domingo, 23 de junho de 2013

Escavações põem à luz do sol as minas de cobre do rei Salomão






Prof. Thomas Levy, arqueólogo da Universidade da Califórnia–San Diego
Prof. Thomas Levy, arqueólogo da Universidade da Califórnia–San Diego

O Prof. Thomas Levy (foto) arqueólogo da Universidade da Califórnia – San Diego encontrou as provas da existência das famosas “minas de cobre de Salomão”.

Tais minas exploradas pelo rei-profeta Davi e seu filho o rei Salomão, segundo o relato bíblico encontravam-se no reino de Edom, ao sul do Jordão.

O Prof. Levy dirigiu uma equipe internacional de arqueólogos que publicaram uma matéria sobre a descoberta em The Proceedings of the National Academy of Sciences dos EUA em 28/10/2008.

Ele anunciou que apresentaria ainda mais revelações numa reunião no 18 de fevereiro próximo (2009) no Social Sciences Supper Club, da sua Universidade.

Junto com Mohammad Najjar, dos Jordan's Friends of Archeology, o arqueólogo escavou um antigo centro de produção de cobre em Khirbat en-Nahas (que significa “ruínas de cobre” em árabe).



Restos das fundições
Restos das fundições

As amostras ali encontradas passaram por testes de radiocarbono. Estes lhes atribuíram uma antiguidade que remonta ao século X antes de Cristo.

Nisto concordam com a narração bíblica que põe nessa época os reinados de David e Salomão.

A pesquisa apontou também um crescimento da atividade metalúrgica no local durante o século IX antes de Cristo, fato que concorda com o que o Antigo Testamento nos fala dos edomitas.

Khirbat en-Nahas encontra-se no local que a Bíblia identifica como Reino de Edom, um feudo do antigo Reino de Israel.


Excavações confirmam historicidade das narrações da Bíblia
Excavações confirmam historicidade das narrações da Bíblia

De fato, já nos anos ’30 do século passado, o arqueólogo americano Nelson Glueck declarou ter descoberto as “minas de Salomão” na região.

Mas os seus achados foram menosprezados com a alegação de que a Bíblia teria sido “pesadamente re-escrita” no século V antes de Nosso Senhor.

Este argumento não era estritamente científico e estava viciado de preconceito anti-cristão, mas pegou, tão forte estava a animadversão anti-católica.

“Agora”, diz Levy, “nos temos a evidência de que complexas sociedades estiveram ativas nos séculos X e IX antes de Cristo, e isto nos conduz ao debate sobre a historicidade das narrações da Bíblia”.


Excavações confirmam historicidade das narrações da Bíblia. Ruínas em Khirbat en-Nahas
Excavações em Khirbat en-Nahas confirmam historicidade da Bíblia

A jazida arqueológica de Khirbat en-Nahas inclui por volta de 100 prédios (foto ao lado) – inclusive uma fortaleza – colocados no centro de uma vasta área que pode ser vista claramente em Google Earth. Há minas e trilhas de mineração em abundância.

Uma prova adicional foi fornecida por objetos egípcios trazidos à luz no local. Ditos objetos ‒ um escarabeu e um amuleto ‒ foram achados numa camada geológica que corresponde à brusca interrupção da produção.

Esse conjunto de indícios aponta para a bem documentada invasão militar do Faraó Sesac que tentou destruir a atividade econômica da região após a morte de Salomão.


Episódios da vida do rei-profeta David. Salomão com muitas mulheres que o levaram à perdição. Manuscrito da Spencer Collection, Ms 002.
Episódios da vida do rei-profeta Davi.
Salomão com muitas mulheres que o levaram à perdição.
Manuscrito da Spencer Collection, Ms 002.

O segundo livro das Crônicas (12; 1-12) fala abundantemente dessa guerra, como punição ao relaxamento do povo judeu na prática dos Mandamentos :

1. Estando seu reino constituído e firmado, Roboão abandonou a Lei do Senhor, e todo o Israel seguiu-lhe o exemplo.


2. Durante o quinto ano de seu reinado, por causa dos pecados de Jerusalém contra o Senhor, Sesac, rei do Egito, veio atacar a cidade

3. com 1.200 carros e 60.000 cavaleiros. Um inumerável exército de líbios, suquitas e etíopes acompanhavam-no desde o Egito.

4. Apoderou-se das cidades fortes de Judá e chegou a Jerusalém.

5. O profeta Semaías dirigiu-se a Roboão e aos chefes de Judá que se tinham concentrado em Jerusalém, com a aproximação de Sesac. Eis, disse-lhes ele, o que diz o Senhor: Vós me abandonastes; eu também vos abandono nas mãos de Sesac.

