domingo, 22 de setembro de 2013

CULTO ESCANCARADO A SATANÁS NO ROCK IN RIO - DA ATONIA À CUMPLICIDADE




Raphael de la Trinité


A opinião pública, assim, acostuma-se com a ideia do ultraje a tudo que é santo.

De início, a título de "algo jocoso". Como não há condenação clara e veemente, o teste "passa".

Na etapa seguinte, aquilo que parecia simples pilhéria, de tanto repetir-se, vai-se incorporando à realidade como 'fait-divers' (um fato como outro qualquer).

Não foi de outra forma que, após sucessivas fases de atonia crescente da opinião pública, o homossexualismo e manifestações nudistas acabaram ganhando direito de cidadania.

 Numa terceira etapa — derrubadas as “barreiras de horror” —, a maior parte das pessoas (aquelas mesmas que, pouco tempo antes, se mostravam escandalizadas) agora mal prestam atenção naquilo que, de certo modo, já se incorporou à cinzenta rotina do dia-a-dia.

Assim se obtém vitória. — Como? Não por persuasão, mas por indolência e inércia.

Ora, a indiferença é, de certo modo, o pior dos males: "Antes foras frio ou quente, mas porque és morno, e nem frio e nem quente, começar-te-ei a vomitar da minha boca" (Ap III, 15-16).

O mal não deve ser combatido com gracejos ou galhofa; precisa mesmo é de condenação. A História, “mestra da vida”, está farta de exemplos nesse sentido.

A Revolução protestante (1517) começou esteada no riso.

Diante das injúrias proferidas por Martinho Lutero contra Leão X, este comentou: "Que engraçado! Frei Martinho escreve bem em latim. Sabe até os piores impropérios...". Logo depois acrescentaria mais este desastrado vaticínio: “Isso [o protestantismo] não passa de uma briga de monges". A história deu eloquente desmentido a essa visão medíocre e acomodatícia do Papa.

Sabe-se que aquele Pontífice revelava pouca apetência pelo exercício de suas funções. Tinha na mais conta, isto sim, embelezar os jardins de Roma e restaurar antigas estátuas do mundo greco-romano.

Grande gargalhada.

Durante os anos que antecederam a Revolução Francesa (1789), os enciclopedistas (à testa dos quais, o ímpio Voltaire) assacavam, num clima de troça e zombaria, as piores injúrias e calúnias contra a Igreja.

Não foram levados a sério, pois tudo aquilo, embora destrutivo, tinha uma nota tão sarcástica e “espirituosa”, que não valia a pena deter-se para fazer uma condenação em regra. Sob a égide do iluminismo, difundiam-se, ao mesmo tempo, todos os erros jansenistas, que culminariam na Constituição Civil do Clero e na derrubada da Monarquia francesa. Toda essa ação corrosiva era conduzida em meio à sonolência geral.

Quando, por parte de um punhado de condutores do mais vil populacho, ocorreu a invasão da Bastilha, o Rei Luiz XVI, sempre displicente e otimista, indagou ao chefe do cerimonial, Marquês de Dreux-Brézé: “Então é uma revolta?”. Obteve esta resposta: “Não, Sire, é uma revolução!”. O infeliz monarca era incapaz de ver a Revolução que entrava palácio adentro... Um de seus passatempos preferidos consistia em trabalhar como relojoeiro e serralheiro. Quando se tratava de dirigir os rumos da Nação francesa, demonstrava tédio e inapetência...

Mediante a solerte ação dos Cafés e Sociétés de Pensée (clubes de “prosadores-agitadores”, artistas e sofistas bem adestrados e entrosados entre si), criou-se a atmosfera propícia para a derrubada das instituições do Antigo Regime. Pretexto: havia abusos. Meio utilizado: descrédito e farpas envenenadas.

Algum tempo antes da Revolução Russa (1917), irrompeu na Corte de Nicolau II um "monge" devasso e intrigante. Chamava-se Rasputin. Pertencia a uma seita russa que praticava o chamado sexo tântrico — busca do gozo dos sentidos por todos os meios possíveis, como meio de felicidade e "libertação" pessoal.

