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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

SINAIS DO TEMPO! BOFF ATACA O PAPADO E OS CATÓLICOS PARA DEFENDER FRANCISCO


DESTAQUE

Há um grande vazio no pensamento de Messori. Estas são as duas insuficiências teológicas: a quase ausência do Espírito Santo. Diria mais, ele comete o erro teológico do cristomonismo, ou seja, somente Cristo conta. Não há lugar para o Espírito Santo. Tudo na Igreja se resolve somente com Cristo, algo que o Jesus dos evangelhos não quer. Por que digo isto? Porque o que Messori lamenta é a “imprevisibilidade” da ação pastoral desse Papa. 

Quiçá no futuro, a sede do primado não estará em Roma e a Cúria, com todas as suas contradições, denunciadas pelo papa Francisco na reunião dos cardeais e dos prelados da Cúria com palavras que só poderiam sair da boa de Lutero e com menor força em meu livro condenado [sic!] pelo cardeal J. Ratzinger “A Igreja, carisma e poder” (1984), (mas) aí onde vive a maioria dos católicos: na América, África ou Ásia. Seria este um sinal próprio da verdadeira catolicidade da Igreja dentro do processo da globalização do fenômeno humano. 

Sem o Espírito Santo, a igreja se transforma numa instituição pesada, enfadonha, forte, sem criatividade, e chega um momento em que ela não tem nada a dizer ao mundo, a não ser doutrinas, sempre mais doutrinas, que não suscitam a esperança e a alegria de viver.

[NOTA RAPHAEL DE LA TRINITÉ – A TESE DO HEREGE JOAQUIM DE FLORA]


*** * ***


Fonte: Leonardo Boff – Réligion Digital / Tradução: Dominus Est


Li com um pouco de tristeza o artigo crítico de Vittorio Messori no Corriere della Sera precisamente no dia menos apropriado: a noite de Natal, festa de luz e alegria: “As opções de Francisco: as dúvidas sobre o rumo do papa Francisco”. 

O autor tem tentado prejudicar essa alegria do bom pastor de Roma e do mundo, o papa Francisco. Porém em vão, porque ele não conhece o sentido de misericórdia e de espiritualidade desse Papa, virtude que seguramente Messori não demonstra. O uso que ele faz das palavras compaixão e compreensão contem por dentro veneno. E ele o faz em nome de muitos outros que se escondem atrás dele e não têm a coragem de aparecer em público. 

Proponho-me a fazer outra leitura do papa Francisco, como contrapeso à de Messori, um convertido que, na minha opinião, ainda deve levar a cabo sua conversão com a recepção do Espírito Santo, para que ele não volte a dizer as coisas que tem escrito. 

Messori demonstra três insuficiências: duas de natureza teológica e outra de compreensão da Igreja do Terceiro Mundo. 

Messori tem se escandalizado com a “imprevisibilidade” desse pastor porque ele “não cessa de perturbar a tranquilidade do católico médio”. 

É necessário se perguntar sobre a qualidade desses “católicos médios”, que têm dificuldade em aceitar um pastor que exala o odor das ovelhas e anuncia “a alegria do Evangelho”. Eles são, em geral, católicos culturais acostumados com a figura faraônica de um Papa com todos os símbolos do poder dos imperadores pagãos romanos. 

Agora surge um Papa franciscano “que ama os pobres”, que não veste Prada”, que faz uma dura crítica do sistema que produz a miséria em grande parte do mundo, que abre a igreja não somente aos católicos, mas também a todos aqueles que levam o nome de “homens e mulheres”, sem julgá-los e acolhendo-nos no espírito da “revolução da ternura”, como ele pediu aos bispos da América Latina reunidos no ano passado no Rio de Janeiro. 

Há um grande vazio no pensamento de Messori. Estas são as duas insuficiências teológicas: a quase ausência do Espírito Santo. Diria mais, ele comete o erro teológico do cristomonismo, ou seja, somente Cristo conta. Não há lugar para o Espírito Santo. Tudo na Igreja se resolve somente com Cristo, algo que o Jesus dos evangelhos não quer. Por que digo isto? Porque o que Messori lamenta é a “imprevisibilidade” da ação pastoral desse Papa. 
Ora, essa é a característica do Espírito, como o afirma São João: “O Espírito sopra onde quer, você ouve sua voz, mas não sabe de onde vem nem para onde vai” (3, 8). Sua natureza é a súbita irrupção com seus dons e carismas. Francisco de Roma, seguindo a vereda de Francisco de Assis, deixa-se conduzir pelo Espírito. 

Messori é refém de uma visão linear, própria do seu “bem amado Joseph Ratzinger” e de outros papas anteriores. Infelizmente, foi essa visão linear que fez da Igreja uma cidadela, incapaz de compreender a complexidade do mundo moderno, isolada entre as outras igrejas e outros caminhos espirituais, sem dialogar e aprender com os outros, também iluminados pelo Espírito. Significa blasfemar contra o Espírito Santo achar que os outros têm pensado equivocando-se. 

Por tudo isso, é sumamente importante uma igreja aberta como a quer Francisco de Roma. É necessário que ela esteja aberta às irrupções do Espírito, chamado por alguns teólogos “a fantasia de Deus”, por causa de sua criatividade e novidade, na sociedade, no mundo, na história dos povos, nos indivíduos, nas igrejas e também na Igreja católica. 

Sem o Espírito Santo, a igreja se transforma numa instituição pesada, enfadonha, forte, sem criatividade, e chega um momento em que ela não tem nada a dizer ao mundo, a não ser doutrinas, sempre mais doutrinas, que não suscitam a esperança e a alegria de viver.

