quinta-feira, 12 de março de 2015

LEONARDO BOFF - GOLPE É INDUZIDO PELA MÍDIA



EX-TEÓLOGO BOFF, PREGOEIRO DA SUVERSÃO E DA TEOLOGIAA DA LIBERTAÇÃO, DIZ QUE É 'BLASFÊMIA' MANIFESTAR-SE CONTRA O PT

Também para Lênin, ' bom era o que servia aos interesses da Revolução comunista; mau, aquilo que prejudicava esse objetivo'.

E o povo?


Pobre 'massa de manobra...'




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DESTAQUE


Na contramão da história, exercendo a função de ‘teólogo da corte’ Leonardo Boff comenta o movimento ‘FORA DILMA’:

“Como teólogo me pergunto angustiado: na sua grande maioria, essas elites são de cristãos e de católicos. Como combinam esta prática perversa com a mensagem de Jesus? O que ensinaram as muitas Universidades Católicas e as centenas de escolas cristãs para permitirem surgir esse 
movimento blasfemo, pois, atinge o próprio Deus que é amor e compaixão e que tomou partido pelos que gritam por vida e por justiça?”[grifos nossos]


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ABAIXO A MATÉRIA COMPLETA






"Essa dramatização que se faz aqui, é feita pela mídia conservadora, golpista, que nunca respeitou um governo popular [SIC!]. Devemos dizer os nomes: é o jornal O Globo, a TV Globo, a Folha de S. Paulo, o Estadão, a perversa e mentirosa revista Veja", diz o teólogo Leonardo Boff; ele afirma ainda que o golpismo reflete apenas a frustração dos derrotados na disputa presidencial de 2014; "É o golpe virtual, que eles fazem pelas redes sociais e pela mídia, inventando e fantasiando, projetando cenários dramáticos, que são projeções daqueles que estão frustrados e não aceitam a derrota do projeto que era antipovo"; Boff afirma ainda que o golpe não passará, em razão da força dos movimentos sociais e de uma nova "consciência política" [SIC!]

11 DE MARÇO DE 2015 ÀS 12:06
Da Rede Brasil Atual - A crise econômica e política pela qual o país atravessa neste momento é "em grande parte forjada, mentirosa, induzida, ela não corresponde aos fatos", afirma o teólogo Leonardo Boff. Segundo o teólogo, a crise amplificada por uma dramatização da mídia. "Essa dramatização que se faz aqui, é feita pela mídia conservadora, golpista, que nunca respeitou um governo popular. Devemos dizer os nomes: é o jornal O Globo, a TV Globo, a Folha de S. Paulo, o Estadão, a perversa e mentirosa revista Veja."

Em entrevista à Rádio Brasil Atual na segunda-feira (9), o teólogo disse que, no entanto, o atual nível de acirramento no cenário político não preocupa porque, para ele, comparado a outros contextos históricos, a "democracia amadureceu". Ele diz acreditar, ainda, na emergência de uma "nova consciência política".

Boff também considera que o cenário brasileiro é bastante diferente da Grécia, Espanha e Portugal, onde são registrados centenas de suicídios, por conta do fechamento de pequenas empresas e do desemprego, e até mesmo de países centrais, como os Estados Unidos, que veem a desigualdade social avançar.

"A situação não é igual a 64, nem igual a 54", compara. "Agora, nós temos uma rede imensa de movimentos sociais organizados. A democracia ainda não é totalmente plena porque há muita injustiça e falta de representatividade, mas o outro lado não tem condições de dar um golpe."

Para Boff, não interessa ao militares uma nova empreitada golpista. Restaria ao campo conservador a "judicialização da política", e acrescenta: "Tem que passar pelo parlamento e os movimentos sociais, seguramente, vão encher as ruas e vão querer manter esse governo que foi legitimamente eleito. Eles têm força de dobrar o Parlamento, dissuadir os golpistas e botá-los para correr [SIC!]".

Sobre o 'panelaço' ocorrido no domingo, durante o discurso da presidenta Dilma Rousseff para o Dia Internacional da Mulher, Boff afirma que o protesto é "totalmente desmoralizado", pois "é feito por aqueles que têm as panelas cheias e são contra um governo que faz políticas para encher as panelas vazias do povo pobre".

