sábado, 14 de junho de 2014

A Rússia e o sionismo - notas


A análise dos conteúdos abaixo dá motivos para suspeitar de que a disposição de Putin face aos setores contra-hegemônicos da reação anti-liberal e anti-igualitária é a mesma do peão que tange a boiada para dentro do curral onde ela será embarcada para o abatedouro

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A Rússia e o sionismo - notas




Com certa frequência a reação ao sionismo acaba por desavisadamente tornar-se a oposição controlada ao sionismo. É o que possivelmente ocorrerá com todos os setores do mundo ocidental que estão depositando demasiada confiança na Rússia de Putin, colocando-se no perigo de uma dependência de meios em relação ao Kremlin que pode neutralizá-los tão logo os agentes eurasianos da Sinagoga decidam privá-los desses meios. A análise dos conteúdos abaixo dá motivos para suspeitar de que a disposição de Putin face aos setores contra-hegemônicos da reação anti-liberal e anti-igualitária é a mesma do peão que tange a boiada para dentro do curral onde ela será embarcada para o abatedouro:

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Há quem considere Putin um novo Hitler, ou melhor, como uma reedição daquilo pelo que costuma-se tomar como tendo sido Hitler: um rábido anti-semita, inimigo mortal do sionismo.

Bem, se Putin é a repaginação de Hitler, não é do personagem fabricado pela Sinagoga para consumo ad extra, mas do Führer benquisto pela Sinagoga: afável às demandas sionistas, obediente ao papel a ele designado na guerra propagandística pela ereção do Estado de Israel na Terra Santa, apoiado dentro e fora* da caserna pelo elemento hebreu.


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Por outro lado, há quem acuse Putin de ser um novo Stalin. Tal associação entre os dois governantes russos padece do mesmo vício, o da presunção de que Stalin é o alegado modelo de anti-semitismo supostamente reeditado por Putin. Como no caso da analogia entre Hitler e Putin, a correlação entre Stalin e Putin é verdadeira por razões opostas àquelas sustentadas pelos criptoliberais pró-sionistas da direita cristã, já que as disposições stalinistas face à Sinagoga foram muito mais benevolentes do que se supõe:

"Na União Soviética o anti-semitismo é punido com a máxima severidade da lei como um fenômeno profundamente hostil ao regime soviético. Sob a lei soviética, anti-semitas ativos são passíveis de pena de morte" - 
JV Stalin Works, Vol. 13, 1954

Às palavras resolutas em favor da Sinagoga, Stalin casou suas obras: em território soviético, criou a região autônoma judaica de Birobidzhan, apelidada de Sião Soviética, na qual uma das línguas oficiais era o iídiche; e no exterior, 
forneceu armas ao Estado de Israel na luta deste contra os exércitos árabes da região na década de 40.

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O zelo ancilar com que a direita anglóide da olavosfera cuida dos interesses da Sinagoga excede até mesmo o zelo da própria Sinagoga na tarefa: chegam ao ponto de defendê-la de quem ela não quer defendida, acusando Putin de trabalhar por um novo massacre judeu, ao passo que a filial européia da Bnei Knésset tece 
loas ao líder do Kremlin. Do exposto, depreende-se que na periferia da olavosfera reina a síndrome do corno manso ideológico.

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A 
Comunhão Tradicionalista Carlista, tendo ampla experiência na resistência católica a potências invasoras e às ideologias subversivas (de direita e de esquerda) da quinta-coluna a soldo dessas potências, já deu seu veredicto sobre a Rússia de Putin, do qual convém destacar:
"[...]Sin embargo no debemos caer en un engaño que se repite, hoy como ayer, a expensas de los católicos. Ya en el siglo XIX el liberalismo, que perseguía por todas partes a la Iglesia Católica, fingía apoyar a los católicos cuando éstos eran oprimidos por regímenes no liberales (así por ejemplo, en el conflicto entre Bélgica y los Países Bajos, o entre Polonia y Rusia). Aun sin entregarse a naciones gobernadas por herejes o cismáticos, los católicos deberían haberse abstenido de sostener la causa de la Revolución liberal.

Mutatis mutandis, los católicos, sin tomar partido por el paneslavismo «ortodoxo» (pero sin olvidar algunas iniciativas muy apreciables de Vladimir Putin, tanto en política interior como en política exterior), no pueden apoyar revoluciones impulsadas por los Estados Unidos y por Israel, y por las finanzas internacionales en el nombre, siempre mal utilizado, de la libertad.[...]"


