domingo, 16 de junho de 2013

LOBBY GAY - Até agora não houve ninguém que desmentisse o publicado








As palavras do Pontífice que fizeram a Cúria tremer
‘O embaraçoso silêncio da Cúria mostra que as palavras do Papa são verdadeiras’ 


Gian Franco Svidercoschi, antigo vice-diretor do [jornal da Santa Sé] L’Osservatore Romano, sabe como ler nas entrelinhas do que foi deixado em silêncio pelo Vaticano. Ele explica: “O embaraçoso silêncio da Cúria mostra que as palavras do Papa são verdadeiras”.




*** * ***



Os prelados admitem: é uma questão conhecida. Alguns inclusive revelam que houve carreiras bloqueadas pelo “gossip”.7

Tradução: Fratres in Unum.com



Silêncio na Cúria Romana após as palavras que o Papa teria pronunciado sobre um “lobby gay”. Incômodo pela difusão do encontro privado que Francisco teve com religiosos latino-americanos, mas até agora não houve ninguém que desmentisse o publicado. A reação depois da bomba de palavras sobre o “lobby gay” no Vaticano atribuída ao Papa Francisco é de silêncio. A cúpula da CLAR, a Confederação Latino-Americana dos Religiosos, que transcreveu o seu diálogo com Bergoglio e que acabou sendo publicado no sítio chilene “Reflexion y Liberación”, deplora a publicação, sem explicar, todavia, como chegou ela às mãos dos editores do sítio. Embora no Vaticano digam que não é correto colocar entre aspas as afirmações que o Papa teria feito, como se tratasse de verdadeiras citações, ninguém desmentiu a substância do publicado.

« Na Cúria há desconcerto pelo fato de que Francisco não esteja livre para falar em privado sem que depois suas palavras sejam publicadas », sussurra desconsolado um monsenhor, que depois acrescenta sobre o “lobby gay”: « fala-se disse há tempos, não é nenhum mistério; a novidade é que agora quem falou disso foi o Papa, embora não nestes termos específicos ».

Vendo o Papa ontem, saudando e abençoando a mais de 50 mil fiéis durante a audiência das quartas, não se podia dizer que ele estava preocupado com o que poderia ter se tornado o primeiro incidente midiático de seu pontificado. Ademais, como não recordar que justamente os grupos, as facções de poder dentro da Cúria Romana e o escândalo dos “vatileaks” ocuparam muito espaço nas discussões entre os cardeais, sobretudo os estrangeiros, antes do último conclave? Para não falarmos do caso do purpurado escocês, Keith O’Brien, obrigado a renunciar e a não participar do conclave após ter admitido abusos cometidos há trinta anos contra alguns seminaristas (adultos).

Ou seja, apesar de algumas reações indignadas, não é nenhum mistério que o problema exista. Antes de partir da Argentina, o Cardeal Bergoglio — segundo a sua biografia que acaba de ser publicada por Evangelina Himitian (“Francisco. O Papa do povo”), respondeu a uma pergunta sobre o perfil do futuro Papa, citando entre os seus deveres o de “limpar a Cúria”. Não esperava que ele mesmo devesse fazê-lo, apesar de seus 76 anos.

É complicar adentrar no labirinto de intrigas e acusações cruzadas que circulam nos sagrados palácios, onde as cartas anônimas estão na ordem do dia e onde justamente a acusação de homossexualidade é a que se usa com maior desenvoltura para destruir os adversários. Não devemos esquecer que há alguns anos, depois de uma investigação do programa italiano “Exit”, no canal 7, um monsenhor da Congregação para o Clero foi filmado, em segredo, com um jovem que havia conhecido pela internet. O prelado perdeu o seu cargo na Cúria, apesar de ter afirmado que estava realizando um estudo, como se fosse um infiltrado, embora seus superiores ignorassem o caso. Noutros casos, por sua vez, não basta ser pego em flagrante para ter uma carreira interrompida, como é o caso do brilhante diplomata vaticano que foi pego na cama com um homem; tiraram-no da nunciatura, porém, de toda forma, foi feito bispo poucos anos depois. Para alguns, evidentemente «protegidos», a carreira não se interrompe. Uma acusação de homossexualismo feita por um cardeal contra um importante bispo da cúria “congelou” qualquer nomeação do acusado para postos importantes, embora depois das investigações dos “007 de batina” as acusações tenham caído e se chegou à desejada nomeação. Para não falarmos de jovens e empreendedores leigos que caíram nas graças das mais altas esferas vaticanas por conta de inconfessáveis questões sexuais. Um exemplo desse sórdido mundo foi o caso do “gentil-homem de Sua Santidade” Angelo Balducci, para quem um dos coristas da Capela Giulia procurava amantes em troca de dinheiro.

