sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Luz nas trevas: respostas irrefutáveis às objeções protestantes — Como os protestantes protestam (Parte V)



Nota do blogue:  Acompanhe esse Especial AQUI.

Luz nas trevas: respostas irrefutáveis às objeções protestantes
por Pe. Júlio Maria

Livro de 1955 - 224 pag.
Editora VOZES
Petrópolis





CAPÍTULO IV

COMO OS PROTESTANTES PROTESTAM

Há diversos modos de protestar. Protesta-se contra a mentira, pela manifestação da verdade. Protesta-se contra a injustiça pela valorização dos seus direitos. Protesta-se contra a calúnia pela exibição das provas contrárias. O protestantismo protesta contra a Igreja católica! Já expliquei a razão deste protesto; mas, como é que ele protesta? Mostrando a verdade? Mostrando seus direitos? Mostrando sua inocência? Nada de tudo isso. É o contrário: ataca a verdade. Não respeita os direitos alheios. Calunia a inocência de que e de quem não conhece. Protesta unicamente pela calúnia, pelo ódio, pela hipocrisia e pelas objeções. É um protesto fora de todas as regras do bom-senso, da lógica e da bíblia, que se ufana de praticar.

O protesto verdadeiro, lógico, racional e convincente seria de mostrar, de provar a mentira, a injustiça ou a calúnia.

Por que os protestantes não provam a mentira, a injustiça ou a calúnia da Igreja católica contra eles? Pela razão que a Igreja não mente, nem comete injustiças, nem calúnias... e que os mentirosos são eles; os fautores de injustiças são eles; os caluniadores são eles ainda.

A Igreja católica teria direito de protestar; ela não protesta, mas sim, mostra a verdade, prova esta verdade e pela verdade dissipa o erro.

Por que os protestantes não seguem o mesmo caminho? Em vez de limitar a sua ação em fabricar objeções, por que não provam eles a verdade do protestantismo? Se tal verdade existe, ela há de dissipar necessariamente o erro católico como a verdade católica dissipa o erro protestante.

A primeira obra que uma religião deve fazer é provar a autenticidade, a autoridade e a legitimidade do seu ensino; em outros termos: é provar os seus dogmas.

Por que não o fazem os protestantes? Pela razão muito simples de não terem dogmas. A negação ou o protesto não se sustentam por si mesmos, só podem existir onde há uma coisa positiva, que se possa negar, onde há uma verdade contra a qual se possa protestar.

***

O protestantismo é um verdadeiro parasita religioso, que só pode viver nas costas do catolicismo, procurando chupar-lhe a fé, como os parasitas — animais ou vegetais — que vivem do sangue ou do suco de outro. Tirai das costas do animal tal parasita-bicho e está morto; arrancai tal outro parasita da casca do vegetal, e morto estará também.

Assim o protestantismo. Se o catolicismo pudesse morrer, — o que é impossível — no mesmo dia e na mesma hora estaria morto o protestantismo. Arrancai-o das costas do catolicismo e ele será um cadáver em putrefação.

A Igreja católica é o objeto positivo; o protestantismo é a sua negação. A Igreja católica é o sol luminoso e resplandecente do dia; o protestantismo é as trevas da noite onde se tropeça e perde o caminho. Vae ponentes tenebras lucem (Is. 5, 20).

A Igreja católica é uma instituição modelar, harmoniosa e divina; o protestantismo é a anarquia, a desordem e a revolta que procura aviltar esta instiuição. Super hanc petram aedificabo ecclesiam meam (Mt. 16, 18).

A Igreja católica é um colosso de vida, de progresso, de expansão e de força; o protestantismo é um ancilóstomo ou necátor que procura fixar-se no organismo para aí produzir a opilação espiritual, o cansaço de Deus e amarelão religioso. Ite in mundum universum, praedicate evangelium (Mt. 16, 15).

A Igreja católica é a água divina, num vôo direto, em demanda do céu; o protestantismo é a pulga que procura fixar-se nas asas do pássaro, para cansá-lo e impedir seu vôo. Sicut aquila, provocans ad voladum pullos suos (Dt. 32, 11).

