segunda-feira, 10 de junho de 2013

SEBASTIÃO NERY – ‘NÃO HÁ INDIO IANOMÂMI’




“Tudo isso está documentado no livro ‘A Farsa Ianomâmi’, do coronel Carlos Alberto Menna Barreto, em trabalhos do coronel Gelio Fregapani e em artigo do almirante Gama e Silva: ‘Ianomâmi? Quem? 
A AMEAÇA 
Para que a perda de nossos territórios se torne também “de direito” basta que nações mandem os índios, que já controlam através de ONGs, entidades religiosas, etc., proclamarem-se “cidadãos de países independentes” através da “independência” de países inventados, apoiados externamente.


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Anteontem, postei um artigo sobre o problema indígena no Brasil e os interesses das grandes potências sobre a Amazônia brasileira. Sugiro a sua leitura. Nele, abordei a interferência formal e documentada do governo norte-americano na criação da área Yanomami.

Hoje, li um bom texto sobre esses índios de autoria do decano jornalista Sebastião Nery. Foi postado em 25 de maio no blog “de um sem mídia” (ver lista “recomendamos”).

Sebastião Nery é advogado, professor de Latim e Português, nascido em 1932, jornalista há 52 anos. Foi adido cultural do Brasil em Roma entre 1990 e 91, e em Paris entre 1992 e 93. Atualmente, escreve uma coluna diária publicada em jornais de 20 estados.

Antes de transcrever o artigo de Sebastião Nery, este blog faz uma ressalva. Mesmo que estudos posteriores aos dos cientistas citados no seu texto tenham demonstrado a existência de esparsos índios Yanomamis, isto não invalida os conceitos por ele apresentados, de imposição de atos oficiais no Brasil por interesses estrangeiros.

Até hoje, não há sustentação para a opinião de que eles formam uma grande “Nação” binacional (sobre o Brasil e a Venezuela) organizada sobre aquele imenso território, maior que a Áustria ou Portugal somente na parte sobre o território brasileiro.

Também, a demonstração da existência desses índios não invalidaria os exemplos de Sebastião Nery quanto às fortíssimas ingerências externas para a criação de extensas áreas indígenas em regiões estratégica e economicamente importantes da Amazônia, citadas no texto a seguir e já comprovadas no artigo de 28 de maio deste blog.

Nessas iniciativas das grandes potências, há claras evidências de preparação de ações mais graves num futuro não tão distante, com risco de reais perdas territoriais para o Brasil.

“NÃO HÁ ÍNDIO IANOMÂMI”

“Em abril de 91, o príncipe Charles, da Inglaterra, aquele que trocou a deusa Diana pela bruxa Camila, promoveu, a bordo do iate real inglês Brittania, ancorado no rio Amazonas, um seminário de dois dias.

Estavam lá David Triper, ministro do Meio Ambiente da Inglaterra, William Reilly, diretor da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, Carlo Ripa di Meana, coordenador do Meio Ambiente da Comunidade Européia, Robert Horton, presidente da Britsh Petroleum, e o ministro brasileiro José Lutzenberger, do Meio Ambiente (governo Collor).

No dia 15 de novembro de 91, o ministro da Justiça, Jarbas Passarinho, assinou a portaria 580, criando a Reserva Indígena dos Ianomâmis: uma área contínua de 91 mil quilometros quadrados, na fronteira de Roraima e do Amazonas com a Venezuela.

PRÍNCIPE CHARLES

No começo de 2000, quando a população de Roraima se insurgiu contra a criação, em área contínua, da Reserva Indígena Raposa-Serra do Sol, o príncipe Charles, aquele que trocou a divina Diana pelo fantasma Camila, visitou a Guiana, onde participou da inauguração da “reserva ambiental” de Iwokrama, com 400 mil hectares, na região do rio Rupunini.

O secretário do Ministério de Relações Exteriores inglês, Paulo Taylor, e o secretário da embaixada britânica no Brasil, John Pearson, estiveram em Roraima “para conhecer de perto a realidade indígena”.

Em 15 de abril de 2005, o governo Lula assinou a criação, em terras contínuas, da Reserva Indigena Raposa-Serra do Sol: 1,75 milhão de hectares, cuja constitucionalidade o Supremo Tribunal está julgando.

