terça-feira, 10 de dezembro de 2013

MÁRTIRES EM PROL DA VERDADEIRA MISSA - INGLATERRA, QUASE QUINHENTOS ANOS ATRÁS

“É a missa que importa”. A Resistência do Oeste Inglês ao protestantismo.


Por Maria Pia Ghislieri, Corrispondenza Romana | Tradução: Lucas Janusckiewicz Coletta, Fratres in Unum.com -  Durante o reinado de Henrique VIII, após seu ato cismático, muitas mudanças foram feitas na Inglaterra no campo religioso. Embora isso não fosse do agrado dos católicos Ingleses, os mesmos foram assegurados de que a fé professada em suas paróquias continuaria a ser a fé de seus antepassados. Henrique VIII rompeu com Roma, mas a Igreja da qual ele tinha se proclamado chefe não havia se separado da doutrina romana.

Thomas Cranmer
Thomas Cranmer

Após a morte do rei, Cranmer (que fora nomeado arcebispo de Canterbury em 1532) mostrou a sua verdadeira face. Fora um dos mais influentes conselheiros do menino-rei Eduardo VI e, graças a essa influência, ele levou a cabo o seu plano de remover os últimos vestígios do catolicismo inglês, começando com a destruição das imagens, relíquias, cerimônias, procissões (também a do Corpus Christi), mas especialmente a da Santa Missa, que ele substituiu com a pseudo liturgia de comunhão protestante, que foi imposto em duas fases, em 1549 e 1552.
Essa tarefa destrutiva na Cornualha [ndr: um ducado na Inglaterra] foi confiada a William Body, cuja ação foi vista como uma profanação dos lugares sagrados, o que levou a seu assassinato 05 de abril de 1548. Entendia-se desde o início que o povo da Cornualha não havia aceitado facilmente a “nova” imposição no campo religioso.
O Livro de Oração Comum (Book of Common Prayer), que refletia a teologia protestante, embora mantendo algum vestígio do rito católico, deveria traduzir para o idioma inglês os quatro antigos textos litúrgicos latinos, ou seja, missal, breviário, ritual e do pontifical. Essa mudança foi vista com desconfiança e muita oposição, especialmente naqueles lugares felizmente conhecidos por sua lealdade para com a Igreja Católica Romana, como nos condados da Cornualha e Devonshire. Foi esse ataque à Igreja, e particularmente à Santa Missa, que levou a uma resistência armada conhecida na Inglaterra como a “insurreição ocidental” (the wester rising). É interessante notar que para os agricultores e trabalhadores que encorajaram tal resistência, muitos dos quais eram simples analfabetos, o repúdio ao Papa não era muito preocupante. Eles estavam lutando, antes de tudo, pela sua missa.
Em 09 de junho de 1549, Domingo de Pentecostes, a nova Missa ou Liturgia de comunhão protestante entrou em vigor com punição severa para aqueles que se recusassem a se adequar às novas normas. Em um lugar remoto de Devonshire, chamado Samford Courtney, um sacerdote que contava com mais de setenta anos, em obediência às ordens do rei, celebrou a missa de acordo com o novo rito. Os paroquianos que estavam presentes, quando pela primeira vez se viram privados de sua eterna Missa, decidiram rejeitar a nova liturgia. No dia seguinte, eles foram até o pároco e o obrigaram a utilizar o antigo Missal e a celebrar a missa haviam participado por toda a vida, não querendo que ela jamais fosse alterada. O bom padre cedeu aos pedidos de seu rebanho e celebrou a Missa de sempre. Os fiéis católicos, de fato, sustentavam que a nova liturgia em inglês não era mais do que “uma comemoração natalícia” e não tinham nenhuma intenção de aceitá-la. Na cerimônia sucessiva vieram alguns juízes para impor as mudanças litúrgicas, mas durante a celebração houve uma briga que levou à morte de um dos defensores das inovações (William Hellyons), que foi perfurado com uma foice nos degraus da igreja.
Um “gentleman” do local tentou convencer o povo a aceitar o novo rito com a ameaça de que o protesto traria uma necessária intervenção armada do governo. Mas o povo da Cornualha e Devonshire não tinha nenhuma intenção de ceder a qualquer pressão, alegando que a sua resistência foi motivada por uma profunda fé na Santa Missa, que – eles compreendiam bem – dizia respeito não só a sua vida terrena, mas também, e acima de tudo, a sua salvação eterna.
Houve uma longa tentativa de negociação entre esses católicos, “rebeldes” para com o novo rito, mas fiel à tradição de seus pais, e o governo oficial que os obrigava a usar o novo rito protestante. Estes homens simples e iletrados, analfabetos, mas de uma fé límpida e profunda prometeram acabar com a insurreição desde que o rei e os seus conselheiros não ousassem modificar a verdadeira religião. Era óbvio que a verdadeira razão da resistência era a defesa da fé católica.
