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quarta-feira, 4 de março de 2015

CAMINHAREMOS EM DIREÇÃO A UMA IGREJA 'FAST-FOOD', COMO SE DIZ, OU SEJA, AO 'GOSTO DE CADA UM'?



Participe da campanha em desagravo às ofensas a Nosso Senhor da página: Não ofendam mais a Deus, Nosso Senhor, que já está muito ofendido.


NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, VERDADEIRO DEUS E VERDADEIRO HOMEM


 ‘EGO SUM - SOU EU’ (JO 18, 5)


ATTRITUS EST PROPTER SCELERA NOSTRA "FOI DESPEDAÇADO POR CAUSA DE NOSSOS CRIMES" (ISAÍAS 53,5)

QUAL A VERDADEIRA FISIONOMIA DO HOMEM-DEUS?


PARA A SEITA CANADENSE DAVIS PARK CHURCH, JESUS SURFOU SOBRE A ÁGUA.


PODE UM CATÓLICO CONCEBER A IMAGEM DE UM JESUS SURFISTA?














*** * ***




QUAL A VERDADEIRA FACE DO DIVINO MESTRE?



É a do Santo Sudário.

O Santo Sudário de Nosso Senhor Jesus Cristo é certamente a relíquia mais preciosa e venerada de toda a Cristandade.

Tendo passado por todo tipo de vicissitudes e desastres ao longo da História, inclusive um princípio de incêndio, ele se encontra atualmente na catedral de Turim, Itália, onde é exposto à visitação dos fiéis em certos períodos.

Trata-se do lençol de linho que envolveu o corpo sagrado do Salvador, descido ao sepulcro onde permaneceu por três dias, após os quais ressuscitou. Quis a Providência Divina que, milagrosamente, a figura de Nosso Senhor ficasse impressa nesse tecido, de forma indelével e humanamente inexplicável. Foi o modo que Deus Padre encontrou para legar aos homens a fotografia impressa de seu Divino Filho.


SANTO SUDÁRIO, SEMPRE PRESENTE NA VIDA DA IGREJA


O Santo Sudário alimentou a fé e a piedade dos primeiros cristãos, em Jerusalém, sustentou os mártires e os perseguidos nas catacumbas, inspirou a expansão dos católicos por toda a vastidão do Império Romano, extasiou os homens da Idade Média e, em particular, acendeu o zelo dos cruzados. Nas épocas posteriores, de decadência religiosa, foi ainda o Santo Sudário uma luz de fixação da fidelidade dos fiéis e de esperança de perdão para toda a humanidade.

Chegamos assim aos tempos presentes, em que o considerável desenvolvimento das ciências foi interpretado por muitos ateus, hereges e católicos decadentes como sendo o dobre de finados da veneração ao Santo Sudário, o qual não teria mais nenhuma missão a cumprir. As ciências o estudariam, provariam que ele é fruto de simples confecção humana, talvez até uma falsificação feita na Idade Média.

Verificou-se precisamente o contrário. Atraídos pela originalidade daquele misterioso tecido, os mais categorizados cientistas de diversos países, representando os mais diferentes ramos da ciência, debruçaram-se sobre o Sudário para estudá-lo e interpretá-lo, mediante os mais sofisticados aparelhos que a ciência conseguiu inventar, e aplicando os conhecimentos mais recentes. O resultado foi surpreendente para os detratores do Sudário: ficou provado que a figura ali impressa não tem qualquer explicação natural.

Mais ainda, os estudos mostraram que a origem do Sudário se situava na Palestina no primeiro século, e que a figura nele representada coincidia com a descrição dos Evangelhos, sendo totalmente inexplicável pela ciência o modo pelo qual fora ela impressa no linho.


A CONTEMPLAÇÃO DA VERDADEIRA FACE DE NOSSO SENHOR



Qual é o alcance de nós contemplarmos a Sagrada Face de Nosso Senhor Jesus Cristo?