Nesse ínterim, a Czarina Alexandra (alemã de nascimento, mas que se "russificara" por completo) manifestava sintomas característicos de “alumbramento” místico. Em razão desse grave desequilíbrio, facilmente deu crédito ao religioso-farsante, quando este se ofereceu para “curar” o seu filho e herdeiro do Trono, Alexis, da hemofilia (terrível doença, caracterizada por um distúrbio na coagulação do sangue: em caso de sangramento, a ferida não cicatrizava). Levada por esse impulso, a Czarina introduziu no Palácio Imperial o infame intruso, de perfil nitidamente diabólico. Está pavimentada a estrada para que este passe a exercer influência decisiva nos bastidores da Corte russa, o que não tardou em acontecer.

Consequência: desmoralização completa da Monarquia.

Para cúmulo de "desgraça", dez anos antes (1905) desenrolara-se em Moscou um desfile de camponeses, dirigidos pelo padre cismático (da autodenominada Igreja ortodoxa russa) Gapone, insuflador de massas. A manifestação pacífica desfechou numa carnificina.

Ninguém sabe de onde partira a notícia de que o Czar havia mandado atirar na multidão, a qual desfilava com ícones religiosos, pedindo uma audiência ao "Paizinho" — assim era conhecido até então o Czar Nicolau II.

Esses dois episódios tiveram efeito devastador: destruíram (ou abalaram profundamente) o respeito e a veneração de que o Czar desfrutava junto ao povo russo.

Que pensar sobre o desventurado Nicolau II?

Relata-se que, durante o tempo em que esteve prisioneiro com a família (pouco antes de ser assassinado pelos comunistas, com todos os seus), o Czar distraía-se trabalhando nos jardins da casa onde o deixaram detido. Numa dessas ocasiões, Nicolau II fez observar que sentia fastio pelo ofício de Monarca, e que teria preferido especializar-se em jardinagem... A dinastia multissecular dos Romanovs estava sendo banida, enquanto o Czar entretinha-se em revolver a terra e cuidar das plantas! 

Para chegar ao caos da revolução bolchevique, importava desprestigiar (ressaltando as notas caricatas e grotescas, ali muito presentes) a vida de corte russa. Uma vez desmoralizadas as instituições, arrefecidas as notas de admiração e respeitabilidade na alma popular, todas as condições ficam postas para que, mediante simples piparote, tudo vá de roldão. Foi isso o que realmente sucedeu.

Quando se deseja demolir uma instituição, o primeiro passo é desfechar-lhe a pecha do ridículo e do descrédito.

Entre nós, brasileiros, citemos um exemplo recente: antes de ser destroçada a escola tradicional (hierárquica e disciplinada), assestaram-se os holofotes da publicidade em certos aspectos colaterais que o nosso sistema de ensino apresentava, e que mereciam evidentes reparos. Com efeito, em muitas circunstâncias, convinha sumamente reavaliar aspectos concretos dos métodos e estilos até então adotados, fazendo-os coadunar com necessidades e preocupações que, naqueles idos, já tomavam a dianteira dos acontecimentos, e que deveriam ser incluídas no currículo. Nada disso se fez. Contudo, essa inoperância serviu de álibi para que se desferissem os mais sanhudos e traiçoeiros golpes contra o modelo tradicional vigente. Em pouco tempo, a derrocada se deu, transformando-se prestigiosas instituições num amontoado de ruínas. Nesse contexto, o movimento que eclodiu na Universidade da Sorbonne-Nanterre, em 1968, representou o estopim da mesma tendência desagregadora.

A repetição de slogans, frases de efeito e palavras “talismânicas”, encarregou-se de fazer o resto, representando papel saliente na urdidura e execução dos planos subversivos.

Mais uma vez, o dito de Voltaire se confirma: "MENTI, MENTI; ALGUMA COISA SEMPRE FICARÁ".

De forma retrospectiva, resumamos assim: transforma-se a tragédia em piada, e tudo o mais se desencadeia, num ímpeto como que irreversível, sob a batuta de determinadas forças, sempre rumo à dissolução geral.

À maneira de esquema: desalento, descoroçoamento, capitulação = vitória do inimigo!

Embora certa propaganda concorra para transmitir a impressão de que os executores dos mais sinistros planos gozam de força irrefreável, na realidade dos fatos, o inimigo comumente não é tão forte quanto se presume. Sem dúvida, a força dos maus provém da fraqueza dos bons. Somos nós que, o mais das vezes, não nos colocamos à altura daquilo que a contingência histórica nos impõe. Quando nos demitimos do dever de lutar, geralmente o inimigo triunfa.