O teólogo afirma que a manifestação expressa "indignação e ódio contra os pobres" e são símbolo da "falta de solidariedade"; e que o "panelaço veio exatamente dos mais ricos [SIC!], daqueles que são mais beneficiados pelo sistema e que não toleram que haja uma diminuição da desigualdade e que gostariam que o povo ficasse lá embaixo".

Sobre o ato programado pela CUT e movimentos sociais para sexta-feira (13), Leonardo Boff diz que a importância é reafirmar os valores democráticos e a defesa da soberania do país: "Aqueles que perderam, as minorias que foram vencidas, cujo projeto neo liberal foi rejeitado pelo povo, até hoje, não aceitam a derrota. Eles que tenham a elegância e o respeito de aceitar o jogo democrático".

O teólogo frisa, mais uma vez, não temer o golpe. "É o golpe virtual, que eles fazem pelas redes sociais e pela mídia, inventando e fantasiando, projetando cenários dramáticos, que são projeções daqueles que estão frustrados e não aceitam a derrota do projeto que era antipovo".




Fonte: BRASIL 247

quinta-feira, 5 de março de 2015

A filial resistência de São Bruno de Segni ao Papa Pascoal II


DESTAQUE



Não vem ao caso, aqui, definir a natureza das censuras teológicas aplicáveis aos erros de Pascoal II e João XXII, mas analisar a liceidade de se resistir a tais erros, os quais certamente não correspondiam a sentenças pronunciadas ex cathedra. A teologia e a história nos ensinam que, se uma declaração do Sumo Pontífice contém elementos censuráveis no plano doutrinário, é lícito — e pode até ser obrigatório — criticá-la, mesmo que não se trate de uma heresia formal, expressa solenemente. Foi o que fizeram São Bruno de Segni contra Pascoal II e os dominicanos do século XIV contra João XXII. Com sua atitude, eles não erraram, mas os Papas daqueles tempos, os quais, aliás se retrataram antes de morrer.

[...] resistiram aos Papas que se desviavam da Fé foram precisamente os mais ardentes defensores da supremacia do Papado. Os prelados oportunistas e servis da época adaptaram-se ao flutuar dos homens e dos acontecimentos, antepondo a pessoa do Papa ao Magistério da Igreja. Bruno de Segni, nas pegadas de outros campeões da ortodoxia católica, antepôs, pelo contrário, a fé de Pedro à pessoa de Pedro e redarguiu a Pascoal II com a mesma firmeza respeitosa com que Paulo resistiu a Pedro (Gál. 2, 11-14).

Em seu comentário exegético de Mt. 16, 18, São Bruno explica que o fundamento da Igreja não é Pedro, mas a fé cristã confessada por Pedro. Cristo afirma, de fato, que Ele edificará a sua Igreja não sobre a pessoa de Pedro, mas sobre a fé que Pedro manifestou dizendo: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. A esta profissão de fé, Jesus responde: “É sobre esta pedra e sobre esta fé que edificarei a minha Igreja” (Comment.. in Matth., Pars III, cap. XVI, in PL, vol. 165, col. 213).

Elevando Bruno de Segni à honra dos altares, a Igreja chancelou a sua doutrina e o seu comportamento.

 

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Por Roberto de Mattei | Tradução: Fratres in Unum.com – Entre os mais ilustres protagonistas da reforma da Igreja nos séculos XI e XII, destaca-se a figura de São Bruno, bispo de Segni e abade de Monte Cassino.

Bruno nasceu em torno do ano 1045 em Solero, perto de Asti, no Piemonte. Depois de ter estudado em Bolonha, foi ordenado sacerdote no clero romano e aderiu com entusiasmo à reforma gregoriana. O Papa São Gregório VII (1073-1085) nomeou-o bispo de Segni e o teve entre os seus mais fiéis colaboradores. Também seus sucessores Vitor III (1086-1087) e Urbano II (1088-1089) valeram-se da colaboração do bispo de Segni, que unia aos seus trabalhos de estudioso um intrépido zelo apostólico em defesa do Primado romano.