A existência de uma rede de monsenhores “homossensíveis” foi confirmada no sítio da web “Venerabilis”, promovido pelos membros da “Homosexual Roman Catholic Priests Fraternity”, grupo virtual que coloca em contato sacerdotes gays, e alguns deles trabalham nos escritórios da Cúria Romana.


As mensagens que lança a este respeito, como as que repetiu sobre o “carreirismo” eclesiástico e sobre a transparência das finanças vaticanas, indicam que o Papa está ciente da situação que deve enfrentar e mudar.

sábado, 15 de junho de 2013

JMJ Rio - Carta aberta do GGB pede ao papa que não se manifeste contra a união gay em visita ao Brasil e lute contra a homofobia




[LUIZ MOTT, O REPRESENTANTE DO GRUPO DE HOMOSSEXUAIS, DIZ QUE É “PECADO GRAVE” A HOMOFOBIA. PARA COMPLETAR A INDIZÍVEL BLASFÊMIA, SÓ FALTOU DIZER QUE ‘PECADO QUE BRADA AO CÉU E PEDE A DEUS VINGANÇA’ É A REJEIÇÃO DA PRÁTICA SODOMÍTICA (PECADO CONTRA A NATUREZA). De forma clara, o mesmo Luiz Mott pede que a JMJ favoreça a campanha pró-homossexualismo...]


*** * ***




O Gupo Gay da Bahia, GGB, fundado pelo ex-seminarista dominicano e doutor em Antropologia Luiz Mott em 1980, emitiu ontem, dia 11, uma carta aos participantes da Mundial da Juventude, que ocorre no Rio de Janeiro, entre os dias 23 e 28 de junho. Em nota, a entidade pede diretamente que o papa Francisco "não fale nada contra os direitos humanos dos homossexuais já que no Brasil foi legalizado o casamento homoafetivo”. A entidade lembra que a maioria dos brasileiros apóia a união homoafetiva e que artistas que se apresentarão no evento - como Ivete Sangalo, Milton Nascimento e Michel Teló - já se manifestaram publicamente a favor das uniões gays.
 

Aos participantes, a entidade ainda indica locais para denunciar qualquer homofobia, lembra do uso do preservativo e da idade legal de consentimento sexual no país, que é de 14 anos, mas indica que é melhor se relacionar com maiores de 18 anos.  "Jesus nunca condenou o amor homoafetivo, disse até que 'há eunucos (gays) que assim nasceram do ventre de suas mães'" argumenta o grupo que pede que o papa pregue sim a máxima do cristianismo: “amai-vos uns aos outros!".


Ao pontífice, o GGB pediu que não gere mais munição para a violência homofóbica e discussões bíblicas quanto aos direitos das pessoas do mesmo sexo no país. O GGB pede ainda que o evento ajude a minimizar a “eventual homofobia internalizada imposta pelos moralistas intolerantes e que se aceitem como são: legítimos templos do Espírito Santo, pois Jesus nunca fez acepção de pessoas. E protestem contra qualquer declaração ou manifestação de intolerância anti-LGBT: exijam o mesmo respeito demonstrado por Cristo às pecadoras e desviantes sexuais".





Confira abaixo a carta aberta emitida pelo grupo, que é o mais antigo grupo gay do país em atividade:





Carta aberta do Grupo Gay da Bahia aos participantes da Jornada Mundial da Juventude, RJ, 23-28/6/2013



Bem vindos ao Brasil, que tenham dias divinos na Cidade Maravilhosa. 



