sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Terroristas muçulmanos matam cristão disparando contra a cruz que levava ao pescoço.




ROMA, 22 Fev. 13 / 10:44 am (ACI/EWTN Noticias).- Um cristão da comunidade armênia apostólica foi assassinado no trajeto o Aleppo (Síria), por terroristas islâmicos, um dos quais disparou contra a cruz que levava no pescoço.

A agência Fides informou que o ônibus em que viajava o cristão foi detido no meio da estrada. Quando os terroristas começaram a pedir os documentos de identidade, descobriram que o sobrenome de Yohannes finalizava com o sufixo "Ian", e o identificaram como armênio. Ao revistá-lo descobriram que levava uma grande cruz no pescoço. Nesse momento, um dos islamistas disparou contra a cruz, assassinando-o.

"É um mártir do conflito sírio, porque foi assassinado por ódio à fé", expressou uma fonte da agência vaticana Fides, à qual relatou que "os terroristas estavam exaltados, fora de si, como se estivesse sob o efeito de drogas".

Fides indicou que é comum que os ônibus sejam detidos no meio de estradas sírias para roubo ou sequestro de passageiros, como aconteceu aos dois sacerdotes Michel Kayyal (armênio católico) e Maher Mahfouz (grego ortodoxo), que permanecem cativos desde o dia 9 de fevereiro.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Horror: a barbárie islamista se instala em Maaloula







Fonte: L'Observatoire dela Christianophobie - Tradução: Annales Historiae - Sob o título "Massacre ao vivo em Maaloula, na Síria", o blogue Investing'Action publicou, no domingo à noite último, um testemunho doloroso recebido por telefone, a partir de Maaloula, de um habitante desta cidade já mártir. É assustador. A credibilidade das informações é eminente, especialmente pelo fato de que pela primeira vez a identidade de vários mártires é dada... Eis aqui alguns grandes trechos. 

Neste momento, Maaloula está sob ocupação. Os homens armados tentaram inicialmente uma penetração em 4 de setembro. Por este ataque, eles pareciam querer fazer uma demonstração de força, nos aterrorizar afim que deixássemos nossas terras. Eles mataram 20 civis e raptaram outros 15. Por enquanto, dispomos da lista de 4 civis executados e de 7 desaparecidos: Ilyas Damoune, raptado; Jihade Saalab, decapitado com faca; Mihail Antonio Saalab, decapitado; Sarkis Habib Al Soukhn, executado a tiros; Antoine Lauzarios Saalab, decapitado e o corpo mutilado; Moussa Chmays, raptado; Chadi Saalab, raptado; Georges Dawoud Hilani e sua esposa (raptados);Jamilé Mahfouz e sua filha (raptadas). Todas as vítimas são civis. 

Atualmente, os terroristas estão por toda parte nas antigas igrejas e nos monastérios. Eles incendiaram os monastérios de Mar Sarkis e Mar Bakhos, São Sérgio e Baco. Eles exploraram tudo, saquearam tudo com muitas blasfêmias. Numerosos habitantes cristãos fugiram da cidade para Damasco. O ataque (o primeiro na noite de 4 de setembro) custou a vida de cerca de vinte milicianos dos comitês populares que defendiam o vilarejo. Os dois únicos sobreviventes do ataque foram decapitados. Depois os terroristas investiram nas primeiras casas do vilarejo. Eles entraram inicialmente na casa de Abou Aala al Haddad, um cristão vindo de Zahlé, no Líbano, para passar alguns dias de férias em seu vilarejo natal. Seus agressores o intimaram a se converter ao Islã. Eles quebraram as cruzes e os ícones. Depois, eles destruíram tudo na casa. Antes de matá-lo, eles lhe disseram: "Conduzimos a guerra santa contra os Cruzados". Os terroristas entraram em seguida na casa vizinha, habitada por Jamilé Oum Mahfouz, uma viúva, e por sua filha. Ela tem um filho que desapareceu há vários meses. A mãe advertiu sua filha: "Passe-se por uma muçulmana para que eles não te raptem". Quando eles entraram, os terroristas gritaram: "Hina Aleykoun ya Kouffar" (Ei-nos os ímpios, subentendido, "vocês estão cercados"). Eles trataram a mãe e sua filha como adoradoras da cruz. Eles pegaram a cruz que se destacava na casa e a quebraram. A mãe e sua filha foram em seguida levadas para um lugar desconhecido. 

