quarta-feira, 13 de novembro de 2013

A máquina de matar que é o marxismo







Com a queda da União Soviética e dos governos comunistas na Europa Oriental, muitos têm a impressão de que o marxismo, a religião do comunismo, está morto. Dificilmente. Ele está vivo e bem em muitos países ainda, como a Coreia do Norte, China, Cuba, Vietnã, Laos, um bando de países africanos e na mente de muitos líderes políticos sul-americanos. No entanto, de maior importância para o futuro da democracia, o comunismo ainda polui o pensamento de uma vasta multidão de acadêmicos e intelectuais do Ocidente.

De todas as religiões, seculares ou não, o marxismo tem sido, de longe, a mais sangrenta. Na prática, o marxismo significa terrorismo sanguinário, expurgos mortais, campos letais de prisão e trabalho forçado, assassínios, deportações fatais, fomes artificiais, execuções extrajudiciais e julgamentos fraudulentos, assassinatos em massa e genocídios.

No total, regimes marxistas assassinaram aproximadamente 110 milhões de pessoas de 1917-1987. Da perspectiva desta incrível cifra, note que todas as guerras internas e estrangeiras durante o século 20, mataram cerca de 35 milhões. Isto é, quando marxistas controlam países, o marxismo é mais mortal que todas as guerras do século 20, incluindo a Primeira e a Segunda Guerra Mundial, e as guerras da Coreia e do Vietnã.

E o que o marxismo, o maior dos experimentos sociais humanos, fez resultar para seus pobres cidadãos, desse altíssimo custo de vida? Nada de positivo. Ele deixou em seu rastro um desastre econômico, ambiental, social e cultural.

O Khmer Vermelho – (comunistas do Camboja), que governou o Camboja por quatro anos – forneceu informações sobre por que os marxistas acreditavam que era necessário e moral massacrar muitos de seus semelhantes. Seu marxismo era casado com o poder absoluto. Eles acreditavam que, sem um pingo de dúvida, que eles sabiam a verdade, que traria o maior bem-estar e felicidade humana e que para realizar esta utopia, teriam que arrancar sem piedade para baixo a ordem feudal ou capitalista e a cultura budista da época e, em seguida, reconstruir uma sociedade totalmente comunista. Nada poderia ser autorizado a ficar no caminho desta conquista. O governo – o Partido Comunista – estava acima de qualquer lei. Todas as outras instituições, religiões, normas culturais, tradições e sentimentos eram dispensáveis.

Os marxistas viram a construção dessa utopia como uma guerra contra a pobreza, a exploração, o imperialismo e a desigualdade – e, como em uma verdadeira guerra, não combatentes seriam infelizmente pegos na batalha. Houve baixas inimigas necessárias: o clero, a burguesia, os capitalistas, “sabotadores”, os intelectuais, os contra-revolucionários, direitistas, os tiranos, os ricos e proprietários. Como numa guerra, milhões poderiam morrer, mas essas mortes seriam justificadas por fim, como na derrota de Hitler na Segunda Guerra Mundial. Para os marxistas dominantes, a meta de uma utopia comunista era suficiente para justificar todas as mortes.

A ironia é que, na prática, mesmo depois de décadas de controle total, o marxismo não melhorou a sorte das pessoas, mas as condições de vida geralmente se tornaram piores do que antes da revolução. Não é por acaso que as maiores fomes do mundo ocorrem dentro da União Soviética (cerca de 5 milhões de mortos em 1921-23 e 7 milhões de 1932-3, inclusive 2 milhões fora da Ucrânia) e na China comunista (cerca de 30 milhões de mortos desde 1959 – 61). De modo geral, no século passado, quase 55 milhões de pessoas morreram em vários surtos de fomes e epidemias associadas aos marxistas - um pouco mais de 10 milhões dentre estes, foram intencionalmente mortos de fome, e o resto morreu como um resultado da coletivização marxista e políticas agrícolas.

O que é espantoso nessa “moeda” da morte do marxismo não são os milhares ou mesmo centenas de milhares de pessoas, mas os milhões de mortes. Isso é quase incompreensível – é como se toda a população da Nova Inglaterra e Estados do Atlântico Médio, ou na Califórnia e no Texas, fosse exterminada. O fato de cerca de 35 milhões de pessoas terem escapado dos países marxistas como refugiados foi um golpe inigualável contra as pretensões utópicas marxistas. Foi equivalente a todas as pessoas abandonando o estado da Califórnia, deixando só a terra inócua.

