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terça-feira, 5 de agosto de 2014

Banda de heavy metal faz ritual satânico no palco e plateia passa mal — Sangue de porco foi jogado nos presentes como parte do show




DESTAQUE


Uma entrevista da banda ao site Wiplash, especializado em metal, deixa claro que por trás desse tipo de música existe uma ligação real com as trevas.

“Se você tocar a música de natureza diabólica, e a música que você executa é permeada por uma essência sinistra e infernal, é claro, que vai ter que traduzir para o show no palco também e na sua aparência”, afirma o vocalista e baixista Erik. 

Ele explicou ao Wiplash que desde que ele e os outros dois integrantes formaram a banda de heavy metal “percebíamos que o lado mágico da banda, o lado espiritual começou a entrar e ele só começou a se transformar em uma coisa cerimonial ao invés de apenas um show de rock, por assim dizer. Ele evoluiu para um evento onde nós nos comunicamos com as forças que deram origem a esta banda e que sempre foram uma parte desta banda”. 

Questionado sobre sua principal mensagem, ele não poupou palavras: “Há sempre um caminho para o demônio passar, não importa como. Ele não pode ser interrompido. É apenas um fato e tem sido assim desde a aurora do homem. O demônio sempre vence e sempre encontra o seu caminho”.


*** * ***






Por Jarbas Aragão

A mídia em geral não parece se importar com o que é apresentado em shows musicais. Durante o Rock in Rio 2013, por exemplo, o grupo de heavy metal Ghost BC transformou o palco do evento em uma “missa negra”.

Eles mostravam cruzes invertidas e invocaram o demônio sobre a cidade. As letras aludem ao satanismo e entidades do mal.  Para a maioria, tudo era parte de uma “performance” de um grupo que inclui em todos os seus shows carcaças de animais no palco, cruzes invertidas e pentagramas.

No último final de semana, a banda sueca Watain fez um show em Nova York onde jogou sangue de porco sobre a plateia. Segundo o site TMZ, o vocalista levantou um crânio de bode cheio de sangue que foi jogado no público.

Muitos caíram no chão gritando, alguns vomitaram e choraram. Segundo a banda, o ritual satânico é parte de todos os seus shows. O sangue derramado seria de um porco que foi sacrificado pelos integrantes do grupo.

Rapidamente o vídeo se espalhou nas redes sociais. Para a maioria trata-se apenas de uma encenação teatral. O TMZ mostrou as fotos que os fãs postaram nas redes sociais, celebrando o evento. Sobre os que passaram mal, diziam apenas que eram “fracos” e se deixaram influenciar.

Contudo, uma entrevista da banda ao site Wiplash, especializado em metal, deixa claro que por trás desse tipo de música existe uma ligação real com as trevas.

“Se você tocar a música de natureza diabólica, e a música que você executa é permeada por uma essência sinistra e infernal, é claro, que vai ter que traduzir para o show no palco também e na sua aparência”, afirma o vocalista e baixista Erik.

Ele explicou ao Wiplash que desde que ele e os outros dois integrantes formaram a banda de heavy metal “percebíamos que o lado mágico da banda, o lado espiritual começou a entrar e ele só começou a se transformar em uma coisa cerimonial ao invés de apenas um show de rock, por assim dizer. Ele evoluiu para um evento onde nós nos comunicamos com as forças que deram origem a esta banda e que sempre foram uma parte desta banda”.

Questionado sobre sua principal mensagem, ele não poupou palavras: “Há sempre um caminho para o demônio passar, não importa como. Ele não pode ser interrompido. É apenas um fato e tem sido assim desde a aurora do homem. O demônio sempre vence e sempre encontra o seu caminho”. Com informações Daily Mail


Veja o vídeo:






Fonte: Gospel Prime

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Alerta aos Católicos desinformados, adeptos do rock




Nota do blog: Verificamos que após a discussão, o Pe. Rogério Zenateli apagou as postagens e nos bloqueou.



Li no facebook o que reproduzo abaixo:






Escandalizado até o fundo da alma critiquei a atitude do Padre Rogério Zenateli, que me pareceu característica de um "herege". Pelo que denota a sua réplica, ficou bastante desagradado... Contudo, ao invés de apresentar argumentos sólidos, respondeu com uma série de ataques. Abaixo, as pouco caridosas assertivas do Padre, acompanhadas de minha resposta.