A primeira recomendação é ao simpático [SIC!] Papa Francisco: o Brasil é um país laico e a Constituição Federal proíbe qualquer tipo de preconceito e discriminação. Portanto, admoestamos a Vossa Santidade que não fale nada contra os direitos humanos dos Homossexuais (LGBT), já que também no Brasil foi legalizado o casamento homoafetivo, apoiado por mais da metade dos brasileiros, inclusive pelos famosos cantores que abrilhantarão a Jornada da Juventude, Ivete Sangalo, Milton Nascimento e Michel Teló.
 

A segunda recomendação é para os jovens de ambos os sexos: respeitem a sua própria livre orientação sexual e a dos outros. Jesus nunca condenou o amor homoafetivo, disse até que “há eunucos (gays) que assim nasceram do ventre de suas mães”.  Portanto, a homofobia – o ódio anti-homossexual – é pecado grave que atenta contra a lei áurea do cristianismo, “amai-vos uns aos outros!” Aos jovens católicos participantes da Jornada Mundial da Juventude, recomendamos que superem sua eventual homofobia internalizada imposta pelos moralistas intolerantes e que se aceitem como são:  legítimos templos do Espírito Santo, pois Jesus nunca fez acepção de pessoas. E protestem contra qualquer declaração ou manifestação de intolerância anti-LGBT: exijam o mesmo respeito demonstrado por Cristo às pecadoras e desviantes sexuais. E no caso de encontrarem alguma “garota de Ipanema” ou algum “Menino do Rio”, não se esqueçam que usar preservativo é um ato de amor! A idade do livre consentimento sexual no Brasil é 14 anos, segundo o Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), porém, é mais tranquilo só relacionar-se com maiores de 18 anos. É legal ser homossexual no Brasil!

sexta-feira, 14 de junho de 2013

BALÃO DE ENSAIO DE UMA BADERNA PRÉ-REVOLUCIONÁRIA?



Raphael de la Trinité



PROVA CABAL DE QUE AS MANIFESTAÇÕES CONTARAM COM A CONIVÊNCIA DAS AUTORIDADES (IN)COMPETENTES - BALÃO DE ENSAIO DE UMA BADERNA PRÉ-REVOLUCIONÁRIA? - 'SURTOS' PREMEDITADOS DE MOTINS QUE FACILMENTE DEGENERAM EM INSURREIÇÃO SOCIAL.

"As vontades débeis traduzem-se em palavras; as vontades fortes em atos". – GUSTAVE LE BON

Há quase cento e vinte anos, ou mais precisamente em 1895, o ensaísta e psicólogo francês Gustave Le Bon escrevia o interessantíssimo trabalho “A Psicologia da Multidão”.

Le Bon sustenta que, no meio de uma multidão, o homem regressa a um como que estado mental primitivo. Assim sendo, certa pessoa, que, no dia-a-dia, costuma ser comedida e culta, torna-se capaz, em determinadas circunstâncias, de abdicar de todo poder de censura e autocontrole, passando a agir como um bárbaro, que se entrega à prática dos mais espantosos atos de crueldade. Isso ocorre por efeito de contágio, como se fosse um rastilho de pólvora: subjugado pela massa, o indivíduo facilmente perde as suas faculdades críticas, deixando-se conduzir, mais ou menos cegamente, pelos demais.

Há uma espécie de lapso da individualidade, no concerto das multidões. Sob o jugo de fortes emoções e do exemplo frenético de outros, pessoas comuns perdem o domínio de si, e, despojando-se momentaneamente dos padrões normais de conduta, podem agir como celerados, mais ou menos à maneira de autômatos.

Insuflada a revolta, os líderes de tais manifestações, desde que bem escolados, conduzem as massas na direção que desejam.

A História acha-se repleta de episódios dessa natureza, que demandariam alentados volumes.