Essa realidade não encontra aplicação apenas na vida de Papas e Reis. É, pelo contrário, uma regra geral da história, que se reproduz, de formas diversas, em todos os âmbitos da sociedade, bem como em todas as esferas da atividade humana. 

No terreno religioso, tomemos como exemplo o Concílio Vaticano II. Nessa augusta assembleia, apesar de os progressistas declarados serem minoria, os manifestos defensores da tradição também o eram. Numa posição indefinida, embora favorável, nas grandes linhas, à tradição, alinhava-se a “maioria silenciosa”, a qual, entretanto, vivia em permanente acomodamento e habitual indolência. Obviamente, penderia para o lado que tivesse melhor desempenho.

Verificou-se, então, que, em face das artimanhas progressistas muito bem tramadas, os de perfil tradicional acharam logo que a partida fora perdida e, com isso, deixaram de se organizar, articular, recusando-se a enfrentar com método e inteligência o inimigo. Resultado mais que previsível: a minoria progressista levou a melhor.

Lição da história: os grandes movimentos e revoluções serão sempre obra de minorias bem organizadas e audaciosas que, conseguindo imobilizar o "centro decisivo", encurralam os lídimos detentores do poder (elites ou grupos tradicionais análogos), fazendo-os soçobrar, por terem perdido a certeza da própria legitimidade. Estes, demitindo-se de seu papel princeps, preferem a capitulação à luta sem quartel.  Segundo o grande estrategista alemão Clausewitz, o objetivo de uma guerra não é destruir fisicamente o adversário, mas tirar-lhe a vontade de lutar. Sem convicções sólidas e determinação rija para o combate, segue-se a ruína dos indivíduos, povos e civilizações.



"Recuar diante do inimigo, ou calar-se quando de toda parte se ergue tanto alarido contra a verdade, é próprio de homem covarde ou de quem vacila no fundamento de sua crença. Qualquer destas coisas é vergonhosa em si; é injuriosa a Deus; é incompatível com a salvação tanto dos indivíduos, como da sociedade, e só é vantajosa aos inimigos da fé, porque nada estimula tanto a audácia dos maus, como a pusilanimidade dos bons" (Papa Leão XIII, encíclica Sapientiae Christianae, de 10 de janeiro de 1890]. [destaques nossos].

Ghost tenta criar clima sinistro, mas público não acompanha no Rock in Rio






Vocalista da banda Ghost - Papa Emeritus II


Os chifrinhos na plateia do show do Ghost nunca pareceram fazer mais sentido. Com um visual obscuro e referências nada elogiosas à cultura cristã, o grupo sueco foi a segunda banda a subir ao Palco Mundo nesta quinta-feira (19), quarto dia de festival e o primeiro claramente dedicado ao heavy metal.
O vocal do cantor com nome em latim de Papa Emeritus 2º não é rasgado e gutural como o de Derrick, do Sepultura, ou agudo como o de Sebastian Bach, para citar atrações que já passaram pelo Rock in Rio 2013.
Já o som é, curiosamente, menos pesado do que as bandas de metal normalmente associadas com satanismo e afins. Os suecos misturam influências que vão desde o heavy metal clássico desenvolvido pelo Black Sabbath até o thrash metal atual, sempre com músicas marcadas por um tom macabro.
Mas o Papa do Ghost é simpático. Logo após a faixa "Infestissumam", que integra o álbum homônimo lançado em 2013, o cantor sueco saudou o público brasileiro com um "boa noite" em claro e bom português.
Sua verdadeira identidade, assim como a dos demais integrantes, é desconhecida. Nada novo no rock: Slipknot e Brujeria já fizeram isso há anos; no Brasil, o Pavilhão 9 começou a carreira com gorros na cara. Os demais integrantes são conhecidos como "ghouls" -- algo como morto-vivo em tradução livre para o português.


