sábado, 27 de julho de 2013

Manifestantes da 'Marcha das vadias' durante a JMJ Rio 2013: Nudismo, quebra de Crucifixos e imagens de Nossa Senhora



"Eu vou pro inferno, mas vou feliz porque amei a pessoa que eu quis", cantam manifestantes na "Marcha das Vadias", segundo o repórter Henrique Coelho.


Fonte: G1
Tasso Marcelo/ AFP Photo
Participantes da Marcha das Vadias quebram imagens de Nossa Senhora Aparecida e Nossa Senhora de Fátima. A atitude chocou os fiéis que estavam na Praia de Copacabana.

Marcelo Elizardo/G1
Em Copacabana, imagens de Nossa Senhora e crucifixos são colocados no chão e profanados.




Foto: Murilo Rezende/Agência Estado

Em meio aos peregrinos, durante a 'Marcha das vadias', mulher "senta"
(?) em imagem de Nossa Senhora e põe o crucifixo...

Marcelo Elizardo / G1
Batucadas e cantoria na "Marcha das Vadias" que acontece agora no calçadão da Praia de Copacabana.

Darwin: evolucionismo anticristão rumo à extinção do homem


As teorias darwinistas, quando levadas a seu extremo de negação de Deus e da ordem natural, induzem à aceitação da “cultura da morte”: a extinção do homem.
Luis Dufaur
O leitor me perdoe começar com este fato aberrante: a Ginemedex, clínica de aborto de Barcelona, utiliza liquidificadores para “sumir” com os restos de bebês abortados com mais de sete meses de gestação!(1) O pretexto para essas “moedoras de bebês” é o fato de a lei obrigar as clínicas a enterrar os despojos das crianças sacrificadas com 11 ou 12 semanas de gestação. E tais clínicas não querem arcar com as despesas do enterro...
Como é possível que tal fato não suscite uma onda de compaixão pelas criancinhas que acabam assim os seus dias? E, convém ressaltar, elas não foram batizadas!
Pensava eu nisto quando lia escritos de John Holdren –– o novo “czar” das ciências do presidente Obama ––, que me lembraram os sofismas da pregação progressista, ecologista e da “cultura da morte”. E ia refazendo na minha cabeça as discussões que tinha com colegas progressistas, aos quais eu apresentava a contra-argumentação.
— “É a evolução... o homem multiplicou-se mais do que o meio ambiente pode suportar. Com sua civilização, ele ameaça o clima da Terra. É preciso reduzir seu número até com métodos drásticos e compulsivos”.
— E a moral? –– reagi como que instintivamente.
— “Moral? Não há moral. Darwin mostrou que nada é definitivo, que o homem é apenas um estado passageiro da evolução. Ontem ele se assemelhava a um simióide que andava de quatro pelas galharias das árvores. Anteontem estava contido numa espécie de ameba no fundo dos mares. Amanhã será outra coisa. A natureza muda... e a moral se altera junto. Os mais fortes prevalecem. No futuro, virá talvez um ‘homem novo’ que substituirá nossa orgulhosa humanidade. É a lei da evolução”.
— Mas o homem não é filho de Deus, saído de suas próprias mãos, feito à sua imagem e semelhança, destinado à bem-aventurança eterna?
— “Ora essa! Darwin mostrou que nada disso tem base científica. Isso é coisa de espírito retrógrado, fundamentalista, inimigo da ciência e do progresso humano”.
— Mas se nada é fixo, imutável, eu não posso ter segurança de nada?
— “Nada... nada..., nada é imutável. Veja a Religião católica, teólogos que aceitam a evolução, como Teilhard de Chardin. Eles criaram uma nova teologia, viraram a Igreja Católica pelo avesso. A única segurança é que tudo ficou inseguro, incerto. É a evolução, meu caro, é preciso adaptar-se ou desaparecer!”
Enquanto afastava estas ameaçadoras idéias, fui me informar sobre o que Darwin, cujo bi-centenário do nascimento comemora-se neste ano, afirmava de fato a respeito da evolução.
A viagem em volta da Terra e “A Origem das Espécies”
Diário de Darwin
Charles Darwin (1809-1882) nasceu numa abastada família inglesa. Estudou ciências naturais nas universidades de Edimburgo e Cambridge. Ainda jovem, empreendeu uma viagem de quase cinco anos em volta da Terra (1831-1836). Nela acumulou observações e amostras do reino animal. De retorno à Inglaterra, guardou as anotações embaixo de uma escada. As crianças da casa arrancavam as folhas para brincar.
Mais de vinte anos depois, o naturalista Alfred Russel Wallace (1823-1913) mostrou a Darwin o livro que ia publicar, com idéias próximas às dele. Darwin recuperou então as velhas anotações, ordenou-as e publicou-as. Surgiu assim, há 150 anos, A Origem das Espécies.
