sexta-feira, 21 de junho de 2013

‘BOBO É CAVALO DO DEMÔNIO'




"O QUE IMPORTA NÃO É O FATO, MAS A VERSÃO" - 
José Maria Alkmin (1901-1974), político mineiro, Ministro da Fazenda no Governo Juscelino Kubitschek
 
 
As críticas dirigidas pelos manifestantes ao PT são de que este não é tão comunista como queriam que fosse. Sendo assim, a vitória não é do partido, mas da mentalidade comunista, hegemonicamente presente na cultura popular. Este é o resultado da não oposição ideológica à revolução gramsciana, há décadas invicta em nossa nação.



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‘BOBO É CAVALO DO DEMÔNIO’



Raphael de la Trinité


Sem dúvida, é fácil perceber como se inicia uma revolução; mais difícil, porém, saber como acaba. Não raro, os líderes se entredevoram, mais ou menos ao modo de Saturno, que deglute o próprio filho. Com efeito, desde as revoluções da Cidade Antiga (Grécia e Roma), passando pelas grandes revoluções do Ocidente (França e Rússia), até chegar aos dias mais recentes das contundentes agitações de Maio de 1968 na Sorbonne (França), observa-se isso como regra invariável: os primeiros da fila, dentre os incendiários, acabam alijados e supressos da luta, em benefício de outros, mais agressivos, que se lhes sucedem, até o desfecho imprevisível da luta. 

Grupelhos sediciosos e aproveitadores sabem fazer uso de “idiotas-úteis” (segundo a expressão cunhada por Lênin) para os seus interesses escusos. Não estaria em curso, no infeliz Brasil de nossos dias, uma manobra de grande envergadura? Nesse magma pastoso, quem está prestando o serviço de “massa de manobra” para engrossar a caudal dos descontentes?

“Cui prodest scelus, is fecit” — é célebre a frase de Sêneca. Sim, “aquele a quem o crime aproveita foi quem o cometeu”. Essa máxima lapidar, que o Direito Romano incorporou a si, constitui o fundamento mais estreme da suspeição em Direito Penal.

A estrepitosa turbulência que presenciamos no Brasil deve ser interpretada à luz desse indestrutível axioma.

Em todas as revoluções, “os pescadores de águas turvas”, coligados aos artífices de levantes insurrecionais e habilidosos condutores de massas, sempre sabem aonde querem chegar.

Enquanto o mundo for mundo, oportunistas e urdidores de maquiavélicos planos sempre andarão de mãos dadas.

Aqueles eternos ingênuos e otimistas “companheiros de viagem”, estatelados no chão ou ceifados à primeira hora, ficarão à margem da estrada, tentando decifrar a chave do enigma — algo que escapa à sua faculdade de entender.   




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NOTA SOBRE AS MANIFESTAÇÕES DO ‘MOVIMENTO DO PASSE LIVRE’
Por Padre Cristóvão


Vendo a vibração de certos católicos ditos conservadores com as manifestações organizadas pelo “Movimento passe livre” em São Paulo, que eclodiu em outras tantas por todo o país, penso ser importante alertar para os seguintes aspectos:
















1. O movimento é uma organização geneticamente revolucionária, regida pelos princípios do Fórum Social Mundial (cf. http://mpl.org.br/node/2). Sua organização é anárquica (http://mpl.org.br/node/5, vide “horizontalidade”) e seus esforços se colocam em sintonia com os dos demais movimentos de desintegração social, como o gayzismo, o laicismo beligerante, o etnicismo etc. (cf. http://mpl.org.br/node/1). Embora alegue seu apartidarismo, confessa seu não antipartidarismo. Parece tão ingênuo e impoluto… E o diz propositalmente para parecê-lo. Mas…

O princípio para avaliar uma manifestação de massa é o uso político que dela se faz, que quase sempre não coincide com o motivo declarado explicitamente pelos manifestantes. De modo que, acima de tudo, atente-se que a não dependência partidária explícita não é sinônimo de independência da gerência partidária implícita. Aliás, de onde vem o dinheiro usado pela organização? E o comando para a mobilização das mídias, que acabaram se transformando em meio direto de convocação das hostes?

2. As críticas dirigidas pelos manifestantes ao PT são de que este não é tão comunista como queriam que fosse. Sendo assim, a vitória não é do partido, mas da mentalidade comunista, hegemonicamente presente na cultura popular. Este é o resultado da não oposição ideológica à revolução gramsciana, há décadas invicta em nossa nação.

3. Para quem pensa ser contraditório a esquerda colocar-se contra si mesma, não se esqueça de que a psicologia dialética é essencialmente suicida. Desta forma, na elaboração marxista, o socialismo é apenas uma etapa autodestrutiva para a implantação do comunismo; e aquela, estrategicamente, seria antecedida eventualmente por outras etapas, de igual modo autoaniquilatórias. Portanto, o PT é consciente de ser apenas uma etapa a ser superada naquele horizonte; e isto não é acidental, é totalmente programado para ser assim.

