terça-feira, 6 de agosto de 2013

A liturgia entre reformistas radicais e intransigentes






Foi publicado na Itália o livro de Alcuin Reid Lo sviluppo organico della liturgia. I principi della riforma liturgica e il loro rapporto con il Movimento liturgico del XX secolo prima del Concilio Vaticano II [O desenvolvimento orgânico da liturgia. Os princípios da reforma litúrgica e a sua relação com o Movimento Litúrgico do século XX antes do Concílio Vaticano II] (Cantagalli, 432 páginas). O livro tem um prefácio do então cardeal Joseph Ratzinger, futuro Bento XVI, que aqui publicamos.



O artigo foi publicado no sítio Vatican Insider, 26-06-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis o texto.



Nas últimas décadas, a questão da correta celebração da liturgia tornou-se cada vez mais um dos pontos centrais da controvérsia em torno do Concílio Vaticano II, ou seja, de como ele deve ser avaliado e acolhido na vida da Igreja.

Há os estrênuos defensores da reforma, para os quais é uma culpa intolerável que, sob certas condições, tenha sido readmitida a celebração da Santa Eucaristia segundo a última edição do Missal antes do Concílio, a de 1962. Ao mesmo tempo, porém, a liturgia é considerada como "semper reformanda", de modo que, no fim, é a "comunidade" individual que faz a sua "própria" liturgia, na qual ela mesma se expressa. Um Liturgisches Kompendium [compêndio litúrgico] protestante (editado por Christian Grethlein e Günter Ruddat, Göttingen, 2003) apresentou recentemente o culto como "projeto de reforma" (pp. 13-41), refletindo também o modo de pensar de muitos liturgistas católicos. Por outro lado, há também os críticos ferozes da reforma litúrgica, que não só criticam a sua aplicação prática, mas também as suas bases conciliares. Estes veem a salvação somente na rejeição total da reforma.

Entre esses dois grupos, os reformistas radicais e os seus adversários intransigentes, muitas vezes se perde a voz daqueles que consideram a liturgia como algo vivo, algo que cresce e se renova no seu ser recebida e no seu atuar-se [SIC! SIC! SIC!]. Estes últimos, no entanto, com base na mesma lógica, também insistem no fato de que o crescimento só é possível se for preservada a identidade da liturgia e ressaltam que um desenvolvimento adequado só é possível prestando atenção às leis que, do interior, sustentam esse "organismo". Como um jardineiro acompanha uma planta durante o seu crescimento com a devida atenção às suas energias vitais e às suas leis, assim também a Igreja deve acompanhar respeitosamente o caminho da liturgia através dos tempos, distinguindo o que ajuda e cura, daquilo que violenta e destrói.

Se é assim, então devemos tentar definir qual é a estrutura interna de um rito, bem como as suas leis vitais, de modo a encontrar os caminhos certos para preservar a sua energia vital na mudança dos tempos para incrementá-la e renová-la. O livro do padre Alcuin Reid se coloca nesta linha. Percorrendo a história do Rito Romano (missa e breviário), desde as origens até as vésperas do Concílio Vaticano II, ele tenta estabelecer quais são os princípios do seu desenvolvimento litúrgico, obtendo, assim, da história, com os seus altos e baixos, os critérios sobre os quais toda reforma deve se basear.

O livro está dividido em três partes. A primeira, muito breve, analisa a história da reforma do Rito Romano desde as suas origens no fim do século XIX. A segunda parte é dedicada ao movimento litúrgico até 1948. A terceiro – de longe a mais extensa – trata da reforma litúrgica sob Pio XII até as vésperas do Concílio Vaticano II. Esta parte se revela muito útil, justamente porque tal fase da reforma litúrgica não é mais muito lembrada, apesar de que justamente nela – assim como na história do movimento litúrgico, evidentemente – se encontram todas as questões acerca das modalidades corretas para uma reformas, fazendo com que seja possível adquirir também critérios de julgamento.

A decisão do autor de se deter no limiar do Concílio Vaticano II é muito sábia. Ele evita, assim, entrar na controvérsia ligada à interpretação e à recepção do Concílio, ilustrando o momento histórico e a estrutura das várias tendências, o que é determinante para a questão acerca dos critérios da reforma.

No fim do seu livro, o autor elenca os princípios para uma correta reforma: ela deve ser igualmente aberta ao desenvolvimento e à continuidade com a Tradição; deve saber-se ligada a uma tradição litúrgica objetiva e fazer com que a continuidade substancial seja salvaguardada.