A Igreja católica é árvore frondosa, em cujos ramos as aves do céu, que são os santos, se aninham; o protestantismo é o parasita que procura envolver o tronco, chupar-lhe a seiva, para esterilizá-lo. Fit arbor, ita ut voluvres caeli... habitent in ramis ejus (Mt. 13, 32).

A Igreja católica é o farol luminoso, que Deus colocou à beira da estrada humana, para indicar aos homens a verdade e a virtude; o protestantismo é a noite escura, que cega o olhar do viandante e o faz precipitar-se no abismo. Posui te in lucem gentium (At. 13, 47).

A Igreja católica é a ponte que liga a terra ao céu, e onde os homens devem estar para, da terra, subirem ao céu; o protestantismo é o abismo horrendo, que passa por baixo da ponte, onde se precipitam aqueles que desprezam a ponte. Arcta via est, quae ducit ad vitam (Mt. 7, 14).

A Igreja católica é a arca fora da qual ninguém se salva, sendo todos — como no dilúvio — arrastados pelas ondas em furor; o protestantismo é o lodo terrestre, é o arrecife, formado pelas árvores arrancadas, pelas casas destruídas, que procura atalhar a navegação da arca. Tanquam navis quae pertransit fluctuantem aquam (Sab. 5, 10).

A Igreja é a barquinha de São Pedro que leva, através do oceano do mundo, os filhos de Deus, até aportar no céu; o protestantismo é o vento rígido que sopra contra a barquinha procurando afogá-la. Navicula... in medio maris jactabatyr fluctibus (Mt. 14, 24).

A Igreja católica é salvação prometida pelo Salvador; é a porta do céu; o protestantismo é a perdição, é a porta do inferno. Si ecclesiam non audierit, sit tibi sicut ethnicus (Mt. 18, 17).

A Igreja católica é o reino de Deus, reino triunfante no céu; reino padecente no purgatório; reino militante na terra; o protestantismo, estando fora deste tríplice reino, é necessariamente o único reino aí não incluso: o reino de Satanás, ou inferno. In hoc manifestati sunt filii Dei, et filii diaboli (Jo. 3, 10).

Para terminar resumamos tudo em duas palavras: a Igreja católica é a obra de Deus, fundada por Deus, sustentada por Deus, inspirada por Deus, fazendo as obras de Deus; o protestantismo é obra dos homens (de Lutero), fundada pelos homens, hoje sustentada pelo dólar americano, inspirada pelo ódio, e fazendo as obras do ódio e da revolta. Ex fructibus eorum cognoscetis (Mt. 7, 20).

É o bastante para os homens sinceros compreenderem o que é o protestantismo e como é que ele protesta.


Protesta pelo ódio, pelos ataques, pelas objeções, pelas calúnias, pela hipocrisia, fazendo em tudo o contrário do que manda a bíblia e o bom-senso. E têm a coragem de chamar isso de religião! É muita coragem!

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Luz nas trevas: respostas irrefutáveis às objeções protestantes — Contra que os protestantes protestam (Parte IV)



Nota do blogue:  Acompanhe esse Especial AQUI.

Luz nas trevas: respostas irrefutáveis às objeções protestantes
por Pe. Júlio Maria

Livro de 1955 - 224 pag.
Editora VOZES
Petrópolis





CAPÍTULO III

CONTRA QUE OS PROTESTANTES PROTESTAM


Contra quem? Contra o quê? Protesta-se contra aquilo que é injusto ou nos incomoda; e, não sendo assim, protesta-se por vício ou por mania. Os protestantes protestam contra a Igreja católica e contra os ensinamentos da mesma. Por quê? Terá a Igreja católica cometido qualquer injustiça contra eles? Nunca! A Igreja católica, como mãe carinhosa e como pai vigilante, ensina a doutrina recebida por Jesus Cristo... Exorta os homens a praticar a virtude, a afastar-se do mal, a respeitar as pessoas que não partilham o seu credo, embora refutem os erros por elas ensinados.

É a sua tarefa em tempo de paz. E em tempo de guerra, quando é atacada pelos inimigos, defende-se e defende o seu chefe Cristo, como o soldado, atacado pelos inimigos da pátria, defende a sua honra, a sua bandeira e o seu chefe.

