sábado, 13 de abril de 2013

JMJ com Michel Teló, Ivete Sangalo e Milton Nascimento: Qual o católico que em sã consciência participaria de um evento desses?



Olhem que “maravilha” de artistas estão cotados para a JMJ no Rio este ano:







Qual o católico que em sã consciência participaria de um evento desses? O que diria Padre Pio, o que diria São João Maria Vianney sobre tal evento? Fariam como as autoridades eclesiásticas atuais que passam a mão nas cabeças dos jovens achando lindo que eles se reúnam para ver o Papa ao som de música da pior qualidade? Será que eles apoiariam a ida de jovens a um evento onde se dorme em barracas, meninos e meninas? 


O católico honesto sabe qual a resposta para tais perguntas. 



O católico responsável nunca deixaria seus filhos participarem de tal evento.

O jovem católico sincero, ao saber do que se passa nas JMJ's, não vai querer participar de nada disso.

Eu que já fui a tantos shows de rock nunca vi tanta pouca vergonha quanto o que vi ser reportado sobre a JMJ, um evento "católico". Nunca.
Usam o nome do Papa, usam o nome de Deus, para justificar a imodéstia, a sem-vergonhice e a imundície desses eventos JMJ. Mas lembremos de que nem todo aquele que diz ‘Senhor, Senhor’ entrará no Reino dos Céus*...



E todo aquele que sabendo do que se passa ainda assim insiste em defender a JMJ apenas porque é um evento aceito pelo Vaticano, deveria parar para pensar seriamente no que disse Nossa Senhora em La Salette:


"Os chefes, os guias do povo de Deus negligenciaram a oração e a penitência, e o demônio obscureceu as suas inteligências; tornaram-se estrelas errantes que o velho demônio arrastará com a sua cauda para fazê-los perecer.”




"Roma perderá a fé e tornar-se-á a sede do Anticristo.”



E isso ela disse em 1846.




Então parem e pensem que a qualquer momento Roma poderá se tornar a sede do Anticristo, porque nossa Senhora já avisou que isso vai acontecer. Quem tiver o mínimo de discernimento vai ficar atento ao que vem dos chefes eclesiásticos e não vai ficar batendo palma para tudo o que dizem e fazem, como querem certos católicos que nada entendem de obediência.


Devemos obedecer a Deus em primeiro lugar e obedecer ao clero e ao Papa somente se eles estiverem de acordo com a Fé. Não está de acordo com a Fé, com a doutrina da Santa Igreja, promover encontros onde os jovens ficam na promiscuidade, se misturando longe das vistas dos pais, rebolando ao som de Ivete Sangalo e outros do tipo. Quem promove e defende esse tipo de evento vai pagar caro, principalmente se sabe o quanto a JMJ está distante da moral católica.




Diz Santo Tomás de Aquino, Doutor Comum da Igreja:

“(em II-II, q. 33, a. 4, ad 2) que, “caso se trate de um perigo para a Fé, os superiores devem ser repreendidos pelos inferiores, mesmo publicamente”, o que naturalmente implica a obrigação de não obedecer a nenhum superior eclesiástico quando e se quiser impor um desvio da fé. E isso é assim porque na defesa da fé qualquer fiel tem, de certo modo, a mesma dignidade que qualquer autoridade eclesiástica.”


Obedecer a tudo o que dizem e fazem os eclesiásticos que estão minando a Fé no povo, destruindo a moral católica, é estupidez ou maldade. Não podemos colaborar com a obra maçônica de destruição da Igreja, pelo contrário devemos resistir. Pensem no que diriam os grandes santos, pensem no que pensa Nossa Senhora sobre eventos como esse. Pensem!



As portas do inferno não prevalecerão, a Igreja não vai ser destruída, fiquemos firmes na Fé. Mas não fechemos os olhos para a realidade, porque Deus vai nos cobrar isso também.



*Mateus 7,21.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Pela pena de morte






Macelo Andrade
"Quem poupa o lobo, mata as ovelhas"
(Vitor Hugo)




     São muitas as pessoas, infelizmente, que são contra a pena de morte. Essas pessoas fazem muitas objeções à pena capital. Rebateremos as mais comuns.




1ª objeção: Não pode haver pena de morte porque podem acontecer erros e acabar-se matando inocentes.



Resposta: Segundo esse argumento, tudo o que contém algum risco de erro é ilegítimo. Se esse argumento procedesse, deveriam ser proibidos o avião e o automóvel, porque acontecem vários acidentes por ano e muitos inocentes morrem. "Abusus non tollit usum" (o abuso não tolhe o uso), é uma máxima do Direito absolutamente verdadeira. Caso contrário, a vida em sociedade seria impossível.



2ª objeção: Um erro não justifica outro.



Resposta: a objeção normalmente parte do pressuposto de que a pena de morte é um erro, sem se dar ao trabalho de provar isso.

Se assim fosse, a mãe não poderia bater no filho quando ele faz alguma travessura, já que bater é errado e não poderia ser usado para corrigir outro erro.
Dever-se-iam extinguir as cadeias, porque os erros dos criminosos não justificariam outro erro que é o cárcere forçado.
E assim por diante...



3ª  objeção: Só Deus pode tirar a vida. E Ele ordenou: "Não matarás".



Resposta: Então, a Bíblia estaria errada quando diz: "O que ferir um homem querendo matá-lo, seja punido de morte" (Êxodo 21,12). "O que ferir o seu Pai ou sua Mãe seja punido de morte" (Êxodo 21,15). "Aquele que tiver roubado um homem, e o tiver vendido, convencido do crime, morra de morte"(Êxodo 21,16).

Na verdade, a ordem divina "Não matarás" significa que ninguém pode matar sem motivo, sem razão. Não impede a morte de outra pessoa em legítima defesa. Ora, a pena de morte nada mais é do que a legítima defesa da sociedade contra o criminoso.
Se a objeção procedesse, não haveria previsão da pena de morte na Bíblia.