Agora, o mesmo Charles, o príncipe cego, convidou governadores e parlamentares da Amazônia para uma “segunda rodada sobre a Amazônia” em Londres. O que eles querem? Fincar uma estaca inglesa na Amazônia.

CURT NIMUENDAJÚ

Do embaixador Adriano Benayon, recebo estudo sobre a gula externa pela Amazônia, com uma pesquisa do professor Mario Drumond:

“Consultei o “Mapa Etno-Histórico de Curt Nimuendajú” (IBGE/ MEC - edição de 1981), considerado exaustivo como estudo científico das tribos, etnias, migrações e populações índígenas no Brasil, e verifico que não se registra nele nenhuma tribo chamada “ianomami”, nem com I nem com Y, e nem com qualquer tipo de semelhança nominal ou ortográfica.

Significa, portanto, que não existe e nunca existiu tal tribo.

Os estudos e pesquisas do naturalista e etnólogo alemão Curt Unkel (que adotou o nome indígena de Curt Nimuendajú), realizados no Brasil ao longo de 40 anos (1905 e 1945) de ininterruptos trabalhos de campo, relacionam nominalmente, mapeiam (inclusive as migrações e perambulações) e comprovam cientificamente a existência de mais de 1.400 tribos indígenas de diferentes etnias em todo o território brasileiro, com ênfase na Amazônia e países fronteiriços a oeste e norte do Brasil. É considerado o mais importante e minucioso estudo jamais realizado em qualquer parte do mundo sobre as populações indígenas amazônicas”.

A FARSA

“A “nação indígena inomami” é uma patifaria, uma ficção histórico-indígena que vem se criando e desenrolando em conivência com interesses apátridas e antinacionais. Não existem índios inanomamis. Os que estão na “reserva” foram levados por ONGs controladas e financiadas por entidades estrangeiras, com a ajuda da FUNAI, a partir dos anos 70”.

“Tudo isso está documentado no livro ‘A Farsa Ianomâmi’, do coronel Carlos Alberto Menna Barreto, em trabalhos do coronel Gelio Fregapani e em artigo do almirante Gama e Silva: ‘Ianomâmi? Quem?

A AMEAÇA

Para que a perda de nossos territórios se torne também “de direito” basta que nações mandem os índios, que já controlam através de ONGs, entidades religiosas, etc., proclamarem-se “cidadãos de países independentes” através da “independência” de países inventados, apoiados externamente.

Fantasia? Leiam a “Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas”, aprovada dias atrás pela ONU, inclusive com o voto do Brasil. É da maior gravidade, sobretudo se o Congresso aprovar e incorporar à Constituição, conforme o art. 5º, parágrafo 3º, da emenda nº 45, de 2004 :

“Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos, que forem aprovados, em cada casa do Congresso, em dois turnos, por 3/5 dos votos, serão equivalentes às emendas constitucionais”

AUTONOMIA E GOVERNOS

A “Declaração” tem 46 artigos, uma ameaça ao país. Por exemplo:

Art. 4: “Os povos indígenas, no exercício de seu direito de livre determinação, têm direito à autonomia (sic) ou ao autogoverno (sic)... a reforçar suas instituições políticas, jurídicas, econômicas, sociais, culturais”

Art. 9: “Os povos indígenas têm direito a pertencer a uma comunidade ou nação (sic) indígena”.

Art. 26: “Os povos indígenas têm direito às terras, territórios e recursos que tradicionalmente tenham possuído, ocupado ou utilizado”.

Art. 30: “Não se desenvolverão atividades militares (sic) nas terras ou territórios dos povos indígenas, a menos que tenham solicitado”.

Art. 36: “Os povos indígenas, sobretudo os separados por fronteiras internacionais (sic), têm direito de manter e desenvolver contatos, relações e cooperação com outros povos, através das fronteiras” (sic)”.

Têm os índios brasileiros o direito de praticar o infanticídio?









Era o de que precisávamos: um caso quente que envolve ética, antropologia, direito, política… Em última instância: filosofia…

Em discussão estão principalmente estas duas questões:

1) A diversidade e o relativismo cultural

Se a cultura indígena aprova, ou mesmo determina, que bebês com deficiência física sejam sacrificados (isto é, que sejam deixados sem assistência para que morram, ou mesmo que sejam ativamente matados), nós que temos uma cultura diferente vamos ficar apenas olhando?

Afinal de contas, a diversidade cultural, como há muito se alega, não é um bem?