Sabemos que em todo homem a face é um símbolo da alma. Contudo, entre nós, ocorre de ser com muita frequência um símbolo mentiroso. Explica-se: de um lado, muitas vezes os homens simulam uma fisionomia para encobrir os seus defeitos; de outro, à vista de nossa propensão ao mal (consequência do pecado de Adão), muitas vezes a face de um homem — ainda que não intencionalmente — é ambígua, não exprimindo tudo quanto lhe passa na alma.

Por essa razão, quando não muito adestrada no assunto, a pessoa pode facilmente não perceber em alguém o fundo da alma de que aquela fisionomia é um símbolo. Dito em outros termos, pode não ser capaz de perceber o valor simbólico de certa fisionomia.

Entretanto, não era assim em Nosso Senhor Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem. Enquanto Homem era Homem perfeitíssimo, era o mais perfeito dos homens que jamais houve e haverá. Portanto, a Sua fisionomia era, de fato, a expressão perfeita de Sua santidade insondável.

Olhando a Sagrada Face, tem-se a impressão viva daquele episódio do Evangelho: os algozes que O iam prender, perguntaram se Ele era Jesus Nazareno. Foi quando Jesus respondeu: "Sou Eu!" E todos caíram com a face no chão, isto é, aqueles mesmos que O iam prender. Tal era a sua majestade, sua segurança. Esta resposta: "Sou Eu!", lembra a definição que Deus deu de si mesmo a Moisés, quando Ele apareceu numa sarça ardente. Moisés perguntou quem Ele era. Ele disse: "Eu sou Aquele que é!" Se disséssemos que esta figura se define assim: "Eu sou Aquele que é!", estaria absolutamente definida, porque é uma comunicação com o todo absoluto, uma posse do todo absoluto, uma segurança de si por onde se vê que Ele é o padrão e a medida de todas as coisas, e que julga, como Rei e como Deus, todas as coisas, à luz de Si mesmo, o que é uma verdadeira maravilha.

Ao mesmo tempo, entrevemos o que poderia conter de divinamente suave e afável o Seu olhar. Igualmente, o que poderia haver de supremamente afável na linguagem e no timbre de sua voz. É a coexistência de todas as virtudes, de todas as perfeições, em todos os graus que possam caber na natureza, como reflexo da natureza divina ligada a Ele pela união hipostática.

Não menos digna de nota é a severidade da expressão. Nosso Senhor morreu vítima de um crime atroz. Noutros termos, do pior de todos os crimes, o crime do deicídio produzido e operado pelo maior tormento de que há notícia na história.

Olhando essa fisionomia, vemos que Ele está como um Juiz diante de seus algozes. Verificamos, no olhar divino, uma rejeição, uma censura, um desacordo, e uma condenação àqueles que O mataram. Ao pé da letra, expressão verdadeiramente divina. Estaria como a dizer: "Eu sou a Lei, Eu sou o Juiz, e Eu sou a Vítima! E julgo, a esses três títulos, o crime que contra Mim foi praticado". Quer dizer, é verdadeiramente majestoso e assombroso.

A face (no Sudário) é de homem quase envelhecido pelo sofrimento... A face direita está inchada e a esquerda contusa; a barba e os cabelos desalinhados e cheios de manchas de sangue. Contudo, os sentimentos que nela se leem são os mais comoventes e misteriosos. É um sentimento de infinita tristeza, que envolve toda a fisionomia, acompanhada de um sentimento de doçura e resignação, misturada da impressão de serenidade, grandeza, e, sobretudo de MAJESTADE!

O profeta Isaías descreve ainda a aparência que Cristo teria ao ser açoitado, antes de Sua crucificação. "...sua aparência estava tão desfigurada, que ele se tornou irreconhecível como homem; não parecia um ser humano" (Isaías 52:14). Estas palavras descrevem a crueldade desumana que Ele sofreu a ponto de não mais parecer um ser humano (Mateus 26:67, 27:30, João 19:3). Sua aparência era tão terrível que as pessoas olhavam para Ele com espanto.