Há uma lição supremamente importante para a vida e o bem-estar a ser aprendida com este sacrifício terrível para uma ideologia humana: ninguém pode ser confiado com poder ilimitado.

Quanto mais poder um governo tem para impor as convicções de uma elite ideológica ou religiosa, ou decretar os caprichos de um ditador, mais facilmente o bem-estar e vidas humanas serão sacrificadas. Quanto mais o poder de um governo é desenfreado, seu poder alcança todos os cantos da cultura e da sociedade, mais provável é que mate seus próprios cidadãos.

Quando uma elite governante tem o poder de fazer o que quiser, seja para satisfazer seus desejos mais pessoais, seja para concretizar aquilo que os marxistas atuais desejam, julgam poder fazê-lo a qualquer custo em vidas. Aqui, o poder é a condição necessária para o assassinato em massa. Uma vez que a elite tem autoridade plena, outras causas e condições podem funcionar para trazer o genocídio imediato, o terrorismo, massacres ou matar os membros de uma elite. Tudo é justificado, segundo eles. Mas é o poder – sem controle, sem restrições, sem controle – que é o assassino.

Os nossos marxistas acadêmicos e intelectuais atuais estão tento passe livre para suas ideias e táticas. Eles ganham certo respeito por causa de suas palavras [enganosas] sobre melhorar a sorte do trabalhador e os pobres, suas pretensões utópicas. Mas, sempre que obteve o poder, o marxismo fracassou totalmente, assim como o fascismo. Em vez de serem tratados com respeito e tolerância, os marxistas deveriam ser tratados como se despejassem uma praga mortal sobre todos nós.

A próxima vez que você se deparar com alguém marxista pretendendo doutriná-lo, ou por um dos nossos nativos marxistas, ou por seus equivalentes fanáticos esquerdistas, pergunte-lhes como podem justificar o assassinato de mais de cem milhões que sua fé absolutista provocou, e o sofrimento que o regime criou para muitas centenas de muitos mais que milhões de pessoas...


R.J. Rummel, professor emérito de ciência política e finalista do Prêmio Nobel da Paz, publicou 29 livros e recebeu inúmeros prêmios por suas pesquisas.



terça-feira, 12 de novembro de 2013

Tenhamos Compaixão das Pobres Almas! — 12 de Novembro: A Santa Missa e o purgatório (Parte XIII)



Nota do blogue:  Acompanhe esse Especial AQUI.

Tenhamos Compaixão das Pobres Almas!
30 meditações e exemplos sobre o Purgatório e as Almas
por Monsenhor Ascânio Brandão

Livro de 1948 - 243 pags
Casa da U.P.C.
Pouso Alegre






12 de Novembro

A SANTA MISSA E O PURGATÓRIO


0 maior dos sufrágios


Incontestavelmente, não há maior nem mais po­deroso e eficaz sufrágio que possamos oferecer a Deus pelos defuntos que a Santa Missa. A Igreja não definiu muita coisa sobre o purgatório, mas o essen­cial das suas definições está nestes dois princípios, duas verdades de fé que somos obrigados a crer si quisermos pertencer ao grêmio da Igreja de Nosso Senhor, porque, do contrário, o anátema pesará sobre os descrentes:

0 Concilio de Trento define a existência do pur­gatório, como já vimos, e uma segunda definição: Se alguém disser que o Santo Sacrifício da Missa não deve ser oferecido pelos vivos e os mortos, pelos pe­cados, penas e satisfações, seja anátema[1]. Eis aí o sufrágio por excelência, o verdadeiro sufrágio que podemos oferecer a Deus pelos nossos mortos, na cer­teza de que é sempre eficaz e poderoso. No Sacrifí­cio do Altar se oferece a grande Vítima e o Sacrificador é o próprio Cristo Senhor Nosso. É o mesmo sacrifício do Calvário. Tem o mesmo mérito da Cruz. Donde se conclui que as almas do purgatório recebem da Santa Missa o mesmo tesouro do Sangue Precio­síssimo de Nosso Senhor derramado na cruz e pela nossa salvação. Pode haver maior sufrágio que a Missa?