O autor, depois, de acordo com o Catecismo da Igreja Católica, sublinha que "mesmo a suprema autoridade da Igreja não deve modificar a liturgia arbitrariamente, mas somente em obediência à fé e com respeito religioso pelo mistério da liturgia" (CC, n. 1.125). Como critérios adicionais encontramos, enfim, a legitimidade das tradições litúrgicas locais e o interesse pela eficácia pastoral.
Eu gostaria de ressaltar ainda, do meu ponto de vista pessoal, alguns dos critérios já brevemente indicados da renovação litúrgica. Vou começar com os dois últimos critérios fundamentais. Parece-me muito importante que o Catecismo, ao mencionar os limites do poder da suprema autoridade da Igreja acerca da reforma, chame a atenção sobre qual é a essência do primado, assim como é enfatizado pelos Concílios Vaticano I e II: o papa não é um monarca absoluto cuja vontade é lei, mas sim o guardião da autêntica Tradição e, por isso, o primeiro fiador da obediência. Ele não pode fazer o que quiser, e justamente por isso pode se opor àqueles que pretendem fazer o que querem.

A lei à qual deve se ater não é o agir ad libitum, mas sim a obediência da fé. Razão pela qual, com relação à liturgia, ele tem a tarefa de um jardineiro e não de um técnico que constrói máquinas novas e joga fora as velhas. O "rito", ou seja, a forma de celebração e de oração que amadurece na fé e na vida da Igreja, é forma condensada da Tradição viva, na qual a esfera do rito expressa o conjunto da sua fé e da sua oração, tornando assim experimentável, ao mesmo tempo, a comunhão entre as gerações, a comunhão com aqueles que rezam antes de nós e depois de nós. Assim, o rito é como um dom feito à Igreja, uma forma viva de parádosis.

É importante, a esse respeito, interpretar corretamente a "continuidade substancial". O autor nos adverte expressamente com relação ao caminho equivocado no qual podemos ser conduzidos por uma teologia sacramental neoescolástica separado da forma viva da liturgia. Partindo dela, se poderia reduzir a "substância" à matéria e à forma do sacramento e dizer: o pão e o vinho são a matéria do sacramento, as palavras da instituição são a sua forma; somente essas duas coisas são necessárias, todo o resto pode até mudar [SIC! SIC! SIC!]. Sobre esse ponto, modernistas e tradicionalistas se encontram de acordo. Basta que haja a matéria e que sejam pronunciadas as palavras da instituição: todo o resto é "à vontade". Infelizmente muitos sacerdotes hoje agem com base nesse esquema, e até as teorias de muitos liturgistas, infortunadamente, se movem nessa direção.

Eles querem superar o rito como algo rígido e constroem produtos da sua imaginação, considerada pastoral, em torno desse núcleo residual, que é, assim, relegado ao reino da magia, ou privado totalmente do seu significado. O movimento litúrgico tinha tentado superar esse reducionismo, produto de uma teologia sacramental abstrata, e nos ensinar a considerar a liturgia como o conjunto vivo da Tradição que se fez forma, que não pode ser rasgado em pequenos pedaços, mas que deve ser visto e vivido na sua totalidade viva.

Quem, como eu, na fase do movimento litúrgico às vésperas do Concílio Vaticano II, ficou impressionado com essa concepção só pode constatar com profunda dor a destruição daquilo que estava em seu coração.

Eu gostaria de comentar brevemente outras duas intuições que aparecem no livro do padre Alcuin Reid. O arqueologismo e o pragmatismo pastoral – este último, no entanto, é muitas vezes um racionalismo pastoral – são ambos incorretos. Poderiam ser descritos como um par de gêmeos profanos. Os liturgistas da primeira geração eram, em sua maioria, historiadores e, consequentemente, propensos ao arqueologismo.

Eles queriam desenterrar as formas mais antigas na sua pureza original; viam os livros litúrgicos em uso, com os seus ritos, como expressão de proliferações históricas, fruto de mal-entendidos e ignorância passados. Tentava-se reconstruir a mais antiga Liturgia romana e limpá-la de todos os acréscimos posteriores. Não era algo totalmente equivocado; mas a reforma litúrgica é, contudo, algo diferente de uma escavação arqueológica, e bem todos os desenvolvimentos de algo vivo devem seguir a lógica de um critério racionalista/historicista.

Essa é também a razão pela qual – como o autor observa com razão – na reforma litúrgica a última palavra não deve ser deixada aos especialistas. Especialistas e pastores têm, cada um, o seu próprio papel (assim como, na política, os técnicos e aqueles que são chamados a decidir representam dois níveis diferentes). Os conhecimentos dos estudiosos são importantes, mas não podem ser imediatamente transformados em decisões dos pastores, que têm a responsabilidade de ouvir os fiéis na implementação com inteligência junto com eles do que hoje ajuda a celebrar os Sacramentos com fé ou não.

Uma das debilidades da primeira fase da reforma depois do Concílio foi que quase somente os especialistas tinham voz no capítulo. Teria sido desejável uma maior autonomia por parte dos pastores. Porque, muitas vezes, obviamente, é impossível elevar o conhecimento histórico ao posto de nova norma litúrgica, esta "arqueologismo" se vinculou muito facilmente ao pragmatismo pastoral. Decidiu-se, em primeiro lugar, eliminar tudo o que não era reconhecido como original e, consequentemente, como "substancial", para depois integrar a "escavação arqueológica" – quando ainda parecesse insuficiente – com o "ponto de vista pastoral".