4ª objeção: A Igreja Católica é contra a pena de morte



Resposta: A Igreja sempre ensinou que a pena de morte é legítima. Ela não poderia ir contra o que a Bíblia ensina de modo tão explícito.

Vários santos defenderam a pena capital, entre eles: São Jerônimo, o doutor máximo das Escrituras, Santo Agostinho, São Pio V, São Pio X e São Tomás, o maior doutor da Igreja.
Quem se opõe à pena de morte não é a Igreja, mas alguns padres e bispos.
São Paulo ensinou que a pena de morte é legítima: "Paulo, porém, disse: Estou diante do Tribunal de César, é lá que devo ser julgado; nenhum mal fiz aos Judeus, como tu sabes muito bem. E, se lhes fiz algum mal ou coisa digna de morte, não recuso morrer..." (Atos XXV, 10-11).
São Paulo afirma que existem ações que são dignas de morte. É, portanto, favorável à pena capital. Diz ainda, em outra passagem: "Os quais, tendo conhecido a justiça de Deus, não compreenderam que os que fazem tais coisas são dignos de morte; e não somente quem as faz, mas também quem aprova aqueles que as fazem" (Rom I, 32).



5ª objeção: Não se pode punir os criminosos com a morte. Ninguém tem esse direito.



Resposta: É necessário punir os faltosos. A justiça manda "dar a cada um o que é seu".

Quando um ladrão rouba uma pessoa, cometeu uma injustiça e a vítima, além da sociedade, é "credora" desse ladrão. Então, para se fazer justiça, o ladrão deve pagar. Restituir o que subtraiu à vítima e pagar uma pena.
Por isso sempre se diz: "O criminoso está em dívida com a sociedade", "Já paguei minha dívida com a sociedade".
Os maus devem ser punidos, é o que ensina São Tomás na "Suma contra os gentios", em que cita algumas passagens da Bíblia:
Diz o Apóstolo: "Não sabeis que um pouco de fermento corrompe a massa?" (ICor 5, 6e13), acrescentando logo após: "Afastai o mal de vós". Referindo-se à autoridade terrestre, diz que: "Não sem razão leva a espada, é ministro de Deus, punidor irado de quem faz o mal" (Rm 13,4). Diz S. Pedro: "Sujeitai-vos a toda criatura humana por causa de Deus; quer seja rei, como soberano; quer sejam governantes, como enviados para castigar os maus, também para premiar os bons" (1Pd 2,13-14).
De acordo com essas passagens, a punição é necessária, e os governantes têm o direito de punir.
A pena deve ser proporcional ao agravo. Desse modo, para uma infração leve devemos ter uma pena leve, para uma infração média, uma pena média, e para uma infração grave, por exemplo, um assassinato, devemos ter uma pena forte, que é justamente a pena de morte.
Por isso a Bíblia elenca vários crimes que são dignos de morte.



6ª objeção: A pena de morte não resolverá nada. Os EUA são a prova disso.



Resposta: Resolve sim. Primeiro porque um apenado com a pena capital não cometerá crimes novamente. Segundo, porque nos países onde ela existiu, no decorrer da história, sempre houve baixa criminalidade.

Por exemplo, na França. Em Paris, entre 1749 e 1789 - quarenta anos - aconteceram apenas DOIS assassinatos.
E hoje em dia, nos países que aplicam a pena máxima - como é o caso dos países árabes e de Cingapura - há baixíssima criminalidade.
Nos EUA, se não houvesse pena de morte haveria ainda mais crimes. Além disso, o sistema americano é imperfeito; há poucas condenações e os processos são demorados demais.
Em New York a criminalidade está despencando e um dos motivos é a aprovação da pena de morte.



7ª objeção: É uma falta de caridade com o criminoso. É contra os princípios cristãos.



Resposta: Pelo contrário. Como ensina São Tomás, o ódio perfeito pertence à caridade. A pena de morte na verdade é caridosa. Quando aplicada a um criminoso irrecuperável, ela impede que ele cometa mais crimes, ou seja, impede que cometa mais pecados.

Como dizia São Domingos Sávio, "é preferível morrer a cometer um pecado mortal".
Além disso, a pena capital, é uma excelente oportunidade para que o criminoso se arrependa de seus crimes e ofereça sua vida como pagamento de seus pecados.
O criminoso, no corredor da morte, tem uma rara oportunidade de salvar-se, bastando arrepender-se e confessar a um sacerdote antes da execução.



8a. objeção: Não se pode abreviar a vida porque existe a possibilidade de uma graça futura ou de um arrependimento futuro.



Resposta: Ora, para Deus não existe tempo. Se tal pessoa deveria receber uma graça no futuro, Deus "anteciparia" tal graça.

Por outro lado, a Justiça não pode trabalhar com meras "hipóteses" ou "suposições".
Na argumentação de São Tomás, o perigo de um criminoso para a sociedade é maior do que a chance dele se converter, e por isso deve ser eliminado.



9a. objeção: Jesus Cristo foi contra a pena de morte



Resposta: Jesus Cristo é Deus. Deus é o autor mediato da Bíblia. Se a pena de morte fosse errada, não haveria previsão na Sagrada Escritura.

No Novo Testamento há várias passagens pró pena de morte: S. João XIX, 10-11: "Então disse-lhe Pilatos: Não me falas? Não sabes que tenho poder para te crucificar, e que tenho poder para te soltar? Respondeu Jesus: Tu não terias poder algum sobre mim se te não fosse dado do alto...". Ou seja, Deus deu a Pilatos, autoridade constituída, o direito de aplicar a pena de morte. É claro que com Nosso Senhor, Pilatos usou mal esse direito. E no Apocalipse: Apoc XIII, 10: "Quem matar à espada importa que seja morto à espada".