A proposta não foi aceita, e eis que muitos milhares de camponeses, mineiros e pescadores (que representavam muitos outros com as mesmas crenças), marcharam em direção Exeter para protestar contra a introdução do novo rito. Eles estavam avançando com o estandarte com as Cinco Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo, com crucifixos, velas e incenso. Eram homens simples, que formaram uma força organizada, armada e disciplinada que combatia contra o poder do Estado.
Lideravam a procissão sacerdotes que, vestidos com seus paramentos tradicionais, levavam consigo o Santíssimo Sacramento sob um magnífico baldaquino. Enquanto o grupo atravessava o condado de Devonshire, ganhava mais adeptos entre os católicos fervorosos da área. Embora a maioria fosse composta de camponeses da Cornualha e Devonshire, se uniram a eles também membros da aristocracia Inglesa como Humphrey Arundell, que pertencendo a uma nobre e respeitada família de Devonshire, também era conhecido por suas proezas militares.
O governo não deixou de divulgar uma série de acusações infundadas sobre as “supostas” atrocidades cometidas pelos “rebeldes”. Mas das 15 demandas que eles expuseram contra o governo, provando claramente a natureza puramente religiosa da resistência, citemos, por exemplo, apenas três:
* Nós não aceitamos o novo rito (protestante), porque ele é como uma “festinha de aniversário”, mas queremos as Matinas, a Missa, as Vésperas e Procissões em latim, como era antes. E por isso nós, homens da Cornualha (e também porque alguns de nós não entendem o inglês) rejeitamos firmemente o novo rito inglês.
* Nós queremos a missa em latim como era antes, celebrada só pelo sacerdote sem qualquer diálogo com o povo.
* Todo pregador nas suas homilias e cada sacerdote em suas missas devem rezar especialmente pelas almas do Purgatório, citando os nomes, como faziam no tempo dos nossos pais. (Cranmer, não acreditando no purgatório, havia removido qualquer traço no culto protestante).
Cranmer, diante dessas demandas assinadas por muitos agricultores, mas também por Humphrey Arundell, não teve outra reação a não ser o desprezo. Considerou o desejado retorno para a liturgia latina simplesmente “ridículo” porque ele havia imposto a língua vernácula para o bem daquela gente iletrada. É importante notar que se esses homens, por um lado, em consciência desobedeciam ao rei quanto à nova Missa e os novos ritos, por outro, reconheciam sua autoridade e não pensaram em nenhum momento em depô-lo. Eles o obedeceriam com a condição de que não fossem privados de sua fé. Eram homens humildes que se rebelavam espontaneamente para defender a fé de seus pais.
Mas o governo teve tempo de organizar um exército para destruí-los. Contra toda a esperança, os rebeldes continuaram a lutar suas batalhas até que restaram apenas alguns. Lutaram bravamente e não tiveram medo de perder suas vidas. A última batalha teve lugar em 29 de agosto de 1549, em Sampford Courtenay, onde a rebelião começou. As forças eram desiguais e os católicos militantes sabiam que estavam condenados à derrota. Mas, em sua homenagem, um historiador da época escreveu: “Os fiéis católicos da Cornualha não se renderam até que a maioria deles não havia sido morta ou capturada”. Nesta última batalha extenuante, Humphrey Arundell, que estava entre os líderes da insurreição, foi capturado. Levado a Londres depois de alguns meses, foi julgado e acusado de alta traição. Em 27 de janeiro de 1550, foi executado com uma das piores punições previstas pelo regime da época: enforcado, estripado e esquartejado.
Ao longo da resistência, cerca de 5000 homens perderam sua vida, morreram pela fé, mas sobretudo pela Missa de sempre. O rito de Cranmer foi imposto a preço do sangue desses heróis da fé.
Naqueles tempos difíceis, era um espetáculo aterrorizante, mas muito comum ver padres enforcados nos campanários, vestidos com seus sagrados paramentos e com aspersório [de água benta], sineta e rosário pendurados com eles. Todos os livros litúrgicos tradicionais foram queimados. Os grandes e sonoros sinos das igrejas que chamavam os fiéis para a missa tradicional foram removidos para dar lugar a sinos pequenos para o uso na liturgia protestante. E, assim, também as pobres pessoas do Oeste Inglês foram constrangidas a aceitar a nova religião em língua vernácula.
O futuro do mundo e da salvação das almas depende da “sobrevivência” da Missa tradicional na Igreja Católica. Por quê? Porque lex orandi lex credendi. A lei da oração é a lei da fé. Em todos os lugares onde se continua a celebrar a Missa de sempre a fé não pode ser extinta.
Os valorosos heróis da resistência inglesa, que daquele longínquo ano de 1549 até hoje, continuam a gritar com o seu memorável exemplo que levou até ao derramamento de sangue: “É a Missa que importa”.