*** * ***





A insolência dos baderneiros impôs a milhões de paulistanos outro dia de cão




As autoridades encarregadas de preservar a ordem pública nem precisam recorrer a especialistas em inteligência para saber onde e quando vai começar mais um dia de cão. O próprio Movimento Passe Livre faz questão de divulgar o lugar e a hora do  início de outra manifestação destinada a reduzir a uma terra sem lei a maior metrópole da América Latina. Agentes infiltrados e sherloques fantasiados de estudante são coisa de antigamente. Foram aposentados por um punhado de páginas na internet.
Até os botões das fardas dos PMs sabiam que nesta quinta-feira a erupção de violência e vandalismo começaria às 5 da tarde, em frente do Teatro Municipal. Até as botas dos policiais sabiam que os revolucionários que vivem de mesada tentariam, de novo, invocar a norma constitucional que trata da liberdade de manifestação para revogar por tempo indeterminado o Estado Democrático de Direito. Se tivesse chegado antes, a tropa poderia impedir a gestação do tumulto. Como entrou em ação depois de consumado o parto, deu no que deu.
Caso estivessem efetivamente interessados apenas na redução das tarifas do transporte urbano, caso a multidão de alistados fosse de bom tamanho, os comandantes da legião dos 20 centavos se contentariam com o espaço diante do Teatro Municipal ou algo parecido. A Praça Tahir foi suficiente para os que sonhavam com a primavera egípcia. O problema é que, por sofrer de raquitismo congênito, a caricatura brasileira precisa zanzar pelas ruas. Pouco numerosa, recorre ao manual da violência  para simular a musculatura que jamais terá.
Pela quarta vez em pouco mais de uma semana, a democracia amargou uma derrota humilhante. Não foi vencida pela força dos atacantes, insista-se. Perdeu para a tibieza dos que juraram defendê-la.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Será verdade que, pela primeira vez, um Papa ensina como burlar o antigo Santo Ofício? — O que virá depois?



Nota do BlogA CLAR reagiu à publicação de um resumo deste encontro pelo site católico chileno Reflexión y Liberación, que repercutiu em todo o mundo. Comentários de leitores do Fratres in Unum, selecionados e com os devidos destaques. Ler, ao final, a declaração da CLAR.

Destaques de Core Catholica





***

FernandoNF 
11 junho, 2013 às 9:06 pm

Francisco está começando a se tornar refém do seu “desapego” à privacidade e ao recato. Seu pontificado, por hora, tem se resumido a dar explicações sobre os mal entendidos surgidos dos relatos sobre as conversas informais que saem para além dos muros do Vaticano. Para um pontificado que fora inaugurado pela promessa de “eficiência gerencial”, o que mais se vê e se ouve são insinuações, imprecisões, indefinições e sensação cada vez mais desagradável de que temos um Pontífice alheio e pouco cuidadoso à complexidade dos problemas que se lhe apresentam.

Confio na Providência, na presença do Espírito Santo e na fé do povo de Deus para guiar a Igreja nesses mares cada vez mais enegrecidos e revoltosos. Como certa vez os próprios redatores do Fratres afirmaram, as transformações mais profundas estão ocorrendo longe dos muros de Roma, no meio do povo de Deus. Francamente, a imagem que hoje eu tenho da Igreja é a de uma nau à deriva, insubmissa à violência das ondas, mas longe de encontrar águas calmas para singra-las.

***

Renato Lima 
11 junho, 2013 às 10:34 pm

Realmente foi um mal entendido ou Francisco disse o que disse e a repercussão na internet e grupos tradicionais foi tão grande que deixou à mostra o progressismo de Francisco?

Por que Francisco não vem e diz que não disse o que disse?

Por que só assessores ou membros da progressista CLAR é que vem para desdizer o que foi repercutido?


***


Bruno Luís Santana 
12 junho, 2013 às 12:38 am

Se confiarmos no que estes religiosos recordaram da audiência, é a primeira vez que um papa ensina como burlar o antigo Santo Ofício.

Ou seja: a ortodoxia, a crer neste relato, não passa de uma fachada incômoda e necessária, que existe para manter o decoro.