10ª objeção: As pessoas que defendem a pena de morte assim o fazem porque não serão elas as executadas. Se um filho dessas mesmas pessoas estivesse no corredor da morte seriam as primeiras a protestarem contra a pena capital. 



Resposta: Se esse raciocínio fosse verdadeiro, teríamos de acabar com todas as penas, porque quem comete um crime não quer ser condenado, mesmo que tenha defendido a pena para esse crime. O argumento equivale a dizer: "As pessoas que defendem a pena de cárcere forçado assim o fazem porque não serão elas as prisioneiras. Se um filho dessas mesmas pessoas estivesse preso seriam as primeiras a protestarem contra a prisão".



11a. objeção: Quem é contra o aborto, não pode ser a favor da pena de morte.



Resposta: Raciocínio torto esse, totalmente "non sense". Somos a favor de punir bandidos, e não inocentes que nunca fizeram nada. Esse raciocínio é o equivalente a dizer: "quem é contra prender uma criança durante 10 anos numa cela, não pode ser a favor de prender um criminoso por 10 anos numa cadeia".

A tese contrária é verdadeira "Quem é a favor do aborto não pode ser contra a pena de morte". Se alguém defende o assassinato de uma criança inocente, não poderá ser contra a execução de um bandido.
Infelizmente, hoje em dia, há várias pessoas que são favoráveis ao assassinato intra-uterino (aborto) e são contra a pena de morte. É o cúmulo do "non sense".



12ª. objeção: Se no passado ela poderia estar certa, a pena de morte hoje em dia não tem mais cabimento. A tendência do mundo é de acabar com ela, não podemos impedir a evolução das coisas. A pena de morte não é compatível com um mundo civilizado.



Resposta: De acordo com esse raciocínio as tendências do mundo moderno são todas excelentes e inatacáveis.

Entretanto, hoje a tendência é de que os partidos neo-nazistas cresçam. Então, esses partidos estariam certos? A tendência é o deficit público aumentar. Então, o deficit é bom? A tendência é o trânsito aumentar, a criminalidade aumentar.
"Tendências" não significam nada, podem ser ruins ou boas.
Não existe "evolução" para a verdade.
É justamente hoje em dia que precisamos mais da pena de morte, porque há mais crimes.
Civilizado é um mundo com baixa criminalidade e não um mundo em que se mata por nada.



13ª. objeção: As penas devem ser educativas, para recuperar o criminoso, e não para vingar.



Resposta: Toda a pena é vindicativa. A recuperação do criminoso está em segundo plano.

O primeiro dever do Estado é proteger a sociedade, e não recuperar o indivíduo. O todo vale mais que a parte.
Ademais, a pena de morte é extremamente educativa para todo mundo.

Complemento: Da mesma forma, uma pessoa que está com os dedos do pé necrosado, precisa necessariamente elimina-los(parte) para que a sua vida(todo) seja preservada.



14ª objeção: A maioria das pessoas é contra a pena de morte.




Resposta: Não é verdade. A maioria das pessoas é a favor da pena capital.

Nos EUA em torno de 75%, no Brasil deve ser também. Bastaria um plebiscito para confirmar esse dado.



15ª objeção: Não se pode punir os criminosos com a pena capital porque a culpa é da sociedade. A pobreza é que causa a criminalidade. São traumas psicológicos que causam o crime.



Resposta: Então, a Igreja estaria errada quando ensina que existe o livre arbítrio e, por causa dele, podemos escolher entre o bem e o mal.

Os crimes existem em função da maldade humana que escolhe o mal em vez do bem.
Se a sociedade fosse a culpada, não poderia haver Direito, não poderia haver nenhum tipo de repressão. O próprio Direito Civil seria inútil, pois, todo o inadimplente poderia alegar que não pagou por culpa da sociedade, e o credor não poderia cobrá-lo.
O mesmo aconteceria com os "traumas psicológicos".
Dizer que a pobreza causa a criminalidade é dizer que todo pobre é ladrão. Ou seja, é uma frase preconceituosa.
Se fosse assim, a Índia, um dos países mais pobres do mundo, seria o mais violento. Entretanto, é um país com baixa criminalidade.



***
     A proibição da pena de morte não tem suporte lógico nenhum. Não existe argumentação eficiente contra a pena capital.
     O que explica as pessoas serem contra ela, além de uma visão totalmente falsa da caridade, é o sentimentalismo, no fundo materialista, representado por frases como estas: "não se pode punir", "devemos ter piedade do assassino", "coitado do bandido".
     Nenhum pastor, em sã consciência, trocaria um rebanho de ovelhas por um lobo. Ele não hesitaria em matar o lobo.
     O nosso triste mundo do século XX, porém, preserva o lobo e mata as ovelhas.
     O pior é que nós somos as ovelhas...



Fonte: MONTFORT

Complemento: Core Catholica

Considerações do Padre Emílio sobre a pena de morte



Nota do Blogue: Relato publicado em  14 de fevereiro de 2007




Lendo hoje o Permanência, não tive como deixar de citar aqui as considerações do Pe. Emílio da Silva sobre a pena de morte, em entrevista para A Hora Presente, em maio, 1971. Vejamos um trecho da entrevista:
Padre Emílio acha que nessa matéria "há apenas um ponto de tangência com a ordem moral e que poderia ser assim formulado: Na sua luta contra o crime, sobretudo quando o índice de criminalidade se acha em assustadora elevação, pode o Estado usar de meios os mais enérgicos, inclusive da pena capital, para restaurar a tranqüilidade e a segurança pessoal no seio da sociedade? A resposta tem sido afirmativa na Igreja docente, dos seus primórdios, até o dia de hoje. Ainda mais: o Papa Inocêncio III condenou os hereges albigenses que negavam ao Estado o direito de impor a pena capital aos delinquentes. Se, pois, esse poder é perfeitamente lícito e aceito pela Igreja em todos os tempos, é ao próprio Estado, exclusivamente, que cabe a incumbência de verificar se é oportuna e conveniente a sua aplicação".