Tradução e adaptação para a língua portuguesa de Lucas Janusckiewicz Coletta, a quem agradecemos.

O ‘Know-how’ da Revolução Anárquica de Paris (1968) para o Brasil?




Aqui no Brasil já estamos cheios desses avôs revolucionários. Vocês poderiam permanecer onde estão! Tudo o que vivemos agora, violência, corrupção, perseguição, é fruto de seus companheiros dessa geração (comunistas, socialistas, anarquistas). Ao invés de tentarem tornar o mundo melhor, vocês se preocupam em bagunçar tudo pra implantar suas ideologias falidas desde o início. Por favor, vá para a China ou para a Argentina. 
[COMENTÁRIO DE UM LEITOR]

*** * ***

Líder da rebelião de maio de 68 em Paris encerra carreira no Parlamento, prepara grande expedição pelo Brasil em 2014 e dá conselho aos jovens: “Se você só tiver duas possibilidades, escolha uma terceira!”


Por: Geneton Moraes Neto
Fonte: G1

Daniel Cohn-Bendit: expedição por terras brasileiras em 2014, durante a Copa, para flagrar o país longe dos estádios ( Foto: Cristina Aragão )

Quando era maio no mundo, em 1968, Daniel berrava pelas ruas de Paris.
Anarquista, aluno da Universidade de Nanterre, Daniel Cohn-Bendit comandou a rebelião dos estudantes que ocuparam o prédio da Faculdade de Sociologia, em protesto contra a prisão de seis colegas. Em poucos dias, virou líder do levante dos estudantes contra o velho mundo, a velha vida, os velhos professores, os velhos governantes, o velho tédio.
Filho de judeus alemães fugidos do nazismo, Daniel Cohn-Bendit cuspia fogo. Comandou uma passeata de um milhão de estudantes e operários. Virou “Dani, le Rouge” – Dani, o Vermelho.
Naqueles dias, os muros de Paris eram cadernos de anotações onde os estudantes rebelados gravaram com spray os mandamentos da utopia:
“Eles compram tua felicidade. Roube-a!”
“A sociedade é uma flor carnívora”
“O tédio chora”
“Tome meus desejos como realidade, porque eu acredito na realidade dos meus desejos”
“A humanidade só será feliz no dia em que o último burocrata for enforcado nas tripas do último capitalista”
“A imaginação no poder”
“É proibido proibir”
“E se a gente incendiasse a Sorbonne?”
“Professores: vocês nos fazem envelhecer!”
“Corra, camarada: o velho mundo está atrás de você!”
Daniel ganhou do jornal “Le Monde” o título de “o principal porta-voz do movimento de maio de 1968, o mais vivo, o mais inteligente”.
Expulso da França no último dia daquele maio pelo governo do general De Gaulle, terminou voltando à pátria dos pais, a Alemanha, onde, nos anos seguintes, se engajou nos movimentos alternativos até virar militante do Partido Verde.
Daniel Cohn-Bendit cumpriu mandatos como deputado verde no Parlamento Europeu. Agora, aos 68 anos de idade, anuncia que vai deixar o Parlamento. Mas nem de longe pensa em “depor as armas”.
A curto prazo, os projetos de Cohn-Bendit envolvem diretamente o Brasil: como se quisesse mostrar que nunca é hora de pendurar as chuteiras, o líder da rebelião de maio de 1968 decidiu que vai – literalmente – botar o pé na estrada, no Brasil, durante a Copa do Mundo de 2014.