É um dom do Espírito Santo que esse Papa venha de fora da velha cristandade europeia. Ele não surge como um teólogo sutil, mas como um pastor que realiza o que Jesus pediu a Pedro: “Confirma os irmãos na fé” (Lc 22, 31). Francisco carrega consigo a experiência das igrejas do Terceiro Mundo, especificamente a da América Latina. 

Há outra insuficiência no pensamento de Messori: não valorizar o fato de que hoje o cristianismo é uma religião do Terceiro Mundo, como repetiu tantas vezes o teólogo alemão Johan Baptist Metz. Na Europa vivem apenas 25% dos católicos; 72,56% no Terceiro Mundo (48,75% na América Latina). 

Por que não pode vir dessa maioria alguém que o Espírito fez bispo de Roma e Papa universal? Por que não aceitar as novidades que derivam dessas igrejas, que já não são mais igrejas-imagens das velhas igrejas europeias, mas igrejas-emergentes com seus mártires, seus confessores e seus teólogos? 

Quiçá no futuro, a sede do primado não estará em Roma e a Cúria, com todas as suas contradições, denunciadas pelo papa Francisco na reunião dos cardeais e dos prelados da Cúria com palavras que só poderiam sair da boa de Lutero e com menor força em meu livro condenado[sic!] pelo cardeal J. Ratzinger “A Igreja, carisma e poder” (1984), (mas) aí onde vive a maioria dos católicos: na América, África ou Ásia. Seria este um sinal próprio da verdadeira catolicidade da Igreja dentro do processo da globalização do fenômeno humano. 

A verdade é que esperava maior inteligência e abertura da parte de Vittorio Messori, com seus méritos de católico, fiel a um tipo de Igreja e escritor renomado. Esse papa Francisco tem levado esperança e alegria a muitos, muitíssimos católicos e a outros cristãos. Não percamos esse dom do Espírito com base em raciocínios muito mais negativos sobre ele. 


quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Nem todo mundo está feliz com o Papa Francisco. Começando pelos jovens padres



DESTAQUE

Nós estamos assistindo, novamente, a uma grande mudança de valores - o certo agora é errado. É motivo de escândalo "a forma como eles se vestem, a forma como celebram a missa e a forma como se posicionam"!

O jovem padre se questiona: Por que o que me ensinaram no seminário parece ser tão diferente do que sai da boca do Papa? Um questionamento certamente legítimo nesses tempos de incertezas e de magistério oficioso das entrevistas e telefonemas, e só por essa dúvida cruel temos a certeza de ser real a perplexidade deste jovem padre, bem como acerca do nível de formação que recebeu. Certamente não frequentou um seminário progressista, porque se tivesse passado por uma casa de formação moderna não iria ligar muito para o que o Papa fala.

Estamos realmente vivendo um período de aquecimento para uma caçada [às ‘bruxas’ do tradicionalismo]. Quem vai soar as trombetas? A morte de Bento XVI, é claro. Acredito - e aqui é pura especulação minha, fique avisado - que o Motu Proprio Summorum Pontificum só não foi revogado ou anulado porque Ratzinger ainda vive. A partir do momento que o Santo Padre Bento XVI for ao encontro do Senhor, as porteiras se abrem e os cães furiosos são soltos. Rezemos então pela saúde do Papa... emérito!


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Clero jovem e "conformista" está desconfiado de Francisco - Afirma Arcebispo de Dublin


"Eles estão tão presos num modelo de sacerdócio do passado"



(The Tablet | Tradução Blogonicus) - A coragem do Papa Francisco está causando inquietação entre aqueles com "um catolicismo muito conformista e fechado" alertou o arcebispo de Dublin.

Num discurso proferido em Melbourne, o arcebispo Diarmuid Martin fez referência a um jovem padre querecente contou ao seu pároco que não estava tão feliz com algumas das coisas que o Papa dizia.


O jovem sacerdote sentia que [as palavras do Papa] "não estão alinhadas com o que aprendemos no seminário" e ele sugeriu que elas estavam "deixando os fiéis inseguros e até mesmo encorajando aqueles que não professavam as crenças católicas ortodoxas a desafiarem o ensinamento tradicional".

O arcebispo alertou os católicos progressistas e conservadores contra o encerrar-se sobre suas próprias ideias. Ele também reconheceu que o catolicismo irlandês tinha uma forte tradição de ensino estrito.

Respondendo aos comentários, Pe. Seamus Ahearne, da Associação de Padres Católicos, afirmou que as palavras do arcebispo eram "adequadas" e o que a Igreja na Irlanda precisa ouvir mais comentários como estes.

Ele afirmou que a preocupação do arcebispo com o “jovem padre” era bem familiar, já que muitos estão preocupados com alguns jovens padres que na Igreja irlandesa aparentam abraçar uma visão muito tradicionalista da Igreja.

Eles estão "presos num modelo de sacerdócio do passado", comentou, e disse que isso se manifesta na "forma como eles se vestem, na forma como celebram a missa e na forma como se posicionam".

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Nossos comentários... (comentários do blogue 'Blogonicvs').

A Associação de Padres Católicos é um grupo que até bem pouco tempo atrás se colocava como crítico e desconfiado de Bento XVI e João Paulo II, por exemplo, mas agora se converteu na guarda pretoriana do Papa Francisco. Isso vem acontecendo em todo o mundo, com grupos que sempre estavam não só à margem da ortodoxia, mas divergiam de tudo o que a Igreja dizia. Coincidência? Ou talvez eles vejam em Francisco alguém capaz de responder aos seus mais profundos anseios por mais mudanças, mais "aggiornamento"? Vai saber...

