quinta-feira, 14 de março de 2013

Em Buenos Aires, jornalista descreve Bergoglio




“Ante la cercanía de las Altas Fiestas hago llegar a la Comunidad Israelita mi cercanía y mejores deseos. Me uno en oración a mis hermanos mayores y,por favor, les pido que recen por mí. Que el Señor los bendiga”.

Mensaje del Cardenal Bergoglio, con motivo de las celebraciones del año nuevo judío, enviado a través de la Agencia Judía de Noticias (8-9-2.010)

Via Radio Cristiandad.

Temos muitos amigos em todo o mundo, incluindo na República da querida Argentina. E pedimos a um amigo, Marcelo González, de Panorama Católico Internacional , que conhece a Igreja de Argentina como a palma de sua mão para nos enviar um relatório sobre o novo papa. Aqui vai:

De todos os candidatos impensáveis, Jorge Mario Bergoglio é talvez o pior. Não porque ele professa abertamente doutrinas contra a fé e a moral, mas porque, a julgar por seu trabalho como Arcebispo de Buenos Aires, a fé e a moral parece ter sido irrelevante para ele. Um inimigo jurado da Missa Tradicional, ele só permitiu imitações de lá nas mãos de inimigos declarados da antiga liturgia. Ele tem perseguido cada sacerdote único que fez um esforço para vestir uma batina, pregar com firmeza, ou que foram simplesmente interessados em Summorum Pontificum. Famoso por sua inconsistência (às vezes, para a ininteligibilidade de seus discursos e homilias), acostumado com o uso de expressões grosseiras, demagógico, e ambíguo, não se pode dizer que seu magistério é heterodoxo, mas inexistente para quão confuso é. Sua comitiva na Cúria de Buenos Aires, com a exceção de poucos clérigos, não tem sido caracterizada pela virtude de suas ações. Vários estão sob grave suspeita de mau comportamento moral.

Ele não perdeu qualquer ocasião para atos exploração em que ele emprestou sua catedral para os protestantes, muçulmanos, judeus, e até mesmo a grupos partidários, em nome de um diálogo impossível e desnecessariamente inter-religioso. Ele é famoso por seus encontros com os protestantes na arena Luna Park, onde, juntamente com o pregador da Casa Pontifícia, Raniero Cantalamessa, ele foi "abençoado" por pastores protestantes, em um ato comum de adoração em que ele, na prática, aceitou a validade dos "poderes" da TV-pastores. Esta eleição é incompreensível: ele não é um poliglota, ele não tem experiência Curial, ele não brilha por sua santidade, ele é solto na doutrina e liturgia, ele não lutou contra o aborto e só muito fracamente contra "casamento" homossexual [aprovado com praticamente nenhuma oposição do] episcopado, ele não tem boas maneiras para honrar o trono pontifício. Ele nunca lutou por qualquer outra coisa do que permanecer em posições de poder. Realmente não pode ser o que Bento queria para a Igreja. E ele não parece ter qualquer uma das condições necessárias para continuar seu trabalho. Que Deus ajude a Sua Igreja. Nunca se pode descartar, como humanamente difícil que possa parecer, a possibilidade de uma conversão... e, no entanto, o futuro nos aterroriza.



Fonte: Rorate Caeli

quarta-feira, 13 de março de 2013

Masiva oración por la unidad cristiana



O Cardeal Bergoglio se ajoelha para receber a "bênção" de pastores protestantes e Pe. Raniero Cantalamessa - Buenos Aires, 2006 Foto: Mariana Araujo
                                  