Mas o que é "pastoral"? Os julgamentos intelectualistas dos professores sobre essas questões eram muitas vezes determinados pelas suas considerações racionais e não levavam em conta o que realmente sustenta a vida dos fiéis. De modo que, hoje, após a vasta racionalização da liturgia na primeira fase da reforma, estamos novamente em busca de formas de solenidade, de atmosferas "místicas" e de uma certa sacralidade.

Mas uma vez que existem – necessariamente e cada vez mais evidentes – julgamentos largamente divergentes sobre o que é pastoralmente eficaz, o aspecto "pastoral" tornou-se uma fenda para a irrupção da "criatividade", que dissolve a unidade da liturgia e nos coloca muitas vezes diante de uma deplorável banalidade. Com isso, não queremos dizer que a liturgia eucarística, assim como a liturgia da Palavra, não sejam muitas vezes celebradas a partir da fé, de modo respeitoso e "bonito", no melhor sentido da palavra.

Mas, como estamos buscando os critérios da reforma, também devemos mencionar os perigos que, nas últimas décadas, infelizmente, não permaneceram apenas como fantasias de tradicionalistas inimigos da reforma. Gostaria de me deter ainda sobre o fato de que, naquele compêndio litúrgico acima mencionado, o culto foi apresentado como "projeto de reforma", isto é, como um canteiro de obras onde sempre há muito a fazer. Semelhante, embora um pouco diferente, é a sugestão, por parte de alguns liturgistas católicos, de adaptar a reforma litúrgica à mudança antropológica da modernidade e de construí-la de modo antropocêntrico.

Se a liturgia aparece, sobretudo, como o canteiro de obras do nosso agir, então isso significa que esquecemos do essencial: Deus. Porque, na liturgia, não se trata de nós, mas sim de Deus. O esquecimento de Deus é o perigo mais iminente do nosso tempo. A essa tendência, a liturgia deveria opor a presença de Deus. Mas o que acontece se o esquecimento de Deus entra até mesmo na liturgia, se na liturgia pensamos apenas em nós mesmos?

Em toda reforma litúrgica e em toda celebração litúrgica, o primado de Deus deveria sempre ocupar o primeiríssimo lugar. Com isso, foi muito além do livro do padre Alcuin. Mas acredito que, no entanto, tenha ficado claro que este livro, com a riqueza das suas ideias, nos ensina critérios e nos convida a uma reflexão posterior. Por isso eu recomendo a sua leitura.


Fonte: Unisinos

O ‘caso’ dos Franciscanos da Imaculada




















Corrispondenza Romana, n° 1304, 30 luglio 2013
Roberto De Mattei

O “caso” dos Franciscanos da Imaculada* apresenta-se como um episódio de extrema gravidade, destinado a ter consequências no seio da Igreja talvez não previstas por aqueles que o transformaram imprudentemente em ato. *http://chiesa.espresso.repubblica.it/articolo/ 1.350.567

A Congregação para os Institutos de Vida Consagrada (conhecida como Congregação para os Religiosos) com seu decreto de 11 de julho de 2013, assinado pelo cardeal prefeito João Braz de Aviz e o arcebispo secretário José Rodriguez Carballo, OFM, desautorou os superiores dos Franciscanos da Imaculada, confiando o governo do Instituto a um “comissário apostólico”, o padre Fidenzio Volpi, capuchinho.

Para “blindar” o decreto, o cardeal João Braz de Aviz se muniu de uma aprovação ex auditu do Papa Francisco, que tira dos frades qualquer possibilidade de recurso à Signatura Apostólica. As razões dessa condenação, que tem sua origem em uma reclamação feita à Congregação para os Religiosos por um grupo de frades dissidentes, permanecem misteriosas. Desde o decreto da Congregação e da carta enviada aos franciscanos em 22 de julho pelo novo Comissário, as únicas acusações parecem ser as de um escasso “pensar com a Igreja” e de um apego excessivo ao Rito Romano antigo.

Na realidade, estamos diante de uma injustiça manifesta contra os Franciscanos da Imaculada. Este instituto religioso fundado pelos padres Stefano Maria Manelli e Gabriele Maria Pellettieri é um dos mais florescentes de que se ufana a Igreja, pelo número de vocações, a autenticidade da vida espiritual, a fidelidade à ortodoxia e às autoridades romanas. Na situação de anarquia litúrgica, teológica e moral em que nos encontramos hoje, os Franciscanos da Imaculada deveriam ser tomados como modelo de vida religiosa. O Papa se refere muitas vezes à necessidade de uma vida religiosa mais simples e sóbria.