Rogério Zenateli: "Pregai o Evangelho a toda criatura" disse Jesus...a não ser que ninguém mereça mais as bençãos de Deus! Então, aí sim sou herege e mesmo o pessoal da Banda são batizados e filhos de devotos de Nossa Senhora, onde está o erro? No padre que quer evangelizar a todos, nas famílias que não educaram bem os filhos para ouvirem e tocarem apenas musicas sacras ou no fanatismo religioso que inunda tantos católicos e outros religiosos espalhados no mundo inteiro à cometerem a discriminação e propagarem uma guerra inútil e como campanha santa, excluindo as pessoas de viverem e ou ao menos experimentarem o amor de Deus ao menos uma vez na vida? Bem Jesus profetizou sobre todo tipo de arrogância e alertou os discípulos sobre a novo farisaísmo e de não entenderem o que é a misericórdia de Deus na vida dos homens.


Ítalo Aguiar: Jesus também disse: "Não julgueis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer a paz, mas a espada. Porque vim separar o filho do seu pai, e a filha da sua mãe, e a nora da sua sogra." São Mateus X,34-35. "Disse-lhes, pois: Mas agora quem tem bolsa, tome-a, e também alforje, e quem não tem, venda a sua túnica, e compre uma espada" São Lucas XXII, 36.

É bom ter em mente essas palavras de Nosso Senhor, a fim de que o senhor avalie a contradição escandalosa em que se acha.

Ao mesmo tempo em que procura ostentar uma posição tolerante e complacente diante de tudo que é gravemente censurável — como o rock, por exemplo —, não hesita em investir contra mim (aliás, contra dois mil anos de tradição da Igreja), acusando-me de fanático e de espírito discriminatório.

Pelo que se depreende de suas palavras, "fanatismo" e "discriminação" seria não estar associado ao "processo de autodemolição da Igreja", denunciado pelo próprio Papa Paulo VI em 1968, para cuja obra deletéria — lamento ser obrigado a dizer — o senhor presta forte concurso.

É simplesmente inacreditável que um sacerdote católico propugne a difusão de um estilo de música intrinsecamente mau, e ainda ouse sustentar que, ao fazê-lo, está seguindo o mandato divino: "Ide e ensinai a todos os povos".

Por acaso, o eminente sacerdote desconhecerá que toda música comporta harmonia, melodia e ritmo? Terá notado, no mesmo sentido, que as estridências do rock (além de ignorarem os postulados básicos da verdadeira música) correspondem, de forma sintomática, à negação de dois princípios comezinhos da Religião Católica: "non in commotione Dominus" ( 3 Rs. 19, 11 ) — “Deus não Se encontra na agitação”. São Francisco de Sales, no mesmo sentido: “O ruído faz pouco bem, o bem faz pouco ruído”.

Se o senhor for pouco instruído em matéria de religião, ou de bom senso — o que receio possa não ser inteiramente falso —, poderá eventualmente objetar: “Por que não poderia haver um rock cristão?”.

Se, erroneamente, julga essa hipótese plausível, vejo-me na triste contingência de ensinar... um pouco mais do que “o Padre-Nosso ao vigário”.

Caro sacerdote, se assim o faço, não imagine haver presunção de minha parte, mas, unicamente, amor e zelo pela verdade.
Mesmo sendo tão jovem quanto eu, o senhor talvez tenha sido informado de que o movimento hippie ensordeceu (tornou bem sórdido...) o mundo na década de 1960, como sucedâneo, continuador ou derivativo dos movimentos contestatários, os quais tiveram nítida expressão musical nos Beatles e conjuntos semelhantes daquela época.

O movimento hippie, ao qual aludi acima — à maneira do rock, com o qual é inteiramente afim — também possuía várias vertentes em sua composição interna. Igualmente, de forma não muito diversa do rock, todas essas pseudo-variantes constituíam, como sucede, em linhas gerais, até nossos dias, um bloco homogêneo, apesar de algumas aparências em contrário.

