quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Tenhamos Compaixão das Pobres Almas! — 20 de Novembro: As almas mais abandonadas (Parte XXI)



Nota do blogue:  Acompanhe esse Especial AQUI.

Tenhamos Compaixão das Pobres Almas!
30 meditações e exemplos sobre o Purgatório e as Almas
por Monsenhor Ascânio Brandão

Livro de 1948 - 243 pags
Casa da U.P.C.
Pouso Alegre





20 de Novembro

AS ALMAS MAIS ABANDONADAS

Os esquecidos...


Como já dissemos, os mortos são muito esque­cidos. Os vivos os choram pouco tempo e depois os abandonam para sempre ao esquecimento das sepul­turas, e o que é mais doloroso, ao abandono e esqueci­mento no purgatório. Há no purgatório as almas que chamamos as mais abandonadas. Devem ser inume­ráveis. Por elas nem uma Santa Missa, nem uma ora­ção, nem um sufrágio sequer dos que elas amaram tanto neste mundo, e, quem sabe, encheram de be­nefícios e talvez estejam aproveitando o que deixa­ram aqui em herança e patrimônios. Que dura in­gratidão! Como sofrem estas pobres almas! O es­quecimento dói muito neste mundo. Que diremos no outro, no purgatório! Então, aquelas pobres al­mas parecem gemer, como o profeta Jó: Miseremini mei saltem vos amici mei, quia manus Domini teti­git me! Tende compaixão de mim, tende compaixão de mim, pelo menos vós, meus amigos, porque a mão de Deus me feriu!

Que gemido angustioso! Sim, a mão da Justiça de Deus fere as pobres almas para santificá-las e pu­rificá-las, e elas só dependem de nós. E quando se veem abandonadas dos seus, clamam: pelo menos vós, meus filhos, meus parentes, meus amigos, meus be­neficiados, vós que me amastes na terra!...

Em vão clamam tantas vezes! Não são ouvidas, porque seus amigos e parentes, preocupados com os prazeres, as honras, o dinheiro, as vaidades, nem querem pensar nos mortos, e nem se lembram num ato de fé, que podem seus parentes e seres muito caros estarem nas chamas expiatórias, a sofrer!

Daí o abandono das pobres almas. Há outras po­brezinhas que neste mundo nem deixaram amigos ou parentes. Não têm mesmo quem reze por elas. Po­bres criaturas que deixaram esta vida ignoradas. Quem se lembrará delas?

É verdade que nos desígnios misericordiosos de Deus, muitos sufrágios dos ricos Nosso Senhor apli­ca aos pobrezinhos, segundo dizia a Beata Ana Taigi, que numa revelação viu a alma de um cardeal sem receber no purgatório sufrágios de muitas Missas, porque Nosso Senhor as aplicava pelas almas dos po­brezinhos que morreram e ficaram abandonados. To­davia, não deixa de haver no purgatório almas abandonadas.

Em Fátima, Nossa Senhora pedia orações pelas almas abandonadas. Os pastorinhos rezavam: Meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, li­vrai as almas do purgatório, especialmente as mais abandonadas.

É, sem dúvida, uma grande obra de caridade. Quantas graças não podemos alcançar por este ato de caridade tão agradável a Nosso Senhor!

Vamos, pois, tenhamos caridade, tenhamos pie­dade das pobres almas sofredoras. Deus não permi­tirá que sofra muito no purgatório quem neste mun­do socorreu os mortos. Portanto, é de nosso inte­resse sufragar os mortos. A devoção às almas é muito necessária! Milhões de fiéis devem sofrer no purgatório! Se ao invés de flores e túmulos pomposos e gastos inúteis, orassem e fizessem boas obras e oferecessem muitos a santa Missa pelos seus mortos, não haveria tantas pobres almas abandonadas!

Se ao invés de andarem à procura de centros de espiritismo para uma absurda comunicação com os mortos, tantos se lembrassem de que se iludem ou falam com o demônio iludidos e deixam seus parentes e amigos em maiores penas, ai, as pobres almas do purgatório não seriam almas abandonadas...