Acha o padre Emílio perfeitamente normal que alguém, em nome próprio, seja contra a pena de morte, "da mesma forma que é normal que alguém não goste da profissão de coveiro, mesmo sabendo que enterrar os mortos é obra de misericórdia". Mas tais opções deixam de ser lícitas, na sua opinião, "quando se passa da estimação pessoal para proferir um juízo moral condenatório sobre esses assuntos. Condenar o instituto da pena capital em nome de princípios cristãos é algo contraditório e absurdo".

O padre Emílio aponta exemplos, de Jesus Cristo -- "que declarou a Pilatos que o poder de infligir a morte de cruz era dado pelo Céu aos governantes" -- a Pio XII, que em seus escritos afirmou mais de 20 vezes "a liceidade da pena capital". É um constante ensinamento -- segundo acrescenta -- de São Paulo, de todos os Santos Padres e Doutores da Igreja, como Santo Agostinho e Santo Tomás de Aquino, dos teólogos, moralistas e filósofos. "Qualquer catecismo explicado ou tratado de moral -- diz o padre Emílio -- responde que são as seguintes as ocasiões nas quais é lícito matar: na guerra justa, por sentença judicial e em legítima defesa".

O pessoal do Permanência publicou esse trecho em razão do assassinato bárbaro daquele menino aqui no Rio. Quando aparecer algum bispo recriminando a pena de morte, seria bom que alguém lhe desse a entrevista do padre Emílio. Por sinal, deveriam ter feito a mesma coisa quando o cardeal Martino pediu para que poupassem a vida do Saddam Hussein, afinal de contas o ditador iraquiano era um monstro. Mas parece que até o papa gostou do que ele disse, o que deduzo pelo velho adágio "quem cala, consente".

Pois bem, é nessas horas que pergunto aqui para meus botões: esses bispos todos e esses cardeais realmente não sabem disso ou simplesmente dão de ombros? Sou eu um gênio tão maravilhoso que traz à luz uma doutrina contida na própria tradição e que nem mesmo um cardeal conhece, ou toda essa gente não está nem aí para isso? Aproveito para relembrar ao leitor aquele episódio ocorrido há alguns anos, onde um padre fez greve de fome por causa de um rio. Agora bem, e quanto a esse menino? Vai aparecer alguém fazendo greve de fome?

Note bem, meu caro leitor, não estou exigindo mortificações por parte de clérigos. Não. O que estou dizendo é que de repente as prioridades deram uma cambalhota e tudo ficou de pernas para o ar. De repente vejo um cardeal se humilhando perante os holofotes implorando pela vida de um ditador sanguinário e um padre fazendo greve de fome por causa de um rio, enquanto os fiéis são atacados dia após dia por gente impiedosa em todos os cantos do mundo.


Fonte: ASINUM
Comentários: CASSIANO FARIAS

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Em 1921, o Papa Bento XV condenou o crucifixo retorcido!

Fonte: Domine Canes

Crucificação, da via-sacra de Servaes, 1919.
Há uma história conectada com a férula Scorzelli, a da cruz de Albert Servaes (1883-1966). Servaes tinha feito, em 1919, quatorze desenhos em carvão sobre papel branco que representam as estações da Via Crucis impregnados de um forte pathos e uma deformação constante dos corpos em sua expressão de dor extrema. Este é um claro exemplo de "expressionismo" aplicado ao sagrado.

Servaes é um dos artistas da Escola de Laethem, que se caracteriza por uma busca agressiva de um primitivismo "exótico" na escola de Laethem-Saint-Martin, em Flandes. O grupo Laethem, dos quais o expoente mais conhecido é Gustave de Smet, partiu de uma crítica ao Impressionismo, que sentia como demasiado próxima a sensibilidade positivista e incapazes de captar os contrastes e ebulições no caminho da Primeira Guerra Mundial.

Férula de Scorzelli.

O expressionismo do grupo Laethem se converteu assim numa rebelião contra as folhas de estilo, delicadas da língua francesa, através do descobrimento de uma realidade trágica na qual o artista é o intérprete.
A rebelião social e individual do artista, no caso de Laethem também ao mercantilismo típico dos círculos expressionistas em Paris.

A condenação da Via Crucis de Servaes por parte do Santo Ofício, depois da aprovação direta do Papa Bento XV, é um documento chave, já que não é uma simples condenação de um trabalho específico, senão a proibição de um estilo completo ou escola de arte: Albert de Servaes apresentou a mão de Jesus como uma garra...








Decreto que CONDENA as imagens sagradas de uma ESCOLA PICTÓRICA (publicado em 30 de março de 1921 pelo Santo Ofício).

Os eminentíssimos e reverendíssimos senhores cardeais reunidos com os inquisidores gerais em matéria de fé e moral, em sessão ordinária celebrada na segunda-feira, 23 de fevereiro de 1921, publicamente declararam censuradas as imagens sagradas da nova escola pictória que se exibe no folheto intitulado A Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo de Cyril Vershaeve (imagens compostas por Albert Servaes. Bruxelas e Paris. Librairie National d'art e d'histoire et G. van Oest e editores, 1920), pela prescrição do cânon 1399, n.º 12, que as proibe pela lei e portanto devem ser retiradas imediatamente de igrejas, oratórios etc. e em todo lugar que forem expostas. Na quinta-feira seguinte, 24 do mesmo mês e ano, Sua Santidade, o Papa Bento XV, na Audiência CONSEJEROS, aprovou a resolução que se lhe havia mostrado, e ordenou-lhes que a partir desta, ficasse estabelecido e confirmado.

Dado em Roma, em São Pedro, escritório de imprensa, 30 de março de 1921.

A. Castellana

Notário.