Os Franciscanos da Imaculada se destacam por sua austeridade e pobreza evangélica, com as quais vivem, desde a sua fundação, seu carisma franciscano. Acontece, porém, que em nome do Papa, a Congregação para os Religiosos retira o governo do Instituto para transmiti-lo a uma minoria de frades rebeldes de orientação progressista, nos quais o novo Comissário se apoiará para “normalizar” o Instituto, ou para conduzi-lo ao desastre do qual até agora tinha escapado graças à sua fidelidade às leis eclesiásticas e ao Magistério.

Mas hoje o mal é recompensado e o bem castigado. Não surpreende que a empregar o punho de ferro no confronto com os Franciscanos da Imaculada esteja o mesmo Cardeal que auspicia compreensão e diálogo com as irmãs heréticas e cismáticas americanas. Aquelas religiosas pregam e praticam a teoria do gênero, e, portanto, deve-se dialogar com elas. Os Franciscanos da Imaculada pregam e praticam a castidade e a penitência e por isso não há possibilidade de entendimento com eles. Esta é a triste conclusão a que inevitavelmente chega um observador desapaixonado.

Uma das acusações é de serem muito apegados à Missa tradicional, mas a acusação é um pretexto, porque os Franciscanos da Imaculada são, como se costuma dizer, “bi-ritualistas”, ou seja, celebram a nova Missa e a antiga, conforme lhes é concedido pelas leis eclesiásticas em vigor. Colocados diante de uma ordem injusta, é de supor que alguns dentre eles não desistirão de celebrar a Missa tradicional; e farão bem em resistir neste ponto, porque não será um gesto de rebeldia, mas de obediência. Os indultos e privilégios em favor da missa tradicional não foram revogados e possuem uma força legal superior ao decreto de uma congregação, e até mesmo das intenções do Papa, se não expressas num ato legal claro.

O cardeal Braz de Aviz parece ignorar a existência do motu proprio Summorum Pontificum, de 7 de julho de 2007, de seu decreto de aplicação, a Instrução Universae Ecclesiae de 30 de Abril de 2011, e da Comissão Ecclesia Dei, ligada à Congregação para a Doutrina da Fé, das quais a Congregação para os Religiosos invade hoje o campo.

Qual é a intenção da suprema autoridade da Igreja? Suprimir a Ecclesia Dei e revogar o motu proprio de Bento XVI? Se for, que o diga explicitamente, para que possamos tirar as consequências. E se não for, por que fazer um decreto desnecessariamente provocativo contra o mundo católico ligado à Tradição da Igreja? Este mundo está numa fase de grande expansão, especialmente entre os jovens, e esta talvez seja a principal razão da hostilidade de que ele é hoje objeto.

Por fim, o decreto constitui um abuso de poder não apenas em relação aos Franciscanos da Imaculada e àqueles impropriamente definidos de tradicionalistas, mas a todos os católicos. Na verdade, é um sintoma alarmante da perda da segurança jurídica que está ocorrendo hoje no seio da Igreja. De fato, a Igreja é uma sociedade visível na qual há o “poder do direito e da lei” (Pio XII, Discurso Dans notre souhait, de 15 de Julho 1950). A lei é o que define o certo e o errado, e, como explicam os canonistas, “o poder da Igreja deve ser justo, para o que é necessário que parta da própria Igreja, que determina as finalidades e os limites da atividade da Hierarquia. Nem todo ato dos Pastores sagrados, pelo fato de provirem deles, é justo” (Carlos J. Errazuriz, Direito e justiça na Igreja, Giuffre, Milão 2008, p. 157).

Quando diminui a segurança jurídica, prevalece o arbítrio e a vontade do mais forte. Muitas vezes isso acontece na sociedade, e pode ocorrer na Igreja quando nesta a dimensão humana prevalece sobre a sobrenatural. Mas se não há segurança jurídica, não há nenhuma regra de comportamento segura. Tudo é deixado ao arbítrio do indivíduo ou de grupos de poder, e à força com a qual esses lobbies são capazes de impor a sua vontade. A força, separada da lei, torna-se prepotência e arrogância.

A Igreja, Corpo Místico de Cristo, é uma instituição legal baseada numa lei divina, da qual os homens da Igreja são os depositários, e não os criadores ou proprietários. A Igreja não é um soviet, mas uma construção fundada por Jesus Cristo, na qual o poder do Papa e dos bispos deve ser exercido de acordo com as leis e as formas tradicionais, todas enraizadas na Revelação divina. Hoje se fala de uma Igreja mais democrática e igualitária, mas o poder vem sendo exercido muitas vezes de modo personalista, em desprezo a leis e costumes milenares. Quando existem as leis universais da Igreja, como a bula de São Pio V Quo primum (1570) e o motu proprio de Bento XVI Summorum Pontificum, para mudá-los é necessário um ato legal equivalente. Uma lei anterior não pode ser revogada senão com um ato explicitamente abrogatório de igual porte.