4. Historicamente, o movimento revolucionário sempre trabalhou:

a) com uma dinâmica contraditória, para espalhar confusão e dissolução na sociedade;

b) com a matização dos mesmos preceitos em modelos diferentes de radicalidade, para fugirem da acusação de extremismo, enquanto falsamente se encaminham para a execução dos mesmos objetivos;

c) com a implantação do vitimismo e da revolta, como elemento aglutinador de forças beligerantes;

d) fazendo com que este laboratório de engenharia social culminasse com a eliminação de alguns de seus opositores (a Igreja ou outras instituições conservadoras). Assim, por exemplo, começaram a revolução francesa e a guerra civil espanhola, todas, na origem, meras manifestações inocentes de vitimismo e, no fim, assassinas e anticlericais.


Adendo.

Em 1936, aconteceu uma aparição de Nossa Senhora no Brasil, em Pernambuco, na cidade de Pesqueira, na vila de Cimbres, num lugarejo denominado Sítio da Guarda. A aparição, pouco conhecida, foi aprovada pela autoridade eclesiástica da época.

Ali, a Virgem disse a duas meninas: “Minhas filhas, virão tempos calamitosos para o Brasil! Dizei a todo o povo que se aproximam três grandes castigos, se não for feita muita penitência e oração”.

O sacerdote, depois, as interrogou durante uma aparição, na qual ele perguntava diretamente à Virgem (em latim e alemão, idiomas ignorados pelas videntes), e Ela respondia às crianças, que lhe transmitiam a resposta:

“- Que significa o sangue que corre das vossas mãos?”
“- O sangue que inundará o Brasil”.
“-Virá o comunismo a penetrar no Brasil?”
“- Sim”.
“- Os padres e os bispos sofrerão muito?”
“- Sim.”
“- Será como na Espanha?”
“- Quase”.
“- Quereis que se pregue sobre este assunto?”
“- Sim”.
Tempos depois, a Virgem voltou a aparecer a uma das videntes, dizendo-lhe: “Nunca mais me manifestarei aqui em Guarda e os três castigos não virão JÁ, porque o povo está melhor; mas, é necessário ainda rezar muito e fazer penitência”.
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[Atualização - 18 de junho de 2013, às 16:12] Apresentamos a seguir artigo extraído do blog do Planalto, que curiosamente está fora do ar desde o início da tarde. O link para acesso em cache é este.


A presidenta Dilma Rousseff elogiou, nesta terça-feira (18), o civismo da população brasileira, que foi às ruas em manifestações nas principais cidades do país. Segundo Dilma, foi bom ver tantos jovens e adultos defendendo um país melhor. Em discurso, a presidenta disse ainda que está ouvindo as vozes pela mudança.

“O Brasil hoje acordou mais forte. A grandeza das manifestações de ontem comprovam a energia da nossa democracia. A força da voz da rua e o civismo da nossa população. É bom ver tantos jovens e adultos, (…) juntos com a bandeira do Brasil, cantando o hino nacional e dizendo com orgulho ‘sou brasileiro’ e defendendo um país melhor”, disse.

A presidenta afirmou que seu governo está empenhado e comprometido com a transformação social. Ela citou como exemplo a elevação de 40 milhões de pessoas à classe média. Segundo Dilma, as pessoas mudam porque o Brasil mudou, com mais inclusão, elevação de renda, acesso ao emprego e à educação.

“Surgiram cidadãos que querem mais e que tem direito a mais. Sim, todos nós estamos diante de novos desafios. Quem foi ontem às ruas querem [sic!] mais. As vozes das ruas querem mais cidadania, mais saúde, mais educação, mais transporte, mais oportunidades. Eu quero aqui garantir a vocês que o meu governo também quer mais, e que nós vamos conseguir mais para o nosso país e para o nosso povo”, afirmou.

O ‘protestantismo’ do Papa Francisco










Quando eu li o que Bergoglio disse sobre a questão dos ateus, eu tive um pensamento provocativo que eu me senti tentado a pôr no início desta coluna. Algo assim: "Ei, católicos: vocês sabem o que vocês fizeram? Vocês escolheram um papa protestante".

A opinião é de Bill Tammeus, elder presbiteriano e ex-colunista religioso do jornal The Kansas City Star, pelo qual recebeu diversos prêmios. É autor do blog Faith Matters e colunista mensal da revista The Presbyterian Outlook. Seu livro mais recente, em coautoria com o rabino Jacques Cukierkorn, é They Were Just People: Stories of Rescue in Poland During the Holocaust.

O artigo foi publicado no sítio National Catholic Reporter, 1-5-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.


Eis o texto.

Eu costumo dizer às pessoas que, se você se perder na teologia da Tradição Reformada (leia-se presbiteriana), você sempre pode voltar à estaca zero, que diz, em essência, isto: Deus é soberano.
Ou – em estilo, eu prefiro esta outra, porque a maioria de nós não tem nenhuma experiência de vida sob um soberano – Deus é gloriosamente livre.
Eu pensei sobre isso outro dia, quando eu li algo que o Papa Francisco disse em um livro do qual ele foi coautor em 2010, como cardeal Jorge Mario Bergoglio. Falando sobre como ele conversaria com um ateu, Bergoglio escreveu: "Eu não lhe diria que a sua vida está condenada, porque estou convencido de que não tenho o direito de fazer um juízo sobre a honestidade dessa pessoa".