Contrariamente à saga corrente, a viagem não mudou a atitude de Darwin em face de Deus. Por exemplo, após entrar numa floresta brasileira, escreveu: “Não era possível formar-se uma idéia dos sentimentos de maravilhamento, de admiração e de devoção que enchem e encantam o espírito. Lembro-me bem de ter ficado convencido de que no homem há mais do que o simples influxo do corpo”.(2)
Crise religiosa: Darwin torna-se anticristão
Iguana das ilhas Galápagos
Mas o Charles Darwin de A Origem das Espécies mudara completamente em relação ao naturalista expedicionário. Ele fora criado no protestantismo, tendo depois perdido qualquer vestígio de fé entre 1836 e 1839. Tornou-se agnóstico e visceralmente contrário ao cristianismo. Em sua Autobiografia, narra como voltou-se contra o Deus da Bíblia. Tal confissão de apostasia é tão chocante, que seus descendentes impediram a divulgação. Ela só veio a lume numa edição de 1958, onde afirma num trecho censurado: “De fato, dificilmente posso admitir que alguém pretenda que o cristianismo seja verdadeiro; pois, se assim fosse, as Escrituras indicam claramente que os homens que não crêem –– isto é, meu pai, meu irmão e quase todos os meus melhores amigos –– serão punidos eternamente. E isto é uma doutrina condenável”.
Ele optou por um sentimentalismo relativista e vago, que levou até as últimas conseqüências; implicou com a lógica ordenada da moral evangélica, que tem na Igreja Católica sua autêntica realização; repeliu os movimentos de alma ordenados que lhe inspiravam as cenas grandiosas da natureza; pois percebeu “que estavam intimamente ligados à crença em Deus”.Rompendo com sua admiração pela floresta brasileira, explicou: “Hoje, as cenas mais grandiosas não produziriam em mim nenhuma convicção nem sentimento daquele gênero”.
Anticristianismo e evolucionismo explicitados simultaneamente
Darwin estava bem ciente de que tirava o homem do centro, aproximava-o do animal, e entrava em conflito com a imagem de si próprio
Darwin passou a confessar-se agnóstico e a menosprezar acintosamente a Religião. Lê-se em suaAutobiografia: “O Antigo Testamento é manifestamente falso, a Torre de Babel, o arco-íris como sinal, etc. Dado que ele atribui a Deus os sentimentos de um tirano vingativo, não é mais digno de confiança que os livros sagrados dos hindus ou as crenças de outros bárbaros. [...] Deixei de acreditar no cristianismo enquanto revelação divina”.
Ele foi abandonando a idéia de um Deus pessoal, e mesmo da existência de uma causa final na natureza: “O velho argumento de uma finalidade na natureza, que outrora me parecia tão concludente, caiu depois da descoberta da seleção natural. [...] Não acredito que haja muito mais finalidade na variabilidade dos seres orgânicos e na ação da seleção natural do que na direção em que sopra o vento”.
Homem e natureza se lhe afiguravam então como meros subprodutos de uma cega fatalidade, que progride rumo ao ignoto. O motor desse progresso seriam transformações devidas a acidentes fortuitos e à necessidade. As espécies resultantes, ou mais evoluídas, exterminariam fatalmente as menos evoluídas, mais fracas e inferiores.
Darwin percebeu que, sem um princípio e um fim, o homem ficaria escravo, como um bicho, ao capricho de sua fantasia e de seus instintos: “Um homem que não tem uma crença bem sólida na existência de um Deus pessoal, ou numa existência futura com retribuição e recompensa, não pode ter outra regra de vida, segundo me parece, senão seguir seus impulsos e seus instintos mais prementes, ou que ele acha os melhores”. Esta conclusão, ele a enfeitou com sentimentos típicos do romantismo vitoriano do século XIX.
Sua crise religiosa, que descambou para a apostasia e para o anticristianismo, correu lado a lado com a explicitação do evolucionismo. Então, não é de espantar que o anticristianismo se encontre entranhado no pensamento darwinista e de seus sucessores “neo-darwinistas”, embora pretendam que se trate de meras doutrinas científicas.
Bombardeou o conceito que o homem tem de si próprio
Diz um dos corifeus darwinistas hodiernos, o Prof. Dominique Lecourt, da Universidade da Sorbonne-Paris VII: “Darwin estava bem ciente de que tirava o homem do centro, aproximava-o do animal, e entrava em conflito com a imagem de si próprio. [...] Darwin [...] confessou à sua mulher, muito piedosa, que sua teoria não concordava com o dogma cristão. Ele sabia que tinha fabricado uma bomba”.(3) De fato, suas teorias serviram para dinamitar a visão racional da ordem do universo e sua procedência da criação.
Darwin também é tido como um dos fundadores do ecologismo, que exalta a vida tribal animalesca “integrada” numa natureza em perpétua evolução.