No interior de um mesmo movimento, encontram-se tais ou quais divergências (tanto de intensidade como de método). Até certo ponto, durante certa quadra histórica, satanistas, comuno-terroristas e pacifistas representaram, no tabuleiro político, papéis de adversários, que até esgrimiam entre si. Em profundidade, porém, rumavam numa mesma direção: contestação do establishment atual, sanha em forjar o estilo de ‘homem novo’, à base de reações primárias e instintivas (vazio de ideias e de padrões morais, sem família, sem escola...). De passagem, a algum título, a revolução estudantil da Sorbonne (maio de 1968) coligou as várias tendências numa só ofensiva. Pergunta: quem era a cabeça e quem era a cauda desse único cometa hippie (se preferir, desse amálgama de conjuntos de “bandas de rock” e similares)? 

A gradação é clara: começa ‘na paz e amor’, passa pelo terror e pode acabar na invocação ao maligno. O antagonismo entre essas várias correntes é sempre passageiro e ilusório. Portanto, é inadmissível conceber a idéia de um rock católico, assim como é inadmissível um socialismo cristão, ou um hippismo “evangélico”.
Todos esses grupelhos, de um ou de outro modo, representam um só corpo. Numa palavra, formam um bloco coeso, porque levam, por vias diversas, ao mesmo fim: demolir a estrutura mental e psíquica dos indivíduos, desmoralizar e vilipendiar a fé, arruinar a ordem social, passando é claro, pela destruição da família (seja pela propaganda aberta ou dissimulada em favor das drogas, seja pela exaltação da imoralidade, difusão de palavrões, posição claramente favorável ao homossexualismo e outras aberrações dessa espécie). 

Pouco importa se, por circunstâncias diversas, de natureza esporádica ou episódica, estiveram muitas vezes em posições contrárias no contexto sócio-político e cultural da época.

DESDOBRAMENTO IMPORTANTE: Muitos, dentre os integrantes do circuito ‘paz e amor’ (décadas de 1960 e 1970), incorporaram-se, logo depois, às fileiras pseudo-católicas da REVOLUÇÃO PÓS-CONCILIAR (CONCÍLIO VATICANO II). Aliás, o próprio Cardeal Ratzinger declarou que o movimento contestatário hippie influenciou a fundo o gênero de vida pós-conciliar.

Estará o senhor, prezado sacerdote, inserido nessa mesma corrente desagregadora, inimiga da multissecular tradição católica?
Auguramos que não. Permita Deus tudo não passe de lamentável equívoco e desorientação de sua parte.
Nessa direção — sempre no intuito de lhe proporcionar elementos para uma boa formação —, talvez lhe possa servir de algum subsídio o que envio a seguir. Tomo, pois, a liberdade de remeter-lhe duas informações recentes que ilustram o panorama, à luz do que acabei de expor. Reproduzo ambas as matérias abaixo.

Recomendo-lhe deter a atenção no conteúdo destas reportagens, meditá-las e levar ao conhecimento de seus fiéis. Assim espero, será uma forma de dar início à reparação do mal que, nolens volens, o senhor terá feito disseminar com essas nefandas bandas de rock e “adereços” complementares.

Antes de transmitir as referidas notícias, despeço-me, solicitando a sua benção sacerdotal.


In Corde Iesu
Ítalo Aguiar

*** * ***

MATÉRIAS MUITO ELUCIDATIVAS:




CULTO ESCANCARADO A SATANÁS NO ROCK IN RIO - DA ATONIA À CUMPLICIDADE
Rock in Rio termina com grito de “o mal permanece para sempre” em música do ‘Iron Maiden’.


*** * ***


O Padre "respondeu". Não disse nada.

"Interrogai o silêncio, e ele nada vos responderá".

Lede uma resposta vazia, e ela nada esclarecerá!...

Certa vez, Churchil, vendo sair de um automóvel Clement Attlee, fez o seguinte comentário: "Vi à minha frente passar um carro vazio. Dele saiu Clement Attlee".