A bordo de uma van, Cohn-Bendit fará uma grande viagem pelo país. Vai registrar, com uma equipe de filmagem, o que acontecerá no país durante a disputa da Copa. Pretende produzir uma espécie de diário audiovisual.
O ex-líder da rebelião dos estudantes nem chegará perto dos estádios. Chama o entorno dos estádios de “Fifa Land” – o Território da Fifa. Bendit quer se encontrar com personagens de um outro país – o Brasil real.
O resultado da expedição de Cohn-Bendit pelas estradas brasileiras vai virar filme – um documentário com lançamento previsto para o final de 2014. A van que Cohn-Bendit dirigirá pelo Brasil afora já foi batizada: ganhou o nome de “Sócrates”. É uma homenagem ao ex-jogador da seleção brasileira – que era amigo de Cohn-Bendit desde os tempos da Democracia Corinthiana, nos anos oitenta. O próprio Sócrates – morto em dezembro de 2011 – tinha transmitido a Cohn-Bendit o desejo de participar da expedição rodoviária.
Numa viagem ao Brasil, para preparar a grande expedição rodoviária que fará a partir de junho de 2014 por terras brasileiras, Daniel Cohn-Bendit falou ao Dossiê Geral, horas antes de embarcar de volta à Alemanha:
1.Como é que você se define hoje, politicamente?
Daniel Cohn-Bendit: “Sou, politicamente, um social-ecologista. Ou seja: um ecologista com engajamento social. E um batalhador pelos direitos humanos”.
2.O que a palavra utopia significa para você hoje?
Daniel Cohn-Bendit: “A gente ainda precisa de utopia. Mas é algo cada vez mais difícil. Minha geração teve uma série de utopias erradas – que não funcionaram. Não é questão de encontrar algo. Algumas vezes é uma questão de dizer “é preciso regular a globalização”. Isso é utopia, mas é uma necessidade. A utopia, portanto, é sempre algo que a gente tem de fazer, ainda que se saiba que é algo difícil de realizar”
3.Depois do fim das ideologias, a política perdeu o apelo que tinha sobre os jovens?
Daniel Cohn-Bendit: “Um dos grandes problemas é que os jovens não acreditam que a política muda as coisas. É o mesmo que acontece com a globalização. As grandes indústrias – e coisas assim – fazem o mundo. Os jovens já não acreditam nos políticos. O problema com a política, hoje, é que os políticos não dizem a verdade. Não dizem: “Não sei” ou “é difícil”. Os políticos sempre fingem que sabem para onde iremos caminhar ou como iremos. Não é verdade. É esta a razão por que os jovens dizem aos políticos: “Já não acreditamos em vocês”.
4.Você era “Dani, o Vermelho”. Depois, “Dani, o Verde”. Hoje, você é Dani o quê?
Daniel Cohn-Bendit: “Dani, o razoável….Não! Sou ainda verde. Uma vida sustentável ainda é uma necessidade. Eis aí uma utopia. Ainda acredito que a gente tem de mudar nossa maneira de viver. Porque nosso ritmo de vida é muito rápido. Os verdes – com um projeto social e ecológico – são uma necessidade”.
5.Eu sei que você não gosta de dar conselhos, como um avô – mas se um jovem pedisse a você um conselho político, o que é que você diria, em primeiro lugar?
Daniel Cohn-Bendit: “Tente encontrar seus próprios caminhos! Em segundo: o planeta corre perigo, em consequência de nosso modo de vida. Pense no que você pode fazer pelo planeta – não apenas no que os outros podem fazer por você”.
6. Há ainda, então, lugar para otimismo hoje? Como você sabe, depois do fim do socialismo, tantos disseram “ah, não quero mudar o mundo: vou tomar conta de mim mesmo…”
Daniel Cohn-Bendit: “Há um ditado judaico que diz: “Se você só tiver duas possibilidades, escolha sempre a terceira!”. Isso é otimismo.
7.E é o conselho que você dá?
Daniel Cohn-Bendit: “Sim!”