sexta-feira, 26 de julho de 2013

Crescimento do catolicismo tradicional surpreende até revista econômica inglesa







Fonte: IPCO

Luis Dufaur




No período posterior ao Concílio Vaticano II, inaugurado em 11 de outubro de 1962, a Igreja Católica na Grã-Bretanha procurou se modernizar até na liturgia.
Mas o resultado, segundo a conceituada revista econômica “The Economist”, é que os fiéis desertaram das igrejas.

A assistência à Missa na Inglaterra e em Gales caiu pela metade do 1,8 milhão que compareciam aos domingos em 1960. Também a média de idade dos frequentadores aumentou de modo preocupante: de uma média de 37 anos no ano 1980, subiu para 52 anos hoje.
Corpus Christi em Blackfriars, Oxford

Nos Estados Unidos, a assistência à Missa caiu mais de um terço desde 1960. Menos de 5% dos católicos franceses assistem regularmente à Missa, e só 15% fazem o mesmo na Itália.
Em sentido contrário, as Missas não modernizadas, em latim e de costas ao povo, conhecem um boom de participação.
A Sociedade pela Missa em Latim de Inglaterra e Gales (Latin Mass Society of England and Wales), que nasceu em 1965, tem agora mais de 5.000 membros. O número de Missas semanais em latim passou de 26 em 2007 a 157 em 2012: um crescimento de mais de 600%.
Nos EUA, passou de 60 em 1991 a 420 em 2012: um aumento de 700%.
No Oratório de Brompton, fundado pelo Cardeal John H. Newman e ponto de referência do tradicionalismo de Londres, 440 pessoas assistem à Missa em latim aos domingos.
Isto é o dobro do normal da assistência nas principais igrejas modernizadas. Em Brompton, as mulheres usam véu e os homens, o tradicional paletó ou terno de tweed.
Mas os números é o menos importante, observa “The Economist”. As comunidades tradicionalistas se destacam pela juventude e por sua expansão internacional. O Catolicismo tradicional está atraindo pessoas que não tinham nascido quando o Vaticano II pretendia “rejuvenescer” a Igreja.

Além de se expandirem por países da Commonwealth até à África e à China, os jovens grupos tradicionalistas britânicos publicam blogs, administram websites e são muito ativos nas redes sociais.
Eles difundem suas posições até nas dioceses mais progressistas. E não deixam de ser invectivados pelos velhos progressistas que, na falta de argumentos mais religiosos, os qualificam de anacrônicos ou afetados.
Um grande desequilíbrio de crescimento vem acontecendo desde 2007, quando S.S. Bento XVI aprovou formalmente o antigo rito da Missa em Latim. Até aquele momento, o padre que celebrasse a Missa antiga podia ver cortada sua carreira eclesiástica.
Oratório de Brompton, Londres

Na Inglaterra, o rápido aumento dos adeptos da Missa tradicional viu-se ainda reforçado com a criação, pelo Vaticano, do Ordinariato para acolher grupos de ex-anglicanos que abandonaram a dita ‘Igreja de Inglaterra’, a qual está levando sua modernização a ponto de “ordenar” e “sagrar” lésbicas e homossexuais.
Sacerdotes ex-anglicanos “atravessaram o Tibre” às dúzias para se somarem aos católicos romanos tradicionalistas, conta “The Economist”.

Este retorno ao antigo rito com força está deixando consternados os católicos “modernistas”, que o baniram no passado.
Para o Pe. Timothy Radcliffe OP, ex-prior dos dominicanos da Grã-Bretanha, o renascimento tradicionalista é uma reação contra o “liberalismo de moda” em sua geração.
Para ele, não é mais do que um movimento do pêndulo, que ora vai num sentido, ora no oposto, de modo inevitável.

Mas esse argumento não convenceu o jornalista de “The Economist”. Este concluiu a reportagem perguntando se todos os escândalos morais no seio da “Igreja progressista”, a decadência desta, e, em sentido contrário, o crescimento dos tradicionalistas, não são outros tantos sinais de que há 50 anos o Concilio Vaticano II virou para o lado errado.