Leia-se abaixo a resposta do Padre:

https://www.facebook.com/.../posts/3432907997399


Rogério Zenateli: Deus te abençoe Ítalo Aguiar e te conserve sempre fiel aos propósitos divinos, instruindo e ajudando a muitos encontrarem a paz no definitivo que é Deus na vida da humanidade, que respeita a sua liberdade e que dá aos pecadores o perdão e a verdadeira instrução levando homens e mulheres a cumprirem o seu tríplice múnus batismal: de serem reis, profetas e sacerdotes para o bem do Povo de Deus, selados na unção do Espírito Santo para que na criatividade do mesmo, não caiam na mediocridade e ou na rotina do dia-a-dia, mas, que seja um novo dia na graça de nosso Senhor, Jesus Cristo, que renova a humanidade se entregando Corpo e Sangue na Eucaristia, restaurando o homem e o ajudando a ser melhor a cada dia, partilhando o Pão de sua Palavra e de seu Corpo e Sangue em resgate de muitos. Jesus entrega o fogo e a espada, pois, não espera o comodismo dos homens, mas, que eles sejam fogo e não sejam mornos, por isso o Espírito Santo é criativo e muitos símbolos pagãos, os primeiros cristãos converteram em símbolos cristãos que nós utilizamos até hoje para representar a força divina e a purificação que Jesus operou. Como por exemplo a própria cruz que era um símbolo de morte, de condenação e se torna no cristianismo um simbolo de salvação, alguns Padres a chamam de "chave do céu" e antes era de tortura e morte para assassinos. O Pelicano que era um símbolo pagão que se tornou símbolo de Jesus Eucarístico e utilizado para ornamentar e exprimir catequeticamente os iletrados nesse caminho de vida e salvação nas capelas do Santíssimo de muitas catedrais, igrejas e capelas, Jesus que se dá como alimento. Deus seja louvado pelo dom de nossas vidas e de nosso serviço em prol do crescimento do Reino de Deus.

domingo, 22 de setembro de 2013

CULTO ESCANCARADO A SATANÁS NO ROCK IN RIO - DA ATONIA À CUMPLICIDADE




Raphael de la Trinité


A opinião pública, assim, acostuma-se com a ideia do ultraje a tudo que é santo.

De início, a título de "algo jocoso". Como não há condenação clara e veemente, o teste "passa".

Na etapa seguinte, aquilo que parecia simples pilhéria, de tanto repetir-se, vai-se incorporando à realidade como 'fait-divers' (um fato como outro qualquer).

Não foi de outra forma que, após sucessivas fases de atonia crescente da opinião pública, o homossexualismo e manifestações nudistas acabaram ganhando direito de cidadania.

 Numa terceira etapa — derrubadas as “barreiras de horror” —, a maior parte das pessoas (aquelas mesmas que, pouco tempo antes, se mostravam escandalizadas) agora mal prestam atenção naquilo que, de certo modo, já se incorporou à cinzenta rotina do dia-a-dia.

Assim se obtém vitória. — Como? Não por persuasão, mas por indolência e inércia.

Ora, a indiferença é, de certo modo, o pior dos males: "Antes foras frio ou quente, mas porque és morno, e nem frio e nem quente, começar-te-ei a vomitar da minha boca" (Ap III, 15-16).

O mal não deve ser combatido com gracejos ou galhofa; precisa mesmo é de condenação. A História, “mestra da vida”, está farta de exemplos nesse sentido.

A Revolução protestante (1517) começou esteada no riso.

Diante das injúrias proferidas por Martinho Lutero contra Leão X, este comentou: "Que engraçado! Frei Martinho escreve bem em latim. Sabe até os piores impropérios...". Logo depois acrescentaria mais este desastrado vaticínio: “Isso [o protestantismo] não passa de uma briga de monges". A história deu eloquente desmentido a essa visão medíocre e acomodatícia do Papa.

Sabe-se que aquele Pontífice revelava pouca apetência pelo exercício de suas funções. Tinha na mais conta, isto sim, embelezar os jardins de Roma e restaurar antigas estátuas do mundo greco-romano.

Grande gargalhada.

Durante os anos que antecederam a Revolução Francesa (1789), os enciclopedistas (à testa dos quais, o ímpio Voltaire) assacavam, num clima de troça e zombaria, as piores injúrias e calúnias contra a Igreja.