Bruno participou dos concílios de Piacenza e de Clermont — no qual Urbano II convocou a primeira Cruzada — e mais tarde foi legado da Santa Sé na França e na Sicília. Em 1107, sob o novo Pontífice Pasqual II (1099-1118), tornou-se abade de Monte Cassino, cargo que fazia dele uma das personalidades eclesiásticas mais destacadas de seu tempo. Grande teólogo e exegeta, resplandecente pela doutrina, como escreve em seus Anais o cardeal Barônio (tomo XI, ano 1079), é considerado um dos melhores comentadores medievais das Sagradas Escrituras (Réginald Grégoire,  Bruno de Segni, exégète médiéval et théologien monastique, Centro Italiano di Studi sull’Alto Medioevo, Spoleto, 1965).

Sua época foi cheia de choques políticos e de profunda crise espiritual e moral. Na obra De Simoniacis, Bruno oferece-nos uma imagem dramática das deturpações da Igreja de seu tempo. Já no tempo do Papa São Leão IX (1049-1054) “mundustotus in maligno positus erat (todo o mundo estava sob o poder do maligno): não havia mais santidade; a justiça estava em decadência e a verdade sepultada. Reinava a iniquidade, dominava a avareza; Simão o Mago possuía a Igreja, os Bispos e os sacerdotes entregavam-se à volúpia e à fornicação. Os sacerdotes não se envergonhavam de tomar mulher, de abertamente contrair núpcias e matrimônios nefandos. (…) Tal era a Igreja, tais eram os Bispos e os sacerdotes, tais foram alguns dos Romanos Pontífices” (cf. S. Leonispapae Vita inPatrologia Latina (PL), vol. 165, col. 110).

No âmago da crise, além do problema da simonia e do concubinato dos sacerdotes, havia a questão da investidura dos bispos. O DictatusPapae, com o qual, em 1075, São Gregório VII havia reafirmado os direitos da Igreja contra as pretensões imperiais, constituiu a magna carta à qual apelavam Vítor III e Urbano II. Mas Pascoal II abandonou a posição intransigente de seus predecessores e tentou de todas as maneiras um acordo com o futuro imperador Henrique V. No começo de fevereiro de 1111, em Sutri, ele pediu ao soberano alemão que renunciasse ao direito de investidura, oferecendo-lhe em troca a renúncia da Igreja a todos os direitos e bens temporais. As negociações esvaneceram-se como fumaça e, cedendo às intimidações do imperador, Pascoal II aceitou um compromisso humilhante, assinado em Ponte Mammolo, em 12 de abril de 1111. O Papa concedia a Henrique V o privilégio da investidura dos bispos, antes mesmo da sagração pontifícia, com o anel e o báculo que simbolizavam tanto o poder temporal quanto o espiritual, prometendo ao soberano de jamais excomungá-lo. Pascoal coroou então Henrique V em São Pedro.

Essa concessão levantou uma multidão de protestos na Cristandade, porque contrariava a posição de São Gregório VII. O abade de Monte Cassino, segundo o ChroniconCassinense (PL, vol. 173, col. 868 C-D), protestou com força contra o que ele então definiu não como um privilegium, mas um pravilegium [NdT: jogo de palavras contrapondo um privilégio legítimo ao favorecimento do mal – pravus]e promoveu um movimento de resistência ao lapso papal. Numa carta endereçada a Pedro, bispo de Porto, ele definiu o tratado de Ponte Mammolo como “heresia”, apelando para as determinações de muitos concílios: “Quem defende a heresia – escreve – é herético. Ninguém pode dizer que essa não é uma heresia” (Carta Audivimus quod, in PL, vol. 165, col.1139 B).

Dirigindo-se depois diretamente ao Papa, Bruno afirma: “Os meus inimigos vos dizem que eu não vos amo e que falo de vós pelas costas, mas eles mentem. Eu de fato vos amo, como devo amar a um Pai e senhor. Enquanto estiverdes vivo, não quero ter outro pontífice, como vos prometi, junto a muitos outros. Escuto porém Nosso Salvador que me diz: ‘Quem ama o pai ou a mãe mais do que a Mim, não é digno de Mim’ (Mt. 10-37). (…) Devo portanto amar-vos, mas devo amar ainda mais Aquele que criou a vós e a mim”. Com o mesmo tom de filial franqueza, Bruno convidava o Papa a condenar a heresia, porque “quem defende a heresia é herético” (CartaInimicimei, in PL, vol. 163, col. 463 A-D).