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* Proeminente líder judeu admite que sua gente andou a financiar Hitler: "Revolting as it is, it would be an interesting study in psychology to analyze the motives, other than fear and cowardice, that have prompted Jewish bankers to lend money to Germany as they are now doing.  It is in part their money that is being used by the Hitler regime in its reckless, wicked campaign of propaganda to make the world anti-Semitic; with that money they have invaded Great Britain, the United States and other countries where they have established newspapers, subsidized agents and otherwise are spending untold millions in spreading their infamous creed."



sexta-feira, 13 de junho de 2014

O tapeceiro do passado

DESTAQUE

Esses grandes intelectuais dotaram a pesquisa histórica de um novo suporte lógico. Em vez de se debruçarem apenas sobre as batalhas, as coroações ou as tragédias, dedicaram igual interesse à vida cotidiana, ao que chamavam de non-événementiel (não factual): a metamorfose das mentalidades, a transformação dos hábitos, as lentas evoluções da maneira de amar, de alimentar-se, de morrer; as descobertas das paisagens, os jogos da paixão, as relações dos homens com o próprio corpo, as festas, as flexões das palavras e da linguagem.

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O tapeceiro do passado

Na História de Jacques Le Goff, os contornos dos tempos perdidos ganham sutileza, cor, verdade


Gilles Lapouge - O Estado de S. Paulo


Jacques Le Goff morreu em Paris aos 90 anos. Era o maior historiador francês e um dos últimos representantes da escola dos Annales, que desde os anos 1930 vem subvertendo na França e no mundo a leitura do passado dos homens. A primeira geração dos Annales foi a de Marc Bloch e Lucien Febvre; foi seguida por aquela do grande Fernand Braudel, que em1936 lecionou na recém-fundada Universidade de São Paulo; depois da guerra, sucedeu-lhe a terceira geração, com Georges Duby, Leroy-Ladurie e, principalmente, Jacques Le Goff.
Jacques Le Goff -- Viajante. Ele via a Idade Média feita de sombras, mas também de luz sublime

Esses grandes intelectuais dotaram a pesquisa histórica de um novo suporte lógico. Em vez de se debruçarem apenas sobre as batalhas, as coroações ou as tragédias, dedicaram igual interesse à vida cotidiana, ao que chamavam de non-événementiel (não factual): a metamorfose das mentalidades, a transformação dos hábitos, as lentas evoluções da maneira de amar, de alimentar-se, de morrer; as descobertas das paisagens, os jogos da paixão, as relações dos homens com o próprio corpo, as festas, as flexões das palavras e da linguagem.
Eles urdiram uma nova tapeçaria do passado. As imagens dos tempos perdidos ganharam em sutileza, verdade e cor. Além dos períodos convulsionados da história tradicional, estudaram os períodos pesados, lentos, quase viscosos que moldam o caráter das sociedades de maneira bem mais profunda que as guerras e o cerimonial da política.
Nessa ressurreição do passado, Jacques Le Goff ocupa uma posição eminente. Não apenas presta atenção a cores jamais percebidas como faz surgir do abismo da morte, do fundo do tempo, todo um continente, uma Idade Média desconhecida que a nossos olhos maravilhados se revela como os emergentes destroços de um navio magnífico, carcomido por moluscos e ferrugem e ainda resplandecente dos matizes das profundezas.
Ele busca e apreende essa Idade Média na consciência dos homens. Estuda seus sonhos e terrores, palavras e quimeras, corpos e alimentação. Ouve o gargalhar das bruxas, o sussurrar das monjas em oração no branco manto das igrejas e mosteiros que na Idade Média cobriam a cristandade.
A história de Le Goff nos seduz de outras maneiras. Seus escritos revelam o prazer, a fruição que ele experimenta ao devorar velhos manuscritos, antigos vestígios semiapagados, sacudindo a poeira que cobria, até sufocá-las, antigas representações que tínhamos daqueles tempos. "O pó se levanta ao poderoso vento do mar aberto", diz ele.
Em suas retortas de alquimista, Le Goff descobre paisagens jamais suspeitadas. A Idade Média não é mais a "noite negra" que separava, na história tradicional, o fim do Império Romano da Renascença. Uma nova Idade Média se descortina, feita de sombras, evidentemente, mas também de uma luz sublime. Essa Idade Média inédita é a verdadeira matriz de nossa modernidade.
"É na Idade Média’, afirma Le Goff, "que se constitui o elemento fundamental de nosso cristianismo. É nela que vemos a formação do Estado e da ideia de soberania. E também o surgimento da língua francesa, o desenvolvimento urbano e a fundação da cidade moderna. É sempre na Idade Média que vemos crescer as universidades, fenômeno novo e europeu. Porque a Europa também nasce na Idade Média".
Quais de seus livros podemos citar? O mais célebre é A Invenção do Purgatório, que se situa no século 12. Le Goff não só acompanha as etapas do surgimento como explica o motivo pelo qual, nessa época, os homens repudiam a terrível divisão entre bem-aventurados e amaldiçoados, inferno e paraíso, e acham mais compassivo acrescentar a um maniqueísmo atroz os estágios intermediários do purgatório para se ter em conta a infinita variedade do Mal e do Bem. [SIC! SIC! SIC!]
Jacques Le Goff tinha outra virtude. Homem da palavra, apresentava sua bela Idade Média no rádio. Seus programas fascinaram a França. Ele "representava" a história no rádio como a representava em seus cursos. Quando trabalhava numa grande biografia do rei São Luís, fascinou seus alunos descrevendo como o corpo (sagrado) do rei, que morreu de peste durante a oitava Cruzada, foi fervido pelos companheiros para que seus ossos pudessem ser levados de volta à França.
Era um apreciador dos bons vinhos e da boa cozinha, um brilhante interlocutor. Compartilhar um jantar com esse grande amante da vida era uma festa. Lembro-me de um deles. Ao ser servido um queijo de cabra na sobremesa, Le Goff começou a comparar a crosta do queijo, de cor cinzenta, bronze, azulada e ferrugem, recoberta de pequenas borbulhas, ao grão da pintura dos quadros de Giotto e Fra Angelico. Dali, divagou como num sonho e nos transportamos, como por um passe de mágica, da crosta do queijo de cabra para a cidadezinha de San Gimignano, depois para Florença e a dinastia dos Médicis, terminando com não sei que papa dos albores da Renascença. Tudo isso, todo esse teatro, estava como que escondido no humilde queijo de cabra. Le Goff terminou a representação dando uma dentada decisiva no queijo que, de repente, tornara-se algo sublime aos nossos olhos.