Distinguem-se quatro frutos principais do San­to Sacrifício: Um fruto geral, aplicado a todos os fiéis vivos e defuntos não separados da Comunhão da Igreja; um fruto especial, aplicado aos que assistem atualmente a Santa Missa; um fruto especialíssimo aos que mandam celebrar a Santa Missa, e um fruto ministerial, que pertence ao celebrante e é ina­lienável.

Ora, quem não pode aproveitar pois este grande tesouro da Igreja, oferecido cada manhã em nossos altares? Não há obra mais agradável a Deus nem mais meritória e própria para alimentar a verdadei­ra piedade, que a assistência à Santa Missa. “Não há maior socorro às almas do purgatório, disse D. Gueranger, o ilustrado e piedoso beneditino do L’Anné Liturgique. Quando o padre celebra, diz a Imita­ção de Cristo, honra a Deus, alegra os Anjos, edifica a Igreja, ajuda os vivos, procura o descanso para os mortos e se torna participante de todos os bens”[2].

A Santa Missa é a riqueza do purgatório, a es­perança das santas almas sofredoras. Não podemos oferecer nada melhor e nada mais eficaz para aliviá-las que o Santo Sacrifício. A Missa é o sol da Igreja, diz São Francisco de Sales. É o sol que dissipa as trevas do purgatório. Podemos talvez duvidar às vezes da eficácia e do poder de nossas orações feitas com tantas distrações e em condições tão precárias; mas, do poder e da eficácia do Santo Sacrifício, no qual se oferece o Sangue de Jesus Cristo pelas almas, que dúvida nos pode ficar do valor desta Obra?

Não podemos fazer nada maior nem melhor do que oferecer o Santo Sacrifício pelas almas.


O tesouro das almas

Sim, a Santa Missa é o tesouro das pobres al­mas. Nenhum meio é mais poderoso e eficaz para libertá-las, já o vimos. São Leonardo de Porto Mau­rício, que foi um grande apóstolo e devoto do Santo Sacrifício, dizia: “Quereis uma prova de que a Missa trás alívio às pobres almas? Ouvi um dos mais sábios Doutores da Igreja, São Jerônimo: ‘Durante a cele­bração de uma Missa por uma alma sofredora, esta alma pode ser preservada de todo ou em parte da pena do fogo. Em cada Missa que se celebra, diver­sas almas são livres do purgatório. Refleti ainda nis­to: a vossa caridade por estas almas será de muita vantagem para vós. Ó Missa bendita, és útil há um tempo para os vivos e os mortos! No tempo e na eter­nidade!’ Permite que vos dirija uma súplica, acres­centa São Leonardo, e quero vos pedir de joelhos: tomai a firme resolução de ouvir ou de fazer cele­brar todas as Missas que vossas ocupações e vossos recursos vos permitirem, não só pelos defuntos mas também por vossas almas. Dois motivos devem vos decidir: o primeiro motivo, alcançar uma boa mor­te... Ó, como será doce e tranquila a morte de quem empregou sua vida em ouvir o maior número de Mis­sas que pode! O segundo motivo é alcançar para vós mesmos o imenso favor de roubar o céu até sem pas­sar pelo purgatório, ou abreviar muito o tempo de permanência naquelas chamas expiadoras”.

Ao Beato João d’Ávila, ao chegar aos últimos instantes da vida, perguntaram o que mais deseja­ria depois da morte: — Missas! Missas! Missas! [3]

Santa Monica estava às portas da eternidade. No leito de morte, disse ao filho querido, Agostinho, que lhe custara tantas lágrimas e que a havia en­chido de tantas consolações nos últimos dias:

— Meu filho, logo não tereis mãe. Quando eu não estiver mais neste mundo, rezai pela minha al­ma, não vos esqueçais daquela que tanto vos amou. No Sacrifício do Cordeiro sem mancha, recomendai minha alma a Deus.

O Santo Doutor jamais se esqueceu da recomen­dação materna. Chorou muito quando morreu San­ta Monica, mas suas lágrimas foram sempre acom­panhadas de muitas preces fervorosas e sufrágios. “Deus de misericórdia, dizia ele, perdoai à minha mãe e não entreis em juízo com ela. Lembrai-vos de que antes de deixar este vale de lágrimas, não pediu para os seus restos mortais funerais pomposos, mas somente que vossos ministros se lembrassem dela no Altar do Divino Sacrifício” [4].