Essa, amigos, é a teologia da Tradição Reformada. Cabe a Deus determinar quem terá a vida eterna. Não cabe a nós. Mesmo que você recorra aos conceitos difíceis de seguir do fundador da Tradição Reformada, João Calvino, sobre predestinação (sem falar da dupla predestinação), você descobrirá que nenhum ser humano pode saber ao certo quem está salvo e quem está condenado.

Esse ponto, uma vez, levou minha amiga Kathleen Norris a escrever isto no seu livro Amazing Grace: A Vocabulary of Faith: "Surpreende-me que só um advogado francês poderia chegar a uma justificação tão complexa, senão bizarra, para tratar todas as pessoas como se elas pudessem estar entre os eleitos, os escolhidos de Deus".
Ela está certa. Mesmo que você compre a ideia do esquema calvinista "alguns se salvam, alguns são condenados e não há a nada que você possa fazer a respeito", você não sabe quem é quem, por isso você precisa ser bom para com todos, na teoria de que você pode passar a eternidade com essa pessoa.
E isso é quase a mesma coisa que Bergoglio está dizendo em Sobre o Céu e a Terra, coescrito com o rabino Abraham Skorka.

Quando eu li o que Bergoglio disse sobre esse assunto, eu tive um pensamento provocativo que eu me senti tentado a pôr no início desta coluna. Algo assim: "Ei, católicos: vocês sabem o que vocês fizeram? Vocês escolheram um papa protestante".

Mas, no dia seguinte que eu li as palavras do papa, eu descobri que alguém tinha sido mais rápido do que eu nessa conclusão. O escritor Jonathan Merritt fez essa pergunta sobre o Papa Francisco no seu artigo do site Religion News Service: "A crescente popularidade (de Francisco) entre os não católicos pode torná-lo o primeiro papa protestante?".

Merritt acrescentou: "A combinação da preocupação do novo papa com as questões de justiça e a sua teologia conservadora parecem ser atraentes para muitos daqueles protestantes socialmente conscientes" (eu gosto do que Merritt disse, embora eu não fique feliz que ele tenha posto por escrito antes de mim a ideia de que Francisco pode ser o primeiro papa protestante. Mas deixe estar).
Aqueles de nós que fazem parte das principais Igrejas protestantes (presbiterianos, metodistas, luteranos etc.) têm sido exaustivos no que se refere às preocupações de justiça social e superficiais no que se refere ao respeito pelas estruturas de governo hierárquicas e rituais extravagantes.
Nós pagamos um preço por causa dessa ênfase, mas é um preço que nós temos estado dispostos a pagar. E agora muitos de nós acham que o novo papa tem a intenção de aproximar a Igreja Católica um pouco mais dessa abordagem protestante.
Talvez pudéssemos nos encontrar no meio do caminho. Nós, protestantes, acrescentaremos mais ritual, e vocês, católicos, podem descentralizar a sua estrutura de governo, enquanto nós, juntos, lavamos os pés dos pobres.
Eu sei que soa um pouco jocoso, mas eu estou falando sério. Há muita coisa que podemos aprender uns com os outros, e o aprendizado disso pode nos aproximar mais de algum tipo de reunificação (ao menos de espírito), quase 500 anos depois que Martinho Lutero pregou as suas 95 teses na porta da catedral, dando início assim (inadvertidamente) a Reforma Protestante.


Nós, protestantes, não temos o nosso próprio papa para negociar um grande acordo com Francisco, mas, se ele realmente é o primeiro papa protestante, o problema está resolvido. Tudo o que nós, protestantes, e vocês, católicos, precisamos fazer, para início de conversa, é prestar atenção às vezes em que ele se posiciona no nosso campo comum e nos unirmos a ele lá.


FonteUnisinos

terça-feira, 18 de junho de 2013

Cristãos precisam ser revolucionários, diz Papa Francisco



Enquanto São Pio X pretendia “tudo restaurar em Cristo”, o Papa Francisco desfralda a bandeira da revolução em nome de Cristo.

Diante disso, cabe perguntar: mesmo depois de Paulo VI haver falado em “autodemolição da Igreja” (1968) e em “fumaça de Satanás” no santuário (1972) e, mesmo, após os sucessivos reconhecimentos de João Paulo II e de Bento XVI acerca das ruínas acumuladas nesse meio século de derrocada pós-conciliar, ainda é concebível que um Pontífice venha a falar em “revolução” como um antídoto contra os gravíssimos males presentes?

Já não está por demais evidente o fracasso da “doutrina” e “espírito” das tão propaladas reformas conciliares, feitas justamente em nome desse apelo à “modernização” e “revolução” nas estruturas da Igreja e do mundo?