Muito antes da vinda de Nosso Senhor, o Profeta Jeremias colocara na boca do Messias: "Ó vós, que passais pelo caminho, olhai e vede se há dor semelhante à minha dor”(Lam. 1, 12).

Para se compreender o que há de profundo e misterioso nisso, é preciso imaginar Nosso Senhor dizendo aos Apóstolos: "Minhas cogitações não são as vossas, e as minhas vias não são as vossas".

Deflui da fisionomia deste Varão Divino a impressão de que Ele é cheio das cogitações mais altas, e nas quais Ele vive permanentemente colocado, de um modo estável. Além disso, Ele é a via. Em síntese, o que está de acordo com Ele é certo e o que está em desacordo com Ele é errado. Pode-se imaginar a Cristo dizendo de Si: "Eu sou o caminho, a verdade, a vida".

Haveria como negar que Ele seja isso em sua plenitude?

Há, porém, um mistério inviscerado aí, algo que é próprio do absoluto. Denota prodigiosa certeza que Ele tem a respeito de si mesmo, e que se expande por todo o seu ser, de um modo indizível: comunicação com a natureza divina, com a Santíssima Trindade, e, num mesmo conjunto, a atenção posta nos mistérios de Deus e nos homens, em cujo meio Ele está. É realmente o Mediador entre Deus e os homens.


Os textos do Evangelho dão a impressão de que o aspecto físico de Jesus devia ser agradável e atraente. É o que se depreende do impacto que Ele causava às multidões e também aos enfermos, aos pecadores e às pecadores (cf. Mc 1,27.37.45; Lc 7,16s...). Esse impacto provinha não somente do vigor espiritual e religioso de Jesus, mas também da graça de Seu semblante e do Seu porte. Principalmente o olhar de Jesus deveria fazer estremecer, censurar, inflamar, como se deduz da locução familiar a São Marcos: "Ele, olhando em tomo de si, disse..." (cf. Mc 3,5.34; 5,32; 10,23; 11,11).


O CARÁTER DIVINAMENTE SAGRADO DA FISIONOMIA E DA VIDA DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO – O TESTEMUNHO DOS MILAGRES POR PARTE DOS JUDEUS E PAGÃOS DA ÉPOCA



“Eis o caráter de Jesus Cristo, tal como os Evangelhos o retratam: no que se refere à inteligência, sublimidade contínua; no que se refere ao coração, ternura casta e inefável; no que se refere ao poder de vontade, certeza absoluta acerca de si. Ora [entre outros aspectos], esse caráter é incompatível com o vício ignóbil, que não ousa nomear-se.



Jesus Cristo era sincero, acreditava no que dizia. De fato, afirmava que era Deus. Foi isso que disse aos discípulos, aos amigos. Disse o mesmo ao povo, à suprema magistratura de seu país. Ele foi condenado à morte e crucificado por causa dessa afirmação [quer dizer, por causa da afirmação de sua divindade]. Portanto, sabia que era Deus. (...).



Simultaneamente, a Igreja Católica, filha e esposa de Jesus Cristo, comprova a divindade de seu Fundador e seestriba nos Evangelhos para provar aos filhos da Igreja a divindade daquele que a fundou.



Disseram-lhe os habitantes de Belém: ‘Provai, por meio de alguns milagres, que sois Deus’. 



Jesus Cristo responde-lhes: ‘Consinto em fazê-los. Trazei-me um morto e Eu o ressuscitarei’.



Com máxima prontidão, gente do povo sai em busca de um túmulo. Aí chegando, abrem esse túmulo, onde se encontram ossos ressecados.



Trazendo esses ossos para junto de Jesus, este os põe em alinhamento certo, revestindo-os de pele, carne e articulações, e devolve a vida a esse indivíduo.



À vista desse prodígio, ficam todos num transporte de admiração.



Jesus volta a dizer: ‘Estais admirados? Trazei agora um leproso e Eu o curarei’. 



Assim que trouxeram um leproso à Sua presença, num instante, Ele o curou.