‘Enquanto Ratzinger viver, não é bom que Francisco me receba em Roma’, diz Leonardo Boff


Fonte: UOL
Francho Barón
No Rio de Janeiro

 
O teólogo da Libertação Leonardo Boff discursa na Cúpula
dos Povos, um dos maiores eventos paralelos da Rio+20, em 2012


Genézio Darci Boff, ou Leonardo Boff (nascido em Santa Catarina em 1938), irrompe na sala com ares de druida travesso, o sorriso travesso e as mãos que descrevem elipses no ar, como quem tenta pegar o vazio.
Boff, teólogo da Libertação, foi condenado ao ostracismo por Joseph Ratzinger em 1985, depois da publicação de seu livro "Igreja, Carisma e Poder", um torpedo contra o "establishment" do Vaticano nos últimos dois papados. Ele volta à cena para anunciar a chegada da igreja do terceiro milênio, liderada por Francisco. Segundo Boff, uma instituição "com cheiro de ovelhas, e não flores de altar".


El País: O que o mundo pode esperar do papa Francisco?

Leonardo Boff: Vem um papa cujo nome, Francisco, não é um nome, mas um projeto de igreja. Uma igreja pobre, humilde, despojada do poder, que dialoga com o povo. Temos muita esperança de que ele inaugure a igreja do terceiro milênio. Também creio que se criará uma dinastia de papas do Terceiro Mundo.


El País: O senhor foi uma grande voz dissidente na Igreja Católica e um dos mais críticos com os dois papas anteriores. O que o faz ser tão otimista quando fala do novo pontífice?

Boff: Creio que é muito corajoso. Situou-se ao lado dos pobres e contra a injustiça. Temos uma igreja que tem hábitos palacianos e principescos. Este papa mandou sinais de que quer outro estilo de igreja, dos pobres para os pobres, e essa é a grande herança da Teologia da Libertação. Vai pôr em xeque os hábitos tradicionais de cardeais e bispos.


El País: A igreja brasileira sofre uma sangria de fiéis há anos. O senhor pensa que a chegada de Francisco ao Brasil poderá ser crucial para reverter essa tendência?

Boff: Certamente, muitos protestantes vão participar dos atos desta Jornada Mundial da Juventude. Por outro lado, não considero uma desgraça que haja muitas igrejas cristãs. Em grande parte é culpa da Igreja Católica, porque, de fato, para o número de católicos que temos no Brasil, deveríamos ter 120 mil sacerdotes e temos somente 17 mil. Em nível institucional, a igreja fracassou.


El País: O senhor considera a possibilidade de voltar à Igreja Católica com este novo papa?

Boff: Sempre me considerei um teólogo católico que nunca abandonou a igreja. Sempre disse que mudei de trincheira, mas não de batalha. Portanto, meu trabalho eclesiástico continua, mas com uma diferença: casei-me. Se o papa acabasse com o celibato obrigatório, voltaria ao caminho comum da igreja.


El País: O senhor acredita que Bergoglio poderia abolir o celibato obrigatório?

Boff: Creio que existe essa possibilidade, porque Francisco traz a experiência do Terceiro Mundo, onde o celibato nunca foi uma virtude especial. Vejo que pode dar dois passos: primeiro, reconhecer que há 100 mil sacerdotes casados na igreja e permitir que voltem a seu trabalho. Segundo, que se institua o celibato opcional. Todas as igrejas já fizeram isso e a única que resiste é a católica. E com isso se causa muito dano.


El País: O senhor pretende se encontrar com Bergoglio?

Boff: Não quero forçar essa situação. Ele já disse que gostaria de me receber em Roma, mas antes tem que reformar a Cúria. E, enquanto Bento 16 viver, não seria bom para Francisco que eu, que tive um confronto doutrinário com ele [Ratzinger], seja recebido em Roma. Mas ele está aberto a me receber, inclusive trocamos correspondência.


El País: Esse encontro poderia ocorrer no Brasil, aproveitando a viagem do papa?

Boff: Eu gostaria disso. Escrevi um livro intitulado "Francisco de Assis, Francisco de Roma", e gostaria de entregá-lo a ele pessoalmente. Mas, como lhe disse, não quero forçar uma situação que poderia ser mal interpretada pela imprensa e criar um problema pessoal para o papa. A velha Cúria poderia interpretar como algo estranho, quase ofensivo.


El País: O senhor pensa que a Teologia da Libertação pode viver um novo apogeu a partir de agora?

Boff: Creio que sim. A Teologia da Libertação nasceu como uma tentativa de escutar o grito do oprimido. A maneira de atuar do novo papa favorece essa doutrina. E seria melhor que nem a mencionasse, porque poderia criar polêmica.


El País: Como o senhor vê o futuro do catolicismo na América Latina?