"Papa" disposto, súditos nem tanto
O "Papa", por sinal, canta como se estivesse no comando de um coral, balançando os braços e orientando seus pupilos -- no caso, a plateia na Cidade do Rock, pouco menor do que na apresentação anterior, do Sepultura.
Mas as pessoas não pareceram ser muito fiéis. O Ghost pouco conseguiu arrancar da plateia além de palmas e risos por conta da indumentária da banda -- com maquiagem carregada, similar ao que se observa em festividades mexicanas.
Ao término das músicas, o "Papa" perguntava como a plateia estava. Como não obtinha resposta, seguia tocando. Faixas mais famosas como "Secular Haze" estiverem no repertório da banda, sem empolgar uma plateia que parecia mais ávida a esperar pelo Metallica do que a entrar no clima sinistro emanado pela banda.
Formado em 2008, o grupo traz um som menos pesado do que as atrações da noite no Palco Mundo, mas tão cheio de camadas como os das demais bandas que vão tocar no Rock in Rio. Letras que aludem a satanismo, catolicismo e entidades como zumbis são misturadas com uma sonoridade influenciada por hard rock e heavy metal, mas com forte presença de teclados. Com apenas dois álbuns, a banda entrou para o circuito de festivais mundo afora como o Lollapalooza e o Coachella.


"Pai-Nosso" alterado

Mesmo com uma apresentação competente, o Ghost somente empolgou de verdade quando apresentou a música "Year Zero". Ao notar os aplausos, Emeritus II resolveu se dirigir aos "fiéis" novamente. "Finalmente chegamos ao Brasil. Nós nos sentimos bem e vocês?", perguntou o vocalista. Tão educadamente quanto antes, o "Papa" em seguida anunciou a faixa "Ritual", que traz letras que alteram o texto original do "Pai-Nosso".
Pouco antes do fim, escuridão e silêncio tomaram conta do palco até o som do piano ser ouvido para a música "Ghulen", que traz uma voz no começo que lembra o som de assombrações nos filmes de terror atuais. Já a canção em si não poderia ser mais calma, trazendo uma atmosfera diferente para a apresentação -- menos voltada ao impacto e mais baseada em "clima".

Ao término da apresentação, é inevitável a sensação de frustração quanto aos temas densos e provocadores propostos pela banda, que são embalados com uma sonoridade não tão desafiadora assim. Apesar de muito talentosa, a banda não chegou a empolgar o público, que estava mais curioso em entender o que se passava no palco -- uma espécie de charada a ser resolvida, entre um sanduíche e outro dos famintos à espera do show principal da noite.

*** * ***

Abaixo, reproduzimos, ainda que a contragosto, uma das letras das músicas que foram apresentadas durante o rock in Rio. Como o leitor pode atestar, constitui verdadeiro ato de louvor a satanás.

Bastaria isso para que as autoridades católicas de nosso país movessem aguerrida campanha contra esses hediondos espetáculos. 

Uma das músicas traduzidas da banda: Um verdadeiro ritual satânico.


Ritual

Hoje à noite nós estamos convocados para uma causa divina
Recordação - Não
Mas, para sua perda futura

Esta capela de ritual
Cheiros de mortos sacrifícios humanos
Do altar ...

Beduínos e nômades
Carregados através dos tempos
Através de pestilências e fome
Estes antigos pergaminhos de rimas

"O nosso anjo caído controverso
Foi banido do céu
Recite agora a partir do texto
Ore para todos morrerem "

Esta capela de ritual
Cheiros de mortos sacrifícios humanos
Da cama do altar
Nesta noite de ritual
Invocando nosso mestre
Para procriar o bastardo inglorioso

"Nosso pai
Que estás no inferno
Profano seja o teu nome
Maldito seja os filhos e filhas
Da tua Nemesis
Quem são os culpados
Venha o Teu reino
NEMA "

Hoje à noite nós convocamos para o Seu profano demônio
Agora comemorar
O Fim

Esta capela de ritual
Cheiros de mortos sacrifícios humanos
Da cama do altar
Nesta noite de ritual
Invocando nosso mestre
Para procriar o bastardo inglorioso


Fonte: UOL

Rock in Rio termina com grito de “o mal permanece para sempre” em música do ‘Iron Maiden’




“O demônio envia a besta com ódio/ Porque ele sabe que o tempo é curto/O ritual começou, o trabalho do satanás está feito”, declarou o grupo Iron Maiden