Para defender a justiça e a verdade no interior da Igreja, confiamos na voz dos juristas, entre os quais estão alguns eminentes cardeais que ordenaram de acordo com o rito “extraordinário” os Frades Franciscanos da Imaculada, cuja vida exemplar e zelo apostólico eles conhecem. Apelamos especialmente ao Papa Francisco, para que queira retirar as medidas contra os Franciscanos da Imaculada e contra seu uso legítimo do Rito Romano antigo.

Qualquer que seja a decisão tomada, não podemos esconder o fato de que a hora em que vive hoje a Igreja é dramática. Novas tempestades se adensam no horizonte e essas tempestades certamente não são suscitadas nem pelos Frades, nem pelas Irmãs Franciscanas da Imaculada. O amor à Igreja Católica Apostólica Romana sempre nos moveu e nos move a tomar sua defesa. Nossa Senhora, Virgo Fidelis, sugerirá à consciência de todos nesta difícil conjuntura, o caminho certo a seguir.



Tradução: Helio Viana

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O primeiro 'passo' em direção aos homossexuais





REPRESENTANTE DE MOVIMENTO “HOMOSSEXUAL CRISTÃO” ELOGIA “PRIMEIRO PASSO EM DIREÇÃO AOS HOMOSSEXUAIS”, DADO PELO PAPA FRANCISCO...:

‘De certa forma, sim [houve “um primeiro passo em direção aos homossexuais”]. Mudam-se as palavras pejorativas ditas por certos cardeais que alinham o casamento civil dos homossexuais com a poligamia ou com a pedofilia. Pela primeira vez estamos diante de uma proposta bem moderada...’

E FAZ ABERTO DESAFIO:

‘Que o Vaticano deixe o lobby gay fazer seu trabalho.
Existe o lobby católico com a Opus Dei. 
Nós queremos simplesmente ser um grupo de pressão que permita um dia mostrar que deve haver igualdade  entre seres humanos, sejam homo ou heterossexuais. 
Até que exista o reconhecimento do amor gay, haverá um lobby gay. Temos que nos organizar para que nossos direitos avancem e a homofobia recue’.

*** * ***


DEFESA DA HOMOSSEXUALIDADE EM NOME DA FÉ CATÓLICA
‘Quando virdes estabelecida no lugar santo a abominação da desolação que foi predita pelo profeta Daniel (9,27)...’ (São Mateus 24, 15)



RAPHAEL DE LA TRINITÉ


Não é de hoje que proliferam sites e blogs que procuram coonestar o homossexualismo...

Existe uma orquestração mundial nesse sentido, que se avoluma sempre mais.

Há pouco correu o mundo a surpreendente “confirmação”, feita pelo Papa Francisco, da existência do ‘lobby-gay’ no Vaticano. Segundo na ocasião se divulgou fartamente pela imprensa, o poder discricionário desse malfadado “lobby” teria sido a causa determinante da renúncia de Bento XVI ao Pontificado, em princípios do ano.

Mais recentemente, encerrada a JMJ Rio 2013, o Papa Francisco, entrevistado no avião que o conduzia de volta a Roma, ventilou novamente o tema. E, ao fazê-lo, exprimiu-se em termos que se esperaria fossem bem mais categóricos e inequívocos, sobretudo em se tratando de um “pecado que clama aos Céus, pedindo a Deus vingança”, consoante a imutável doutrina da Igreja.

Referidos de passagem, os comentários do Pontífice Romano deram margem a manifestações de perplexidade e mal-estar, sobretudo nos meios católicos mais fiéis a Roma. Refiro-me especificamente àqueles católicos que — em presença do devastador panorama de “autodemolição” da Igreja que se desenrola à vista de todos —, proclamam com ufania a sua inquebrantável fidelidade à Sé de Pedro. 

De forma concomitante, em sentido oposto — de forma mais ou menos discreta, com maior ou menor alarde —, círculos homossexuais “católicos” vieram a público externar a sua satisfação pela mudança de tom, que, de imediato, discerniram nos termos empregados pelo Papa Francisco com relação à sodomia.Campeiam, nessa mesma direção, comentários aberrantes e ilações espúrias. A serviço da causa homossexual, e na mais completas impunidade, sublimes ensinamentos e sacrossantos episódios da história da Igreja são afrontosamente distorcidos, conforme se pode atestar pelas inaceitáveis declarações que reproduzimos a seguir. São de autoria de Patrick Sanguinetti, presidente da associação homossexual David et Jonathan.   

Não há palavras para exprimir a nossa indignação, em face da propaganda, aberta ou (mal) velada, feita no interior da Santa igreja, em favor do vício nefando.

Ao retratar o perfil de Patrick Sanguinetti, o jornal Libération apresenta-o como jurista católico e homossexual declarado que, embora discordando das posições da Igreja Católica, considera que a Igreja não pode ser acusada de homofobia, pois conhece  muitos padres que não o são...

