domingo, 6 de abril de 2014

Lefebvrianos dispostos a deixar morrer ‘a geração Vaticano II’

  • NOTA DO BLOG: A matéria pode parecer ultrapassada em termos cronológicos; no entanto, merece realce no que diz respeito a um ponto: Fellay está a apostar em algo, que muitos já notaram, que a nova geração de sacerdotes (e, por conseguinte, a próxima geração de bispos) é significativamente mais conservadora e tradicionalista que a actual.

  • Pergunta-se: como será isso daqui a cinco ou dez anos?



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Lefebvrianos dispostos a deixar 

morrer ‘a geração Vaticano II’

Dom Bernard Fellay, superior-geral da FSSPX, com o Papa Bento XVI


A reintegração dos lefebvrianos da Sociedade de São Pio X na Igreja poderá levar cinco a dez anos, disse ontem (2 de fevereiro de 2012) o superior-geral desta organização, o arcebispo Bernard Fellay.

Numa homilia ontem (2 de fevereiro de 2012), no Minnesota, Estados Unidos, Fellay falou de forma franca sobre as negociações com Roma e as perspectivas de sucesso das mesmas. Deixando bem claro que uma resolução será difícil.

Quem se interessa pelo assunto deve ler o texto completo aqui, em inglês. Contudo, realço os seguintes aspectos.

Afinal, nada está perdido. No final do ano passado, com base em palavras do mesmo Fellay, tinha-se ficado com a ideia de que a SSPX ia simplesmente rejeitar a proposta de Roma. Desde então a sociedade mandou uma resposta para o Vaticano que, pelos vistos, dava alguma margem de manobra e por isso as negociações continuam.

Os Lefebvrianos estão dentro ou fora da Igreja? A resposta não é simples. Vejamos esta passagem da homilia: “Mesmo se estamos a lutar contra Roma estamos ainda, por assim dizer, com Roma. Lutamos com Roma, ou se preferirem, contra Roma, mas ao mesmo tempo ao lado de Roma. E dizemos, e continuamos a dizer, que somos católicos. Queremos permanecer católicos”.

O que eu tenho dito antes é que este estatuto de “dentro mas simultaneamente fora” é incomportável durante muito mais tempo. Se as negociações falharem definitivamente, então a SSPX pode-se considerar definitivamente fora, com tudo o que isso implica, e que descrevi aqui.

Contudo, o bispo tem razão ao apontar uma incoerência nas atitudes de Roma: “Seria mais fácil estarmos fora. Teríamos muito mais vantagens. Tratar-nos-iam muito melhor! Olhem os protestantes, como lhes abrem as portas das suas igrejas. A nós fecham-nas”. Não são apenas palavras, são factos. Bem sei que as disputas são tanto mais dolorosas quanto mais próximas são as pessoas, mas vejam isto pelos olhos dos tradicionalistas: Deve doer ver que as antigas catedrais se abrem mais rapidamente a celebrações protestantes do que a comunidades seguidoras de Lefebvre.

Fellay continua a usar um tom pouco realista quando diz que estão dispostos a negociar, mas que a única solução viável é que a Igreja renuncie a todos os “erros” do Concílio Vaticano II. Contudo, olhando mais de perto, entrevê-se outra possibilidade: “Dissemos-lhes muito claramente, se nos aceitarem como somos, sem nos obrigarem a aceitar estas coisas, então estamos prontos. Mas se querem que aceitemos estas coisas, então não estamos”.

Portas fechadas, ou prestes a abrir?

Ou seja, deixem-nos voltar sem nos obrigarem a aceitar o que o Concílio diz e não nos chateamos mais. “Live andletlive”. Curiosamente há precedentes para esta atitude, o que não significa que Roma aceite. Se SSPX está dividida internamente, a Igreja Católica também. Há muita pressão no sentido de não permitir a reentrada desta sociedade sem que ela ceda, sobretudo no que diz respeito à questão da liberdade religiosa e do diálogo ecuménico, as duas grandes questões do Concílio que eles não aceitam. O que nos leva a…

O factor tempo

Fellay refere que uma solução poderá ser possível, mas que não prevê que isso aconteça num futuro próximo. “Talvez em cinco, ou dez anos”, diz.

Como é que se pode ler esta frase? Basicamente o que Fellay está a dizer é que daqui a cinco ou dez anos a “geração Vaticano II” já terá, efectivamente, partido para conhecer o seu Criador. E insinua que a geração seguinte será mais compreensiva, sem uma ligação tão forte ao Concílio.

Fellay está a apostar em algo, que muitos já notaram, que a nova geração de sacerdotes (e, por conseguinte, a próxima geração de bispos) é significativamente mais conservadora e tradicionalista que a actual.

Tudo bem, mas não deixa de ser uma aposta arriscada. Como estará a SSPX dentro de cinco a dez anos? Manter-se-á unida? O que achará uma nova geração de lefebvrianos que nunca esteve em comunhão plena com Roma? Sentirão a falta? Vale a pena correr esse risco? Ou será tudo isto bluff, tendo em conta a próxima ronda de negociações que se aproxima?

Em conclusão, contudo, pode-se dizer que esta intervenção de Fellay é substancialmente mais positiva no seu tom do que aquelas que ele teve antes de enviar a resposta para Roma. Para todos os efeitos a bola está agora no campo do Papa, que estará a meditar uma contraproposta. Por enquanto só sabemos que a proposta que está em cima da mesa “já é bastante diferente daquilo que nos foi apresentado a 14 de Setembro”, nas palavras de Fellay, por isso a situação não está tão negra como parecia estar em finais do ano passado.

E agora? Cá estaremos para ver.



A magnífica cena se repetirá na Semana Santa de Málaga, neste ano?



Marines estadounidenses y militares de varios países piden desfilar conel Cristo de la Legión



Marines estadounidenses y militares de varios países piden desfilar con el Cristo de la Legión
Legionarios en un acto religioso
La imagen de los legionarios llevando al Cristo de la Buena Muerte dio la vuelta al mundo durante la JMJ Madrid 2012 y ahora los marines estadounidenses y militares de varios países han pedido permiso para desfilar junto al Cristo de la Legión durante la Semana Santa de Málaga.


Así es lo da a conocer Libertad Digital recordando que la última Jornada Mundial de la Juventud reunió a algunas de las principales piezas de la imaginería religiosa española. Las imágenes del Vía Crucis presidido por Benedicto XVI y la posterior procesión por el centro de Madrid dieron la vuelta al mundo e impactaron sobremanera a los miles de peregrinos, especialmente el Cristo de la Buena Muerte. 

Según el mismo diario digital, el Hermano Mayor de la Cofradía, Antonio Jesús González, ha señalado que grupos de marines de Estados Unidos y militares de distintos países se han puesto en contacto con la Congregación para poder participar en los actos del "Cristo de la Legión" durante la Semana Santa. Algunos de ellos ya participaron en la Jornada Mundial junto a los legionarios y a los hermanos de esta cofradía.