Nós estamos assistindo, novamente, a uma grande mudança de valores - o certo agora é errado. É motivo de escândalo "a forma como eles se vestem, a forma como celebram a missa e a forma como se posicionam"!

O jovem padre se questiona: Por que o que me ensinaram no seminário parece ser tão diferente do que sai da boca do Papa? Um questionamento certamente legítimo nesses tempos de incertezas e de magistério oficioso das entrevistas e telefonemas, e só por essa dúvida cruel temos a certeza de ser real a perplexidade deste jovem padre, bem como acerca do nível de formação que recebeu. Certamente não frequentou um seminário progressista, porque se tivesse passado por uma casa de formação moderna não iria ligar muito para o que o Papa fala.

O jovem sacerdote está confuso e preocupado com os fiéis e com a Igreja e aí vemos que é realmente um padre de linha mais tradicional. E que resposta recebe? Ora! O culpado é o próprio padre, certamente afetado com alguma doença mental que o impede de ver o quão maravilhoso é este pontificado! Já o acusam, embora sem empregar o termo, do maior pecado e da maior heresia que a Igreja já viu: cripto-lefebvrianismo. Ário e Lutero não fizeram mal algum, mas Mons Lefebvre... misericórdia!

Aqui é importante a gente ter em conta que todos os papas são criticados, mas o que importa é o teor da crítica. A divisão em direita e esquerda, embora não seja apropriada num ambiente eclesial, nos ajuda a entender. João Paulo II e Bento XVI (só para considerar os mais recentes) eram criticados por serem conservadores demais, por pregarem o que estava no catecismo ou na doutrina social da Igreja, exigindo fidelidade à liturgia (Bento XVI mais do que JPII). Os críticos desses papas eram também os críticos da doutrina e da ortodoxia da Igreja Católica, em suma os revolucionários [SIC!].

Com Francisco acontece o inverso. Os críticos desse papa são aqueles que por anos lutaram para defender a ortodoxia nos níveis mais fundamentais da comunidade de fé, seja nas paróquias, nos grupos de oração e estudo, etc. Eram desprezados pelo clero revolucionário, pelos bispos progressistas, espezinhados pelos teólogos da PUC, etc. Não se trata, portanto, de um revezamento da crítica, uma lei do pêndulo que diz que agora quem critica é a direita ou a esquerda. É nessa análise que falham os conservadores que tentam, pobres coitados!, defender ações do Papa que são objetivamente contrárias "aquilo que aprendemos no seminário".

O ambiente no qual Francisco circula com mais desenvoltura é o mesmo ambiente que era hostil à Bento XVI e JPII.

Eu confesso que tenho dó do trabalho que os bispos conservadores mais eminentes estão tendo para defender Francisco. Recentemente o arcebispo da Filadélfia, Charles Chaput, numa palestra proferida no Napa Institute na Califórnia chegou a afirmar, numa constatação óbvia para nós, que "nem todo mundo está feliz com o Papa Francisco"! E ele disse a frase não num contexto de "quem não tá feliz com Francisco é ruim da cabeça ou doente do pé", como sugerem os progressistas, mas ponderando e tentando argumentar que Francisco é o Papa de que precisamos hoje.

Se por um lado alguns bispos (coitados!) buscam defender o Papa, outros já preparam as fogueiras para a caça as bruxas que se avizinha, como é o caso do arcebispo irlandês. E Francisco dá sinais claríssimos de que não gosta de conservadores, muito menos de tradicionalistas ou, como ele chama, de "restauracionistas". Todos os bispos removidos ou visitados por ordem de Francisco são ou podem ser enquadrados como conservadores, a única ordem religiosa no mundo que foi severamente interferida é uma ordem conservadora, em várias entrevistas oficiais ou oficiosas ele já deixou claro que não entende 
os padres e fieis que desejam a missa tradicional ou que fazem buquês espirituais, ou que se vestem dessa ou daquela forma, etc. São os mesmos preconceitos repetidos pelo padre da Associação de Padres Católicos da Irlanda. Coincidência? Paranoia?

Estamos realmente vivendo um período de aquecimento para uma caçada [às ‘bruxas’ do tradicionalismo]. Quem vai soar as trombetas? A morte de Bento XVI, é claro. Acredito - e aqui é pura especulação minha, fique avisado - que o Motu Proprio Summorum Pontificum só não foi revogado ou anulado porque Ratzinger ainda vive. A partir do momento que o Santo Padre Bento XVI for ao encontro do Senhor, as porteiras se abrem e os cães furiosos são soltos. Rezemos então pela saúde do Papa... emérito!


Fonte: Blogonicvs

segunda-feira, 7 de julho de 2014

PREPARA-SE OUTRO CASO ‘FRANCISCANOS DA IMACULADA’? INTERVENÇÃO EM CIUDAD DEL ESTE À VISTA...


DESTAQUE

Creio que Dom Rogelio Livieres será afastado. Não resta dúvida disso. O seminário sofrerá uma intervenção nos moldes daquela sofrida pelos Franciscanos da Imaculada. As comunidades tradicionais que se refugiaram em Ciudad del Este, uma delas brasileira, ficarão à deriva.

É muito claro que o projeto de destruição de Ciudad del Este já estava no coração de muitos prelados, paraguaios ou não. Só precisavam de um motivo prático para a inquisição régia, que é a marca deste pontificado, começar. Tudo o que é tradicional deve ser neutralizado.

E o Pe. Urrutigoity? O seu destino não importa, o que importa é que Francisco não esquece, Francisco não perdoa!


O que se passou ultimamente foi uma briga pública e lamentável entre o arcebispo de Assunção e o bispo de Ciudad del Este, inclusive com o primeiro sendo chamado de homossexual pelo segundo.