O grupo inglês de heavy metal Iron Maiden encerrou o festival Rock in Rio, que teve público total de 600 mil pessoas. Às 0h10 desta segunda, iniciou sua apresentação, que segundo o jornal Estado de São Paulo “parecia anunciar mesmo o Apocalipse”.
Na introdução surgiram imagens nos telões mostrando destruição de forças da natureza. Logo depois, apareceu Jesus Cristo em um crucifixo prestes a incendiar. O vocalista, Bruce Dickinson, instigava o público a cantar junto músicas conhecidas como “The number the beast”, cujo letra anuncia “Ai de vós, ó terra e mar/ Pois o demônio envia a besta com ódio/ Porque ele sabe que o tempo é curto/O ritual começou, o trabalho do satanás está feito/ 666, o número da besta/ Está havendo sacrifício esta noite”.
Durante mais de uma hora, a banda tocou acompanhada pelo seu famoso “mascote” Eddie, um morto-vivo que aparecia soltando fogo pelo crânio nos telões atrás do palco. Perto das duas da manhã, encerrou-se o Rock in Rio 2013 com o Iron Maiden anunciando na última música “O mal permanece para sempre/ O mal que os homens fazem permanece para sempre!/ Círculo de fogo, meu batismo de alegria parece terminar/ A sétima ovelha morta, o livro da vida está aberto diante de mim”.
Mas esse não foi o único momento de trevas no espetáculo. No final da noite de domingo, quem estava no palco era a banda Slayer. Segundo o site Globo.com “O inferno não é mais o mesmo, mas continua cozinhando como sempre. Sem o ídolo Jeff Hanneman (morto este ano), o Slayer aterrorizou os fãs no último dia de Rock in Rio neste domingo com o peso e a velocidade que se esperava”.
Entre as músicas mais conhecidas, estava “Disciple”, onde o vocalista grita “God hates us all” (Deus odeia a nós todos). O finalda apresentação que teve o símbolo satanista do pentagrama no telão de fundo quase o tempo todo, foi com “Angel of Death”, que diz “Podre anjo da morte/ Voando livremente/ Monarca do reino dos mortos/ Infame sanguinário/ Anjo da morte”
Na quinta, 19, o Rock in Rio já havia mostrado uma noite que teve  invocação satânica e cruzes invertidas, durante uma “missa” negra do grupo Ghost BC.



Ver tambémGhost tenta criar clima sinistro, mas público não acompanha no Rock in Rio

sábado, 21 de setembro de 2013

Por que crianças deveriam estudar latim?







A tradução abaixo, originalmente publicada no site do professor Rafael Falcón e gentilmente cedida por ele para divulgação aqui no Educação de Crianças, trata-se de um trecho do livro “The Well-Trained Mind: A Guide to Classical Education at Home” e explica a importância do ensino do Latim para crianças. Outros trechos deste mesmo livro já foram publicados aqui no blog e, para quem lê inglês, vale a pena comprar este maravilhoso guia de Educação Clássica para famílias de homeschoolers.

Aproveito para indicar um novo site sobre Homeschooling voltado para as famílias brasileiras: Homeschooling Brasil, de Rafael Falcón e Day Teixeira. No site há ótimos artigos sobre educação e homeschooling, além de atividades práticas traduzidas do livro Slow and Steady Get me Ready. Não deixem de conferir!


 *** * ***

Por que se importar com o latim? Trata-se, afinal, de uma “língua morta” (expressão pejorativa); não há literatura sendo produzida nela, ninguém a fala ou faz negócios por meio dela.
Nós nos importamos por uma série de razões.
O latim treina a mente para pensar de modo ordenado. A língua latina (já que está morta) é o idioma mais sistemático à nossa disposição. A disciplina de coordenar desinências e organizar a sintaxe (formas gramaticais) segundo conjuntos de regras é o equivalente mental de correr três quilômetros por dia. E, uma vez que o latim exige precisão, a mente latinizada acostuma-se a prestar atenção a detalhes – hábito que compensará especialmente quando for estudar matemática e ciências.
O latim melhora a habilidade no inglês. A estrutura gramatical do inglês é baseada no latim, bem como cerca de 50% do vocabulário inglês. O aluno que entende como o latim funciona raramente será confundido por uma sintaxe inglesa mais complexa ou por palavras inglesas obscuras. Susan atribui parte de seus elevados resultados nos testes-padrão (740 no SAT verbal, 800 no GRE verbal) ao estudo do latim, que ela iniciou na terceira série.
O latim prepara a criança para o estudo de outras línguas estrangeiras: francês, espanhol e italiano são todas aparentadas com o latim. Mesmo línguas não-latinas podem ser aprendidas mais facilmente se o latim já tiver sido estudado. A criança que já foi provada na sintaxe latina entende os conceitos de concordância, flexões nominais, conjugações verbais e gênero gramatical, não importa em que língua esses conceitos venham a aparecer.
O latim protege da arrogância. O estudo desse idioma mostra ao jovem que seu mundo, sua língua, seu vocabulário e seu modo de expressão são apenas um jeito de viver e pensar – num mundo grande, tumultuado e complicado. O latim força o aluno a olhar para palavras e conceitos de um novo modo:
O que esta palavra em latim quer dizer realmente?