O Bem-aventurado Henrique Suzo fez um con­trato com um dos amigos muito íntimos: “O que mor­resse primeiro, teria um certo número de Missas que. o outro sobrevivente se obrigaria a mandar celebrar o mais depressa possível”. O amigo do Bem-aventurado partiu primeiro para outra vida. Algum tempo depois, apareceu a Henrique Suzo, gemendo de dor e a se queixar:

— Ai! Já te esquecestes da promessa...

— Não, meu amigo, responde o Bem-aventurado, eu não cesso de rezar pela tua alma desde que morreste...

— Ó, mas isto não me basta, não, não basta!, geme o defunto; falta-me, para apagar as chamas que me abrasam, falta-me o Sangue de Jesus Cristo! O Sangue de Jesus Cristo!

O Bem-aventurado compreendeu logo que falta­vam as Missas.

No dia seguinte ao da aparição, foi logo à igreja pedir muitas Missas pelo amigo defunto. Obteve di­versas nesta intenção. O amigo lhe aparece já glori­ficado e agradece-lhe feliz: Meu querido amigo, mil vezes agradecido! Graças ao Sangue de Jesus Cristo Salvador, estou livre das chamas expiadoras. Subo ao céu e lá nunca te esquecerei![5]


segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Quem foi Chico Xavier?


Santo? Insano? Farsante? Amplie seus conhecimentos sobre o assunto




Em 2010 os espíritas de todo o país comemoraram 100 anos do nascimento deste que consideram o maior "médium" brasileiro, e em 2012 um programa de TV o elegeu, por meio de votação popular, "o maior brasileiro de todos os tempos". Podemos sem dúvida considerar o Sr. Francisco Cândido Xavier (1910-2002), mais conhecido como "Chico Xavier", uma das personalidades mais populares e também mais polêmicas da história recente do nosso país. E como a nossa mídia (incluindo grandes emissoras de TV, redações dos grandes jornais e revistas e o meio artístico em geral) está repleta de militantes do espiritismo, estamos presenciando atualmente um verdadeiro festival de apologia à figura de Chico Xavier. Filmes nos cinemas, peças de teatro, lançamentos de uma infinidade de livros, especiais de TV, matérias de capa nas revistas...

Mas o fato é que é muito raro a grande mídia abordar as diversas facetas desse controverso personagem: existe uma outra realidade bem diferente dessa que estamos acostumados a ver nos meios de comunicação, e que pode ser comprovada muito facilmente. A revista Voz da Igreja é uma publicação comprometida com a verdade. Para falar de uma personalidade tão conhecida, o bom senso e a boa consciência nos obrigam a abordar o assunto de maneira responsável e imparcial. - Algo bem diferente da tremenda propaganda que temos presenciado nos meios de comunicação.

Apresentamos uma série de fatos a respeito de Chico Xavier que é desconhecida da maioria. Advertimos que todas as questões aqui colocadas são fundamentadas na pesquisa histórica e documentada, e em depoimentos que foram publicados em veículos sérios e respeitados.




1. Foi comprovado que Chico Xavier usou truques de mágica e pirotecnia em "shows de mediunidade" no começo de sua carreira.



As fotos ao final deste texto retratam algumas dessas exibições. Existem muitas outras, que se encontram facilmente na internet: em salões alugados, ele se sentava em frente a uma cortina, diante da plateia. Luzes piscavam por detrás do pano, e um cheiro de éter enchia a sala. Aos poucos, vultos surgiam atrás das cortinas e Xavier, junto com outros "médiuns", diziam que eram espíritos se materializando... Fotos da revista “O Cruzeiro” (1964) mostram claramente que eram pessoas vestindo lençóis brancos e véus cobrindo a cabeça. Mesmo assim, alguns ingênuos pareciam acreditar na farsa. O pesquisador Eurípedes Tahan disse que as pessoas da plateia podiam até tocar as tais "entidades" e tirar fotos! Nessa época, "médiuns" e mágicos costumavam viajar pelo país com seus shows. Chico dizia que usava seus "poderes" para materializar os espíritos. Ele ficava sentado e dizia se concentrar, enquanto as “entidades” saíam de trás do pano. Curioso é que as figuras nunca “apareciam” na frente da plateia, como deveriam, se fossem entidades etéreas se materializando. Convenientemente, elas saiam de trás da cortina, como se vê nos shows de mágica mais rudimentares. Anos mais tarde, a farsa foi definitivamente desmascarada, e Otília Diogo, uma das pessoas que se passava por “espírito” chegou a ser presa. Foi com esses shows que Chico começou a se tornar conhecido.