"Este año se prevé mayor público durante los actos debido a la JMJ", asegura el Hermano Mayor, que añade que son gente, entre ellos muchos militares, que "han visto los actos y ahora quieren participar".

De confirmarse la llegada de los marines y las fuerzas de otros países su participación consistiría en su "presencia en el desembarco en la ciudad por parte de la Armada, en el acto de traslado de la Buena Muerte con los legionarios y en la procesión posterior saliendo en la presidencia militar".

Además, González ha indicado que también numerosos cadetes de la Academia Militar de Zaragoza quieren participar en la Semana Santa de Málaga junto a esta congregación. "Para nosotros esto es muy importante porque son los futuros oficiales", afirma el Hermano Mayor de una Cofradía históricamente vinculada al cuerpo de la Legión.

Los militares que han hecho la solicitud proceden de seis nacionalidades como por ejemplo Bélgica, Francia e Italia y participarán en el desembarco en el puerto de Málaga, en el traslado del Cristo al trono y en la procesión de seis horas por las calles de la ciudad. Eso sí, nunca podrán llevar la imagen del Cristo.



A epopeia de um capitão militar italiano na Rússia‏


DESTAQUE

Junto a aquellos soldados, como en todos los ejércitos de la Segunda Guerra Mundial, expusieron com valentia su pecho a las balas y a las bombas miles de capellanes que hicieron presente a Cristo en sus últimos segundos, para que les acompañara de su mano a la morada eterna.
Constituyen una fuente documental importantísima para compreender la mentalidad de la época y, como cuenta Diego Andreatta em el diário L´Avvenire, acaban de ser publicadas en forma de libro bajo el título: Y aquí ¿cuándo florecerá la tierra?

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Un ‘sagrado deber’ - convertir a los sin Dios

Teniente del 201º Regimiento de Artillería Motorizada, cruz en mano entre bombas mientras la Armir paraba la ofensiva soviética a orillas del Don.


Esel 26 de agosto de 1942 y la Armir (Armata Italiana in Rusia, launidad que mandó Benito Mussolini a luchar contra Stalin) se bate como puede para frenar la ofensiva soviética sobre el río Don.
Em um cuerpo a cuerpo em el que vuelan las bombas de mano y las granadas, um joven de 29 años, teniente del 201ª Regimiento de Artillería Motorizada, recorre el frente entre explosiones, disparos y cuerpos retorcidos por el dolor para administrar extremaunciones y llevar el perdón de los pecados y una última palabra de consuelo espiritual a los hombres que ya no tienen esperanza de sobrevivir a sus heridas.

Cartas de un valor irreemplazable
Es Onorio Spada (1913-1977), Don Onorio, como lellaman sus compañeros de filas. Em un descanso de la batalla, saca un rato para escribir a sus ancianos padres:
“Queridos papá y mamá. Para ser sinceros, no sé de qué escribiros, porque no puedo daros noticias militares, y por otro lado ya sabéis que mi vida es siempre lamisma. Estar entre los soldados como buen camarada, compartiendo com ellos las noches tristes y evocando com ellos la familia y la tierra lejanas, y haciendo proyectos para el futuro. Un futuro que, como sabemos, está en manos de Dios”.

Aunque siempre comedidas em el contenido, Don Onorio escribió abundantes cartas a sus padres entre marzo de 1942 y septiembre de 1943. Constituyen una fuente documental importantísima para comprender la mentalidad de la época y, como cuenta Diego Andreatta em el diario L´Avvenire, acaban de ser publicadas en forma de libro bajo el título: Y aquí ¿cuándo florecerá la tierra?

Héroes com sotana
La labor de los capellanes militares italianos em Rusia contabaya com otras fuentes testimoniales, como las obras de Carlo Gnocchi, Carlo Caneva, Rinaldo Trappo, Enelio Franzoni o el padre Giovanni Brevi, todos ellos sacerdotes destinados a un frente particularmente duro de la Segunda Guerra Mundial.
Pero, señala Andreatta, las cartas de Don Onorio destacan por su elevación poética. La experiencia militar sirvió al valiente cura para su posterior labor pastoral. Al volver a Italia ”hablaba raras veces de la guerra”, pero se convirtió em um conocido dirigente del asociacionismo juvenil y universitario católico.
Pero ¿por qué se alistó Don Onorio, a pesar de que todas las personas de su entornointentaron disuadirle?
Según se desprende del prólogo del editor del volumen, Paolo Zanlucchi, fue por razones que a los españoles nos recuerdan las de muchos voluntarios de la División Azul, y que han passado desapercebidas cuando la historia se ha escrito después.
“Él mismo lo dejó por escrito”, disse Zanlucchi: “Quería hacer algo por su país y cumplirun sagrado deber: convertir a quienes em aquella época eran denominados los sin Dios“. 
La religión superviviente del comunismo
Don Onorio se encontró que, a pesar de que el régimen comunista ya llevaba decenios de totalitarismo, el sentido religioso de la población había permanecido intacto. A sus misas de campaña, por ejemplo, si no se celebraban em primera línea del frente, además de soldados italianos o de otras nacionalidades asistían ancianos, mujeres y niños ucranianos (un país mayoritariamente católico) que desde el triunfo del bolchevismo no habían podido hacerlo.
También había contacto com los sacerdotes ortodoxos. Pasó vários díase n casa de uno de ellos que, em um dechado de cortesía, superaba todo recelo hacia la Iatinidad de la Iglesia llamándole pater Honorius.
Lo peor de la guerra llegó com la retirada. “¡Cuántas comuniones em estosdías…!”, escribe Spada, “sabedor de esta realizando una tarea preciosa”. Porque muchos de aquellos jóvenes nunca volvieron de la estepa.

Unhijo desaparecido
“Detengo el vehículo”, escribe em certa ocasión, “junto a unpequeño Monte Calvario. Tres cruces. Um teniente. Un sargento. Y alguien desconocido. Esse desconocido… Pasarán los años, y una madre seguirá esperando cada amanecer que um paso familiar suene junto a la puerta. Um pequeño toque, ella corre a abrir, abre los brazos… pero el camino está desierto, y el viento passa com esse sordo gemido de los otoños ante el cual son los hombres sombras que pasean, indiferentes. Durante años las palavras oficiales martillearán sucorazón: Desaparecido…”.
Estas páginas inéditas dan cuenta del espíritu de los batallones alpinos que mantuvieron alto el estandarte del valor italiano en combate. Junto a aquellos soldados, como en todos los ejércitos de la Segunda Guerra Mundial, expusieron com valentia su pecho a las balas y a las bombas miles de capellanes que hicieron presente a Cristo en sus últimos segundos, para que les acompañara de su mano a la morada eterna.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

O perigo da obediência indevida ou servilismo e da perda daquilo que representamos