Assombrados diante de tais maravilhas, os habitantes de Belém prostraram-se diante dele e o adoraram, dizendo: ‘Sois verdadeiramente o Filho de Deus’.



Chegando a Jerusalém notícia dessas maravilhas, [alguns] sentiram muita alegria, mas os sábios, representantes da nação, experimentaram a maior amargura, tomando a resolução de atrair [a Jesus] para Jerusalém, a fim de condená-lo [à morte] (...)”.    



Quem teria sido o autor do relato acima?



Um ‘fundamentalista’ católico — como, nos dias de hoje, muitos ousam apodar aos verdadeiros fiéis, isto é, aos que não se curvam às imposições do ‘politicamente correto’ da autodemolição eclesiástica em curso? 



Estamos nos antípodas disso.



Eis a fonte: Extrato do segundo Talmude, ou Talmude da Babilônia, escrito no fim do século V; redigido por vários rabinos, os quais, após a dispersão dos judeus sob o reinado de Adriano, retiraram-se para a Babilônia, em cujo território mantiveram escolas durante alguns séculos (Voy Tela Ignea Satanae, etc; Alcorf., 168, 2 vols – in 4º). [apud Dictionnaire Apologétique, MIGNE, p. 772, 773, 775, 776].


Ver, também, La Réligion Chrétienne autorisée par le témoignage des auteurs paiens, par le P. de COLONIA; et l’Histoire de l’établissement du christianisme tirée des seuls auteurs juifs et paiens, par Bullet [idem, ibidem].



*** * ***



QUE PENSAR, ENTÃO, DE UM JESUS HIPPIE, JESUS ‘POP-STAR’, JESUS ‘ROCKEIRO’ OU JESUS ‘SURFISTA’?


‘APÓS O CONCÍLIO NÃO CONSEGUIRAM TRANSMITIR CONCRETAMENTE O QUE ESTÁ CONTIDO NA FÉ CRISTÃ...’ – BENTO XVI


Uma grande revista de circulação nacional estampou em sua capa, anos atrás, o rosto de Jesus rodeado por símbolos hippies, com a seguinte manchete: "Deus é pop". Essa mesma publicação punha em realce peculiaridades desses novos movimentos, ditos ‘juvenis’, que pretenderiam veicular uma fisionomia de Jesus Cristo ‘adaptada à nossa época’ e num contexto de completa dessacralização do cerimonial católico. Assim, por exemplo, falso altar, em forma de prancha; rock n'roll durante os cultos, grandes baladas ‘cristãs’, etc. De uns tempos para cá, essa investida contra a verdadeira imagem do Salvador,e contra a reverência devida aos templos católicos, faz devastações.

De momento, a erisipela da irreverência blasfema assola Botucatu, onde membros de grupos católicos ‘progressistas’ decidiram divulgar a imagem de Nosso Senhor como surfista!

Isso é o cúmulo da irreverência e deve despertar máxima indignação.

Tal expediente, que consiste em deformar a sagrada imagem de nosso Divino Redentor, eis precisamente algo que jamais será de molde a atrair jovens sérios e sedentos de ideal católico para o recinto sagrado (aliás, cada vez menos sagrado e mais profano...).

Tais ultrajes contra a fisionomia de Jesus Cristo constituem mais um capítulo clamoroso do processo de autodemolição da Igreja, mencionado por Paulo VI, em 1968. 

Não será com artimanhas injuriosas à Fé que se fará cessar a catastrófica crise no seio da Igreja.


A ‘DESCATOLICIZAÇÃO’ DO POVO CRESCE NUM RITMO GALOPANTE.

Há mais de cinquenta anos, praticamente não se faz outra coisa senão dessacralizar os ambientes católicos, vilipendiando as mais santas e legítimas tradições, sob o falacioso pretexto de tornar a religião mais acessível à multidão. — Com que resultado?

A esse respeito, ouçamos uma voz autorizada.