Os terroristas se detiveram em seguida diante da estátua de São Sérgio que fica na frente do monastério que leva seu nome. Eles vociferaram nos alto-falantes: "O que quer que quebremos primeiro, São Jorge, tua cabeça ou teu cavalo?". Depois eles se lançaram sobre a estátua. Os terroristas não tocaram em nenhuma casa muçulmana de Maaloula. Ora, nos bairros cristãos do vilarejo se encontrava um grande número de refugiados sunistas de Ain Tarma (Ghouta). Estes últimos acolheram os terroristas como heróis, gritando zagroutas e jogando arroz sobre eles. Os terroristas chegaram em seguida na praça do vilarejo. Eles começaram a blasfemar sobre todos os objetos sagrados, sobre os ícones, as cruzes, as estátuas. As crianças estavam de tal forma aterrorizadas, que elas perderam a voz. Algumas dentre elas ainda estão hospitalizadas em Damasco. Entre os terroristas, parecia haver libaneses e chechenos. 

[Após terem sido expulsos do vilarejo, os islamistas voltaram com força] hoje de manhã, os terroristas estavam de volta. Perto de um milhar dentre eles chegou do lado de Yabroud pelo caminho do monastério de São Sérgio e Baco, se unindo aos terroristas que estavam entrincheirados no hotel As Safir. Diante de sua superioridade, o exército teve de se retirar aos acessos do vilarejo. Eles decapitaram 4 jovens. Dois foram mortos a tiros. Eles decapitaram Antoine Saalab, o assistente do padre Toufik Eid, superior do monastério São Sérgio e Baco. Foram uns habitantes do vilarejo, cúmplices dos terroristas, que denunciaram isso. Os terroristas também mataram o pai e o primo paterno de Antoine. Todos os cristãos estão à beira de um ataque de nervos. Eles estão fechados em suas casas. [Passagem inaudita na comunicação telefônica] tem três tios maternos que têm vários filhos. Não temos nenhum meio de nos comunicar com eles. 

Atualmente, os terroristas ocupam as igrejas e os monastérios. Eles sitiam o monastério de Santa Tecla. A madre superiora Pelágia implora as autoridades sírias à ajudá-los. 

Estamos desesperados. O que vai advir de nós? Maldita seja a democracia que a América e a França querem nos trazer.


terça-feira, 10 de setembro de 2013

Rebeldes sírios tomam Maaloula



Fonte: L'Observatoire de la Christianophobie - Tradução: Annales Historiae "Maaloula é um dos últimos lugares onde ainda se fala um pouco o aramaico, a língua de Cristo. Uma estátua da Virgem, azul celeste e branca, dominava o povoado, a partir de uma das colinas escarpadas que o cercam. "Ela foi destruída", indica Mariam. Monastérios - São Sérgio, "considerado como o mais velho monastério do mundo", precisa Mariam, Santo Elias, Santa Takla - estão hoje ocupados ou ameaçados. Dois outros interlocutores relatam que cruzes, no topo de edifícios religiosos, foram destruídas. Mariam viu os rebeldes serem festejados, em sua entrada, pela população muçulmana de Maaloula. "As mulheres lançavam sobre eles arroz em sinal de festa. Os homens seguiam os rebeldes em seus acampamentos da montanha. Alguns diziam que eles mantinham reféns cristãos". O Fronte Al-Nosra exorta a um Estado islâmico na Síria. Recentemente, a tensão entre Al-Nosra e a rebelião dita moderada do Exército sírio livre (ASL) subiu, em razão das multiplicações das exações dos jihadistas.a





Jihadistas atacam bastião cristão na Síria

Fonte: Le Rouge et le Noir - Tradução: Annales Historiae - O vilarejo de Maaloula, bastião histórico da presença cristã sobre o solo sírio, é doravante o alvo dos rebeldes. Este vilarejo, um dos últimos onde se fala a língua de Cristo - o aramaico - é atacado desde quarta-feira, 4 de setembro, por jihadistas da Frente Al-Nosra e rebeldes jihadistas, assim como relata a France 24. Estes últimos atacaram uma barragem mantida por soldados sírios, procedendo a um ataque suicida, antes de lançar obuses sobre o vilarejo. "É a primeira vez que somos atacados", declarou uma religiosa do monastério de Mar Takla.