Católicos carismáticos y evangélicos pentecostales protagonizaron ayer un gesto que no dudaron en considerar un importante paso hacia la unidad de los cristianos.
Se trató del III Encuentro Fraterno organizado por la fundación Creces (Comunión Renovada de Evangélicos en el Espíritu Santo) en el Luna Park. Sus principales oradores fueron el predicador del Papa, el franciscano italiano Raniero Cantalamessa -que llegó ayer al país para dictar un retiro a los obispos- y el pastor, también italiano, Giovanni Traettino.
Unos 7000 fieles católicos y evangélicos participaron de las disertaciones y alabanzas que se desarrollaron durante todo el día y fueron presididas por Marcos Witt, predicador mexicano que tiene en su haber ocho premios Grammy para la música religiosa.
El momento más emotivo fue la recepción que los presentes dieron al cardenal Jorge Bergoglio, que dirigió un breve saludo y pidió, como es su costumbre, que rezaran por su persona. Los pastores lo tomaron en serio. El cardenal se arrodilló y todos los presentes pidieron para él -de quien dijeron que es "una de las voces proféticas de la Nación"- abundancia de sabiduría.
Bergoglio, que se mezcló entre la gente en una tribuna, dos horas antes de dirigir su saludo, dijo que se empezaba a ver "una diversidad reconciliada".
Traettino afirmó que el destino de los pentescostales y carismáticos "es ser un factor de reconciliación en la Iglesia e instrumento de unidad". Coincidió con Cantalamessa al afirmar que la unidad de la Iglesia no es una opción, sino una realidad, "porque Dios es uno", y que su reconocimiento requerirá un largo camino que, desde ayer, dijeron, se ha acortado.
Silvina Premat






Fonte: http://www.lanacion.com.ar/816217-masiva-oracion-por-la-unidad-cristiana

Cantiga de Nossa Senhora de Castro Marim


ORAÇÕES E MILAGRES MEDIEVAIS
2/9/2012


Nossa Senhora dos Mártires, Castro Marim

Esta cantiga refere-se ao surgimento da devoção a Nossa Senhora de Castro Marim (Algarve, século XII), especial protetora dos portugueses cativos dos mouros.

Captivo de um perro moiro
Em terras de moiraria
Debaixo de duros ferros,
Um pobre cristão vivia.

Negro pão e água turva
Só lhe davam por medida
De manhã até à tarde
A um moinho moía;
E à noite o perro infiel,
Com medo que lhe fugisse,
N’um caixão grande o fechava,
Muito forte em demasia.

Depois, em cima deitado,
Em tom de mofa dizia,
Como quem Deus não conhece,
Esta horrível heresia:
- Livre-se d’aqui agora
A tua Virgem Maria!

Chorava o pobre cristão;
Mas, os seus males não carpia;
A blasfêmia que escutava
Era o que só lhe doía.
Todo em lágrimas banhado,
Desta maneira dizia:
– Senhora! Que não castigas

Matriz de Nossa Senhora dos Mártires, Castro Marim

Esta grande aleivosia?!

Se ele bem A invocava
Melhor a Senhora o ouvia.

Uma noite à meia noite,
O caixão que se movia!
Sem que ninguém lhe tocasse,
Ao mar direito corria!
O moiro, no melhor sono
Em cima d’ele dormia.
Adeus, terra de moirama!
A terra ao largo fugia...

Assim três noites vogaram,
Três noites e mais dois dias!
O moiro, como encantado,
Do sono não se bulia.

Já desponta a manhã clara,
Manhã do terceiro dia!
Novas areias se mostram,
Novos céus, nova alegria!

Já perto se ouve roncar
O mar pela penedia.
O ladrar de muitos cães
Por toda a costa se ouvia.
Da torre o galo três vezes
Este milagre anuncia!
Os sinos do campanário
Repicavam à porfia,
Sem que ninguém os tangesse,


Castro Marim

Porque tudo inda dormia.

Com os sinos acorda o moiro, sem atinar com o que via.
Já muito contrito e humilhado
Para o captivo dizia:
– Cristão, que terra é esta
De tão alta senhoria?
Na tua terra, cristão,
Cantam galos à porfia,
Tocam sinos, ladram cães,
Logo ao despertar do dia?
– Esta terra, sei que é minha,
Mas eu não a conhecia...
Na minha terra, senhor,
Cantam cães, repicam sinos,
Logo ao despontar do dia...
– Ergue-se, cristão, perdoa-me
Todo o mal que eu te fazia:
Ontem eras meu escravo
Teu servo seu n’este dia.