Um conselho aos jovens, baseado num ditado judaico:
"Se você só tiver duas possibilidades, escolha uma terceira!" 
( Foto: Geneton Moraes Neto )


segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Luz nas trevas: respostas irrefutáveis às objeções protestantes — Devemos orar à Virgem Maria (Parte VIII)



Nota do blogue:  Acompanhe esse Especial AQUI.

Luz nas trevas: respostas irrefutáveis às objeções protestantes
por Pe. Júlio Maria

Livro de 1955 - 224 pag.
Editora VOZES
Petrópolis






CAPÍTULO VII

DEVEMOS ORAR À VIRGEM MARIA


Como bom protestante, o tal crente começa naturalmente pelo ódio à SS. Virgem.

Esta primeira objeção é uma prova de má fé e do erro dos protestantes. Elucidamos bem esta doutrina, pois é como o ponto de mira das objeções protestantes. Em si, tal objeção é simplesmente ridícula. Há certas coisas que não se provam, porque constituem um princípio de vida, de desenvolvimento ou de organização natural. Os princípios do bom-senso não precisam de provas, senão a consciência individual e universal. E estamos aqui diante de um tal princípio.


I. Prova do bom senso

O bom senso nos diz, o coração nos prova, e a experiência universal confirma que uma mãe tem sempre perto de seu filho um crédito todo particular. Tu honrarás a tua mãe todos os dias de tua vida, disse o santo homem Tobias (Tob 4, 3), repetindo a lei divina dada por Deus: Honra teu pai e tua mãe (Êx 20, 12).

É um laço sagrado, imortal, que liga o filho aos pais durante a vida e se perpetua a eternidade, pois no céu como na terra o filho será sempre o filho de seus pais.

Este princípio aplica-se à SS. Virgem, com mais razão ainda do que a outras criaturas, pois é dela, e só dela, por operação do Espírito Santo, que o filho de Deus recebeu a sua humanidade. Ecce Virgo Concipiet (Is 7, 14). Ele nasceu de uma Virgem.

Deve-se concluir pois que hoje ainda na glória do céu, Maria, sendo a Mãe do Filho de Deus, Maria de quem nasceu Jesus, que se chama Cristo (Mt 1, 16), conserva com seu divino Filho relações de maternidade, e em consequência tem direito às honras a que ela tinha direito e recebia aqui na terra.

Isabel prostrou-se diante da Virgem, com amor e veneração, exclamando admirada: Donde me vem a dita que a mãe do meu Senhor venha ter comigo? (Lc 1, 43). Hoje o mundo deve continuar a mesma veneração e o mesmo brado de amor, para honrar a Mãe de Jesus, que continua sempre a ser mãe do Senhor.

* * *

Por que este rancor, este ódio, contra a pura Mãe de Jesus? Será um meio de agradar ao Filho, insultar sua santa Mãe?

Pobre protestante, diga-me: se insultassem a sua mãe com o intuito de agradar-lhe, que é que responderia o amigo? — Diria, de certo: Quem insulta a minha mãe, insulta a mim, e quem a honra, honra a mim!

E o amigo diria muito bem; mostraria que é bom filho, e que, como tal, considera inseparavelmente unidos o respeito ao filho e à mãe —a honra da mãe e do filho.

Mas, então, Jesus não será bom filho?... Ele não exigirá, Ele, Deus, aquilo que nós, homens, exigimos tão imperiosamente?

É ele, Deus, que pôs no fundo de nossa alma este respeito, este brio, este zelo pela honra de nossa mãe, e ele, vindo a este mundo, ele, o autor da lei, não a cumpriria... não daria exemplo?... Ele seria menos digno, menos brioso, do que nós?