Obrigado, Bento XVI. Nunca foi tão difícil dizer Viva o Papa. Fiquei assombrado ao vê-lo eleito, resisto a ele de coração, não consigo arrancar isso de mim, porque vejo nele antes um flagelo, um opositor que é diametralmente oposto à Igreja.

É para causar vergonha, mas não consigo me convencer de que estou neurótico, de que estou redondamente enganado, e principalmente; de que estou sendo injusto.

Eu quero estar enganado, mas só consigo desejar que este pontificado chegue ao fim.

Obrigado, Bento XVI. Sete longos anos com luvas de pelica alteraram tão pouco a feição do Sacro Colégio, que a esmagadora maioria “conservadora” votou em Bergoglio.

O que virá depois?

Senhor, dai-me um coração novo, mas, dai-me juízo também, e retidão de intenção, para que possa viver de forma a agradar-Lhe.


***

André C.A. 
12 junho, 2013 às 5:29 pm

A Igreja até 1940 era pelagiana ou são só os tradicionalistas?


*** * ***

Religiosos latino-americanos confirmam declarações de Papa sobre 'lobby gay'
Fonte: Uol

CIDADE DO VATICANO, 12 Jun 2013 (AFP) - A Confederação Latino-Americana dos Religiosos (CLAR) confirmou nesta quarta-feira as declarações do Papa Francisco sobre a corrupção e existência de um lobby gay no Vaticano durante um recente encontro.

A CLAR reagiu à publicação de um resumo deste encontro pelo site católico chileno Reflexión y Liberación, que repercutiu em todo o mundo.

"A presidência da CLAR lamenta profundamente a publicação de um texto fazendo referência a um encontro com o Papa", indicou a CLAR em um comunicado, que indica que "nenhuma gravação" foi feita durante a audiência.

O resumo foi escrito pouco após a reunião "com base nas lembranças dos participantes", acrescentou a Confederação.

"É claro que não podemos atribuir ao Papa com absoluta certeza as expressões específicas contidas no texto, mas apenas o sentido geral", explicou o comunicado, confirmando as declarações.

O resumo, ressalta o comunicado, "estava destinado a registrar a memória pessoal dos participantes e de maneira nenhuma a publicação, para o que nenhuma autorização foi pedida".

No Vaticano, é visível o problema de "comunicação interna" ligada ao modo muito livre de expressão do novo pontífice.

Segundo o resumo, durante a audiência com membros da CLAR, o Papa denunciou os interesses financeiros por trás das leis pró-aborto e reconheceu a dificuldade de realizar mudanças na Cúria Romana. 

Ele ainda admitiu que "na Cúria, há pessoas verdadeiramente santas, mas também existe uma corrente de corrupção", acrescentando: "fala-se de 'lobby gay', e é verdade, ele existe", segundo o resumo. 

Desde a eleição em março do Papa Francisco, textos e conversas vazaram para a imprensa.

O porta-voz da voz Santa sé, o padre Federico Lombardi, ressaltou na terça-feira se tratar de uma reunião privada e que "não tinha nenhum comentário a fazer" sobre a questão.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Lobby gay — Palavras do Papa Francisco suscitam muita perplexidade



Nota do Blog: A propósito dessa mesma matéria, vários leitores enviaram comentários ao site Fratres in Unum. Abaixo, recolhemos alguns comentários mais concludentes.

Destaques de Core Catholica








*** * ***


Danilo
11 junho, 2013 às 9:27 pm

Gente, vamos parar de mandar rezar missas para os defuntos. Para quê? Parem com essa coisa de contar missas, acumular número! Digam apenas: “eu rezei por fulano”, “pedi por fulano”. Isso é muito ultrapassado.

E, por favor, parem também com essa história de comunhão reparadora nos primeiros cinco sábados. Por que não dizem “recebi uma comunhão”? Por que essa história de calendário, de dias da semana, de sábado? São práticas muito ultrapassadas. Por favor, não riam dAquela Senhora que mandou fazer isso…

E essa história de confessar os pecados em número! Por que não dizem apenas “pequei”? Por que detalhar tanto para o pobre padre? Essa é também uma disciplina ultrapassada…

E a Via Sacra então! Para que tantas estações? Meu Deus! Isso é coisa de gente que gosta de sofrer em prestação, algo típico desse neopelagianismo de hoje em dia.