Boff: Creio que o futuro da América Latina não será um futuro de cristianismo. Será uma religião nova, na qual haverá muitos elementos cristãos, especialmente os santos, a missa, os ritos como o batismo, a eucaristia e o matrimônio, mas também com elementos da tradição indígena e das religiões afro-americanas.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Víctimas de Maciel piden detener la “canonización” de Juan Pablo II



Fonte: Foro Católico

"los santos son personas que han tenido una vida "intachable"... a Juan Pablo II se le cuestionan varios casos de encubrimiento, no solo el de Marcial Macial; su pontificado quedó marcado por los miles de casos de abusos sexuales de sacerdotes a niños".
“los santos son personas que han tenido una vida “intachable”… a Juan Pablo II se le cuestionan varios casos de encubrimiento, no solo el de Marcial Macial; su pontificado quedó marcado por los miles de casos de abusos sexuales de sacerdotes a niños”.

Lo acusan de encubrir al fundador de los Legionarios de Cristo

(Transcrito de Religión Digital)
Las víctimas de los abusos de Marcial Maciel han iniciado un movimiento para frenar la canonización de Juan Pablo II, a quien acusan de encubrir al fundador de los Legionarios de Cristo. La iniciativa se produce después de que la ONU haya solicitado información al Vaticano sobre algunos casos de pederastia, entre ellos los cometidos por Maciel.
“Francisco debería suspender el proceso del beato Juan Pablo II hasta conocer las recomendaciones que formulará Naciones Unidas“, apuntaron las víctimas, que consideran que de acuerdo a lo establecido por las normas canónicas, los santos son personas que han tenido una vida “intachable”, mientras que a Juan Pablo II se le cuestionan varios casos de encubrimiento, no solo el de Marcial Macial; su pontificado quedó marcado por la crisis provocada por los miles de casos de abusos sexuales de sacerdotes a niños, uno de los primeros que se hicieron públicos fueron los que se reportaron en las iglesias de Estados Unidos.
El llamamiento de la ONU al Vaticano para revelar los detalles de los abusos sexuales en la Iglesia católica es un ”hecho histórico”que permitirá conocer la verdad sobre una tragedia que afectó a miles de menores en todo el mundo, dijo el exsacerdote Alberto Athié.
“Llegó el momento de la verdad” en torno a la tragedia que vivieron tantos niños abusados por miembros del clero en muchos lugares del mundo, en algunos “de manera persistente”, y la estrategia de encubrimiento de la Santa Sede, declaró Athié a la emisora MVS.
“Había una autoridad con capacidad de acción internacional que, bajo ciertos criterios de exigencia y obediencia y silencios absolutos, y con un poder real de protección mantuvo una estrategia de años para proteger a victimarios en muchos países del mundo”, afirmó.
Este exlegionario de Cristo, que ha apoyado a las víctimas de abusos en México, indicó que “hasta ahora la Santa Sede había negado alguna responsabilidad directa en (…) estos procesos de encubrimiento”.
En virtud de que el Vaticano es uno de los Estados firmantes de la Convención sobre los Derechos del Niño, la Santa Sede está obligada a informar de todos los casos de pederastia en muchos países, “donde de una manera u otra la Iglesia católica está comprometida”.
El Comité de los Derechos del Niño de la ONU pidió al Vaticano responder a una serie preguntas, entre ellas las medidas que tomó para castigar a presuntos pederastas, compensar a las víctimas y evitar nuevos casos, y si hay líderes católicos que no reportaron a la Policía ante sospechas o denuncias de abusos.
La Santa Sede deberá presentar la información antes del 1 de noviembre e incluirla en el informe que rendirá ante los expertos del Comité en enero próximo sobre el cumplimiento de la Convención de los Derechos del Niño.
Ahora habrá que ver “qué tipo de información va a entregar el Vaticano, hasta dónde está dispuesto a abrir sus archivos (…) y a reconocer la responsabilidad de los cardenales (Angelo) Sodano, (Darío) Castrillón Hoyos, (Norberto) Rivera“, entre otros, que “jugaron a la complicidad y al encubrimiento”.
En el caso de los abusos cometidos en México por Marcial Maciel, fundador de los Legionarios de Cristo; del padre Nicolás Aguilar, también acusado por presuntos casos de pederastia en EE.UU., y el sacerdote Carlos López, dijo que harán llegar “la mayor información posible directamente al Comité”.
Sobre el proceso de santificación del papa Juan Pablo II, apuntó que pedirán que se detenga mientras la ONU realiza sus investigaciones, cuyos resultados permitirán hacer una valoración de si su vida fue “ejemplar y virtuosa en extremo”.
El papa Francisco aprobó recientemente una reforma al código penal de la Santa Sede y del Estado vaticano que contempla una mejor definición de los delitos contra menores, entre ellos violencia sexual y pornografía infantil, y llamó al Centro para la Protección del Niño a seguir luchando contra los casos de pederastia.
(Rd/Agencias)