Não foram levados a sério, pois tudo aquilo, embora destrutivo, tinha uma nota tão sarcástica e “espirituosa”, que não valia a pena deter-se para fazer uma condenação em regra. Sob a égide do iluminismo, difundiam-se, ao mesmo tempo, todos os erros jansenistas, que culminariam na Constituição Civil do Clero e na derrubada da Monarquia francesa. Toda essa ação corrosiva era conduzida em meio à sonolência geral.

Quando, por parte de um punhado de condutores do mais vil populacho, ocorreu a invasão da Bastilha, o Rei Luiz XVI, sempre displicente e otimista, indagou ao chefe do cerimonial, Marquês de Dreux-Brézé: “Então é uma revolta?”. Obteve esta resposta: “Não, Sire, é uma revolução!”. O infeliz monarca era incapaz de ver a Revolução que entrava palácio adentro... Um de seus passatempos preferidos consistia em trabalhar como relojoeiro e serralheiro. Quando se tratava de dirigir os rumos da Nação francesa, demonstrava tédio e inapetência...

Mediante a solerte ação dos Cafés e Sociétés de Pensée (clubes de “prosadores-agitadores”, artistas e sofistas bem adestrados e entrosados entre si), criou-se a atmosfera propícia para a derrubada das instituições do Antigo Regime. Pretexto: havia abusos. Meio utilizado: descrédito e farpas envenenadas.

Algum tempo antes da Revolução Russa (1917), irrompeu na Corte de Nicolau II um "monge" devasso e intrigante. Chamava-se Rasputin. Pertencia a uma seita russa que praticava o chamado sexo tântrico — busca do gozo dos sentidos por todos os meios possíveis, como meio de felicidade e "libertação" pessoal.

Nesse ínterim, a Czarina Alexandra (alemã de nascimento, mas que se "russificara" por completo) manifestava sintomas característicos de “alumbramento” místico. Em razão desse grave desequilíbrio, facilmente deu crédito ao religioso-farsante, quando este se ofereceu para “curar” o seu filho e herdeiro do Trono, Alexis, da hemofilia (terrível doença, caracterizada por um distúrbio na coagulação do sangue: em caso de sangramento, a ferida não cicatrizava). Levada por esse impulso, a Czarina introduziu no Palácio Imperial o infame intruso, de perfil nitidamente diabólico. Está pavimentada a estrada para que este passe a exercer influência decisiva nos bastidores da Corte russa, o que não tardou em acontecer.

Consequência: desmoralização completa da Monarquia.

Para cúmulo de "desgraça", dez anos antes (1905) desenrolara-se em Moscou um desfile de camponeses, dirigidos pelo padre cismático (da autodenominada Igreja ortodoxa russa) Gapone, insuflador de massas. A manifestação pacífica desfechou numa carnificina.

Ninguém sabe de onde partira a notícia de que o Czar havia mandado atirar na multidão, a qual desfilava com ícones religiosos, pedindo uma audiência ao "Paizinho" — assim era conhecido até então o Czar Nicolau II.

Esses dois episódios tiveram efeito devastador: destruíram (ou abalaram profundamente) o respeito e a veneração de que o Czar desfrutava junto ao povo russo.

Que pensar sobre o desventurado Nicolau II?

Relata-se que, durante o tempo em que esteve prisioneiro com a família (pouco antes de ser assassinado pelos comunistas, com todos os seus), o Czar distraía-se trabalhando nos jardins da casa onde o deixaram detido. Numa dessas ocasiões, Nicolau II fez observar que sentia fastio pelo ofício de Monarca, e que teria preferido especializar-se em jardinagem... A dinastia multissecular dos Romanovs estava sendo banida, enquanto o Czar entretinha-se em revolver a terra e cuidar das plantas! 

Para chegar ao caos da revolução bolchevique, importava desprestigiar (ressaltando as notas caricatas e grotescas, ali muito presentes) a vida de corte russa. Uma vez desmoralizadas as instituições, arrefecidas as notas de admiração e respeitabilidade na alma popular, todas as condições ficam postas para que, mediante simples piparote, tudo vá de roldão. Foi isso o que realmente sucedeu.

Quando se deseja demolir uma instituição, o primeiro passo é desfechar-lhe a pecha do ridículo e do descrédito.