Isso tudo é sinal de gente que parece querer exteriorizar algo, como se fossem puros e santos. Não! Hoje precisamos, sim, nadar com a corrente e aparentar a nossa mundanalidade como ela é. Somos pecadores e devemos nos comportar como tal!

Preocupa-me muito essa tentativa restauracionista. Querem reviver práticas que não fazem o menor sentido para o homem moderno.


***

juazeirense
11 junho, 2013 às 11:03 am

Nós somos então os restauracionistas, ao que parece, ou estou enganado?
Queira Deus, por sua misericórdia, abençoar e iluminar o Papa Francisco, para que possa compreender que não há outro caminho senão aquele bem definido pelo Santo Papa Pio X “restaurar todas as coisas em Cristo!”


***


Eduardo Gregoriano      
11 junho, 2013 às 11:31 am

(...) Sinto muito que o senhor Santo Padre, aceite as orações dos não-católicos, e estranhe 3.525 Rosários rezado pelo senhor. Por que dois pesos e duas medidas? Nós o amamos! Os não-católicos não amam o Papa. Rezamos pelo senhor em todas as Missas, e os não-católicos? O senhor recebe todos, respeita os infiéis, mas a nós só o peso de vosso cargo?


***


Marcelo Diniz
11 junho, 2013 às 2:22 pm

Interessante nota do Rorate-Caeli: Santa Sé não negou o conteúdo da matéria. Tendo em conta que o Lombardi é o desmentidor geral, se fosse algo grave certamente seria desmentido. Podemos quase inferir que, no Vaticano, o que não é desmentido é garantido:

[Update (1300 GMT): Il Sismografo, that frequently links to us, asked the Vatican spokesman directly today about the content of the report. Fr. Lombardi's answer was the following: "The meeting of the Holy Father with the members of the Presidency of the CLAR was a meeting of a private nature. I do not have therefore any declarations t make on the contents of the conversation." Grazie, Il Sismografo! / Following up on Lombardi's refusal to comment, the large Spanish broadsheet El Mundo added this moments ago: "Despite this, several Vaticanists asked by elmundo.es consider that it is perfectly plausible the Francis has pronounced them [these words], considering that the Pontiff is capable of speaking without restraint on any matter, as delicate as it may be.”]


***


Rafael Bassoli 
11 junho, 2013 às 5:54 pm

Lindas palavras do sr. Reginaldo. Não vivi em 1940, mas imagino que beleza deveria ser aquela época, olhar para Roma e ver Pio XII! Sentado ao Sant’Uffizio tínhamos o card. Ottaviani! Meus Deus, até me arrepio! O Papa era um símbolo, respeitado em todo o mundo! Quando os americanos libertaram Roma dos nazistas, eles não foram saudar o Chefe de Estado (o rei, na época), pois a família real havia fugido para a Puglia! Não foram saudar o Chefe de Governo (pois Mussolini estava refugiado) mas foram ao Vaticano, entregar a cidade ao Papa, única autoridade que restou na cidade (que nunca deixou de ser sua)! Ah, que belos tempos! A praça de São Pedro cheia, as família saudando o Santo Pai e louvando a Nosso Senhor! Gostaria de saber quais eram os problemas tão profundos que a nossa fé atravessava para justificar uma mudança tão drástica… Não estava bom assim? Meu pai me diz que quando era criança (anos 50) minha vó rezava o terço em latim com as vizinhas, ele e os irmãos se confessavam todos os sábados e permaneciam em jejum até domingo para receber Nosso Senhor dignamente na Missa. Ele se lembra das procissões e festas onde toda a cidade (São Bernardo do Campo) participava. 98% da população brasileira era católica, a maioria praticante… Alguém me explica porque foi necessário subverter a fé???? Mudar coisa aqui e ali, eu posso entender… mas viraram a fé de ponta cabeça!!! O que justificaria isso no quadro acima??? Quem nos dera voltar aos anos 40… quem nos dera…