A ‘História é mestra da vida’, dizia Cícero. Claro, mas somente para quem é capaz de aprender com os próprios erros ou com os dos outros...


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Fonte: O Globo


Pontífice pediu que católicos não 'se fechem' nas paróquias.

Segundo ele, nenhum revolucionário foi maior que Jesus.

O Papa Francisco é iluminado por luz vermelha durante evento no Salão Paulo VI, no Vaticano, nesta segunda-feira (17) (Foto: AP)



O Papa Francisco disse nesta segunda-feira (17) que um cristão, se não for revolucionário nos tempos atuais, não é cristão [SIC! SIC! SIC!], e ressaltou que, apesar de haver na história muitos revolucionários, "nenhum teve a força de Jesus", que transformou o coração do homem.

O pontífice se dirigiu assim aos fiéis que foram ao Salão Paulo VI por ocasião da abertura do simpósio eclesiástico da diocese de Roma e pediu aos presentes que sejam "portadores da palavra de Jesus".

"Não entendo as comunidades cristãs que se fecham na paróquia", declarou o papa, que pediu que não tenham medo do diálogo com outras comunidades e convidou-os a oferecer "esperança cristã com o próprio testemunho, com a própria liberdade e com a própria alegria".

O papa ressaltou que "as revoluções da história mudaram sistemas políticos e econômicos, mas nenhuma delas mudou verdadeiramente o coração do homem: a verdadeira revolução foi realizada por Jesus, por meio de sua ressurreição".


segunda-feira, 17 de junho de 2013

O que o Lobby Gay não quer que você saiba


 Os defensores do homossexualismo dependem de apelos emocionais, porque eles certamente não podem contar com os fatos e com a realidade

Fonte: Aleteia










Jeffrey Bruno

Feministas radicais e defensores dos “direitos gays” se organizaram ao redor do mundo para promover certos direitos sexuais e reprodutivos que incluem o acesso irrestrito à contracepção e ao aborto, o direito das pessoas com atração pelo mesmo sexo não serem "discriminadas", se casar com uma pessoa do mesmo sexo e adotar crianças.

No entanto, os argumentos apresentados por aqueles que defendem a redefinição do casamento não são logicamente consistentes. Por um lado, eles ignoram a teoria de gênero, que afirma que a identidade sexual é uma construção social, mas, ao invés disso, argumentam que a atração pelo mesmo sexo é natural, que eles nasceram assim e não podem mudar, e que, portanto, têm um direito humano de igualdade de tratamento com base em sua natureza – ou seja, o direito de casar-se e adquirir as crianças. Por outro lado, argumentam que não há diferenças essenciais entre homens e mulheres no que diz respeito a sua capacidade de se casar ou educar os filhos e, portanto, uma criança criada por duas mães ou dois pais teria o mesmo nível sadio de desenvolvimento que as criadas pelos pais biológicos.

Em março passado, a questão do casamento foi à Suprema Corte dos EUA. Um tribunal de primeira instância tinha decidido que "o sexo dos pais de uma criança não é um fator que influencia no desenvolvimento da criança... Crianças não precisam ser criadas por um pai e mãe para estarem bem ajustadas". 

O tribunal de menor instância apontava estudos que sustentariam seu veredicto; no entanto, a análise desses estudos mostrou que eles eram mal projetados, traziam pequenas amostras, não representativas, além de outras ferramentas insatisfatórias. Por outro lado, há inúmeras provas de que as crianças têm o melhor quando criadas pelo seu pai e sua mãe, casados. Toda criança adquirida por um “casal” (par) do mesmo sexo foi separada de um ou ambos os pais biológicos. A criança percebe sua separação de um ou de ambos os pais biológicos como uma perda. Por exemplo, os adultos que foram concebidos através de inseminação artificial – um método frequentemente utilizado por “casais” (pares) do mesmo sexo do sexo feminino – estão agora com sua voz ativa. Eles querem saber quem são seus pais. Um estudo intitulado "O nome do meu pai é Doador" demonstrou os efeitos negativos da inseminação artificial por doação nas crianças.

Aqueles que promovem a redefinição do casamento exigem que o parceiro do mesmo sexo seja considerado o pai legal de qualquer criança nascida com outro parceiro, mesmo que ele não tenha ligação biológica com a criança. Recentemente, um juiz de Vermont (EUA) concedeu a uma lésbica a custódia da filha de uma mulher com quem ela tinha tido um relacionamento, apesar da lésbica não ter vínculo biológico com a criança. A mãe, que havia terminado o relacionamento quando a criança tinha 17 meses de idade, renunciou à homossexualidade e se tornou cristã. Quando a mãe biológica da menina se recusou a permitir as visitas da lésbica, porque a atmosfera na sua casa tinha mudado, o tribunal transferiu a custódia da menina à lésbica. Depois de esgotados os recursos legais para retirar sua filha da ex-parceira lésbica, a mãe e a filha fugiram para a América Latina, onde estão escondidas. Uma pessoa que as ajudou a fugir foi condenada a 22 meses de prisão.

