sábado, 1 de junho de 2013

A serpente e a Ave Maria; a salvação por meio do Santo Rosário, da confissão e da comunhão (Parte II)










Anteriormente tínhamos iniciado a narração deste sonho de São João Bosco relativo ao papel da oração na nossa salvação eterna e especificamente através do rezo do Rosário. Na parte de hoje São João Bosco acrescenta o papel da confissão e comunhões frequentes — poderosos meios para nos afastar do mal.
Retomemos o relato das Memórias Biográficas de São João Bosco.

Exposta a nossos leitores — continua Dom Lemoyne — nossas pobres ideias sobre o significado da casinha de Murialdo e da árvore vista por Dom Bosco no sonho, façamos uso da Crônica de Dom Provera, que nos oferece outras diversas circunstâncias do sonho, citando algumas palavras de Dom Bosco. Diz assim:


"Em 21 de agosto, de noite, estávamos todos impacientes por ouvir a segunda parte do sonho que Dom Bosco tinha anunciado, proclamando ser de grande interesse e proveito para todos; mas, os nossos desejos não ficaram satisfeitos. Dom Bosco, como de costume, subiu à sua tribuna e disse:

—Ontem noite anunciei-lhes que hoje ia contar-lhes a segunda parte do sonho, mas, muito a meu pesar, acredito que não devo manter minha palavra.

Seguidamente, de todas as partes se elevou um murmurinho que indicava a contrariedade e o desgosto geral. O (Santo), depois de deixar que se serenassem os ânimos, prosseguiu:

— O que querem? Pensei-o ontem de noite, pensei-o hoje e convenci-me de que não é conveniente contar a segunda parte de sonho, pois contém coisas que não quereria se soubessem fora de casa. Contentem-se, pois, tirando algum proveito do que lhes disse, quando lhes narrei a primeira parte.

Ao dia seguinte, que era 22 de agosto, rogamos-lhe insistentemente que, se não queria fazê-lo em público, ao menos nos contasse em privado a segunda Parte do sonho. Resistia a condescender com nossos desejos, mas, depois de reiteradas súplicas acedeu e assegurou-nos que de noite continuaria o relato. Assim o fez. Rezadas as orações, continuou:

"Dadas suas contínuas petições, contarei a segunda parte do sonho. Se não tudo, ao menos, dir-lhes-ei aquilo que posso referir-lhes. Mas antes é necessário que assinale uma condição, ou seja, que ninguém escreva nem diga fora de casa o que vou contar. Comentem entre vocês, tomem a risada se quiserem, façam o que lhes agrade, mas só entre vocês".

Enquanto falávamos — aquele personagem e eu sobre o significado da corda e da serpente —, voltei-me para trás, e vi alguns jovens que agarrando os pedaços da carne da serpente, os comiam. Então, gritei-lhes imediatamente:

— Mas o que é o que fazem? Estão loucos? Não sabem que essa carne é venenosa e que lhes fará muito dano?

Não, não — me respondiam os jovens —, está muito boa.

Mas, depois de havê-la comido, caíam ao chão, inchavam-se e tornavam-se duros como uma pedra.

Eu não sabia quedar em paz, porque apesar daquele espetáculo, cada vez era major o número de quantos jovens comiam daquelas carnes. Eu gritava ao um e ao outro; dava bofetadas a este, um murro àquele, tentando impedir que comessem; mas era inútil. Aqui caía um, enquanto que lá começava a comer outro. Então chamei os clérigos em meu auxílio e disse-lhes que se mesclassem entre os jovens e se organizassem de maneira que nenhum comesse aquela carne. Minha ordem não obteve o efeito desejado, mas sim que alguns dos mesmos clérigos ficaram também a comer as carnes da serpente, caindo ao chão ao igual dos outros. Eu estava fora de mim quando vi a meu redor a um tão grande número de moços estendidos pelo chão no mais miserável dos estados.

Voltei-me então para o desconhecido e disse-lhe:

— Mas o que quer dizer isto? Estes jovens sabem que esta carne ocasiona-lhes a morte, e, contudo, comem-na.

— Qual é a causa?

Ele respondeu-me:

—Já sabes que animalis homo non percipit ea quae Dei sunt. (Alguns homens não percebem as coisas que são de Deus)

— Mas não há remédio para que estes jovens voltem em si?

— Sim que o há.