6. Então os chefes israelitas e o rei se humilharam e disseram: O Senhor é justo.

7. Em vista deste ato de humildade, a palavra do Senhor foi dirigida a Semaías nestes termos: Eles se humilharam; não os deitarei a perder. Dar-lhes-ei em breve um meio de salvação. Minha ira não se desencadeará sobre Jerusalém pela mão de Sesac.


O rei Davi compondo os Salmos inspirado por Deus, Manuscrito na Universidade de California - Berkeley, nº 131
O rei Davi compondo os Salmos inspirado por Deus

8. Mas eles terão que servir para que saibam distinguir entre o meu serviço e o serviço dos reis estrangeiros.

9. Sesac, rei do Egito, atacou, pois, Jerusalém. Levou os tesouros do templo do Senhor e os do palácio real, sem nada deixar. Levou especialmente os escudos de ouro que Salomão tinha fabricado.

10. Para substituí-los, o rei Roboão mandou fazer escudos de bronze e os entregou em mãos dos chefes das guardas da porta do palácio real.

11. Cada vez que o rei ia ao templo do Senhor, esses guardas os levavam; em seguida, devolviam ao corpo da guarda.

12. Portanto, em virtude de seu ato de humildade, a ira do Senhor apartou-se dele, e sua ruína não foi total. Em Judá havia ainda coisas boas. Fonte: Bíblia Católica

E também o primeiro livro dos Reis (14;25): “No quinto ano do reinado de Roboão, Sesac, rei do Egito, atacou Jerusalém”. Fonte: Bíblia Católica.

O Prof. Levy partilha certo ceticismo com respeito aos Livros Revelados, porém teve que ceder ante a evidência científica:

“Não podemos acreditar em tudo o que nos dizem os antigos livros, porém esta descoberta mostra uma confluência entre os dados arqueológicos e científicos e a Bíblia”, declarou ele ao“The Jerusalem Post”.

sábado, 22 de junho de 2013

Texto do General Azevedo, SOBRE AS MANIFESTAÇÕES EM SÃO PAULO






























Uma expectativa infundada e um treinamento consumado "Volta e meia, brasileiros desiludidos com os rumos caóticos que o desgoverno tem traçado para o País na busca da sua total dominação, comentam desairosos sobre a falta de atitude dos militares.

Apegados ao pensamento de que a esbórnia ultrapassou os limites, julgam que um poder moderador deveria expulsar a canalhada.

As Forças Armadas, segundo eles, seria o último bastião, visto que a sociedade bolsista abonada com maracutaias eleitoreiras, dificilmente adotará qualquer medida em prol de um Brasil democrático, principalmente, se isto lhe custar a perda de algum beneficio.

Contudo, pela falta de um mínimo de esforço das instituições militares preservarem os seus próprios princípios, julgam eles, elas não têm a menor intenção de salvaguardar os destinos da Nação.

Assim, é de julgar - se que mesmo não tendo razão, a esperança daqueles brasileiros é infundada. Sua expectativa não é impossível, mas é improvável.

Indubitavelmente, os chefes militares devem perceber esta expectativa, e o PT também.

Quanto aos chefes militares, provavelmente diante de todas as pressões, a cada dia dormem com o pesadelo dos preocupados.

A Contrarrevolução de 31 de março de 1964 e os resultados funestos para aquela heroica ação no atual cenário tornaram - se uma pesada acusação para os então bem intencionados chefes militares.

Na atualidade, as injustiças levam a qualquer autoridade militar a pensar muitas vezes, se valerá a pena um novo sacrifício. O povo brasileiro merece ou mereceu o esforço?

Contudo, o outro lado, temeroso, também se prepara, caso haja uma mudança de cenário, e temos assistido a um tremendo esforço no treinamento das forças que o PT pretende mobilizar, caso pressinta que poderá ser obstado em suas pretensões.

Recentemente, a Força Nacional de Segurança (FNS) tornou - se o braço armado do desgoverno em caso de necessidade. No âmbito legal da ilegalidade, recordem da elevação da sua capacidade de atuar em todo o território nacional e a malta de autoridades (hoje, além dos governadores, todos os ministros, o que fere a autonomia dos estados, prevista no pacto federativo!) com prerrogativas de solicitar o seu emprego.

O esforço da Comissão da Verdade e a criação de Grupo de Trabalho para atuar nos quartéis demonstram que o desgoverno pretende matar o mal pela raiz. Os porcos selvagens têm que ser encurralados, é a ordem da cúpula.