É emocionante e eloquente ver, neste momento em que o grande explorador e viajante do tempo já não está entre nós, o jornal Le Monde pedir ao grande escritor italiano Umberto Eco, autor de O Nome da Rosa, seu testemunho sobre esse que foi seu amigo. Como se o historiador rigoroso que foi Le Goff só pudesse ser celebrado por um dos maiores romancistas europeus. / TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA


Fonte: ESP

Uma nova ordem mundial



DESTAQUE


Hedonismo e culto do momento presente – consequência da Revolução (Cultural) de Maio de 1968, Sorbonne:

‘Foi necessário que os valores e as autoridades tradicionais fossem desconstruídas pelos boêmios, jovens de cabelos longos, libertários, para que o capitalismo, ele também moderno e fadado à inovação pela inovação, pudesse fazer entrar nossos filhos na era do grande consumo de massa sem o qual seu futuro globalizado não teria sido possível. Eis uma verdade que vai crescer no século que está aí. Se nossos filhos tivessem os mesmos valores que nossos avós, eles não comprariam um telefone celular por ano, ou MP3. Do contrário, se nossos antepassados pudessem ver um grande centro comercial, achariam provavelmente que estes novos templos edificados ao deus do consumo escoam besteiras. Talvez pensassem que estas bugigangas que transbordam das vitrines nos distanciam dos verdadeiros valores. Logo, foi necessário que as visões tradicionais do mundo fossem desconstruídas para que pudéssemos nos consagrar ao consumo sem complexos, ao menos no limite de nosso poder de compra.

‘Estamos numa época de espiritualidade sem fé...

Não estamos mais dispostos a nos sacrificar em nome de grandes ideias alheias, de utopias...

Quem desejaria hoje, ao menos nos países de cultura europeia, morrer por Deus, pela pátria ou revolução? Não muita gente. É uma grande notícia. [SIC!]...’



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Uma nova ordem mundial
Notícia de: 9/6/2012

O francês Luc Ferry fala, em entrevista ao ‘Estado’, sobre a revolução provocada com o estabelecimento de uma espiritualidade laica - a filosofia do amor, que domina seu pensamento


ANDREI NETTO - CORRESPONDENTE/PARIS


O filósofo francês Luc Ferry

Em 1979, quando o filósofo francês Jean-François Lyotard lançou A Condição Pós-Moderna, ensaio que abordava o declínio da ideia de emancipação e de outras metanarrativas nascidas com o Iluminismo, a crítica acadêmica internacional se fissurou. De um lado, seguiram os fiéis ao projeto moderno, calcado na construção de um futuro melhor e na ideia de um “dever ser”; de outro, os que abandonaram as ideologias, e adotaram a convicção de que o hedonismo e o presente são a melhor resposta às obsessões totalitárias.

Há 40 anos, essa segunda “tendência” acadêmica era marginalizada. Hoje, o curso da história lhes dá razão. E, em lugar de controvérsia, autores que advertem para os efeitos da ruptura das metanarrativas e dos valores tradicionais são premiados com o sucesso. Esse é o caso do filósofo francês Luc Ferry, autor de pelo menos dois best-sellers acadêmicos, Pensamento 68 – Ensaio Sobre o Antihumanismo Contemporâneo (1985) eA Nova Ordem Ecológica (1992), que lança no Brasil o ensaio A Revolução do Amor – Por uma Espiritualidade Laica (Objetiva) e O Anticonformista – Uma Autobiografia Intelectual (Difel).

Publicado em 2010 na França, A Revolução... teve acolhida calorosa de crítica e público. Esse sucesso talvez se explique pelo fato de que Ferry mergulha em um universo com o qual nos identificamos. Mesmo que se valha de autores como Rousseau, Kant, Nietzsche, Sartre, Husserl e Heidegger para construir sua argumentação, o livro é simples e não é difícil concordar com sua ideia básica: vivemos uma era de ruptura, e
não estamos mais dispostos a nos sacrificar em nome de grandes ideias alheias, de utopias, mas sim em nome de nossos pais, filhos ou amigos. Um humanismo secular; uma espiritualidade sem fé. “Existem dois tipos diferentes de espiritualidade. Um age por meio de Deus e é, certamente, o conjunto das religiões; o outro, sem Deus, é o grupo das grandes filosofias”, explica ele no livro. 