Os tribunais não podem mudar o fato de que homens e mulheres são diferentes. A maternidade é fundamentalmente diferente da paternidade. Vínculos de sangue importam. As crianças querem conhecer e ser conhecidas por sua mãe biológica e seu pai biológico. Há uma infinidade de razões pelas quais o Estado deve conceder um estatuto privilegiado ao casamento entre um homem e uma mulher.

O livro One Man, One Woman analisa os efeitos de se mudar a definição de casamento na sociedade, na liberdade de religião e de expressão, na infância e nos próprios casais do mesmo sexo. No passado, as pessoas que queriam ser, ou que pensavam ser realmente do outro sexo, ou que sofriam de ansiedade grave quando forçadas a vestir roupas consideradas adequadas para o seu sexo, ou que se consolavam vestindo roupas estereotipadas associadas ao outro sexo, foram consideradas como sofrendo de “transtorno de identidade de gênero” (GID, em inglês). Recentemente, esta designação foi abandonada em favor de “disforia de gênero”, refletindo a ideia de que não há nada de errado em querer ser do outro sexo, desde que isso não te faça infeliz.

Os defensores dos "direitos gays" afirmam que, se a sociedade não aceita que você pertença a outro sexo, então a sociedade tem de mudar. Aqueles que defendem a mudança argumentam que a atração pelo mesmo sexo (SSA, em inglês) é normal para algumas pessoas, e uma vez que a atração pelo mesmo sexo é muitas vezes (mas nem sempre) precedida pelo transtorno GID, então o GID deve ser também normal. Eles ignoram os numerosos estudos respeitados que mostram que pessoas com SSA (atração pelo mesmo sexo) são muito mais propensas a sofrer de distúrbios psicológicos, abuso de substâncias químicas, impulso suicida e compulsões sexuais. Eles ignoram as provas de que a SSA não é biologicamente determinada, mas associada a experiências negativas no início infância, e que as crianças com GID são muito mais propensas a sofrer de ansiedade e transtorno de apego, além de vir de famílias desestruturadas. O livro Sex, Cells, and Same-Sex Desire, de um editor pró-gay, busca uma causa biológica para a SSA [a atração pelo mesmo sexo], mas conclui que "a pesquisa atual sobre as possíveis bases biológicas da preferência sexual não conseguiu produzir qualquer prova conclusiva" (John De Cecco , David Parker, Sex Cells and Same-sex Desire , (Harrington Park Press: NY, 1995) P.427).

Se a SSA fosse uma condição genética, seria de se esperar que gêmeos idênticos teriam sempre o mesmo padrão de atração sexual, mas uma pesquisa constatou que, em apenas 11% dos casos, onde uma criança tinha SSA a outra também tinha. Uma pesquisa mais recente sugere que esse percentual pode ser ainda menor.

Susan Bradley, que tem trabalhado intensivamente com crianças com GID [“transtorno de identidade de gênero”], considera o GID como um dentre uma série de transtornos de apego. Ela afirma sobre os sintomas do GID: "os sintomas do GID são particularmente assumir o papel e o comportamento do sexo oposto; deve-se agir para apaziguar a ansiedade da criança e fazê-la se sentir mais valorizada, forte e segura". Bradley afirma que um tratamento precoce pode resolver esse transtorno.

Enquanto aqueles que promovem a teoria de gênero insistem em que a identidade de gênero é diferente de orientação sexual, as duas estão ligadas. A orientação sexual descreve as pessoas com base no sexo pelo qual elas são atraídas, quer seja o seu próprio (atração pelo mesmo sexo, ou SSA), o oposto, ou ambos (bissexuais). Pessoas com SSA estão entre os mais influentes porta-vozes das várias teorias de gênero. Muitos sentem que têm sido discriminados por não estar em conformidade com as normas de gênero. Eles também se opõem à "heteronormalidade" – a crença de que a heterossexualidade é a norma e qualquer outra orientação é anormal.

Não há razão para supor que exista uma única causa para todas as SSA [a atração pelo mesmo sexo]. Terapeutas como Joseph Nicolosi, autor de Shame and Attachment Loss: The Practical Work of Reparative Therapy, e Janelle Hallman, autora deThe Heart of Female Same-Sex Attraction, têm ajudado os clientes a compreender a gênese psicológica de sua SSA. No entanto, ninguém deve ter a impressão de que a mudança é fácil, que os resultados são garantidos, ou que uma pessoa que, embora se esforçando para viver a castidade, nunca terá outra tentação.

A mudança real é possível. Isso pode acontecer espontaneamente ou através de terapia ou aconselhamento religioso. Parece ser mais comum entre as mulheres, talvez porque entre os homens a doença tenha complicações como vício sexual e uso de substâncias químicas. Lisa Diamond, autora de Sexual Fluidity, acompanhou 89 mulheres por 10 anos e descobriu que um certo número espontaneamente passou da SSA à heterossexualidade (Lisa Diamond, Sexual Fluidity (Harvard UP: Cambridge MA, 2008)).