O relativismo cultural não é apregoado aos quatro cantos, afirmando que nenhuma cultura é superior a outra, e que todas têm o direito de ter seus próprios sistemas éticos, que são igualmente bons, ou, pelo menos, incomensuráveis?

O multiculturalismo não é ensinado em nossas escolas como um valor a ser preservado?

Não é isso que prega, aos quatro ventos, a FUNAI?

2) A questão das “nações indígenas”

Os indígenas brasileiros estão de fora da nação brasileira, constituindo uma outra nação, ou um conjunto de outras nações, com seu próprio território, suas próprias leis, seus próprios costumes, seus próprios valores?

O presidente da FUNAI não é uma espécie de Secretário Geral do equivalente da ONU dessas nações indígenas brasileiras — e é assim que elas se denominam e a FUNAI freqüentemente a designa?

Não é isso que prega a FUNAI e os seus antropólogos de plantão?

A questão não é só cultural, antropológica, ética: é também política e de direito (quiçá internacional…)

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Por fim, a FUNAI mistura tudo, trazendo para o mexilhão até mesmo a religião: ter um filho defeituoso é, para os índios, um grave "pecado", diz a nota da FUNAI.

A nota da preclara instituição não esclarece, no caso, de quem seria o "pecado": seria dos pais? Da comunidade? Da tribo? Da própria criança que nasce defeituosa? E esse "pecado" justificaria o sacrifício da criança?

A FUNAI parece pensar (se é que pensa) que, no mínimo, são os índios que devem decidir isso, não as leis e o sistema judiciário do país… – e que a cultura predominante do país pensa sobre a questão é absolutamente irrelevante.

A FUNAI alega estar tentando proteger os direitos dos pais da menina. E os direitos da menina com hidrocefalia, quem protege?

As questões do aborto e da eutanásia aqui reaparecem em um contexto multicultural… A cultura aqui faz as vezes da religião (como a nota da FUNAI deixa claro), misturando esse caso com a postura dos Testemunhas de Jeová que se recusam a, por exemplo, fazer transfusão de sangue e a permitir que ela seja feita em seus filhos, ainda que morram…

*** * ***

Institucionalmente, essa é uma questão da Justiça Estadual ou da Justiça Federal? Ou seria da Justiça Internacional, visto que os Ianomânis são, como se apregoa, uma nação autônoma?

Ainda institucionalmente, a Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) e a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) estão em pé de guerra. Quando duas Fundações do Executivo Federal discordam, quem resolve? O Presidente? E o Conselho Tutelar, onde fica, institucionalmente, nessa briga entre as diversas Justiças e as diversas Fundações? E o Ministério Público Federal?

E as Igrejas, que vivem tentando salvar os índios de sua cultura, levando-os a aceitar o Cristianismo, como ficam? E as ONGs, que vivem tentando salvar os índios do Cristianismo e de toda cultura não-indígena, que apito vão apitar?

Numa questão marginal, mas importante, será que nós, agindo na contra-mão da recomendação contida no princípio da Navalha de Ockham, não estamos multiplicando entidades além da necessidade — e além do bom senso?

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De repente descobrimos que o infanticídio é praticado no Brasil impunemente e que os índios matam não só crianças que nascem defeituosas, mas também gêmeos e filhos de mãe solteira… E isso com o conhecimento e sob a proteção da FUNAI!!!

Que país é esse?

Que belo cardápio para um curso transdisciplinar que discuta o que hoje seria objeto de cursos de filosofia, antropologia, direito, ciência política, para não mencionar a teologia, a regina scientiarum?

O UOL ataca com suas próprias armas de alta tecnologia: Enquetes e Grupos de Discussão… Enquete: A bebê ianomâmi deficiente deve ser entregue aos pais? Vote! Grupo de discussão: Em casos de vida ou morte, a Justiça deveria interferir em questões culturais? Opine!