Não está vendo que é um absurdo!

Neste caso, Jesus Cristo seria menos virtuoso, menos homem, que o último dos homens... que o mais celerado, o qual, após ter perdido toda honra social, e todo brio, conserva ainda o respeito à sua mãe! Que insulto ao próprio Deus!

Eis aonde o leva o seu ódio à Igreja Católica, pobre protestante! A Igreja Católica honra e invoca a santa e pura Mãe de Jesus, como sendo Mãe do Redentor, e como tal, sendo-lhe unida por inquebrantáveis laços de intimidade, de dignidade, de amor, que fazem dela a mais santa, a mais bela e a mais poderosa de todas as criaturas, exaltadas e glorificadas por Deus.

Não é isto o que anuncia o anjo Gabriel, proclamando-a escolhida entre as criaturas, repleta de todas as graças, e unida a Deus com uma intimidade única?

Ave, cheia de graça! O Senhor é convosco! Bendita sois vós entre as mulheres (Lc 1, 28).

Medite bem isto, meu caro protestante... Reflita sobre cada uma dessas expressões divinas, e verá que, iniciando as suas caducas e grotescas objeções com insultos à Mãe de Jesus, está refutando de antemão a própria doutrina protestante, que cai necessariamente, perante o bom senso, a lógica e a sagrada escritura, que nos ensinam o contrário.


II. O que é orar

Devemos orar à Virgem Maria, isto é bem provado pela sagrada escritura, como vou mostrar-lhe aqui irrefutavelmente, porém, antes, é preciso bem determinar o que é orar, pois os protestantes não o entendem ou fingem não entendê-lo.

Orar, como sendo a expressão do culto, quer dizer, prestar homenagem, louvar, exaltar, suplicar, embora nem toda homenagem e toda exaltação seja uma oração.

No triste afã de fabricar objeções, os protestantes pretendem que orar é uma adoração, porque, dizem eles, vem de adorar. É ignorância ou perversidade. Orar e adorar são dois termos radicalmente distintos. Podem manchar e desmanchar, mas não existe entre estes dois termos nenhuma relação de significação.

Adoramos a Deus; e oramos a Deus e aos Santos, sem adorá-los.

O culto, que prestamos à Mãe de Deus, é o culto de honra e de invocação, que a teologia traduz por hiperdulia, ou suma veneração, completamente distinto do culto de adoração, prestado só a Deus, e o simples culto de veneração (dulia), prestado aos outros santos.

Dirigindo-se a Deus, os católicos dizem em suas preces: Tende piedade de nós! Dirigindo-se a Mãe de Deus, eles dizem: Rogai por nós! Dirigindo-se aos santos, dizem: Intercedei por nós!

Três palavras que exprimem a diferença do culto prestado a estas três categorias.

Diga, amigo protestante, não é isto lógico, razoável, legítimo? Faça calar um instante o seu obcecado ódio à Igreja Católica e pondere o seguinte raciocínio:

domingo, 8 de dezembro de 2013

Luz nas trevas: respostas irrefutáveis às objeções protestantes — Os protestos dos protestantes (Parte VII)



Nota do blogue:  Acompanhe esse Especial AQUI.

Luz nas trevas: respostas irrefutáveis às objeções protestantes
por Pe. Júlio Maria

Livro de 1955 - 224 pag.
Editora VOZES
Petrópolis






CAPÍTULO VI

OS PROTESTOS DOS PROTESTANTES

É tempo de passar a tais objeções ou protestos e dar-lhes uma resposta peremptória que não possa refutar nem a má fé, nem a perfídia dos chefes protestantes. Pobres protestantes, vós blasfemais o que ignorais (2 Ped 2, 12), e seduzis os corações dos inocentes com palavras suaves (Rom 16, 18), procurando — não a salvação das ovelhas — mas, sim, vossos próprios interesses, conforme as palavras do Senhor ao Profeta Ezequiel: Ai dos pastores que se apascentam a si mesmos. Comeis a carne das ovelhas e vos vestis da sua lã; degolais o cevado; porém não apascentais as ovelhas (Ez 34, 2-3).