Pascoal não tolerou essa voz de dissensão e destituiu Bruno do cargo de abade de Monte Cassino. Mas o exemplo de São Bruno motivou muitos outros prelados a pedirem com insistência ao Papa que revogasse o pravilegium. Alguns anos mais tarde, num Concílio que se reuniu no Palácio de Latrão, em março de 1116, Pascoal II retratou o acordo de Ponte Mammolo. O mesmo Sínodo lateranense condenou a visão pauperista da Igreja, expressa no acordo de Sutri. A concordata de Worms, de 1122, entre Henrique V e o Papa Calixto II (1119-1124), encerrou – pelo menos temporariamente – a questão das investiduras. Bruno morreu em 18 de julho de 1123. Seu corpo foi sepultado na catedral de Segni e, pela sua intercessão, houve a seguir muitos milagres. Em 1181, ou, mais provavelmente, em 1183, o Papa Lúcio III colocou-o entre os santos.

Alguém poderá objetar que Pascoal II (como mais tarde João XXII, na questão da visão beatífica) não incorreu jamais em heresia formal. Mas esse não é o cerne do problema. Na Idade Média o termo heresia era empregado em sentido amplo. Depois do Concílio de Trento, a linguagem teológica tornou-se mais precisa, introduzindo distinções entre proposições heréticas, próximas da heresia, errôneas, escandalosas, etc.

Não vem ao caso, aqui, definir a natureza das censuras teológicas aplicáveis aos erros de Pascoal II e João XXII, mas analisar a liceidade de se resistir a tais erros, os quais certamente não correspondiam a sentenças pronunciadas ex cathedra. A teologia e a história nos ensinam que, se uma declaração do Sumo Pontífice contém elementos censuráveis no plano doutrinário, é lícito — e pode até ser obrigatório — criticá-la, mesmo que não se trate de uma heresia formal, expressa solenemente. Foi o que fizeram São Bruno de Segni contra Pascoal II e os dominicanos do século XIV contra João XXII. Com sua atitude, eles não erraram, mas os Papas daqueles tempos, os quais,aliás se retrataram antes de morrer.

Além disso, aqueles que com mais firmeza resistiram aos Papas que se desviavam da Fé foram precisamente os mais ardentes defensores da supremacia do Papado. Os prelados oportunistas e servis da época adaptaram-se ao flutuar dos homens e dos acontecimentos, antepondo a pessoa do Papa ao Magistério da Igreja. Bruno de Segni, nas pegadas de outros campeões da ortodoxia católica, antepôs, pelo contrário, a fé de Pedro à pessoa de Pedro e redarguiu a Pascoal II com a mesma firmeza respeitosa com que Paulo resistiu a Pedro (Gál. 2, 11-14).

Em seu comentário exegético de Mt. 16, 18, São Bruno explica que o fundamento da Igreja não é Pedro, mas a fé cristã confessada por Pedro. Cristo afirma, de fato, que Ele edificará a sua Igreja não sobre a pessoa de Pedro, mas sobre a fé que Pedro manifestou dizendo: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. A esta profissão de fé, Jesus responde: “É sobre esta pedra e sobre esta fé que edificarei a minha Igreja” (Comment.. in Matth., Pars III, cap. XVI, in PL, vol. 165, col. 213).

Elevando Bruno de Segni à honra dos altares, a Igreja chancelou a sua doutrina e o seu comportamento.

quarta-feira, 4 de março de 2015

CAMINHAREMOS EM DIREÇÃO A UMA IGREJA 'FAST-FOOD', COMO SE DIZ, OU SEJA, AO 'GOSTO DE CADA UM'?



Participe da campanha em desagravo às ofensas a Nosso Senhor da página: Não ofendam mais a Deus, Nosso Senhor, que já está muito ofendido.


NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, VERDADEIRO DEUS E VERDADEIRO HOMEM


 ‘EGO SUM - SOU EU’ (JO 18, 5)


ATTRITUS EST PROPTER SCELERA NOSTRA "FOI DESPEDAÇADO POR CAUSA DE NOSSOS CRIMES" (ISAÍAS 53,5)

QUAL A VERDADEIRA FISIONOMIA DO HOMEM-DEUS?


PARA A SEITA CANADENSE DAVIS PARK CHURCH, JESUS SURFOU SOBRE A ÁGUA.


PODE UM CATÓLICO CONCEBER A IMAGEM DE UM JESUS SURFISTA?