Eis como o Cardeal Ratzinger, hoje Papa Emérito Bento XVI, via a situação, dez anos atrás:

“ [...] torna-se patente que a ausência de conhecimentos em matéria de religião é hoje uma realidade tremenda. Basta falar com as novas gerações [para nos darmos conta disso]. Evidentemente, após o Concílio não conseguiram transmitir concretamente o que está contido na fé cristã” (Cfr. “La Razón”, edicióndel 28 de mayo del 2003. www.conoze.com/doc.php?doc=1806 destaques nossos).

Vejamos, no mesmo sentido, o que Bento XVI afirmou na quinta-feira santa, em abril de 2012: “Os elementos fundamentais da fé, que no passado toda criança sabia, são cada vez menos conhecidos”. (destaques nossos).

A quem aproveitou, então, a propalada “tática” do “aggiornamento”, procedimento surrado, ‘atrasado’ em cinquenta anos? Positivamente, não ao incremento e à exaltação da Fé...

Ouçamos, neste particular, ainda uma vez, as esclarecedoras palavras do Papa Emérito, Bento XVI, quando ainda Cardeal:

"Os resultados que se seguiram ao Concílio parecem cruelmente opostos às expectativas de todos, a começar do papa João XXIII e depois de Paulo VI [...] Os Papas e os Padres conciliares esperavam uma nova unidade católica e, pelo contrário, se caminhou para uma dissensão que — para usar as palavras de Paulo VI — pareceu passar da autocrítica à autodemolição. Esperava-se um novo entusiasmo e, em lugar dele, acabou-se com demasiada frequência no tédio e no desânimo. Esperava-se um salto para a frente e, em vez disso, ocorreu um crescente processo de decadência [...]. A Igreja pós-conciliar tornou-se um grande estaleiro. Mas é um estaleiro do qual se perdeu o projeto e todos continuam a construir segundo o seu gosto”.(Card. Joseph RATZINGER, Rapportosulla Fede, Entrevistado por Vittorio Messori, EdizioniPaoline, Milão, 1985, pp. 27-28; destaques e negrito nossos).

Será essa a mais recente novidade do ‘estaleiro’ da Igreja pós-conciliar?

Caminhar em direção a uma igreja ‘fast-food’, como se diz, ou seja, ao ‘gosto de cada um’?


Ao leitor amigo, católico de princípios e não apenas de propaganda, a palavra.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Nem todo mundo está feliz com o Papa Francisco. Começando pelos jovens padres



DESTAQUE

Nós estamos assistindo, novamente, a uma grande mudança de valores - o certo agora é errado. É motivo de escândalo "a forma como eles se vestem, a forma como celebram a missa e a forma como se posicionam"!

O jovem padre se questiona: Por que o que me ensinaram no seminário parece ser tão diferente do que sai da boca do Papa? Um questionamento certamente legítimo nesses tempos de incertezas e de magistério oficioso das entrevistas e telefonemas, e só por essa dúvida cruel temos a certeza de ser real a perplexidade deste jovem padre, bem como acerca do nível de formação que recebeu. Certamente não frequentou um seminário progressista, porque se tivesse passado por uma casa de formação moderna não iria ligar muito para o que o Papa fala.

Estamos realmente vivendo um período de aquecimento para uma caçada [às ‘bruxas’ do tradicionalismo]. Quem vai soar as trombetas? A morte de Bento XVI, é claro. Acredito - e aqui é pura especulação minha, fique avisado - que o Motu Proprio Summorum Pontificum só não foi revogado ou anulado porque Ratzinger ainda vive. A partir do momento que o Santo Padre Bento XVI for ao encontro do Senhor, as porteiras se abrem e os cães furiosos são soltos. Rezemos então pela saúde do Papa... emérito!


*** * ***



Clero jovem e "conformista" está desconfiado de Francisco - Afirma Arcebispo de Dublin


"Eles estão tão presos num modelo de sacerdócio do passado"



(The Tablet | Tradução Blogonicus) - A coragem do Papa Francisco está causando inquietação entre aqueles com "um catolicismo muito conformista e fechado" alertou o arcebispo de Dublin.