Entre nós, brasileiros, citemos um exemplo recente: antes de ser destroçada a escola tradicional (hierárquica e disciplinada), assestaram-se os holofotes da publicidade em certos aspectos colaterais que o nosso sistema de ensino apresentava, e que mereciam evidentes reparos. Com efeito, em muitas circunstâncias, convinha sumamente reavaliar aspectos concretos dos métodos e estilos até então adotados, fazendo-os coadunar com necessidades e preocupações que, naqueles idos, já tomavam a dianteira dos acontecimentos, e que deveriam ser incluídas no currículo. Nada disso se fez. Contudo, essa inoperância serviu de álibi para que se desferissem os mais sanhudos e traiçoeiros golpes contra o modelo tradicional vigente. Em pouco tempo, a derrocada se deu, transformando-se prestigiosas instituições num amontoado de ruínas. Nesse contexto, o movimento que eclodiu na Universidade da Sorbonne-Nanterre, em 1968, representou o estopim da mesma tendência desagregadora.

A repetição de slogans, frases de efeito e palavras “talismânicas”, encarregou-se de fazer o resto, representando papel saliente na urdidura e execução dos planos subversivos.

Mais uma vez, o dito de Voltaire se confirma: "MENTI, MENTI; ALGUMA COISA SEMPRE FICARÁ".

De forma retrospectiva, resumamos assim: transforma-se a tragédia em piada, e tudo o mais se desencadeia, num ímpeto como que irreversível, sob a batuta de determinadas forças, sempre rumo à dissolução geral.

À maneira de esquema: desalento, descoroçoamento, capitulação = vitória do inimigo!

Embora certa propaganda concorra para transmitir a impressão de que os executores dos mais sinistros planos gozam de força irrefreável, na realidade dos fatos, o inimigo comumente não é tão forte quanto se presume. Sem dúvida, a força dos maus provém da fraqueza dos bons. Somos nós que, o mais das vezes, não nos colocamos à altura daquilo que a contingência histórica nos impõe. Quando nos demitimos do dever de lutar, geralmente o inimigo triunfa.

Essa realidade não encontra aplicação apenas na vida de Papas e Reis. É, pelo contrário, uma regra geral da história, que se reproduz, de formas diversas, em todos os âmbitos da sociedade, bem como em todas as esferas da atividade humana. 

No terreno religioso, tomemos como exemplo o Concílio Vaticano II. Nessa augusta assembleia, apesar de os progressistas declarados serem minoria, os manifestos defensores da tradição também o eram. Numa posição indefinida, embora favorável, nas grandes linhas, à tradição, alinhava-se a “maioria silenciosa”, a qual, entretanto, vivia em permanente acomodamento e habitual indolência. Obviamente, penderia para o lado que tivesse melhor desempenho.

Verificou-se, então, que, em face das artimanhas progressistas muito bem tramadas, os de perfil tradicional acharam logo que a partida fora perdida e, com isso, deixaram de se organizar, articular, recusando-se a enfrentar com método e inteligência o inimigo. Resultado mais que previsível: a minoria progressista levou a melhor.

Lição da história: os grandes movimentos e revoluções serão sempre obra de minorias bem organizadas e audaciosas que, conseguindo imobilizar o "centro decisivo", encurralam os lídimos detentores do poder (elites ou grupos tradicionais análogos), fazendo-os soçobrar, por terem perdido a certeza da própria legitimidade. Estes, demitindo-se de seu papel princeps, preferem a capitulação à luta sem quartel.  Segundo o grande estrategista alemão Clausewitz, o objetivo de uma guerra não é destruir fisicamente o adversário, mas tirar-lhe a vontade de lutar. Sem convicções sólidas e determinação rija para o combate, segue-se a ruína dos indivíduos, povos e civilizações.



"Recuar diante do inimigo, ou calar-se quando de toda parte se ergue tanto alarido contra a verdade, é próprio de homem covarde ou de quem vacila no fundamento de sua crença. Qualquer destas coisas é vergonhosa em si; é injuriosa a Deus; é incompatível com a salvação tanto dos indivíduos, como da sociedade, e só é vantajosa aos inimigos da fé, porque nada estimula tanto a audácia dos maus, como a pusilanimidade dos bons" (Papa Leão XIII, encíclica Sapientiae Christianae, de 10 de janeiro de 1890]. [destaques nossos].

