sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Milicianos da 'República Popular de Donetsk' beijam ícone de Putin. Um cristianismo adulterado, posto a serviço de uma ambição anticristã



DESTAQUE
Vladimir Putin “brinca com fogo” no leste da Ucrânia, escreveu o filósofo francês Bernard-Henri Lévy para o “The New York Times”.
“A esse mundo do crime soturno, sem estrutura ou disciplina, a esses baderneiros indômitos que só conhecem a lei da selva e constituem um novo estilo de tropa sem uma mínima ideia da guerra, cujas leis, Deus é testemunha, desconhecem em absoluto, a essa coleção heterogênea o presidente Putin entregou um arsenal aterrador, com o qual esses soldados amadores não estavam familiarizados e com o qual vêm brincando como crianças com fogos de artifício.
“A Rússia distribuiu grandes quantidades de armamento pesado aos separatistas e os treinou para utilizar o sistema de mísseis SA-11, do gênero que se acredita ter sido empregado para derrubar o voo MH 17 da Malaysia Airlines”.
Quando escreveu isso, Lévy não pensava na América Latina e no quanto certas gangues e/ou organizações criminosas de narcotraficantes ou de ideologias social-progressistas estão predispostas a tentar em nossos países análogas ‘proezas’ anárquicas, seguindo o modelo de Putin.

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Putin, o “espírito de Munique”  e a tragédia prevista em Fátima



Milicianos da 'República Popular de Donetsk' beijam ícone de Putin. Um cristianismo adulterado, posto a serviço de uma ambição anticristã.


Vladimir Putin “brinca com fogo” no leste da Ucrânia, escreveu o filósofo francês Bernard-Henri Lévy para o “The New York Times”. Lévy criou a imagem de pensador radical da esquerda chique, não podendo ser tido como um conservador ou direitista.

Na teoria Lévy não está tão longe do pensamento que justifica Putin, porém na prática está espantado com os crimes que estão sendo cometidos até com ar de "cristianismo" pelo chefe do Kremlin.

Para ele, Putin “mobilizou os piores elementos existentes na região: criminosos, ladrões, estupradores, ex-presidiários e vândalos e os transformou numa força paramilitar”.

Os comandantes que seguem as instruções de Putin devem matar ou afugentar intelectuais, jornalistas e autoridades morais em Donetsk e Lugansk, acrescenta o filósofo, que entretanto omite a perseguição anticatólica e contra todo religioso não submisso ao Patriarcado de Moscou.

Para Lévy, as milícias separatistas pró-russas constituem um exército de agitadores que toma conta e destrói prédios públicos, hospitais, escolas e prefeituras do país que pretende liberar.

Segundo o autor, Putin permitiu a consolidação de “uma verdadeira guerra de gangues”, que em certa medida ele não controla plenamente, pois umas se voltaram contra as outras numa anarquia que faz pensar nos piores momentos do caos feudal.

 
Mercenários em estado de ebriedade se gabam de matar ucranianos



“A esse mundo do crime soturno, sem estrutura ou disciplina, a esses baderneiros indômitos que só conhecem a lei da selva e constituem um novo estilo de tropa sem uma mínima ideia da guerra, cujas leis, Deus é testemunha, desconhecem em absoluto, a essa coleção heterogênea o presidente Putin entregou um arsenal aterrador, com o qual esses soldados amadores não estavam familiarizados e com o qual vêm brincando como crianças com fogos de artifício.

“A Rússia distribuiu grandes quantidades de armamento pesado aos separatistas e os treinou para utilizar o sistema de mísseis SA-11, do gênero que se acredita ter sido empregado para derrubar o voo MH 17 da Malaysia Airlines”.

Lévy tenta imaginar a gangue vitoriosa comemorando seu troféu, os oficiais russos destinados pelo Kremlin para supervisionar esses mísseis, e a consternação destes quando o autoproclamado ministro da Defesa da República de Donetsk se atribuiu a responsabilidade de abater um avião militar ucraniano que acabou sendo o MH-17.