Observem a mobilização nas universidades que açulam jovens para atuar de forma agressiva, à mobilização “em força”’ de diversas entidades, como o MST, as indígenas, os movimentos sindicalistas cada vez mais destrutivos, os em prol da liberação das drogas, etc.

Prestem atenção à exacerbação dos mais diversos movimentos, como o “pelo passe livre” que assolou São Paulo com o caos, nos dão uma amostra do que acontecerá quando o desgoverno determinar que seus instrumentos armados saiam às ruas.

Sim, os mais céticos entendem que de fato a força bruta da tirania está em fase de treinamento, e contará, inclusive, com bandos de bandidos armados, como ocorreu em Santa Catarina na quebra da ordem publica, queimando ônibus e atemorizando a população.

Futuramente, para sobrepor-se a tudo, o desgoverno, demonstrando quem realmente manda, determinará aos seus instrumentos de pressão que parem a Nação.

Por tudo, alguns julgam que se os militares não reagirem diante do descalabro, a solução para os que não admitem tal estado de coisas é pedir para serem fuzilados em praça pública ou exilados para alhures, por que aqui será impossível viver."

Brasília, DF, 16 de Junho de 2013

Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira
ESTAMOS DE OLHO!


Fonte
: Patria Amada Brasil

sexta-feira, 21 de junho de 2013

‘BOBO É CAVALO DO DEMÔNIO'




"O QUE IMPORTA NÃO É O FATO, MAS A VERSÃO" - 
José Maria Alkmin (1901-1974), político mineiro, Ministro da Fazenda no Governo Juscelino Kubitschek
 
 
As críticas dirigidas pelos manifestantes ao PT são de que este não é tão comunista como queriam que fosse. Sendo assim, a vitória não é do partido, mas da mentalidade comunista, hegemonicamente presente na cultura popular. Este é o resultado da não oposição ideológica à revolução gramsciana, há décadas invicta em nossa nação.



*** * ***








‘BOBO É CAVALO DO DEMÔNIO’



Raphael de la Trinité


Sem dúvida, é fácil perceber como se inicia uma revolução; mais difícil, porém, saber como acaba. Não raro, os líderes se entredevoram, mais ou menos ao modo de Saturno, que deglute o próprio filho. Com efeito, desde as revoluções da Cidade Antiga (Grécia e Roma), passando pelas grandes revoluções do Ocidente (França e Rússia), até chegar aos dias mais recentes das contundentes agitações de Maio de 1968 na Sorbonne (França), observa-se isso como regra invariável: os primeiros da fila, dentre os incendiários, acabam alijados e supressos da luta, em benefício de outros, mais agressivos, que se lhes sucedem, até o desfecho imprevisível da luta. 

Grupelhos sediciosos e aproveitadores sabem fazer uso de “idiotas-úteis” (segundo a expressão cunhada por Lênin) para os seus interesses escusos. Não estaria em curso, no infeliz Brasil de nossos dias, uma manobra de grande envergadura? Nesse magma pastoso, quem está prestando o serviço de “massa de manobra” para engrossar a caudal dos descontentes?

“Cui prodest scelus, is fecit” — é célebre a frase de Sêneca. Sim, “aquele a quem o crime aproveita foi quem o cometeu”. Essa máxima lapidar, que o Direito Romano incorporou a si, constitui o fundamento mais estreme da suspeição em Direito Penal.

A estrepitosa turbulência que presenciamos no Brasil deve ser interpretada à luz desse indestrutível axioma.

Em todas as revoluções, “os pescadores de águas turvas”, coligados aos artífices de levantes insurrecionais e habilidosos condutores de massas, sempre sabem aonde querem chegar.

Enquanto o mundo for mundo, oportunistas e urdidores de maquiavélicos planos sempre andarão de mãos dadas.

Aqueles eternos ingênuos e otimistas “companheiros de viagem”, estatelados no chão ou ceifados à primeira hora, ficarão à margem da estrada, tentando decifrar a chave do enigma — algo que escapa à sua faculdade de entender.   