Ghost tenta criar clima sinistro, mas público não acompanha no Rock in Rio






Vocalista da banda Ghost - Papa Emeritus II


Os chifrinhos na plateia do show do Ghost nunca pareceram fazer mais sentido. Com um visual obscuro e referências nada elogiosas à cultura cristã, o grupo sueco foi a segunda banda a subir ao Palco Mundo nesta quinta-feira (19), quarto dia de festival e o primeiro claramente dedicado ao heavy metal.
O vocal do cantor com nome em latim de Papa Emeritus 2º não é rasgado e gutural como o de Derrick, do Sepultura, ou agudo como o de Sebastian Bach, para citar atrações que já passaram pelo Rock in Rio 2013.
Já o som é, curiosamente, menos pesado do que as bandas de metal normalmente associadas com satanismo e afins. Os suecos misturam influências que vão desde o heavy metal clássico desenvolvido pelo Black Sabbath até o thrash metal atual, sempre com músicas marcadas por um tom macabro.
Mas o Papa do Ghost é simpático. Logo após a faixa "Infestissumam", que integra o álbum homônimo lançado em 2013, o cantor sueco saudou o público brasileiro com um "boa noite" em claro e bom português.
Sua verdadeira identidade, assim como a dos demais integrantes, é desconhecida. Nada novo no rock: Slipknot e Brujeria já fizeram isso há anos; no Brasil, o Pavilhão 9 começou a carreira com gorros na cara. Os demais integrantes são conhecidos como "ghouls" -- algo como morto-vivo em tradução livre para o português.


"Papa" disposto, súditos nem tanto
O "Papa", por sinal, canta como se estivesse no comando de um coral, balançando os braços e orientando seus pupilos -- no caso, a plateia na Cidade do Rock, pouco menor do que na apresentação anterior, do Sepultura.
Mas as pessoas não pareceram ser muito fiéis. O Ghost pouco conseguiu arrancar da plateia além de palmas e risos por conta da indumentária da banda -- com maquiagem carregada, similar ao que se observa em festividades mexicanas.
Ao término das músicas, o "Papa" perguntava como a plateia estava. Como não obtinha resposta, seguia tocando. Faixas mais famosas como "Secular Haze" estiverem no repertório da banda, sem empolgar uma plateia que parecia mais ávida a esperar pelo Metallica do que a entrar no clima sinistro emanado pela banda.
Formado em 2008, o grupo traz um som menos pesado do que as atrações da noite no Palco Mundo, mas tão cheio de camadas como os das demais bandas que vão tocar no Rock in Rio. Letras que aludem a satanismo, catolicismo e entidades como zumbis são misturadas com uma sonoridade influenciada por hard rock e heavy metal, mas com forte presença de teclados. Com apenas dois álbuns, a banda entrou para o circuito de festivais mundo afora como o Lollapalooza e o Coachella.


"Pai-Nosso" alterado

Mesmo com uma apresentação competente, o Ghost somente empolgou de verdade quando apresentou a música "Year Zero". Ao notar os aplausos, Emeritus II resolveu se dirigir aos "fiéis" novamente. "Finalmente chegamos ao Brasil. Nós nos sentimos bem e vocês?", perguntou o vocalista. Tão educadamente quanto antes, o "Papa" em seguida anunciou a faixa "Ritual", que traz letras que alteram o texto original do "Pai-Nosso".
Pouco antes do fim, escuridão e silêncio tomaram conta do palco até o som do piano ser ouvido para a música "Ghulen", que traz uma voz no começo que lembra o som de assombrações nos filmes de terror atuais. Já a canção em si não poderia ser mais calma, trazendo uma atmosfera diferente para a apresentação -- menos voltada ao impacto e mais baseada em "clima".

Ao término da apresentação, é inevitável a sensação de frustração quanto aos temas densos e provocadores propostos pela banda, que são embalados com uma sonoridade não tão desafiadora assim. Apesar de muito talentosa, a banda não chegou a empolgar o público, que estava mais curioso em entender o que se passava no palco -- uma espécie de charada a ser resolvida, entre um sanduíche e outro dos famintos à espera do show principal da noite.