— E qual seria?

— Não há outro mais que a bigorna e o martelo.

— A bigorna? O martelo? E como terá que empregá-los?

— Terá que submeter aos jovens à ação de ambos os instrumentos.

— Como? Acaso devo colocá-los sobre a bigorna e logo golpeá-los com o martelo?


Então meu companheiro, explicando seu pensamento, disse:

— Olhe: o martelo significa a Confissão; a bigorna, a Comunhão; é necessário fazer uso destes dois médios.

Pus mãos à obra e comprovei que eram os indicados, remédios eficacíssimos, embora para alguns resultassem inúteis; tais eram os que não faziam boas confissões.

A confissão e a comunhão como meios para nossa perseverança e salvação eterna

‘Quando os jovens se retiraram aos dormitórios — continua Dom Provera— perguntei a (São) João Dom Bosco por que suas ordens aos clérigos, de que impedissem aos jovens comer as carnes da serpente, não tinham conseguido o efeito desejado.

O servo de Deus respondeu-me:

— Nem todos obedeceram. Pelo contrário, vi alguns dos clérigos, como já disse, comer também daquelas carnes.

Estes sonhos — continua Dom Lemoyne — representam em resumidas contas a realidade da vida. Com as palavras e com os fatos Dom Bosco reflete a realidade da vida, o estado de uma comunidade em que, em meio de grandes virtudes, também existem misérias humanas. E não terá que maravilhar-se disso, quanto mais que o vício, por sua própria natureza, tende a expandir-se mais que a virtude, daqui a necessidade de uma vigilância contínua.

Alguém poderá objetar que teria sido mais conveniente atenuar ou omitir algumas descrições um tanto irritantes; mas nosso parecer não é o mesmo.

Se a história tiver que cumprir seu nobre ofício de mestra da vida, deve descrever o passado tal é como foi em realidade, para que as gerações futuras possam animar-se ante o exemplo do ardor e da virtude dos que lhes precederam e, ao mesmo tempo, conhecer suas faltas e enganos, deduzindo deles a prudência com que devem regular os próprios atos.

Uma narração que só apresentasse um lado da realidade histórica conduziria irremediavelmente a um falso conceito da mesma. Enganos e defeitos cometidos repetidas vezes, ao não ser reconhecidos como tais, voltarão a ser a causa de novas transgressões, sem grande esperança de emenda. Uma mal entendida apologia, de nada serve aos benévolos, nem converte aos mal dispostos; em troca, uma franqueza ilimitada engendra crédito e confiança.

Portanto, nós, ao expor nossa maneira de pensar, diremos, além disso, que Dom Bosco deu do sonho as explicações mais adequadas às inteligências dos jovens, deixando entrever outras de não menor importância, não as apresentando com toda claridade, porque não acreditou que era chegado o momento oportuno para fazê-lo. Em efeito: nos sonhos veem que o (Santo) fala não somente do presente, mas também do futuro longínquo, como acontece no (sonho) da roda e em outros que iremos expondo.

As carnes podres do monstro não poderiam significar o escândalo que faz perder a fé; a leitura dos livros imorais, irreligiosos? O que indicam a queda ao chão, o inchaço, a dureza dos membros, a não ser a desobediência ao superior, a soberba, a obstinação no mal, a malícia?

O veneno é o mesmo com que poluiu aquela comida maldita o dragão descrito por Jó no capítulo XLI, que asseguram os Santos Padres ser figura de Lúcifer. O versículo 15 de dito capítulo, diz assim: ‘Seu coração é duro como a pedra, sólido como a mó fixa de um moinho’. E, nisso, transformasse o coração dos miseráveis envenenados, dos rebeldes obstinados no mal.

E qual será o remédio contra tal dureza? (São) João Dom Bosco emprega um símbolo um tanto escuro, mas que em substância assinala um remédio sobrenatural. Ocorre-nos esta explicação: É necessário que a graça santificante, obtida mediante a oração e com os sacrifícios dos bons, acenda os corações endurecidos e os faça maleáveis; que os dois Sacramentos, isto é, o martelo da humildade (confissão) e a bigorna da Eucaristia sobre o qual o ferro recebe uma forma decisiva, artística, para que depois de ser temperada, possa exercer sua eficácia divina.