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QUAL A VERDADEIRA FACE DO DIVINO MESTRE?



É a do Santo Sudário.

O Santo Sudário de Nosso Senhor Jesus Cristo é certamente a relíquia mais preciosa e venerada de toda a Cristandade.

Tendo passado por todo tipo de vicissitudes e desastres ao longo da História, inclusive um princípio de incêndio, ele se encontra atualmente na catedral de Turim, Itália, onde é exposto à visitação dos fiéis em certos períodos.

Trata-se do lençol de linho que envolveu o corpo sagrado do Salvador, descido ao sepulcro onde permaneceu por três dias, após os quais ressuscitou. Quis a Providência Divina que, milagrosamente, a figura de Nosso Senhor ficasse impressa nesse tecido, de forma indelével e humanamente inexplicável. Foi o modo que Deus Padre encontrou para legar aos homens a fotografia impressa de seu Divino Filho.


SANTO SUDÁRIO, SEMPRE PRESENTE NA VIDA DA IGREJA


O Santo Sudário alimentou a fé e a piedade dos primeiros cristãos, em Jerusalém, sustentou os mártires e os perseguidos nas catacumbas, inspirou a expansão dos católicos por toda a vastidão do Império Romano, extasiou os homens da Idade Média e, em particular, acendeu o zelo dos cruzados. Nas épocas posteriores, de decadência religiosa, foi ainda o Santo Sudário uma luz de fixação da fidelidade dos fiéis e de esperança de perdão para toda a humanidade.

Chegamos assim aos tempos presentes, em que o considerável desenvolvimento das ciências foi interpretado por muitos ateus, hereges e católicos decadentes como sendo o dobre de finados da veneração ao Santo Sudário, o qual não teria mais nenhuma missão a cumprir. As ciências o estudariam, provariam que ele é fruto de simples confecção humana, talvez até uma falsificação feita na Idade Média.

Verificou-se precisamente o contrário. Atraídos pela originalidade daquele misterioso tecido, os mais categorizados cientistas de diversos países, representando os mais diferentes ramos da ciência, debruçaram-se sobre o Sudário para estudá-lo e interpretá-lo, mediante os mais sofisticados aparelhos que a ciência conseguiu inventar, e aplicando os conhecimentos mais recentes. O resultado foi surpreendente para os detratores do Sudário: ficou provado que a figura ali impressa não tem qualquer explicação natural.

Mais ainda, os estudos mostraram que a origem do Sudário se situava na Palestina no primeiro século, e que a figura nele representada coincidia com a descrição dos Evangelhos, sendo totalmente inexplicável pela ciência o modo pelo qual fora ela impressa no linho.


A CONTEMPLAÇÃO DA VERDADEIRA FACE DE NOSSO SENHOR



Qual é o alcance de nós contemplarmos a Sagrada Face de Nosso Senhor Jesus Cristo?

Sabemos que em todo homem a face é um símbolo da alma. Contudo, entre nós, ocorre de ser com muita frequência um símbolo mentiroso. Explica-se: de um lado, muitas vezes os homens simulam uma fisionomia para encobrir os seus defeitos; de outro, à vista de nossa propensão ao mal (consequência do pecado de Adão), muitas vezes a face de um homem — ainda que não intencionalmente — é ambígua, não exprimindo tudo quanto lhe passa na alma.

Por essa razão, quando não muito adestrada no assunto, a pessoa pode facilmente não perceber em alguém o fundo da alma de que aquela fisionomia é um símbolo. Dito em outros termos, pode não ser capaz de perceber o valor simbólico de certa fisionomia.

Entretanto, não era assim em Nosso Senhor Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem. Enquanto Homem era Homem perfeitíssimo, era o mais perfeito dos homens que jamais houve e haverá. Portanto, a Sua fisionomia era, de fato, a expressão perfeita de Sua santidade insondável.