DESTAQUE

(...) em vista de condenações generalizadas que muitas vezes foram pronunciadas em alguns ambientes, os quais afirmam categoricamente que a celebração segundo os ritos novos é ipso facto matéria de pecado mortal.
o documento todavia não exclui a possibilidade de nutrir reservas teológicas, não impede de agir consequentemente (leia-se aqui), não impõe como obrigação o birritualismo.
Escrevemos no passado que a esse propósito fazemos nossas as reservas que expressou Sua Eminência o Cardeal Ottaviani ao escrever a carta de acompanhamento ao Breve exame crítico do Novus Ordo Missae. Tanto prelados, aliás, dos quais não é o último o atual Pontífice Reinante, já escreveram pedindo uma “reforma da reforma”: evidentemente, haverá motivos… Parece-nos então que o termo “exclusivo” exprima bem a nossa posição e como tal foi admitido em nossos Estatutos pela Santa Sé, em uma recíproca atitude de lealdade. Sem querermos substituirmo-nos a um futuro pronunciamento da autoridade eclesiástica, afirmamos, com prudência e moderação, mas sem subterfúgios, nossa opinião; esse não é peremptória, mas quer ser franca e supõe consequências. Se não agíssemos assim e escondêssemos o pensamento de nossos corações, ou pior ainda, se agíssemos contra a consciência, faltaremos realmente com o respeito à Autoridade que queremos servir na clareza de posições. Pensamos, portanto, que o termo exclusivo deve ser mantido, mesmo por observância dos compromissos por nós publicamente assumidos. O Bom Pastor, de fato,  não nasceu para ocupar-se do próprio interesse pessoal –  vitam suam dat pro ovibus suis – mas para oferecer um testemunho da possibilidade de uma posição eclesial que inclua os citados pressupostos.
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O ‘rito próprio’ e a ‘hermenêutica da continuidade’ são suficientes?
[Comentário da Montfort em 3 de maio de 2012]:

O texto abaixo foi publicado no blog “Disputationes Theologicae”mantido pelos padres Stefano Carusi e Mathieu Raffray, do Instituto do Bom Pastor. O artigo responde às especulações e críticas levantadas pela publicação misteriosa de uma carta de Monsenhor Guido Pozzo, da Comissão Pontifícia Ecclesia Dei e de um relatório da visita canônica ao IBP, acontecida por ocasião do fim do período de experiência concedido pela Santa Sá, após sua fundação, em 2006.
 
[Texto do Padre Carusi]
Nossa Redação, após a publicação do relatório da visita canônica do Instituto do Bom Pastor, tem recebido perguntas que podem ser resumidas pelo título deste artigo. A questão nos parece ter um relevante interesse eclesial, ainda mais se levarmos em conta as solicitações a que nos pronunciássemos presentes em vários artigos aparecidos sobre esse assunto, como aquele do superior do distrito italiano da Fraternidade Sacerdotal São Pio X. Exporemos, portanto, algumas considerações a nossos leitores, as quais, evidentemente, comprometem apenas a linha editorial desta revista livre.
O texto produzido pela Reverenda Comissão Pontifícia Ecclesia Dei oferece ao Instituto do Bom Pastor algumas indicações, em parte de ordem prático-jurídica, e em parte teológico-eclesial.  Essas indicações tocam a “especificidade” do Instituto, não em termos peremptórios, mas antes em forma de conselho: a respeito da celebração da Missa tradicional tal como é prevista pelos Estatutos, a Comissão convida a falar de “rito próprio”, nós citamos literalmente, “sem falar de exclusividade” (é um convite a modificar os Estatutos fundadores?). Ela pede também – e sobre esse segundo ponto com uma formulação um pouco mais forte – para diminuir a “crítica, mesmo séria e construtiva” dos aspectos do Concílio Vaticano II que levantam dificuldades, para insistir mais “sobre a hermenêutica da renovação na continuidade” adotando “como base” o “Novo Catecismo”.
Quanto a esses dois pontos, a questão, longe de ser uma simples discussão terminológica, nos parece crucial para o futuro do Bom Pastor. No mais, a Comissão parece ter querido, em seu conjunto, apresentar seu próprio ponto de vista teológico-litúrgico e, sempre sem se tratar de ordens formais, ela deixa a escolha ao Capítulo Geral.

A natureza do texto de Monsenhor Pozzo e as circunstâncias históricas

O documento é o resultado da visita canônica efetuada após o prazo de seis anos desde a fundação do Instituto. Nós lembramos que o reconhecimento desse último foi querido pessoalmente pelo Santo Padre Bento XVI, para oferecer a possibilidade da “experiência da Tradição”, com duas especificidades expressamente previstas pelos Estatutos (aprovados por Roma) e em virtude das quais se falou de um “avanço” da causa tradicional: a celebração exclusiva da “Missa gregoriana” (conforme a expressão do Cardeal Castrillon Hoyos) e a possibilidade explícita de uma “crítica séria e construtiva” dos pontos do Concílio Vaticano II que parecem dificilmente conciliáveis com a Tradição.
Ora, do ponto de vista litúrgico, o texto afirma que seria desejável uniformizar os Estatutos do Instituto com o “espírito” do Motu Proprio Summorum Pontificum, aparecido um ano mais tarde, eliminando a palavra “exclusiva”, e substituindo-a pela expressão “rito próprio” (o termo, já presente nos Estatutos em dois pontos, é, no entanto, invocado em contraposição ao outro e não em integração com ele). Notemos, entretanto, que tal termo, assim como na redação aprovada pela Santa Sé em 2006, não é incompatível com a recente legislação na matéria, sendo antes o reconhecimento jurídico de uma peculiaridade. Na Igreja, a existência de uma lei geral (e, nesse caso, simplesmente de uma orientação) não impede o reconhecimento de um direito próprio: a fortiori em presença de uma precedente aprovação de autoridade eclesiástica. Nesta perspectiva, pode-se compreender que tal indicação da Comissão esteja na ordem do convite.
Do ponto de vista teológico, o documento convida a privilegiar a “hermenêutica da renovação na continuidade” sobre a “crítica, mesmo séria e construtiva” e, mais geralmente, a atitude “positiva”. A Comissão parece reconhecer que a atitude do Bom Pastor não é aquela de uma crítica selvagem, desrespeitosa, extremista e temerária, mas permaneceu no âmbito dos compromissos assumidos em 2006. Naquele contexto, o Instituto, não havendo pleno acordo sobre algumas questões doutrinárias, subscrevia um “acordo prático-canônico” – incluindo também os dois pontos supramencionados – em um espírito de filial colaboração com a Santa Sé e levando a sério as declarações de Sua Eminência Cardeal Castrillon Hoyos, o qual repetia que, se há evidência de incoerências, “a crítica construtiva é um grande serviço a prestar à Igreja”.