Que o martelo que golpeia, e a bigorna que sustenta, concorram a realizar a obra que em nosso caso, não é outra que a reforma do coração enfermo, mas dócil ao mesmo tempo. Será, então, quando este, rodeado de um nimbo de esplêndidos raios de luz, voltará a ser o que fora em outro tempo.


(M. B. Volume VII, págs. 238-239)

Líder branca afirma que guerra com indígenas está sendo insuflada







Senadora branca segue linguajar indigenista e trirracialismo petista



A senadora branca Kátia Abreu (PSD-TO) afirmou terça-feira (21) que está havendo uma guerra artificial entre brasileiros brancos e brasileiros indígenas “insuflada por determinados organismos”.

Sem fazer referência à população mestiça, que constitui a maioria dos expulsos nas criações de terras exclusivas para indígenas pelo governo federal, a senadora, adotando o linguajar indigenista e petista, lamentou o desamparo dos brancos por órgãos públicos, “Nós estamos vivendo um conflito artificial, em que não temos a proteção da Justiça. O Ministério da Justiça, pelo visto, só faz justiça aos brasileiros índios. Quem fará justiça aos brasileiros brancos que também trabalham por este País?! A Funai protege os índios, o Cimi protege os índios, o Ministério Público protege os índios. Quem é que vai proteger os produtores rurais?”

Reduzindo o problema da implantação de apartheid racial e étnico no Brasil a uma simples questão monetária, a senadora propôs, ”Se o Governo Federal quiser dar terra para os índios, não há nenhum problema: compre as terras, desaproprie terras dos produtores, de quem quer que seja; pode dar o Brasil inteiro. Mas compre; desaproprie e pague; indenize quem é o dono da terra”.

A senadora criticou a atuação do Ministério da Justiça no caso Suiá Missu, ”Eu queria que o Sr. Ministro Eduardo Cardozo, da Justiça, tivesse o mesmo senso de justiça que teve com as quatro mil famílias da Fazenda Suiá Missu. Mas eram brancos!”

Para a senadora branca, “A única coisa que iguala todos – brancos, negros, índios; pobres e ricos – é a legislação.”

Nós estamos vivendo um conflito artificial, em que não temos a proteção da Justiça. O Ministério da Justiça, pelo visto, só faz justiça aos brasileiros índios. Quem fará justiça aos brasileiros brancos que também trabalham por este País?! A Funai protege os índios, o Cimi protege os índios, o Ministério Público protege os índios. Quem é que vai proteger os produtores rurais?”

SPA NÃO ADOPTA O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO




Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico. Leia, assine e divulgue!

 


SPA - Sociedade Portuguesa de Autores continuará a utilizar a norma ortográfica antiga nos seus documentos e na comunicação escrita com o exterior, uma vez que o Conselho de Administração considera que este assunto não foi convenientemente resolvido e se encontra longe de estar esclarecido, sobretudo depois de o Brasil ter adiado para 2016 uma decisão final sobre o Acordo Ortográfico e de Angola ter assumido publicamente uma posição contra a entrada em vigor do Acordo.

Assim, considera a SPA que não faz sentido dar como consensualizada a nova norma ortográfica quando o maior país do espaço lusófono (Brasil) e também Angola tomaram posições em diferente sentido. Perante esta evidência, a SPA continuará a utilizar a norma ortográfica anterior ao texto do Acordo, reafirmando a sua reprovação pela forma como este assunto de indiscutível importância cultural e política foi tratado pelo Estado Português, designadamente no período em que o Dr. Luís Amado foi ministro dos Negócios Estrangeiros e que se caracterizou por uma ausência total de contactos com as entidades que deveriam ter sido previamente ouvidas sobre esta matéria, sendo a SPA uma delas. Refira-se que também a Assembleia da República foi subalternizada no processo de debate deste assunto.

O facto de não terem sido levadas em consideração opiniões e contributos que poderiam ter aberto caminho para outro tipo de consenso, prejudicou seriamente todo este processo e deixa Portugal numa posição particularmente embaraçosa, sobretudo se confrontado com as recentes posições do Brasil e de Angola.
Lisboa, 9 de Janeiro de 2013
*  *  *

Considerem que esta é a bofetada que eu há muito queria dar a um grupo de parvalhões que nem sequer sabem falar português. Muito menos imaginam que a origem da nossa língua está na Velha Europa...somos Latinos.

E em latim escreve-se: Actor, Baptismus, Selection, etc...