Rezem pelos habitantes de Maaloula e todos os cristãos da Síria!

terça-feira, 3 de setembro de 2013

A Escola sem Deus


Mons. de Sègur
Livro de 1884 - 103 págs



“... Existe uma idade em que o menino tem necessidade de saber que além da autoridade paterna, existe um poder mais Augusto, que é a sanção de toda a autoridade e de toda a obediência: então se lhe diz o nome de Deus. É coisa extraordinária! Esta inteligência, apenas esboçada, escuta esta palavra sagrada com uma emoção encantadora. O menino busca Deus em suas obras e o que a razão plenamente desenvolvida não pode abranger, adivinha-o esse tenro espírito; e a partir desse momento a educação encontra um princípio poderoso para dirigir uma natureza rebelde, para combater inclinações ingratas e também para impor deveres difíceis e inspirar formosas virtudes nascentes.
A religião contém pois, o princípio enérgico e saudável da educação...
A sociedade salva-se ou perece conforme a uma lei severa ou condescendente que se dá às almas, aos espíritos, às opiniões e aos costumes.
O mesmo sucede nas famílias: se buscamos a causa de sua decadência e de sua ruína, em geral, encontramo-la na educação dada aos filhos. Se o criamos com mimos e moleza, criamo-los para a decadência. A educação, a poder de refinamento e de luxo, tira às almas e aos carácteres sua virilidade e energia: corrompem-nos pelas delícias e prazeres e, então, quando chega a hora do trabalho, da preocupação do porvir, o homem que tem sido criado no meio de comodidades sempre asseguradas e, já seja por uma covardia desesperada, já por uma cega temeridade, gasta sua fortuna e chega à abjeção.
A educação moderna, assim considerada, é quase sempre desastrosa: criam-se os meninos com luxo e comodidades; e com o pretexto de fazer amar os estudos rodeando-os de esplendor, tem-se feito crer aos discípulos que sua vida estava destinada à mesma cultura e elegância e às mesmas vocações. Quanto descontentamento tem-se incutido nas almas, quantas naturezas se têm envenenado e a quantas existências se têm enganado, dando equívoca direção às suas legítimas aspirações, trocada por ilusões irrealizáveis...
A educação tem se tornado sensualista: descuida dos espíritos e se ocupa dos sentidos, do corpo...
O sistema atual de cultura vicia e neutraliza a semente em seu gérmen e só produz o solo frutos inúteis e perigosos. Tudo, com efeito, no ensino de nossas escolas sacrifica-se às satisfações do corpo e do entendimento; nada ou quase nada se tem reservado para o desenvolvimento das faculdades da alma, das qualidades do caráter e o coração... sem a educação, a instrução nada mais é que um instrumento de ruína...
A perversão da juventude é um dos fatos mais dolorosos e aflitivos de nossa época...
O homem será o que o fizerem em seus primeiros anos. Aos doze já está formado e seguirá a direção que se lhe haja proposto...
O menino que se crê visto por Deus, seguido por Deus, castigado por Deus, portar-se-á de um modo completamente distinto do que só se esforçar por subtrair-se a um olho humano, que não o vêm todas as partes, que não o segue aonde quer que vá....

Pais de família, cuidai mui seriamente da educação que procurais para vossos filhos; disso dependerá a felicidade e o porvir da juventude, e por conseguinte, da sociedade...”

Excertos retirados do livro

sábado, 24 de agosto de 2013

Globo faz apologia do aborto em novela



A TV Globo mais uma vez usa de engenharia social para mudar a opinião dos brasileiros.

No capítulo exibido no dia 23 de Agosto de 2013, a personagem Pércio (Mouhamed Harfouch) se recusa a socorrer uma paciente a beira da morte, por esta ter abortado.