*** * ***



Agora é oficial - Visitação Apostólica à diocese de Ciudad del Este



 
Carta Oficial da Nunciatura

Mons. Eliseo Ariotti, núncio apostólico no Paraguai, informou hoje que a Santa Sé realizará uma visita apostólica à diocese de Ciudad del Este. A visita será comanda pelo cardeal Santos Abril, arcipreste da Basílica de Santa Maria Maior, e Mons. Milton Luis Tróccoli Cebélio, bispo auxiliar de Montevidéu.

Em primeiro lugar, é preciso rever alguns "dados históricos" antes de listarmos os motivos apresentados para a visitação.

Como já 
escrevemos aqui - e recomendamos a leitura completa do post - Mons. Livieres, bispo de Ciudad del Este, recebeu um sacerdote argentino em sua diocese em 2008. Trata-se de Carlos Urrutigoity que tem um longo histórico de acusações de abuso de menores nos EUA, inclusive alguns processos criminais foram iniciados contra ele.

Mons. Livieres afirmou que Carlos Urrutigoity foi enviado à Ciudad del Este pelo próprio Vaticano que, na época, não sabia o que fazer com ele, palavras do próprio Mons. Livieres. Entretanto acredito que o bispo cometeu uma imprudência ao dar cargos elevados à Carlos Urrutigoity, sobretudo ao confiar-lhe um apostolado junto aos jovens. Mons. Livieres acredita na inocência de Carlos Urrutigoity, afirmando que o mesmo é vítima de calúnia e perseguição.
Conferência de imprensa na sede da CEP


A diocese de Ciudad del Este é um oásis teológico dentro do lamaçal modernista que se tornou a América Latina. Guardadas as devidas proporções, poderíamos chamá-la de "Ecône do Iguaçú", pois muitas comunidades de carisma tradicional encontraram abrigo e proteção paternal na diocese. Por isso é possível que a familiaridade de Carlos Urrutigoity com a missa tradicional tenha advogado a favor do padre na análise do bispo.
 

Entretanto MonsLivieres é um antigo desafeto do então arcebispo de Buenos Aires, Jorge Mario Bergoglio, hoje Papa Francisco. E Francisco não esquece, Francisco não perdoa.

As desavenças entre os dois prelados de diferentes nacionalidades começaram quando o seminário maior de Ciudad del Este foi se tornando conhecido entre os países de língua espanhola por sua formação mais tradicional. O seminário paraguaio começou a atrair seminaristas de outras dioceses, sobretudo de Buenos Aires, que fugiam horrorizados com o que viam na casa de formação argentina. O então cardeal Bergoglio iniciou uma guerra de acusações contra Livieres junto ao Vaticano, exigindo uma intervenção na diocese e o afastamento do bispo. Isso é o que reportamos de fontes espanholas já em 2012, portanto estamos isentos de qualquer sentimento anti-franciscano. Leia mais no famoso texto "
A Máfia Argentina do Cardeal Bergoglio" para ter referências sobre o assunto.

Na época Bergoglio tentou sem sucesso atacar o bispo paraguaio. Hoje, entretanto, ele é Papa. E Francisco não esquece, Francisco não perdoa.

Revisitada a história recente da diocese, podemos prosseguir com as razões apresentadas pelo Núncio para a visitação apostólica. Questionado sobre o motivo da visita, durante uma coletiva de imprensa, o Núncio afirmou:

"É para averiguar não apenas o que se passou ultimamente, mas ver tudo o que acontece na casa de Ciudad del Este".

O que se passou ultimamente foi uma briga pública e lamentável entre o arcebispo de Assunção e o bispo de Ciudad del Este, inclusive com o primeiro sendo chamado de homossexual pelo segundo.

Mas perceberam? Não se trata de uma intervenção em torno do caso do Pe. Urrutigoity, mas irão investigar TODA a diocese. Segundo informou o 
site de notícias paraguaio ABC:
"Também chama a atenção da Santa Sé as denúncias de má gestão dos recursos financeiros dentro da diocese, que inclusive chegaram a processos judiciais. Os enviados do Papa Francisco também avaliarão as supostas irregularidades no seminário de Ciudaddel Este"

No comunicado em papel timbrado da Nunciatura, que apresentamos no início da postagem, estranhamente não se fala de uma investigação de Pe. Urrutigoity, mas é possível ler claramente a vontade do Papa em investigar os seminários da diocese. O seminário? Jura!? Quem diria... Francisco não esquece, Francisco não perdoa!

Investigar Pe. Urrutigoity é uma prioridade, sem dúvida. Se culpado, que o punam, mas se for inocente que se faça justiça e limpem seu nome.


O que realmente está em jogo

Como eu já disse o Papa Francisco não esquece e não perdoa. Mons. Livieres foi uma pedra em seu sapato por muitos anos porque provava que o modelo adotado em Buenos Aires era um modelo fracassado. Livieres fazia Bergoglio encarar o seu próprio fracasso enquanto pastor.

Enquanto o seminário de Ciudaddel Este tem mais seminaristas do que todos os outros seminários paraguaios juntos, a arquidiocese de Buenos Aires - a mais importante da Argentina! - patina com duas dúzias de jovens.

A visita não será focada em Urrutigoity, mas no seminário. A casa de formação é sim o grande alvo dos visitadores.

De fato, como informa no 
site oficial da diocese, Mons. Livieres alega que desde 2013 pediu ao Vaticano uma visita ao seminário diocesano "para que eles possam nos ajudar a levar da melhor forma possível o governo da nossa Diocese, e aperfeiçoou o trabalho que já estamos fazendo, porque nós temos experimentado um crescimento incrível nos últimos anos, graças a Deus". Certamente o bispo está muito seguro do trabalho que vem executando.