Segundo ele, Jesus nunca rejeitou ninguém por sua orientação sexual. E acrescenta: “A Igreja católica defende a família clássica. Mas na Bíblia encontramos diversos tipos de família [SIC! SIC! SIC!]. Jacó teve filho de duas mulheres. Ruth se ligou afetuosamente a Noêmia. [SIC! SIC! SIC!].E a Sagrada Família? Jesus, Maria, José e o Espírito Santo não formam exatamente uma família clássica, não? Maria ficou grávida antes do casamento com José [SIC! SIC! SIC!] [SIC! SIC! SIC!]., que foi, portanto, o pai adotivo de Jesus. E além disso, há Davi e Jonatan [SIC! SIC! SIC!].. Davi disse que o amor de Jonatan era mais maravilhoso que o amor das mulheres”.

Abaixo, a tradução da entrevista de Patrick Sanguinetti a NOUVEL OBSERVATEUR, de 30 de julho do corrente. Os destaques e grifos são nossos.



Le pape et l'homosexualité – ‘Un changement de ton’

30/7/2013
Descrição: Descrição: Descrição: Descrição: Descrição: Descrição: Descrição: Descrição: Guillaume Stoll
Le pape a pour la première fois évoqué ouvertement la question homosexuelle. Une ouverture saluée prudemment par Patrick Sanguinetti, président du mouvement gay chrétien David et Jonathan. Interview.
Mots-clés : homosexuels, Pape François
, David et Jonathan, Patrick Sanguinetti
Descrição: Descrição: Descrição: Descrição: Descrição: Descrição: Descrição: Descrição: Le pape François à Rio au Brésil lors des JMJ, dimanche 28 juillet. (GALAZKA/SIPA)
Le pape François à Rio au Brésil lors des JMJ, dimanche 28 juillet. (GALAZKA/SIPA)



 N.O- O Papa Francisco declarou que não quer julgar os gays que "procuram o Senhor com boa vontade" É uma evolução?  
P.S - Não há nada de novo sob o sol do Vaticano (parodiando o Eclesiastes).No catecismo oficial da Igreja Católica, redigido pelo cardeal Joseph Ratzinger — depois Bento XVI — está dito com clareza que a pessoa homossexual não deve ser rejeitada mas o ato, em si, é condenável. O que o Papa Francisco declarou está totalmente nesta linha. 
No entanto, é preciso reconhecer que depois de numerosos atos homofóbicos que aconteceram no debate sobre o casamento gay na França, estes propósitos moderados reconfortam. 
Assim, de memória, digo que nenhum Papa havia falado de maneira tão clara sobre o assunto. Existe uma mudança de tom, mas não uma revolução.
 N.O- Pode-se falar de um primeiro passo em direção aos homossexuais?  
 P.S- De certa forma, sim. Mudam-se as palavras pejorativas ditas por certos cardeais que alinham o casamento civil dos homossexuais com a poligamia ou com a pedofilia. 
Pela primeira vez estamos diante de uma proposta bem moderada.Dá a impressão que a Igreja toma consciência de sua grande dureza para com os gays. Talvez tenha, também, tomado consciência das palavras agressivas e injuriosas contra eles  
N.O- Depois das palavras apaziguadoras, que atos concretos vocês esperam do Vaticano? 
 P.S.- Em 2005,o papa Bento XVI deu uma instrução para que não fossem ordenados padres  os candidatos que tivessem tendências homossexuais profundas.
 Foi uma decisão grave — porque era o homossexual que estava sendo julgado. Ao contrário de seu antecessor, o Papa Francisco dá a impressão de se importar com a condição deste indivíduo. 
Esperamos que ele junte atos às palavras e reveja a instrução papal de 2005. 
Há, no discurso do papa Francisco, uma tímida doçura franciscana que é bem-vinda. Que os homofóbicos da Igreja ouçam o Papa: é preciso parar de nos insultar, nos injuriar e de pensar que somos seres perversos e imaturos.
N.O.- O Papa  Francisco lembrou que "a homossexualidade continua a ser um ato desordenado" 
P.S.- Sobre esta questão basta consultar o catecismo oficial da Igreja católica. Isso prova que, no fundo, nada muda na politica do Vaticano e é por este motivo que estamos aguardando atos. Basta de hipocrisia. Pode-se ser homossexual e excelente padre.
N.O-O papa também condenou o "lobby gay ? Vocês se sentem atingidos?  
P.S.- Que o Vaticamo deixe o lobby gay fazer seu trabalho.
Existe o lobby católico com a Opus Dei. 
Nós queremos simplesmente ser um grupo de pressão que permita um dia mostrar que deve haver igualdade  entre seres humanos, sejam homo ou heterossexuais. 
Até que exista o reconhecimento do amor gay, haverá um lobby gay. Temos que nos organizar para que nossos direitos avancem e a homofobia recue.

sábado, 3 de agosto de 2013

O silêncio do Papa que autoriza debate sobre temas tabus


Quando a maioria é contra as aberrações morais, talvez para não dar a impressão de ser contra a maioria, Papa Francisco prefere silenciar...