PROFANAÇÃO DA EUCARISTIA FREIA O AVANÇO DO CISMA PROTESTANTE - CHÃO SE ABRE E A HÓSTIA SANTA SANGRA NA BOCA DO HEREGE, ATÉ HOJE PODE-SE VER O BURACO NO CHÃO E AS MARCAS DE DEDO NO ALTAR








Milagre Eucarístico de Seefeld, Áustria, 1384

Na diocese de Innsbruck, entre as montanhas arborizadas da província do Tyrol, na aldeia de Seefeld, Áustria, a Paróquia de São Oswaldo deve sua popularidade a um milagre que aconteceu na QUINTA-FEIRA SANTA do ano 1384.

Naquela época o senhor Knight Milser era o guardião do Castelo de Schlossberg, localizado ao norte do lugarejo. O castelo foi estrategicamente construído para proteger uma importante estrada de acesso e servir como uma fortaleza, para defender os moradores da localidade. O senhor Knight sempre se mostrou orgulhoso da posição que ocupava e de sua autoridade. Por isso mesmo estava sempre em evidência, nos encontros sociais e nos albergues de maior frequência. Todos os fatos que aconteciam com ele ou com pessoas aparentadas, ou de sua relação de amizade, forçosamente eram publicados no jornal da comunidade: A Crônica Dourada de Hohenschwangau.

Certa manhã, ele foi com alguns de seus seguidores à igreja paroquial. CERCOU O PADRE E A CONGREGAÇÃO COM HOMENS BEM ARMADOS. POR SUA AUTORIDADE, EXIGIU do sacerdote que ia celebrar a santa missa, COMUNGAR COM A HÓSTIA GRANDE (Magna), aquela utilizada pelo padre na cerimônia. Segundo ele, a HÓSTIA PEQUENA TINHA POUCO VALOR (!!!!!!!!!!). 

O Padre sentindo-se pressionado ficou apreensivo, porque recusar um pedido ao senhor Knight poderia significar a morte.

No momento da Comunhão, o profanador, com a espada puxada e a cabeça coberta, estacionou à esquerda do altar e ali permaneceu. O Padre, vendo aquela ameaça, lhe deu a Hóstia Grande Consagrada.

No mesmo momento em que o senhor Knight a colocou na boca, impressionantemente o SOLO SE ABRIU EMBAIXO DE SEUS PÉS, FAZENDO COM QUE ELE SE AFUNDASSE ATÉ OS JOELHOS.

Assustado e com uma palidez mortal, quis sair dali; segurou-se no Altar com decisão, com ambas as mãos como se segurasse numa tabua de salvação, e TANTO ESFORÇO FEZ QUE SUAS IMPRESSÕES DIGITAIS FICARAM GRAVADAS NA MESA DO ALTAR e podem ainda hoje serem vistas. Mesmo assim, não conseguiu sair daquele lugar.

Cheio de terror, IMPLOROU AO PADRE PARA REMOVER A HÓSTIA CONSAGRADA QUE ESTAVA EM SUA BOCA, porque ele também não a conseguia engolir, ela estava lhe sufocando. O sacerdote se aproximou dele e assim que retirou a Sagrada Espécie, o chão ficou firme novamente. A Hóstia retirada da boca do senhor Knight estava TOTALMENTE VERMELHA, IMPREGNADA COM O SANGUE DE JESUS.

O profanador aflito, logo que conseguiu sair daquela posição incômoda, apressou-se em chegar ao Mosteiro de Stams, onde chamou um sacerdote e, arrependido, confessou os seus muitos pecados.

A partir daquele dia, mudou o seu comportamento e o seu proceder, vivendo uma existência santa, dedicada às orações, aos exercícios de penitência e também, ajudando aos mais necessitados da comunidade.

Morreu dois anos após e conforme o seu desejo, foi enterrado numa área próxima a capela do Santíssimo Sacramento do Mosteiro. 
O manto aveludado que usava durante a Santa Missa naquela quinta-feira Santa em que ocorreu o Milagre, mandou-o cortar e fazer uma casula sacerdotal, a qual doou ao Mosteiro de Stams. A Hóstia do Milagre foi guardada num Cibório por determinação da autoridade eclesiástica, até a confecção de um belíssimo Relicário de Prata em estilo gótico, muito bonito, também encomendado pelo convertido.

A relíquia sagrada é preservada até hoje na Igreja de São Oswaldo e está disponível á visitação pública.

Na cena do milagre ainda é MANTIDO O BURACO NO PISO, onde o senhor Knight afundou até os joelhos. Por motivo de segurança, o buraco foi coberto com um grelha de ferro para evitar que alguém distraidamente caísse nele. Entretanto a grelha pode ser removida, e assim, as pessoas que desejarem podem examinar minuciosamente o interior do buraco.