DECRETUM DAMNANTUR SACRAE IMAGINES 
CUIUSDAM NOVAE SCHOLAE PICTORICAE


Emi ac Rmi Domini Cardinales in rebus fidei et morum Inquisitores Generales, in ordinario consessu habito feria iv, die 23 februarii 1921, publice declarandum censuerunt: Imagines sacras cuiusdam novae scholae pictoricae, quarum specimen exhibetur in opusculo cui titulus: La Passion de Notre-Seigneur Jésus-Christ par Cyril Verschaeve (ornée de compositions d'Albert Servaes. Bruxelles et Paris. Librairie Natio- nale d'art et d'histoire G. van Oest et Ci e Editeurs, 1920), ad praescriptum canonis 1399, n. 12,prohiberi ipso iure, ideoque statim removendas esse ab Ecclesiis, Oratoriis, etc., in quibus forte expositae inveniantur. Et insequenti feria v, die 24 eiusdem mensis et anni, Sanctissimus D. N. Benedictus divina Providentia Papa XV, in solita audientia R. P. D. Assessori S. Officii impertita, relatam sibi Emorum Patrum resolutionem approbavit, mandans ad quos spectat ut eam servent et servare faciant. Datum Romae, ex aedibus S. Officii, die 30 martii 1921. A. Castellano, Supremae S. C. S. Off. Notarius. 


A condenação de toda uma "nova escola de pintura" é singular quando lida à luz das mudanças que se introduziram no enfoque da arte da Igreja coma  Sacrosanctum Concilium, em 1963. O anúncio da ausência de "estilos próprios da Igreja" em S.C. 123, já que pode ser questionável, sublinha, contudo, que a Igreja recusou certos estilos em oposição à fé e a tradição. E o caso do expressionismo belga realista, emblemático neste sentido.

Papa Francisco retoma a férula de Paulo VI
A férula Scorzelli não é mais do que a repetição daquele expressionismo. E "a vinganza de Servaes proclamou-se ao mundo em 1965".

Certamente, a férula existiu por muitos anos, de alguma maneira perdeu seu significado original no imaginário coletivo e adotou o aspecto de um símbolo do pontificado de João Paulo II. Contudo, deve-se notar que o Papa Francisco escolheu um anel que pertencia ao arcebispo Pasquale Macchi, ex-secretário do Papa Paulo VI.

É um fato curioso que este anel tenha sido testemunha de uma saída repentina do sarcófago de outro cardeal mumificado: o cardeal Re. Ele, que foi prefeito da Congregação para os Bispos, sem ter sido nem bispo diocesano, sequer pároco, sugeriu ao Papa Francisco a escolha deste anel. Bergoglio e ele o escolheram devido a sua dimensão estética estar estreitamente relacionada com a época paulino. Época de subversão estética dirigida por LercarosFrancias Fallanis. Período iconoclasta por excelência.

Do original, em Fides et Forma.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

São Luís IX, Rei, estadista e cruzado


"Cada época histórica tem um homem que a representa. Luís IX é o homem modelo da Idade Média: é um legislador, um herói e um santo... Marco Aurélio [Imperador romano pagäo] mostrou o poder unido à filosofia; Luís IX, o poder unido à santidade. Avantajou-se o cristäo" (Chateaubriand, Estudos históricos).


Hélio Viana
Fonte: Catolicismo

Matéria de: Agosto de 1998
Não surpreende muito que um homem, retirado num claustro e separado das ocasiões de pecado, domine as inclinações desregradas da natureza e progrida na prática das mais belas virtudes do Cristianismo. Mas que um príncipe, ao qual não se tem a liberdade de repreender nem contradizer, e que vivendo em meio às honrarias e às mais perigosas volúpias, domine suas paixões, conservando a inocência e a pureza de coraçäo, é realmente admirável, podendo ser chamado um prodígio na ordem da graça.
Entretanto, aquilo que é impossível para as forças do homem, näo o é para Deus. E se a História do Antigo Testamento nos apresenta muitas cabeças coroadas que souberam aliar a santidade com a autoridade soberana, e a qualidade de profeta à de chefe, de juiz e de rei, a História do Novo Testamento nos fornece um número bem maior em quase todos os reinos cristäos.
Nesse mês, dia 25, a Igreja nos propöe um príncipe, que podemos chamar de pérola dos soberanos, glória da coroa da França, modelo de todos os príncipes cristäos; e para dizer tudo em duas palavras, um Monarca verdadeiramente segundo o coraçäo de Deus, da Igreja e do povo.
É o incomparável Säo Luís, quadragésimo Rei da França desde o início da monarquia, e o nono da terceira raça, da qual Hugo Capeto foi o tronco.
Seu pai foi Luís VIII, filho de Filipe Augusto, e sua mäe a princesa Branca, de quem os historiadores atribuem a glória de haver sido filha, sobrinha, esposa, irmä e tia de reis. Com efeito, seu pai foi Afonso IX, Rei de Castela, que infligiu aos mouros sério revés na batalha de Navas de Tolosa, quando mais de duzentos mil infiéis pereceram no campo de batalha; era sobrinha dos reis Ricardo e Joäo, da Inglaterra; esposa de Luís VIII, Rei da França; irmä de Henrique, Rei de Castela; mäe de Säo Luís IX e de Carlos, Rei de Nápoles e da Sicília; e tia, através de suas irmäs Urraca e Berengüela, de Sanches, Rei de Portugal, e de Säo Fernando III, Rei de Leäo.
Nasceu Säo Luís no Castelo de Poissy, a 30 quilômetros de Paris, no dia 25 de abril de 1215, quando em toda a Cristandade procissöes solenes comemoravam o dia de Säo Marcos. Vivia ainda seu avô, Filipe Augusto, o qual acabava de ganhar a célebre batalha de Bouvines, oito anos antes de lhe suceder seu filho, o futuro Luís VIII.
A infância de Säo Luís foi um espelho de honestidade e sabedoria. Seu pai, que unia virtude e zelo pela religiäo a uma bravura marcial que lhe valeu o nome de Leäo, foi particularmente zeloso na sua educaçäo. Deu-lhe bons preceptores e um sábio governante: Mateus II de Montmorency, primeiro baräo cristäo; Guilherme des Barres, Conde de Rochefort; e Clemente de Metz, marechal-da-França, que lhe inspiraram os sentimentos que deve ter um rei cristianíssimo e um filho primogênito da Igreja.
Sua mäe, Branca, näo poupou esforços para torná-lo um grande rei e um grande Santo, sobretudo após a morte de seu filho primogênito, Filipe. Ela lhe repetia com freqüência estas palavras, dignas de serem imitadas por toda mäe verdadeiramente católica: "Meu filho, eu gostaria muito mais ver-te na sepultura, do que maculado por um só pecado mortal".
Com a morte prematura do Rei aos 40 anos, em 1226, na cidade de Montpellier, quando voltava da guerra contra os hereges albigenses, nosso Santo subiu ao trono, sob a tutela da mäe, tendo sido sagrado na Catedral de Reims em 30 de novembro daquele mesmo ano.
Sua minoridade foi pródiga em guerras intestinas, causadas pela ambiçäo e orgulho de senhores feudais do reino, que desejavam valer-se da pouca idade do soberano para impor as suas pretensöes. Mas Deus dissipou todas as facçöes por uma proteçäo visível sobre a pessoa sagrada desse jovem Monarca.
Uma minoridade täo conturbada serviu de ocasiäo para fazer reluzir a prudência, o valor e a bondade daquele que se tornaria um protótipo do Rei Católico.