É o seu direito. É o seu dever. Atacada, ela se defende; perseguida, ela reza e sofre; levada ao patíbulo — o católico morre; porém a Igreja não pode morrer; — ela se levanta mais radiante do meio do sangue dos seus filhos, para cantar o seu hino de triunfo em cima do túmulo dos seus perseguidores.

Quanto aos seus inimigos, ela perdoa, reza por eles e procura converter seus próprios algozes. Tudo isto é nobre, é leal, é brioso, e deve excitar a admiração e não o ódio.

Não podendo protestar contra qualquer injustiça da parte da Igreja católica, deve-se concluir que os protestantes protestam, porque ela os incomoda. Isso pode ser. A verdade incomoda a mentira; a virtude incomoda o vício; a honestidade incomoda a ganância; Deus incomoda o demônio.

Estamos de acordo neste ponto. A Igreja católica, pelo seu ensino, sempre idêntico e sempre invariável; pela sua organização admirável; pela sua santidade que realiza na pessoa de seus filhos; pelas altas intelectualidades que a professam, defendem e exaltam, forma com tudo isso um astro luminoso, que incomoda a retina visual da miopia protestante. Assim, incomoda ao libertino a pureza de uma donzela, como incomoda ao ladrão a presença da polícia, como incomoda ao bêbado a temperança dos sensatos. 

Isto é lógico. A mão coça onde há coceira, diz o ditado. Assim explicado, compreende-se a razão íntima do protesto dos protestantes e a mira desse protesto...

Não protestam nem contra a barbaridade de um Calles, no México; nem contra a tirania de um Lenine, na Rússia, nem contra a perversidade do espiritismo, nem contra a imoralidade dos costumes e das modas. Isto, para eles, não merece protesto, mas merece-o a Igreja de Cristo, a Igreja do Papa, a Igreja de Roma, que atravessa os séculos, passando por cima dos ódios e da lama dos vícios, sempre bela, sempre pura, sempre majestosa e sempre divina!... Ah! Isso é demais... é preciso protestar – e o protestante, escutando a calúnia dos seus pastores, em vez de escutar a voz do bom-senso, protesta e vive protestando.

Cristo, o verdadeiro Deus, dirigindo-se a Pedro, disse: Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela (Mt. 16, 18). Estarei convosco até o fim dos séculos (Mt. 28, 20). Se alguém, ainda que fosse um anjo do céu, vos anunciasse outro evangelho além do que vos tenho anunciado, seja anátema (Gál. 1, 8). Pedro, rezei por ti, para que a tua fé nunca venha a desfalecer (Lc. 22, 32).

Tudo isto é claro; é tal um sol refulgente!

O protestante, entretanto, protesta, e tapando os olhos com os dois punhos, grita: — “Não! São Pedro não é o chefe da Igreja! — Não é ele o primeiro papa! — Ele nunca esteve em Roma! — Não tem nenhuma autoridade! A Igreja romana está errada!... A religião verdadeira é o protestantismo de Lutero!

Cristo disse: Minha Igreja! É um erro! grita o protestante, a igreja verdadeira é a de Lutero.

Pobres protestantes! Protestam contra Deus, contra a Igreja fundada por Cristo, filho de Deus, contra a Igreja fundada por Cristo e contra a doutrina ensinada por Deus.

Mas, então, em que acreditais, pobres protestantes? Se fôsseis sinceros, devíeis responder: Só acreditamos no protesto.

Afirmamos tudo aquilo que a Igreja católica nega, e negamos tudo que ela afirma: eis a nossa religião. Nós protestamos!

A Igreja católica crê que São Pedro e seus sucessores são os representantes de Cristo na terra. Nós protestamos!

A Igreja católica crê na pureza imaculada da Mãe de Jesus, honrando-a e invocando-a. Nós protestamos!

A Igreja crê na confissão, no poder que o sacerdote recebeu de Cristo, de perdoar os pecados. Nós protestamos!

A Igreja crê no céu para os justos, no inferno para os maus e no purgatório para aqueles que têm de expiar ainda umas faltas. Nós protestamos!

A Igreja crê na intercessão dos santos, no culto dos finados, na união que existe entre os vivos e os mortos. Nós protestamos!