Já todos vão, já se partem,
Caminho da santa ermida;
O moiro, por Deus tocado,
D’esta maneira dizia:
– Oh Mãe de Deus poderosa,
Piedosa Virgem Maria,
Perdoa-me os meus pecados
Que eu cristão me tornaria!

Brasão da Vila de Castro Marim

Para ver este milagre
Toda a gente ali corria;
Com seus gibões encarnados
Os da justiça assistiam.
Eis que aos pés da Virgem Santa
D’água uma fonte se abria;
Tão cristalina e tão pura;
Que linda que ela corria!
Com esta água bendita
Água de tanta valia,
Foi logo ali batizado
O moiro da Babaria.

E para maior milagre,
Ao cabo de sete dias
Mesmo no meio das águas
Um verde freixo nascia
Tão copadinho e tão verde,
Oh que bem que parecia!

Desde então ficou a Virgem
Tendo grande romaria;
De Portugal e Castela
Todos, ali, corre em seu dia.

Fonte: Alberto Pimentel, “História do Culto de Nossa Senhora em Portugal”

terça-feira, 12 de março de 2013

Gregório XVII, Papa em 1958... Verdade, ou Boato?




“Em 1954 o Conde Della Torre, editor do jornal do Vaticano L'Osservatore Romano, avisou ao Papa Pio XII das simpatias do Cardeal Angelo Roncalli pelo comunismo. Outros membros da “Nobreza Negra” também expressaram preocupações similares.

Mas Roncalli [depois conhecido como 'Papa João XXIII'] não escapou das atenções do FBI e da CIA. As duas agências começaram então a acumular vasto material sobre ele e as duvidosas atividades de outros 'progressivos' dentro do Vaticano, incluindo o Monsenhor Giovanni Battista Montini (o futuro Paulo VI).[...]

Pio XIII havia apontado o Cardeal Giuseppe Siri como seu sucessor. Siri era um raivoso anti-comunista, um tradicionalista intransigente nas questões doutrinárias da Igreja e habilidoso nas questões burocráticas...

Em 1958 [26 de outubro], enquanto os cardeais estavam trancados na Capela Sistina para eleger o novo papa, misteriosos eventos começaram a acontecer. Na terceira votação, Siri, de acordo com fontes do FBI, obteve os votos necessários e foi eleito, como o Papa Gregório XVII. Uma fumaça branca surgiu da chaminé da capela para informar aos fiéis que um novo papa havia sido escolhido. As boas novas foram anunciadas às 18:00h na rádio do Vaticano. O locutor afirmou, "fumaça é branca...Não há absolutamente nenhuma dúvida. Um novo papa foi eleito."...

Mas o novo papa falhou em aparecer. Dúvidas começaram a surgir se a fumaça era realmente branca ou cinzenta. Para dirimir tais dúvidas, o Monsenhor Santaro, secretário do Conclave dos Cardeais, informou à imprensa que a fumaça era, realmente, branca e que um novo papa havia sido eleito. A espera continuou. À noite a rádio Vaticano anunciou que o resultado continuava incerto. No dia 27 de outubro, o jornal 'The Houston Post' informava em manchete de capa: "Cardeais fracassam em eleger o papa em quatro votações: Sinais confusos de fumaça causam falsos comunicados."

Mas os comunicados estavam corretos. Na quarta votação, de acordo com a fonte do FBI, Siri novamente obteve os votos necessários e tinha sido eleito o Supremo Pontífice. Mas cardeais franceses anularam a votação, alegando que o resultado iria causar revoltas generalizadas e o assassinato de muitos proeminentes bispos nos países da Cortina de Ferro.