Em vez de formulardes miseráveis objeções, que mostram a vossa ignorância e a vossa má fé, em vez de citardes nas almas o ódio à Igreja católica, o vosso dever seria de mostrar o caminho do bem, de reprimir os abusos e de expor os dogmas da vossa seita.

Para mais clareza, eis aqui textualmente reproduzido o desafio, com tas as objeções.

Darei, em seguida, uma resposta clara e irrefutável às mesmas objeções, apoiada sobre a sagrada escritura, o bom senso e a história, de modo a satisfazer a todos os gostos e a todas as exigências, não deixando outra saída para a má fé do protestante, senão a interpretação errada da sagrada escritura. Para esse mal não há remédio.

O homem falso, sem caráter, mentiroso, caluniador, não é mais um homem, é um monstro — e um monstro não precisa de argumentação, senão de chicote, como o aconselha o Espírito Santo: O açoite para o cavalo, o freio para o jumento e o pau para as coisas dos tolos (Prov 26, 3).

Se, porém, os protestantes são sinceros e capazes de compreender a verdade, após a leitura das respostas, que seguem, devem ficar convencidos da verdade católica. Tenham, pelo menos, a coragem de ler... tenham a vontade de compreender... e a humildade de abraçar a verdade... e estará extinta a pobre e nefanda seita de Lutero, entre nós.

Eis, pois, a folha espalhada em Manhumirim no fim o mês mariano de 1928.

Desafio ao Padre Júlio Maria

Exige-se do Revmo. Padre

1. Um texto da escritura provando que devemos orar à Virgem Maria.

2. Um texto da bíblia que prove que Maria foi concebida sem pecado.

3. Um texto da escritura que prove que São Pedro não tinha esposa.

4. Um texto da escritura que prove que os ministros de Deus não devem se casar.

5. Um texto da escritura que prove que São Pedro foi bispo de Roma.

6. Um texto da escritura que prove que o Papa é Vigário de Cristo e sucessor de São Pedro.

7. Um texto da escritura que prove que os padres podem perdoar os pecados.

8. Um texto da escritura que prove que o vinho na ceia do Senhor deve ser tomado apenas pelos padres.

9. Um texto da escritura que prove a existência da Missa Romana.

10. Um texto da escritura que prove que os padres têm o poder de mudar o pão em corpo, sangue, alma e divindade de Jesus Cristo.

11. Um texto da escritura que prove que há sete sacramentos.

12. Um texto da escritura que prove que o uso de imagens foi recomendado por Jesus Cristo ou seus apóstolos.

13. Um texto da escritura que prove a existência do purgatório.

14. Um texto da escritura que prove que há mais de um mediador.

15. Um texto da escritura que prove que devemos orar pelos mortos.

16. Um texto da escritura que prove que devemos jejuar nas sextas-feiras.

17. Um texto da escritura que prove que o batismo lava o pecado original, faz cristãos, filhos de Deus, herdeiros do reino de Deus.

18. Um texto da escritura que prove que as crianças que morrem sem o batismo vão a um lugar chamado limbo e que prove que tal lugar existe.

19. Um texto da escritura que apoie o batismo de sinos.

20. Um texto da escritura que prove que um homem deve ser perseguido e amaldiçoado, por haver abandonado conscienciosamente a religião em que nasceu e aceitado a religião de Jesus Cristo.

Se porventura S. Revma. não apresentar estes textos, fica perante o respeitável povo manhumirense provado que S. Revma. não conhece a bíblia sagrada, ou que a religião tão ardorosamente pregada não é bíblica, ou prova os dois pontos, isto é: que S. Revma. não conhece a bíblia e a sua religião não é verdadeira.

Um crente


Pois bem, provarei ao tal crente sem crença que o sacerdote conhece a bíblia, mil vezes melhor que os protestantes; que a religião católica é a única verdadeira. Veremos depois se tais pastores protestantes, que tanto gostam de fazer objeções, são capazes de compreender as respostas destas objeções, e têm a sinceridade de aceitar a verdade irrefutavelmente provada. Stabo... ut videam quid respondeam ad arguentem me. Aqui estou para responder às objeções atiradas! (Hab 2, 1).
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...