*** * ***

Abaixo, reproduzimos, ainda que a contragosto, uma das letras das músicas que foram apresentadas durante o rock in Rio. Como o leitor pode atestar, constitui verdadeiro ato de louvor a satanás.

Bastaria isso para que as autoridades católicas de nosso país movessem aguerrida campanha contra esses hediondos espetáculos. 

Uma das músicas traduzidas da banda: Um verdadeiro ritual satânico.


Ritual

Hoje à noite nós estamos convocados para uma causa divina
Recordação - Não
Mas, para sua perda futura

Esta capela de ritual
Cheiros de mortos sacrifícios humanos
Do altar ...

Beduínos e nômades
Carregados através dos tempos
Através de pestilências e fome
Estes antigos pergaminhos de rimas

"O nosso anjo caído controverso
Foi banido do céu
Recite agora a partir do texto
Ore para todos morrerem "

Esta capela de ritual
Cheiros de mortos sacrifícios humanos
Da cama do altar
Nesta noite de ritual
Invocando nosso mestre
Para procriar o bastardo inglorioso

"Nosso pai
Que estás no inferno
Profano seja o teu nome
Maldito seja os filhos e filhas
Da tua Nemesis
Quem são os culpados
Venha o Teu reino
NEMA "

Hoje à noite nós convocamos para o Seu profano demônio
Agora comemorar
O Fim

Esta capela de ritual
Cheiros de mortos sacrifícios humanos
Da cama do altar
Nesta noite de ritual
Invocando nosso mestre
Para procriar o bastardo inglorioso


Fonte: UOL

Rock in Rio termina com grito de “o mal permanece para sempre” em música do ‘Iron Maiden’




“O demônio envia a besta com ódio/ Porque ele sabe que o tempo é curto/O ritual começou, o trabalho do satanás está feito”, declarou o grupo Iron Maiden


O grupo inglês de heavy metal Iron Maiden encerrou o festival Rock in Rio, que teve público total de 600 mil pessoas. Às 0h10 desta segunda, iniciou sua apresentação, que segundo o jornal Estado de São Paulo “parecia anunciar mesmo o Apocalipse”.
Na introdução surgiram imagens nos telões mostrando destruição de forças da natureza. Logo depois, apareceu Jesus Cristo em um crucifixo prestes a incendiar. O vocalista, Bruce Dickinson, instigava o público a cantar junto músicas conhecidas como “The number the beast”, cujo letra anuncia “Ai de vós, ó terra e mar/ Pois o demônio envia a besta com ódio/ Porque ele sabe que o tempo é curto/O ritual começou, o trabalho do satanás está feito/ 666, o número da besta/ Está havendo sacrifício esta noite”.
Durante mais de uma hora, a banda tocou acompanhada pelo seu famoso “mascote” Eddie, um morto-vivo que aparecia soltando fogo pelo crânio nos telões atrás do palco. Perto das duas da manhã, encerrou-se o Rock in Rio 2013 com o Iron Maiden anunciando na última música “O mal permanece para sempre/ O mal que os homens fazem permanece para sempre!/ Círculo de fogo, meu batismo de alegria parece terminar/ A sétima ovelha morta, o livro da vida está aberto diante de mim”.
Mas esse não foi o único momento de trevas no espetáculo. No final da noite de domingo, quem estava no palco era a banda Slayer. Segundo o site Globo.com “O inferno não é mais o mesmo, mas continua cozinhando como sempre. Sem o ídolo Jeff Hanneman (morto este ano), o Slayer aterrorizou os fãs no último dia de Rock in Rio neste domingo com o peso e a velocidade que se esperava”.
Entre as músicas mais conhecidas, estava “Disciple”, onde o vocalista grita “God hates us all” (Deus odeia a nós todos). O finalda apresentação que teve o símbolo satanista do pentagrama no telão de fundo quase o tempo todo, foi com “Angel of Death”, que diz “Podre anjo da morte/ Voando livremente/ Monarca do reino dos mortos/ Infame sanguinário/ Anjo da morte”
Na quinta, 19, o Rock in Rio já havia mostrado uma noite que teve  invocação satânica e cruzes invertidas, durante uma “missa” negra do grupo Ghost BC.



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