Uma proposta de reflexão

O citado texto deve ser acolhido com o respeito que é devido a um documento proveniente de um Dicastério Romano, e, ao mesmo tempo, naquele mesmo espírito de abertura e de franqueza no qual agora nos empenhamos. Ele contém algumas indicações de ordem prático-jurídica que são inspiradas pela solicitude em vista de um aperfeiçoamento da justiça administrativa que deve caracterizar toda sociedade; mostra-se preciosa a solicitação a aprofundar “o pastoreio de Cristo”; inevitavelmente, em uma fundação jovem, há aspectos a melhorar e a Comissão oferece indicações que não devem ser desprezadas. Mas o documento pede também a reconsideração de dois pontos que constituem a especificidade do Instituto; sob este aspecto, nosso ponto de vista discorda daquele do relator.

A celebração “exclusivamente” no rito tradicional

Não vemos uma incompatibilidade legislativa entre tal faculdade e o Motu Proprio Summorum Pontificum mesmo porque a aludida referência que manda não “excluir, em princípio a celebração segundo os livros novos”, não está contida na parte normativa, mas na carta argumentativa. Além disso, a passagem pode ser entendida como recomendação a não excluir que outros sacerdotes católicos celebrem segundo os novos livros, em vista de condenações generalizadas que muitas vezes foram pronunciadas em alguns ambientes, os quais afirmam categoricamente que a celebração segundo os ritos novos é ipso facto matéria de pecado mortal. Em todo caso, não foi posto pelo Supremo Legislador como obrigação de lei. Também a Instrução Universae Ecclesia (o artigo 19, por exemplo) afirma a impossibilidade de uma exclusividade que é acompanhada de ataques violentos (sint infensae) e sentenças categóricas contra textos aprovados pela Santa Sé: o documento todavia não exclui a possibilidade de nutrir reservas teológicas, não impede de agir consequentemente (leia-se aqui), não impõe como obrigação o birritualismo.
Escrevemos no passado que a esse propósito fazemos nossas as reservas que expressou Sua Eminência o Cardeal Ottaviani ao escrever a carta de acompanhamento ao Breve exame crítico do Novus Ordo Missae. Tanto prelados, aliás, dos quais não é o último o atual Pontífice Reinante, já escreveram pedindo uma “reforma da reforma”: evidentemente, haverá motivos… Parece-nos então que o termo “exclusivo” exprima bem a nossa posição e como tal foi admitido em nossos Estatutos pela Santa Sé, em uma recíproca atitude de lealdade. Sem querermos substituirmo-nos a um futuro pronunciamento da autoridade eclesiástica, afirmamos, com prudência e moderação, mas sem subterfúgios, nossa opinião; esse não é peremptória, mas quer ser franca e supõe consequências. Se não agíssemos assim e escondêssemos o pensamento de nossos corações, ou pior ainda, se agíssemos contra a consciência, faltaremos realmente com o respeito à Autoridade que queremos servir na clareza de posições. Pensamos, portanto, que o termo exclusivo deve ser mantido, mesmo por observância dos compromissos por nós publicamente assumidos. O Bom Pastor, de fato,  não nasceu para ocupar-se do próprio interesse pessoal –  vitam suam dat pro ovibus suis – mas para oferecer um testemunho da possibilidade de uma posição eclesial que inclua os citados pressupostos.

A “crítica séria e construtiva”

Com efeito, nestes seis anos nos esforçamos – também no cumprimento dos compromissos assumidos com a Santa Sé – por analisar os documentos mais recentes em um espírito sereno, obsequioso, mas que não esconde aprioristicamente nenhuma real dificuldade de conciliação com a Tradição. Teria sido esconder essas dificuldades uma atitude não só pouco científica teologicamente, mas sobretudo desleal em relação à Igreja. Isso não basta? Este posicionamento não exclui –  aprioristicamente – que alguns pontos problemáticos de certos pronunciamentos possam ser interpretados segundo uma leitura de “continuidade da hermenêutica teológica”, ainda que apresentando algumas vezes expressões ambíguas. A crítica “séria e construtiva” não exclui forçosamente a eventualidade,  sempre que possível, de ler em continuidade com o Magistério anterior algumas passagens recentes; mas quer exprimir também a possibilidade – e o dever filial – de dizer abertamente à Santa Sé que certas coisas poderiam pedir uma reconsideração. Em razão do poder das Chaves, no supremo obséquio à Verdade e no interesse da Igreja, o Sumo Pontífice pode fazê-lo com textos magisteriais não infalíveis, especialmente onde a continuidade fosse não demonstrada. Se, com nossa história, deliberadamente ofuscássemos tal humilde testemunho, essa poderia ser a maior falta de respeito em relação à Sé Apostólica; estaríamos em busca de um imediato benefício pessoal – ainda que social – “pro domo sua” , abandonando o compromisso em virtude do qual alguns aderiram justamente a essa Congregação, compromisso que a Santa Sé aprovou por escrito no recente 2006.

O perigo da obediência indevida ou servilismo e da perda daquilo que representamos

Quisemos oferecer nossas considerações, levando em conta a natureza do Instituto do Bom Pastor. Se este se privasse de suas especificidades estatutárias, seria – é a opinião de nossa revista – radicalmente desnaturado e perguntamos: sem a “exclusividade” e deixando de lado a “crítica séria e construtiva”, o Bom Pastor conservaria sua razão de existir? Por que não preferir então qualquer outra Congregação? Depois do “espírito do Concílio” há realmente necessidade do “espírito do Motu Proprio”, erigido em norma? Nas disputas atuais, não é importante pedir uma clara distinção entre uma argumentação e uma obrigação, um convite e uma lei, uma opinião (ainda que autorizada) e um claro ensinamento? Se confirmássemos a impressão [de] que as concessões previstas em acordos são instáveis, renderíamos um serviço à Igreja? Um estudioso como Mons. Nicola Bux evitou “dogmatizar”, enfatizando-a excessivamente, a hermenêutica da continuidade (que os progressistas continuam tranquilamente a ignorar), dizendo sobriamente que essa “forneceu um critério para enfrentar a questão e não para fecha-la”. Seremos críveis se quiséssemos ser (ou simular ser) mais ratzingerianos que  Mons. Bux?
Além disso, é realista esperar que a Fraternidade São Pio X adote, agora ou dentro de seis anos, as orientações que foram sugeridas? Mais ainda, se determinados pontos fossem juridicamente incompatíveis e eclesialmente impossíveis, isso nós já o saberíamos, em um espírito de direito, tanto quanto à Fraternidade São Pio X quanto  ao Instituto do Bom Pastor (que ainda por cima não pretendeu a “contrapartida” dos preliminares). Devemos portanto considerar, confiantes na Providência, que são precisamente sugestões. Não esqueçamos de que há hoje, na Igreja, pressões desagregadoras e gravíssimas dificuldades; mas parece que as citadas peculiaridades do Instituto do Bom Pastor, mais que um obstáculo ao bem do Corpo Místico, sejam um humilde e sincero serviço à Igreja.
 Pe. Stefano Carusi, IBP

quarta-feira, 26 de março de 2014

Pobre povo sírio, que já foi católico em sua grande maioria!