Esta palavra inglesa é uma boa tradução dela?

A palavra latina não expressa algo que não possui equivalente em inglês?

Isto revela um vão no meu próprio pensamento?


Um idioma estrangeiro, como escreveu Neil Postman, “oferece-nos a entrada numa cosmovisão diferente da nossa própria… Se é importante que nossos jovens valorizem a diversidade de pontos de vista, não há melhor meio de atingi-lo que fazer-lhes aprender um idioma estrangeiro”. (The End of Education: Redefining the Value of Schools. New York: Knopf, 1995, p. 147)

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

PAPA FRANCISCO COLIDE FRONTALMENTE COM O ENSINAMENTO TRADICIONAL DA IGREJA





“Sim, neste procurar e encontrar Deus em todas as coisas fica sempre uma zona de incertezas. Tem que ser assim. Se uma pessoa diz que encontrou Deus com certeza total e não aflora uma margem de incerteza, então não está bem. [LER ABAIXO O QUE SÃO PIO X AFIRMA A RESPEITO] Para mim, esta é uma chave importante. Se alguém tem a resposta a todas as perguntas, esta é a prova de que Deus não está com ela. Quer dizer que é um falso profeta, que usa a religião para si próprio. Os grandes guias do povo de Deus, como Moisés, sempre deixaram espaço para a dúvida. Devemos deixar espaço ao Senhor, não às nossas certezas. É necessário ser humilde. A incerteza existe em cada discernimento verdadeiro que se abre à confirmação da consolação espiritual».
«O risco [SIC! SIC! SIC!] no procurar e encontrar Deus em todas as coisas [LER ABAIXO O QUE SÃO PIO X AFIRMA A RESPEITO] é, pois, a vontade de explicar demasiado, de dizer com certeza humana e arrogância: “Deus está aqui”. Encontraremos somente um deus à nossa medida. A atitude correta é a agostiniana: procurar a Deus para O encontrar e encontrá-l’O para O procurar sempre. E muitas vezes procura-se por tentativas [SIC! SIC! SIC!], como se lê na Bíblia. É esta a experiência [SIC! SIC! SIC!] dos grandes Pais da Fé, que são o nosso modelo. É necessário reler o capítulo 11 da Carta aos Hebreus. Abraão partiu sem saber para onde ia, pela fé. Todos os nossos antepassados da fé morreram vendo os bens prometidos, mas longe… A nossa vida não nos é dada como um libreto de ópera onde está tudo escrito, mas é ir, caminhar, fazer, procurar, ver… Deve-se entrar na aventura da procura do encontro e do deixar-se procurar e deixar-se encontrar por Deus».
«Porque Deus está antes, Deus está sempre antes, Deus antecede. Deus é um pouco como a flor da amendoeira da tua Sicília, António, que floresce sempre antes [3 O Padre António Spadaro, autor desta entrevista é um jesuíta italiano, nascido na Sicília.] . Lemo-lo nos profetas. Portanto, encontra-se Deus caminhando, no caminho. E neste ponto alguém poderia dizer que isto é relativismo. É relativismo? Sim, se é mal interpretado, como espécie de panteísmo indistinto. Não, se é interpretado em sentido bíblico [SIC! SIC! SIC!], onde Deus é sempre uma surpresa e, portanto, não sabes nunca onde e como O encontras, não és tu a fixar os tempos e os lugares do encontro com Ele. É necessário, portanto, discernir o encontro. Por isso, o discernimento é fundamental».
«Se o cristão é restauracionista, legalista, se quer tudo claro e seguro, então não encontra nada [SIC! SIC! SIC!]. A tradição e a memória do passado devem ajudar-nos a ter a coragem de abrir novos espaços para Deus. Quem hoje procura sempre soluções disciplinares, quem tende de modo exagerado à “segurança” doutrinal, quem procura obstinadamente recuperar o passado perdido, tem uma visão estática e involutiva. E deste modo a fé torna-se uma ideologia entre tantas. Tenho uma certeza dogmática: Deus está na vida de cada pessoa. Deus está na vida de cada um. [SIC! SIC! SIC!] [LER ABAIXO O QUE SÃO PIO X AFIRMA A RESPEITO]Mesmo se a vida de uma pessoa foi um desastre, se se encontra destruída pelos vícios, pela droga ou por qualquer outra coisa, Deus está na sua vida. Pode-se e deve-se procurar na vida humana. Mesmo se a vida de uma pessoa é um terreno cheio de espinhos e ervas daninhas, há sempre um espaço onde a semente boa pode crescer. É preciso confiar em Deus.” 