Os cardeais optaram então eleger o Cardeal Frederico Tedischini como um 'papa de transição', mas Tedischini estava muito idoso para aceitar o cargo.

Finalmente, no terceiro dia de votação, Roncalli obteve o apoio necessário para se tornar o Papa João XXIII.”

(Paul L. Willians, USA 2003, "The Vatican Exposed: Money, Murder and the Mafia")

Extraído da Wikipédia:

Cardeal Dom Giuseppe Siri (Gênova, 20 de maio de 1906 — + Gênova, 2 de maio de 1989) foi um cardeal católico italiano, com tendências conservadoras. (Do título de Cardeal-presbítero de Santa Maria della Vittoria)

Foi ordenado padre em 22 de setembro 1928. Em 1944 foi nomeado bispo-auxiliar de Génova e em 1946 quando do falecimento do arcebispo Boetto, tornou-se arcebispo.

Foi arcebispo de Génova de 1946 a 1987, e foi elevado a cardeal em 1953 pelo Papa Pio XII, então participou em quatro conclaves: 1958, 1963, e os dois de 1978. Participou no Concílio Vaticano II (1962-1965) e revelou-se céptico em relação ao "aggiornamento" e às reformas propostas pelo Concílio.

Dom Giuseppe foi presidente da Conferência Episcopal Italiana desde 1959 e confirmado em 1962

Celebrou o casamento do rei Balduíno I da Bélgica em 15 de dezembro 1960.

Siri é um Papa?

Alguns católicos tradicionalistas acreditam que o Cardeal Giuseppe Siri foi de facto eleito Papa no conclave de 1958, mas que teve que dar o seu lugar a Roncalli (Papa João XXIII) devido às ameaças dos comunistas (nomedamente dos soviéticos). Os apoiantes desta teoria afirmam também que esta suposta resignação do Cardeal Siri era ilegal, por isso eles acreditam que Siri é que era o verdadeiro e legítimo Papa (eles até acreditam que Siri escolheu o nome papal de Gregório XVII). Eles acham por isso que João XXIII era só um mero usurpador ilegal da cátedra de São Pedro.



Papa Gregório XVII é eleito o Sucessor 261º de São Pedro

Mas, existem também muitos estudiosos, entre os quais católicos tradicionalistas (ex: Hutton Gibson), que defendem que esta teoria é falsa e foi baseada em interpretações confusas e distorcidas dos factos e de certas notícias em língua italiana.

Viva Cristo Rei! 

Fonte: http://rainhaddosmartires.blogspot.com.br/2013/02/gregorio-xvii-papa-em-1958-verdade-ou_15.html

A história do Cardeal que renunciou ao papado


Sem dúvidas as linhas a seguir constituirão para muitos uma surpresa ao mesmo tempo agradável e triste. Semelhantes atos foram tomados ao longo da existência da Igreja, mas o que marca esta renúncia é suas consequências para a Igreja. Muito embora, como denunciamos em outras oportunidades, a franco-maçonaria estivesse rebentando no interior da Igreja durante 1958, talvez a situação devesse ter sido adiada com um paliativo poderoso, como a ascensão de um papa tradicional que viesse a substituir S.S. Pio XII. É um fato triste, haja vista não a atitude em si da negação, mas devido às consequências que João XXIII causou na Igreja, ao, abruptamente, convocar um dos eventos mais pesarosos e destrutivos dos últimos séculos para a Igreja. Isso não apenas nós reconhecemos, como o próprio cardeal em questão.¹

O Cardeal Giuseppe Siri (1906-1989) foi um dos cardeais mais importantes da história da Igreja Católica do XX século. Arcebispo de Gênova por mais de quarenta anos, era considerado um dos prelados mais conservadores. No Concílio Vaticano II, foi membro da Comissão Preparatória Central e da Subcomissão das Emendas.²



Devido à sua experiência e sólida formação, o Cardeal Siri fora um dos maiores defensores da tradição e ortodoxia católica, sendo, inclusive ”membro do Coetus Internationalis Patrum (Grupo Internacional dos Padres [Conciliares]). Em 1962, tornou-se presidente da Conferência Episcopal Italiana. Em 1968, fez parte da comissão que revisou o Código de Direito Canônico”³. Sua competência como revisor do CDC é constatada por inúmeros testemunhos.