Olhando a Sagrada Face, tem-se a impressão viva daquele episódio do Evangelho: os algozes que O iam prender, perguntaram se Ele era Jesus Nazareno. Foi quando Jesus respondeu: "Sou Eu!" E todos caíram com a face no chão, isto é, aqueles mesmos que O iam prender. Tal era a sua majestade, sua segurança. Esta resposta: "Sou Eu!", lembra a definição que Deus deu de si mesmo a Moisés, quando Ele apareceu numa sarça ardente. Moisés perguntou quem Ele era. Ele disse: "Eu sou Aquele que é!" Se disséssemos que esta figura se define assim: "Eu sou Aquele que é!", estaria absolutamente definida, porque é uma comunicação com o todo absoluto, uma posse do todo absoluto, uma segurança de si por onde se vê que Ele é o padrão e a medida de todas as coisas, e que julga, como Rei e como Deus, todas as coisas, à luz de Si mesmo, o que é uma verdadeira maravilha.

Ao mesmo tempo, entrevemos o que poderia conter de divinamente suave e afável o Seu olhar. Igualmente, o que poderia haver de supremamente afável na linguagem e no timbre de sua voz. É a coexistência de todas as virtudes, de todas as perfeições, em todos os graus que possam caber na natureza, como reflexo da natureza divina ligada a Ele pela união hipostática.

Não menos digna de nota é a severidade da expressão. Nosso Senhor morreu vítima de um crime atroz. Noutros termos, do pior de todos os crimes, o crime do deicídio produzido e operado pelo maior tormento de que há notícia na história.

Olhando essa fisionomia, vemos que Ele está como um Juiz diante de seus algozes. Verificamos, no olhar divino, uma rejeição, uma censura, um desacordo, e uma condenação àqueles que O mataram. Ao pé da letra, expressão verdadeiramente divina. Estaria como a dizer: "Eu sou a Lei, Eu sou o Juiz, e Eu sou a Vítima! E julgo, a esses três títulos, o crime que contra Mim foi praticado". Quer dizer, é verdadeiramente majestoso e assombroso.

A face (no Sudário) é de homem quase envelhecido pelo sofrimento... A face direita está inchada e a esquerda contusa; a barba e os cabelos desalinhados e cheios de manchas de sangue. Contudo, os sentimentos que nela se leem são os mais comoventes e misteriosos. É um sentimento de infinita tristeza, que envolve toda a fisionomia, acompanhada de um sentimento de doçura e resignação, misturada da impressão de serenidade, grandeza, e, sobretudo de MAJESTADE!

O profeta Isaías descreve ainda a aparência que Cristo teria ao ser açoitado, antes de Sua crucificação. "...sua aparência estava tão desfigurada, que ele se tornou irreconhecível como homem; não parecia um ser humano" (Isaías 52:14). Estas palavras descrevem a crueldade desumana que Ele sofreu a ponto de não mais parecer um ser humano (Mateus 26:67, 27:30, João 19:3). Sua aparência era tão terrível que as pessoas olhavam para Ele com espanto.

Muito antes da vinda de Nosso Senhor, o Profeta Jeremias colocara na boca do Messias: "Ó vós, que passais pelo caminho, olhai e vede se há dor semelhante à minha dor”(Lam. 1, 12).

Para se compreender o que há de profundo e misterioso nisso, é preciso imaginar Nosso Senhor dizendo aos Apóstolos: "Minhas cogitações não são as vossas, e as minhas vias não são as vossas".

Deflui da fisionomia deste Varão Divino a impressão de que Ele é cheio das cogitações mais altas, e nas quais Ele vive permanentemente colocado, de um modo estável. Além disso, Ele é a via. Em síntese, o que está de acordo com Ele é certo e o que está em desacordo com Ele é errado. Pode-se imaginar a Cristo dizendo de Si: "Eu sou o caminho, a verdade, a vida".

Haveria como negar que Ele seja isso em sua plenitude?

Há, porém, um mistério inviscerado aí, algo que é próprio do absoluto. Denota prodigiosa certeza que Ele tem a respeito de si mesmo, e que se expande por todo o seu ser, de um modo indizível: comunicação com a natureza divina, com a Santíssima Trindade, e, num mesmo conjunto, a atenção posta nos mistérios de Deus e nos homens, em cujo meio Ele está. É realmente o Mediador entre Deus e os homens.


Os textos do Evangelho dão a impressão de que o aspecto físico de Jesus devia ser agradável e atraente. É o que se depreende do impacto que Ele causava às multidões e também aos enfermos, aos pecadores e às pecadores (cf. Mc 1,27.37.45; Lc 7,16s...). Esse impacto provinha não somente do vigor espiritual e religioso de Jesus, mas também da graça de Seu semblante e do Seu porte. Principalmente o olhar de Jesus deveria fazer estremecer, censurar, inflamar, como se deduz da locução familiar a São Marcos: "Ele, olhando em tomo de si, disse..." (cf. Mc 3,5.34; 5,32; 10,23; 11,11).