O Anticonformista, que Ferry lançou em seu país no ano passado, resulta de uma série de conversas com Alexandra Laignel-Lavastine, doutora em filosofia e especialista na história da intelectualidade. Dos anos de formação aos embates entre direita e esquerda, passando por sua experiência como ministro da Educação da França (2002-2004), a obra sublinha que a espiritualidade laica “constitui a pedra angular que hoje subentende toda a minha filosofia”. Não por acaso, A Revolução do Amor conduz a entrevista a seguir, concedida por e-mail pelo pensador ao Sabático.

Sua tese é de que o amor, ou melhor, o casamento por amor, e não mais por interesses, está no centro da nova ordem social. Ela gera uma segunda globalização, que sucede à do Iluminismo. A Revolução..., embora otimista, não é uma obra ingênua. É forte, não só pela temática e análise da desconstrução dos valores tradicionais, mas também por uma constatação: a de que as revoluções em curso, pelo menos no Ocidente, prosseguem – e sem armas.

Sobre A Revolução do Amor, comecemos por sua ideia de base: algo de revolucionário teria acontecido há alguns séculos: a invenção do casamento por amor na Europa. Qual é a amplitude desta revolução?

É imensa! A “revolução do amor” é o nascimento da família moderna, ou seja, a passagem do casamento arranjado ao escolhido. Esta revolução exige uma nova filosofia. Mas também chacoalha nossa relação com a coletividade. É o que chamo de “segundo humanismo”. O primeiro foi o da lei e da razão. Era o do Iluminismo e dos direitos humanos, dos republicanos franceses e de Kant. O segundo humanismo é da fraternidade. Existe desde então uma única visão do mundo movida por este sopro de uma utopia possível. Porque o ideal que ela visa a realizar não é o das ideias revolucionárias. Não se trata mais de organizar os grandes massacres em nome de princípios mortíferos, mas de preparar o futuro para os que nós amamos, as gerações futuras.

Essa revolução produziu efeitos sobre a arte e a moral, mas há efeitos ainda em progresso, como a evolução da condição da mulher e dos homossexuais, por exemplo. Quais são os indícios desta revolução hoje?

Esta revolução do casamento de amor, escolhido e não imposto, começa na Europa e se estende a todo o mundo cultural ocidental. Isso quer dizer que no resto do mundo o casamento imposto continua a ser a regra. No Ocidente, temos vivido desde o século 20 a desconstrução dos valores tradicionais. Ela teve efeitos negativos, mas também formidavelmente positivos, em especial para os homossexuais e as mulheres. Observe que um país como a Suíça, o último cantão a conceder o direito de voto às mulheres o fez, pense bem, em 29 de abril de 1991! Isso quer dizer que, até então, as mulheres ainda eram vistas como crianças. Na França, foi um pouco mais cedo, mas, enfim, foi preciso esperar o fim da 2.ª Guerra para que as mulheres tivessem direito de voto. Quanto aos homossexuais, lembre-se o que a Organização Mundial da Saúde definia a homossexualidade como doença até 1990! Sim, nosso mundo ocidental mudou mais nos 50 anos da segunda metade do século 20 do que nos 500 anos anteriores!

Tratemos agora da destruição dos valores tradicionais. No seu entender, parte desse processo vem do fato de que as ideias não merecem mais sacrifício, só o humano. É isso o retorno da “sacralização”, do reencantamento do mundo?

Como a “consciência infeliz” da qual falava Hegel, nós temos sempre a tendência de nos dar conta na história do que se destrói e morre, quase nunca do que toma forma e vida. Logo, temos uma propensão ao pessimismo. Ao contrário do otimismo, sempre um pouco simplório, ele confere à primeira vista uma presunção de inteligência. Às vésperas do século 21, é verdade, a maior parte dos valores tradicionais, em especial a nação de direito e a revolução de esquerda, desmoronaram, ao menos na Europa. Logo, devemos constatar, pelo menos na Europa, que os motivos tradicionais do sacrifício coletivo foram liquidados. Quem desejaria hoje, ao menos nos países de cultura europeia, morrer por Deus, pela pátria ou revolução? Não muita gente. É uma grande notícia. Quanto à estupidez mortífera do maoismo, com dezenas de milhões de mortos, quem, fora alguns intelectuais corroídos pelo desejo de se pretender interessantes, poderia não se felicitar da sua liquidação?

Isso não quer dizer que vivemos a era do desencantamento do mundo? Há mesmo lugar ainda, hoje, para alguma espiritualidade?