NÃO OBSTANTE...

Se alguém disser que o Deus, único e verdadeiro, criador e Senhor nosso, por meio das coisas criadas não pode ser conhecido com certeza pela luz natural da razão humana, seja anátema (De Revel. Cân. 1);


E também: Se alguém disser que não é possível ou não convém que, por divina revelação, seja o homem instruído acerca de Deus e do culto que lhe é devido, seja anátema (Ibid. Cân. 2);


Se alguém disser que a divina revelação não pode tornar-se crível por manifestações externas, e que por isto os homens não devem ser movidos à fé senão exclusivamente pela interna experiência ou inspiração privada, seja anátema (De Fide, Cân. 3).


Se alguém disser que o homem não pode ser por Deus elevado a conhecimento e perfeição, que supere as forças da natureza, mas por si mesmo pode e deve, com incessante progresso, chegar finalmente a possuir toda a verdade e todo o bem, seja anátema (De Revel Cân. 3). 




PERGUNTAS QUE URRAM DE SER FEITAS:

Que significa “procurar a Deus por tentativas, experiência dos grandes Pais da Fé, que são nosso modelo”?

Que significa afirmar: “neste procurar e encontrar Deus em todas as coisas fica sempre uma zona de incertezas. Tem que ser assim?”.

Que significa afirmar que “em sentido bíblico [SIC! SIC! SIC!], Deus é sempre uma surpresa e, portanto, não sabes nunca onde e como O encontras?”.

Que significa ser “restauracionisa, legalista?”.

Que significa isto: “quem hoje procura sempre soluções disciplinares, quem tende de modo exagerado à “segurança” doutrinal, quem procura obstinadamente recuperar o passado perdido, tem uma visão estática e involutiva. E deste modo a fé torna-se uma ideologia entre tantas. Tenho uma certeza dogmática: Deus está na vida de cada pessoa. Deus está na vida de cada um”. 

Excertos da entrevista de Papa Francisco à CIVILTÀ CATTOLICA



Fonte: A Capa
Entrevista original: Brotéria

Durante uma longa entrevista à revista italiana "La Civilta Cattolica (Civilização Católica), reproduzida em dezesseis línguas, o papa Francisco criticou a perseguição da Igreja e dos clérigos quanto ao aborto e o casamento gay.

Assim como fez durante a Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, o pontífice afirmou que a a Igreja Católica deve ser uma casa aberta a todos, 
e não uma pequena capela focada em doutrina, ortodoxia e em uma agenda limitada de ensinamentos morais".

O papa disse ainda que a religião não tem o direito de interferir espiritualmente na vida dos homossexuais. "Deus nos fez livres", afirmou.


"Não precisamos insistir nesses assuntos relacionados a abortos, casamento gay e o uso de contraceptivos. Eu não falei muito sobre essas coisas, e fui repreendido por isso. Não é necessário falar sobre isso todo o tempo. 
Os ensinamentos dogmáticos e morais da Igreja não são todos equivalentes. O ministério pastoral da Igreja não pode ser obcecado com a transmissão de um conjunto desarticulado de doutrinas a serem impostas insistentemente", completou.