 
Fivela de mercenário pró-Putin

O filósofo verbera com paixão a atitude dos pró-russos que deixaram os corpos das vítimas abandonados nos campos ou amontoados em vagões mal refrigerados, que exportaram para a Rússia restos possivelmente comprometedores, e pilharam os objetos de valor dos corpos das vítimas.
Quando escreveu isso, Lévy não pensava na América Latina e no quanto certas gangues e/ou organizações criminosas de narcotraficantes ou de ideologias social-progressistas estão predispostas a tentar em nossos países análogas ‘proezas’ anárquicas, seguindo o modelo de Putin.

Para o filósofo, em todo caso estamos diante de crimes contra a humanidade, resultantes de uma estratégia de guerra nova promovida pelo chefe máximo do Kremlin.

Em face dessa ofensiva que faz do crime organizado uma tropa de choque regular, o autor francês acena para a obrigação moral de tirar as consequências.

Moralmente, como pode a França, país natal de Lévy, entregar à Rússia dois porta-helicópteros da classe Mistral? Transformar-se-ão eles na ‘joias da coroa da frota russa diante da Sebastopol invadida e, quiçá, de um outro porto ucraniano?

Lévy aponta outros sinais desalentadores de claudicação na União Europeia diante do comandante da imoral ofensiva russa.

Para ele, a atitude de apaziguamento, condescendência e até bajulação de certos representantes europeus em face de Putin, se chama “espírito de Munique”.


Charmberlain, Daladier, Hitler, Mussonlini e Ciano após a assinatura do Acordo de Munique. Falso espírito de paz preludiou a pior das guerras. Obama e a UE parecem optar por análoga entrega diante de Putin.

O mesmo espírito que, em 1938, preludiou a imensa tragédia da II Guerra Mundial.

Para ele, esse espírito é um estigma.

Estigma, acrescentamos, que atrai horizontes sombrios como os de 1938 sobre os países liderados por populistas enamorados de Putin.

Esse horizonte apavorante pode ser concluído com base na história humana. Mas, se considerarmos a dimensão moral dos movimentos presentes diante de Deus, o que dizer?

Os terríveis dias futuros para os quais Nossa Senhora acenou em Fátima e o papel que neles teria a Rússia revolucionária, fazem com que a ‘manobra Putin’ ganhe toda a sua dimensão.


quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Na Venezuela, chavistas mudam ‘Pai Nosso’ para ‘Chávez nosso’



DESTAQUE


"Quando nos perguntamos que valores devemos formar e quando nos perguntamos onde devemos formar esses valores, há apenas uma resposta: devemos nos formar nos valores de Chávez no combate diário na rua, criando, construindo revolução, fazendo revolução", disse Maduro. 

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Oração foi lançada na "I Oficina de Projeto de Sistema de Formação de Partido Socialista"







Os participantes da "I Oficina de Projeto de Sistema de Formação de Partido Socialista" do governante Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) lançaram nesta segunda-feira (1º) a "Oração do delegado", a versão chavista do "Pai Nosso" que começa com a frase "Chávez nosso que estás no céu".
"Chávez nosso que estas no céu, na terra, no mar e em nós, os delegados. Santificado seja teu nome. Venha a nós teu legado para levá-lo aos povos daqui e de lá. Dai-nos hoje tua luz para que nos guie a cada dia e não nos deixes cair na tentação do capitalismo, mas livrai-nos da maldade da oligarquia, do crime do contrabando. Porque nossa é a pátria, pelos séculos e séculos. Amém. Viva Chávez", leu a delegada do partido MaríaEstrella Uribe.
A oficina, que começou na quinta-feira passada e terminou hoje, foi finalizada com a leitura da oração, assim como com a participação dos cantores e poetas que dedicaram suas peças ao falecido presidente Hugo Chávez (1999-2013) e à chamada revolução bolivariana proposta.
Acompanhado de boa parte de seu gabinete ministerial, governadores chavistas e outros funcionários, o atual presidente do país, Nicolás Maduro, fez um discurso no qual afirmou que a revolução se encontra em uma fase que "exige cada vez mais formações de valores".


"Quando nos perguntamos que valores devemos formar e quando nos perguntamos onde devemos formar esses valores, há apenas uma resposta: devemos nos formar nos valores de Chávez no combate diário na rua, criando, construindo revolução, fazendo revolução", disse Maduro.