Muitas, mas nem todas as pessoas que têm sintomas de GID quando crianças desenvolvem a atração pelo mesmo sexo (SSA) quando adultas. A intervenção precoce pode mudar essa trajetória. No entanto, há agora uma grande iniciativa para tornar ilegal o tratamento de crianças com GID ou adultos com SSA. Aqueles que defendem a proibição de tratamento argumentam que as pessoas com SSA nasceram dessa forma, que não podem mudar, e que qualquer terapia que não reafirme a sua atração pelo mesmo sexo é prejudicial. Nada disso é verdade.

Teorias de gênero começam com premissas falsas. Elas distorcem as provas e prejudicam os indivíduos e as sociedades que as abraçam. As provas produzidas em apoio à redefinição do casamento não resistem a um exame rigoroso. Isso pode explicar porque os partidários da redefinição do casamento querem encerrar o debate acusando os partidários do casamento natural de serem machistas, homofóbicos e intolerantes, culpáveis por discriminação e incitação ao ódio. Eles apelam para a compaixão, porque os fatos estão contra eles.


Mas aqueles que insistem na importância da diferença de sexo e do casamento natural não têm que ter medo dos fatos. Eles são os defensores da realidade.

domingo, 16 de junho de 2013

LOBBY GAY - Até agora não houve ninguém que desmentisse o publicado








As palavras do Pontífice que fizeram a Cúria tremer
‘O embaraçoso silêncio da Cúria mostra que as palavras do Papa são verdadeiras’ 


Gian Franco Svidercoschi, antigo vice-diretor do [jornal da Santa Sé] L’Osservatore Romano, sabe como ler nas entrelinhas do que foi deixado em silêncio pelo Vaticano. Ele explica: “O embaraçoso silêncio da Cúria mostra que as palavras do Papa são verdadeiras”.




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Os prelados admitem: é uma questão conhecida. Alguns inclusive revelam que houve carreiras bloqueadas pelo “gossip”.7

Tradução: Fratres in Unum.com



Silêncio na Cúria Romana após as palavras que o Papa teria pronunciado sobre um “lobby gay”. Incômodo pela difusão do encontro privado que Francisco teve com religiosos latino-americanos, mas até agora não houve ninguém que desmentisse o publicado. A reação depois da bomba de palavras sobre o “lobby gay” no Vaticano atribuída ao Papa Francisco é de silêncio. A cúpula da CLAR, a Confederação Latino-Americana dos Religiosos, que transcreveu o seu diálogo com Bergoglio e que acabou sendo publicado no sítio chilene “Reflexion y Liberación”, deplora a publicação, sem explicar, todavia, como chegou ela às mãos dos editores do sítio. Embora no Vaticano digam que não é correto colocar entre aspas as afirmações que o Papa teria feito, como se tratasse de verdadeiras citações, ninguém desmentiu a substância do publicado.

« Na Cúria há desconcerto pelo fato de que Francisco não esteja livre para falar em privado sem que depois suas palavras sejam publicadas », sussurra desconsolado um monsenhor, que depois acrescenta sobre o “lobby gay”: « fala-se disse há tempos, não é nenhum mistério; a novidade é que agora quem falou disso foi o Papa, embora não nestes termos específicos ».

Vendo o Papa ontem, saudando e abençoando a mais de 50 mil fiéis durante a audiência das quartas, não se podia dizer que ele estava preocupado com o que poderia ter se tornado o primeiro incidente midiático de seu pontificado. Ademais, como não recordar que justamente os grupos, as facções de poder dentro da Cúria Romana e o escândalo dos “vatileaks” ocuparam muito espaço nas discussões entre os cardeais, sobretudo os estrangeiros, antes do último conclave? Para não falarmos do caso do purpurado escocês, Keith O’Brien, obrigado a renunciar e a não participar do conclave após ter admitido abusos cometidos há trinta anos contra alguns seminaristas (adultos).

Ou seja, apesar de algumas reações indignadas, não é nenhum mistério que o problema exista. Antes de partir da Argentina, o Cardeal Bergoglio — segundo a sua biografia que acaba de ser publicada por Evangelina Himitian (“Francisco. O Papa do povo”), respondeu a uma pergunta sobre o perfil do futuro Papa, citando entre os seus deveres o de “limpar a Cúria”. Não esperava que ele mesmo devesse fazê-lo, apesar de seus 76 anos.