Matrimônio abençoado por Deus


Estátua eqüestre de São Luís IX em frente ao Museu de Arte da cidade de Saint Louis (EUA)
No dia 27 de maio de 1235, pouco depois de completar 20 anos, casou-se com Margarida, filha mais velha de Raimundo Béranger, Conde de Provence e de Forcalquier, e de Beatriz de Sabóia. Era uma princesa que a graça e a natureza haviam dotado de toda sorte de perfeiçöes, e que lhe daria, ao longo de uma santa e harmoniosa existência, 10 filhos, cinco homens e cinco mulheres. Acompanhou ela o jovem esposo na sua primeira expediçäo além-mar, e após a morte deste, retirou-se no Mosteiro de Santa Clara, onde terminou seus dias em 20 de dezembro de 1285. Seu corpo, precedido e seguido por pobres, que a chamavam de mäe, foi enterrado em Saint-Denis.
Luís IX procurava acima de tudo tributar a Deus o serviço e a honra que Lhe eram devidos. Este lhe retribuía assistindo-o em todas as necessidades, aconselhando-o nos empreendimentos, protegendo-o dos inimigos e conduzindo a bom termo todas as suas iniciativas.
O segundo de seus filhos varöes foi Filipe III, que lhe sucedeu no trono, e cujos filhos foram, por sua vez, Reis, até Henrique III. O caçula de Säo Luís foi Roberto de Bourbon, cuja descendência subiu ao trono francês durante nove geraçöes. Das filhas, com exceçäo de uma, falecida prematuramente, todas foram esposas de Reis.

Educação cristã dos filhos: modelo de pai
Ao contrário de outros Monarcas, que negligenciam a educaçäo dos filhos, ou os deixam, sem maior preocupaçäo, aos cuidados de governantes, Säo Luís chamava pessoalmente a si o cuidado de os instruir, imprimindo-lhes na alma o desprezo pelos prazeres e vaidades do mundo e o amor pelo soberano Criador. Ele os exercitava normalmente à noite, após as horas Completas, quando os fazia vir a seu quarto a fim de ouvir as suas piedosas exortaçöes. Ensinava-lhes, além disso, a rezar diariamente o Pequeno Ofício de Nossa Senhora, obrigava-os a assistir às Missas de preceito, e incutia-lhes a necessidade da mortificaçäo e da penitência. ±s sextas-feiras, por exemplo, näo permitia que portassem qualquer ornamento na cabeça, porque foi o dia da coroaçäo de espinhos de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Ainda hoje existem os manuscritos das instruçöes por ele deixadas à sua filha Isabel, Rainha da Navarra: säo täo santas e cheias do espírito de Nosso Senhor, que nenhum diretor espiritual, por mais esclarecido que seja, seria capaz de apresentar outras mais excelentes.

O governante: justiceiro e moralizador dos costumes

São Luís IX

Se Säo Luís soube educar täo bem os filhos, foi entretanto ainda mais admirável em governar os negócios públicos. Nunca a França experimentou tanta paz e prosperidade como em sua época. Enquanto as outras naçöes, em todas as latitudes, estavam em convulsäo, os franceses por ele governados gozavam de uma feliz tranqüilidade, assegurada pela sabedoria do Monarca. Ele soube banir do Estado, através de sábias leis, todos os desregramentos entäo existentes. O primeiro deles foi a blasfêmia e os juramentos ímpios e execráveis. Foram täo rigorosas as puniçöes contra eles estipulados, que o Papa Clemente IV julgou dever atenuá-las.
Outros desregramentos que se esforçou em exterminar foram os duelos, os jogos de azar e a freqüentaçäo a lugares de tolerância. Antes de Säo Luís, nenhum Rei havia proibido os duelos: toleravam-no, e às vezes o ordenavam, a fim de se conhecer o direito das partes; o que importava meio enganoso e contrário aos preceitos da justiça.
Modelo em tudo para os homens públicos de todos os tempos e sobretudo de nossos dias, Luís IX o era de modo especial no tocante à boa administraçäo dos bens do Estado e ao exímio cumprimento da lei. Assim, por exemplo, quando enviava juízes, oficiais e outros emissários às províncias para ali exercerem durante algum tempo Justiça, proibia-lhes de adquirir bens e empregar seus filhos, com receio de que isso pudesse ensejar a que viessem cometer injustiças.
Nomeava, acima deles, juízes extraordinários para examinar sua conduta e rever seus julgamentos, a exemplo de Deus, que assegura que julgará a Justiça. E se por acaso encontrava que em algo haviam agido mal, impunha-se primeiramente a si mesmo uma severa penitência, como se tivesse sido o culpado pelo excesso praticado por eles, e em seguida ministrava-lhes severa puniçäo, obrigando-os a restituir o que haviam tomado do povo, se fosse esse o caso, ou a reparar aqueles que haviam sido condenados injustamente. Pelo contrário, quando tomava conhecimento de que haviam cumprido dignamente os seus deveres, recompensava-os regiamente e os fazia ascender a funçöes mais honrosas.
Além de administrar Justiça, näo negligenciava o Santo Monarca o cuidado dos pobres.