Papa nega ser de direita e se abre aos divorciados e gays





Fonte: Yahoo

 Entrevista Original: Brotéria

O papa Francisco desmentiu que seja de direita em uma longa entrevista concedida à revista dos jesuítas, na qual convida a refletir sobre o papel da mulher na Igreja e a "curar as feridas" de gays e divorciados, em vez de condená-los.
Em uma longa entrevista concedida em italiano à revista Civilta Cattolica, o Papa de nacionalidade argentina falou sobre sua "forma autoritária e rápida de tomar decisões", que o levou "a ser acusado de ultraconservador" na Argentina, e da necessidade que a Igreja tem de "acompanhar as pessoas a partir de sua condição" de divorciados ou homossexuais.
"Minha maneira autoritária e rápida de tomar decisões me trouxe problemas sérios e cheguei a ser acusado de ultraconservador. Tive um momento de grande crise interior quando estava em Córdoba. Certamente não fui como a beata Imelda, mas jamais fui de direita. Foi a minha maneira autoritária de tomar decisões que me criou problemas", reconheceu.
Francisco relembrou os anos em que foi provincial (chefe) dos jesuítas na Argentina, tema que gerou polêmica no início de seu pontificado pelo fato de ter evitado se pronunciar sobre os desaparecidos durante a ditadura militar (1976-1983).
"Tinha 36 anos: uma loucura. Precisava enfrentar situações difíceis, e eu tomava as minhas decisões de forma brusca e personalista", reconheceu na longa entrevista de 27 páginas.
--- "Curar feridas, dar calor" ---
Ao analisar a situação atual da Igreja, o papa reconhece que a instituição milenar precisa de reformas e afirma que considera urgente "curar feridas", "dar calor" e "acompanhar as pessoas a partir de sua condição", o que inclui os homossexuais e os divorciados que voltaram a se casar.
"Em Buenos Aires recebia cartas de pessoas homossexuais que são verdadeiros 'feridos sociais', porque me diziam que sentiam que a Igreja os condenava. Mas a Igreja não quer isso", comentou Francisco.
"Nesta vida Deus acompanhar as pessoas e é nosso dever; acompanhá-las a partir de sua condição. É preciso acompanhar com misericórdia", insistiu.
O Papa reconheceu que a Igreja tem sido obcecada com temas como o aborto, o casamento homossexual ou o uso de anticoncepcionais.
"Não podemos continuar a insistir apenas nessas questões. É impossível. Falei muito a respeito delas e recebi críticas por isso", ressalta.
"Temos, portanto, que encontrar um novo equilíbrio, porque de outra maneira o edifício moral da Igreja corre o risco de desabar como um castelo de cartas, de perder a frescura e o perfume do Evangelho", insistiu.
"A proposta do Evangelho deve ser mais simples, mais profunda e irradiante", disse.
--- O papel da mulher na Igreja ---
A inédita entrevista foi concedida ao jesuíta Antonio Spadaro, durante três sessões em um total de seis horas durante o mês de agosto e foi publicada simultaneamente em 16 revistas da Companhia de Jesus em todo o mundo. Nela, Francisco reflete sobre o papel da mulher dentro da Igreja.
"É necessário ampliar os espaços para uma presença feminina mais incisiva na Igreja", assegura o Papa, que ressaltou que "o gênio feminino é necessário nos locais onde são tomadas decisões importantes".
"Maria, uma mulher, é mais importante que os bispos. Digo isso porque não se pode confundir a função com a dignidade", sustenta o Papa, que defende a elaboração de "uma teologia profunda da mulher".
"Enfrentamos hoje este desafio: refletir sobre o posto específico da mulher, inclusive ali onde é exercida a autoridade nos âmbitos da Igreja", ressaltou.
"Temo a solução do 'machismo com saias', porque a mulher tem uma estrutura diferente do homem", admite.
Spadaro, que confessou que entrevistar Francisco foi como estar diante de "uma espécie de fluxo vulcânico", pediu que ele se definisse.
"Sou uma pessoa desperta", mas ao mesmo tempo "bastante ingênua" [SIC! SIC! SIC!], que prefere o contato pessoal, contou o primeiro Papa jesuíta da história.

"Da Companhia de Jesus me impressionaram três coisas: seu caráter missionário, a comunidade e sua disciplina. Isso é curioso, porque sou um indisciplinado nato, nato, nato", confessou.
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