O Altar de pedra, onde aconteceu o Milagre, está localizado na sua posição original. Ficou um pouco distante do Altar Novo que é mais alto e foi construído quando a Igreja foi aumentada. O Altar Novo está mais alto propositalmente, a fim de ficar separado do Altar do Milagre.

Tudo foi organizado de forma que uma diferença na altura da laje dos dois altares e uma distância de alguns metros que os separam, permite uma visão clara do Altar do Milagre. Nele ainda se podem ver as IMPRESSÕES DIGITAIS das mãos do senhor Knight cujos dedos afundaram na pedra na hora do acontecimento sobrenatural.

Não se sabe quando a Igreja de São Oswaldo foi construída, mas a ocorrência é mencionada numa crônica de 1320. A igreja atual teve sua construção concluída em 1472.

Em 1984 a Igreja de São Oswaldo festejou 600 anos de aniversário do Milagre Eucarístico.
Numa lápide se relata que a RELÍQUIA DO SANTO SANGUE AJUDOU A CONSERVAR O CREDO CATÓLICO DURANTE O CISMA PROTESTANTE: “Quando, por volta do ano de 1593, os dogmas de Lutero se difundiam por todos os lados no Tirolo, foi pedido aos monges de São Georgenberg pregar o Credo a todos. O Abade Michael Geisser pregava com grande êxito diante de uma grande multidão na igreja paroquial de Schwaz e não hesitava em citar o Milagre do Santo Sangue como prova da existência da real presença de Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento do Altar. Ele respondia em modo tão convincente que os seus adversários foram obrigados a abandonar o campo. Esta vitória completa sobre o credo errado era vista pelos fiéis como uma graça especial que o Senhor concedia aos seus devotos, adoradores do precioso Sangue”.

Fonte: http://agnusdeigyn.com/ & www.therealpresence.org
Retirado de: Só na Igreja Católica

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Tenhamos Compaixão das Pobres Almas! — 19 de Novembro: Via Sacra e o Rosário (Parte XX)



Nota do blogue:  Acompanhe esse Especial AQUI.

Tenhamos Compaixão das Pobres Almas!
30 meditações e exemplos sobre o Purgatório e as Almas
por Monsenhor Ascânio Brandão

Livro de 1948 - 243 pags
Casa da U.P.C.
Pouso Alegre




19 de Novembro

VIA SACRA E O ROSÁRIO


Para alívio das almas do purgatório, temos uma fonte de indulgências e de riquezas espirituais — é a Via Sacra. Esta meditação da Paixão e morte do nosso divino Redentor, nos lembra o Sangue Precio­síssimo derramado pela salvação das almas, e nos faz pedir pelo Sangue de Cristo a libertação do purgatório. Quanto alívio não trás às almas sofredoras uma piedosa Via Sacra! É uma devoção santificadora pa­ra nós e um sufrágio precioso para as pobres almas. Dizia São Boaventura: “Se quereis crescer de virtu­de em virtude, atrair para vossa alma graça sobre graça, entregai-vos muitas vezes ao exercício da Via Sacra”. A Paixão de Jesus Cristo é remédio para nossa alma pecadora, e este Sangue precioso cairá sobre as almas como doce refrigério.

Na Vida da V. Maria d’Antigna se conta que esta serva de Deus tinha o piedoso costume de fazer todos os dias a Via Sacra pelos defuntos. Depois, com outras ocupações e devoções, se descuidou des­ta. Um dia, uma religiosa do mosteiro, falecida há pouco tempo, lhe apareceu e lhe disse, gemendo: “Minha Irmã, porque não faz as estações da Via Sa­cra por mim e pelas almas como antes?”. Neste mo­mento apareceu-lhe Nosso Senhor: “Filha, disse-lhe o Salvador, estou muito triste com tua negligência.

É preciso que saibas que a Via Sacra é muito pro­veitosa para os defuntos, e eis porque permiti que esta alma viesse reclamá-la em seu nome e em nome das outras almas padecentes. É um sufrágio muito importante. É preciso tornar este tesouro mais co­nhecido em favor das almas”.