Bem hajam SPA por serem Portugueses.

A decisão da Sociedade Portuguesa de Autores pode ser considerada a sentença de morte do aborto do (des)acordo ortográfico que gente com pouca cultura e quase exclusivamente movida por intuitos políticos resolveu instituir.

Pelos vistos o tiro saiu-lhes pela culatra. Há por isso que festejar a decisão da SPA com garrafa de espumante... com um preço a condizer com a crise e continuar com a grafia antiga.

Considera a SPA que não faz sentido dar como consensualizada a nova norma ortográfica quando o maior país do espaço lusófono (Brasil) e também Angola tomaram posições em diferente sentido.

Perante esta evidência, a SPA continuará a utilizar a norma ortográfica anterior ao texto do Acordo, reafirmando a sua reprovação pela forma como este assunto de indiscutível importância cultural e política foi tratado pelo Estado Português, designadamente no período em que o Dr. Luís Amado foi ministro dos Negócios Estrangeiros e que se caracterizou por uma ausência total de contactos com as entidades que deveriam ter sido previamente ouvidas sobre esta matéria, sendo a SPA uma delas.

Refira-se que também a Assembleia da República foi subalternizada no processo de debate deste assunto.

O facto de não terem sido levadas em consideração opiniões e contributos que poderiam ter aberto caminho para outro tipo de consenso, prejudicou seriamente todo este processo e deixa Portugal numa posição particularmente embaraçosa, sobretudo se confrontado com as recentes posições do Brasil e de Angola.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

A serpente e a Ave Maria - a salvação por meio do Santo Rosário, da confissão e da comunhão (Parte I)












Em sua crônica particular, escreve Dom Provera, em dia correspondente à última semana de agosto:

"(São) João Bosco [D. Bosco] teve nova prova a respeito dos contínuos assaltos promovidos pelo demônio contra as almas. Também dos prejuízos que ocasiona e da necessidade de empregar-se em contínuas batalhas para rechaçá-lo e arrancar-lhe as vítimas.
Militia est vita hominum super terram. (Nesta Terra, a vida do homem é uma batalha contínua.)

Uma centena de alunos tinha retornado de casa para preparar-se, depois dos exames [de segunda época], ao novo curso escolar.

Em 20 de agosto de 1862, depois de rezadas as orações da noite e de dar alguns avisos relacionados com a ordem da casa, o bom pai disse:

Quero contar-lhes um sonho que tive faz algumas noites.

Talvez, trate-se da noite precedente à festividade da Assunção — observa Dom Lemoyne.


Sonhei que estava em companhia de todos os jovens em Castelnuovo do Asti, na casa de meu irmão. Enquanto todos faziam recreio, vem para mim um desconhecido e convida-me a acompanha-lo. Eu o segui e conduziu-me a um prado próximo ao pátio e ali me indicou, entre a relva, uma enorme serpente de sete ou oito metros de longitude e de uma grossura extraordinária. Horrorizado ao contemplá-la, quis fugir.

— Não, não, — disse-me meu acompanhante —; não fujas; vem comigo.

— Ah! — exclamei —, não sou tão néscio para me expor a tamanho perigo.

— Então — continuou meu acompanhante —, aguarda aqui.


E seguidamente foi em busca de uma corda e, com ela na mão, voltou novamente junto a mim, e disse-me:


— Tome esta corda por uma ponta e sujeite-a bem; eu agarrarei o outro extremo e me colocarei na parte oposta, e assim a manteremos suspensa sobre a serpente.

— E depois?

— Depois a deixaremos cair sobre a espinha dorsal.

— Ah! Não; por caridade. Pois ai de nós se o fizermos! A serpente saltará enfurecida e nos despedaçará.

— Não, não; deixe-me a mim — acrescentou o desconhecido —, eu sei o que faço.

— De maneira nenhuma; não quero fazer uma experiência que me pode custar-me a vida.


E já me dispunha-me a fugir, quando o tal insistiu de novo, assegurando-me que não havia nada que temer; e tanto me, disse que fiquei no mesmo lugar, disposto a fazer o que me dizia.

Ele, entretanto, passou do outro lado do monstro, levantou a corda e com ela deu uma chicotada sobre o lombo do animal. A serpente deu um salto voltando a cabeça para trás para morder ao objeto que a tinha ferido, mas em lugar de cravar os dentes na corda, ficou enlaçada nela mediante um nó corrediço. Então o desconhecido gritou-me:


— Sujeite bem a corda, sujeite-a bem, que não se lhe escape.