Fonte: R7

A Revolução comunista devora os seus próprios filhos







Desestabilizar um país, executar opositores e 'companheiros de viagem' e outros cúmplices; a marca registrada da antiga e nova KGB.







sábado, 6 de setembro de 2014

Limpo como na Idade Média


DESTAQUE

O zelo pela higiene veio abaixo no século XVI, com a Renascença e o protestantismo.
A era do ensebamento começou com o fim da Idade Média e durou até o século XX, conclui Monique Closson.
Ao menos até que os movimentos hippies, ecologistas, neo-tribais, etc. voltaram a pôr na moda andar sujo , sem barbear, vestido com blue-jeans e outras peças que estão ou fingem estar em farrapos ou com manchas, que vemos todos os dias na rua, nos transportes, aulas e locais de festa!

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A higiene não é uma descoberta dos tempos modernos, mas “uma arte que o século de Luiz XIV menosprezou e que a Idade Média cultuou com amor”, escreveu a historiadora Monique Closson, autora de numerosos livros sobre a criança, a mulher e a saúde no período medieval.
No estudo de referência “Limpo como na Idade Media”, a historiadora mostra com luxo de fontes que desde o século XII são incontáveis os documentos como tratados de medicina, ervolários, romances, fábulas, inventários, contabilidades, que nos mostram a paixão dos medievais pela higiene. Higiene pessoal, da cozinha, dos talheres, etc.
As iluminuras dos manuscritos são documentos insubstituíveis onde os gestos refletem o “clima psicológico ou moral da época”.
O zelo pela higiene veio abaixo no século XVI, com a Renascença e o protestantismo.


Milhares de manuscritos, diz Closson, ilustram o costume medieval.
Bartolomeu o inglês, Vicente de Beauvais, Aldobrandino de Siena, no século XIII, com seus tratados de medicina e de educação “instalaram uma verdadeira obsessão pela limpeza das crianças”.
Eles descrevem todos os pormenores do banho do bebê: três vezes ao dia, as horas, temperatura da água, perto da lareira para não pegar resfriado, etc..


As famosas Chroniques de Froissart, em 1382, descrevem a bacia no mobiliário do conde de Flandes, de ouro e prata. As dos burgueses eram de metais menos nobres e as camponesas em madeira.
A Idade Média atribuía valor curativo ao banho, como ensinava Bartolomeu o Inglês no Livro sobre as propriedades das coisas.
Na idade adulta os banhos eram quotidianos. Os centros urbanos tinham banhos públicos quentes copiados da antiguidade romana. Mas era mais fácil tomar banho quente todo dia em casa.
Na época carolíngia os palácios rivalizavam em salas de banho com os monastérios, que muitas vezes tinham ambulatórios para doentes e funcionavam como hospitais.
Em Paris, em 1292, havia 27 banhos públicos inscritos. São Luiz IX os regulamentou em 1268.
Nos séculos XIV e XV, os banhos públicos tiveram um verdadeiro apogeu. Bruxelas, Bruges, Baden, Dijon, Digne, Rouen, Strasbourgo, Chartres… grandes ou pequenas as cidades os acolhiam em quantidade.
Eram vigiados moral e praticamente pelo clero que cuidava da saúde pública. Os hospitais mantidos pelas ordens religiosas, eram exímios e davam o tom na matéria.
Regulamentos, preços, condições, etc., tudo isso ficou registrado em abundantes documentos, diz Closson.
Dentifrícios, desodorantes, xampus, sabonetes, etc., tirados de essências naturais, são elencados nos tratados conhecidos como ervolários feitos nas abadias.
Historiadores como J. Garnier descreveram com luxo de detalhes os altamente higienizados costumes medievais.
As estações termais também eram largamente apreciadas. Flamenca, romance do século XIII faz o elogio da estação termal de Bourbon-l’Archambault. Imperadores, príncipes, ricos-homens os freqüentavam na Alemanha, Itália, Países Baixos, etc.