***

Cleir
11 junho, 2013 às 7:24 pm

(...) O Pelagianismo prega o esforço humano como meio exclusivo para andar na justiça. Nenhum grupo tradicional exprimiu esta tese para o Papa. Quantificar ou mensurar nossas orações é a forma humana de oferecer a Deus o NOSSO MELHOR ESFORÇO, AS NOSSAS MELHORES OBRAS. Claro que o valor das nossas obras podem e devem ser mensuradas, pois Deus criou o mundo com peso, medida e quantidade (Sabedoria 11,20). Do contrário, se nossas obras não precisassem ser mensuradas ou se Deus fosse indiferente (como o Papa Francisco) entre uma ave-maria e 3.525 rosários, da mesma forma seria indiferente darmos uma ajuda financeira de 5 centavos ou de 1 milhão de euros a um orfanato da Itália, destes que preocupam tanto o Papa. Ora, se fosse mesmo indiferente, para o santo Padre, por que então ele fica tão preocupado com a “grande quantidade” de dinheiro das pequenas congregações que poderiam ajudar as obras assistenciais aos pobres?

Quer dizer que quando se trata de tesouros espirituais, seria inútil “esta coisa de contar”, mas quando se trata de tesouros MATERIAIS (leia-se o vil metal) os números contam muito?

Seria inútil para o Papa escolher entre cuidar de uma única criança e cuidar de cem crianças abandonadas já que é inútil “esta coisa de contar”?

Se esta “coisa de contar” é inútil, o que o Papa espera de nós? Que enterremos nossos talentos na terra ao invés de usá-los para lucrar mais? A parábola dos talentos mostra que o Senhor dos servos se irritará muito com aquele servo que enterrou seu talento na terra porque não estava preocupado com “esta coisa de contar”.

Jesus louvou a caridade da viúva que ofereceu uma moedinha para o tesouro do templo. Sim, porque a caridade dela foi proporcionalmente maior do que a de todos os fariseus e levitas de Jerusalém.

A quem pode dar pouco, Deus exigirá pouco.

Mas a quem pode dar muito, Deus exigirá muito. (...)


***


Pedro Henrique
11 junho, 2013 às 8:44 pm


É difícil imaginar que um grupo ou uma pessoa que se refira ao rosário como tesouro espiritual possa ser considerado como um grupo que se preocupa apenas com práticas exteriores da religião.

É difícil imaginar qualquer associação de pelagianismo, heresia que nega a necessidade da graça, a um grupo que recorre exatamente Àquela que é Mãe da Divina Graça, implorando seu auxílio, através de incessantes súplicas, ao Papa Francisco.

É absolutamente natural que Bergoglio, que considera que a Igreja antes do CV II desconhecia o que era evangelização e só sabia fazer proselitismo, também considere que a Igreja pré-concílio também não tivesse um reto conhecimento das práticas espirituais. Daí enxergar qualquer grupo fiéis a essas práticas como restauracionistas. Sem falar no ridículo que é ter algo como certo ou errado baseado apenas pelo período histórico.

É preciso falar ao Papa que as contas do Rosário já venceram batalhas. E que menosprezá-las não ofende apenas quem lhe ofereceu esse tesouro espiritual, mas também a Nossa Senhora. Vejam que o diálogo deve ter se dado com pessoas que desprezam completamente a eficácia do Rosário ou que talvez até o menosprezem, já que Francisco precisou alertá-los antes que não dessem risada.

(...)

Talvez pelagianos sejam os moderninhos pós-concílio que frequentam a canção nova ou missas do Pe. Marcelo. Não devem nem conhecer a definição de graça santificante ou graça atual. Pecado mortal ou venial. Visto que a catequese foi destruída após o concílio, talvez pelo desejo de abandonar aquele proselitismo tão maléfico da Igreja de 1940. São esses que devem preocupar o Papa.