E correu a um pé de pera que havia ali perto e atou a seu tronco o extremo que tinha na mão; correu depois para mim, agarrou a outra ponta e foi amarrá-la à grade de uma janela.

Enquanto isso, a serpente agitava-se, movia-se em espirais e dava tais golpes com a cabeça e com sua cauda no chão, que suas carnes rompiam-se saltando em pedaços a grande distancia. Assim continuou enquanto teve vida; e, uma vez que morreu, só ficou dela o esqueleto descascado e sem carne.

Então, aquele mesmo homem desatou a corda da árvore e da janela, recolheu-a, formou com ela um novelo e disse-me:


— Presta atenção!

Colocou a corda em uma caixinha, fechou-a e depois de uns momentos a abriu. Os jovens tinham ido a meu redor. Olhamos o interior da caixa e ficamos maravilhados. A corda estava disposta de tal maneira, que formava as palavras: Ave Maria!


— Mas como é possível? — disse —. Você colocou a corda na caixinha à boa de Deus e agora aparece dessa maneira.

— Olhe — disse ele —: a serpente representa o demônio e a corda a Ave Maria, ou melhor, o Santo Rosário, que é uma série de Ave-Marias, com as quais podemos derrubar e vencer, destruir a todos os demônios do inferno.

Até aqui — concluiu (São) João Dom Bosco — vai a primeira parte do sonho. Há outra, uma segunda parte, mais interessante para todos. Mas já é tarde e por isso a contaremos amanhã de noite. Enquanto isso, tenhamos presente o que disse aquele desconhecido, a respeito da Ave Maria e do Santo Rosário. Rezemos devotamente ante qualquer assalto da tentação, seguros de que sairemos sempre vitoriosos”.




O Santo Rosário devoção que Nossa Senhora deu para o triunfo da cruzada contra os cátaros









O Rosário é uma série de orações, acompanhadas de meditação em honra da Santíssima Virgem. Chama-se Rosário porque é como uma coroa de rosas que se oferece a Maria. A oração principal do Rosário é a Ave Maria.

O Rosário tem por autor S. Domingos, fundador da Ordem dos Pregadores ou Dominicanos.

O uso de honrar a Maria rezando repetidas vezes o Padre Nosso, a Ave Maria e o Glória Patri foi inaugurada no século V por Santa Brígida, abadessa de um mosteiro de beneditinas na Irlanda. Para facilitar tal prática, sujeitando a uma ordem invariável as orações que a compunham, Santa Brígida serviu-se de contas de diferentes tamanhos, enfileiradas em forma de coroa.

São Domingos, aperfeiçoando esse terço de acordo com as indicações de Maria, formou o Rosário tal qual hoje existe.

No século XV, tendo decaído o uso do Rosário, pela desgraça dos tempos, Deus suscitou o Bem-aventurado Alain de la Roche, dominicano bretão, para restabelecê-lo em todo o seu brilho.

Segundo vários documentos pontifícios, S. Domingos teve sobre o Rosário uma revelação particular de Maria, por volta do ano 1206.


Os albigenses eram assim chamados porque eram numerosíssimos na parte da província do Languedoc chamada Albi. Formavam uma seita na qual se praticavam monstruosidades.

Admitiam dois princípios, o bem e o mal, não acreditavam nas Escrituras, nem no batismo das crianças, nem no matrimônio; não queriam nem templos, nem bispos nem padres, e negavam a verdade do sacrifício da Missa.

Seus costumes eram corruptos, e sua ignorância extrema.

Animados pelo Conde de Tolosa e por grande número de nobres, os albigenses quebravam as cruzes, queimavam as igrejas, matavam sacerdotes e revoltavam-se contra qualquer autoridade eclesiástica.

Para conter essa torrente devastadora, a Igreja tratou de converter à Fé essas almas transviadas e mandou-lhes missionários, entre outros Dom Diego, Bispo de Osma (na Velha Castela), e seu arcebispo Domingos de Gusmão, tão célebre depois sob o nome de São Domingos.