Vote!!! Opine!!! A sociedade deve se envolver na discussão da questão, excitar-se toda, ler mais o site do UOL…

Os ativistas devem organizar seus exércitos, fazer demonstrações, elaborar piquetes, conseguir seus 15 segundos de fama…

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No meio disso tudo, há as curiosidades e as figuras ridículas… Nesse primeiro assalto claramente se destaca a figura do administrador regional da Funai em Manaus, Edgar Fernandes. Colocando-se no lugar da Corte Suprema brasileira ela já sentencia: "Ela (Justiça Estadual) não tem prerrogativa para julgar esse caso. Questões envolvendo índios têm de ser resolvidas na Justiça Federal." Colocando-se na posição de Antropólogo Mor da Nação ele determina: "Os povos indígenas têm direito às suas próprias crenças. Os pais da menina não acreditam mais na medicina ocidental e querem que ela tenha os seus últimos dias na aldeia". Será que os pais da menina acreditaram um dia na medicina ocidental e agora não acreditam mais???

Well, é isso. Boa discussão no fim de semana…


 Abaixo, a matéria do UOL.

domingo, 9 de junho de 2013

O homem que não se irritava







Autor Anônimo

Havia um homem que não se irritava e não discutia à toa com ninguém. Sempre encontrava saída cordial, não feria a ninguém, nem se aborrecia com as pessoas. Morava em modesta pensão, onde era admirado e querido.
     
Para testá-lo, um dia seus companheiros combinaram levá-lo à irritação e à discussão, numa determinada noite em que o conduziram a um jantar.

Trataram todos os detalhes com a garçonete, que seria a responsável por atender à mesa reservada para a ocasião. Assim que iniciou o jantar, logo de entrada foi servida uma saborosa sopa, de que o homem gostava muito.

A garçonete aproximou-se dele, pela esquerda, e ele, prontamente, levou seu prato para o lado da moça que lhe falava, a fim de lhe facilitar a tarefa.

Contudo, ela serviu a todos os demais e, quando chegou a vez dele, foi embora para outra mesa.

Ele esperou calmamente, e em silêncio, que ela voltasse. Quando ela se aproximou outra vez, agora pela direita, para recolher o prato, ele levou outra vez seu prato na direção da jovem, que novamente se distanciou, ignorando-o.

Após servir todos os demais, passou rente a ele, acintosamente, com a sopeira fumegante, exalando saboroso aroma, como quem havia concluído a tarefa, e retornou à cozinha.

Naquele momento não se ouvia qualquer ruído. Todos observavam discretamente, para ver a reação dele.

Educadamente, ele chamou a garçonete, que se voltou, fingindo impaciência, e o interpelou, dizendo:

- O que o senhor deseja?

Ao que ele respondeu, naturalmente:

- A senhorita não me serviu a sopa.

Para provocá-lo, ela retrucou, desmentindo-o:

- Servi, sim, senhor!

Ele olhou para ela, olhou para o prato vazio e limpo e ficou pensativo por alguns segundos... Todos pensaram que ele iria brigar...

Suspense e silêncio total.

Todavia o homem surpreendeu a todos, ponderando tranquilamente:

- A senhorita serviu, sim, mas eu aceito um pouco mais!


MORAL DA HISTÓRIA

Bom seria se todas as pessoas agissem sempre com discernimento, em vez de reagir com irritação e impensadamente.

Ao protagonista da nossa singela estória, não importava quem estava com a razão, e sim evitar as discussões desgastantes e improdutivas. Quem assim age sai ganhando sempre, pois não se desgasta com emoções, que podem provocar sérios problemas de saúde ou acabar em desgraça.

Muitas brigas surgem motivadas por pouca coisa, por coisas tão sem sentido, mas que se avolumam e se inflamam com o calor da discussão, isso porque algumas pessoas têm a tola pretensão de não levar desaforo para casa, mas acabam levando para a prisão, para o hospital ou para o cemitério...

Por isso a importância de aprender a arte de não se irritar, de deixar por menos ou encontrar uma saída inteligente, como fez o homem no restaurante.

Pensamentos:

"Educar a alma é a alma da educação"

“É sábio olhar para trás, pois é avaliando a tortuosidade de nossas pegadas que poderemos garantir um caminho reto para o futuro”.


"Preocupemo-se mais com a nossa consciência  do que com a nossa reputação, porque a consciência reflete quem nós somos, mas a reputação reflete o que os outros pensam de nós. E o que os outros pensam, é problema deles".  

Coração de Leão - Ja nuns hons pris (música medieval)

Edson Oliveira


Ricardo Coração de Leão
Não havia mais uma cruz em suas vestes, nem mesmo a razão da batalha era religiosa. Retornando da Terra Santa, o monarca necessitava acabar com as revoltas nos domínios ingleses na França. Corajoso e destemido, o rei da Inglaterra bem mereceu o título que o imortalizou: Ricardo, Coração de Leão.