Como também 
reportamos aqui em 2012:
Chegou a diocese de Ciudaddel Este um relatório da Congregação para a Educação Católica aprovando os métodos, a espiritualidade, enfim, tudo no seminário São José!Após a análise de mais de 200 páginas de um relatório enviado por MonsLivieres, contendo currículo, cronograma, histórico, professores e perfil de cada candidato de forma detalhada, a Congregação não só aprovou como elogiou o seminário.

Diferentemente de outras casas de formação, Mons. Livieres sempre fez questão de manter o Vaticano informado de tudo, desde o currículo até o perfil dos candidatos. Nada foi feito na encolha, como se costuma dizer.

Agora, entretanto, falam de irregularidades no seminário! Como pode ser? O que mudou em dois anos? Bem... mudou o Papa e Francisco não esquece, Francisco não perdoa!

Se a visitação será feita também no seminário, nada mais natural do que enviar alguém da Congregação para Educação Católica ou da Congregação para o Clero (que é a atual responsável pelos seminários). Entretanto caberá provavelmente a um bispo auxiliar de Montevidéu, que é reitor de um seminário interdiocesano, investigar o seminário de Ciudaddel Este. O 
seminário comandado pelo bispo tem 25 seminaristas e segue a mesma linha do seminário de Buenos Aires com disciplina relaxada.
Formadores do Seminário Uruguaio


Irregularidades Financeiras

Depois dos escândalos de má gestão do Banco do Vaticano, parece que a tendência é fazer tais escândalos aconteceram na esfera diocesana para se livrar de algum bispo. Foi assim com o bispo alemão de Limburgo, Franz-Peter Tebartz van Elst, e com o arcebispo argentino de Rosário, José LuisMollagha, também um antigo desafeto de Bergoglio.

Quais seriam essas supostas irregularidades financeiras? Nada se explica, só se afirma que existem.
Quantos milhões podem ser escondidos numa diocese paraguaia? Fracamente... Meu bispo construiu um seminário enorme para pouco mais de 20 seminaristas, numa área próspera e cara, sendo que a diocese já contava com dois (!!!) outros prédios construídos. Não vejo o Vaticano desembarcando por essas bandas...

O que virá?

Creio que Dom Rogelio Livieres será afastado. Não resta dúvida disso. O seminário sofrerá uma intervenção nos moldes daquela sofrida pelos Franciscanos da Imaculada. As comunidades tradicionais que se refugiaram em Ciudaddel Este, uma delas brasileira, ficarão à deriva.

É muito claro que o projeto de destruição de Ciudad del Este já estava no coração de muitos prelados, paraguaios ou não. Só precisavam de um motivo prático para a inquisição régia, que é a marca deste pontificado, começar. Tudo o que é tradicional deve ser neutralizado.

E o Pe. Urrutigoity? O seu destino não importa, o que importa é que Francisco não esquece, Francisco não perdoa!



Fonte: Blogonicvs

O QUE SE PREPARA PARA O SÍNODO DE OUTUBRO?


DESTAQUE – COMENTÁRIO



Agora nós não estamos mais limitados a considerar a comunhão para os divorciados e recasados, mas ampliando a questão para todas "as coabitações irregulares"? Eu espero que os eclesiásticos mais elevados considerem a questão pastoral de quanto tempo os casais devem coabitar antes que possam receber a Sagrada Comunhão? Os párocos, como Pe. Vicario e eu mesmo, precisam saber onde a linha será desenhada.

*** * ***

A ira cadente sobre o pobre Pe. Vicario não terminou com uma repreensão de seu Ordinário. O Cardeal Baldisseri, o secretário-geral do próximo Sínodo, disse que as palavras de Pe. Vicario foram "loucas, uma opinião estritamente pessoal de um pároco que não representa ninguém, nem mesmo a si mesmo" ("una pazzia, un’opinion estrettamente personale di un parroco che non rappresenta nessuno, neanche se stesso.")
O artigo de Sandro Magister faz uma comparação pertinente entre as palavras do sacerdote italiano e as do Cardeal Collins, arcebispo de Toronto, que foi nomeado em janeiro deste ano como um dos cinco membros da Comissão de Cardeais Supervisionar o Instituto para as Obras de Religião.

Sandro Magister está certo ao apontar que o cardeal Collins não disse nada diferente do Pe. Vicario. E ele está certo em perguntar se ele também será acusado de ser louco.

*** *** ***

Padre Italiano é chamado de louco por Baldisseri porque ensina doutrina tradicional sobre o divórcio

(Pe. Timothy Finigan | Tradução Blogonicus) - Nos círculos eclesiásticos exaltados na Itália, parece haver uma nova ortodoxia emergente com relação à questão da Sagrada Comunhão para os divorciados que voltaram a casar. Então rigorosa é que um padre da paróquia recebe um míssil guiado a partir do coração da cúria por sua discordância.

Muitos leitores seguem o blog em inglês de Sandro Magister, Chiesa, por seu comentário bem informado e incisivo sobre assuntos do Vaticano. Magister também escreve um blog de língua italiana para L'Espresso, chamado Settimo Cielo, que muitas vezes tem material adicional de grande interesse.