Não creio que vivamos uma era do desencantamento do mundo. Aí está até mesmo a ilusão arquetipal desta consciência infeliz que adora tanto não adorar. O que nós vivemos não é de forma alguma a liquidação do sagrado, o eclipse dos valores (da espiritualidade), mas sua encarnação em nova face, a da humanidade. Questione-se honestamente: por quem ou pelo que você estaria pronto a arriscar sua vida? Em outros termos, o que considera sagrado no sentido próprio, como digno de sacrifício? A resposta para a imensa maior parte seria: é o homem que é sagrado, o próximo, mas também o seu contrário, o seguinte. Em todo caso, não são as abstrações vazias da religião e da política tradicionais. Vivemos o nascimento de uma nova face do humanismo, que não é mais aquele de Voltaire e Kant, dos direitos do homem e da razão, desses iluminismos que portaram, é verdade, um vasto projeto de emancipação, mas que conduziram também ao imperialismo. Trata-se, ao contrário, de um humanismo pós-colonial e pós-metafísico, da transcendência do outro e do amor. Precisaremos, então, dessas novas categorias filosóficas (uma espiritualidade sem Deus) para refletir sobre suas armadilhas e perspectivas.

O senhor diz que a globalização tem um papel na desconstrução dos valores. Estamos na era do consumo de massa e da economia global, o que causa um impacto social e altera nossa maneira de ver o mundo, certo? 

Sim. O verdadeiro motor da desconstrução dos valores tradicionais foi o capitalismo moderno. Marx já dizia que o capitalismo era a revolução permanente. Por quê? Porque a competição leva à lógica da inovação permanente. Uma empresa que não inova o tempo todo está fadada a morrer. Mas há mais do que isso. Os que desconstruíram os valores tradicionais no século 20 eram com frequência de esquerda. A verdade do século é que esta grande desconstrução serviu aos interesses do capitalismo.

Fale mais sobre isso.

Foi necessário que os valores e as autoridades tradicionais fossem desconstruídas pelos boêmios, jovens de cabelos longos, libertários, para que o capitalismo, ele também moderno e fadado à inovação pela inovação, pudesse fazer entrar nossos filhos na era do grande consumo de massa sem o qual seu futuro globalizado não teria sido possível. Eis uma verdade que vai crescer no século que está aí. Se nossos filhos tivessem os mesmos valores que nossos avós, eles não comprariam um telefone celular por ano, ou MP3. Do contrário, se nossos antepassados pudessem ver um grande centro comercial, achariam provavelmente que estes novos templos edificados ao deus do consumo escoam besteiras. Talvez pensassem que estas bugigangas que transbordam das vitrines nos distanciam dos verdadeiros valores. Logo, foi necessário que as visões tradicionais do mundo fossem desconstruídas para que pudéssemos nos consagrar ao consumo sem complexos, ao menos no limite de nosso poder de compra.

Sua ideia de reencantamento é um paradoxo à de Max Weber, que falava no início do século 20 do desencantamento do mundo. Minha questão é: o reencantamento é só positivo, ou também tem sua “parte do diabo”?


Tem razão, há uma parte do diabo. Quando falo da revolução do casamento escolhido, não quero dizer que entramos no mundo ideal. Antes de mais nada, porque o reverso da medalha do amor, é o ódio. Não há rosas sem espinhos, nem amor sem ódio. Além disso, o amor dos seus, dos próximos, pode levar a um egoísmo louco. O amor que dá sentido a nossas vidas não é mais o amor pela nação, revolução. A questão que as gerações futuras vão definir, como os ecologistas já compreenderam, é: que mundo vamos deixar a nossos filhos? Essa nova questão política não diz respeito só à ecologia, mas à dívida pública, ao futuro da proteção social na época da globalização ou à regulação financeira.

Quando falamos em um mundo no qual o casamento de amor está no centro de uma revolução, como devemos ver as civilizações em que ele ainda é determinado por interesses?

Sem defender o eurocentrismo, é preciso reconhecer que nosso velho continente inventou algo único: a cultura da autonomia dos indivíduos, de sair dessa “menoridade” infantil – como dizia Kant sobre o Iluminismo – mantida por todas as civilizações religiosas, teocracias e regimes autoritários. Este movimento caminha em direção à autonomia, como aconteceu primeiro com a arte, desde o século 17, quando deixou de ser exclusivamente religiosa, depois se infiltrou em toda a civilização europeia, da filosofia, racionalista, à política, laica e democrática, passando pela ciência, hostil aos dogmatismos clericais, e pela vida privada, quando o casamento decidido pelo amor substitui o casamento racional imposto pelos pais. Este é o gênio da Europa que acabaria por abolir a escravidão e a colonização, por se desfazer dos totalitarismos, por se desfazer dos totalitarismos. Nada, nesta valorização da civilização europeia, implica menor racismo, menor tendência neocolonial. Outras civilizações são igualmente grandiosas, mas a europeia inventou a autonomia política, como a democracia, assim como a autonomia privada, como o casamento por amor e a família escolhida.