2. O sobrinho de Chico Xavier, numa entrevista ao jornal "O Diário de Minas", confessou que as psicografias do tio não passavam de farsa.


Amauri Pena Xavier, sobrinho de Chico, também se dizia "médium" e afirmava psicografar textos e cartas de pessoas falecidas. Aos 25 anos de idade, sondado por jornalista do referido jornal, ele declarou, textualmente:"Aquilo que tenho escrito foi criado pela minha própria imaginação". Na ocasião, ele também desmascarou o tio famoso, Chico Xavier, dizendo que as cartas "psicografadas" por ele não passavam de fraude: "Assim como tio Chico, tenho enorme facilidade para fazer versos, imitando qualquer estilo de grandes autores. Com ou sem auxílio de outro mundo, ele vai continuar escrevendo seus versos e seus livros". - O mais incrível é que, depois dessa, tanta gente tenha continuado a acreditar nas psicografias de Chico Xavier. Foi nessa época que ele, acuado pelas investigações, saiu de Pedro Leopoldo e foi para Uberaba, local onde o espiritismo se encontrava em expansão, onde recebeu apoio.


3. Em 1971, o repórter José Hamilton Ribeiro, da revista Realidade, visitou as sessões de psicografia de Chico, e denunciou que ali aconteciam truques para impressionar os mais crédulos.

Declarou o repórter: "Meu fotógrafo viu um dos assessores de Chico levantar o paletó discretamente e borrifar perfume no ar". Chico era famoso pelo perfume que parecia surgir "do nada" em meio às sessões de “psicografia”. - "As pessoas pensavam que o perfume vinha dos espíritos", completou Ribeiro.


4. Em muitos livros de Chico Xavier, especialistas encontraram casos claros de plágio de obras literárias publicadas por diversos autores.

O pesquisador especializado Vitor Moura, criador do website "Obras Psicografadas", comparou trechos dos livros ditos psicografados por Chico com livros de outros autores e descobriu evidências inquestionáveis. Um dos casos mais impressionantes é o da cópia quase literal de trechos da obra "Vida de Jesus", do filósofo Ernest Renan, no livro "Há dois mil anos", que Chico afirmou ter sido psicografado pelo "espírito Emmanuel".

Tenhamos Compaixão das Pobres Almas! — 11 de Novembro: O purgatório e as almas consagradas a Deus (Parte XII)



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Tenhamos Compaixão das Pobres Almas!
30 meditações e exemplos sobre o Purgatório e as Almas
por Monsenhor Ascânio Brandão

Livro de 1948 - 243 pags
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Pouso Alegre





11 de Novembro

O PURGATÓRIO E AS ALMAS CONSA­GRADAS A DEUS


Maior responsabilidade


Sim, todos os que se consagraram ao serviço de Nosso Senhor assumiram tremendas responsabilida­des com a consagração ou os votos que fizeram. Re­ceberam mais luzes e graças do que os simples fiéis. Foram privilegiados pela vocação, que os colocou num plano superior. Muitas graças e privilégios, sim, po­rém muitas e tremendas responsabilidades. Hão de dar contas mais severas a Nosso Senhor.

Que zelo não devem ter para conservarem a pu­reza de consciência e evitarem todo pecado, ainda o mais leve!

Santa Francisca Romana, cujas visões do pur­gatório são bem conhecidas, dizia ter visto no fundo do abismo as almas consagradas a Deus, e que pade­ciam no purgatório e abaixo, muito abaixo dos leigos. As penas, dizia ela, eram proporcionadas à dignida­de e à posição que ocupavam na Igreja.

As visões de Santa Francisca são confirmadas por muitas outras idênticas de outros santos e almas eleitas, que sempre atestam o rigor com que a divina Justiça pune no purgatório as faltas e imperfeições dos seus eleitos.