*** * ***





TraduçãoCore Catholica

Papa Francisco dialoga com o CLAR como se fosse um integrante a mais da comunidade



Religiosos recebidos por Francisco




Num gesto sem precedentes, o Papa Francisco conversou durante uma hora com a direção da Confederação de Religiosas e Religiosos da América Latina e Caribe (CLAR).

Conversaram em círculo, como iguais, do mesmo modo que era feito nas primeiras comunidades fundadas por Jesus... [SIC!] [SIC!] [SIC!]

Num ambiente de mútua confiança e singeleza [SIC!] [SIC!] [SIC!], Francisco incitou os líderes da CLAR a não terem medo de levar a sua missão ao extremo limite, à última fronteira. Palavras de Francisco: “Coragem! Avancem, à busca de novos horizontes! Não tenham medo de arriscar, vendo os pobres e os novos sujeitos emergentes no continente” (...).

[Assim o site continua a informar sobre esse evento]: Oferecemos a nossos leitores — com exclusividade — uma breve síntese desse histórico encontro realizado na Santa Sé.

Audiência com o Papa Francisco
CLAR, 6/6/2013



Abram as portas... Abram as portas!
·         

Vocês vão até errar, trocar os pés pelas mãos, isso acontece! Até pode ocorrer que venha uma carta da Congregação para a Doutrina (da Fé), dizendo [denunciando] que vocês disseram isso e aquilo... Não se preocupem, contudo. Expliquem o que tiverem de explicar, mas continuem caminhando em frente... Abram portas, façam algo nos locais onde a vida clama por isso. Prefiro uma Igreja que se equivoca (...) a uma Igreja que fique fechada em si. (...).

Não tenham medo de denunciar... Vocês sofrerão, vão ter problemas, mas não tenham medo de denunciar, essa é a profecia da vida religiosa... [SIC!]

Compartilho as preocupações de vocês.
Uma é a corrente pelagiana, que existe nesse momento na Igreja. Há certos grupos restauracionistas. [SIC!] [SIC!] [SIC!] Em Buenos Aires, tive a oportunidade de conhecer alguns assim. Nós nos sentimos como se tivéssemos voltado atrás 60 anos! Antes do Concílio... Como se estivéssemos em 1940... Cito um caso, só para ilustrar o que digo — não é para rir, eu recebi com respeito —, mas me preocupa. Quando fui eleito, recebi uma carta de um desses grupos, que me dizia:

“Santidade, nós lhe oferecemos este rosário espiritual: 3.525 rosários”.
Por que não disseram simplesmente que rezavam por mim, em vez de calcular as contas?... Esses grupos voltam às práticas e disciplinas que eu vivi — vocês não, pois aqui ninguém é velho —, a coisas que naquele momento se viviam, mas não agora, hoje já não são...

A segunda é [representada] por uma corrente gnóstica. Esses panteísmos... As duas são correntes de elite, mas esta última é de uma elite mais bem formada...
Uma superiora geral me informou que aconselhava às freiras de sua congregação não rezar pela manhã, e sim, a se deixar banhar pelo cosmo, coisas assim...
Isso me preocupa, porque passam por cima da Encarnação! E o Filho de Deus se fez nossa carne, o Verbo se fez carne, e na América Latina temos carne de sobra! O que acontece com os pobres, as dores, isso é a nossa carne... [SIC!] [SIC!] [SIC!] [SIC!] [SIC!] [SIC!]

O Evangelho não é a regra antiga, nem sequer esse panteísmo. Quando olhamos as periferias; os indigentes... Os drogados! O tratamento para as pessoas... Esse é o Evangelho. Os pobres são o Evangelho... [SIC!] [SIC!] [SIC!]

[referindo-se à comissão de cardeais encarregada de reformar a Cúria romana] Isso, sim, é difícil. Na Cúria existem santas pessoas, realmente, pessoas santas. Todavia também há uma corrente de corrupção, isso também há, é verdade... Fala-se do “lobby gay”, e é verdade, está aí... Precisamos ver o que podemos fazer... (...). 
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...