Há poucos dias, em seu artigo Cose da pazzi. Il cardinale Collins e il curato dicampagna ("Coisas malucas. O cardeal Collins e o padre do campo") Magister contou sobre a reação ao Padre TarcisioVicario, pároco da diocese de Novara, na Itália, que recentemente falou sobre a questão da Sagrada Comunhão para os divorciados que voltaram a casar, dizendo:
"Para a Igreja, que atua em nome do Filho de Deus, o casamento entre os batizados é só e sempre um sacramento. O casamento civil e a coabitação não são um sacramento. Portanto, aqueles que se colocam do lado de fora do Sacramento por contrair casamento civil estão vivendo uma infidelidade contínua. Não estamos tratando do pecado cometido em uma ocasião (por exemplo, um assassinato), nem uma infidelidade por descuido ou hábito, onde a consciência em qualquer caso, nos chama de volta ao dever de reformar a nós mesmos por meio de sincero arrependimento e um verdadeiro e firme propósito de distanciar-nos do pecado e das ocasiões que levam a isso. "

O Bispo de Novara deixou claro que um apelo à lógica ou o bom entendimento da analogia retórica, iria cair em ouvidos moucos, caracterizando a expressão do padre como:
"uma equação inaceitável, embora introduzida como um exemplo, entre coabitação irregular e assassinato. O uso do exemplo, mesmo se escrito entre parênteses, revela-se inapropriado e enganoso, e, portanto, errado."


Ortodoxia é loucura para Baldisseri

Na verdade o padre Vicario não "igualou" coabitação irregular e assassinato. Todo o seu ponto era que eles são diferentes - um é um estado permanente, onde a pessoa não tem a intenção de mudar sua situação, o outro é um pecado cometido em uma ocasião especial, quando uma consciência formada adequadamente chamaria a pessoa se arrepender e não cometer o pecado novamente.

A ira cadente sobre o pobre Pe. Vicario não terminou com uma repreensão de seu Ordinário. O Cardeal Baldisseri, o secretário-geral do próximo Sínodo, disse que as palavras de Pe. Vicario foram "loucas, uma opinião estritamente pessoal de um pároco que não representa ninguém, nem mesmo a si mesmo" ("una pazzia, un’opinion estrettamente personale di un parroco che non rappresenta nessuno, neanche se stesso.")

Cardeal Collins

Deixando de lado a hipérbole tortuosa (como Sir Bernard Wooley poderia interpor, sua opinião não pode ser pessoal e ainda não representar a si mesmo) é preciso perguntar por que tal opinião popular e ortodoxa, expressa com clareza, deve ser objeto de tal condenação veemente.

O artigo de Sandro Magister faz uma comparação pertinente entre as palavras do sacerdote italiano e as do Cardeal Collins, arcebispo de Toronto, que foi nomeado em janeiro deste ano como um dos cinco membros da Comissão de Cardeais Supervisionar o Instituto para as Obras de Religião.

Uma semana atrás, na véspera da publicação do Instrumentum Laboris para o Sínodo, Brandon Vogt entrevistou o cardeal Collins para o blog Word on Fire. Durante o curso da entrevista, o cardeal Collins disse:
Muitas pessoas que são divorciadas, e que não são livres para casar, entram em um segundo casamento. Há várias razões que podem levar a isso, e seus irmãos paroquianos não devem se ocupar especulando sobre elas. Católicos nessa situação trágica podem estar envolvidos em muitos aspectos da vida da comunidade, mas eles não podem receber os sacramentos, como a Sagrada Comunhão, uma vez que qualquer que seja a sua disposição pessoal ou as razões para a sua situação, conhecido talvez somente a Deus, eles estão persistindo num modo de vida que é objetivamente contrário à ordem clara de Jesus. Esse é o ponto. O ponto não é que eles tenham cometido um pecado; a misericórdia de Deus é abundantemente concedida a todos os pecadores. Assassinato, adultério, e quaisquer outros pecados, não importa quão sério, são perdoados por Jesus, especialmente através do sacramento da Reconciliação, e o pecador perdoado recebe a comunhão. A questão na matéria de divórcio e do novo casamento é uma decisão consciente de alguém (por qualquer motivo) em persistir numa situação contínua de desconexão com a ordem de Jesus. Embora não seria certo para eles o acesso aos sacramentos, precisamos encontrar melhores formas de chegar às pessoas nesta situação, para oferecer-lhes assistência amorosa.

Sandro Magister está certo ao apontar que o cardeal Collins não disse nada diferente do Pe. Vicario. E ele está certo em perguntar se ele também será acusado de ser louco.

Por meio de um post-scriptum, você notou que parece que uma curva se forma?
Agora nós não estamos mais limitados a considerar a comunhão para os divorciados e recasados, mas ampliando a questão para todas "as coabitações irregulares"? Eu espero que os eclesiásticos mais elevados considerem a questão pastoral de quanto tempo os casais devem coabitar antes que possam receber a Sagrada Comunhão? Os párocos, como Pe. Vicario e eu mesmo,precisam saber onde a linha será desenhada.

Suponho que todos podem concordar que uma aventura de uma noite não é suficiente (embora quem sabe o que poderia ser proposto pelos verdadeiros malucos neste debate?). Mas será que algumas semanas de sexo com a namorada ou namorado, mudando-se com seu Playstation e liberando algumas gavetas para as suas roupas, vão colocá-lo em um estado apto a receber a Sagrada Comunhão?

Fonte: Blogonicvs


domingo, 6 de julho de 2014

Tradicionalista: Um católico autêntico, mas de segunda categoria, diz TV Aparecida


DESTAQUE

Padre Pedro toma como conclusão inicial que é menos preocupante ter filho ateu do que ter um filho que participe da missa tridentina, pois se participa da missa antiga, é um fundamentalista.
Obs: Esse vídeo deixa claro  porque suas missas são com “alegria”. 