Terra de grandes santos... Agora, entre dois fogos!‏





Venda ou doação?

Não foi também o governo brasileiro que financiou a construção do Porto Mariel, em Cuba?
GOVENO PETISTA SUSTENTA DITADURA COMUNO-CASTRISTA

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Contra desabastecimento, governo Maduro vai comprar 429 mil toneladas de carne, frango, margarina e leite em pó brasileiros

O ministro da Alimentação da Venezuela, Félix Osorio, anunciou a aprovação de US$ 1,765 bilhão para importar do Brasil 429 mil toneladas de alimentos como carne, frango, leite em pó e margarina. A medida, anunciada em coletiva de imprensa na sexta-feira (21/03), também envolverá outros países, na tentativa de melhorar o abastecimento do país. Ao todo, o governo Nicolás Maduro prevê que 2,3 milhões de toneladas de alimentos cheguem à Venezuela durante o ano.

Em esforço de de "sobreabastecimento" do país, Venezuela vai injetar mais de US$ 1 bi para importar alimentos
Félix Osorio anunciou também a aprovação de recursos para a compra de alimentos de outros países do continente. Num esforço de "sobreabastecimento" previsto para quatro meses, o governo vai injetar US$ 715 milhões para a importar da Argentina 844 mil toneladas de produtos como leite em pó, arroz, milho branco e amarelo, derivados da soja, margarina e atum.

De acordo com o ministro, o esforço para importar produtos que costumam faltar nas prateleiras dos mercados locais é necessário para “atender a conjuntura” da “guerra econômica”, que, segundo o governo, é promovida pela oposição e setores do empresariado.

Em janeiro, o índice de desabastecimento chegou a 28%, segundo dados do Banco Central da Venezuela. Para tentar impedir compras constantes para a revenda e contrabando de produtos básicos nos pontos estatais de vendas de alimentos — em alguns dos quais há subsídios que superam os 80% —, o ministro anunciou que um sistema de registro de consumidores, não obrigatório, funcionará a partir de abril para garantir o abastecimento.

Cooperação com calçados e farmacêuticas

Na noite de ontem, empresários do setor farmacêutico e de calçados assinaram acordos de entendimento e cooperação, na sede presidencial, para comercialização a “preços justos”. Estiveram presentes no ato representantes de marcas como Converse, Oakley, Nike, Volpe, Fila e Adidas, e de redes de farmácias do país. Para Maduro, a nova lei que fixa um lucro máximo de 30% para todos os atores da cadeia de comercialização deve superar a especulação.

Anúncio de importação é feito em meio a clima de tensão no país causado por protestos opositores há mais de um mês

A normativa é criticada por empresários, que, por sua vez, se queixam da dificuldade de acesso a dólares para a importação de bens e insumos para a produção. A expectativa é que o novo mecanismo de compra de dólares denominado Sicad 2 (Sistema Complementar de Administração de Divisas) ajude a atender a demanda. Às vésperas de sua implementação, anunciada para a próxima segunda-feira (24/03), o valor da moeda norte-americana no mercado paralelo vem diminuindo.

O acesso a divisas para pagamento de compromissos com fornecedores internacionais foi assunto discutido em mesas de trabalho entre o governo e o setor privado. As reuniões foram consequência da Conferência de Paz iniciada para solucionar a crise no país, que vive uma onda de protestos contra o governo há mais de um mês, deixando 31 mortos e centenas de feridos.

Na noite de ontem, Maduro afirmou que os protestos geraram perdas materiais da ordem de 10 bilhões de dólares. Apesar da difícil conjuntura, a taxa de desemprego na Venezuela se situou em 7,2% em fevereiro, mostrando uma leve queda em relação ao mesmo período do ano passado, quando registrava 7,6%, e de 2012, quando chegava a 9,2%, segundo o Instituto Nacional de Estatísticas do país. 

Fonte: UOL

terça-feira, 25 de março de 2014

Como podem estar todos certos ao mesmo tempo?


  • DESTAQUE


  • Como podem todos ter interpretado corretamente a Bíblia, se a Bíblia de todos é a mesma e se as doutrinas de cada um não correspondem às doutrinas de outro?‏

Uns batizam e outros não. Uns acatam o divórcio e outros tantos o repudiam. Tem quem case pessoas do mesmo sexo e tem quem se recuse a fazê-lo. Tem quem condene e quem aprove o sacerdócio feminino. As diferenças são tantas que já podemos contar somente no Brasil mais de 50.000 seitas. Tem até quem defenda o aborto ou o evangelho judaizante.
Como podem estar todos certos ao mesmo tempo? Como podem todos ter interpretado corretamente a Bíblia, se a Bíblia de todos é a mesma e se as doutrinas de cada um não correspondem às doutrinas de outro?
Então, o que “garante” salvação é o rótulo protestante adquirido a partir do momento que alguém levantou o dedo em uma denominação protestante e fez o favor de “aceitar” Jesus.

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O Católico que conhece a Santa Fé jamais muda de religião


Máscara mortuária do herege alemão Martinho Lutero


É muito comum na Web encontrarmos textos de católicos e protestantes justificando porque aderiram ou repudiaram ao catolicismo ou ao protestantismo. Qualquer pessoa que esteja com dúvidas sobre sua fé por certo terá dificuldades em entender todos os contextos. E mesmo que esta pessoa possa compreender a maioria dos apontamentos, não saberá definir para si próprio o caminho que deve abraçar. Católicos escrevem razões porque alguém não deve ser protestante. Protestantes dizem porque deixaram de ser católicos e vice-versa.

Basicamente, os protestantes acusam os católicos de práticas antibíblicas. Os católicos por sua vez, comprovam que os protestantes não seguem a Bíblia quando adotam ou eliminam dogmas e credos previstos nas sagradas escrituras.
Mas quem está com a razão? Provaremos que são os católicos que estão certos. Mas como? Ora, o protestante é aquele que parte de um critério de homens para contestar o catolicismo. Como assim? O critério “Só a Bíblia” ou Sola Scriptura é um critério meramente humano. Tal critério não está previsto na Bíblia. Também sabemos que Jesus nunca disse: “Só a Bíblia”. E tampouco os apóstolos que lhe sucederam o disseram. Como surgiu o critério “Só a Bíblia” ou “Sola Scriptura”? Partiu de Lutero. Lutero homem e pecador.
Lutero fundador do protestantismo:
“Cristo cometeu adultério pela primeira vez com a mulher da fonte, de que nos fala São João. Não se murmurava em torno dele: ‘Que fez, então, com ela?’ E, com Madalena, depois com a mulher adúltera, que ele absolveu tão levianamente. Assim Cristo, tão piedoso, também teve de fornicar antes de morrer”. (Martinho LuteroTischreden, nº 1472, ed. Weimer, 11, 107)”.