Sitiando o castelo de Chaluz, preferiu não usar armadura na disputa militar contra o visconde Ademar. A audácia custou desta vez sua vida. No alto das muralhas, um arqueiro pronto para disparar observa com muita atenção todos os movimentos de Ricardo. Quando este desceu de seu cavalo para analisar melhor a situação, pode ainda contemplar o rápido movimento da flecha que vinha ao seu encontro.



O tiro fora certeiro. Atingido no abdômen, o rei cruzado cai por terra e é levado para sua tenda. Seus olhos fecham, mas, ainda consciente, relembra o instante em que, marchando à frente de suas tropas no deserto, pode avistar pela primeira vez as muralhas de Jerusalém.



O rei que não conseguiu abrir as portas da cidade santa para seus irmãos de Fé, espera que a Rainha do Céu lhe guie até a Jerusalém celeste. Pensando no alerta de Nosso Senhor de que será julgado com a mesma medida que julgardes, Ricardo perdoou o arqueiro que o alvejara.



No passado, o Leão inglês ficara por dois invernos prisioneiro do Imperador da Áustria, esperando seu resgate. Mas, neste momento, o coração de Ricardo só busca a libertação desta terra de exílio, deste vale de lágrimas. O guerreiro agora agoniza sob os cuidados de um padre que lhe ministra os últimos sacramentos.



O sacerdote sai da tenda real e anuncia: - Monseigneur est mort!


***


Foi durante o cativeiro na Áustria que Ricardo, Coração de Leão, escreveu a música Ja nuns hons pris. Segue abaixo a tradução das duas primeiras estrofes e o vídeo com a música para apreciação dos leitores.




Ja nus hons pris ne dira sa raison

Adroitement, se dolantement non

Mes par confort puet il fere chançon
Moult ai amis, mes povre sont li don
HonteIen avront, se por ma reançon
Sui ces deus yvers pris



Nenhum prisioneiro pode contar sua história

Corretamente, a menos que seja tristemente

Mas com esforço ele pode fazer uma canção
Eu tenho muitos amigos, mas pobres são seus dons
Eles serão expostos à vergonha, se para resgate
Eu for mantido aqui durante dois invernos



Ce sevent bien mi honme et mi baron

Englois, Normant, Poitevin et Gascon

Que je n’avoie si povre conpaignon
Cui je laissasse por avoir en prixon
Je nel di pas por nule retraçon
Mes encor sui ge pris



Sabem bem, meus homens e barões

Da Inglaterra, Normandia, Poitou e Gasconha

Que se eu tivesse um amigo, mesmo humilde
Eu não o deixaria na prisão
Eu não diria que isso é uma repreensão
Mas eu ainda sou prisioneiro

JMJ - 'Trabalhos' (ritos de umbanda e bruxaria) em dueto com a exaltação do homossexualismo entre católicos





Jornada Mundial da Juventude do Orgulho Gay, só cego não vê






 - Não consigo entender o que um sacerdote, leigos católicos vão fazer num local assim!

Se lá fossem para tentar converter estes pagãos animistas, ótimo, porém, dar apoio a tanta ignorância e até participar da macumbaria, sem dúvida nenhuma estão negando a Fé em Jesus Cristo, ao Santo Evangelho e à sua Igreja.

Pois é, do jeito que as coisas caminham, vai faltar [preservativo] nessa JMJ Cor de Rosa, Arco Iris, Gayzista. Não consigo entender o estado de cegueira em que se encontram os organizadores desta JMJ, qualquer um vê claramente que ela já não é mais católica, parece mais um Encontro do Orgulho Gay.



*** * ***



‘Muita festa para os pretos-velhos’, com a participação de padres e jovens participantes da JMJ



Escravos e antepassados negros serão louvados em ritual religioso na Praia de Pedra de Guaratiba




A costa brasileira voltará a receber negros africanos vindos de um mundo bem diferente do nosso. E que se chama plano espiritual, (afirmam os adeptos das religiões-afro), que diferentemente do que acontecia na época da escravidão, preparam uma recepção com muita festa para os pretos-velhos, como são chamados e conhecidos os espíritos dos antigos escravos.