A Igreja crê nos sete sacramentos, no poder da oração, no valor das boas obras, nas indulgências concedidas pela Igreja. Nós protestamos!

A Igreja crê na bíblia, como um livro divino, exigindo uma interpretação autêntica, feita por uma autoridade legítima. Nós protestamos!

A Igreja crê na tradição, conforme as palavras de São Paulo: Conservai as tradições que aprendestes, ou por nossas palavras, ou nossa carta (2 Tess. 2, 14). Nós protestamos!

Eis o protesto dos protestantes. Eis por que, como e contra que eles protestam[1].

Para quem quer refletir e é capaz de o fazer, a verdade se impõem com todo o rigor e com todas as suas conseqüências.

O protestantismo é uma seita humana, de revoltosos ou de ignorantes, de orgulhosos ou de néscios. Numa palavra, é bem a seita anunciada por São Paulo: Muitos andam... que são inimigos da cruz de Cristo, cujo fim é a perdição, cujo deus é o ventre, e cuja glória é para confusão deles, que só pensam nas coisas terrenas (Filip. 3, 18-19).

Não é isso o retrato perfeito de tais pastores, protestantes, exploradores, vendedores de bíblias, de sermões e consciências, que só pensam em ganhar dinheiro e em passar boa vidinha?

Reflitam sobre isto, pobres protestantes iludidos, enganados por estes falsários que nada têm de pastores, mas que, como o disse Cristo, são ladrões e salteadores (Jo. 10, 1).



[1]  Cf. o nosso livro: “O Anjo das Trevas”, Polêmicas de doutrina, de ciência e de bom senso, Cap. VII: O Bibeball protestante — e o cap. V: O tinteiro de Satanás.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Luz nas trevas: respostas irrefutáveis às objeções protestantes — Porque os protestantes protestam (Parte III)



Nota do blogue:  Acompanhe esse Especial AQUI.

Luz nas trevas: respostas irrefutáveis às objeções protestantes
por Pe. Júlio Maria

Livro de 1955 - 224 pag.
Editora VOZES
Petrópolis





CAPÍTULO II

PORQUE OS PROTESTANTES PROTESTAM

Por que eles protestam? Porque é da essência mesma da seita. No dia em que os protestantes deixarem de protestar, deixarão de ser protestantes, como o bêbado, deixando de beber, deixa de ser bêbado, como o brigador, ao deixar as rixas, deixa de ser brigador, ou como o ladrão, deixando de tirar o alheio, deixa de ser ladrão. Protestar é a própria essência do protestantismo; nisto está a sua razão de ser. No dia em que os protestantes deixassem de se reformar, de protestar, diz Sabatier, professor na faculdade protestante de Paris, no dia em que reconhecessem a autoridade exterior, como regra e prova de fé, nesse dia deixariam de ser protestantes, nesse momento se suicidariam.

É por isso que hoje, nos círculos adiantados da seita, que os protestantes que ainda estão com Lutero, não o compreendem.

Lutero conquistou-lhes o direito de protestar. Seus verdadeiros discípulos, os herdeiros genuínos do espírito de tal pai, serão os que usarem de igual direito para protestar contra ele, como eles protestam contra Roma. Os que vivem depois reivindicarão, com igual energia, a prerrogativa de protestar contra a geração presente. É assim e só assim que se pode conservar o protestantismo: protestando e protestando sempre.

O célebre Maistre tem uma frase profunda neste mesmo sentido: “O protestantismo, diz, ele, conserva apenas o mesmo nome, mudando continuamente sua fé, porque seu nome sendo meramente negativo e exprimindo apenas a renúncia ao catolicismo, menos ele acredita, mais ele protesta, e melhor protestante ele é” (Do Papa, I. IV, c. 5).

Para compreender o protestantismo é preciso ter diante dos olhos este princípio básico: que a sua essência é a negação, é o protesto, é a revolta contra Roma.