Que isto cause impressão nas almas consagradas e se lembrem que sofrimento estão preparando para depois da morte quando levam vida de tibieza e não se esforçam por corrigir defeitos que talvez julguem sem importância! Tremam os Superiores! Tremam os Prelados! Que excusa podem achar diante do Senhor o grande Juiz dos vivos e dos mortos quem recebeu com a teologia e com a ciência sagrada tantas luzes sobre a vida espiritual e viveu inundado num oceano de graças e de misericórdia? E as almas que foram entregues aos pastores e das quais hão de prestar contas ao Senhor? Compreende-se porque os Santos fugiam das prelaturas e dignidades, porque tremiam diante de uma mitra ou de um báculo pastoral.

É preciso ser muito fiel à vocação e cumprir a missão confiada com muita perfeição. A Madre Fran­cisca do Santíssimo Sacramento, uma santa religiosa carmelita de Pampeluna, teve 220 aparições de almas do purgatório. Entre estas almas viu dois Papas, Cardeais, Arcebispos e Bispos, Cônegos e Padres e muitos religiosos e religiosas. Nestas revelações, os dignitários eclesiásticos lamentavam dolorosa e ter­rivelmente terem desejado e procurado dignidades na Igreja. E muitos sofriam por negligências no ser­viço de Deus. — Ó Francisca, gemia uma alma sacer­dotal, um Bispo! Um Bispo! Meu Deus! Antes eu nunca o tivesse sido... Que responsabilidade! Outra se lamentava: “Os homens pensam que basta ser pa­dre. É um estado que exige uma grande pureza de vida! Francisca, eu apenas me salvei!” (Le Purga­toire — Louvet).

Devemos rezar com muito fervor e oferecer mais sufrágios pelas almas consagradas a Deus. Elas da­rão contas mais severas a Nosso Senhor e terão um purgatório mais longo e doloroso. Não canonizemos muito depressa sacerdotes e religiosos logo após a morte. O purgatório das almas consagradas a Deus é terrível, dizia uma vidente. Por quê? Porque tive­ram mais facilidade e muitos meios para evitar e abre­viar o seu purgatório, e não os souberam aproveitar.


domingo, 10 de novembro de 2013

QUEM FINANCIA O ‘QUEBRA-QUEBRA’?


Black Blocs afirmam - são financiados por ONGs nacionais e estrangeiras

Leonel Rocha, ÉPOCA


Em um sítio no interior de São Paulo, pouco mais de 30 pessoas se reuniram, no fim de semana do Dia dos Finados, para organizar uma nova onda de protestos contra tudo e contra todos. O local se tornou um centro de treinamento para uma minoria que adotou o quebra-quebra como forma de manifestação política e ficou conhecida como Black Bloc.

O repórter Leonel Rocha testemunhou as reuniões e relata na edição de ÉPOCA desta semana que, ao contrário do que afirmam órgãos de segurança federais e estaduais, eles não são manifestantes que aparecem nos protestos "do nada", sem organização. Os Black Blocs têm método, objetivos, um programa de atuação e, segundo afirmaram, acesso a financiamento de entidades estrangeiras.

De acordo com Leonardo Morelli, jornalista que coordena a ONG Defensoria Social, braço visível e oficial que apoia os Black Blocs, a ONG Instituto St Quasar, ligada a causas ambientais, já repassou, neste ano, € 100 mil aos cofres da entidade. Morelli recebeu a reportagem de ÉPOCA no sítio em São Paulo.

Segundo ele, o próprio veículo (uma Kombi) que levou Leonel Rocha ao local do treinamento, a partir do vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), foi financiado com doação de entidades nacionais e estrangeiras. Morelli diz que um Jeep Willys também foi comprado com esse dinheiro. Ele também cita entre seus doadores organizações como as suíças La Maison des Associations Socio-Politiques, sediada em Genebra, e Les Idées, entidade ligada ao deputado verde Jean Rossiaud.

Procurados por ÉPOCA, ambas negaram ter enviado dinheiro. Morelli diz que a Defensoria Social também foi abastecida pelo Fundo Nacional de Solidariedade, da CNBB. A CNBB negou os repasses. Morelli ainda relacionou entre seus contatos os padres católicos Combonianos e a Central Operária Boliviana.