A era do ensebamento começou com o fim da Idade Média e durou até o século XX, conclui Monique Closson.
Ao menos até que os movimentos hippies, ecologistas, neo-tribais, etc. voltaram a pôr na moda andar sujo , sem barbear, vestido com blue-jeans e outras peças que estão ou fingem estar em farrapos ou com manchas, que vemos todos os dias na rua, nos transportes, aulas e locais de festa!
(Fonte : Monique Closson, “Propre comme au Moyen-Age”, Historama N°40, junho 1987)

Retirado do blog Gloria da idade média



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Dès le onzième siècle, Philippe-Auguste fait paver les rues de la capitale en prenant soin d’aménager une rigole pour l’évacuation des eaux usées. Vers 1370, le prévôt de Paris, Hugues Aubriot, décide la construction du premier égout voûté et maçonné, rue Montmartre. Le réseauqui se développe trop lentement est insuffisant, cinq siècles plus tard, pour traiter les cent mille mètres cubes d’eauxusées et rejetées quotidiennement par les Parisiens. Cette lacune dans l’assainissement aura une grande part de responsabilité dans l’épidémie de choléra de 1832. Vingt ans plus tard, le baron Haussmann et l’ingénieur Eugène Belgrand entreprennent la construction du réseau que nous connaissons aujourd’hui.



Abaixo, a tradução, de nossa responsabilidade:

Desde o século onze, Filipe Augusto mandou pavimentar as ruas da capital tomando o cuidado de providenciar uma vala para a evacuação das águas utilizadas. Por volta de 1370, o preboste* de Paris, Hugo Aubriot, decide construir o primeiro esgoto em arco [abóbada] e alvenaria, na rua Montmartre. A rede que se desenvolve muito lentamente é insuficiente, cinco séculos mais tarde, para tratar os cem mil metros cúbicos de águas utilizadas e despejadas quotidianamente pelos parisienses. Esta lacuna no sistema de saneamento terá uma grande parte de responsabilidade na epidemia de cólera de 1832. Vinte anos depois, o barão Haussmann e o engenheiro Eugênio Belgrand empreendem a construção da rede que nós conhecemos hoje.

* magistrado militar



quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Um triste debate sem vencedores; só perdemos nós


DESTAQUE


Só serviu para mostrar como o nosso país está pobre de lideranças políticas, falido de novas ideias e vazio de propostas

Trata-se de uma tragicomédia mambembe, que se arrasta sempre no mesmo diapasão, com ataques mútuos entre os candidatos, velhos jargões de outras campanhas, números para cá e para lá, textos de marqueteiros repetidos dos programas eleitorais, nada de novo que possa mudar o rumo da campanha eleitoral.

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Por Ricardo Kotscho

"Quem ganhou?, costumam me perguntar sempre no dia seguinte ao destes debates entre candidatos transmitidos ao vivo por redes de televisão, como se fosse fácil dar a resposta. Depois de perder mais de duas horas da minha vida, preencher 16 páginas de anotações e de lutar bravamente contra o sono, acordei nesta quarta-feira sem nenhuma vontade de escrever sobre o assunto. Me deu um sentimento misto de tristeza, fastio e vergonha alheia diante do que vi e ouvi.
Espero que nenhum estrangeiro tenha assistido a este primeiro debate entre os presidenciáveis, promovido, como de hábito, pela Rede Bandeirantes, que só serviu para mostrar como o nosso país está pobre de lideranças políticas, falido de novas ideias e vazio de propostas para nos dar alguma esperança de que algo possa mudar para melhor nas eleições de 5 de outubro, qualquer que seja o resultado.
Para responder com honestidade à pergunta que abre este texto, sou obrigado a dizer que, infelizmente, não houve vencedores, apenas derrotados: nós, os eleitores. Um debate com sete candidatos e quatro jornalistas, empregando as mesmas regras rígidas e burocráticas do século passado, é um verdadeiro massacre para quem dele participa e para quem o assiste.
Trata-se de uma tragicomédia mambembe, que se arrasta sempre no mesmo diapasão, com ataques mútuos entre os candidatos, velhos jargões de outras campanhas, números para cá e para lá, textos de marqueteiros repetidos dos programas eleitorais, nada de novo que possa mudar o rumo da campanha eleitoral.
Vou deixar de lado meu calhamaço de anotações sobre os muitos embates entre os que querem presidir o nosso país, que nada acrescentaram ao que todos já pensávamos deles antes do programa começar. Ninguém surpreendeu ninguém, ganhou ou perdeu votos. A cobertura completa pode ser encontrada aqui mesmo no R7, não preciso repetir. Para não aborrecer o leitor, limito-me a transcrever algumas conclusões a que cheguei nos intervalos do debate.
Dos sete personagens perfilados ao lado de Ricardo Boechat no palco, na verdade apenas três estão de fato disputando a eleição, desde o início da campanha: Dilma, Marina e Aécio (este cada vez com menos chances de ir ao segundo turno, como se pode ver no post anterior). Os outros só fazem figuração. Todos os nanicos juntos registraram apenas 3% no último Ibope, quer dizer, estão fora do jogo, mas fazem de conta que a candidatura deles é para valer. "Eu eleito presidente da República...", repetiu um deles à exaustão ao iniciar suas intervenções. E a gente finge que acredita.
Parece um disco quebrado. Qualquer que seja a questão, os três que buscam uma vaga no segundo turno dão um jeito de puxar o assunto para seus bordões: Dilma declama todas as realizações dos governos petistas e atribui todos os problemas da economia à crise internacional; Marina prega a reinvenção da política com um governo de união nacional, sem explicar como pretende fazer isso, e Aécio não consegue sair do discurso sobre todas as desgraças nacionais causadas pelo atual governo, sem deixar de falar das belezas promovidas por ele nas suas administrações em Minas Gerais. Ficamos nisso.
O resultado dessa chatice também foi medido pelo Ibope, que acabara de divulgar a nova pesquisa presidencial e registrou a audiência do debate: com 5% de média, a Bandeirantes ficou em quarto lugar. A cada ano, o interesse pelo programa _ e pela política _ diminui.
Vida que segue.