Desde esse dia, a serva de Deus se dedicou a es­te exercício e o propagou com muito zelo. Pelo me­nos às sextas-feiras, se possível, façamos uma Via Sacra pelos mortos. Como a Via Sacra, o Rosário é um tesouro dos mortos também.

Um dia, São Domingos pregava sobre a eficácia do Rosário em favor das almas sofredoras. Era nas planícies do Languedoc. Um homem incrédulo zom­bou do Santo. Naquela noite teve uma misteriosa visão. Via as almas se precipitarem nos abismos do purgatório e Maria Santíssima, com uma cadeia de ouro, as tirava do abismo e as punha em terra firme. Era uma imagem do Rosário, cadeia de ouro pela qual Nossa Senhora arranca do purgatório as pobres almas sofredoras.

Quantos prodígios faz o Rosário em favor dos seus devotos na vida, na morte e depois da morte no pur­gatório! Além do mais, o Rosário é um tesouro de muitas indulgências que podemos aplicar em sufrá­gio das pobres almas. Vamos rezá-lo sempre, nas horas vagas, pelas estradas, em toda parte, não per­camos o tempo. Aproveitemos para rezar muitos rosários pelas pobres almas. Temos tantos parentes e amigos e tantas almas queridas no purgatório! Va­mos aliviá-las com nosso rosário bendito!

Tenhamos Compaixão das Pobres Almas! — 18 de Novembro: O ato heróico (Parte XIX)



Nota do blogue:  Acompanhe esse Especial AQUI.

Tenhamos Compaixão das Pobres Almas!
30 meditações e exemplos sobre o Purgatório e as Almas
por Monsenhor Ascânio Brandão

Livro de 1948 - 243 pags
Casa da U.P.C.
Pouso Alegre




18 de Novembro

O ATO HERÓICO

Que é o “ato heróico”?


“É o ato que consiste em oferecer à Divina Ma­jestade, em proveito das almas do purgatório, todas as obras satisfatórias que fizermos durante a vida e todos os sufrágios que forem aplicados pela nossa alma depois da nossa morte”.

Tal é a definição autêntica deste ato aprovado oficialmente pela Igreja e indulgenciado. Chama-se heróico, porque realmente exige uma abnegação de todos os tesouros que possamos lucrar com nossas boas obras e contém uma renúncia de todos os su­frágios que oferecerem por nossa alma depois da nos­sa morte, em favor das almas do purgatório. Este ato há de ser feito, para ser válido, em perpétuo. É irrevogável na intenção de quem o faz. Não obriga sob pena de pecado. Se alguém, a quem faltou gene­rosidade ou teve receio de se privar de sufrágios de­pois da morte, quis de novo adquirir para si as suas obras satisfatórias, renunciou ao voto heróico, não comete pecado nem mortal nem venial.

Pelo ato heróico não renunciamos o mérito de nossas boas obras, isto é, o que nos dá nesta vida um acréscimo da graça e a glória no paraíso. Este  me­recimento é nosso e não o podemos perder nem dá-lo aos outros. O ato heróico é uma obra muito meritó­ria, e este mérito de uma obra tão bela e heroica não o podemos perder. Só o mérito do ato heróico quanto não vale para nossa alma! Este mérito não o perde­mos. Depois desta obra satisfatória, tudo o mais que fizermos será das almas do purgatório. Desde que fazemos o ato heróico, todas as indulgências que lucramos são das almas. Tudo que de bom possamos fazer e ter mérito e lucrar alguma coisa será do pur­gatório, direito e propriedade das almas. É uma re­núncia total. Só a indulgência plenária da hora da morte não pode ser oferecida para as almas e será nossa, porque não é aplicável aos defuntos.

O ato heróico não impede de rezar nas próprias intenções e pelos mortos. Quando fazemos um ato de penitência e de oração, por exemplo, recitando um terço de joelhos, há neste ato, para falar uma lin­guagem teológica, três frutos diferentes: um fruto meritório que não o podemos perder é o mérito pes­soal de quem o pratica — o valor satisfatório do ato que é a penitência, o sacrifício feito, e este é para as almas é do ato heróico — e finalmente, uma força impetratória que é da oração como oração. A oração é uma força e Deus prometeu ouvi-la. O ato heróico não nos impede utilizar a força impetratória da oração.