Neonato chinês jogado no vaso, por medo da repressão, estremece o mundo





Fonte: IPCO
Luis Dufaur


Vizinhos ouviram prantos no esgoto
Vizinhos ouviram prantos no esgoto
Apenas nascida, uma criancinha de dois ou três dias foi jogada no vaso sanitário, porém ainda viva ficou atravancada no esgoto do prédio de apartamento e os vizinhos do quarto andar ouviram seu pranto em Jinhua, província de Zhejiang, noticiou AsiaNews.
Afinal os bombeiros lograram a façanha de leva-la ainda com vida ao hospital, mas dentro da parte do esgoto onde ficou pressa e que eles cortaram bem.
Ali, os médicos conseguiram com pinças e tesouras liberá-lo pouco a pouco.
Ele ainda esta envolto na placenta e com o cordão umbilical visível.
O fato causou espanto universal e até apareceram voluntários a adotá-lo.
“Afortunadamente, a criança sobreviveu, explicou um policial no site portal.hangzhou.com.cn – as pessoas que o abandonaram estão indiciadas por homicídio”.
A declaração parece feita para “inglês ver”, pois todo o mundo na China sabe qual foi a causa.
Bombeiros salvaram e levaram ao hospital
Bombeiros salvaram e levaram ao hospital
Segundo todos os comentários na Internet casos como este são frequentes e estão ligados diretamente com a política oficial do “filho único”.
As famílias que já tem um filho ficam constrangidas a pagar pesadas multas, e ainda pagando sofrem ameaças ou violências, dos representantes do Ministério para o Controle da População, e sem fé decidem eliminá-los apenas nascidos ou abandoná-los.
Esse Ministério se orgulha de ter impedido o nascimento de perto de 400 milhões de crianças desde os anos ’70 em virtude da lei do “filho único”.
Talvez seja, e de longe, o maior genocídio da História que exigirá um certo dia uma Nuremberg de inéditas proporções.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Santa Maria Madalena: Contrição perfeita que levou à santidade


Quando todos os Apóstolos fugiram por ocasião da Paixão, um grupo de mulheres, entre elas Maria Madalena, permaneceu fielmente junto a Nossa Senhora aos pés da Cruz
Plinio Maria Solimeo
Os Santos Evangelhos referem-se a uma Maria pecadora (Lc 7, 36-50), a uma Maria irmã de Marta e Lázaro (Lc 10, 38-42, Jo 11), e a uma Maria Madalena. Os Padres gregos entendem que elas são três pessoas distintas. Os Padres latinos, entretanto –– desde Tertuliano, Santo Ambrósio, São Jerônimo, Santo Agostinho, São Gregório Magno, até São Bernardo e Santo Tomás de Aquino –– reconhecem nas três uma e mesma pessoa: a Santa Maria Madalena penitente, que seguiu Nosso Senhor durante a Paixão.
Baseados nesta autorizada opinião, que foi adotada pela Igreja, seguiremos os traços da vida de Santa Maria Madalena –– cuja festa é celebrada a 22 de julho –– seguindo os Santos Evangelhos e as várias tradições que chegaram até nós.

A pecadora da cidade de Magdala
Maria Madalena teria nascido em Betânia, cidade da Judéia, de pais muito ricos, tendo por irmãos Marta e Lázaro. Como parte de sua herança, recebera o castelo de Magdala, de onde lhe veio o nome.
Uma lenda fala de sua esplêndida formosura, cabeleira famosa, de seu engenho, e apresenta-a casada com um doutor da Lei que, muito ciumento, a trancava em casa quando saía. Cheia de vida, altiva e impetuosa, Maria teria sacudido esse jugo e fugido com um oficial das tropas do César. Estabeleceram-se no castelo de Magdala, perto de Cafarnaum, de onde em breve o rumor de suas desordens e escândalos encheu a região.
Enquanto isso, o divino Salvador havia iniciado sua peregrinação, e a fama de seus milagres e santidade de vida estendia-se pelas terras da Palestina.
Atormentada por demônios e pelos remorsos de sua consciência culpada, Maria foi procurar o grande Taumaturgo que alguns apontavam como sendo o Messias prometido. Não sabia que seus irmãos já se tinham tornado seus discípulos e rezavam fervorosamente por sua conversão.
O Senhor apiedou-se dela e livrou-a de sete demônios (Mc 16, 9), tocando-lhe também profundamente o coração.