Fonte: R7

A BOMBA QUE O PT NÃO QUER QUE ESTOURE


DESTAQUE


Calcula-se que o desvio de dinheiro público por intermédio desses “empréstimos” é tão grande que o Mensalão será completamente esquecido por ter sido apenas um ‘roubozinho’, sem a ‘menor importância’. Lembrem-se de que os empréstimos foram feitos em moeda estrangeira, dólares, bilhões deles! Se o Brasil tiver a sorte de ter como relator da matéria um Luiz Fux ou um Gilmar Mendes, o PT estará com seus dias contados, pois o roubo é tão grande que ninguém é capaz de avaliar o quanto. Vamos torcer para que seja um desses dois ministros o relator, porque se cair nas mãos de Barroso, Toffoli, Lewandowski ou daquele gaúcho… Bom, melhor esperar pra vermos.


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Por Lourinaldo Teles Bezerra



Por iniciativa do valoroso e único parlamentar de quem se pode esperar atitudes, o STF se posicionará através de seu ministro presidente sobre o pedido do Senador Álvaro Dias (PSDB-PR) de que sejam revelados todos os meandros dos empréstimos de financiamento de obras no exterior, em especial em Cuba, Venezuela e Angola. Assim o Sen. Álvaro Dias se pronunciou sobre o caso: 

“Não se pode admitir que o governo faça empréstimos vultosos sem que aqueles que pagam impostos saibam de informações como o valor dos empréstimos, o prazo de carência para o seu resgate, taxas de juros. Não vejo outro assunto que revolte tanto a população como saber que o governo empresta dinheiro dos brasileiros para a construção de um porto em Cuba, para o metrô de Caracas, para a construção de uma hidrelétrica na Venezuela, entre outras tantas obras em países controlados por ditadores”. 

Eu, até então, desconhecia a extensão dos empréstimos e para que eles serviam nesses países. Sabe-se agora que não foi apenas para se construir o Porto de Mariel, em Cuba, que o nosso suado dinheirinho foi empregado. Enquanto São Paulo e, principalmente, Salvador sofrem com a falta de transporte via metrô, o BNDES financia completamente o metrô de Caracas. Se o ministro Joaquim Barbosa topar a parada – ele teve uma reunião fechada com o Senador tucano, ontem, a esse respeito – a coisa vai feder insuportavelmente para o lado do vigarista de Caetés. 