Esses homens apostólicos puseram mãos à obra, com ardor, mas seu zelo teve pouco êxito. Aflitíssimo pela esterilidade de seus esforços, Domingos dirigiu-se à Mãe de Deus, que tinha o poder de destruir as heresias. Suplicou, conjurou até com lágrimas, para que esta boa Mãe o auxiliasse e lhe inspirasse o meio de vencer a obstinação desses fanáticos.

Maria ouviu a oração de seu servo e lhe apareceu. De acordo com a tradição, a aparição se deu em Castelnauday, numa aldeia chamada Prouille.

Ela o consolou e lhe disse: "Meu filho Domingos, aprenda isto: o meio empregado pela Santíssima Trindade para reformar o mundo foi a Saudação Angélica. Portanto, se quiser converter esses corações empedernidos, pregue-a segundo o modo que vou ensinar-lhe". Indicou então a organização do Rosário, composto de 3 terços, ou 15 dezenas, a cada qual corresponde um mistério de nossa Fé.

Com esta poderosíssima arma Domingos pregou outra vez, com novo ardor. Ensinou a Fé, propagou a devoção do Rosário, e os frutos da conversão se multiplicaram com prodigiosa rapidez.

Os progressos dessa devoção foram tais, que cinqüenta anos depois da aparição de Maria milhares de hereges tinham voltado para o seio da Igreja e milhares de pecadores tinham abraçado a penitência.

Durante a sua vida, o próprio São Domingos converteu mais de cem mil almas, segundo dizem autores do tempo.

Tal é a origem da preciosa devoção do Rosário, baseada em tantos testemunhos, autorizada por tantos milagres, honrada pela Igreja com tantos privilégios e continuamente aprovada pelo Céu com um sem número de graças, que Deus gosta de distribuir entre os que a praticam.

Milagres de São Domingos com o terço




Milagres obtidos por meio do Santíssimo Rosário, transcritos por São Luís Maria Grignion de Montfort.

Certa vez, São Domingos pregava a devoção do Rosário em Carcassone. Um herege zombava do Rosário e dos milagres, o que impedia a conversão dos hereges. Deus permitiu, para castigá-lo, que 15.000 demônios se apossassem dele. Seus parentes o levaram a São Domingos, para livrá-lo dos demônios.

O Santo insistiu para que todos rezassem o Rosário em voz alta. A cada Ave Maria a Santíssima Virgem fazia sair 100 demônios do corpo desse herege, em forma de carvões acesos.

Depois que foi curado, abjurou todos os seus erros e converteu-se, juntamente com outros amigos seus, tocados com a força do Rosário.

A recompensa para aqueles que por seu exemplo atraem outros a esta devoção é enorme. O Rei Afonso, de Leão e Galícia, desejando que todos os criados louvassem a Ssma. Virgem Maria com esta devoção, usava ostensivamente o Rosário, porém ele mesmo não rezava. No entanto, todos os súditos rezavam. Caindo em grave enfermidade, e quando todos o acreditavam morto, foi transportado em espírito ao terrível tribunal de Cristo. Viu ali todos os demônios, que o acusavam de seus crimes e pecados.




Quando já pensava estar condenado, apareceu a Ssma. Virgem Maria em seu favor. Trouxeram então uma balança, onde de um lado foi colocado todo o peso de seus pecados.

No entanto Nossa Senhora colocou no outro lado o enorme rosário que ele carregava na cintura, e este pesava bem mais do que os pecados.

Nossa Senhora disse-lhe então: "Obtive isto de meu bom Filho. Como recompensa pelo pequeno serviço que fizeste, carregando na cintura o Rosário, a tua vida será por alguns anos prolongada. Emprega-os bem e faze penitências".

O rei, voltando a si, disse: "Oh! Bendito o Rosário, que me livrou das penas eternas". Passou o resto da vida com grande devoção ao Rosário, rezando-o todos os dias.

D. Pero, primo de São Domingos, levava uma vida muito devassa. Sabendo que muitos ouviam os sermões de seu santo primo, resolveu ouvi-lo também. Ao vê-lo, durante o sermão, S. Domingos empenhou-se para fazer ver ao primo o estado lamentável em que este se encontrava. Empedernido no pecado, não se converteu.




No dia seguinte, São Domingos vendo-o entrar novamente, para tocar seu coração endurecido resolveu fazer algo de extraordinário. E gritou em alta voz: "Senhor Jesus, fazei ver a todos desta igreja o estado em que se encontra este homem que acaba de entrar".