A teoria de que o mesmo Cardeal, quando do conclave de 1958, tenha sido eleito é confirmado por muitos testemunhos que dão conta da emissão do fumo branco (tradição longínqua de se anunciar a eleição de pontífices) na Capela Sistina. E todos os indícios, como a predileção por um papa que viesse a coroar os esforços de S.S. Pio XII em enfrentar o mau do liberalismo e do modernismo, apontam para que a escolha recaísse sobre Siri; um fato que é reconhecido historicamente, a exemplo disto, é sua integridade moral: “Os sedevacantistas lhe ofereceram apoio muitas vezes, mas ele sempre rejeitou, preferindo morrer em um estado de comunhão com o Catolicismo, como ele mesmo afirmou. Apoiou com todas as forças a permanência, na Igreja, dos sacerdotes de Lefebvre, que viam nele um ponto de referência seguro. Exigia o uso da batina e considerava seu abandono um sinal de infidelidade para com o ministério sacerdotal”5.


Embora se careça em língua portuguesa de informações de maior densidade a respeito da história biográfica do Cardeal Siri, informações recolhidas em fontes dispersas, quando reunidas, dão conta da solidez desta teoria.

Nos ambientes tradicionalistas, frequentemente é retomada a tese pela qual, no conclave de 1958, ele teria sido eleito Papa. Os numerosos fieis presentes em Praça São Pedro afirmavam que a tradicional fumaça da Capela Sistina fosse branca, o que sinalizava a escolha definitiva do novo Papa. Esta tese foi defendida, entre tantos, pelo jornalista norte-americano Paul L. Williams, que declarou ter examinado um dossiê do FBI, de 10/04/61, no qual os serviços secretos norte-americanos haviam sido informados de que o Card. Siri fora eleito Papa no dia 26 de Outubro de 1958 4.

Por quatro vezes foi tido como ‘papável’: 1958, 1963 e nos dois conclaves de 1978. Em uma entrevista em 1988, Siri teria dito que estava arrependido de não ter aceitado a candidatura nos conclaves de que participou, por causa das consequências que advieram, e que pedia perdão a Deus por seu erro. Passou seus últimos dias em uma casa que lhe fora deixada de herança pela Condessa Carmela Campostano. Dizia-se que ele era ‘prisioneiro’ do Vaticano, não podendo deixar a mansão de Albaro (Gênova).







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¹ – A fim de melhor expressar o dito: de modo algum queremos afirmar que o Cardeal Siri cometeu um ato improbo ou imputar-lhe alguma culpa. Sabemos que são estes desígnios de Deus dos quais desconhecemos as razões. Pontificamos que, de modo algum, um cardeal com relevante eminência e autêntica fé pode ser considerado culpado de algo neste sentido.

² -

³ – 4 – 5 –

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Trecho extraído do site do Apostolado Católico Arauto da Verdade©, disponível no link: http://arautoveritatis.com/2011/12/a-historia-do-cardeal-que-renunciou-ao-papado/#ixzz2NLEp8MTW
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A perversa mitologia soviética



No dia de hoje, mas 68 anos atrás nasceu Vladimir Bukovsky, neurofisiólogo, activista, escritor e dissidente soviético, libertado da cadeia comunista em troca pelo líder do PC chilena Luis Corvalán.

Infelizmente, o trabalho do Bukovsky é pouco conhecido no Ocidente ou mesmo na Rússia. Em 2008, Vladimir Bukovsky tentou concorrer às eleições presidenciais contra Dmitri Medvedev e viu a sua candidatura sofrer várias pressões ao estilo da junta chilena: perseguições, detenções e prisões dos seus mandatários, a sua própria detenção, etc.