*** * ***







NOTA SOBRE AS MANIFESTAÇÕES DO ‘MOVIMENTO DO PASSE LIVRE’
Por Padre Cristóvão


Vendo a vibração de certos católicos ditos conservadores com as manifestações organizadas pelo “Movimento passe livre” em São Paulo, que eclodiu em outras tantas por todo o país, penso ser importante alertar para os seguintes aspectos:
















1. O movimento é uma organização geneticamente revolucionária, regida pelos princípios do Fórum Social Mundial (cf. http://mpl.org.br/node/2). Sua organização é anárquica (http://mpl.org.br/node/5, vide “horizontalidade”) e seus esforços se colocam em sintonia com os dos demais movimentos de desintegração social, como o gayzismo, o laicismo beligerante, o etnicismo etc. (cf. http://mpl.org.br/node/1). Embora alegue seu apartidarismo, confessa seu não antipartidarismo. Parece tão ingênuo e impoluto… E o diz propositalmente para parecê-lo. Mas…

O princípio para avaliar uma manifestação de massa é o uso político que dela se faz, que quase sempre não coincide com o motivo declarado explicitamente pelos manifestantes. De modo que, acima de tudo, atente-se que a não dependência partidária explícita não é sinônimo de independência da gerência partidária implícita. Aliás, de onde vem o dinheiro usado pela organização? E o comando para a mobilização das mídias, que acabaram se transformando em meio direto de convocação das hostes?

2. As críticas dirigidas pelos manifestantes ao PT são de que este não é tão comunista como queriam que fosse. Sendo assim, a vitória não é do partido, mas da mentalidade comunista, hegemonicamente presente na cultura popular. Este é o resultado da não oposição ideológica à revolução gramsciana, há décadas invicta em nossa nação.

3. Para quem pensa ser contraditório a esquerda colocar-se contra si mesma, não se esqueça de que a psicologia dialética é essencialmente suicida. Desta forma, na elaboração marxista, o socialismo é apenas uma etapa autodestrutiva para a implantação do comunismo; e aquela, estrategicamente, seria antecedida eventualmente por outras etapas, de igual modo autoaniquilatórias. Portanto, o PT é consciente de ser apenas uma etapa a ser superada naquele horizonte; e isto não é acidental, é totalmente programado para ser assim.

4. Historicamente, o movimento revolucionário sempre trabalhou:

a) com uma dinâmica contraditória, para espalhar confusão e dissolução na sociedade;

b) com a matização dos mesmos preceitos em modelos diferentes de radicalidade, para fugirem da acusação de extremismo, enquanto falsamente se encaminham para a execução dos mesmos objetivos;

c) com a implantação do vitimismo e da revolta, como elemento aglutinador de forças beligerantes;

d) fazendo com que este laboratório de engenharia social culminasse com a eliminação de alguns de seus opositores (a Igreja ou outras instituições conservadoras). Assim, por exemplo, começaram a revolução francesa e a guerra civil espanhola, todas, na origem, meras manifestações inocentes de vitimismo e, no fim, assassinas e anticlericais.


Adendo.

Em 1936, aconteceu uma aparição de Nossa Senhora no Brasil, em Pernambuco, na cidade de Pesqueira, na vila de Cimbres, num lugarejo denominado Sítio da Guarda. A aparição, pouco conhecida, foi aprovada pela autoridade eclesiástica da época.

Ali, a Virgem disse a duas meninas: “Minhas filhas, virão tempos calamitosos para o Brasil! Dizei a todo o povo que se aproximam três grandes castigos, se não for feita muita penitência e oração”.

O sacerdote, depois, as interrogou durante uma aparição, na qual ele perguntava diretamente à Virgem (em latim e alemão, idiomas ignorados pelas videntes), e Ela respondia às crianças, que lhe transmitiam a resposta:

“- Que significa o sangue que corre das vossas mãos?”
“- O sangue que inundará o Brasil”.
“-Virá o comunismo a penetrar no Brasil?”
“- Sim”.
“- Os padres e os bispos sofrerão muito?”
“- Sim.”
“- Será como na Espanha?”
“- Quase”.
“- Quereis que se pregue sobre este assunto?”
“- Sim”.
Tempos depois, a Virgem voltou a aparecer a uma das videntes, dizendo-lhe: “Nunca mais me manifestarei aqui em Guarda e os três castigos não virão JÁ, porque o povo está melhor; mas, é necessário ainda rezar muito e fazer penitência”.
* * *
[Atualização - 18 de junho de 2013, às 16:12] Apresentamos a seguir artigo extraído do blog do Planalto, que curiosamente está fora do ar desde o início da tarde. O link para acesso em cache é este.


A presidenta Dilma Rousseff elogiou, nesta terça-feira (18), o civismo da população brasileira, que foi às ruas em manifestações nas principais cidades do país. Segundo Dilma, foi bom ver tantos jovens e adultos defendendo um país melhor. Em discurso, a presidenta disse ainda que está ouvindo as vozes pela mudança.

“O Brasil hoje acordou mais forte. A grandeza das manifestações de ontem comprovam a energia da nossa democracia. A força da voz da rua e o civismo da nossa população. É bom ver tantos jovens e adultos, (…) juntos com a bandeira do Brasil, cantando o hino nacional e dizendo com orgulho ‘sou brasileiro’ e defendendo um país melhor”, disse.