É complicar adentrar no labirinto de intrigas e acusações cruzadas que circulam nos sagrados palácios, onde as cartas anônimas estão na ordem do dia e onde justamente a acusação de homossexualidade é a que se usa com maior desenvoltura para destruir os adversários. Não devemos esquecer que há alguns anos, depois de uma investigação do programa italiano “Exit”, no canal 7, um monsenhor da Congregação para o Clero foi filmado, em segredo, com um jovem que havia conhecido pela internet. O prelado perdeu o seu cargo na Cúria, apesar de ter afirmado que estava realizando um estudo, como se fosse um infiltrado, embora seus superiores ignorassem o caso. Noutros casos, por sua vez, não basta ser pego em flagrante para ter uma carreira interrompida, como é o caso do brilhante diplomata vaticano que foi pego na cama com um homem; tiraram-no da nunciatura, porém, de toda forma, foi feito bispo poucos anos depois. Para alguns, evidentemente «protegidos», a carreira não se interrompe. Uma acusação de homossexualismo feita por um cardeal contra um importante bispo da cúria “congelou” qualquer nomeação do acusado para postos importantes, embora depois das investigações dos “007 de batina” as acusações tenham caído e se chegou à desejada nomeação. Para não falarmos de jovens e empreendedores leigos que caíram nas graças das mais altas esferas vaticanas por conta de inconfessáveis questões sexuais. Um exemplo desse sórdido mundo foi o caso do “gentil-homem de Sua Santidade” Angelo Balducci, para quem um dos coristas da Capela Giulia procurava amantes em troca de dinheiro.

A existência de uma rede de monsenhores “homossensíveis” foi confirmada no sítio da web “Venerabilis”, promovido pelos membros da “Homosexual Roman Catholic Priests Fraternity”, grupo virtual que coloca em contato sacerdotes gays, e alguns deles trabalham nos escritórios da Cúria Romana.


As mensagens que lança a este respeito, como as que repetiu sobre o “carreirismo” eclesiástico e sobre a transparência das finanças vaticanas, indicam que o Papa está ciente da situação que deve enfrentar e mudar.

sábado, 15 de junho de 2013

JMJ Rio - Carta aberta do GGB pede ao papa que não se manifeste contra a união gay em visita ao Brasil e lute contra a homofobia




[LUIZ MOTT, O REPRESENTANTE DO GRUPO DE HOMOSSEXUAIS, DIZ QUE É “PECADO GRAVE” A HOMOFOBIA. PARA COMPLETAR A INDIZÍVEL BLASFÊMIA, SÓ FALTOU DIZER QUE ‘PECADO QUE BRADA AO CÉU E PEDE A DEUS VINGANÇA’ É A REJEIÇÃO DA PRÁTICA SODOMÍTICA (PECADO CONTRA A NATUREZA). De forma clara, o mesmo Luiz Mott pede que a JMJ favoreça a campanha pró-homossexualismo...]


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O Gupo Gay da Bahia, GGB, fundado pelo ex-seminarista dominicano e doutor em Antropologia Luiz Mott em 1980, emitiu ontem, dia 11, uma carta aos participantes da Mundial da Juventude, que ocorre no Rio de Janeiro, entre os dias 23 e 28 de junho. Em nota, a entidade pede diretamente que o papa Francisco "não fale nada contra os direitos humanos dos homossexuais já que no Brasil foi legalizado o casamento homoafetivo”. A entidade lembra que a maioria dos brasileiros apóia a união homoafetiva e que artistas que se apresentarão no evento - como Ivete Sangalo, Milton Nascimento e Michel Teló - já se manifestaram publicamente a favor das uniões gays.
 

Aos participantes, a entidade ainda indica locais para denunciar qualquer homofobia, lembra do uso do preservativo e da idade legal de consentimento sexual no país, que é de 14 anos, mas indica que é melhor se relacionar com maiores de 18 anos.  "Jesus nunca condenou o amor homoafetivo, disse até que 'há eunucos (gays) que assim nasceram do ventre de suas mães'" argumenta o grupo que pede que o papa pregue sim a máxima do cristianismo: “amai-vos uns aos outros!".


Ao pontífice, o GGB pediu que não gere mais munição para a violência homofóbica e discussões bíblicas quanto aos direitos das pessoas do mesmo sexo no país. O GGB pede ainda que o evento ajude a minimizar a “eventual homofobia internalizada imposta pelos moralistas intolerantes e que se aceitem como são: legítimos templos do Espírito Santo, pois Jesus nunca fez acepção de pessoas. E protestem contra qualquer declaração ou manifestação de intolerância anti-LGBT: exijam o mesmo respeito demonstrado por Cristo às pecadoras e desviantes sexuais".





Confira abaixo a carta aberta emitida pelo grupo, que é o mais antigo grupo gay do país em atividade:





Carta aberta do Grupo Gay da Bahia aos participantes da Jornada Mundial da Juventude, RJ, 23-28/6/2013



Bem vindos ao Brasil, que tenham dias divinos na Cidade Maravilhosa. 



A primeira recomendação é ao simpático [SIC!] Papa Francisco: o Brasil é um país laico e a Constituição Federal proíbe qualquer tipo de preconceito e discriminação. Portanto, admoestamos a Vossa Santidade que não fale nada contra os direitos humanos dos Homossexuais (LGBT), já que também no Brasil foi legalizado o casamento homoafetivo, apoiado por mais da metade dos brasileiros, inclusive pelos famosos cantores que abrilhantarão a Jornada da Juventude, Ivete Sangalo, Milton Nascimento e Michel Teló.
 