Mas hoje me apetece vós traduzir apenas um pequeno trecho da sua biografia chamada: “Cartas do Viajante Russo”, Nova Iorque, Chalidze Publications, 1981, 268 páginas. Nomeadamente os trechos № 257 e № 258:

“Um amigo meu me contou, que por exemplo, as delegações estrangeiras, que indo a Moscovo passavam pela sua estacão (dos caminhos de ferro), regularmente eram recebidos por um grupo preparado e bem vestido dos artistas locais, em vestes tradicionais (da Moldova), que iniciavam os cantos e as danças mesmo na plataforma (dos comboios). O comboio parava apenas durante 15 – 20 minutos. Antes da chegada (do comboio), nos quiosques da estação dos caminhos de ferro eram colocados o chocolate, as frutas e outros produtos raros, afixando os preços extremamente baixos. Obviamente, toda a população daquela cidadezinha sabia deste espectáculo, mas não deixavam a população local entrar na plataforma para que eles não acabassem em um só momento com os produtos propagandísticos. Apenas os mais ágeis, principalmente os rapazes, conseguiam as vezes penetrar na estação antes da chegada do comboio e se aproveitar (da situação).

Mas quem dos (cidadãos) ocidentais podia só de imaginar uma operação desta envergadura, conduzida para a sua pessoa simples, numa cidadezinha da província, onde o comboio parava por alguns minutos? Obviamente, voltando para casa, o visitante estrangeiro se tornava o guia da propaganda soviética, até sem se aperceber disso”.


Bukovsky Vladimir, “Cartas do Viajante Russo”, Nova Iorque, Chalidze Publications, 1981




Fonte: http://ucrania-mozambique.blogspot.com.br/2010/12/perversa-mitologia-sovietica.html

O fim do fundador da heresia Ariana


O fim daqueles que se dedicam a destruir a obra de Deus, que justificam suas vidas em aniquilar todas as construções físicas ou metafísicas que levam o selo divino, é horrendo e em várias descrições de visões do inferno toma uma tônica agonizante insuportável para a boa alma. Diz-se não somente do mais famoso traidor da história Bíblica — Judas Iscariotes — terríveis narrativas, bem como de alguns outros heresiarcas que lograram conquistar levas de cristãos para suas terríveis causas, como bem descreve o Rev. pe. Leonel Franca¹ sobre o fim de Lutero, miserável e congruente com seu pecado. 

Abaixo transcrevemos sucinto texto que relata a morte do famoso Rev. Ário, um dos primeiros hereges que gozou de grande potencial destrutivo da fé pela sua eloquência sofismática, combatido com superior verve por Santo Agostinho.

***

A morte de Ário 

Por volta de trezentos anos depois do nascimento de Nosso Senhor, Ário, um padre de Constantinopla, começou a ensinar que Cristo não era Deus. Ele angariou muitos seguidores, mas ele e sua heresia foram condenados no Concílio de Niceia. 

Mais tarde, contudo, o Imperador Constantino esposou sua causa e ordenou ao Bispo de Constantinopla que o recebesse na comunhão da Igreja. O bispo ficou indefeso e só podia suplicar a Deus que evitasse tal escândalo. Deus não deixou de ouvir sua oração. 

Quando Ário, com seus seguidores, chegou numa procissão festiva às portas da catedral, o herege foi subitamente atacado por espasmos horrorosos, e tendo sido levado para uma sala para se recuperar, lá permaneceu por tanto tempo que seus seguidores foram à sua procura. Eles o encontraram lívido e morto, como seu sangue e intestinos espalhados pelo chão do aposento. Seu corpo se despedaçou como o do traidor Judas². 

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¹ – A Igreja, a Reforma e a Civilização, Pe. Leonel Franca, Editora Agir, 1952.
² - Anecdotes and Examples Illustrating the Catechism, Rev. Francis Spirago, Roman Catholic Books, 1903.


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