E o desembarque deles no mundo terreno acontecerá neste domingo, a partir das 10h, na orla de Pedra de Guaratiba. É que o bairro sedia o "2º Encontro Inter-religioso para a juventude e homenagem aos pretos-velhos e à escrava Anastácia". O primeiro foi no ano passado, em Sepetiba.

O evento vai reunir padres, pastores e até jovens participantes da Jornada Mundial da Juventude.

— O seminário é para ajudar os jovens a seguir o caminho verdadeiro da paz, do respeito e da dignidade humana — explica Jupira Nascimento, a mãe Fomo de Ewa, organizadora da festividade religiosa.


População poderá até tomar passe de graça

Na orla de Pedra de Guaratiba, será possível tirar qualquer impureza do corpo sem entrar na água. Basta um passe com os espíritos dos pretos-velhos, que vão incorporar nos médiuns, durante a sessão espírita ao ar livre.

— Eles purificam as pessoas trabalhando com arruda, guiné e até com a fumaça do cachimbo — afirma Mãe Fomo de Ewa.

O mesmo acontece a cada dois meses na Praça Adolfo Lemos, mais conhecida como Praça de Preto-Velho, em Inhoaíba. O local é ponto de culto espírita bem em frente à imagem de Tia Maria do Sul de Minas, a escrava de um fazendeiro local que foi ama de leite do filho dele.


— Mantenho os cultos aqui para divulgar a religião, já muito discriminada. Mas sem impor ela a ninguém — conta Mãe Penha Ferreira, organizadora dos cultos na praça.

ABSURDO - Grupo gay "católico" prepara a sua "contribuição" para a Jornada Mundial da Juventude





 O QUE AS AUTORIDADES ECLESIÁSTICAS TÊM A DIZER SOBRE ISSO?



"As pessoas nos acham masoquistas. Não é isso. Somos católicos e gays. Uma é a expressão da espiritualidade. A outra, da sexualidadeAssim a psicóloga Cristiana Serra, de 39 anos, explica o porquê da criação, há sete anos, do Diversidade Católica. O grupo se prepara para receber jovens com o mesmo perfil, que virão de todo o mundo, para a Jornada Mundial da Juventude, em julho.
Não é para fazer piquete ou pedir aceitação do Papa. Vamos conversar com jovens sobre como é ser gay dentro da Igreja - diz o professor Hugo Nogueira, de 42 anos, um dos organizadores do evento


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Fonte: Extra Globo
Grupo Diversidade Católica prepara evento paralelo à Jornada Mundial da Juventude para discutir como é ser gay dentro da Igreja católica
Grupo Diversidade Católica prepara evento paralelo à Jornada Mundial da Juventude para discutir como é ser gay dentro da Igreja católica Foto: Wilson Mendes / Extra


"As pessoas nos acham masoquistas. Não é isso. Somos católicos e gays. Uma é a expressão da espiritualidade. A outra, da sexualidade". Assim a psicóloga Cristiana Serra, de 39 anos, explica o porquê da criação, há sete anos, do Diversidade Católica. O grupo se prepara para receber jovens com o mesmo perfil, que virão de todo o mundo, para a Jornada Mundial da Juventude, em julho.

- Não é para fazer piquete ou pedir aceitação do Papa. Vamos conversar com jovens sobre como é ser gay dentro da Igreja - diz o professor Hugo Nogueira, de 42 anos, um dos organizadores do evento, que acontece na Unirio, no auditório Vera Janacopulos, 25 de julho, de 14h a 18h.

São pessoas com histórias parecidas com a do músico Pedro Borges, de 28 anos.

- Sempre fui católico, até que descobri minha sexualidade. Não foi tranquilo, mas tudo muda quando se vê que o padre não é um mágico, mas uma pessoa que deve orientar a fé - diz Pedro, que é voluntário da Jornada.



Cristiana Serra diz que é possível conciliar a sexualidade homoafetiva e a fé católica
Cristiana Serra diz que é possível conciliar a sexualidade homoafetiva e a fé católica Foto: Wilson Mendes / Extra


Não faltam relatos de jovens "feridos na alma" por um ambiente conservador.

- Um menino cortou os pulsos. Alguns documentos oficiais são de um assédio moral devastador. Como padre, vejo que a Igreja deve receber todos - diz um dos raros sacerdotes, que prefere não se identificar, a ouvir confissões de gays no Rio.

Os que fazem parte do grupo confessam seus pecados, não vêem a sexualidade como pecado, mas condição natural, e comungam.