Zelo pela ortodoxia e piedade
A Santa Capela, parte superior, que São Luís IX mandou construir em Paris, para abrigar a Coroa de espinhos de nosso Redentor
Se foi notório seu zelo em extirpar a libertinagem no reino de França, o que dizer de seu empenho em relaçäo ao extermínio da heresia e ao estabelecimento da Fé e da disciplina cristä? Para isso tomou-se de grande afeiçäo pelos religiosos de Säo Domingos e de Säo Francisco, a quem ele via como instrumentos sagrados dos quais a Providência queria se servir para a salvaçäo de uma infinidade de almas resgatadas pelo precioso Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele os convidava com certa freqüência para jantar, sobretudo Säo Tomás de Aquino e Säo Boaventura, dois luzeiros a iluminar o firmamento da Santa Igreja a partir da Idade Média.
Um dos traços em que a religiosidade desse grande Monarca mais se manifestou foi a aquisiçäo, junto a Balduíno II, Imperador de Constantinopla, da Coroa de Espinhos de Nosso Senhor Jesus Cristo, para a qual mandou edificar essa verdadeira maravilha da arquitetura gótica que é a Sainte-Chapelle, na Sle-de-la-Cité, no coraçäo de Paris.






Voto de cruzar-se: realiza-se a VI Cruzada
Deus, quando suscita numa alma um grande desejo, fá-la näo raro passar por uma grande provaçäo antes de atendê-la. Foi o que sucedeu com Säo Luís, que em 1245 caiu gravemente enfermo, a ponto de alguns terem como certa sua morte. Nessa contingência os franceses, que o amavam como a um pai, fizeram violência ao Céu, organizando vigílias, procissöes e outros atos de piedade pela sua convalescença. O Monarca fez entäo um voto: caso sobrevivesse, partiria para libertar o Santo Sepulcro.
Cumpriu-o três anos depois, ao partir para Lyon, onde se encontrou com o Papa Inocente IV, de quem recebeu a bênçäo apostólica. Dirigiu-se em seguida para Aigues-Mortes, onde o aguardavam as embarcaçöes que deveriam conduzi-lo com os cruzados ao Oriente. Era o dia 25 de agosto de 1248, data em que se iniciava a VI Cruzada da História.
As naus tocaram inicialmente a Ilha de Chipre, onde o Monarca se viu obrigado a permanecer durante o inverno, devido a uma peste que arrebatou a sexta parte de seu exército. Sua demora e essas perdas foram contudo de algum modo recompensadas pela conquista do Rei de Chipre, a quem Säo Luís conseguiu convencer de juntar-se à expediçäo.
Reencetou o Santo Cruzado a sua expediçäo no dia 13 de maio de 1249, à frente de uma formidável armada de 1800 embarcaçöes, grandes e pequenas. Entretanto, devido às tempestades, mais da metade delas desviou-se da rota. De sorte que, ao passar em revista suas tropas, encontrou apenas 700 cavaleiros, dos 2800 de que se compunha seu exército.
De batalha em batalha; vitorioso numas e com reveses em outras; passando por humilhaçöes pelos pecados de seus soldados ou por honrarias em pleno cativeiro (os emires do Egito quiseram elegê-lo Sultäo!); sendo informado do nascimento de um dos filhos em Damiette, em plena época de negociaçäo com os algozes, e do falecimento de sua bondosa mäe, a Rainha Branca, na França; enfrentando pestes e naufrágios, retomou o Rei-Cruzado, em 25 de abril de 1254, festa de Säo Marcos, o caminho da doce França, onde aportou no dia 19 de julho do mesmo ano. Em 5 de setembro encontrava-se no Castelo de Vincennes, e no dia seguinte entrava solenemente em Paris.
Seu regresso foi acolhido com eloqüentes manifestaçöes de dileçäo do Papa Clemente IV e de Henrique III, Rei da Inglaterra.

Provações e santa morte do Rei Cruzado
Decidiu entäo o Santo lançar uma VII Cruzada, a última da História, para a qual se apresentaram seus filhos e Ricardo, Rei da Inglaterra, além de numerosos príncipes e senhores. Após terem sido tomadas todas as providências, partiram em direçäo a Túnis, no dia 4 de julho de 1270.
Mais uma vez no mar, e eis que outra grande tempestade dispersa as embarcaçöes, fazendo com que muitas sejam impedidas de partir. Säo entretanto reparadas e chegam todas a Túnis. Mas o rei daquelas terras, bárbaro, traidor e infiel, que havia chamado Säo Luís à ≡frica dizendo que queria tornar-se cristäo, sequer permitiu que sua armada descesse. O embate começou entäo ali mesmo, com os franceses assediando vários pontos nevrálgicos dos infiéis e a própria capital. Como esta resistisse, decidiram dominá-la cortando os víveres.
Mas a decomposiçäo da cidade atingiu o exército francês, que foi logo empestado por todos os lados, ceifando inúmeras vidas. Säo Luís viu morrer seu filho Jean Tristan, nascido por ocasiäo do seu cativeiro no Egito, e pouco depois ele mesmo entregaria serena e santamente sua bela alma a Deus, o que se deu no dia 25 de agosto de 1270, precisamente 22 anos após sua partida para a VI Cruzada.
As relíquias de Säo Luís foram levadas para a França por seu filho Filipe, com exceçäo das entranhas, destinadas à Abadia de Montréal, na Sicília, a pedido do Rei Carlos, irmäo do Santo Monarca. O resto de seu corpo repousa na Abadia de Saint-Denis. Seu culto foi juridicamente examinado e aprovado pelo Papa Bonifácio VIII, que o canonizou em 1297.
Fonte de referência:
Les Petits Bollandistes, Vie des Saints, Typographie des Célestins, ancienne Maison L. Guérin, 1874, t. V, p. 192 a 217, Bar-le-Duc.