A presidenta afirmou que seu governo está empenhado e comprometido com a transformação social. Ela citou como exemplo a elevação de 40 milhões de pessoas à classe média. Segundo Dilma, as pessoas mudam porque o Brasil mudou, com mais inclusão, elevação de renda, acesso ao emprego e à educação.

“Surgiram cidadãos que querem mais e que tem direito a mais. Sim, todos nós estamos diante de novos desafios. Quem foi ontem às ruas querem [sic!] mais. As vozes das ruas querem mais cidadania, mais saúde, mais educação, mais transporte, mais oportunidades. Eu quero aqui garantir a vocês que o meu governo também quer mais, e que nós vamos conseguir mais para o nosso país e para o nosso povo”, afirmou.

O ‘protestantismo’ do Papa Francisco










Quando eu li o que Bergoglio disse sobre a questão dos ateus, eu tive um pensamento provocativo que eu me senti tentado a pôr no início desta coluna. Algo assim: "Ei, católicos: vocês sabem o que vocês fizeram? Vocês escolheram um papa protestante".

A opinião é de Bill Tammeus, elder presbiteriano e ex-colunista religioso do jornal The Kansas City Star, pelo qual recebeu diversos prêmios. É autor do blog Faith Matters e colunista mensal da revista The Presbyterian Outlook. Seu livro mais recente, em coautoria com o rabino Jacques Cukierkorn, é They Were Just People: Stories of Rescue in Poland During the Holocaust.

O artigo foi publicado no sítio National Catholic Reporter, 1-5-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.


Eis o texto.

Eu costumo dizer às pessoas que, se você se perder na teologia da Tradição Reformada (leia-se presbiteriana), você sempre pode voltar à estaca zero, que diz, em essência, isto: Deus é soberano.
Ou – em estilo, eu prefiro esta outra, porque a maioria de nós não tem nenhuma experiência de vida sob um soberano – Deus é gloriosamente livre.
Eu pensei sobre isso outro dia, quando eu li algo que o Papa Francisco disse em um livro do qual ele foi coautor em 2010, como cardeal Jorge Mario Bergoglio. Falando sobre como ele conversaria com um ateu, Bergoglio escreveu: "Eu não lhe diria que a sua vida está condenada, porque estou convencido de que não tenho o direito de fazer um juízo sobre a honestidade dessa pessoa".

Essa, amigos, é a teologia da Tradição Reformada. Cabe a Deus determinar quem terá a vida eterna. Não cabe a nós. Mesmo que você recorra aos conceitos difíceis de seguir do fundador da Tradição Reformada, João Calvino, sobre predestinação (sem falar da dupla predestinação), você descobrirá que nenhum ser humano pode saber ao certo quem está salvo e quem está condenado.

Esse ponto, uma vez, levou minha amiga Kathleen Norris a escrever isto no seu livro Amazing Grace: A Vocabulary of Faith: "Surpreende-me que só um advogado francês poderia chegar a uma justificação tão complexa, senão bizarra, para tratar todas as pessoas como se elas pudessem estar entre os eleitos, os escolhidos de Deus".
Ela está certa. Mesmo que você compre a ideia do esquema calvinista "alguns se salvam, alguns são condenados e não há a nada que você possa fazer a respeito", você não sabe quem é quem, por isso você precisa ser bom para com todos, na teoria de que você pode passar a eternidade com essa pessoa.
E isso é quase a mesma coisa que Bergoglio está dizendo em Sobre o Céu e a Terra, coescrito com o rabino Abraham Skorka.

Quando eu li o que Bergoglio disse sobre esse assunto, eu tive um pensamento provocativo que eu me senti tentado a pôr no início desta coluna. Algo assim: "Ei, católicos: vocês sabem o que vocês fizeram? Vocês escolheram um papa protestante".

Mas, no dia seguinte que eu li as palavras do papa, eu descobri que alguém tinha sido mais rápido do que eu nessa conclusão. O escritor Jonathan Merritt fez essa pergunta sobre o Papa Francisco no seu artigo do site Religion News Service: "A crescente popularidade (de Francisco) entre os não católicos pode torná-lo o primeiro papa protestante?".