Fonte: O Globo

O Milagre da ‘Revolução Espontânea’



O processo se assemelha em tudo ao da Revolução da Sorbonne de 1968, espécie de ensaio geral para essa revolução que agora pretende ser mais universal do que aquela. Lá também ninguém visava à derrubada do poder, pois é o próprio poder que eles odeiam; tudo era feito de forma a parecer que a revolução brotava espontaneamente dos estudantes e operários, inclusive até mesmo as frases e manifestações escritas eram as mais rústicas possíveis (apenas pichações, sem manifestos escritos ou de pasquins) para dar a ideia de que aquilo não provinha de uma preparação prévia feita por um grupo revolucionário organizado. É como se o "crime organizado" passasse a dar a entender à população que os assaltos são espontâneos e não feitos por grupos organizados. Seria possível?


Raphael de la Trinité


*** * ***








A espontaneidade está produzindo um dos maiores “milagres” da História. Em primeiro lugar, produziu o milagre da “geração espontânea” do Universo, hoje um dogma evolucionista sempre presente não só entre pseudo-cientistas mas na cabeça de muitos leigos e da quase unanimidade da mídia. Ora, se o universo surgiu por “geração espontânea”, por que não também as revoluções?


E foi assim que, segundo essa mentalidade, o Protestantismo, a Revolução Francesa e o Comunismo brotaram espontaneamente do chão e produziram essa monstruosa Revolução que hoje campeia pelo mundo moderno. Foi dessa forma também que brotou a revolução da Sorbonne de 1968, uma das mais “espontâneas” de toda a História, aliás a que mais se caracterizou por uma suposta espontaneidade. É uma qualidade que daria crédito e autenticidade ao movimento.

Vem agora a revolução dos “indignados” (ou dos indignos), produzida e gerada “espontaneamente” em vários países do mundo. “Esponaneamente” brotou ela em solo árabe (fruto das “redes sociais” da internet, segundo dizem) e de lá foi transplantada sua semente para a Europa, Estados Unidos e o resto do mundo. Entre os árabes produziu quedas de governos, mas não tinha como objetivo visível colocar um sucessor à altura das aspirações populares. A palavra mágica era “democracia” , coisa que aqueles povos só poderão saber o que seja daqui a alguns séculos, mas algo tão vago que ninguém sabe o que vem surgindo após as quedas de odiosas ditaduras.
No resto mundo é diferente. Sempre com o caráter de “espontaneidade”, marcam uma data para se iniciar uma simples marcha de protestos e, coincidentemente, a “espontaneidade” registra também hora, data, local do encontro, e até mesmo algumas características que as manifestações devem ter, como, por exemplo, ser composta de “jovens”, de estudantes, de operários, etc., etc.

É tão bela e admirativa essa “espontaneidade” que a revista “Veja” a elogia, numa de suas últimas edições em que propaga a manifestação dos “indignados” brasileiros contra a corrupção, um tema muito fácil de atrair multidões para uma praça. A revista só não explica como é que, “espontaneamente”, a manifestação teve fórum de debates na internet, local, data e hora para ser feita, além de se caracterizar unicamente como um movimento apolítico (quer dizer, sem partido) e dirigido contra os corruptos. E, depois, teve a mídia que “espontaneamente” vai lhe colocando no foco dos acontecimentos. É muita “espontaneidade” para um movimento tão bem organizado e de caráter universal...

Alguns dos anarquistas, aqueles mesmos que vivem num mundo virtual à procura de algo para sair de seu “autismo consentido” para o mundo real, o qual eles odeiam porque não o suportam, se aproveitam para “espontaneamente” botar fogo em tudo, queimar veículos, depredar lojas, jogar pedras na polícia, e aí ameaçam estragar o movimento. Que deve ser espontâneo, mas não deve assustar.

O processo se assemelha em tudo ao da Revolução da Sorbonne de 1968, espécie de ensaio geral para essa revolução que agora pretende ser mais universal do que aquela. Lá também ninguém visava à derrubada do poder, pois é o próprio poder que eles odeiam; tudo era feito de forma a parecer que a revolução brotava espontaneamente dos estudantes e operários, inclusive até mesmo as frases e manifestações escritas eram as mais rústicas possíveis (apenas pichações, sem manifestos escritos ou de pasquins) para dar a ideia de que aquilo não provinha de uma preparação prévia feita por um grupo revolucionário organizado. É como se o "crime organizado" passasse a dar a entender à população que os assaltos são espontâneos e não feitos por grupos organizados. Seria possível?