Quando um protestante diz “Só a Bíblia”, deveria usar para si o critério que pretende estabelecer para os demais. É no mínimo repugnante que alguém cobre de outro aquilo que ele próprio não faz. E como sabemos que os protestantes não seguem a Bíblia? Porque deixam de observar regras fundamentais estabelecidas pelo livro sagrado.
Podemos destacar duas destas regras:
1)A Bíblia diz que interpretação alguma é de caráter individual. O protestante faz o contrário. Ele diz que todo e qualquer homem pode interpretar a Bíblia com o auxílio do Espírito Santo.
Diz o protestante que a Bíblia é de fácil interpretação. No entanto, para justificar seus desvios e teorias desconhece o aramaico, hebraico e grego, o que por si só invalida a dita “facilidade” na interpretação da Bíblia.
Perguntamos se todo e qualquer protestante conhece os idiomas aqui citados? Então como o protestante pode dizer que é fácil interpretar a Bíblia ? E se todos são assistidos pelo Espírito Santo, por que cada um tem sua própria doutrina, se sabemos que o Espírito Santo nunca se divide?
2) A Bíblia diz que a Igreja é coluna e sustentáculo da verdade. O que isto significa? Significa que sem a igreja a verdade não se sustenta. O protestante, fazendo o contrário, diz que igreja não serve para nada.
Por outro lado, além das regras não observadas pelos protestantes, outras disposições bíblicas são totalmente ignoradas por eles em conseqüência da não observância dos critérios iniciais.
Podemos citar a não observância da Bem Aventurança de Maria, a recitação do Pai Nosso e a confissão dos pecados. Ora, os apóstolos receberam poder para reter e perdoar pecados. Como alguém pode reter pecados ou perdoá-los se ninguém irá confessá-los? Teria Jesus Cristo dado uma ordem sem sentido aos seus apóstolos?
Portanto, temos três principais erros que levam o protestante a cometer todos os demais desvios.
Primeiro: A Bíblia não diz ser a única fonte de revelação. Nem Jesus o disse. Nem os apóstolos. Pelo contrário, São Paulo nos ensinou que guardássemos as tradições de tudo que nos foi ensinado. E a própria Bíblia ensina que muitas outras coisas foram feitas e ditas por Jesus, as quais não foram escritas.
Segundo: O protestante ignora que a Bíblia não pode ser interpretada privadamente. Ou seja, nem todos podem ser intérpretes. No protestantismo todos se julgam intérpretes.
Terceiro: O protestante ignora que somente a Igreja é coluna e sustentáculo da verdade. A Bíblia não fala de si mesma como sendo coluna e sustentáculo da verdade.
A partir das deficiências protestantes em entender o papel da Igreja e da Bíblia, todos os demais enganos são consequências de interpretações bíblicas à margem do magistério da Igreja.
Além disto, existe o ranço contra o catolicismo, que parece ser prioridade entre os protestantes, e que faz surgir uma animosidade, que elimina qualquer gesto de boa vontade para compreensão dos dogmas de fé e doutrinas católicas.
Onde está a solução da questão ?
Ora, os católicos não estão obrigados ao “Sola Scriptura ou Só a Bíblia”. Este é um critério meramente humano. Não foi criado por Jesus, nem pela Bíblia e nem pela Igreja, mas somente por Lutero. E Lutero é ídolo dos protestantes e não dos católicos. Quem escolheu Lutero e rejeitou a Igreja foi o protestante.
Os católicos não estão obrigados a provarem suas crenças e costumes pela Bíblia. Os católicos seguem corretamente o magistério da Igreja, coluna e sustentáculo da verdade (Timóteo). Os católicos corretamente ouvem a interpretação da Igreja, pois sabemos que interpretação alguma é de caráter particular. O que escrevo aqui, eu não ouvi de mim mesmo.
Ora, uma vez que nem todas as coisas que foram feitas e ditas por Jesus estão escritas (Evangelho de João), como poderiam estar todas estas mesmas coisas na Bíblia?
Ora, se São Paulo nos ensina que devemos guardar a tradição, por que deveríamos ignorar a transmissão oral que é a tradição viva ?
Ora, se os cristãos dos 367 primeiros anos não dispunham de Bíblia e por certo eram melhores do que nós e seguramente foram mais provados, como é possível tornar a Bíblia maior do que Cristo e sua Igreja? Ora, não é a Igreja anterior à Bíblia?
Foi a Igreja que criou a Bíblia ou a Bíblia que criou a Igreja?
Não é DEUS antes de todas as coisas? Como é possível ao protestante criar um DEUS que está restrito a tinta, ao papel e a interpretação de cada homem?
Sem Bíblia, como foi possível transmitir o cristianismo nos quase 400 primeiros anos, exceto pela tradição oral? Quem está obrigado ao critério “Só a Bíblia” é quem dele se utiliza para julgar aos demais.
É o protestante e somente ele que precisa provar pela Bíblia suas teses, teologias e doutrinas. É pela Bíblia que devem provar Lutero, Calvino, o protestantismo, o Canon, a Bíblia protestante, as traduções que usam e também o tradutor “insuspeito” dos protestantes, João Ferreira de Almeida.
Não fosse tudo o que já dissemos acima, bastaria verificar que um protestante não concorda com o outro em matéria de fé e doutrina.
Metodologia Protestante: Tão logo surge uma discordância já surge uma nova “igreja”.
Uns batizam e outros não. Uns acatam o divórcio e outros tantos o repudiam. Tem quem case pessoas do mesmo sexo e tem quem se recuse a fazê-lo. Tem quem condene e quem aprove o sacerdócio feminino. As diferenças são tantas que já podemos contar somente no Brasil mais de 50.000 seitas. Tem até quem defenda o aborto ou o evangelho judaizante.
Como podem estar todos certos ao mesmo tempo? Como podem todos ter interpretado corretamente a Bíblia, se a Bíblia de todos é a mesma e se as doutrinas de cada um não correspondem às doutrinas de outro?
Quem procurar na internet não terá dificuldades em encontrar protestantes chamando outros protestantes de hereges. Uns condenando as doutrinas dos outros. Não há protestante que não tenha chamado outro protestante de herege. E quem chamou outro de herege provavelmente também já foi chamado ou ainda será.
Quando um protestante faz a lista de suas razões para não ser católico, reparem sempre, meus amigos, que as razões fazem referências a textos bíblicos soltos.