Os fiéis, voltando-se para D. Pero, viram-no rodeado de uma multidão de demônios em formas de animais horríveis, que o prendiam a correntes de ferro. Horrorizados, tentaram fugir, mas, impedidos por S. Domingos, permaneceram na igreja.

Ele então prosseguiu: "Conhece, desgraçado, o deplorável estado em que te encontras. Ajoelha-te aos pés da Ssma. Virgem, toma este Rosário e reza-o com arrependimento e devoção, e muda a tua vida".

Ele se pôs de joelhos, rezou o Rosário e sentiu o desejo de confessar-se. O Santo o atendeu em confissão e instou-o a rezar o Rosário todos os dias. Na saída, da cara assustadora com que antes entrara, nem resquícios havia. Pelo contrário, brilhava como a de um anjo. E assim morreu.

Em Roma havia uma fervorosa senhora cuja piedade edificava até os mais austeros monges. Certa vez foi confessar-se com S. Domingos, que lhe impôs como penitência rezar um Rosário, e depois aconselhou-a rezá-lo todos os dias de sua vida. Ela resmungou que rezava muitas outras orações, que não gostava do Rosário, e que já fazia muitas penitências.




São Domingos insistiu até que, irritada, ela saiu do confessionário. Um dia, estando em oração, ela foi arrebatada em êxtase, e sua alma foi obrigada a comparecer diante do supremo Juiz. São Miguel apresentou uma balança, onde de um lado colocou todas as suas penitências e outras orações, e de outro lado seus pecados e imperfeições.

O prato das boas obras não conseguiu contrabalançar o outro. Alarmada, recorreu a Nossa Senhora, pedindo misericórdia. A Ssma. Virgem colocou sobre a balança das boas obras um único Rosário, que ela havia rezado por penitência. Foi tão grande o peso, que venceu o dos pecados. Foi repreendida pela Ssma. Virgem, por não haver seguido o conselho do seu servidor Domingos, de rezar o Santo Rosário todos os dias.

Quando voltou a si, foi ajoelhar-se diante de S. Domingos, contou o ocorrido, pediu-lhe perdão pela sua incredulidade e prometeu rezar o Rosário todos os dias. Chegou por este meio à perfeição cristã, à glória eterna.

São Domingos, ao visitar Santa Branca de Castela, Rainha de França casada havia doze anos, mas ainda sem filhos, aconselhou-a a rezar o Rosário. Ela assim o fez, e nasceu Felipe, seu primogênito, que cedo morreu. Além de redobrar as orações, ela distribuiu rosários por todo o Reino. Deus a cumulou de graças, e no ano de 1215 veio ao mundo São Luís, glória da Cristandade e modelo dos reis católicos.

Absurdo - JMJ usa funk para ‘Evangelizar’






O autor da letra, Thiago Pigozzo, explica que o objetivo é atrair o público para a Jornada Mundial da Juventude, que acontece de 23 a 28 de julho. 

Pergunta-se: esse gênero de depravação mental e moral pode levar alguém à verdadeira prática da Religião Católica?

Quais os indivíduos que se deixarão atrair por essa propaganda lasciva e deletéria?





Fonte: Catolicidade

MC Luiza e Thiago Pigozzo protagonizam o clipe (Foto: Divulgação/ Wanderson Chan)



O hit do funk  “Show das poderosas” ganhou uma versão católica. Se na letra cantada pela MC Anitta, elas “descem e rebolam”, na adaptação cristã, são os “jovens que oram”.  A versão produzida por um grupo católico de Casimiro de Abreu, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, ganhou as redes sociais após a postagem do vídeo no YouTube.  O autor da letra, Thiago Pigozzo, explica que o objetivo é atrair o público para a Jornada Mundial da Juventude, que acontece de 23 a 28 de julho. 

“Com a onda de flash mob, nós fomos às escolas dançar músicas religiosas para divulgar o evento Bote Fé. Isso fez com que muita gente fosse ao evento. Nós fomos comemorar o sucesso numa pizzaria e pensamos em fazer um vídeo pra internet. Na mesma hora, o celular de uma amiga tocou e quando eu ouvi a letra: Prepara, agora, é hora, na minha cabeça eu já pensei, que essa música podia colar. Corremos pra uma praça pra fazer a letra e eu terminei em casa”, contou Pigozzo, que canta no clipe, e coordena o grupo de dança Renasdance.