Repetidas vezes é dito durante a cena que milhares de mulheres pobres morrem vitimas de abortos mal feitos, enquanto mulheres ricas tem a comodidade de matar seus filhos com segurança.

Sem escandalizar pelo assassinato (aborto), mas apenas pela má conduta religiosa e pela falta de aborto "seguros", a novela da enfase durante toda a cena de como seria a postura correta, ou seja, lutar contra a "hipocrisia religiosa" e liberar o aborto como politica pública.

Fonte: Santa Igreja

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Desertores norte-coreanos relatam à ONU horrores de campos de detenção


Descrição: Descrição: Shin Dong-hyukresponde a perguntas durante audiência de comissão da ONU, em Seul Foto: Reuters
Shin Dong-hyuk responde a perguntas durante audiência de comissão da ONU, em Seul Foto: Reuters    

     
Execuções públicas e torturas são ocorrências cotidianas nas prisões da Coreia do Norte, segundo o dramático testemunho de ex-detentos a uma comissão de inquérito da ONU que começou a funcionar nesta terça-feira em Seul.
Essa é a primeira vez que a situação dos direitos humanos na Coreia do Norte é examinada por uma comissão de especialistas, embora o regime comunista norte-coreano não reconheça a legitimidade da comissão e não tenha autorizado visitas dos investigadores.
Desertores hoje radicados na Coreia do Sul fizeram horripilantes relatos sobre como os guardas cortaram o dedo de um homem, forçavam presos a comerem sapos, e obrigaram uma mãe a matar seu próprio bebê.
"Não fazia nem ideia, achava que minha mão inteira seria decepada no pulso, então fiquei grato por ter só meu dedo arrancado", disse Shin Dong-hyuk, punido por deixar cair uma máquina de costura.
Nascido em uma prisão chamada Campo 14 e obrigado a assistir à execução da sua mãe e do seu irmão, que ele entregou para garantir sua própria sobrevivência, Shin é o mais conhecido desertor e sobrevivente de prisões da Coreia do Norte. Ele disse considerar que a comissão da ONU é a única forma de melhorar a situação dos direitos humanos no seu miserável e isolado país natal.
"Uma vez que o povo norte-coreano não pode pegar em armas como na Líbia e na Síria, eu pessoalmente acho que essa é a primeira e última esperança que resta", disse Shin. "Há muito para eles acobertarem, embora eles não admitam nada."
Estimativas independentes apontam para 150 a 200 mil pessoas detidas nos campos prisionais norte-coreanos, e desertores dizem que os presos ficam desnutridos e trabalham até morrer.
Jee Heon-a, 34 anos, contou à comissão que desde o primeiro dia de prisão, em 1999, percebeu que sapos salgados eram um dos poucos alimentos disponíveis. "Os olhos de todos estavam afundados. Todos pareciam animais. Os sapos eram pendurados em botões nas suas roupas, colocados em um saco plástico e tinham a pele arrancada, disse ela. "Eles comiam sapos salgados, então comi também."
Em voz baixa, ela suspirou profundamente ao contar em detalhes como uma mãe teve de matar seu bebê. "Era a primeira vez que eu via um recém-nascido, e fiquei feliz. Mas de repente houve passos, e um guarda de segurança chegou e disse à mãe para virar o bebê de cabeça para baixo em uma vasilha com água", contou a mulher.
"A mãe implorou ao guarda para poupá-la, mas ele continuou batendo nela. Então a mãe, com as mãos trêmulas, pôs o rosto do bebê na água. O choro parou, e uma bolha subiu quando ele morreu. Uma avó que havia entregado o bebê discretamente o levou embora."
Poucos especialistas esperam que a comissão tenha um impacto imediato sobre a situação dos direitos humanos, mas ela servirá para divulgar uma campanha que tem pouca visibilidade global.
"A ONU já tentou de várias formas pressionar a Coreia do Norte ao longo dos anos no campo dos direitos humanos, e essa é uma forma de intensificar um pouco a pressão", disse Bill Schabas, professor de direito internacional na Universidade de Middlesex, na Grã-Bretanha. "Mas é óbvio que a Coreia do Norte é um osso duro de roer, e os meios da ONU são limitados. Haveria a necessidade de profundas mudanças políticas na Coreia do Norte para que houvesse avanços no campo dos direitos humanos."