Num discurso proferido em Melbourne, o arcebispo Diarmuid Martin fez referência a um jovem padre querecente contou ao seu pároco que não estava tão feliz com algumas das coisas que o Papa dizia.


O jovem sacerdote sentia que [as palavras do Papa] "não estão alinhadas com o que aprendemos no seminário" e ele sugeriu que elas estavam "deixando os fiéis inseguros e até mesmo encorajando aqueles que não professavam as crenças católicas ortodoxas a desafiarem o ensinamento tradicional".

O arcebispo alertou os católicos progressistas e conservadores contra o encerrar-se sobre suas próprias ideias. Ele também reconheceu que o catolicismo irlandês tinha uma forte tradição de ensino estrito.

Respondendo aos comentários, Pe. Seamus Ahearne, da Associação de Padres Católicos, afirmou que as palavras do arcebispo eram "adequadas" e o que a Igreja na Irlanda precisa ouvir mais comentários como estes.

Ele afirmou que a preocupação do arcebispo com o “jovem padre” era bem familiar, já que muitos estão preocupados com alguns jovens padres que na Igreja irlandesa aparentam abraçar uma visão muito tradicionalista da Igreja.

Eles estão "presos num modelo de sacerdócio do passado", comentou, e disse que isso se manifesta na "forma como eles se vestem, na forma como celebram a missa e na forma como se posicionam".

*** * ***


Nossos comentários... (comentários do blogue 'Blogonicvs').

A Associação de Padres Católicos é um grupo que até bem pouco tempo atrás se colocava como crítico e desconfiado de Bento XVI e João Paulo II, por exemplo, mas agora se converteu na guarda pretoriana do Papa Francisco. Isso vem acontecendo em todo o mundo, com grupos que sempre estavam não só à margem da ortodoxia, mas divergiam de tudo o que a Igreja dizia. Coincidência? Ou talvez eles vejam em Francisco alguém capaz de responder aos seus mais profundos anseios por mais mudanças, mais "aggiornamento"? Vai saber...

Nós estamos assistindo, novamente, a uma grande mudança de valores - o certo agora é errado. É motivo de escândalo "a forma como eles se vestem, a forma como celebram a missa e a forma como se posicionam"!

O jovem padre se questiona: Por que o que me ensinaram no seminário parece ser tão diferente do que sai da boca do Papa? Um questionamento certamente legítimo nesses tempos de incertezas e de magistério oficioso das entrevistas e telefonemas, e só por essa dúvida cruel temos a certeza de ser real a perplexidade deste jovem padre, bem como acerca do nível de formação que recebeu. Certamente não frequentou um seminário progressista, porque se tivesse passado por uma casa de formação moderna não iria ligar muito para o que o Papa fala.

O jovem sacerdote está confuso e preocupado com os fiéis e com a Igreja e aí vemos que é realmente um padre de linha mais tradicional. E que resposta recebe? Ora! O culpado é o próprio padre, certamente afetado com alguma doença mental que o impede de ver o quão maravilhoso é este pontificado! Já o acusam, embora sem empregar o termo, do maior pecado e da maior heresia que a Igreja já viu: cripto-lefebvrianismo. Ário e Lutero não fizeram mal algum, mas Mons Lefebvre... misericórdia!

Aqui é importante a gente ter em conta que todos os papas são criticados, mas o que importa é o teor da crítica. A divisão em direita e esquerda, embora não seja apropriada num ambiente eclesial, nos ajuda a entender. João Paulo II e Bento XVI (só para considerar os mais recentes) eram criticados por serem conservadores demais, por pregarem o que estava no catecismo ou na doutrina social da Igreja, exigindo fidelidade à liturgia (Bento XVI mais do que JPII). Os críticos desses papas eram também os críticos da doutrina e da ortodoxia da Igreja Católica, em suma os revolucionários [SIC!].