terça-feira, 9 de abril de 2013

No Irã dos Aiatolás, ser Cristão é crime


El drama de ser un converso cristiano en Irán en dos escalofriantes ejemplos
7/4/2013
R. Cuevas-Mons 
La Gaceta



A Última Oração dos Mártires Cristãos , por Jean-Léon Gérôme (1883) - Tela retrata o martírio de cristãos nas arenas da antiga Roma.







Viven su particular calvario por haber renunciado a la fe de Mahoma. Para los cristianos perseguidos, abrazar la cruz de Cristo cuesta un precio muy alto.


Parvaneh Sarabadi se convirtió al cristianismo junto a su marido hace ahora dos años. Nada anormal si no fuera porque Sarabadi y su marido eran iraníes. Él está muerto - lo asesinó un pariente que descubrió que la pareja había abandonado la fe del Islam - y ella refugiada en Suecia, hasta donde consiguió llegar después de salir clandestinamente de Irán.

Sabía que en la república islámica que preside Ahmadineyah su testimonio ante la justicia valdría bien poco. Además, el Islam es la religión oficial del Estado y abandonarlo por el cristianismo supone cometer delito de apostasía penado en ocasiones con la muerte. Tras varios meses de abusos sexuales y psicológicos por parte de su entorno, Sarabadi emprendió un largo y difícil viaje hasta el país europeo, donde pidió asilo político y comenzó una nueva vida.

Acogida por los fieles de la iglesia de Falun, el lugar en el que reside, se sentía más o menos segura hasta que, a principios de este año, supo que su solicitud de asilo había sido denegada. Suecia quiere enviarla de nuevo a Irán.

La denuncia llega a través de la agencia de noticias Mohabat News, integrada por periodistas cristianos que desean denunciar las situaciones que viven fieles de todo el mundo: si no se evita la deportación de Sarabadi, su vida corre serio peligro. Para proteger a la joven numerosas organizaciones de derechos humanos se han movilizado en Suecia, concentrándose frente a la oficina de inmigración, frente a la comisaría de Policía de Falun e incluso recogiendo firmas para que se respete su condición de refugiada por cuestiones de libertad política y religiosa.


Avión con destino Irán

Cuenta con todo el apoyo de su iglesia, que envió a la Oficina de Inmigración la información necesaria para acreditar la veracidad de su testimonio. Aún así, el pasado 15 de enero las autoridades subieron a Sarabadi a un avión dirección Irán. No despegó. El piloto se negó a realizar el viaje cuando conoció la historia de la mujer y el destino que le esperaba en Irán. Salió del avión detenida.

Ahora su abogado lucha por conseguir la nulidad de su expediente de asilo y para que la Oficina de Inmigración estudie de nuevo el caso de Sarabadi, cuya vida peligra sólo por no querer negar a Jesucristo.

No es la única. Abbas Sarjalou-Nejad, también iraní, se convirtió al cristianismo en 2008, un par de años después de la conversión de su mujer. Junto a su hijo de nueve años, vivían una vida normal y acudían a una iglesia; todo, claro, de forma clandestina. Así fue hasta que un día el pequeño enseñó orgulloso a sus tíos y abuelos paternos el regalo que le habían dado “en la iglesia”. La familia de Sarjalou-Nejad, que ya sospechaba una posible conversión por la ausencia de su hijo y hermano en las fiestas musulmanas, confirmó entonces la noticia. Estaban ante dos traidores conversos. Les instaron a regresar al Islam y, ante la negativa del matrimonio, les amenazaron: “Espero que seas capaz de soportar el dolor”, dijo a Sarjalou su hermano.

-No me preocupé. ¿Cómo iba a pensar que mi propio hermano, con quien he vivido una infancia maravillosa, me iba a traicionar?- contaba a Mohabat News el cristiano. Con lo que no contaba era con el fanatismo que sus padres y hermanos profesan al líder supremo iraní, Ali Khamenei, y con los amigos que habían hecho en la Guardia Revolucionaria.


´Te vigilamos´

Sólo habían pasado unos días cuando se oyeron golpes en la puerta del domicilio. Cuatro agentes uniformados esperaban al otro lado. Se llevaron a Sarjalou, le cubrieron la cabeza con una bolsa y condujeron durante más de 30 minutos. Cuando pudo ver, Sarjalou se encontró en una celda. Después llegó el interrogatorio. Golpes e insultos durante varias horas. Preguntas sobre el nombre de su iglesia y los fieles que la frecuentan. Sarjalou no responde. Más golpes. Al final lo dejan libre con, eso sí, una advertencia. “Te vigilamos”.

Apenas un mes y medio después llega la segunda detención. Esta vez de cinco días y con torturas físicas más agudas - quemaduras de cigarrillos, latigazos - y amenazas verbales: tenemos a tu mujer y a tu hijo. Sarjalou firma un papel en el que se muestra dispuesto a colaborar con el régimen iraní [SIC!], se reúne con su familia y se refugia en casa de un amigo. Unos días después, cuando las autoridades indican a él y su mujer una dirección y una hora para una charla, deciden dejar su tierra y escapar de la intolerancia religiosa. No han podido regresar a Irán. Es el precio de creer en Cristo.



Fonte: ReligionenLibertad
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