Calcula-se que o desvio de dinheiro público por intermédio desses “empréstimos” é tão grande que o Mensalão será completamente esquecido por ter sido apenas um ‘roubozinho’, sem a ‘menor importância’. Lembrem-se de que os empréstimos foram feitos em moeda estrangeira, dólares, bilhões deles! Se o Brasil tiver a sorte de ter como relator da matéria um Luiz Fux ou um Gilmar Mendes, o PT estará com seus dias contados, pois o roubo é tão grande que ninguém é capaz de avaliar o quanto. Vamos torcer para que seja um desses dois ministros o relator, porque se cair nas mãos de Barroso, Toffoli, Lewandowski ou daquele gaúcho… Bom, melhor esperar pra vermos. O pedido de Álvaro Dias é uma ação direta contra a Presidenta Dilma Rousseff, o ministro Mauro Borges (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) e o presidente do BNDES, Luciano Coutinho. Alvaro Dias fez seu pedido ao STF com base na Lei nº 12.527, de 2011, (Lei de Acesso à Informação) que, conforme preceitua seu art. 1º, tem a finalidade de “garantir o acesso a informações previsto no inciso XXXIII do art. 5º, no inciso II do § 3º do art. 37 e no § 2º do art. 216 da Constituição Federal”. dessa ação judicial dependerá o futuro de Rousseff e seu séquito de ladrões, incluído aí o chefão de todos: Lulalarápio da Silva!

O último mistério - o silêncio das Irmãs. Mas, ‘quem cala’…


DESTAQUE

Também eu, como outros autores, em 2006 publiquei um livro, “O quarto segredo de Fátima”, onde mostrava que faltava a parte, escrita e enviada depois, com as palavras de Nossa Senhora, que explicavam a mesma visão.

O volume que sai agora — publicação oficial do Carmelo de Coimbra, onde viveu e morreu (em 2005) a Irmã Lúcia dos Santos, a última vidente. Intitula-se “Um caminho sob o olhar de Maria” e é uma biografia da Ir. Lúcia, escrita por suas co-irmãs, com preciosos documentos inéditos da própria vidente —, de fato, é escrito a partir das cartas da Irmã Lúcia e do Diário inédito, intitulado “O meu caminho”. Impressionante, entre os episódios inéditos, é a narração de como a Irmã Lúcia superou o terror que lhe impedia de escrever o Terceiro Segredo.

A ponta da lança como chama que se desprende, toca o eixo da terra, – Ela estremece: montanhas, cidades, vilas e aldeias com os seus moradores são sepultados. O mar, os rios e as nuvens saem dos seus limites, transbordam, inundam e arrastam consigo num redemoinho, moradias e gente em número que não se pode contar, é a purificação do mundo pelo pecado em que se mergulha. O ódio, a ambição, provocam a guerra destruidora! Depois senti no palpitar acelerado do coração e no meu espírito o eco duma voz suave que dizia: – No tempo, uma só Fé, um só Batismo, uma só Igreja, Santa, Católica, Apostólica. Na eternidade, o Céu! Esta palavra Céu encheu a minha alma de paz e felicidade, de tal forma que quase sem me dar conta, fiquei repetindo por muito tempo: – O Céu! O Céu!”.

Assim lhe foi dada a força para que escrevesse o Terceiro Segredo.

O inédito (que acabei de citar) é um documento muito interessante, no qual os que se dedicam a este tema encontram facilmente a confirmação para a reconstrução histórica pela qual o Terceiro Segredo está composto de duas partes: uma, a visão, foi escrita e enviada antes, enquanto a outra – aquela que nas palavras de Nossa Senhora é o “significado” da própria visão – foi escrita e enviada sucessivamente.

É o famoso e misterioso “anexo” ao qual se referia Capovilla. É o texto ainda não publicado, onde presumivelmente está a parte que mais assustava a Irmã Lúcia. A mesma parte que assustou João XXIII (e, antes dele, Pio XII) e que Roncalli decidiu não publicar porque – como advertia – poderia ser apenas um pensamento da Irmã Lúcia e não ter origem sobrenatural [SIC! SIC! SIC!].

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Por Antonio Socci | Tradução: Fratres in Unum.com


Apareceu uma novidade no suspense acerca do “terceiro segredo de Fátima”, uma profecia que atravessa todo o século XX e parece apontar para a sua realização final.