Lágrimas de compunção sincera


Madalena enxuga os pés de Nosso Senhor com seus cabelos

A partir de então, começou para Madalena a completa conversão. Horrorizada ante seus inúmeros pecados, e cativada pela bondade e mansidão de Jesus, ela procurava uma ocasião em que pudesse mostrar-Lhe seu reconhecimento e profundo arrependimento.
Essa ocasião surgiu na casa de Simão — um fariseu, provavelmente de Cafarnaum —, que havia convidado o Mestre para uma refeição. O ágape seguia seu curso normal, quando inesperadamente Madalena irrompeu na sala, foi diretamente até Jesus, rompeu um vaso de alabastro que levava apertado ao peito, e “começando a banhar-Lhe os pés com lágrimas, enxugava-os com os cabelos da sua cabeça, beijava-os e os ungia com o bálsamo” (Lc 7, 38).
Simão tomou a mal esse ato. Como ousava uma pecadora pública entrar assim no santuário de seu lar e profaná-lo com sua presença? Ademais, cogitou ele, “se este fosse profeta, com certeza saberia quem e qual é a mulher que o toca, pois é pecadora”. O divino Salvador, lendo seu pensamento, respondeu-lhe com uma parábola: “Um credor tinha dois devedores: um devia-lhe quinhentos denários, o outro cinqüenta. Não tendo eles com que pagar, perdoou a ambos a dívida. Qual deles o amará mais?”. Simão respondeu acertadamente: “Creio que aquele a quem perdoou mais”. Respondeu-lhe Jesus: “Julgaste bem”. E, voltando-se para a mulher, disse a Simão: “Vês esta mulher? Entrei em tua casa, não me deste água para os pés; e esta, com as suas lágrimas, banhou os meu pés e enxugou-os com os seus cabelos. Não me deste o ósculo (da paz), porém esta, desde que entrou, não cessou de beijar os meus pés. Não ungiste a minha cabeça com bálsamo; entretanto, esta ungiu com bálsamo os meus pés. Pelo que te digo: são-lhe perdoados muitos pecados, porque muito amou” (Id., ib. 39-50).

“Maria escolheu a melhor parte”
Perdoada, convertida, despojada de suas galas mundanas, Maria Madalena foi viver com seus irmãos em Betânia.
Foi lá que as duas irmãs receberam a visita do Messias prometido. Lázaro, parece, estava ausente. Maria sentou-se junto ao Salvador para absorver suas palavras divinas, enquanto Marta afanava-se nos afazeres domésticos para bem receber seu divino Hóspede. E julgou que sua irmã fazia mal, pois em vez de ajudá-la, estava ali sentada esquecida da vida. Disse Jesus: “Marta, Martaafadigas-te e andas inquieta com muitas coisas. Entretanto uma só coisa é necessária. Maria escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada” (Lc 10, 38-42).
Mais tarde Lázaro ficou muito doente, e o Mestre divino estava longe. As duas irmãs mandaram-lhe uma mensagem: “Senhor, eis que está enfermo aquele que amais”. Mas Jesus não apareceu, e Lázaro morreu. Quando foi a Betânia, Lázaro jazia no sepulcro havia já quatro dias.
Nosso Senhor, que amava Lázaro, comoveu-se diante da dor das duas irmãs, e foi uma das raras ocasiões em que chorou. Depois, diante de muita gente, inclusive de fariseus, ressuscitou Lázaro (Jo 11, 1-46). Milagre estupendo, que provava sua divindade.
Em outra visita do divino Mestre a Betânia, Maria Madalena, já não mais “a pecadora”, ungiu novamente os pés do Redentor com precioso perfume, o que levou Judas a reclamar do “desperdício”, pois podiam vender o perfume e “dar o dinheiro aos pobres”. Nosso Senhor interveio: “Deixai-a; ela reservou isso para o dia da minha sepultura; porque sempre tendes os pobres convosco, mas a mim não tendes sempre” (Jo 12, 1-8). Advertência muito válida hoje em dia para os que, com o pretexto de amor aos pobres, pretendem acabar com as pompas sagradas da Igreja!

Aos pés da cruz junto com Nossa Senhora


Chegou o momento da Paixão. São Pedro negou o Mestre, e todos os Apóstolos fugiram. Somente algumas santas mulheres percorreram a Via Dolorosa junto ao divino Redentor. Aos pés da cruz, Maria Madalena encontrou-se acompanhando Nossa Senhora e São João Evangelista. Quando o corpo de Jesus foi depositado no sepulcro novo de José de Arimatéia, Madalena estudou bem o modo como ele era feito e a pedra com que selaram sua entrada.