É o que, na dor de nossas almas, osculando o anel pontifício, a realidade nua e crua dos fatos nos impõe observar...

Não será a primeira vez, ao longo da história, que alguém “lava as mãos”...



Fonte: O Globo
Chico Otavio


Rio — Para os católicos conservadores, que distribuíram réplicas de fetos em garrafinhas na vigília de Copacabana, foi um “silêncio comprometedor”. Já os progressistas, que marcharam na orla por uma Igreja mais tolerante, preferiram chamar de “silêncio libertador”. Ao tangenciar assuntos polêmicos, como o aborto, a eutanásia e a união civil entre pessoas do mesmo sexo durante a JMJ, o Papa Francisco faz história sem abrir a boca [SIC! SIC! SIC!]. Mostrou aos católicos que, ao não condenar e repetir a velha retórica do Vaticano, abre caminho para o debate interno de temas até então considerados tabus.

— Ele não está querendo reiterar posições. Não se afasta da doutrina tradicional, mas evita insistir nela. Ao fazer isso, permite uma reflexão mais ampla. Há um clima novo para o debate. Não há mais medo da autocensura. O silêncio do Papa é libertador — festeja o sociólogo Luiz Alberto Gomes de Souza, diretor do Programa de Ciência e Religião da Universidade Candido Mendes.

Conservadores inquietos — Ao advertir que a Igreja já disse o que tinha de falar, sem explicar exatamente o que, Francisco inquieta os setores conservadores, cujas lutas encontravam eco nas pregações de João Paulo II e Bento XVI. Ontem mesmo, o site Frates in Unum, um dos mais expressivos dessa corrente no Brasil, lamentava que, “às vésperas da legalização da prática do aborto no Brasil”, a JMJ tenha feito “poucas referências a este crime abominável, que brada ao Céu e clama a Deus por vingança”.

Os conservadores, que se juntam aos evangélicos na resistência cristã aos projetos que avançam na legalização do aborto, não escondem a frustração por não terem ouvido de Francisco uma condenação enfática: “Da boca do Santo Padre, o pedido de proteção à ‘vida, que é dom de Deus, um valor que deve ser sempre tutelado e promovido’. E até agora foi só. Nenhuma outra palavra mais contundente que poderia mudar o triste cenário em nosso país”. E arrematam: “A esperança de um pronunciamento de última hora foi vã”.

O movimento gay, sempre reticente com a Igreja, viu nas palavras do Papa um adversário a menos a ser enfrentado no cenário político: — Ele não chegou a defender a união civil. Mas, só em não nos atacar, já é positivo.

Mesmo no rebanho mais jovem, as mudanças deverão encontrar dificuldade. O Instituto Datafolha, ao ouvir 1.279 peregrinos na quinta-feira, em Copacabana, durante a Cerimônia da Acolhida, revelou que a distribuição das garrafinhas com a réplica de fetos na 12ª semana de vida, iniciativa do projeto Pró-Vita para atacar a legalização do aborto, teve boa acolhida. Apenas 22% disseram que são a favor da liberação do aborto, dentro da lei; e os mesmos 22%, que o Papa deveria ser favorável. Por outro lado, 75% disseram que são contrários; e também 75%, que o Papa deve mesmo ser contra. Sobre a legalização da união homossexual, 25% são favoráveis; e 21% disseram que o Papa deveria ser a favor; 67% são contrários; e 71% disseram que o Papa deve mesmo ser contra. Isso mostra que o debate está aberto, mas os seus efeitos ainda encontrarão barreiras até chegar às dioceses. É a Igreja Católica de sempre.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

A indulgência plenária da Porciúncula



Interior da Porciúncula



I - ORIGEM

Numa noite do mês de Julho de 1216, como acontecia em tantas outras noites, na silenciosa solidão da pequena Igreja da Porciúncula, São Francisco ajoelhado no chão, estava profundamente mergulhado nas suas orações, quando de súbito, uma luz vivíssima e fulgurante encheu todo o recinto e, no meio dela, apareceu JESUS ao lado da VIRGEM MARIA sorridente, sentados num trono e circundados por diversos Anjos. JESUS perguntou-lhe:

“Qual o melhor auxílio que desejaria receber, para conseguir a salvação eterna das almas?”

Sem hesitar Francisco respondeu: “Santíssimo PAI, peço que a todos aqueles, que, arrependidos e confessados, vierem visitar esta Igreja, se lhes conceda um amplo e generoso perdão, uma completa remissão de todas as suas culpas”.

“O que você pede Frei Francisco, é um benefício muito grande”, disse-lhe o SENHOR, “muito embora você seja digno e merecedor de muitas coisas. Assim, acolho o seu pedido, com uma condição, você deverá solicitar essa indulgência ao meu Vigário na Terra”.