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Tradicionalista: Um católico autêntico, mas de segunda categoria, diz TV Aparecida


Por Renato Aquino





No dia 26 de Junho de 2014, o programa “Em Frente”, da rede Aparecida recebeu a ligação de uma telespectadora, Vânia Bonatto. A telespectadora após cumprimentar os apresentadores fez uma pergunta ao padre Pedro Cunha, integrante do programa, e recebeu uma resposta simplesmente lamentável.
A seguir você lerá o dialogo realizado na emissora com grifos nossos e com notas em negrito azul escuro.
Padre Pedro, eu tenho uma duvida muito grande. – Eu tenho um filho e ele era extremamente religioso católico, ministro da palavra, de repente meu filho desvirtuou. Quer dizer, ele fala para mim: “Mãe, eu sou católico e continuo sendo verdadeiramente católico”, só que ele virou aquele católico antes do concílio Vaticano II, aquele tradicional. "Ummm, sei”.
Que eles vão numa capela, porque lá não tem igreja, eles vão numa capela que o padre celebra de costas para o povo, né!? minha nora de véu e só de saia. E, eles falam muito em mosteiro. Ele não perdia uma missa na rede Vida e na (TV) Aparecida, todos os dias, e era assíduo, e hoje está assim. E, eu estou muito triste. Ele me fala: ‘mãe, eu rezo o santo rosário todos os dias, eu sou católico e eu levo a fundo minha religião’, mas eu não concordo e não sei se estou errada ou não.
Até o momento, como é evidente, a telespectadora não apontou que seu filho seja sedevacantista, apostasta ou herético, apenas apontou um “modo de viver a fé” que ela não concorda – por ignorância – que ele pertença. Neste caso, o pedido da telespectadora era para esclarecer se seu filho era católico, pois sua ignorância e preconceito dizia justamente o contrário.
O padre Pedro pediu para que o apresentador Rodolfo Ferraz, um claro adepto da Teologia da Libertação (corrente condenada pelo Papa João Paulo II) ,  respondesse a telespectadora. Entretanto dá uma breve introdução: Trata-se de Igreja Católica, trata-se de fiel católico autêntico, mas a gente tem um reacionismo (nisso), não tem não!? Rodolfo dá uma risada e é interrompido por Denise Procópio, uma das apresentadoras do programa, que deseja colocar uma situação que para ela é parecida:
Deixa eu só colocar uma coisinha antes, eu tenho um e-mail aqui em mãos que até ia fazer uma leitura (apresentar como pauta a duvida), só que é a mesma colocação, só que (neste caso) a mãe diz que o menino se diz ateu. Posso ler? Porque se aí você quiser, você já faz um combinado…
Então, é apresentado o drama de uma mãe que quer reascender a fé em seu filho… Rodolfo pergunta ao pe. Pedro: O senhor gostaria de dar uma palavrinha e depois eu falo?
Olha,  com referência a esse jovem eu não tenho nenhuma preocupação, eu estou muito mais preocupado com a primeira questão do que com a segunda. E pode-se dizer assim: Nossa padre, pelo amor de Deus. ‘A pessoa é católica e está vivendo profundamente sua fé’. Gente, o fundamentalismo religioso é tão perigoso ou até mais perigoso que o ateísmo. Por quê? Porque o fundamentalismo religioso pode levar você a fazer loucuras. (como a história comprova, diz Rodolfo) exatamente. 
Sobre o adolescente: Ele está vivendo a fase dele. Sabe o que a senhora tem que fazer? Não precisa discutir, nem convencê-lo de nada. A senhora tem que ser uma excelente católica, uma excelente cristã para que ele receba o evangelho vivo, não o evangelho falado, não o evangelho lido. Se ele receber isso, fique tranquila que quando ele crescer um pouquinho mais, que a coisa apertar, ele vai dizer ‘aí meu Deus.’ É igual aquelas pessoas que eram católicas e se tornam evangélicas, que não querem saber de Nossa Senhora, mas quando dão um tropeção, a primeira coisa que faz é: Aí minha nossa Senhora. Né!? Agora vamos voltar a aquele caso porque eu acho que é importante, concluí o padre.
Padre Pedro toma como conclusão inicial que é menos preocupante ter filho ateu do que ter um filho que participe da missa tridentina, pois se participa da missa antiga, é um fundamentalista.
Rodolfo: Então, de fato, eu compartilho da preocupação do padre porque há muitos grupos hoje com viés fundamentalistas,e, eu não estou, e sei que o padre também não, dizendo que é o caso deste grupo que seu filho pertence, mas o que aconteceu? Há uns anos atrás (2007), o Papa Bento XVI autorizou que aquelas comunidades bem formadas para isso e que quisessem celebrar no rito antigo, que chamamos o rito do concílio de Trento, pudessem fazê-lo. Por uma sensibilidade do Papa de respeitar aquelas comunidades que gostariam de manter essa maneira de rezar.

O que aconteceu foi uma proliferação que é o contrário ao que o próprio Papa Bento XVI quis.