Fonte: TERRA

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Uma questão de bom senso



Monsenhor de Ségur



Fora em 1837. Dois jovens subtenentes, recém-saídos de Saint-Cyr, visitavam os monumentos e curiosidades de Paris. Entraram na igreja da Assunção, perto de Tulherias, e puseram-se a observar os quadros, as pinturas e demais detalhes artísticos da bela rotunda. Não pensavam em rezar, de modo algum.



Próximo ao confessionário, um deles notara um jovem padre de sobrepeliz, adorando o Santíssimo Sacramento. 

“Vê bem este padre, disse a seu camarada; dir-se-ia que espera alguém. 

– Talvez a ti, respondera o outro. 

– A mim! E por que tal?

– Quem sabe? Para confessar-te, talvez. 

– Confessar-me! Pois bem, queres apostar que vou para lá? 

– Tu? Ir confessar? Bah!” E puseram-se a rir, sacudindo as espáduas.

“Que queres tu apostar? retorquiu o jovem oficial, com aspecto fanfarrão e decidido. Apostemos um jantar, com direito a champanha espumante. – Vá para comer e beber. Eu te desafio de entrar naquela caixa.”

Acabara de dizer isso quando o outro, dirigindo-se ao jovem padre, sussurra algo em sua orelha; ele levantou-se, entrou no confessionário, enquanto o penitente improvisado lançava ao camarada um olhar triunfante e se ajoelhava, como se fosse confessar. 

“Esse aí é atrevido!”, murmurou o outro; e sentou-se para assistir ao que ia acontecer.

Esperara cinco minutos, dez, quinze. “Que ele está fazendo? perguntava-se com leve e impaciente curiosidade. Que poderia ele ainda estar falando depois desse tempo todo?”

Finalmente, abriu-se o confessionário: o padre saiu, animado o rosto e grave; depois de saudar o jovem militar, entrara na sacristia. A seu turno, levantou-se o oficial, vermelho como um camarão, cofiando o bigode com 
aparência um tanto conturbada; fez sinal para que o amigo o seguisse, para saírem da igreja.

“Pois então, disse o amigo, que foi que te aconteceu? Saibas que ficaste lá cerca de vinte minutos com o padre. Por um instante pensei que fosses te confessar à vera, é sério. De qualquer modo, ganhaste o jantar. Queres para esta noite? 

– Não, respondeu o outro com mau humor; não, hoje não. Vamos ver um outro dia. Tenho mais que fazer; tenho de ir agora.” Apertando a mão do companheiro, afastou-se bruscamente, com aspecto perturbado.

Que se passou, de fato, entre o subtenente e o confessor? Eis aqui:
Mal abrira o padre a rótula do confessionário, percebera pelo tom do jovem que se tratava duma brincadeira. Este fora impertinente até ao ponto de dizer, ao encerrar uma frase qualquer: “Eu faço pouco da religião e da confissão!”.

O padre era homem espirituoso. “Parai um pouco, meu caro senhor, lhe disse interrompendo-o com candura; bem vejo que não estais a levar a sério. Deixemos a confissão um pouco de lado e, se quiserdes, conversemos um instante. Gosto muito de militares. E além disso, me pareces tu um rapaz bom e afável. Dizei-me, qual é vossa patente?”

O oficial começava a pensar que cometera uma estupidez. Contente de encontrar um meio de se livrar da situação, respondeu educadamente: 

“Sou um mero subtenente. Acabo de sair de Saint-Cyr. 

– Subtenente? Permanecereis muito tempo como subtenente? 

– Não sei direito; uns dois, três anos, talvez quatro. 

– E depois? 

– Depois? Passarei para tenente? 

– E depois? 

– Depois? Serei capitão. 

– Capitão? A que idade um pessoa pode ser capitão? 

– Se eu tiver sorte, disse o outro sorrindo, serei capitão com vinte oito ou vinte nove anos. 
– E depois? 

– Oh, aí é difícil; a pessoa permanece muito tempo como capitão. Depois, passa-se a chefe de batalhão, a tenente-coronel, e depois, coronel. 

– Pois bem, eis aí vós coronel, com quarenta, quarenta e dois anos. E depois disso? 