O senhor diz que o sagrado reencarna na cultura ocidental. Mas e as revoluções no mundo árabe, marcadas por princípios modernos, como a liberdade e a democracia? Devemos esperar uma nova onda de revoluções? A dinâmica do Ocidente é válida para todo o mundo?

Sim. As revoluções árabes, embora corram o risco de serem apropriadas pelo islamismo radical, são apesar de tudo uma novidade magnífica. Observe como o mundo evoluiu nos últimos 50 anos. Quando eu era criança, a Europa estava tomada por ditaduras. Franco ainda era vivo e a Grécia sofria o regime fascista dos coronéis! A Rússia e os países do leste viviam na pior tirania, e a América Latina estava povoada de ditaduras. Tudo mudou para melhor. O paradoxo é: vamos viver um declínio econômico e social na Europa, mas ao mesmo tempo uma vitória dos valores da democracia europeia. Estou certo que um “segundo humanismo” vai se seguir ao primeiro.

Fonte: ESP

domingo, 1 de junho de 2014

COMO SE CHEGA A UM CULTO SATÂNICO?


DESTAQUE


A página da festa satânica classifica o evento como perfomático. “As x*** já sangram biologicamente, isso não nos basta, nós queremos fazê-la sangrar socialmente. As x***  são satânicas porque elas precisam ser des-santificadas, o diabo precisa deixar de ser demonizado e o mundo precisa ser menos homogêneo”, diz parte de um  manifesto na página publicado no  perfil Jokasta Bom Peixoto.  


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Uma manifestante que tomou parte no ato blasfemo, feito na JMJ, em 2013, foi reconhecida (pela tatuagem) como estando presente neste culto satânico, realizado na Universidade Federal Fluminense, em Rio das Ostras. 





Raphael de la Trinité


A Revolução é progressiva. O fim último é precisamente o satanismo.

Todo discurso revolucionário foi concebido com base no mito da valorização da dignidade humana. A IDEIA DE UMA RELIGIÃO A SERVIÇO DO HOMEM não corresponde a nenhuma inovação. Desde a Renascença, passando pela Declaração dos Direitos Humanos, feita pela Revolução Francesa, até o lema “Proletários do mundo, uni-vos”, da Revolução comunista de 1917, o que se apregoa como dogma inviolável? O homem deve ser a medida e o centro de todas as coisas. 

Que afirmam os detratores da Fé?

A Idade Média, por ser teocêntrica, desbancava o homem da preeminência que lhe é devida. É preciso desistir da busca de uma felicidade eterna. O que vale é ter uma vida longa e feliz. Para isso, existe o progresso técnico-científico. Este, aos poucos, fará da terra um paraíso cheio de gozos, em que a ideia de morte ficará sempre mais posta de lado, pois, em graus sucessivos, tudo caminhará para ser tecnicamente delicioso. E poderemos fruir, a cada instante, de um prazer novo e embriagante.

Vocês, católicos, servem apenas para reviver na memória as masmorras da Inquisição, os preceitos morais e a disciplina dos costumes. Ora, isso é amargo e azedo. Nós, não! Arautos do gozo e do prazer, sepultaremos todo “preconceito' moral” e religioso nas catacumbas da história e construiremos o novo mundo, que é do "é proibido proibir". 

Ninguém mais se sentirá coagido a fazer o que não quer, e cada qual poderá seguir todos os seus impulsos e instintos. Será a revolução da psicanálise, de Jung, de Freud. Ninguém impedirá o outro de ser feliz, e ninguém fará o outro sofrer. Essa é a propaganda mentirosa da Revolução.

A verdade se acha nos antípodas disso.

O homem é contingente: pode ou não existir. NÃO ESTÁ EM SEU PODER DETERMINAR SE E QUANDO PODERÁ EXISTIR. Ou somos escravos de Deus, ou somos escravos de algo tenebroso que carregamos dentro de nós: o impulso, produzido por nossos instintos desordenados, para o erro e para o mal, em consequência do pecado de Adão e Eva. Por isso, quando o homem estabelece como meta exclusiva e absoluta da existência GOZAR TUDO, JÁ E PARA SEMPRE, o que sucede?

O próprio mecanismo do gozo e do deleite se exaure com rapidez — verifica-se um processo de saturação. O próprio gozo, com o decorrer do tempo, perde o seu visco primeiro e, desesperado, por não mais sentir prazer no prazer, o homem começa a buscar prazer na dor. Provém daí a busca delirante do SADOMASOQUISMO. 

Sempre existiram pessoas torpes e enfermas que procuram prazer na dor. Alguns, movidos pela desvairada esperança de sentirem com isso um 'prazer' diferente, remuneram pessoas que se encarregam de aplicar-lhe surras. Todavia, esse horror era um fenômeno marginal, próprio a alguns viciados, algo completamente à margem da vida social corrente.