É sempre um tal de “biblicamente correto, ou porque a palavra diz isso ou aquilo, ou ainda porque isto não está na Bíblia…”
Além de interpretações equivocadas, já que ao contrário do que diz a Bíblia, cada protestante sente-se um intérprete e acaba interpretando do seu jeito, o critério usado “Só a Bíblia” nunca é provado. O protestante, este parte de uma premissa falsa para contestar o catolicismo e esquece-se de provar para si mesmo que o critério que ele utiliza é o critério adequado.
Tudo isto engana os mais inocentes, que chegam ingenuamente a acreditar que a Igreja, que compilou e traduziu a Bíblia, não dispõe de homens que leiam a Bíblia ou que já a leram.

Imaginem se seria possível que nos últimos 2000 anos todos os católicos, vivos e mortos, incluindo mais de 260 papas, jamais tivessem tido a ideia de consultar as Sagradas Escrituras?
Por outro lado, quando um católico faz a lista de suas razões para não ser protestante ou para deixar o protestantismo, sempre são provados os enganos e erros protestantes, a partir da não observância dos critérios bíblicos que evidenciamos acima.
Reparem que um protestante, contestando textos católicos, nunca esgota um tema. Vencido em um argumento, ele parte imediatamente para outro tema, sem esgotar o primeiro. Confrontado, um protestante nunca responde objetivamente o que lhe é perguntado, mas antes faz outras duas perguntas para desviar seu oponente do tema para o qual não tem resposta. E isto acontece rapidamente, tão logo um católico pergunte a um protestante onde está escrito que a Bíblia ensina “Só a Bíblia”.
Antes mesmo de um protestante listar suas razões para não ser católico, deveria enumerar os motivos pelos quais ele integra uma determinada denominação protestante e não as outras 49.999 denominações. Desejando ser honesto, o protestante deveria mencionar uma a uma e as razões porque não adere a cada uma das quase 50.000 outras seitas.
Afinal de contas, todo protestante parece conhecer todas as seitas e todos os crentes do mundo inteiro em todos os tempos. Como assim?
Porque ele mesmo, sem conhecer todas as 50.000 seitas e todos os seus crentes, entende que todos estão salvos a partir do “aceitar Jesus” e porque todos se consideram “irmãos em Cristo”, ainda que cada um pregue um Cristo diferente ou ainda que ele, protestante, não conheça o tipo de cristianismo que é praticado ou apresentado em outras denominações.
O que “garante” salvação é o rótulo protestante adquirido a partir do momento que alguém levantou o dedo em uma denominação protestante e fez o favor de “aceitar” Jesus.
Para finalizar, citamos outra contradição que prova a debilidade da doutrina protestante: O protestante que desconhece a diferença entre infalibilidade e impecabilidade, contesta a igreja e o papado.
O papa é infalível quando se pronuncia em matéria de fé e doutrina. Não se ensina no catolicismo que o papa não é pecador.
Diz o protestante que todos os homens são pecadores e, portanto, falhos em suas interpretações. O protestante que contesta a infalibilidade papal pretende impor aos seus pares e aos católicos sua particular doutrina.
Onde está a contradição?
O protestante, antes mesmo de convencer aos demais de que sua doutrina é a doutrina correta, necessita convencer os demais de que homem algum é confiável. Ora, se o protestante antes mesmo de defender sua doutrina tem que convencer a todos que homem algum é digno de confiança em matéria de fé e doutrina, por que acha que quem lhe ouve deveria com ele concordar? Como pretende o protestante impor seus conceitos ao católico, se antes de qualquer outra coisa pretende negar-se a si próprio como intérprete infalível?

São os próprios pregadores protestantes que negando a si mesmo dizem: “…não é o que o pastor está falando, mas é ao que diz a palavra”.
Como pretendem unidade aqueles que contestam o dogma da infalibilidade?
É de fato impossível ao protestante defender a infalibilidade de um eventual protestante, seita ou conselho protestante se todos negam o dom da infalibilidade. Como admitir a infalibilidade entre protestantes e negar a infalibilidade da igreja peregrina que deu origem a tudo que está relacionado ao cristianismo?
Como pretendem fazer discípulos aqueles que se negam a si próprios? Como pretendem eliminar do meio protestante todas as heresias, se todo e qualquer homem pode ser um intérprete da Bíblia “infalível” para si mesmo?
O processo que dá origem a uma denominação protestante séria é o mesmo que dá origem a uma denominação protestante repleta de heresias. Se todos podem fundar denominações e se dizer inspirados pelo Espírito Santo, como cercear a ação dos maus e ignorantes? Como saber previamente se aquele que diz ter tido uma visão para fundar uma nova denominação é um homem temente a DEUS, ou se é um abutre?
Ora meus amigos, o protestante crê apenas na sua própria “infalibilidade”. Julgando-se sábios aos seus próprios olhos, ele acaba sendo infalível apenas para si mesmo.

Concluímos que os filhos de Lutero, mesmo que não queiram, acabam fazendo exatamente as obras de seu pai:
“Quem não crê como eu, esse é destinado ao inferno. Minha doutrina e a doutrina de Deus são a mesma. Meu juízo é o juízo de Deus (Martinho Lutero – Weimar, X, 2 Abt, 107)”
Católicos, provem como sempre seus credos pelo magistério da Igreja, pela Bíblia e pela transmissão oral. Desta forma, jamais serão vencidos.
Protestantes: Façam um teste. Tentem provar todos os seus credos e costumes pela Bíblia.

Nem mesmo a rebeldia protestante pode ser provada pela Bíblia.
Agora, pense meu amigo que me lê, seja católico ou protestante: Em tudo na vida, quando temos dúvidas sobre a seriedade e luminosidade das propostas que nos apresentam, devemo-nos lembrar de algumas regras que podem fazer cair por terra doutrinas e ideologias que nos remetem aos erros. Uma destas regras é a unidade.
Ora, a verdade não se divide. A verdade é una. Quando lhe apresentam uma doutrina que mais divide do que agrega, pode acreditar sem medo de errar que seus defensores estão longe da verdade. Não existe meia verdade. Meia verdade também é meia mentira.
No caso específico do debate entre protestantes e católicos, além da regra da unidade, quando alguém estiver com dúvidas sobre os textos que descrevem as razões para não ser católico e as razões para não ser protestante, lembre-se de pedir a cada parte que prove suas teorias, teologias, doutrinas e costumes pelos critérios que pretendem impor aos outros.
Você pode perguntar, sem receio de deparar com um protestante que eventualmente viva de modo correto todo o contexto da Bíblia. Se isto fosse possível, o mesmo seria católico e não protestante. Os católicos vivem exatamente o que pregam para os protestantes. Ninguém pode nos acusar do contrário. Atendemos ao magistério da Igreja, coluna e sustentáculo da verdade e por isto nos chamam de papistas.
Confiamos na transmissão oral e, portanto, para nós nem todas as coisas precisam estar na Bíblia e por via de consequência nos acusam em alto e bom som: “Católicos leiam a Bíblia”!
Pregamos a veneração a Virgem Maria e aos santos, e nossos acusadores protestantes nos dizem: “Mariólatras, idólatras!”.
Pregamos a Eucaristia e a vivemos intensamente. O que dizem os nossos opositores? “A hóstia católica é só uma bolachinha”. Dizem ainda os protestantes sobre a Eucaristia Católica: “Os católicos crucifixam a Cristo em cada Missa”.
Então Cristo está de fato vivo na Eucaristia Católica? Então Cristo está verdadeiramente presente na Santa Missa?