- Hóstia não é medalha de comportamento. É símbolo da fé - defende Hugo.

O posicionamento não é consenso. Apesar de o arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta, ter se manifestado a favor da acolhida das pessoas de qualquer orientação sexual, conferir sacramentos a elas é tabu.

- Cito Bento 16: o cristianismo não é um conjunto de proibições - pensa o padre.

Outro padre que estuda a sexualidade é o jesuíta Luís Corrêa Lima. Em artigos, ele aponta brechas que garantem aos gays acesso à Igreja.

"Uma carta da Cúria Romana, de 1986, afirma que nenhum ser humano é mero homo ou hétero. Ele é, acima de tudo, criatura de Deus e destinatário de Sua Graça".

‘Mandou orar, jejuar e tomar banho frio’



A ex-freira Rosilene Calheiros: ‘padres disseram que eu estava no inferno’
A ex-freira Rosilene Calheiros: ‘padres disseram que eu estava no inferno’ Foto: Wilson Mendes / Extra


Rosilene Calheiros

49 anos, ex-freira, religiosa atuante e programadora

“Sempre fui muito religiosa, o arcebispo jantava na minha casa, conhecia todos os padres. Eu tinha 17 anos, no início da década de 1980, quando não aguentando mais procurei um padre para confessar: "estou apaixonada por uma menina". Apesar de ter me mandado orar, fazer jejum e tomar banho frio, ele me disse que eu iria para o inferno. Eu vivi lá por anos, até que encontrei um monge beneditino. Ele foi o primeiro que me disse que eu não estava no inferno, que era para eu ser como minha natureza mandava. Daí as coisas melhoraram e segui a vida religiosa. Entrei para um convento e tive sorte de a monja me aceitar, pois disse a ela logo que cheguei. Fiquei seis anos lá, até que, com medo dos votos de obediência, pedi licença e não voltei. Casei e tenho minha família e minha fé.”


sábado, 8 de junho de 2013

50 anos depois, padres jovens retomam a batina que padres velhos jogaram fora para dar impressão de jovens

O ‘PROGRESSISMO’ CATÓLICO FICOU VELHO E CARCOMIDO: CINQUENTA ANOS APÓS O CONCÍLIO VATICANO II, OS PAPEIS SE INVERTERAM.

AGORA, SÃO OS SACERDOTES JOVENS QUE QUEREM USAR A BATINA, CUJA ABOLIÇÃO OS VELHOS DEFENDEM.

OS SACERDOTES PROGRESSISTAS, ESCLEROSADOS EM SEU ÓDIO À TRADIÇÃO CATÓLICA, ESTÃO PERDIDOS NA NOITE DOS TEMPOS...




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Fonte: IPCO


Há 50 anos a “libertação” da batina era tida gesto “jovem”
Luis Dufaur
·
Há 50 anos o cardeal arcebispo de Paris, Mons. Maurice Feltin, aprovou que os padres deixassem de usar a batina em condições normais.
Sua decisão, tomada em 29 de junho de 1962, não se apresentou como doutrinária ou moral, mas pastoral, visando adaptar os costumes eclesiásticos às mutações da sociedade. De fato, significou uma mudança histórica e foi acompanhada no mesmo ano pela maioria das dioceses francesas.
O “clergyman” foi acolhido até com euforia por sacerdotes novos e “beatas” de sacristia, relembrou o colunista da revista “La Vie”, Jean Mercier em artigo sob o sugestivo título de “A veste de luz”.
Mercier insiste na “embriaguez de modernidade” daquele momento pouco anterior ao Vaticano II para se compreender que a mudança foi recebida como “verdadeira liberação”.





Hoje, jovens eclesiásticos querem a batina.  Foto: seminaristas em cerimônia de tomada de batina
Hoje, jovens eclesiásticos querem a batina.
Foto: seminaristas em cerimônia de tomada de batina
Aproximadamente desde o Concílio de Trento os sacerdotes usavam batina para se diferenciarem do resto dos homens.
A batina adquiriu sua forma bem conhecida no século XIX. Escreve Mercier:
“Faz pensar na morte, na Cruz. O sacerdote que a veste [a batina] se compromete a imitar a Cristo casto e pobre. Ela sinaliza sua renúncia ao prazer e à sedução e, num sentido mais largo, sua renúncia ao mundo, quer dizer, ao sistema que marca as relações humanas pelo desejo de poder, dinheiro e aparência. A batina é uma forma de túmulo. Ela faz eco à antiga prática de se revestir de um ‘véu mortuário’ na cerimônia de entrada de religiosos e religiosas em religião, para simbolizar a morte à vontade própria e ao mundo”.