Agora, vira-se a página: enquanto a liberdade legítima, de variadas formas, é tolhido — cerceiam-se não sei quantas manifestações do bem e da verdade, em nome do ‘politicamente correto’ e do ‘anti-fundamentalismo’ —, diversas formas de aberrações gritantes (que começaram pelo rock e só podem desfechar na consagração ritualística ao demônio) encontram guarida e "justificativa". Como efeito, em nome de que princípio coibir o satanismo, se, hoje, impõe-se, como dogma, a liberdade 'religiosa' completa para todos? E os que desejam cultuar o maligno, fazendo sacrifícios rituais? Em nome de que princípio, se lhes poderá impedir essa prática hedionda?

O homem que cultua a si mesmo, que se endeusa como valor supremo, só pode caminhar para a sua autodestruição, pois ninguém tem a razão de ser em si mesmo. 

Fastio e náusea pelo gozo: consequência inevitável de quem vive fugindo de todo e qualquer sacrifício, de toda e qualquer renúncia.

Cada um de nós traz em seu interior uma capacidade de lutar, de sofrer, de se refrear, de buscar o melhor, mesmo à custa de renúncia a prazeres menores. Essa apetência jamais nos abandona. Se não damos vazão a essa apetência profunda, ficamos com uma espécie de “sobra” interna, e isso, que “não gastamos”, a energia legítima (capacidade de consumir as próprias forças) que não dispendemos, atormenta-nos mais do que qualquer tormento. Resultado: fugindo da dor, mesmo quando é inviável enfrentá-la de rijo, o homem buscará OUTRAS FORMAS DE DOR, para substituir as dores legítimas, que, com furor e revolta, recusou anteriormente. 

Assim as pessoas se escravizam ao demônio — experimentando, já na terra, formas de tormento que prenunciam a desgraça eterna. Ao se insurgirem contra a realidade de que a terra é um vale de lágrimas,  transformam a própria vida num abismo de tormentos. Nessa busca dos prazeres mundanos tanto se afastaram de Nosso Senhor, que agora são escravas do demônio.

O mundo contemporâneo ruma nessa direção, em suas múltiplas facetas. É o que invariavelmente acontece: o demônio nunca dá o que promete. Aquilo que promete, ele tira — ou dá em condições tais, que a pessoa não aproveita.

“Ele era homicida desde o princípio e não permaneceu na verdade, porque a verdade não está nele. Quando diz a mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira” (São João VII, 44).

Quando promete prazer, o que se recebe é a dor. Haja vista o que se passa com a impureza, por exemplo. O demônio (ou o mundo, isto é, as más companhias; ou a carne, isto é, aquele que se entrega aos seus baixos instintos) alicia a pessoa cochichando-lhe ao ouvido: “convido-o a uma forma de gozo que será superior a tudo quanto possa imaginar (como terá sido o pecado de Adão e Eva?); bobo será você, caso, deixe de experimentar o que lhe é sugerido, só por medo do (quimérico) inferno; Deus não quer que você tenha esse gozo, porque não quer vê-lo feliz. Feche os olhos e aproveite tudo quanto puder”. 

Contudo, ao pecar, a pessoa percebe de imediato que aquilo que sentiu está bem longe de ser algo que o deixe submerso em felicidade. Bem ao contrário. E, ao perceber que não obtém uma felicidade real, a pessoa se afunda mais ainda, procurando outras formas de pretenso deleite.  O indivíduo sente logo que foi movido a fazer algo que no fundo não quereria fazer, pois, no bojo do prazer momentâneo e fugaz, permanece o gosto amargo da certeza de que não é para aquilo que existimos. Em suma, que a vitalidade de nossa natureza está sendo consumida por uma ilusão enganosa, por uma solicitação traiçoeira e pegajosa. Uma vez sob a excitação, quando a pessoa se percebe lograda, ocorre, muitas vezes, que, longe de reconhecer o erro, procure algo ainda pior  (ecoa, então, em seu íntimo, a voz do maligno — ou o mundo, isto é, as más companhias, ou a carne, a bem dizer, a voz cavilosa  de nossos baixos instintos): “bobo, o prazer que lhe preparo agora será muito maior; o que irá sentir nesse instante compensa tudo quanto sofreu antes; só provando para ver; não perca a ocasião; entregue mais a própria inteligência e a própria vontade ao mal, que o gozo vem por inteiro, pois desse modo o remorso passa”.

Numa palavra, qual é o engodo em questão? O convite a capitular ainda mais diante da solicitação ao pecado, induzido pela fantasmagoria de que a “vítima” acabará sentindo “aquele gozo” pelo qual ansiava....

Assim, de queda em queda, a pessoa rola em direção ao abismo. A cada vez, o prazer causa menos deleite, embora a pessoa fique sempre mais “dependente” daquilo que a aflige. Nesse ponto, se não RECORRER HUMILDEMENTE À INTERCESSÃO DE NOSSA SENHORA, como que se acha manietado pelas amarras do vício. A inteligência fica obnubilada e a vontade perde toda fibra para resistir. 

Um belo dia, os extremos inimagináveis: venha machucar-me um pouco, para ver se isso me dá prazer!