A segunda recomendação é para os jovens de ambos os sexos: respeitem a sua própria livre orientação sexual e a dos outros. Jesus nunca condenou o amor homoafetivo, disse até que “há eunucos (gays) que assim nasceram do ventre de suas mães”.  Portanto, a homofobia – o ódio anti-homossexual – é pecado grave que atenta contra a lei áurea do cristianismo, “amai-vos uns aos outros!” Aos jovens católicos participantes da Jornada Mundial da Juventude, recomendamos que superem sua eventual homofobia internalizada imposta pelos moralistas intolerantes e que se aceitem como são:  legítimos templos do Espírito Santo, pois Jesus nunca fez acepção de pessoas. E protestem contra qualquer declaração ou manifestação de intolerância anti-LGBT: exijam o mesmo respeito demonstrado por Cristo às pecadoras e desviantes sexuais. E no caso de encontrarem alguma “garota de Ipanema” ou algum “Menino do Rio”, não se esqueçam que usar preservativo é um ato de amor! A idade do livre consentimento sexual no Brasil é 14 anos, segundo o Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), porém, é mais tranquilo só relacionar-se com maiores de 18 anos. É legal ser homossexual no Brasil!

sexta-feira, 14 de junho de 2013

BALÃO DE ENSAIO DE UMA BADERNA PRÉ-REVOLUCIONÁRIA?



Raphael de la Trinité



PROVA CABAL DE QUE AS MANIFESTAÇÕES CONTARAM COM A CONIVÊNCIA DAS AUTORIDADES (IN)COMPETENTES - BALÃO DE ENSAIO DE UMA BADERNA PRÉ-REVOLUCIONÁRIA? - 'SURTOS' PREMEDITADOS DE MOTINS QUE FACILMENTE DEGENERAM EM INSURREIÇÃO SOCIAL.

"As vontades débeis traduzem-se em palavras; as vontades fortes em atos". – GUSTAVE LE BON

Há quase cento e vinte anos, ou mais precisamente em 1895, o ensaísta e psicólogo francês Gustave Le Bon escrevia o interessantíssimo trabalho “A Psicologia da Multidão”.

Le Bon sustenta que, no meio de uma multidão, o homem regressa a um como que estado mental primitivo. Assim sendo, certa pessoa, que, no dia-a-dia, costuma ser comedida e culta, torna-se capaz, em determinadas circunstâncias, de abdicar de todo poder de censura e autocontrole, passando a agir como um bárbaro, que se entrega à prática dos mais espantosos atos de crueldade. Isso ocorre por efeito de contágio, como se fosse um rastilho de pólvora: subjugado pela massa, o indivíduo facilmente perde as suas faculdades críticas, deixando-se conduzir, mais ou menos cegamente, pelos demais.

Há uma espécie de lapso da individualidade, no concerto das multidões. Sob o jugo de fortes emoções e do exemplo frenético de outros, pessoas comuns perdem o domínio de si, e, despojando-se momentaneamente dos padrões normais de conduta, podem agir como celerados, mais ou menos à maneira de autômatos.

Insuflada a revolta, os líderes de tais manifestações, desde que bem escolados, conduzem as massas na direção que desejam.

A História acha-se repleta de episódios dessa natureza, que demandariam alentados volumes.




*** * ***





A insolência dos baderneiros impôs a milhões de paulistanos outro dia de cão




As autoridades encarregadas de preservar a ordem pública nem precisam recorrer a especialistas em inteligência para saber onde e quando vai começar mais um dia de cão. O próprio Movimento Passe Livre faz questão de divulgar o lugar e a hora do  início de outra manifestação destinada a reduzir a uma terra sem lei a maior metrópole da América Latina. Agentes infiltrados e sherloques fantasiados de estudante são coisa de antigamente. Foram aposentados por um punhado de páginas na internet.
Até os botões das fardas dos PMs sabiam que nesta quinta-feira a erupção de violência e vandalismo começaria às 5 da tarde, em frente do Teatro Municipal. Até as botas dos policiais sabiam que os revolucionários que vivem de mesada tentariam, de novo, invocar a norma constitucional que trata da liberdade de manifestação para revogar por tempo indeterminado o Estado Democrático de Direito. Se tivesse chegado antes, a tropa poderia impedir a gestação do tumulto. Como entrou em ação depois de consumado o parto, deu no que deu.
Caso estivessem efetivamente interessados apenas na redução das tarifas do transporte urbano, caso a multidão de alistados fosse de bom tamanho, os comandantes da legião dos 20 centavos se contentariam com o espaço diante do Teatro Municipal ou algo parecido. A Praça Tahir foi suficiente para os que sonhavam com a primavera egípcia. O problema é que, por sofrer de raquitismo congênito, a caricatura brasileira precisa zanzar pelas ruas. Pouco numerosa, recorre ao manual da violência  para simular a musculatura que jamais terá.
Pela quarta vez em pouco mais de uma semana, a democracia amargou uma derrota humilhante. Não foi vencida pela força dos atacantes, insista-se. Perdeu para a tibieza dos que juraram defendê-la.
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