– Depois? Tornar-me-ei general de brigada, e aí general de divisão. 

- E depois? 

E depois? - Só fica faltando um galão para marechal. Mas minhas pretensões não chegam a tal. 

– Seja; mas não pretendeis vos casar? 

– Claro, claro. Quando for oficial superior. 

– Pois bem, eis-vos casado, oficial superior, general, general de divisão, quem sabe até mesmo marechal de França. E depois, senhor? acrescentou o padre com autoridade. 

– Depois? Depois? replicou o oficial um tanto intrigado. Oh, minha nossa, não sei o que virá depois.”

“Vede como é curioso, disse o padre com um tom cada vez mais grave. Sabeis tudo o que se passará até aí, mas não o que virá depois. Contudo, eu o sei, e vou dizer-vos. Depois, senhor, depois o senhor morrerá. Depois da vossa morte, comparecereis diante de Deus, e sereis julgado. E a continuar a fazer o que fazeis, sereis condenado e queimareis eternamente no inferno. Eis o que vai acontecer depois!”

Como o jovem estivesse confuso e aborrecido deste final, parecia esquivar-se: “Um momento, senhor! acrescentara o padre. Tenho ainda algo a vos dizer. Tendes honra, não é verdade? Pois então, também eu. Zombastes de mim gravemente; me deveis uma reparação. Peço-vo-la, e exijo-a, em nome da honra. Ademais, será bem simples. Vais me dar a palavra de que, durante oito dias, todas as noites antes de se deitar, vos poreis de joelhos e direis em alta voz: “Um dia, morrerei; mas eu não me importo. Depois de meu julgamento, serei condenado; mas eu não me importo. Irei queimar eternamente no inferno; mas eu não me importo.” É só isso. Mas me dareis a palavra de honra de não faltar ao dever, não é?

Cada vez mais aborrecido, querendo a todo custo sair da enrascada, o subtenente prometeu tudo; o bom padre despedira-o com bondade, falando ainda: “Escusado dizer, meu bom amigo, que vos perdôo de coração. Ainda que de mim não tivesses necessidade, sempre me encontraríeis aqui a postos. Somente não vos esqueceis da palavra dada.” Mais a frente, despediram-se, como já víramos. 

O jovem oficial jantou sozinho. Estava claramente envergonhado. À noite, no momento de se deitar, hesitou um pouco; mas dera a palavra, e executara-se:

“Eu morrerei, serei julgado, irei talvez para o inferno...”. Não teve coragem de acrescentar: “Eu não me importo.”

Ainda se passaram alguns dias assim. Sua “penitência” retornava-lhe ao espírito sem cessar, parecia-lhe tinir aos ouvidos. No fundo, como noventa e nove por cento dos jovens, ele era mais confuso que mau. Não havia terminado a oitava, e lá estava ele de volta, desta vez só, na igreja da Assunção, confessando-se de boa vontade; saiu do confessionário com o rosto banhado em lágrimas e alegria no coração.

Desde então, tornou-se, como me asseguraram, um digno e fervoroso cristão.

Fora a meditação sobre o inferno que, com a graça de Deus, operou a metamorfose. Ora, se ela mudara a alma do jovem oficial, por que não mudaria a vossa, amigo leitor? É preciso refletir com sinceridade.
É preciso refletir: é uma questão pessoal - como se não fosse - e, acrediteis, terribilíssima. Ela se impõe a cada um de nós, e, de bom ou mau-grado, forçoso é uma solução positiva.


Iremos, se vós o quiserdes, examinar juntos, breve mas cuidadosamente, duas coisas: 1º se de fato existe um inferno e, 2º que é o inferno.

Aqui faço apelo tão-só à vossa boa fé e a vossa fé

Sancte Michael Archangele, defende nos in prælio; contra nequitiam et insidias diaboli esto præsidium.Imperet illi Deus, supplices deprecamur: tuque, Princeps militiæ cælestis, Satanam aliosque spiritus malignos, qui ad perditionem animarum pervagantur in mundo, divina virtute in infernum detrude. Amen


PRÓLOGO do Livro: O Inferno, de Monsenhor de Ségur.
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