Reconhecendo o Redentor, ela só pôde
exclamar: “Raboni!” (Jesus Cristo no Jardim –
Fra Angélico, séc. XV. Museu de
São Marcos, Florença)

Narra São João: “No primeiro dia da semana, foi Maria Madalena ao sepulcro, de manhã, sendo ainda escuro, e viu a pedra retirada do sepulcro”. Surpresa, ela pensou primeiro em avisar os discípulos. Relatou o que vira a São Pedro, que com São João Evangelista correu para o sepulcro, e os seguiu. E acrescenta São João: “Entretanto, Maria Madalena conservava-se na parte externa do sepulcro, chorando. Enquanto chorava, inclinou-se e olhou para o sepulcro, e viu dois anjos vestidos de branco, sentados no lugar onde fora posto o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés. Eles disseram-lhe: Mulher, por que choras? Respondeu-lhes: Porque levaram o meu Senhor e não sei onde o puseram”. Então voltou-se e viu Nosso Senhor. Mas, devido à penumbra e pela veste, julgou ser o jardineiro. Perguntou-lhe Jesus: “Mulher, por que choras? A quem procuras?”.Ela, sempre pensando que fosse o jardineiro, respondeu-lhe: “Se tu o levaste, dize-me onde o puseste; eu irei buscá-lo”. Nosso Senhor lhe disse então: “Maria!”. Reconhecendo o Redentor, ela só pôde exclamar: “Raboni!”, que em hebraico quer dizer Mestre (Jo 20, 1-18).

Maria Madalena nas Gálias, segundo a tradição
Mais tarde, depois do martírio de Santo Estevão, de acordo com os Atos dos Apóstolosdesencadeou-se uma perseguição tão violenta dos judeus contra os cristãos em Jerusalém, que todos os fiéis, com exceção dos Apóstolos, se retiraram da cidade para a Judéia e a Samaria. O que leva a supor que também Maria Madalena e seus irmãos saíssem da Cidade Santa dirigindo-se para a Galiléia. Quando a perseguição cessou, voltaram eles para Jerusalém, onde permaneceram até o ano de 45, mas houve uma segunda grande perseguição. São Pedro partiu então para Roma, e a Virgem Santíssima foi conduzida por São João Evangelista a Éfeso. Os Padres gregos afirmam que para lá foi também Santa Maria Madalena, tendo morrido e sido enterrada naquela cidade.
Mas outra tradição, não menos vigorosa, afirma que ela e seus irmãos, mais alguns outros cristãos, foram presos pelos judeus em Jerusalém e colocados no mar num barco sem remo, sem leme, e sem as mínimas condições para navegar, a fim de perecerem num naufrágio. Alguns afirmam que São Maximino, um dos 72 discípulos do Senhor, e Sidônio (o cego de nascença de que fala o Evangelho, e que foi curado por Nosso Senhor) e mesmo José de Arimatéia sofreram a mesma sorte.
Entretanto, o barco dirigiu-se milagrosamente para a Sicília, e de lá para a França, chegando finalmente a Marselha, que era então um dos principais portos das Gálias.


A Santa aos pés da Cruz
São Maximino foi bispo de Aix, e São Lázaro encarregou-se da igreja de Marselha. Santa Marta reuniu em Tarascão uma comunidade de virgens, e Maria Madalena, depois de ter trabalhado eficazmente na conversão dos marselheses, retirou-se para viver na solidão, refugiando-se numa gruta que se encontra na igreja de São Vítor, em Marselha. Mas, como não julgasse tal lugar suficientemente recolhido, afastou-se para uma montanha entre Aix, Marselha e Toulon, “La Sainte Baume” (a Santa Montanha ou Santa Gruta), como dizem os habitantes do lugar. Lá permaneceu cerca de trinta anos, levando vida contemplativa e penitencial.
Enfim, estando para morrer, os anjos levaram-na para junto de São Maximino, de quem recebeu os últimos sacramentos, entregando sua alma a Deus. Seu corpo foi então, segundo a tradição, levado para um povoado vizinho –– a Villa Lata, depois São Maximino –– onde esse bispo havia construído uma capela.
No século VIII, por temor dos sarracenos, suas relíquias foram trasladadas para um lugar seguro, tendo ficado esquecidas até que Carlos II, rei da Sicília e Conde da Provença, as encontrou em 1272. Entretanto, a urna de Santa Maria Madalena desapareceu no século XVI, durante as guerras de religião entre católicos e protestantes.



Fonte: Catolicismo
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Obras consultadas:
- Les Petits Bollandistes, Vies des Saints, Bloud et Barral, Paris, 1882, tomo VIII, pp. 583 e ss.
- Edelvives, El Santo de Cada Dia, Editorial Luis Vives, S.A., Saragoça, 1948, tomo IV, pp. 221 e ss.
- Fr. Justo Perez de Urbel, O.S.B., Año Cristiano, Ediciones Fax, Madri, 1945, tomo III, pp. 166 e ss.
- Hugo Pope, Saint Mary Magdalen, The Catholic Encyclopedia, Robert Appleton & Company, 1910, Online edition, www.NewAdvent.org
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