Merritt acrescentou: "A combinação da preocupação do novo papa com as questões de justiça e a sua teologia conservadora parecem ser atraentes para muitos daqueles protestantes socialmente conscientes" (eu gosto do que Merritt disse, embora eu não fique feliz que ele tenha posto por escrito antes de mim a ideia de que Francisco pode ser o primeiro papa protestante. Mas deixe estar).
Aqueles de nós que fazem parte das principais Igrejas protestantes (presbiterianos, metodistas, luteranos etc.) têm sido exaustivos no que se refere às preocupações de justiça social e superficiais no que se refere ao respeito pelas estruturas de governo hierárquicas e rituais extravagantes.
Nós pagamos um preço por causa dessa ênfase, mas é um preço que nós temos estado dispostos a pagar. E agora muitos de nós acham que o novo papa tem a intenção de aproximar a Igreja Católica um pouco mais dessa abordagem protestante.
Talvez pudéssemos nos encontrar no meio do caminho. Nós, protestantes, acrescentaremos mais ritual, e vocês, católicos, podem descentralizar a sua estrutura de governo, enquanto nós, juntos, lavamos os pés dos pobres.
Eu sei que soa um pouco jocoso, mas eu estou falando sério. Há muita coisa que podemos aprender uns com os outros, e o aprendizado disso pode nos aproximar mais de algum tipo de reunificação (ao menos de espírito), quase 500 anos depois que Martinho Lutero pregou as suas 95 teses na porta da catedral, dando início assim (inadvertidamente) a Reforma Protestante.


Nós, protestantes, não temos o nosso próprio papa para negociar um grande acordo com Francisco, mas, se ele realmente é o primeiro papa protestante, o problema está resolvido. Tudo o que nós, protestantes, e vocês, católicos, precisamos fazer, para início de conversa, é prestar atenção às vezes em que ele se posiciona no nosso campo comum e nos unirmos a ele lá.


Fonte: Unisinos

terça-feira, 18 de junho de 2013

Cristãos precisam ser revolucionários, diz Papa Francisco



Enquanto São Pio X pretendia “tudo restaurar em Cristo”, o Papa Francisco desfralda a bandeira da revolução em nome de Cristo.

Diante disso, cabe perguntar: mesmo depois de Paulo VI haver falado em “autodemolição da Igreja” (1968) e em “fumaça de Satanás” no santuário (1972) e, mesmo, após os sucessivos reconhecimentos de João Paulo II e de Bento XVI acerca das ruínas acumuladas nesse meio século de derrocada pós-conciliar, ainda é concebível que um Pontífice venha a falar em “revolução” como um antídoto contra os gravíssimos males presentes?

Já não está por demais evidente o fracasso da “doutrina” e “espírito” das tão propaladas reformas conciliares, feitas justamente em nome desse apelo à “modernização” e “revolução” nas estruturas da Igreja e do mundo?

A ‘História é mestra da vida’, dizia Cícero. Claro, mas somente para quem é capaz de aprender com os próprios erros ou com os dos outros...


*** * ***

Fonte: O Globo


Pontífice pediu que católicos não 'se fechem' nas paróquias.

Segundo ele, nenhum revolucionário foi maior que Jesus.

O Papa Francisco é iluminado por luz vermelha durante evento no Salão Paulo VI, no Vaticano, nesta segunda-feira (17) (Foto: AP)



O Papa Francisco disse nesta segunda-feira (17) que um cristão, se não for revolucionário nos tempos atuais, não é cristão [SIC! SIC! SIC!], e ressaltou que, apesar de haver na história muitos revolucionários, "nenhum teve a força de Jesus", que transformou o coração do homem.

O pontífice se dirigiu assim aos fiéis que foram ao Salão Paulo VI por ocasião da abertura do simpósio eclesiástico da diocese de Roma e pediu aos presentes que sejam "portadores da palavra de Jesus".

"Não entendo as comunidades cristãs que se fecham na paróquia", declarou o papa, que pediu que não tenham medo do diálogo com outras comunidades e convidou-os a oferecer "esperança cristã com o próprio testemunho, com a própria liberdade e com a própria alegria".

O papa ressaltou que "as revoluções da história mudaram sistemas políticos e econômicos, mas nenhuma delas mudou verdadeiramente o coração do homem: a verdadeira revolução foi realizada por Jesus, por meio de sua ressurreição".


segunda-feira, 17 de junho de 2013

O que o Lobby Gay não quer que você saiba


 Os defensores do homossexualismo dependem de apelos emocionais, porque eles certamente não podem contar com os fatos e com a realidade

Fonte: Aleteia










Jeffrey Bruno

Feministas radicais e defensores dos “direitos gays” se organizaram ao redor do mundo para promover certos direitos sexuais e reprodutivos que incluem o acesso irrestrito à contracepção e ao aborto, o direito das pessoas com atração pelo mesmo sexo não serem "discriminadas", se casar com uma pessoa do mesmo sexo e adotar crianças.