A letra diz que eles querem salvar almas. mas eu pergunto : como é possível salvá-las usando a carnalidade do funk, pondo moças com calças apertadíssimas e coladíssimas rebolando ?????? 

Parece-me impossível !!


Confira o funk da JMJ







*** *** ***



Também a grande imprensa se ocupou do assunto.

Ver abaixo:



Fonte: O Globo


'Show das poderosas' vira 'show da JMJ' em versão religiosa na web

Letra e coreografia de MC Anitta foram adaptadas por jovens do RJ.
Versos 'descem e rebolam' viraram 'jovens que oram' em versão católica.


Sucesso nos bailes funk, o hit “Show das poderosas” ganhou uma versão católica. Se na letra cantada pela MC Anitta, elas “descem e rebolam”, na adaptação cristã, são os “jovens que oram”.  A versão produzida por um grupo católico de Casimiro de Abreu, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, ganhou as redes sociais após a postagem do vídeo no YouTube.  O autor da letra, Thiago Pigozzo, explica que o objetivo é atrair o público para a Jornada Mundial da Juventude, que acontece de 23 a 28 de julho.

 “Com a onda de flash mob, nós fomos às escolas dançar músicas religiosas para divulgar o evento Bote Fé. Isso fez com que muita gente fosse ao evento. Nós fomos comemorar o sucesso numa pizzaria e pensamos em fazer um vídeo pra internet. Na mesma hora, o celular de uma amiga tocou e quando eu ouvi a letra: Prepara, agora, é hora, na minha cabeça eu já pensei, que essa música podia colar. Corremos pra uma praça pra fazer a letra e eu terminei em casa”, contou Pigozzo, que canta no clipe, e coordena o grupo de dança Renasdance.

Duas semanas e R$ 170 foram o suficiente para a produção do vídeo. "Pagamos o estúdio para gravar a música e o transporte da equipe. O restante ficou por conta de um produtor amigo nosso que acreditou na gente e abraçou a ideia. Ele não é religioso, mas garantiu que o vídeo ia bombar", explicou Thiago. Durante seis horas seguidas, 25 jovens dançaram o batidão gospel. Um dos dançarinos do clipe, Hugo Gabriel Gadelha, 18 anos, diz que esta foi a primeira vez que uma letra de funk, tão conhecida pela arte de “sensualizar”, serviu de base para o grupo.

"A nossa ideia foi simplesmente aliar a música que está no auge junto com o evento que está no auge. Isso tem que dar certo”, fala Hugo, que é coordenador do grupo jovem Renascer, da Paróquia Nossa Senhora da Saúde. [SIC! SIC! SIC!]


No que depender do grupo, que virá num ônibus com 45 jovens para o Rio de Janeiro, no mês de julho, a versão cristã do "Show das poderosas" será a canção da JMJ. O autor Thiago Pigozzo pretende adaptar a letra para os idiomas inglês e espanhol, para chegar a mais jovens na internet e facilitar a cantoria dos estrangeiros que vêm ao Brasil para ver o Papa Francisco.

MC Luiza e Thiago Pigozzo protagonizam o clipe (Foto: Divulgação/ Wanderson Chan) Batidão gospel

Funk na igreja

A cover de Anitta é bem mais recatada que a original, e atende pelo nome de MC Luiza. A menina de 16 anos confessou que ficou tímida com a gravação. "Eu me senti um pouco tímida, mas depois me senti até um pouco artista. O problema é que o clipe dela é muito sensual e a letra também, ficamos preocupados com isso. Mas a ideia não era copiar, mas adaptar para um outro lado", fala a garota.

Thiago admite que o funk e a melodia da música mais tocada nas rádios vão ajudar na repercussão. "O início da música é perfeito para nós e para o momento que a Igreja Católica vive, um momento de preparação. Nós estamos ansiosos para começar a JMJ. O intuito é divulgar para que os jovens se preparem porque o evento tem que bombar. A gente quer atingir a todos os jovens, até o público que não está dentro das igrejas. E o Rio de Janeiro é funk, o funk é jovem e jovem é Jornada, e porque não unir tudo isso? Não adianta nos isolarmos do mundo, nós estamos no mundo e precisamos ser santos nele. Queremos impactar", explica o rapaz. [SIC! SIC! SIC!]
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