No dia seguinte, bem cedinho, Francisco acompanhado de Frei Nassau, seguiu para Perugia, a fim de se encontrar com o Papa Honório III. Diante de sua Santidade, falou:

“Santo Padre, há algum tempo, com o auxílio de DEUS, restaurei uma Igreja em honra de Santa Maria dos Anjos. Venho pedir a Sua Santidade colocar nesta Igreja uma indulgência para quem visitá-la, sem a obrigação de a pessoa oferecer qualquer coisa em pagamento (naquela época, toda indulgência concedida a uma pessoa estava ligada à obrigação dessa pessoa fazer uma oferta), a partir do dia da dedicação dessa mesma igreja”.

O Papa ficou surpreso e comoveu-se com o incomum pedido. Depois perguntou: “Por quantos anos você quer esta indulgência?”.

“Santo Padre, não peço anos, mas penso em almas”, respondeu Francisco.

“O que você quer dizer com isto?”

“Se Sua Santidade estiver de acordo, eu queria que todas as pessoas que visitassem Porciúncula, contritos de seus pecados, em estado de graça, tendo confessado e recebido a absolvição sacramental, obtenham a remissão de todos os seus pecados, na pena e na culpa, no Céu e na Terra, desde o dia de seu batismo até o dia em que entrarem na Igreja”.

“Mas não é um costume da Cúria Romana conceder tal indulgência!”

“Senhor, falou o Poverello, este pedido, não o faço por mim, mas por ordem de JESUS CRISTO. É da parte dEle que estou aqui”.

Ouvindo isto, o Papa, cheio de amor, respondeu três vezes seguidamente:

“Em nome de DEUS, meu filho, concedo-lhe esta indulgência”.

Como alguns Cardeais presentes quisessem interferir, o Papa confirmou:

“Já concedi a indulgência. Todo aquele que entrar na Igreja de Santa Maria dos Anjos, sinceramente arrependido de suas faltas e tendo confessado, seja absolvido de toda pena e de toda culpa. Esta indulgência valerá somente durante um dia, em cada ano, in perpetuo, a começar das primeiras vésperas, incluída a noite, até as vésperas do dia seguinte”.

A “consagração” da Igrejinha aconteceu no dia 2 de Agosto do mesmo ano de 1216. Assim sendo, a mencionada indulgência começa às 12 horas do dia 1 de Agosto até o entardecer do dia 2 de Agosto, todos os anos. A indulgência é conhecida com o nome: “DIA DO PERDÃO”. Para recebê-la, o fiel deve achar-se em "estado de graça", rezar um CREDO, um PAI NOSSO, fazer o pedido da Indulgência Plenária, e rezar um PAI NOSSO, uma AVE MARIA e um GLÓRIA pelas intenções de Sua Santidade o Papa.

Igreja da Porciúncula, atualmente contida dentro de uma Igreja 
muito maior, a basílica de Santa Maria dos Anjos, construída 
para proteger e venerar a tradição da pequena Igreja.

II - ENTRE A TARDE DO DIA 1 AGOSTO E O PÔR-DO-SOL DO DIA 2 AGOSTO, VÁLIDO PARA QUALQUER TEMPLO DA IGREJA CATÓLICA NO MUNDO, SEGUNDO AS CONDIÇÕES REQUERIDAS.

A Indulgência da Porciúncula somente era concedida a quem visitasse a Igreja de Santa Maria dos Anjos, entre à tarde do dia 1 agosto e o pôr-do-sol do dia 2 agosto.  Em 9 de julho de 1910, o Papa São Pio X concedeu autorização aos bispos de todo o mundo, só naquele ano de 1910, para que designassem qualquer igreja pública de suas Dioceses, a fim de que, também nelas, as pessoas recebessem a Indulgência da Porciúncula. (Acta Apostolicae Sedis, II, 1910, 443 sq.; Acta Ord. Frat. Min., XXIX, 1910, 226).

Por último, este privilégio foi renovado por um tempo indefinido por  decreto da Sagrada Congregação de Indulgências, em 26 março de 1911 (Acta Apostolicae Sedis, III, 1911, 233-4). Significa dizer, que atualmente, qualquer Igreja Católica de qualquer país, tem o benefício da Indulgência que São Francisco conseguiu de JESUS para toda humanidade.

Assim, ganharão a Indulgência todas as pessoas que, em "estado de graça", visitarem uma Igreja nos dias mencionados, rezarem um
CREDO, um PAI NOSSO e um GLÓRIA, suplicando a DEUS o benefício da indulgência, e rezando também, um PAI NOSSO, uma AVE MARIA e um GLÓRIA, pelas intenções do Santo Padre o Papa. Poderão utilizar a Indulgência em seu próprio benefício, ou em favor de pessoas falecidas ou daquelas que necessitam de serem ajudadas na conversão do coração. 



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