Com Francisco acontece o inverso. Os críticos desse papa são aqueles que por anos lutaram para defender a ortodoxia nos níveis mais fundamentais da comunidade de fé, seja nas paróquias, nos grupos de oração e estudo, etc. Eram desprezados pelo clero revolucionário, pelos bispos progressistas, espezinhados pelos teólogos da PUC, etc. Não se trata, portanto, de um revezamento da crítica, uma lei do pêndulo que diz que agora quem critica é a direita ou a esquerda. É nessa análise que falham os conservadores que tentam, pobres coitados!, defender ações do Papa que são objetivamente contrárias "aquilo que aprendemos no seminário".

O ambiente no qual Francisco circula com mais desenvoltura é o mesmo ambiente que era hostil à Bento XVI e JPII.

Eu confesso que tenho dó do trabalho que os bispos conservadores mais eminentes estão tendo para defender Francisco. Recentemente o arcebispo da Filadélfia, Charles Chaput, numa palestra proferida no Napa Institute na Califórnia chegou a afirmar, numa constatação óbvia para nós, que "nem todo mundo está feliz com o Papa Francisco"! E ele disse a frase não num contexto de "quem não tá feliz com Francisco é ruim da cabeça ou doente do pé", como sugerem os progressistas, mas ponderando e tentando argumentar que Francisco é o Papa de que precisamos hoje.

Se por um lado alguns bispos (coitados!) buscam defender o Papa, outros já preparam as fogueiras para a caça as bruxas que se avizinha, como é o caso do arcebispo irlandês. E Francisco dá sinais claríssimos de que não gosta de conservadores, muito menos de tradicionalistas ou, como ele chama, de "restauracionistas". Todos os bispos removidos ou visitados por ordem de Francisco são ou podem ser enquadrados como conservadores, a única ordem religiosa no mundo que foi severamente interferida é uma ordem conservadora, em várias entrevistas oficiais ou oficiosas ele já deixou claro que não entende 
os padres e fieis que desejam a missa tradicional ou que fazem buquês espirituais, ou que se vestem dessa ou daquela forma, etc. São os mesmos preconceitos repetidos pelo padre da Associação de Padres Católicos da Irlanda. Coincidência? Paranoia?

Estamos realmente vivendo um período de aquecimento para uma caçada [às ‘bruxas’ do tradicionalismo]. Quem vai soar as trombetas? A morte de Bento XVI, é claro. Acredito - e aqui é pura especulação minha, fique avisado - que o Motu Proprio Summorum Pontificum só não foi revogado ou anulado porque Ratzinger ainda vive. A partir do momento que o Santo Padre Bento XVI for ao encontro do Senhor, as porteiras se abrem e os cães furiosos são soltos. Rezemos então pela saúde do Papa... emérito!


Fonte: Blogonicvs

segunda-feira, 16 de junho de 2014

DOM FELLAY COLOCA OS PINGOS NOS “IS” - ALGUNS TRECHOS DA CONFERÊNCIA*





TRECHOS DECISIVOS

Segundo me consta -- afirma Dom Fellay --, certo grupo de cardeais está preparando algo; um deles disse “se, durante o sínodo de outubro, eles aprovarem a comunhão aos divorciados, então haverá um cisma na Igreja”.

Não podemos fazer nada além de continuar, só isso. Então continuemos. Acho que esse não é o momento de dizer que ele não é mais papa ou não sei o que mais. 

Eis uma anedota que ouvi: há padres em Roma que rezam no cânon “pro pontifice nostro Benedicto et pro antistite nostro Francisco“, por nosso papa Bento e nosso bispo Francisco. Esse sempre diz que ele é o bispo de Roma, ele não quer ser o papa, mas o bispo de Roma. Bem, isso é uma anedota. Mas agora o que é verdade, é que há padres em Roma que rezam ao mesmo tempo pelos dois, por Bento e Francisco: eles estão de tal modo confusos, que eles não sabem mais quem é o verdadeiro papa. Não são pessoas do nosso meio, mas modernos. Eis a que ponto a perturbação chegou. Isso se torna insensato!

