escrito do ilustre Padre Jaime Tovar Patrón
1ª RECORDAÇÃO CONSTANTE DO SACERDOTE
Certamente que, uma vez recebida a ordem sacerdotal, não se esquece facilmente. Porém um lembrete nunca faz mal: algo visível, um símbolo constante, um despertador sem ruído, um sinal ou bandeira. O que vai à paisana é um entre muitos, o que vai de batina, não. É um sacerdote e ele é o primeiro persuadido. Não pode permanecer neutro, o traje o denuncia. Ou se faz um mártir ou um traidor, se chega a tal ocasião. O que não pode é ficar no anonimato, como um qualquer. E logo quando tanto se fala de compromisso! Não há compromisso quando exteriormente nada diz do que se é. Quando se despreza o uniforme, se despreza a categoria ou classe que este representa.
2ª PRESENÇA DO SOBRENATURAL NO MUNDO
Não resta dúvida de que os símbolos nos rodeiam por todas as partes: sinais, bandeiras, insígnias, uniformes… Um dos que mais influencia é o uniforme. Um policial, um guardião, é necessário que atue, detenha, dê multas, etc. Sua simples presença influi nos demais: conforta, dá segurança, irrita ou deixa nervoso, segundo sejam as intenções e conduta dos cidadãos.
Uma batina sempre suscita algo nos que nos rodeiam. Desperta o sentido do sobrenatural. Não faz falta pregar, nem sequer abrir os lábios. Ao que está de bem com Deus dá ânimo, ao que tem a consciência pesada avisa, ao que vive longe de Deus produz arrependimento.
As relações da alma com Deus não são exclusivas do templo. Muita, muitíssima gente não pisa na Igreja. Para estas pessoas, que melhor maneira de lhes levar a mensagem de Cristo do que deixar-lhes ver um sacerdote consagrado vestindo sua batina? Os fiéis tem lamentado a dessacralização e seus devastadores efeitos. Os modernistas clamam contra o suposto triunfalismo, tiram os hábitos, rechaçam a coroa pontifícia, as tradições de sempre e depois se queixam de seminários vazios; de falta de vocações. Apagam o fogo e se queixam de frio. Não há dúvidas: o “desbatinamento” ou “desembatinação” leva à dessacralização.
3ª É DE GRANDE UTILIDADE PARA OS FIÉIS
O sacerdote o é não só quando está no templo administrando os sacramentos, mas nas vinte e quatro horas do dia. O sacerdócio não é uma profissão, com um horário marcado; é uma vida, uma entrega total e sem reservas a Deus. O povo de Deus tem direito a que o auxilie o sacerdote. Isto se facilita se podem reconhecer o sacerdote entre as demais pessoas, se este leva um sinal externo. Aquele que deseja trabalhar como sacerdote de Cristo deve poder ser identificado como tal para o benefício dos fiéis e melhor desempenho de sua missão.
4ª SERVE PARA PRESERVAR DE MUITOS PERIGOS
A quantas coisas se atreveriam os clérigos e religiosos se não fosse pelo hábito! Esta advertência, que era somente teórica quando a escrevia o exemplar religioso Pe. Eduardo F. Regatillo, S.I., é hoje uma terrível realidade.
Primeiro, foram coisas de pouca monta: entrar em bares, lugares de recreio, diversão, conviver com os seculares, porém pouco a pouco se tem ido cada vez a mais.
Os modernistas querem nos fazer crer que a batina é um obstáculo para que a mensagem de Cristo entre no mundo. Porém, suprimindo-a, desapareceram as credenciais e a mesma mensagem. De tal modo, que já muitos pensam que o primeiro que se deve salvar é o mesmo sacerdote que se despojou da batina supostamente para salvar os outros.
Deve-se reconhecer que a batina fortalece a vocação e diminui as ocasiões de pecar para aquele que a veste e para os que o rodeiam. Dos milhares que abandonaram o sacerdócio depois do Concílio Vaticano II, praticamente nenhum abandonou a batina no dia anterior ao de ir embora: tinham-no feito muito antes.
5ª AJUDA DESINTERESSADA AOS DEMAIS
O povo cristão vê no sacerdote o homem de Deus, que não busca seu bem particular se não o de seus paroquianos. O povo escancara as portas do coração para escutar o padre que é o mesmo para o pobre e para o poderoso. As portas das repartições, dos departamentos, dos escritórios, por mais altas que sejam, se abrem diante das batinas e dos hábitos religiosos. Quem nega a uma monja o pão que pede para seus pobres ou idosos? Tudo isto está tradicionalmente ligado a alguns hábitos. Este prestígio da batina se tem acumulado à base de tempo, de sacrifícios, de abnegação. E agora, se desprendem dela como se se tratasse de um estorvo?
6ª IMPÕE A MODERAÇÃO NO VESTIR
A Igreja preservou sempre seus sacerdotes do vício de aparentar mais do que se é e da ostentação dando-lhes um hábito singelo em que não cabem os luxos. A batina é de uma peça (desde o pescoço até os pés), de uma cor (preta) e de uma forma (saco). Os arminhos e ornamentos ricos se deixam para o templo, pois essas distinções não adornam a pessoa se não o ministro de Deus para que dê realce às cerimônias sagradas da Igreja.
Porém, vestindo-se à paisana, a vaidade persegue o sacerdote como a qualquer mortal: as marcas, qualidades do pano, dos tecidos, cores, etc. Já não está todo coberto e justificado pelo humilde hábito religioso. Ao se colocar no nível do mundo, este o sacudirá, à mercê de seus gostos e caprichos. Haverá de ir com a moda e sua voz já não se deixará ouvir como a do que clamava no deserto coberto pela veste do profeta vestido com pêlos de camelo.
7ª EXEMPLO DE OBEDIÊNCIA AO ESPÍRITO E LEGISLAÇÃO
Como alguém que tem parte no Santo Sacerdócio de Cristo, o sacerdote deve ser exemplo da humildade, da obediência e da abnegação do Salvador. A batina o ajuda a praticar a pobreza, a humildade no vestiário, a obediência à disciplina da Igreja e o desprezo das coisas do mundo. Vestindo a batina, dificilmente se esquecerá o sacerdote de seu importante papel e sua missão sagrada ou confundirá seu traje e sua vida com a do mundo.
Estas sete excelências da batina poderão ser aumentadas com outras que venham à tua mente, leitor. Porém, sejam quais forem, a batina sempre será o símbolo inconfundível do sacerdócio, porque assim a Igreja, em sua imensa sabedoria, o dispôs e têm dado maravilhosos frutos através dos séculos.
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