A novidade está numa publicação oficial do Carmelo de Coimbra, onde viveu e morreu (em 2005) a Irmã Lúcia dos Santos, a última vidente. Intitula-se “Um caminho sob o olhar de Maria” e é uma biografia da Ir. Lúcia, escrita por suas co-irmãs, com preciosos documentos inéditos da própria vidente.

Antes de vê-los, precisamos recordar bem a história de Fátima. 


A HISTÓRIA DE UM SÉCULO

No inflamar-se da Grande Guerra, em 13 de maio de 1917, Nossa Senhora apareceu, no vilarejo português, a três pastorinhos.

Os jornais laicos zombavam dos “ingênuos”, desafiando a Virgem a dar um sinal público de sua presença. Ela anuncia às três crianças que dará um sinal e, na última aparição, em 13 de outubro, 70 mil pessoas vindas à Cova da Iria assistem aterrorizadas o dançar do sol no céu. Um fenômeno que no dia seguinte seria noticiado pelos jornais (também pelos anticlericais).

Na aparição de 13 de julho, Nossa Senhora tinha confiado às crianças uma mensagem para todo o mundo. Era a grande profecia sobre as décadas vindouras, se a humanidade não voltasse para Deus.

Efetivamente, tudo se cumpriu: a revolução bolchevique na Rússia, a difusão do comunismo no mundo, as sanguinárias perseguições contra a Igreja e, enfim, a segunda trágica guerra mundial.

Além disso, havia uma terceira parte daquele segredo que se deveria revelar – disse Nossa Senhora – em 1960. Chegando aquela data, João XXIII resolveu deixá-la sob segredo, porque o seu conteúdo era terrível.

Provocou, assim, uma série de hipóteses. No ano 2000, João Paulo II tornou público o texto do terceiro segredo que contém a famosa visão do “bispo vestido de branco”, com o Papa que atravessa uma cidade destruída e tantos cadáveres, e depois o martírio do Santo Padre, dos bispos, padres e fiéis.

Por muitos elementos, podia-se intuir que não continha tudo. Também eu, como outros autores, em 2006 publiquei um livro, “O quarto segredo de Fátima”, onde mostrava que faltava a parte, escrita e enviada depois, com as palavras de Nossa Senhora, que explicavam a mesma visão.

O próprio secretário de João XXIII, Mons. Capovilla, que tinha vivido tudo em primeira pessoa, numa conversa com SolideoPaolini, acenou para a existência de um misterioso “anexo”.

Pela parte eclesiástica, desmentiu-se que exista e que houvesse profecias relativas aos tempos hodiernos.



RATZINGER 2010

Mas uma clamorosa confirmação implícita veio do próprio Bento XVI, que, durante uma improvisada peregrinação a Fátima, em 13 de maio de 2010, afirmou: “Iludir-se-ia quem pensasse que a missão profética de Fátima esteja concluída”.

Acrescentou: “estão indicadas realidades que dizem respeito ao futuro da Igreja, que pouco a pouco se desenvolvem e se revelam… e, portanto, são sofrimentos da Igreja que se anunciam”.

Mas quais profecias poderiam ser encontradas naquele texto?

Estas duas frases do Papa, pronunciadas naquele discurso em Fátima, nos fazem refletir: “O homem pôde desencadear um ciclo de morte e de terror, mas não consegue interrompê-lo”. E depois: “A fé em amplas regiões da terra corre o risco de apagar-se como uma chama que não é mais alimentada”.

As palavras de Papa Bento nos fazem intuir que haja, portanto, algo a mais no Terceiro Segredo, e é dramático para o mundo e para a Igreja. Talvez seja devido àquela visita do Papa a publicação deste livro, que deixa escapar outro pedaço da verdade.

O volume, de fato, é escrito a partir das cartas da Irmã Lúcia e do Diário inédito, intitulado “O meu caminho”. Impressionante, entre os episódios inéditos, é a narração de como a Irmã Lúcia superou o terror que lhe impedia de escrever o Terceiro Segredo.



O INÉDITO 

Por volta das 16h do dia 3 de janeiro de 1944, na capela do convento, diante do sacrário, Lúcia pediu a Jesus que lhe fizesse conhecer a Sua vontade: “senti então, que uma mão amiga, carinhosa e maternal me toca no ombro”. 