O CARÁTER DIVINAMENTE SAGRADO DA FISIONOMIA E DA VIDA DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO – O TESTEMUNHO DOS MILAGRES POR PARTE DOS JUDEUS E PAGÃOS DA ÉPOCA



“Eis o caráter de Jesus Cristo, tal como os Evangelhos o retratam: no que se refere à inteligência, sublimidade contínua; no que se refere ao coração, ternura casta e inefável; no que se refere ao poder de vontade, certeza absoluta acerca de si. Ora [entre outros aspectos], esse caráter é incompatível com o vício ignóbil, que não ousa nomear-se.



Jesus Cristo era sincero, acreditava no que dizia. De fato, afirmava que era Deus. Foi isso que disse aos discípulos, aos amigos. Disse o mesmo ao povo, à suprema magistratura de seu país. Ele foi condenado à morte e crucificado por causa dessa afirmação [quer dizer, por causa da afirmação de sua divindade]. Portanto, sabia que era Deus. (...).



Simultaneamente, a Igreja Católica, filha e esposa de Jesus Cristo, comprova a divindade de seu Fundador e seestriba nos Evangelhos para provar aos filhos da Igreja a divindade daquele que a fundou.



Disseram-lhe os habitantes de Belém: ‘Provai, por meio de alguns milagres, que sois Deus’. 



Jesus Cristo responde-lhes: ‘Consinto em fazê-los. Trazei-me um morto e Eu o ressuscitarei’.



Com máxima prontidão, gente do povo sai em busca de um túmulo. Aí chegando, abrem esse túmulo, onde se encontram ossos ressecados.



Trazendo esses ossos para junto de Jesus, este os põe em alinhamento certo, revestindo-os de pele, carne e articulações, e devolve a vida a esse indivíduo.



À vista desse prodígio, ficam todos num transporte de admiração.



Jesus volta a dizer: ‘Estais admirados? Trazei agora um leproso e Eu o curarei’. 



Assim que trouxeram um leproso à Sua presença, num instante, Ele o curou.



Assombrados diante de tais maravilhas, os habitantes de Belém prostraram-se diante dele e o adoraram, dizendo: ‘Sois verdadeiramente o Filho de Deus’.



Chegando a Jerusalém notícia dessas maravilhas, [alguns] sentiram muita alegria, mas os sábios, representantes da nação, experimentaram a maior amargura, tomando a resolução de atrair [a Jesus] para Jerusalém, a fim de condená-lo [à morte] (...)”.    



Quem teria sido o autor do relato acima?



Um ‘fundamentalista’ católico — como, nos dias de hoje, muitos ousam apodar aos verdadeiros fiéis, isto é, aos que não se curvam às imposições do ‘politicamente correto’ da autodemolição eclesiástica em curso? 



Estamos nos antípodas disso.



Eis a fonte: Extrato do segundo Talmude, ou Talmude da Babilônia, escrito no fim do século V; redigido por vários rabinos, os quais, após a dispersão dos judeus sob o reinado de Adriano, retiraram-se para a Babilônia, em cujo território mantiveram escolas durante alguns séculos (Voy Tela Ignea Satanae, etc; Alcorf., 168, 2 vols – in 4º). [apud Dictionnaire Apologétique, MIGNE, p. 772, 773, 775, 776].


Ver, também, La Réligion Chrétienne autorisée par le témoignage des auteurs paiens, par le P. de COLONIA; et l’Histoire de l’établissement du christianisme tirée des seuls auteurs juifs et paiens, par Bullet [idem, ibidem].



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QUE PENSAR, ENTÃO, DE UM JESUS HIPPIE, JESUS ‘POP-STAR’, JESUS ‘ROCKEIRO’ OU JESUS ‘SURFISTA’?