Para quem analisa as coisas friamente, não parece que essa revolução dos “indignados” se assemelha em tudo ao a da Sorbonne, em Paris, de maio de 1968?

Os “excessos”, dizem, não fazem parte dessa impressionante “espontaneidade”, pois em geral são cometidos por grupos isolados e radicais. Mas o que vemos é que os excessos são tão comuns, que parecem até ser espontâneos, agora de verdade. Vejam o que vem ocorrendo nos Estados Unidos e na Europa, em particular na Itália. Lá também houve excessos, como o divulgado pelo jornal Corriere de la Sera, em que um grupo de anarquistas quebra uma estátua da Madonna, Nossa Senhora de Lourdes. O jornal fala em “a guerrilha de 15 de outubro”, porque na verdade houve uma espécie de guerrilha dos manifestantes contra a polícia. O responsável pela blasfêmia foi um grupo anarquista denominado “black bloc”, em tudo semelhante aos demais, até mesmo na “espontaneidade” com que se organizaram, saíram juntos para a rua e fizeram sua parte.

A imagem, de gesso, era venerada no salão paroquial de São Marcelino e São Pedro, cujo pároco, o padre Pino Ciucci, disse que a aquela ação foi pior do que a dos fascistas. Para atuar, o grupo “black bloc”, com o rosto coberto com gorros de lã preta, capacetes e paus negros, invadiu o salão paroquial em meio às manifestações dos “indignados” que ocorriam nas imediações, deixando “espontaneamente” o local para que se diga depois que o vandalismo também é uma ação “indignada” do povo contra a Religião. No final, via-se a imagem de Nossa Senhora de Lourdes totalmente despedaçada na calçada, objeto de fotógrafos, curiosos e passantes... Um crucifixo também foi profanado...

O arcebispo de Milão, Angelo Scola, logo se manifestou sobre o crime, considerando-o muito grave. O prelado previu coisas mais graves perante o fanatismo das turbas que se manifestam em Roma. 






Explosão revolucionária na Europa em 2011






Não há semelhança com a de maio-68, na Sorbonne?








Fonte: Quod Libeta

Tenhamos Compaixão das Pobres Almas! — 10 de Novembro: O que leva ao purgatório (Parte XI)



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Tenhamos Compaixão das Pobres Almas!
30 meditações e exemplos sobre o Purgatório e as Almas
por Monsenhor Ascânio Brandão

Livro de 1948 - 243 pags
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10 de Novembro

O QUE LEVA AO PURGATÓRIO


Tibieza e pecado venial



A grande porta aberta para os tormentos do pur­gatório quando pela misericórdia não se precipitam muitas almas no pecado grave e no inferno, é a ti­bieza e o seu sintoma certo o pecado venial. Medite­mos um pouco o mal da tibieza para vermos como é arriscado viver assim, sem procurar uma vida fer­vorosa, arriscando a própria salvação e preparando um horrível purgatório depois da morte. Vejamos o que é a tibieza:

A tibieza define-a Santo Afonso pelo que a caracteriza: o pecado venial.

A tibieza, diz o Santo Doutor, é o hábito do peca­do venial plenamente voluntário. “A tibieza é o há­bito não combatido do pecado venial, ainda que seja um só. É um hábito fundado num cálculo implícito:

— Esta falta não ofenderá a Nosso Senhor gravemente, não me há de condenar. Pois vou cometê-la.

É um hábito dificílimo de se desarraigar da al­ma. E um hábito muito espalhado, sobretudo entre as pessoas que fazem profissão de piedade e entre as almas consagradas a Deus”.

É uma doença espiritual e das mais graves e pe­rigosas. É o verme roedor da piedade. Micróbio ter­rível! Mina o organismo espiritual, sem que o enfer­mo o perceba. Enfraquece a pobre alma. Amortece as energias da vontade. Inspira horror ao esforço. Afrouxa a vida cristã. Espécie de langor ou torpor, diz Tanquerey, que não é ainda a morte, mas que a ela conduz sem se dar por isso, enfraquecendo gradualmente as nossas forças morais. Pode-se compa­rá-la a estas doenças que definham, como a tísica, e consomem pouco a pouco algum dos órgãos vitais. É uma sonolência, um sistema de acomodações na vida espiritual.


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