Quando nos apresentarmos diante do Bom Deus no fim de nossa vida, Ele não nos perguntará: “então, ele era papa ou não?“, mas “o que fizestes de teus dias? O que fizestes das graças que te dei?“. É isso que deveremos responder, e não querer se intrometer para resolver todos os problemas da humanidade. Estes que estão ao nosso alcance, sim, certamente, e isso é o suficiente. [SIC!]

O que quero insistir uma última vez é sobre todas as bobagens que circulam na internet, sobre um pretendido acordo entre a Fraternidade e Roma, superem tudo, ao passo que na realidade não há acordo. Não há. 


*** * ***






DESTAQUE

Posso estar errado, espero que esteja errado, mas acho que é calculado: dá-se um golpe, logo depois um cardeal tenta desviar as questões, em seguida dá-se novamente um golpe e tenta-se novamente desviar as questões, e no fim mais ninguém sabe no que se deve crer ou não. Sobre essa questão da recusa da comunhão aos divorciados “recasados”, isso é de tal modo forte: um falso casamento assim é um estado de fornicação, um estado de pecado e é absolutamente impossível dar a comunhão a alguém em estado de pecado. Esse é o ensino da Igreja e nenhuma variação é possível. Não obstante, ele busca! Durante o último consistório em preparação ao sínodo deste outono, sobre essa questão, o papa pediu ao cardeal Kasper para fazer uma conferência que durou 2 horas, em seguida os demais cardeais falaram: em torno de ¾ dos cardeais foram contrários à tese apresentada pelo cardeal Kasper, que é (a favor) da abertura; esse disse uma frase que corresponde ao que dissemos de seus métodos: “é preciso fazer com esta questão exatamente o que fez o concílio”, e o que fez o concílio? Ele reafirmou a doutrina católica e, em seguida, abriu as portas, em outras palavras, ele negou o que ele acabara de afirmar. O cardeal Kasper não o diz assim, mas esta é a realidade. Ele diz “é isso o que precisamos fazer agora”.

É o papa que corta o ramo sobre o qual ele está sentado. [Sobre o Vaticano II]

Isso é inaudito, seria interessante fazer uma investigação histórica para ver se nunca na história dos homens – não falo da Igreja, mas dos homens – viu-se tal coisa. Durante 2 anos, vocês têm a instância legislativa – não ouso dizer uma constitucional, mas é quase isso – que preparou textos. Esses textos são os textos da lei sobre as quais se deve discutir e votar. Pois bem, todos eles vão ser jogados na lixeira, salvo um. 72 textos, 2 anos de trabalho, 2000 pessoas, na lixeira! Um único texto permanece: aquele sobre a liturgia. E todos os demais serão elaborados não pelas autoridades estabelecidas, mas pelas conferências episcopais, pelos pequenos grupos, por aqui, por acolá. E certamente depois vão oferecer isso por trás daquelas que se apresentam agora como as comissões oficiais.


Perdeu-se depois do concílio, e por causa de toda essa atmosfera, na ordem de 100.000 padres e de 200.000 a 300.000 irmãs. Isso provocou mais danos que todas as perseguições juntas! Isso é absurdo, absurdo! Danos tais que o próprio papa Paulo VI vai dizer “é um desastre“. Ele vai até dizer “isso é uma força estranha, é o diabo“. Ele vai dizê-lo, mas foi ele quem gerou tudo isso! Vejam, toca-se aí com o dedo em algo muito misterioso. Esses papas produzem a desgraça e em seguida se lamentam sobre essa desgraça. Foi Paulo VI quem criou a missa nova. Logo em seguida ele se queixa. E este é o estado da Igreja há 50 anos.

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*Conferência realizada por Dom Fellay em Fabrègues, no dia 11 de maio passado, sobre a situação da Igreja e da Fraternidade. A tradução é do blogue Dominus Est (Católicos de Ribeirão Preto).
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