Quem faz o ato heróico é como um religioso que fez o voto de pobreza: tudo o que ganha não lhe per­tence. A diferença é que o voto de pobreza obriga em consciência e o ato não. O abandono que a alma generosa faz em favor das almas do purgatório é fei­to, em geral, por todas e nunca em favor de uma ou outra alma. O ato heróico não impede que se ore por esta ou aquela alma em particular e se ofereça a Nosso Senhor muito sufrágio pelos nossos mortos queridos.

Não pode tudo isto ser feito na oferenda geral que fizermos a Deus?

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Tenhamos Compaixão das Pobres Almas! — 17 de Novembro: A esmola (Parte XVIII)



Nota do blogue:  Acompanhe esse Especial AQUI.

Tenhamos Compaixão das Pobres Almas!
30 meditações e exemplos sobre o Purgatório e as Almas
por Monsenhor Ascânio Brandão

Livro de 1948 - 243 pags
Casa da U.P.C.
Pouso Alegre





17 de Novembro

A ESMOLA


O sufrágio da esmola



Um socorro aos mortos dos mais valiosos é a esmola. Não é mister lembrar aqui o valor da cari­dade. É auxílio ao pobre na terra, alívio aos mortos nas chamas expiadoras do purgatório. Há tanta mi­séria a socorrer no mundo! Por que não fazermos do dinheiro, que perde tanta gente, um meio de sal­vação para nossa alma, e alívio do pobre e alívio do Purgatório? Não é conselho de Nosso Senhor que aproveitemos e façamos da riqueza meio de salva­ção empregando-a nas boas obras como os pecadores a empregam para o mal?

Socorramos o pobre em sufrágio das almas do pur­gatório.

Contam piedosos autores esta parábola tão ex­pressiva: Um homem tinha três amigos. Dois lhe eram muito queridos. O terceiro nem por isso. Um dia fora acusado e levado ao Tribunal da Justiça. Chama os amigos para o defender.

O primeiro escusou-se. Tinha negócios e famí­lia, era impossível!

O segundo foi até à porta do Tribunal e o deixou.

O terceiro o acompanha sempre fiel, defende-o com ardor, dá testemunho de sua inocência e salva o acusado do castigo.

Assim, o homem tem neste mundo três amigos: o dinheiro, os parentes e as boas obras. O dinheiro o abandona na morte, quando há de comparecer no Tribunal da Justiça de Deus. Os parentes o levam até a beira da sepultura e o deixam; e o esquecem de­pois. O terceiro amigo — as boas obras, a caridade praticada, as obras de misericórdia, tudo quanto o homem fez de bom neste mundo, só isto o acompa­nha e o defende no Tribunal da Justiça de Deus.

Pois bem. Neste mundo toda sorte de boas obras se­jam os nossos amigos. Tudo o mais falha. Diz São João que as obras do homem o hão de seguir depois da morte: Opera enim illorum sequntum illos.

Socorramos o pobre em sufrágio dos mortos. Praticaremos dupla obra de caridade. E tenhamos a certeza de que Aquele Deus de Misericórdia não dei­xará que se perca nossa pobre alma no Tribunal do Dia do Juízo.

Eis porque rezar pelos mortos, socorrer as almas do purgatório na prática da caridade pela esmola, é das maiores riquezas do cristão neste mundo.

A esmola, disse o Anjo a Tobias, salva o ho­mem da morte, apaga os pecados e faz achar a graça diante de Deus[1]. O Livro Eclesiástico ensina que “assim como a água extingue o fogo mais ardente, assim a esmola apaga o pecado"[2].

Sim, e a esmola apaga também o fogo do pur­gatório.

Dai esmola ao pobre em sufrágio das benditas almas. As lágrimas que vossas esmolas enxugarem, o alívio que tiverdes dado aos que padecem fome, sede e frio, serão alívio no purgatório para as almas sofredoras, talvez almas de vossos entes queridos. É uma dupla caridade socorrer os pobres por amor das santas almas.

domingo, 17 de novembro de 2013

ECO-CATOLICISMO: CARDEAL FULMINA POLUIDORES





AKI
 | Tradução: Fratres in Unum.com
 – Poluídores não podem receber a sagrada comunhão, uma vez que não gozam da “graça” de Deus, afirmou o Arcebispo de Nápoles, Crescenzio Sepe, na quarta-feira.

“Aqueles que poluem não estão na graça de Deus e não podem receber a comunhão, disse Sepe a jornalistas.