Disso (a bem dizer, de algo indizivelmente mais horrendo) dá testemunho uma notícia recente, provinda  da Europa: dois homens estavam à busca de um gozo “diferente”. Um deles vai à mesa de cirurgia e manda cortar um bife de suas carnes. Fecha-se a ferida, que cicatriza. Então, reúnem-se os dois 'amigos' que, numa espécie de reunião místico-satânica (algo que faz pensar nunca caricatura infame da Santíssima Eucaristia), almoçam juntos esse mesmo pedaço de carne, compartilhado a dois. Desse modo, serão dois em um... Depois, invertem-se os papeis: o outro faz o mesmo em relação ao primeiro. Esse é o fundo satânico inviscerado, tantas vezes, na prática homossexual.

Qual o princípio que está por trás dessa degringolada colossal?

O homem é feito para doar-se — dar, dar de si, dar tudo. Fomos criados para dar tudo a Deus, pois tudo a Deus pertence. Quando o homem quer viver só para si, acaba por se doar ao demônio. Não raro, mediante essas cerimônias fétidas e escabrosas, que são o símbolo da adesão inteira ao diabo. A decadente civilização atual, de vários pontos de vista, equivale a um grande banquete orgiástico, em que as pessoas se matam e entredevoram, em todos os sentidos. Expressões corriqueiras desse pendor satânico constituem o ódio gratuito pelo próximo, o desejo de matar sem sentido, bem como o de se ferir sem nenhuma razão concebível.

De fato, porém, nas profundezas inomináveis desses abismos, concretiza-se aquilo que só pode ser inspirado por alguém que odeia a criação e, portanto, deseja a ruína de todo ser humano: Satanás. À maneira dos que se entregaram ao sadomasoquismo ritualístico (retratado com todas as letras na notícia abaixo, referente ao culto satânico desenrolado numa universidade), quantos não haverá que, mundo afora, embrenham-se em abominações semelhantes?



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Festa em Campus Universitário mistura satanismo, feminismo, drogas e orgias


Nota do Blogue: Por respeito e por amor à Santa Igreja, a Nosso Senhor Jesus Cristo e a Nossa Senhora, vimo-nos na contingência de publicar essa notícia. De nossa parte, significa um ato de repulsa e reparação. Intentamos fazer ver aos católicos quais formas de paroxismo atingiu o processo revolucionário, desfechando no mais aberto satanismo. Tanto quanto possível, tivemos em vista fazer uso das precauções ditadas pelas normas da moral católica, no sentido de resguardar o decoro na exposição das lúbricas imagens.

As imagens são chocantes. Alunos da Universidade Federal Fluminense (UFF) realizaram uma festa satânica, nesta quinta-feira, 28, na unidade de Rio das Ostras, RJ, com presença de um crânio humano, rituais satânicos, orgias sexuais, drogas e palavras de ordens ligadas ao feminismo.

Jovem corta a outra em ritual satânico.

O encontro diabólico chamado ” X****Satânica ” é apresentado no Facebook como “Festa de confraternização do Seminário Corpo e Resistência e – 2° Seminário de INVESTIGAÇÃO & CRIAÇÃO do Grupo de Pesquisas/CNPq Cultura e Cidade Contemporânea e bláblábláblá...”.



As cenas que mais parecem extraídas de um filme de terror mostram mulheres nuas, cortando uma às outras como prescrevem os rituais satânicos e com muita bebida e droga no entorno.

O Portal G1 (Região dos Lagos) traz a denúncia de um aluno que preferiu não se identificar pedindo uma intervenção naquela Universidade. “A festa ocorreu ao lado do prédio novo chamado multiuso. O diretor do pólo permitiu o armazenamento de bebidas dentro da universidade. O uso de drogas é praticamente liberado. Precisamos de uma intervenção urgente”, disse.


A página da festa satânica classifica o evento de performático. “As x*** já sangram biologicamente, isso não nos basta, nós queremos fazê-la sangrar socialmente. As x*** são satânicas porque elas precisam ser des-santificadas, o diabo precisa deixar de ser demonizado e o mundo precisa ser menos homogêneo”, diz parte de um  manifesto na página publicado no  perfil Jokasta Bom Peixoto. 


No blog Faca na Caveira, um dos primeiros a publicar notícia sobre a insolência, traz o depoimento de uma pessoa que se identificou na rede social como professora visitante da UERJ. Na colocação a professora agradece à organizadora da festa (imagem abaixo) e considera o evento apenas como “um acontecimento estético”.



Alguns alunos fotografaram o evento e vazaram as fotos na internet. As cenas são absurdamente chocantes. Em uma delas universitários costuram o órgão genital de uma mulher visivelmente dopada. Na imagem seguinte ela aparece sagrando. Nos comentários fica evidente o discurso feminino que versa sobre a mulher como dona do próprio corpo.

A Reitoria da Universidade anunciou nesta sexta-feira que abrirá sindicância urgente para investigar o uso de drogas e álcool nas dependências do campus. O Ministério Público também foi acionado. 


Abaixo imagens do encontro satânico. Avisamos ao leitor que são imagens  chocantes. 
















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