No entanto, os argumentos apresentados por aqueles que defendem a redefinição do casamento não são logicamente consistentes. Por um lado, eles ignoram a teoria de gênero, que afirma que a identidade sexual é uma construção social, mas, ao invés disso, argumentam que a atração pelo mesmo sexo é natural, que eles nasceram assim e não podem mudar, e que, portanto, têm um direito humano de igualdade de tratamento com base em sua natureza – ou seja, o direito de casar-se e adquirir as crianças. Por outro lado, argumentam que não há diferenças essenciais entre homens e mulheres no que diz respeito a sua capacidade de se casar ou educar os filhos e, portanto, uma criança criada por duas mães ou dois pais teria o mesmo nível sadio de desenvolvimento que as criadas pelos pais biológicos.

Em março passado, a questão do casamento foi à Suprema Corte dos EUA. Um tribunal de primeira instância tinha decidido que "o sexo dos pais de uma criança não é um fator que influencia no desenvolvimento da criança... Crianças não precisam ser criadas por um pai e mãe para estarem bem ajustadas". 

O tribunal de menor instância apontava estudos que sustentariam seu veredicto; no entanto, a análise desses estudos mostrou que eles eram mal projetados, traziam pequenas amostras, não representativas, além de outras ferramentas insatisfatórias. Por outro lado, há inúmeras provas de que as crianças têm o melhor quando criadas pelo seu pai e sua mãe, casados. Toda criança adquirida por um “casal” (par) do mesmo sexo foi separada de um ou ambos os pais biológicos. A criança percebe sua separação de um ou de ambos os pais biológicos como uma perda. Por exemplo, os adultos que foram concebidos através de inseminação artificial – um método frequentemente utilizado por “casais” (pares) do mesmo sexo do sexo feminino – estão agora com sua voz ativa. Eles querem saber quem são seus pais. Um estudo intitulado "O nome do meu pai é Doador" demonstrou os efeitos negativos da inseminação artificial por doação nas crianças.

Aqueles que promovem a redefinição do casamento exigem que o parceiro do mesmo sexo seja considerado o pai legal de qualquer criança nascida com outro parceiro, mesmo que ele não tenha ligação biológica com a criança. Recentemente, um juiz de Vermont (EUA) concedeu a uma lésbica a custódia da filha de uma mulher com quem ela tinha tido um relacionamento, apesar da lésbica não ter vínculo biológico com a criança. A mãe, que havia terminado o relacionamento quando a criança tinha 17 meses de idade, renunciou à homossexualidade e se tornou cristã. Quando a mãe biológica da menina se recusou a permitir as visitas da lésbica, porque a atmosfera na sua casa tinha mudado, o tribunal transferiu a custódia da menina à lésbica. Depois de esgotados os recursos legais para retirar sua filha da ex-parceira lésbica, a mãe e a filha fugiram para a América Latina, onde estão escondidas. Uma pessoa que as ajudou a fugir foi condenada a 22 meses de prisão.

Os tribunais não podem mudar o fato de que homens e mulheres são diferentes. A maternidade é fundamentalmente diferente da paternidade. Vínculos de sangue importam. As crianças querem conhecer e ser conhecidas por sua mãe biológica e seu pai biológico. Há uma infinidade de razões pelas quais o Estado deve conceder um estatuto privilegiado ao casamento entre um homem e uma mulher.

O livro One Man, One Woman analisa os efeitos de se mudar a definição de casamento na sociedade, na liberdade de religião e de expressão, na infância e nos próprios casais do mesmo sexo. No passado, as pessoas que queriam ser, ou que pensavam ser realmente do outro sexo, ou que sofriam de ansiedade grave quando forçadas a vestir roupas consideradas adequadas para o seu sexo, ou que se consolavam vestindo roupas estereotipadas associadas ao outro sexo, foram consideradas como sofrendo de “transtorno de identidade de gênero” (GID, em inglês). Recentemente, esta designação foi abandonada em favor de “disforia de gênero”, refletindo a ideia de que não há nada de errado em querer ser do outro sexo, desde que isso não te faça infeliz.