As observações do cardeal surgem após os casos de enterro de lixo cancerígena nos arredores da cidade pela mágia local estamparem as capas de jornais.

“Precisamos dizer a verdade às pessoas sobre o que aconteceu. Mas também precisamos enfatizar a ação positiva que já foi feita. É tempo para todos nós trabalharmos juntos e mantermos nossa terra livre de venenos”, declarou Sepe. 

Ele declarou que ordenou aos padres, diáconos e religiosos locais a estarem cientes do papel da Igreja na ética pública.

Sepe discursava enquanto se realizava o encontro anual do grupo ambientalista cristão Greenaccord, em Castel dell’Ovo, em Nápoles.

Tenhamos Compaixão das Pobres Almas! — 16 de Novembro: As indulgências (Parte XVII)



Nota do blogue:  Acompanhe esse Especial AQUI.

Tenhamos Compaixão das Pobres Almas!
30 meditações e exemplos sobre o Purgatório e as Almas
por Monsenhor Ascânio Brandão

Livro de 1948 - 243 pags
Casa da U.P.C.
Pouso Alegre





16 de Novembro

AS INDULGÊNCIAS


Que são as indulgências?


Entende-se por indulgência a remissão ou per­dão das penas temporais devidas a Deus pelos peca­dos já perdoados em quanto à culpa, remissão con­cedida pela Igreja pela autoridade eclesiástica fora do Sacramento da Penitência.

As penas eternas são perdoadas ao pecador que faz penitência, mas nem sempre as penas temporais. Há necessidade de fazer penitência e sofrer um pou­co em reparação dos pecados cometidos. Daí a pena temporal pelos pecados. Ora, a Igreja que recebeu o poder de perdoar a pena eterna, muito mais o tem para remir da pena temporal. “Tudo o que ligares na terra, será ligado no céu, e tudo o que desligares na terra, será desligado no céu”, disse Jesus a Pedro. Na Igreja primitiva os fiéis recebiam grandes penitências pelos seus pecados acusados. Havia pe­nitências públicas bem duras e longas. Jejuns a pão e água por vários dias na semana e por alguns anos. Em crimes mais graves como o homicídio, por exem­plo, o penitente fazia doze e mais anos de penitên­cias públicas, algumas das quais bem humilhantes. Nas faltas mais leves, o jejum de quarenta dias (uma quarentena). Depois, com o tempo, atendendo à fraqueza humana e aos tempos, a Igreja permitiu que as penitências públicas fossem substituídas por es­molas, cruzadas, peregrinações e outras obras que ser­viam para expiação dos pecados. As penas canôni­cas foram substituídas pelas indulgências concedi­das aos que fizessem algumas boas obras ou atos de piedade. Quando eram perdoadas todas as penitên­cias, era a indulgência plenária, e quando uma par­te, a indulgência parcial. Assim, quando se diz uma indulgência plenária quer dizer que o fiel lucra um perdão de todas as penitências que deveria fazer pe­los seus pecados e os castigos que deveriam merecer suas faltas com penas temporais. Uma indulgência de cem dias, por exemplo, se entende que deveria fazer cem dias de penitências por seus pecados e com uma oração recitada piedosamente ou outra boa obra po­de satisfazer esta dívida que tem para com Deus.

A indulgência é uma espécie de absolvição das penas temporais, é uma anistia do Soberano Juiz de nossas almas. Não se poderia dizer propriamente que a indulgência é a remissão das penas canônicas, mas uma remissão verdadeira da pena com que Deus castiga o pecado. Não dispensa a penitência e nem a confissão humilde de nossos pecados.

Há muita noção errada sobre as indulgências. Assim, muita gente pensa que ganhar indulgências, por exemplo, de trezentos dias é perdoar trezentos dias de purgatório, ou uma indulgência plenária im­porta numa remissão total das chamas expiadoras. Também não significa que ao ganhar duzentos ou quinhentos dias de indulgências pelas almas do pur­gatório lhes aliviamos outros tantos dias de sofrimento. Esta medida do tempo da expiação é o segre­do de Deus e depende muito do fervor e das disposi­ções de quem lucra as indulgências.

A Igreja, pelos méritos superabundantes de Jesus Cristo e os méritos de Maria e dos Santos, e pelo tesouro das boas obras dos justos, aplica para o bem dos fiéis neste mundo e para alivio das almas do purgatório as indulgências.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...