Opa, não é isso que Bento XVI diz na Summorum Pontificum  (documento que liberou a missa antiga). Bento XVI é enfático que << é lícito celebrar o Sacrifício da Missa segundo a edição típica do Missal Romano, promulgada por João XXIII em 1962 e nunca ab-rogada>> Rodolfo pega Artigo terceiro do documento, que fala a respeito de como as comunidades religiosas podem viver isso, e diz que é o desejo do Papa que somente tal grupo tenha acesso. Totalmente falso, pois diz o artigo 2: 
“Nas Missas celebradas sem o povo, todo o sacerdote católico de rito latino, tanto secular como religioso, pode utilizar seja o Missal Romano editado pelo Papa  João XXIII em 1962 seja o Missal Romano promulgado pelo Papa  Paulo VI em 1970, e fazê-lo todos os dias à excepção do Tríduo Pascal. Para tal celebração segundo um ou outro Missal, o sacerdote não necessita de qualquer autorização da Sé Apostólica nem do seu Ordinário.”
Tudo o que vai alem dessas palavras é acréscimo do senhor Rodolfo.
A pergunta veio calhar porque ontem ainda (25/06) o Papa Francisco  recebeu um grupo de religioso (leia-se Franciscanos da Imaculada) que só querem rezar a missa assim e o Papa os recebeu para os dizer: ‘Não, mesmo que a Igreja com Bento XVI tenha autorizado, eu quero que vocês peçam autorização porque oficialmente o rito da missa é aquela do Paulo VI, do concílio Vaticano II, da igreja povo de Deus em que todo mundo participa’. Então, há uma volta a esse tipo de movimento que é perigosíssimo e que não é pela liturgia ou porque esse grupo foi formado por muitas pessoas antigas no latim ou que gostariam, como o Papa quis, respeitar, continuar rezando assim.
É o tradicionalismo pelo tradicionalismo. Pra fazer afronta a nossa maneira de ser Igreja hoje, como se estivesse errado participar com o povo participando, com o padre voltado para o povo. Então, infelizmente não fica só na celebração da liturgia, mas em toda uma mentalidade que acompanha e que critica o concílio Vaticano II, que é o espírito no qual a Igreja vive, e está celebrando as graças desse concílio 50 anos depois.
Opa, como dito anteriormente, o filho da telespectadora apenas participa de missas na forma extraordinária, não foi dito nada a respeito de criticas ao missal de Paulo VI que não é uma obra do concílio em si, mas concomitante ao concilio.

 Agora vem a parte mais desastrosa da conversa: padre Pedro prova por A+B que não sabe sequer o que é uma missa.

Pe. Pedro Cunha toma a palavra:
Olha, olha Rodolfo, eu sei que tem um telefonema aguardando, mas eu queria dizer uma coisa como padre: Eu sou padre há 25 anos, você já foi as minhas missas, Denise já foi há muitas missas minhas e eu celebro com alegria, eu celebro com gosto, celebro com entusiasmo, mas eu celebro com o povo, com a participação deles, com a vida deles e eu não celebro missa para mim.

E, e eu sinceramente eu não consigo me imaginar eu dar as costas a um povo e rezar uma missa, como? De que jeito e que de modo? De que forma eu vou fazer isso? Pelo amor de Deus. É o povo de Deus que está ali. Eu sou a presença de Jesus Cristo para aquele povo, então eu tenho que abraçar aquele povo, estar com ele, cantar com ele, sorrir com ele, falar com eles e rezar com eles, porque é povo de Deus, não sou eu sozinho.

Ele parte do pressuposto de que o povo não tem “participação” na missa de Pio V, pobrezinho, confunde a santa missa com um showzinho. Claro que o povo “interage” no missal de Pio V, mas se não interagisse, não muda nada. Acredite padre Pedro, ninguém acorda cedo aos domingos para assistir seus numerozinhos, nem para ver seu belo rosto, pois o centro da missa é Cristo, não o padre Pedro Cunha, nem o povo. A missa que o centro é o dialogo entre o povo e o sacerdote é uma invenção de Lutero.



Sobre o sacerdote estar de costas para o povo: Querido sacerdote, como podes dizer uma besteira dessas? A missa é o sacrifício de Cristo em favor do povo, não para o povo. O padre celebra in persona Christi para Deus pai.
A missa é portanto o sacrifício de Cristo dirigido a Deus pai em favor do povo de Deus, entende a diferença? Alias, pe. Pedro, já que gosta tanto de  atitudes do Papa,  porque não disserta um pouco a respeito do Papa Francisco celebrar “de costas” (adotando sua linguagem) para o povo?
Não sabeis que essa posição está no missal de Paulo VI? Alias, usais o missal em suas missas ou só vai com pompons para ajudar na alegria, gosto e entusiasmo?
Já que a questão é o novo caminhar da Igreja, poderia nos mostrar onde tem no missal as atitudes do vídeo abaixo?  


Obs: Esse vídeo deixa claro  porque suas missas são com “alegria”. 
Outra coisa que eu tenho muito medo, é de se esconder de um modo, parece, eu estou julgando, talvez seja um pecado meu, né!? E acho que estou julgando mesmo, mas as vezes eu tenho a impressão que algumas pessoas dessas escondem e utilizam isso como uma espécie de cortina, de véu mesmo, para esconder outras coisas, né!? E, não é por conta disso – quem sou eu para dizer isso, viu!? – é uma percepção que eu tenho, mas eu tenho a impressão de que  é como se dissesse assim:  É, eu faço assim para que ninguém perceba de fato quem eu sou.
Logo, missas com arremesso de bola, como o vídeo acima, mostram o mais profundo do padre Pedro. 
Rodolfo retoma a palavra e diz:
Então, né padre!? Como eu dizia, a liturgia não é só o rito, e toda uma mentalidade, aqueles gestos, aqueles movimentos, aqueles cerimoniais, é uma mentalidade para vida. Veja o que ela (a telespectadora) diz: Que o filho largou a comunidade que ele servia como ministro da palavra, que a esposa do filho agora só pode usar saia e fica de véu na liturgia, provavelmente a igreja separada, de um lado só os homens do outro só as mulheres, ou seja, vai contra o espirito do concílio e não foi isso que o Papa Bento XVI quis ao autorizar a celebração da missa de Trento.
Mais uma mentira. O missal de Paulo VI não é obra do concílio. O missal de Paulo VI foi criado no mesmo período, mas é obra de Paulo VI , não do concílio, pois a sacrosanctum concilium (documento do Vaticano II que fala sobre a liturgia) não mandou hora alguma que se fizesse um novo missal!

Fonte: Fidespress
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