‘APÓS O CONCÍLIO NÃO CONSEGUIRAM TRANSMITIR CONCRETAMENTE O QUE ESTÁ CONTIDO NA FÉ CRISTÃ...’ – BENTO XVI


Uma grande revista de circulação nacional estampou em sua capa, anos atrás, o rosto de Jesus rodeado por símbolos hippies, com a seguinte manchete: "Deus é pop". Essa mesma publicação punha em realce peculiaridades desses novos movimentos, ditos ‘juvenis’, que pretenderiam veicular uma fisionomia de Jesus Cristo ‘adaptada à nossa época’ e num contexto de completa dessacralização do cerimonial católico. Assim, por exemplo, falso altar, em forma de prancha; rock n'roll durante os cultos, grandes baladas ‘cristãs’, etc. De uns tempos para cá, essa investida contra a verdadeira imagem do Salvador,e contra a reverência devida aos templos católicos, faz devastações.

De momento, a erisipela da irreverência blasfema assola Botucatu, onde membros de grupos católicos ‘progressistas’ decidiram divulgar a imagem de Nosso Senhor como surfista!

Isso é o cúmulo da irreverência e deve despertar máxima indignação.

Tal expediente, que consiste em deformar a sagrada imagem de nosso Divino Redentor, eis precisamente algo que jamais será de molde a atrair jovens sérios e sedentos de ideal católico para o recinto sagrado (aliás, cada vez menos sagrado e mais profano...).

Tais ultrajes contra a fisionomia de Jesus Cristo constituem mais um capítulo clamoroso do processo de autodemolição da Igreja, mencionado por Paulo VI, em 1968. 

Não será com artimanhas injuriosas à Fé que se fará cessar a catastrófica crise no seio da Igreja.


A ‘DESCATOLICIZAÇÃO’ DO POVO CRESCE NUM RITMO GALOPANTE.

Há mais de cinquenta anos, praticamente não se faz outra coisa senão dessacralizar os ambientes católicos, vilipendiando as mais santas e legítimas tradições, sob o falacioso pretexto de tornar a religião mais acessível à multidão. — Com que resultado?

A esse respeito, ouçamos uma voz autorizada.

Eis como o Cardeal Ratzinger, hoje Papa Emérito Bento XVI, via a situação, dez anos atrás:

“ [...] torna-se patente que a ausência de conhecimentos em matéria de religião é hoje uma realidade tremenda. Basta falar com as novas gerações [para nos darmos conta disso]. Evidentemente, após o Concílio não conseguiram transmitir concretamente o que está contido na fé cristã” (Cfr. “La Razón”, edicióndel 28 de mayo del 2003. www.conoze.com/doc.php?doc=1806 destaques nossos).

Vejamos, no mesmo sentido, o que Bento XVI afirmou na quinta-feira santa, em abril de 2012: “Os elementos fundamentais da fé, que no passado toda criança sabia, são cada vez menos conhecidos”. (destaques nossos).

A quem aproveitou, então, a propalada “tática” do “aggiornamento”, procedimento surrado, ‘atrasado’ em cinquenta anos? Positivamente, não ao incremento e à exaltação da Fé...

Ouçamos, neste particular, ainda uma vez, as esclarecedoras palavras do Papa Emérito, Bento XVI, quando ainda Cardeal:

"Os resultados que se seguiram ao Concílio parecem cruelmente opostos às expectativas de todos, a começar do papa João XXIII e depois de Paulo VI [...] Os Papas e os Padres conciliares esperavam uma nova unidade católica e, pelo contrário, se caminhou para uma dissensão que — para usar as palavras de Paulo VI — pareceu passar da autocrítica à autodemolição. Esperava-se um novo entusiasmo e, em lugar dele, acabou-se com demasiada frequência no tédio e no desânimo. Esperava-se um salto para a frente e, em vez disso, ocorreu um crescente processo de decadência [...]. A Igreja pós-conciliar tornou-se um grande estaleiro. Mas é um estaleiro do qual se perdeu o projeto e todos continuam a construir segundo o seu gosto”.(Card. Joseph RATZINGER, Rapportosulla Fede, Entrevistado por Vittorio Messori, EdizioniPaoline, Milão, 1985, pp. 27-28; destaques e negrito nossos).

Será essa a mais recente novidade do ‘estaleiro’ da Igreja pós-conciliar?

Caminhar em direção a uma igreja ‘fast-food’, como se diz, ou seja, ao ‘gosto de cada um’?


Ao leitor amigo, católico de princípios e não apenas de propaganda, a palavra.
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