É “a Mãe do Céu” que lhe diz: “Está em paz e escreve o que te mandam, não, porém, o que te é dado entender do seu significado”, querendo aludir ao significado da visão que a própria Virgem lhe tinha revelado.

Logo depois – diz a Irmã Lúcia – “senti o espírito inundado por um mistério de luz que é Deus e N’Ele vi e ouvi, – A ponta da lança como chama que se desprende, toca o eixo da terra, – Ela estremece: montanhas, cidades, vilas e aldeias com os seus moradores são sepultados. O mar, os rios e as nuvens saem dos seus limites, transbordam, inundam e arrastam consigo num redemoinho, moradias e gente em número que não se pode contar, é a purificação do mundo pelo pecado em que se mergulha. O ódio, a ambição provocam a guerra destruidora! Depois senti no palpitar acelerado do coração e no meu espírito o eco duma voz suave que dizia: – No tempo, uma só Fé, um só Batismo, uma só Igreja, Santa, Católica, Apostólica. Na eternidade, o Céu! Esta palavra Céu encheu a minha alma de paz e felicidade, de tal forma que quase sem me dar conta, fiquei repetindo por muito tempo: – O Céu! O Céu!”.

Assim lhe foi dada a força para que escrevesse o Terceiro Segredo.

O inédito que acabei de citar é um documento muito interessante, no qual os que se dedicam a este tema encontram facilmente a confirmação para a reconstrução histórica pela qual o Terceiro Segredo está composto de duas partes: uma, a visão, foi escrita e enviada antes, enquanto a outra – aquela que nas palavras de Nossa Senhora é o “significado” da própria visão – foi escrita e enviada sucessivamente.

É o famoso e misterioso “anexo” ao qual se referia Capovilla. É o texto ainda não publicado, onde presumivelmente está a parte que mais assustava a Irmã Lúcia. A mesma parte que assustou João XXIII (e, antes dele, Pio XII) e que Roncalli decidiu não publicar porque – como advertia – poderia ser apenas um pensamento da Irmã Lúcia e não ter origem sobrenatural.

É uma parte tão explosiva que ainda se continua oficialmente a negar sua existência. E a abertura de Bento XVI em 2010, que levou também à publicação deste volume, hoje fechou-se novamente.



QUEM CALA… 

Prova disso é o que aconteceu com Solideo Paolini, o maior estudioso italiano de Fátima, que, vendo as páginas deste livro que lhe enviei, escreveu ao Carmelo de Coimbra, pedindo para poder consultar as duas obras inéditas, mencionadas no volume, considerando que ali existissem mais detalhes sobre a parte em segredo.

A carta chegou ao destino (testifica-o o recibo), mas não teve resposta. Então, Paolini escreveu de novo, entrando no mérito da questão e perguntando se a Irmã Lúcia tinha alguma vez esclarecido o “significado da visão” que do Alto lhe tinha sido dado compreender, e que, naquele dia 3 de janeiro, evitou anotar, sob sugestão de Nossa Senhora: “nas obras que lhe pedi para consultar há alguma referencia a ‘algo a mais’, relativo ao Segredo de Fátima, que ainda hoje seja textualmente inédito?”.

A carta chegou em 6 de junho. Mas também esta não teve resposta. E, do mesmo modo, seria simples responder que “não”. Evidentemente, a resposta era “sim”, mas não pode ser dada, porque seria explosiva. Deste modo, calam.

Entretanto, a visão que acabo de citar remete a dois elementos que presumivelmente estariam contidos no texto inédito do Segredo: a profecia de uma terrível catástrofe para o mundo e uma grande apostasia e crise da Igreja. Uma prova apocalíptica, em cujo término – Nossa Senhora em pessoa o disse, em Fátima – “o meu Imaculado Coração triunfará”.

Bento XVI fez referência a este esperado “triunfo” em 2010: “Possam estes sete anos que nos separam do centenário das Aparições (2017) apressar o prenunciado triunfo do Coração Imaculado de Maria, para a glória da Santíssima Trindade”.

Significa que hoje, em 2014, já entramos na prova assustadora? De fato, se lermos os jornais…

Antonio Socci

Em “Libero”, 17 de agosto de 2014


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