Enfim, pregamos ainda o purgatório e a confissão e por isto somos repudiados.
Pregamos o batismo de crianças e disto nos acusam os protestantes aos gritos: “As crianças não possuem capacidade de entendimento”.
Ora, no passado alguns perguntaram a Jesus: “Então, tu és o Filho de Deus?” O que lhe respondeu o Senhor da Glória? Respondeu ele: “Vós o dizeis: eu o sou!”.
São os protestantes, com suas críticas e apontamentos, que dão testemunho de nós e da doutrina da Santa Igreja que pregamos e que vivemos.
Por outro lado, se vivemos tudo que pregamos aos protestantes, provamos também os defensores do “Só a Bíblia” não vivem o que a Bíblia ensina e, portanto, não vivem pelo conceito que pretendem impor a nós católicos. Se ainda você tiver dúvidas, pergunte ainda a cada católico e a cada protestante quais são as suas fontes de revelação.
E uma vez que cada parte respondeu, peça provas de que tais fontes de revelações são divinas e não apenas meras doutrinas de homens. E sendo você católico, nunca se esqueça, que não estamos obrigados a provar tudo pela Bíblia. Foram os protestantes que se obrigaram ao “Só a Bíblia”.
Não estamos dizendo que católicos são melhores do que protestantes. Não duvidamos que existem protestantes que levam vidas mais saudáveis do que católicos.
Reconhecemos o direito de todos homens e mulheres aderirem e professarem a fé que lhes pareçam mais convenientes. Limitamos nossas questões aos aspectos de fé e doutrina.
O que não aceitamos é o velho “pulo do gato” protestante de exigir de um católico que prove tudo pela Bíblia antes mesmo do protestante provar para si próprio e para os demais que o critério por ele escolhido vem de DEUS e não dos homens.
E todos nós sabemos que o critério protestante “Só a Bíblia” veio da árvore má que é Lutero. Quem cobra de mim deve ser o primeiro a fazer o que me pede.
Quem diz “Só a Bíblia” deve de fato considerar a Bíblia e assim não pode ignorar que interpretação alguma é de caráter pessoal e tampouco que a Igreja é coluna e sustentáculo da verdade.
Quem diz “Só a Bíblia” deve provar todos os seus conceitos pela Bíblia que jura defender, inclusive que todas as coisas estão na Bíblia e que a Bíblia é a única fonte de revelação.
“Onde está na bíblia?”.

Ora, essa tese é refutada pelo próprio Evangelho.

No final do Evangelho de São João nos foi dito: 

Jesus, as quais se se escrevessem uma por uma, creio que nem no mundo todo poderiam caber os livros que delas se houvessem de escrever" (Jo XXI, 25).


Nem tudo o que Deus revelou foi posto na Bíblia! Se o que Cristo fez, e não foi posto na Bíblia, não deve ser acreditado, então não se tem Fé em Cristo, mas só na Bíblia: colocou-se um livro no lugar de Cristo. Transformou-se a Bíblia em ídolo. 

E Nosso Senhor Jesus Cristo anunciou que o Espírito Santo completaria a instrução dos Apóstolos:

 "Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas vós não as podeis compreender agora. Quando vier, porém, o Espírito de verdade, ele vos guiará no caminho da verdade integral, porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e anunciar-vos-á as coisas que estão para vir" (Jo. XVI, 12-113). 

E o que Cristo ensinou e fez nos foi transmitido pela Tradição Apostólica. Por isso, duas são as fontes da Revelação: a Sagrada Escritura e a Tradição. Também os Atos dos Apóstolos nos dizem que Cristo ensinou outras coisas mais que não foram postas nos livros sagrados, mas guardadas pela Tradição: 

"Na primeira narração, ó Teófilo, falei de todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar até o dia em que, tendo dado as suas instruções por meio do Espírito Santo, foi arrebatado ao (céu); aos quais também se manifestou vivo, depois de sua paixão, com muitas provas, aparecendo-lhes por quarenta dias e falando do reino de Deus". (Atos I, 1-3) 

Será que aquilo que Jesus fez e ensinou nesses quarenta dias não tem valor? 

Falou, ensinou e fez Ele coisas inúteis? 

E as Instruções que Ele deu, e o que Ele falou então aos Apóstolos sobre o Reino de Deus - a Igreja - não teriam nenhum valor? 

É evidente que essas instruções e ensinamentos têm valor sim, porque provém de Deus, apesar de não terem sido registradas na Sagrada Escritura. Elas nos foram guardadas pela Tradição. Ora, em São Paulo foi escrito o contrário: 

"Permanecei, pois constantes, irmãos, e conservai as tradições que aprendesses, ou por nossas palavras ou por nossa carta" (II Tess. II, 14). 

Portanto, a tese protestante de que se deve crer só no que está na Bíblia é negada pela própria Bíblia. E há muitas coisas que os Apóstolos praticaram e ensinaram que não foram registradas antes na Bíblia. Assim, por exemplo, a "imposição de mãos". Dela não se acha menção nos Evangelhos, e, entretanto, os Apóstolos a praticaram. 

Teriam eles inventado da própria cabeça tal costume? Claro que não! Cristo deve tê-los instruído a fazer a "imposição de mãos" (Atos, VIII, 14-17; e Heb VI, 1-2). São Tiago - embora os protestantes, seguindo Lutero, recusem essa epístola, nos fala da unção sobre os enfermos: 

"Está entre vós algum enfermo? Chame os presbíteros da Igreja, e [esses] façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor; a oração da Fé salvará o enfermo e o Senhor o aliviará; se estiver com pecados, ser-lhe-ão perdoados" (S. Tiago, V, 15). E também essa unção dos enfermos não aparece nos evangelhos. Ora, nem a imposição de mãos (Sacramento da Confirmação), nem a unção dos enfermos (Sacramento da Extrema Unção) poderiam transmitir a graça, se não tivessem sido instituídos pelo próprio Cristo. Cristo legou aos Apóstolos um conjunto de verdades reveladas e de sacramentos instituídos por Ele mesmo que formam o "Depósito da Fé" que deveria ser guardado: "Ó Timóteo, guarda o depósito (da Fé), evitando as novidades profanas de palavras e as contradições de uma ciência de falso nome, professando a qual alguns se desviaram da Fé"(I Tim . VI, 20) 

Concluindo: a Bíblia não é a única fonte da Revelação.  


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