Divide-se o protestantismo em centenas, devia-se dizer milhares de seitas, em desacordo entre elas, combatendo-se mutuamente... nenhum ponto doutrinal lhes é comum, o único laço que os liga todos é o ódio à Igreja católica, e o protesto contra tudo o que esta Igreja ensina, de modo que toda a religião protestante consiste em fazer objeções contra a Igreja católica... Objeções!... sempre e só objeções, sem quererem escutar a resposta.

Um bispo protestante – pois, para melhor macaquear a Igreja verdadeira, certas seitas ainda têm bispos – o bispo de S. David definiu a sua religião: a abjuração do papismo.

Eis o que é um protestante, e eis a razão por que ele protesta. É a sua essência, a sua razão de ser... Protesta... deve protestar..., e no dia em que não protestar mais deixa de ser protestante para ser de novo católico.

Para dar a este protesto uma capa ou aparência de razão, o protestante vem com a bíblia, que o condena a cada passo, porém, ele não quer ver a condenação, quer protestar, e ei-lo a formular as objeções mais absurdas e mais extravagantes.

Pouco importa que a própria bíblia refute as suas objeções; ele não quer ver, e não vê, pela razão muito simples que não há pior cego que aquele que não quer ver.

Não protesta nem contra o espiritismo, nem contra o budismo, nem contra o positivismo, nem contra o bolchevismo... não; só protesta contra a Igreja católica, porque só ela possui a verdade, e esta verdade é o alvo do seu protesto e a mira das suas objeções.

Protestam pois contra a Igreja, contra a autoridade da Igreja, contra os seus dogmas, contra os sacramentos, contra o culto, contra tudo o que forma a doutrina básica da Igreja verdadeira.

A Igreja católica é a única baseada sobre São Pedro e seus sucessores. – Guerra pois ao papa e toda a autoridade!

A Igreja possui dogmas revelados, que formam a base do seu ensino. Guerra pois a estes dogmas!

A Igreja possui uma moral pura, santa, um sacerdócio virgem. Guerra pois ao celibato e tudo o que é puro!

A Igreja possui um culto majestoso, atraente, manifestação da sua fé e de seu amor. Guerra pois ao culto da Igreja!

A Igreja honra de um culto de superveneração a imaculada Mãe de Deus, e de um culto de veneração aos Santos. Guerra pois a Cristo, guerra à Virgem santa, guerra aos santos!

O protestantismo não possui santo nenhum!... a Igreja católica os conta por milhares... Então grita-se: “São ídolos... adoram as imagens... são idólatras!...”.

Pobres protestantes. Os ídolos são eles, estes ídolos dos quais o profeta dizia: Têm olhos e não enxergam, têm ouvidos e não ouvem; têm língua e não falam (Ez. 12, 2).

Eis por que o protestante protesta e contra quê ele protesta. É um ignorante pelo orgulho; é um revoltoso impelido pelo fanatismo, é um ateu envolvido na capa de uma bíblia... conservando só a capa, sendo ele mesmo o texto da bíblia, isso é, sua própria vontade, pela livre interpretação.

Oh! Eu sei, o povo ignorante em sua simplicidade nem pensa nisso; ele se deixa seduzir pelos mercenários gananciosos, pelos tais pastores, que vivem à custa da sua simplicidade. Os culpados são estes vendidos que, para ganharem dinheiro, vendem e perdem as almas dos outros, depois de terem vendido a própria alma.

Pobres protestantes iludidos, escutai este aviso do Espírito Santo, tirado de um dos livros da bíblia, que arrancaram vossos pastores por ser a condenação deles; do segundo livro dos Paralipômenos: Eis o que diz o Senhor Deus: Por que violais vós os preceitos do Senhor, o que vos não será de proveito, e por que abandonastes vós o Senhor, para ele também vos abandonar? (2 Par 24, 20).


Deixai de protestar e voltai à religião dos vossos pais, à religião de Jesus Cristo, ensinada pela Igreja católica. Ela é a única que possui dogmas imutáveis, e faz praticar uma moral santa e santificante, a única que possui um culto interior, exterior, digno de Deus e dos homens, a única, enfim, que foi fundada por Jesus Cristo, e atravessou os séculos, sempre a mesma, sempre idêntica, sempre divina, porque com ela está o Espírito de Deus. Eis que eu estarei convosco até ao fim dos séculos (Mt. 28, 20).
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