Em 1962 tudo isso ficou para trás: a lógica do abandono da batina foi a mesma da abertura ao mundo profano, laicizado, que repelia a submissão e a obediência.
Por isso foi uma ruptura enorme.
Para o simples fiel, padre sério anda de batina
Para o simples fiel, padre sério anda de batina
O “clergyman” durou muito pouco e acabou sendo abandonado na onda da revolução libertária de Maio de 68.
“É proibido proibir”, clamavam nas ruas operários, estudantes e sacerdotes rebeldes contra toda restrição, inclusive a sexual.
Porém, 50 anos depois, os papeis se inverteram. São os sacerdotes jovens que querem usar a batina cuja abolição os velhos defendem.
Mercier constata, espantado, que não se trata apenas de jovens sacerdotes tradicionalistas: “Hoje, o grande assunto entre os padres é saber se eles têm a coragem de assumir a batina”, dizia um deles ao jornalista.
No modo de ver dos simples fiéis, a batina está primeiramente associada à ideia de tradicionalismo.
Em segundo lugar, diante do padre jovem de batina, o fiel pensa tratar-se de alguém que celebra discretamente a missa tridentina em latim, sob a forma aprovada pela Santa Sé como “extraordinária”.
No fundo da cabeça da pessoa da rua – constata Mercier – a imagem do padre verdadeiro continua ligada à batina, malgrado as transformações introduzidas pelo Vaticano II.
Um sacerdote amigo do colunista lhe contou que foi a Lourdes recentemente com outro padre. Só que este último usava batina, e ele só um clergyman preto.
Capelão militar em Lourdes
Capelão militar em Lourdes
Mercier apresenta esse padre de clergyman como um homem de boa presença e “carismático”, e o de batina como tímido, pouco dotado de qualidades e brilho pessoal.
Entretanto, quando iam pelas ruas de Lourdes, eram parados sem cessar por peregrinos que pediam para benzer objetos.
“Em momento algum eles se dirigiram a mim,contou o padre de clergyman, embora fosse evidente que eu sou padre, mas sempre a meu amigo de batina. Eu acredito que era por causa da batina. Ela exerce efeito especial sobre as pessoas que estão longe da Igreja, um atrativo poderoso”.
Mercier diz que teria muitos outros testemunhos no mesmo sentido para narrar.
Para os padres de mais 60 anos – acrescenta – a batina é um retrocesso, é arrogância, endurecimento ideológico, uma renúncia a tudo pelo que eles combateram na vida.
Mas os jovens sacerdotes, os quais voltaram a usá-la em 2012, pensam que ela serve melhor para evangelizar. Em se tratando de “dar testemunho”, que melhor testemunho pode haver que andar de batina pelos logradouros públicos?
Cena em Roma: batina contradiz maus costumes
Cena em Roma: batina contradiz maus costumes
Mas para Mercier, que não é amigo da batina, há um problema muito delicado.
A batina está ligada estreitamente ao celibato e os padres sentem muito isso.
Optar por não casar para seguir a Jesus Cristo e trabalhar pelo Reino de Deus: isso a batina prega como nenhum outro símbolo.
“A veste preta que cobre o corpo todo,escreve Mercier, é um escândalo para um mundo que exibe a carne, onde prevalece um conformismo social tirânico em matéria de sexualidade, onde se afirma ser anormal que alguém não seja sexualmente ativo. Ora, o sacerdote que pratica a castidade e escolhe o celibato encarna a resistência contra esse modo de pensar dominante. O fato de usar batina participa da radicalidade de Cristo e de seu Evangelho”.
Mercier recomenda a seus amigos, sacerdotes e leigos engajados como ele no movimento progressista e que hoje se sentem cada vez mais frustrados, não polemizar com os jovens padres de batina.
Se isso acontecer eles vão radicalizar mais e a situação vai ficar pior para aqueles que um dia julgaram que conquistariam o mundo mostrando-se “jovens” e jogando as “velharias” da Igreja pela janela. Como a batina…

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