Os defensores dos "direitos gays" afirmam que, se a sociedade não aceita que você pertença a outro sexo, então a sociedade tem de mudar. Aqueles que defendem a mudança argumentam que a atração pelo mesmo sexo (SSA, em inglês) é normal para algumas pessoas, e uma vez que a atração pelo mesmo sexo é muitas vezes (mas nem sempre) precedida pelo transtorno GID, então o GID deve ser também normal. Eles ignoram os numerosos estudos respeitados que mostram que pessoas com SSA (atração pelo mesmo sexo) são muito mais propensas a sofrer de distúrbios psicológicos, abuso de substâncias químicas, impulso suicida e compulsões sexuais. Eles ignoram as provas de que a SSA não é biologicamente determinada, mas associada a experiências negativas no início infância, e que as crianças com GID são muito mais propensas a sofrer de ansiedade e transtorno de apego, além de vir de famílias desestruturadas. O livro Sex, Cells, and Same-Sex Desire, de um editor pró-gay, busca uma causa biológica para a SSA [a atração pelo mesmo sexo], mas conclui que "a pesquisa atual sobre as possíveis bases biológicas da preferência sexual não conseguiu produzir qualquer prova conclusiva" (John De Cecco , David Parker, Sex Cells and Same-sex Desire , (Harrington Park Press: NY, 1995) P.427).

Se a SSA fosse uma condição genética, seria de se esperar que gêmeos idênticos teriam sempre o mesmo padrão de atração sexual, mas uma pesquisa constatou que, em apenas 11% dos casos, onde uma criança tinha SSA a outra também tinha. Uma pesquisa mais recente sugere que esse percentual pode ser ainda menor.

Susan Bradley, que tem trabalhado intensivamente com crianças com GID [“transtorno de identidade de gênero”], considera o GID como um dentre uma série de transtornos de apego. Ela afirma sobre os sintomas do GID: "os sintomas do GID são particularmente assumir o papel e o comportamento do sexo oposto; deve-se agir para apaziguar a ansiedade da criança e fazê-la se sentir mais valorizada, forte e segura". Bradley afirma que um tratamento precoce pode resolver esse transtorno.

Enquanto aqueles que promovem a teoria de gênero insistem em que a identidade de gênero é diferente de orientação sexual, as duas estão ligadas. A orientação sexual descreve as pessoas com base no sexo pelo qual elas são atraídas, quer seja o seu próprio (atração pelo mesmo sexo, ou SSA), o oposto, ou ambos (bissexuais). Pessoas com SSA estão entre os mais influentes porta-vozes das várias teorias de gênero. Muitos sentem que têm sido discriminados por não estar em conformidade com as normas de gênero. Eles também se opõem à "heteronormalidade" – a crença de que a heterossexualidade é a norma e qualquer outra orientação é anormal.

Não há razão para supor que exista uma única causa para todas as SSA [a atração pelo mesmo sexo]. Terapeutas como Joseph Nicolosi, autor de Shame and Attachment Loss: The Practical Work of Reparative Therapy, e Janelle Hallman, autora deThe Heart of Female Same-Sex Attraction, têm ajudado os clientes a compreender a gênese psicológica de sua SSA. No entanto, ninguém deve ter a impressão de que a mudança é fácil, que os resultados são garantidos, ou que uma pessoa que, embora se esforçando para viver a castidade, nunca terá outra tentação.

A mudança real é possível. Isso pode acontecer espontaneamente ou através de terapia ou aconselhamento religioso. Parece ser mais comum entre as mulheres, talvez porque entre os homens a doença tenha complicações como vício sexual e uso de substâncias químicas. Lisa Diamond, autora de Sexual Fluidity, acompanhou 89 mulheres por 10 anos e descobriu que um certo número espontaneamente passou da SSA à heterossexualidade (Lisa Diamond, Sexual Fluidity (Harvard UP: Cambridge MA, 2008)).

Muitas, mas nem todas as pessoas que têm sintomas de GID quando crianças desenvolvem a atração pelo mesmo sexo (SSA) quando adultas. A intervenção precoce pode mudar essa trajetória. No entanto, há agora uma grande iniciativa para tornar ilegal o tratamento de crianças com GID ou adultos com SSA. Aqueles que defendem a proibição de tratamento argumentam que as pessoas com SSA nasceram dessa forma, que não podem mudar, e que qualquer terapia que não reafirme a sua atração pelo mesmo sexo é prejudicial. Nada disso é verdade.

Teorias de gênero começam com premissas falsas. Elas distorcem as provas e prejudicam os indivíduos e as sociedades que as abraçam. As provas produzidas em apoio à redefinição do casamento não resistem a um exame rigoroso. Isso pode explicar porque os partidários da redefinição do casamento querem encerrar o debate acusando os partidários do casamento natural de serem machistas, homofóbicos e intolerantes, culpáveis por discriminação e incitação ao ódio. Eles apelam para a compaixão, porque os fatos estão contra eles.


Mas aqueles que insistem na importância da diferença de sexo e do casamento natural não têm que ter medo dos fatos. Eles são os defensores da realidade.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...